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wave-ruler-bp-250210

Hoje, ao redor das 12h, debaixo de uma tremenda chuva, registramos o RFA Wave Ruler (A 390) suspendendo do Porto de Santos, em sua primeira escala no Brasil.

Faça chuva ou sol sempre tentamos estar lá, desta vez graças ao esforço de Bruno Pricoli, registramos a primeira escala desta classe em nossas águas.

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FOTOS: Bruno Pricoli, Santos Shiplovers , NGB, NMB e Poder Naval OnLine

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Fleet Concentration Period 2010 na Austrália

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O HMDS Absalon (L 16), que integra o Standing NATO Maritime Group 1 (SNMG 1), resgatou a tripulação do navio MV Ariella, pertencente a empresa Splosna Plovba International Shipping and Chartering Ltd , em 5 de fevereiro, depois que o mesmo foi sequestrado por piratas no Golfo de Aden.

Vinte e cinco marinheiros estavam a bordo, quando o navio foi abordado por dois botes ocupado por piratas armados com AK-47.

O MV Ariella estava navegando dentro do Internationally Recommended Transit Corridor, sob a proteção de forças navais da coalizão, quando ocorreu o ataque.

Como os piratas tentaram tomar o controle do navio, um pedido de socorro foi emitido e recebido pela fragata indiana INS Tabar que, segundo a UE NAVFOR, transmitiu um alerta geral.

Um helicóptero Super Lynx Mk-90B foi lançado pela HMDS Absalon e disparou tiros de advertência, tendo os piratas revidado o fogo antes de fugirem rapidamente, abandonando o navio e seus tripulantes.

Super Lynx Mk90B

FONTE: JANES    Colaborou: Osvaldo Antunes

 

HMS ‘Daring’ e ‘Dauntless’ juntos no mar

HMS Daring and HMS Dauntless

Pela primeira vez o HMS Daring (D 32) e HMS Dauntless (D 33) navegaram juntos, lado a lado.

Tal fato ocorreu no dia 15.02, ao sul da ilha Wight, quando os dois destróieres de defesa aérea Type 45 partiram para simular a defesa a um importante navio de guerra.

O treinamento também consistiu em testar os equipamentos de comunicação dos navios, visando um treinamento operacional em alto mar a ser realizado ainda este ano.

HMS Daring and HMS Dauntless

HMS Daring and HMS Dauntless

HMS Daring and HMS Dauntless

SAIBA MAIS:

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  a-doria-mauricio-brescia-livorno-160208

a-doria-sealSob  o Comando do Capt. Giacinto Ottavini é prevista para hoje a atracação do CT Andea Doria (D 553), da classe Orizzonte (Horizon), no cais da Base Naval de Mocanguê em Niterói. Mais uma Horizon visitando o Brasil.

FOTO: Mauricio Brescia – Livorno – 16.02.08

NOTA do EDITOR: Marcelo Ostra, direto do Hospital do Rim, Vila Clementino, São Paulo,9o. andar, quarto 1908, com creatinina em 1,2, para o Blog Naval.

 

Cobra Gold 2010” ou CG10, é um exercício anual conjunto entre os Estados Unidos e as forças armadas da Tailândia.

Este ano foi a primeira vez que Singapura, Japão e Coreia do Sul participaram dos exercícios militares conjuntos, que foram realizados entre os dias 1 e 11 de fevereiro.

Representantes das forças armadas de mais de 20 países participaram como observadores.

O Cobra Gold 2010 (CG10) marca o 29ª edição deste exercício.

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USS Philadelphia

O submarino nuclear de ataque USS Philadelphia (SSN 690) voltou para a Submarine Base New London, no dia 3 de fevereiro, após completar a sua última missão de seis meses em deslocamento com o Enterprise Carrier Strike Group .

O descomissionamento do USS Philadelphia ocorrerá no final do ano.

USS Phialadelphia sailors

 

Começa o exercício NOBLE MANTA-10

Noble Manta 10

As forças da OTAN se reúnem no Mediterrâneo para o maior exercício de Guerra Antissubmarina.

