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Malvinas ou Falklands?

Aula de geografia. A professora mostra o mapa da América do Sul para os alunos. Ao falar da Argentina, comenta que existe um arquipélago em disputa com o Reino Unido. Como deveríamos chamar: Malvinas ou Falkland? A resposta a essa questão indicará a preferência não apenas da professora, mas de todos que se manifestem sobre o tema.

Por Gilberto Rodrigues *

Em 2012, completam-se 30 anos da Guerra das Malvinas/Falkland. Uma guerra que a ditadura argentina perdeu para o governo conservador britânico de Margareth Tatcher, a Dama de Ferro. Para os argentinos, um capítulo triste e vergonhoso de sua história. Para os britânicos, ao som de “We are the champions” (Nós somos os vencedores), do Queen, um momento de afirmação de sua soberania sobre as ilhas e de seu poderio militar, em plena Guerra Fria.

Passadas três décadas, a Argentina segue reivindicando com barulho a soberania sobre as Ilhas Malvinas (“Las Malvinas son Argentinas”) e os britânicos continuam fleumáticos e impassíveis nas Ilhas Falkland. Porém, fatos novos entram em cena e estãoalterando o equilíbrio de forças políticas e diplomáticas nesse embate.

Os países da Unasul (União das Nações Sul-Americanas), sob a liderança do Brasil, não querem que nenhum país de fora da região faça exercícios militares no Atlântico Sul. O Reino Unido não apenas teima em manter suas naves bélicas como anunciou que irá explorar petróleo no território marítimo das ilhas. Em razão disso, a Unasul passou a declarar apoio à Argentina em seu pleito. Mais: Argentina e Uruguai proibiram qualquer empresa que explore petróleo nas Malvinas de utilizar os seus portos e de atuar no país.

Já os habitantes das ilhas preferem ficar com os britânicos e reagem indignados à política de Buenos Aires, mas a Casa Rosada afirma que todos nas Ilhas são manipulados pela Corte de St. James. Não há dúvida de que está em curso a maior estratégia de defesa coletiva contra a soberania britânica sobre as Malvinas/Falkland até hoje vista. Não à toa, o Chanceler William Hague veio ao Brasil em busca de apoio à posição britânica, preparando futura visita do Príncipe William. Por enquanto, Malvinas/Falkland permanece como a dupla expressão dos mapas isentos.

* Gilberto Rodrigues é professor do curso de Relações Internacionais da Faculdade Santa Marcelina, foi professor visitante da Universidade de Notre Dame (EUA), doutor em Relações Internacionais pela PUC-SP, mestre pela Universidad para La Paz (ONU/Costa Rica) e pós-graduado pela Universidade de Uppsala (Suécia).

FONTE: Portal Vermelho

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Por Paulo Ricardo da Rocha Paiva – de Manaus

São passadas três décadas e o Reino Unido se decidiu por alinhavar um plano de defesa para suas ilhas ao sul do Atlântico. Não demorou e o Daily Mail publicou recentemente que fontes do Ministério da Defesa britânico reportaram ao noticioso que um submarino nuclear da Royal Navy está de prontidão justo no entorno do litoral das “suas” Ilhas Falkland. Já os fraco-abusados do Mercosul, por sua vez, resolveram, ao que parece, mas ainda sem a competência para tanto, procurar sarna para se coçar:
“Atenção cucarachada luso-hispânica, vamos fazer um acordo proibindo a passagem de barcos com bandeiras ilegais das Malvinas, que absurdo, as ilhas estão ocupadas pelos piratas de Sua Majestade desde 1833!”.

O fato, como só em ser, já serviu para atiçar o espírito bucaneiro do velho lobo do mar inglês que, sem titubear, classificou de escandalosa a decisão dos atrevidos “cucarachos”. Parece que estou a ver o marinheiro graduado, veterano da Guerra das Malvinas, quando ele estufou seu peito cheio de medalhas e sugeriu que “o submarino deveria mostrar seu mastro e deixar claro que está lá!”. Sim, é bom que não se esqueçam os ufanistas dos programas paliativos, a longuíssimos prazos, de modernização das forças navais sul-americanas, que bastou um submergível destes para negar à Marinha argentina a competência de se fazer ao mar, e quando o fez, deu no que deu: o Cruzador Belgrano simplesmente foi a pique!