Uma Força Tarefa formada por sete submarinos, 18 aeronaves (incluindo os helicópteros embarcados) e oito navios de superfície, vão participar do exercício Noble Manta-10, no período entre os dias 10 e 24 de Fevereiro.

O exercício será realizado a sudeste da Sicília por dez países membros da OTAN, Canadá, França, Alemanha, Grécia, Itália, Noruega, Espanha, Turquia, Reino Unido e os Estados Unidos.

Dos sete submarinos participantes do treinamento,  França, Alemanha, Grécia, Itália e Espanha estarão com uma unidade cada e a Turquia participará com duas.

Cada submarino vai ter a oportunidade de ser um caçador, alternando para o papel de presa dos navios de superfície da Standing NATO Maritime Group 2.

O exercício tem a finalidade de manter e melhorar a proficiência em coordenar guerras anti-submarina, anti-superfície e operações de vigilância costeira, com uma força multi-nacional de navios, submarinos e aviões.

Além disso, terá como objetivo proporcionar treinamento operacional do potencial de reação da NATO Response Force (NRF), bem como executar os procedimentos para as operações atuais e futuras de defesa contra o terrorismo.

Aeronaves de patrulha marítima e helicópteros ASW, vão operar a partir de bases aéreas na Sicília e de seus respectivos navios.

Mais de 100 missões aéreas estão previstas e que, em média, irão resultar em um briefing com as tripulações, de três em três horas, dia e noite, durante todo o exercício.

SAIBA MAIS:

 

F-43_ARA Patagônia

No dia 1º de fevereiro, a Fragata “Liberal” (F43) realizou Operação “PASSEX” com o Navio de Apoio Logístico B1 “Patagonia”, da Armada Argentina, na área marítima compreendida entre Santos e Rio de Janeiro.

Foram realizados exercícios operativos de manobras táticas, “leap frog” e “light line”, além de operações aéreas, exercício de Transferência de Óleo no Mar (TOM) e exercícios de Centro de Operações de Combate.

Operações desse tipo servem para aumentar o grau de adestramento da tripulação, no que se refere aos procedimentos operativos executados com outras marinhas. Outro fator de destaque é sua contribuição para o estreitamento dos laços de amizade entre os países participantes.

FONTE e FOTO: MB

 

HMS “Chatam” chega ao Golfo de Aden

HMS Chatham

O HMS “Chatham” chegou no Golfo de Aden para participar da operação OTAN Ocean Shield – A missão da OTAN contra a pirataria ao largo da África e da costa somali.

O HMSChatam” se juntará a Força Tarefa (FT) multinacional que está ajudando a proteger os navios mercantes que transitam pela área.

Desde que deixou o Reino Unido, no início de janeiro, a tripulação do HMS “Chatham” têm realizado ensaios de missão, praticando táticas e procedimentos a serem utilizados no Teatro de Operações.

Boat

Toda a capacidade do navio contra a pirataria tem sido testada a partir da utilização de seu helicóptero Lynx Mk 8, rápidos barcos infláveis e pelo destacamento de Royal Marines, que estão ansiosos para por em prática seu treinamento.

Lynx Mk8

HMS “Chatham” está patrulhando uma seção da rota segura, através do Golfo de Aden, onde a FT da OTAN e os navios de outras nações supervisionam os navios mercantes e observam as atividades suspeitas para deter os ataques dos piratas.

SAIBA MAIS:

 

Fotos tiradas de uma aeronave AH-11A Super Lynx, do 1° Esquadrão de Helicópteros de Esclarecimento e Ataque (HA-1), durante a faina de TOM entre o NT “Gastão Motta” (G 23) e o Nae “Cavour“.

SAIBA MAIS:

 

Cavour e Gastão Motta

Na quarta-feira, 27 de janeiro, o Navio-Tanque (NT) “Almirante Gastão Motta” realizou Transferência de Óleo no Mar (TOM) com o Navio-Aeródromo “Cavour” da Marinha Militar Italiana. Este foi o primeiro abastecimento do “Cavour” com um Navio-Tanque de uma Marinha de outro país.

O navio italiano, que participa da operação conjunta com a Marinha do Brasil em caráter de Ajuda Humanitária ao Haiti, atracou em Fortaleza, embarcando dois helicópteros – um UH-14 Super Puma e um UH-12 Esquilo – e duas equipes de Destacamento Aéreo Embarcado (DAE) da Força Aeronaval, além de uma equipe médica, da Esquadra Brasileira, especializada em Evacuação Aeromédica (EVAM). Esses destacamentos somam um total de 15 oficiais e 44 praças, além de uma carga de 2,2 toneladas.

O evento de abastecimento durou cerca de 3 horas e meia, com um tempo efetivo de bombeio de óleo de 2 horas e 7 minutos. Os navios navegaram juntos com uma velocidade de 10 nós, equivalente a 18,5 Km/h.

AH-11A sobrevoando Cavour

FONTE: Marinha do Brasil

FOTOS: Alexandre Medeiros – TV Cidade (Rede Record)

 

L52 Castilla

O governo espanhol anunciou o envio do navio de assalto anfíbio “Castilla” (L 52), da Classe Galícia, ao Haiti.

O navio irá juntar-se ao esforço de ajuda humanitária com uma equipe médica composta por 50 pessoas e três helicópteros embarcados.

O navio tem capacidade para transportar até 577 pessoas entre tripulantes, equipe de voo, médicos e fuzileiros navais, comporta até 04 embarcações de desembarque LCM1-E e pode operar com até 06 helicópteros AB-212 ou 4 SH-3D Sea King.

FONTE: Armada Española

 

USS Carl Vinson (CVN 70)USS Carl Vinson (CVN 70)

Características Gerais da Classe Nimitz:

  • Propulsão: Dois reatores nucleares.
  • Comprimento: 1.092 pés (332,85 metros).
  • Boca: 134  pés (40,84 metros).
  • Deslocamento: Cerca de 97.000 toneladas de carga total.
  • Velocidade: 30 nós (34,5 milhas por hora).
  • Tripulação: Navio: 3.200 – CVW: 2.480.
  • Aeronaves: 85.

USS Bataan (LHD 5)

USS Bataan (LHD 5)

Características Gerais da Classe Wasp:

  • Propulsão: Duas caldeiras e duas turbinas a vapor.
  • Comprimento: 844 pés (253,2 metros).
  • Boca: 106 pés (31,8 metros).
  • Deslocamento: 40.358 toneladas a plena carga.
  • Velocidade: 20 nós (23,5 milhas por hora).
  • Tripulação: 104 oficiais, 1.004 marinheiros e 1.687 Marines.
  • Aeronaves: 12 CH-46 Sea Knight; 4 CH-53E Sea Stallion; 3 UH-1N Huey e 4 AH-1W Super Cobra.

USS Normandy (CG 60) e

USS Normandy (CG-60)

USS Bunker Hill (CG 52)

USS Bunker Hill (CG 52)

Características Gerais da Classe Ticonderoga

  • Propulsão: 4 turbinas a gás General Electric LM 2500.
  • Comprimento: 567 pés (172,82 metros).
  • Boca: 55 pés (16,77 metros).
  • Deslocamento: 9.600 toneladas .
  • Velocidade: 30 nós.
  • Tripulação: 24 oficiais e 340 marinheiros.
  • Aeronaves: Dois SH-60B Sea Hawk.

USS Higgins (DDG 76)

USS Higgins (DDG 76)

Características Gerais da Classe Arleigh Burke

  • Propulsão: Quatro turbinas a gás General Electric LM 2500-30.
  • Comprimento: 505 pés (153,92 metros).
  • Boca: 59 pés (18 metros).
  • Deslocamento: 8.230 toneladas.
  • Velocidade: 30 nós.
  • Tripulação: 276 homens.
  • Aeronaves: Dois MH-60R Sea Hawk.

USS Underwood (FFG 36)

USS Underwood (FFG 36)

Características Gerais da Classe Oliver Hazard Perry

  • Propulsão: Duas turbinas a gás General Electric LM 2500.
  • Comprimento: 453 pés (135,9 metros).
  • Boca: 45 pés (13,5 metros).
  • Deslocamento: 4.100 toneladas.
  • Velocidade: 29 nós (33,4 milhas por hora).
  • Tripulação: 17 oficiais e 198 marinheiros.
  • Aeronaves: Dois SH-60B Sea Hawk.