É de se perguntar se já temos cacife para sermos atrevidos neste nível. Devo me reportar agora ao nosso país. E atenção, porque não estou a culpar ou a criticar nossas Forças Armadas pelo seu atual desmanche. Todos sabem muito bem quem são os responsáveis pela nossa absoluta incapacidade de defesa frente às grandes potências militares que ameaçam a posse de nossas riquezas naturais. Ah! Mas o Brasil está providenciando para aumentar o seu poder naval. E daí? Minha gente, nada contra a compra de navios, submarinos, porta-aviões, caças ou helicópteros, afinal de contas ainda não fabricamos nada mesmo e temos que sair do zero! Mas importa, sim, que comprar com transferência de tecnologia é um processo muito moroso e nossos oponentes não vão esperar os anos 2020 para se aventurarem nas amazônias verde e azul que queremos garantir. Alerta! Precisamos adquirir capacidade de dissuadir desde já!

Que se diga, hoje, as nove fragatas (de fabricação “britânica” para variar), os cinco submarinos movidos a diesel e o porta aviões comprado na França não representam absolutamente nada em termos de poder naval para quem nos ameaça. Para que se tenha uma idéia, estas belonaves começariam a ser acrescidas com um submarino convencional só em 2016, e isto que gente entendida levantou as necessidades para uma defesa efetiva do entorno do pré-sal, da bacia do Amazonas mais os 7.941 Km de extensão litorânea, de nada mais nada menos do que: seis submarinos nucleares, 20 convencionais mais uma frota a ser baseada no nordeste, o que seria logrado, é de pasmar, somente a partir de 2030. Acontece que a “gangue dos cinco” não sofre do mesmo “amadorismo antiestratégico” dos nossos governantes e políticos a ponto de esperar mais 20 anos para se apossar de nossos mananciais hídricos.

Os maiores responsáveis pela nossa integridade territorial e marítima têm que se convencer que as grandes potências militares não vão observar prazos para por à prova a defesa nacional.

Em assim sendo, Brasil e Argentina, que já dominam o processo de enriquecimento de urânio há algum tempo, sem desconfianças mútuas, precisam ser capazes de redigirem juntos um tratado militar para desenvolvimento de um projeto defensivo nuclear, binacional, em arsenais comuns, que diminua os gastos com aquisições de material bélico nos mesmos ”mercadores da morte encastelados no CDS/ONU”. E atenção hermanos, é bom que partamos para esta linha de ação o quanto antes porque, como disse outra fonte militar de Sua Majestade: “no momento em que eles (argentinos) cruzem sua costa, desceremos do ar. Seria uma caça de perus”, ao que acrescento: ”no instante em que eles (brasileiros) se aproximem do pré-sal, desceremos do ar. Seria uma caça aos “papagaios”.

Acorda cucarachada !

Paulo Ricardo da Rocha Paiva é coronel de Infantaria e Estado-Maior.

FONTE: Correio do Brasil

 

Volta ao mar

É significativo que não se tenha tocado nos porta-aviões, núcleo da superioridade americana

 

Rubens Ricúpero

O corte no orçamento militar anunciado por Obama é mais expressão de reajuste nas prioridades estratégicas do que prova adicional da decadência do poder americano.

Depois de dez anos de desvio ocasionado pelos atentados de setembro de 2001, o esforço principal volta a apontar para o verdadeiro rival estratégico, a China.

Um século atrás, as guerras balcânicas antecipavam a Primeira Guerra Mundial, início do declínio da hegemonia europeia e de sua substituição pela dos EUA.

Sete anos antes, o barão do Rio Branco já adivinhara o deslocamento do eixo do poder de Londres para Washington, criando na capital americana a primeira de nossas embaixadas e para ela nomeando Joaquim Nabuco.

O século 20 seria dominado por guerras no coração da Europa, mobilizando gigantescos Exércitos terrestres de milhões de combatentes.

O deslocamento do eixo econômico e político para a Ásia altera a natureza dos desafios estratégicos, que passam a ser marítimos.

O desengajamento do Iraque e do Afeganistão, juntamente com a transferência da prioridade do Oriente Médio para a Ásia do Leste, significam que o Exército suportará o peso primordial dos cortes.

É significativo que não se tenha tocado nos porta-aviões que constituem o núcleo da indiscutível superioridade americana.

A meta dessa “segunda Guerra Fria” não é provocar um conflito armado com a China, e sim organizar sua contenção dentro de um cordão sanitário formado pelos aliados declarados ou tácitos dos EUA.

Partindo ao norte do Japão e da Coreia do Sul, a barreira de contenção prossegue por Taiwan, Cingapura, Indonésia, Malásia, Tailândia, Vietnã (que teve curta guerra contra a China em 1979), Filipinas, Índia, Austrália e Nova Zelândia.