USS Fort McHenry (LSD 43)

USS Fort McHenry (LSD 43)

USS Gunston Hall (LSD 44)

USS Gunston Hall (LSD 44)

Características Gerais da Classe Whidbey Island

  • Propulsão: Quatro motores Colt Industries.
  • Comprimento: 609 pés (185,6 metros).
  • Boca: 84 pés (25,60 metros).
  • Deslocamento: 15.939 toneladas .
  • Velocidade: 20 nós (23,5 milhas por hora).
  • Tripulação: 22 oficiais, 391 marinheiros e 402 Marines.
  • Doca: Capacidade para quatro LCAC.
  • Aeronave: Somente convoo, sem hangar.

USS Carter Hall (LSD 50)

USS Carter Hall (LSD 50)

Características Gerais da Classe Harpers Ferry

  • Propulsão: Quatro motores Colt Industries.
  • Comprimento: 609 pés (185,6 metros).
  • Boca: 84 pés (25,6 metros).
  • Deslocamento: 16.708 toneladas.
  • Velocidade: 20 nós (23,5  milhas por hora).
  • Tripulação: 22 oficiais, 397 marinheiros e 402 Marines.
  • Doca: Capacidade para dois LCAC.
  • Aeronave: Somente convoo, sem hangar.

USNS Sacagawea (T-AKE 2)

USNS Sacagawea

Características Gerais da Classe Lewis and Clark

  • Deslocamento: 23.852 toneladas (máx: 40.298 toneladas).
  • Comprimento: 689 pés (210 metros).
  • Boca: 106 pés (32,3 metros).
  • Calado: 30 pés (9,1 metros).
  • Propulsão: Sistemas integrados de propulsão e de sistema elétrico, com geração de 6,6 kV por geradores a diesel FM / MAN B & W  e bow thruster.
  • Velocidade: 20 nós.
  • Alcance: 14,000 milhas náuticas a 20 kt  (26,000 km a 37 km/h).
  • Volume de combustível transportado: 18.000 barris (2.900 m³) (DFM: 10.500 / JP5: 7.500).
  • Tripulação: 49 oficiais e 123 marinheiros.
  • Aeronaves: Dois MH-60S Sea Hawk.

USNS Grasp (T-ARS 51)

USNS Grasp

Características Gerais da Classe Safeguard

  • Deslocamento: 3.282 toneladas.
  • Comprimento: 255 pés (78 metros).
  • Boca: 50 pés (15 metros).
  • Calado: 15 pés (4,57 metros).
  • Propoulsão: 4 motores Caterpillar 399.
  • Velocidade: 15 nós.
  • Tripulantes: 6 oficiais e 94 marinheiros.

USNS Comfort (T-AH 20)

USNS Comfort (T-AH 20)

Características Gerais da Classe Mercy

  • Deslocamento: 69.360 toneladas.
  • Comprimento: 894 pés (272 metros).
  • Boca: 105 pés (32,18 metros).
  • Propulsão: Duas caldeiras e duas turbinas GE.
  • Velocidade: 17,5 nós.
  • Tripulantes: 63 oficiais e marinheiros e até 1200 médicos militares.
  • Tempo de ativação: 5 dias.
  • Aeronave: Somente convoo, com capacidade de operar aeronaves até o porte do MH-53E Sea Dragon.
  • Capacidade de atendimento médico:
  • Enfermaria de tratamento intensivo: 80 camas
  • Enfermaria de recuperação: 20 camas
  • Enfermaria de cuidados intermediários: 280 camas
  • Enfermaria de cuidados leves: 120 camas
  • Enfermaria: 500 camas
  • Total: 1.000 camas
  • Salas de operação: 12
  • Departamentos e Instalações:
  • Recepção
  • Unidade de Tratamento Intensivo (UTI)
  • Serviços radiológicos
  • Laboratório de análises
  • Farmácia
  • Fisioterapia
  • Unidade de queimados
  • Consultório odontológico
  • Consultório oftalmológico com laboratório de lentes
  • Lavanderia
  • Duas unidades produtoras de oxigênio
  • Quatro unidades de dessalinização (300.000 litros por dia).

FONTE/FOTOS: US Navy

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Esquadra realiza operação com a Marinha Nacional da França

Op Villegagnon 2010 - foto 5 MB

Navios do GT 701.2 e da MNF durante a Operação Villegagnon, com a Fragata “Liberal” em primeiro plano.

A 2ª Divisão da Esquadra, sob o comando do Contra-Almirante Ilques Barbosa Junior, realizou no período de 9 a 10 de janeiro de 2010, a “Operação Villegagnon-2010”, juntamente com meios navais da Marinha Nacional da França (MNF). O exercício foi realizado na área marítima compreendida entre o Rio de Janeiro e o Espírito Santo.

O Grupo-Tarefa (GT) brasileiro foi composto pela Fragata “Liberal” (F43), Corveta “Jaceguai” (V31) e pelo o Navio-Tanque “Almirante Gastão Motta” (G23), além dos helicópteros AH-11A “Super Lynx” e UH-13 “Esquilo”. A MNF participou dos exercícios com o Navio-Escola “Jeanne d’Arc” (R-97), a Fragata “Courbet” (F-712) e helicópteros AS-565 “Panther” e “Alouette”*.

Op Villegagnon 2010 - foto 1 MB

Fragata “Liberal” (F43) e Fragata “Courbet” (F-712) durante operação Villegagnon-2010

Participaram ainda da operação, embarcações da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro, empregadas no exercício de ameaças assimétricas, por ocasião da saída dos navios do GT brasileiro do Rio de Janeiro.

Durante a operação foram realizados, entre outros, os seguintes exercícios:

- Transferência de óleo no mar;

- “Light Line”;

- Manobras táticas;

- “Hello Cross Deck”;

- Guerra Eletrônica; e

- Exercícios Inopinados, como de Controle de Avarias.

Op Villegagnon 2010 - foto 2 MB

Militar da Fragata “Liberal” (F43) em posição de tiro durante exercício de ameaças assimétricas.

Após o término da Fase I da “Operação Villegagnon”, os navios franceses seguiram para Buenos Aires – Argentina, dando prosseguimento à viagem de instrução de Guardas-Marinha, última comissão do Navio-Escola “Jeanne d’Arc” (R-97) na MNF.

Tais exercícios, realizados rotineiramente com meios navais, aeronavais e de fuzileiros navais de Marinhas Amigas, contribuem para aprimorar o aprestamento do Poder Naval brasileiro e fortalecer os laços de cooperação e de amizade entre as Marinhas do Brasil e da França.

Op Villegagnon 2010 - foto 3 MB

Helicóptero “Gazelle” da l’aviation légère de l’armée de terre (ALAT) durante pouso na Fragata “Liberal”*.

Fase II da Operação Villegagnon

Entre os dias 10 e 15 de janeiro, o GT brasileiro cumpriu a Fase II da operação Villegagnon, realizando o P-EXOP – Exercício de tiro em proveito das aeronaves e de navios sobre alvo rebocado (Spout Type Float), com a participação de aeronaves AF-1 “Skyhawk” e UH-13 “Esquilo”. O AF-1 realizou corridas secas para lançamento de bombas e o UH-13 corridas secas e de fogo com foguetes SBAT-70 e metralhadora 7,62 mm. Assim, foram ampliadas as informações relativas ao exercício de tiro com canhões de 40 mm, para os navios de superfície.

Também foram realizados lançamentos de foguetes CHAFF pela Fragata “Liberal”, em proveito da avaliação operacional das fragatas classe “Niterói”. Ao final, juntamente com o Navio-Patrulha “Gurupá” (P46), o GT brasileiro participou da operação “Aspirantex-2010”, de exercício de trânsito em área com oposição de ameaça de superfície.

Op Villegagnon 2010 - foto 4 MB

Navio-Tanque “Almirante Gastão Motta” realizando transferência de óleo no mar com o Navio-Escola “Jeanne d’Arc”

FONTE / FOTOS DESTA PRIMEIRA PARTE: Marinha do Brasil

“Outro lado”: a  Operação Villegagnon, na visão da Marine Nationale

Op Villegagnon 10 - foto Marine Nationale

A Marinha do Brasil tem um ambicioso programa de desenvolvimento para se tornar, em pouco tempo, um ator importante no domínio da cooperação internacional, incluindo os oceanos. Neste contexto, a França e o Brasil estão desenvolvendo uma parceria estratégica que já estrutura as suas relações bilaterais, incluindo entre os objetivos uma total cooperação tecnológica. Essa é outra vantagem das oportunidades para a cooperação no desenvolvimento e produção de equipamentos de defesa, para apoiar a transferência de tecnologia e aquisição de equipamentos. Símbolo de relações de confiança estabelecida entre as marinhas brasileira e francesa, a presença, pelo segundo ano consecutivo, de um guarda-marinha brasileiro na viagem de instrução do Jeanne d´Arc. Além disso, o navio recebeu no Rio de Janeiro oito guardas-marinha brasileiros que serão treinados na propulsão a vapor até a escala em Cartagena, em março.

Almirante Villegagnon

Nicolas Durand de Villegagnon, militar e explorador, foi o fundador da efêmera colônia francesa no Brasil, chamada “França Antártica”, situada onde é hoje o Rio de Janeiro. Se hoje os vestígios da sua passagem desapareceram, a ilha onde está instalada Escola Naval da Marinha do Brasil manteve o seu nome. As origens das relações franco-brasileiras encontram-se cristalizadas nessa figura histórica.

Op Villegagnon 10 - foto 3 Marine Nationale

Um pouco do Jeanne d’Arc na Escola Naval da Marinha do Brasil

Símbolo de uma relação mais estreita entre as marinhas brasileira e francesa, foi realizada uma cerimônia na Escola Naval brasileira, em 7 de janeiro, que ilustra o desejo de selar o acordo de escolas de formação de oficiais da Marinha. O capitão Patrick Augier, acompanhado pelo comandante Geoffrey de Andigné e de uma delegação de oficiais e alunos da EAOM 2009, presenteou o contra-almirante Monteiro Dias, comandante da Escola Naval brasileira, com parte do livros de instrução, além de literatura militar e marítima levada no porta-helicópteros e navio-escola francês. Os guardas-marinha brasileiros terão à disposição um pouco do patrimônio literário francês, através do Jeanne d’Arc.

Op Villegagnon 10 - foto 2 Marine Nationale

FONTE / FOTOS DESTA SEGUNDA PARTE: Marine Nationale (Marinha Francesa)

NOTA DO BLOG: dois pequenos erros de digitação (correção de Phanter para Panther e Allouette para Alouette, conforme nomenclatura utilizada pela Marine Nationale) e outro de identificação (o helicóptero mostrado é um Gazelle aviation légère de l’armée de terre – ALAT e não um Alouette, como originariamente escrito no texto da MB) foram corrigidos na reprodução, aqui, do texto da Marinha do Brasil. Mas, no caso do Alouette / Gazelle, apesar da clara identificação da aeronave na foto, trata-se de um erro compreensível dado que o Jeanne d´Arc costuma embarcar ambos os modelos em tempo de paz (sendo que os Alouette são empregados pela Marine Nationale, estando em processo de substituição por modelos Dauphin e Panther).

VEJA MAIS:

USS ‘Carl Vinson’ ruma para o Haiti

USS Carl Vinson

O USS Carl Vinson (CVN 70) partiu no dia 12 de janeiro da Estação Naval de Norfolk rumo a sua nova Base em San Diego, na California.

Antes de participar do exercício Southern Seas 2010, o USS Carl Vinson vai realizar, juntamente com outros navios da US Navy, a ajuda humanitária ao Haiti.

No dia 13 de janeiro, na NAS Jacksonville (Flórida), as aeronaves SH-60 Sea Hawk do Esquadrão Anti-Submarino (HS) 7, decolaram para embarcar no USS Carl Vinson.

SH-60 Se Hawk HS-7

FONTE e FOTOS: US Navy

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A caminho do Rio, exercícios de reabastecimento da Courbet

Coubert reabastecendo no mar com Jeanne d´Arc - foto Marine Nationale

A última viagem de instrução do porta-helicópteros e navio-escola Jeanne d’Arc, informada em mais de uma matéria aqui no Blog do Poder Naval, trará uma visita interessante para as lentes dos fotógrafos de plantão no Rio de Janeiro: a fragata Courbet, da classe Lafayette. Nas fotos acima e abaixo, divulgadas na última terça-feira (5 de janeiro) pela Marinha Francesa (Marine Nationale), a fragata é vista realizando exercícios de reabastecimento no mar com o Jeanne d’Arc. Ambos os navios encontravam-se, na ocasião das fotos, em rota para o Rio de Janeiro, a partir de Dakar (12 dias de navegação).

Coubert reabastecendo no mar com Jeanne d´Arc - foto 2 Marine Nationale

Os exercícios de reabastecimento no mar (ravitaillement en mer – RAM), realizados ”a seco” (sem transferência de combustível) têm dois objetivos: formar os jovens oficiais divididos entre os dois navios na execução dessa faina e treinar as equipagens a executar de forma rápida e segura as diferentes manobras necessárias – 25 marinheiros são empregados nas diversas fases do exercício. Vale lembrar que uma transferência real (“molhada”) também foi realizada no último dia do ano de 2009, com a Courbet recebendo 50 metros cúbicos de combustível do Jeanne d’Arc.

Abaixo, mais fotos da Courbet, disponíveis no site da Marine Nationale.

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Courbet - foto 2 Marine Nationale

FONTE / FOTOS: Marinha Francesa (Marine Nationale)

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HMS Chatham rumo ao Golfo de Aden - foto 2 RN

Não é de hoje que o Blog do Poder Naval vem mostrando as belas fragatas Type 22 Batch 3, da Royal Navy (Marinha Real) em uso constante em operações ao redor do mundo, especialmente nas recentes missões antipirataria, onde exercem o papel de navios-capitânea. Chegou a vez de mostrar a fragata HMS Chatham, que acaba de partir de sua base em Devonport para 7 meses de operações no Golfo de Aden, “chifre” da África e costa da Somália.

O navio será o capitânea britânico do ”Standing NATO Maritime Group 2″ (SNMG2), sendo a embarcação líder da Operação ”Ocean Shield”, a contribuição da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) para operações antipirataria na região, numa força-tarefa que inclui navios das marinhas dos Estados Unidos, Turquia, Grécia e Espanha. Mas, segundo a Marinha Real, as operações de segurança marítima já tiveram início desde a saída de Devonport, devendo prosseguir na proteção do tráfego mercante e monitoramento de atividades suspeitas ao longo do Mediterrâneo e ao Leste do Canal de Suez.

Em 2009, a fragata passou por um período extenso de manutenção geral, incluindo docagem em dique seco, seguido de provas de mar para testar sistemas e equipamentos, além de uma fase de intenso treinamento no final do ano passado. Trata-se da última das quatro fragatas Type 22 Batch 3 construídas, tendo sido lançada em 1988. Com deslocamento de 5.300 toneladas, 150 metros de comprimento e 250 tripulantes, é equipada com mísseis antiaéreos e antimísseis Sea Wolf, mísseis antinavio Harpoon, torpedos antissubmarino Stingray e um helicóptero orgânico Lynx. O armamento de tubo principal é um canhão Mk8 de 4,5 polegadas (114 mm). A propulsão por turbinas a gás permite uma velocidade máxima perto de 30 nós.

Atualmente, as fragatas Type 22 são representadas por três unidades do Batch 1, das 4 unidades originais, operando na Marinha do Brasil. O Batch 2 também tem apenas 3 unidades operacionais (das 6 construídas), uma no Chile e duas na Romênia. Já o Batch 3 conta com todas as suas 4 unidades construídas em operação na Marinha Real. Em breve, o site do Poder Naval Online, recentemente reformulado e que atualmente está recolocando o conteúdo original no ar, em novo formato, disponibilizará outra vez para consulta o dossiê completo sobre as Type 22, para deleite dos fãs dessa família. Enquanto isso, aproveite as imagens e textos dos diversos links abaixo, do Blog Naval.

HMS Chatham rumo ao Golfo de Aden - foto RN

FONTE / FOTOS: Royal Navy

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