Trata-se de formidável arco de penínsulas, ilhas, arquipélagos, países que, na maioria, disputam com a China a soberania sobre ilhas e zonas marinhas de exploração petrolífera. Nessa, área estão os maiores portos do mundo, as grandes frotas mercantes de contêineres, uma economia costeira e um comércio em grande parte marítimo.

Pelo estreito de Málaca, que domina a entrada do mar do Sul da China, passa seis vezes mais petróleo que por Suez e 17 vezes mais que pelo canal do Panamá. Oitenta por cento das importações chinesas de petróleo trafegam por essa rota.

O interesse comum que une americanos e aliados é impedir que a China faça desse mar um lago interior, como os EUA fizeram com o Caribe no século 19. Para tanto, a Marinha em sentido lato, abrangendo a Força Aérea, é arma decisiva.

Desse ponto de vista, a superioridade americana é esmagadora. Sua Marinha desloca quase 2,9 milhões de toneladas ante pouco mais de 3 milhões do resto do mundo, inclusive as 280 mil toneladas da China!

Afonso de Albuquerque, o “Albuquerque terríbil” de Camões, já havia concebido plano para controlar o comércio asiático de especiarias mediante a dominação de quatro pontos cruciais: Goa, Málaca, Hormuz (entrada do golfo Pérsico) e Áden, no mar Vermelho. Chegou perto, fracassando apenas na última.

Meio milênio depois, mudam as armas e os países. A estratégia, porém, até que não mudou tanto.

FONTE: Folha de São Paulo

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Em dezembro de 2011, a Marinha do Brasil adquiriu, por “compra de oportunidade”, a um custo de R$ 380 milhões, três navios-patrulha oceânicos (NPaOc) da classe “Port of Spain”, originalmente construídos para a Guarda Costeira de Trinidad-Tobago, que cancelou a encomenda quando os navios já se encontravam em provas de mar.

Os três navios provavelmente receberão os nomes de Apa, Araguari e Apodi em nossa Marinha. Deslocam cerca de 1.800 toneladas, podendo desenvolver velocidades de até 25 nós. Seu comprimento é de 90 metros, com boca de 13,5 metros e autonomia para 35 dias. A tripulação será constituída por 60 oficiais e praças.

É possível que esta compra tenha sido uma medida emergencial, para compensar a demora do governo em iniciar o Programa de Obtenção de Meios de Superfície (Prosuper). Este programa visa à construção de cinco NPaOc, cinco fragatas polivalentes e um navio de apoio logístico (NApLog), além da obtenção de capacitação tecnológica para projetar modernas belonaves no país.

A implementação do Plano de Articulação e Equipamento da Marinha do Brasil (Paemb) vem sendo dificultada pelos baixos orçamentos e pela baixa prioridade atribuída à Defesa no país. A Marinha teria estabelecido como meta prioritária a obtenção de um mínimo de 61 navios de superfície e cinco submarinos. Tais unidades devem constar do Plano de Articulação e Equipamento da Defesa (Paed), em fase inicial de elaboração.

O Paed consolidará as prioridades das três forças singulares, segundo metas de curto (2012-15), médio (2016-23) e longo prazos (2024-31). Sempre que possível, os meios e equipamentos serão produzidos no Brasil, com transferência obrigatória da tecnologia estrangeira para empresas nacionais. Em princípio, as “compras de oportunidade” deveriam ser evitadas.

Os planos de longo prazo da Marinha incluem a duplicação do principal componente operativo do Poder Naval brasileiro, por meio da criação de uma segunda esquadra e um segundo núcleo anfíbio, sediados no litoral Norte/Nordeste do país. Ainda que tal perspectiva não se concretize, é urgente a necessidade de renovação e ampliação dos meios navais, aeronavais e de fuzileiros navais, bem como de aumento do efetivo de pessoal da Marinha do Brasil.

O Prosuper só perde em prioridade para o Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear (Prosub), o principal programa de reequipamento da Marinha. Este prevê a construção, com assistência técnica francesa, até meados da próxima década, de quatro submarinos com propulsão convencional (S-BR) e um com propulsão nuclear (SN-BR), além de uma base e um estaleiro em Itaguaí, RJ.

As 11 unidades previstas no Prosuper devem ser entregues até meados da próxima década, assim como diversas unidades menores, com características de emprego costeiro e fluvial. A Aviação Naval está recebendo novas aeronaves e modernizando as existentes. O Corpo de Fuzileiros Navais (CFN), por sua vez, deve ampliar seu efetivo e modernizar ou adquirir diversos tipos de equipamentos.

A inclusão do Prosuper no orçamento da Marinha em 2012 garantiria a recomposição, nos próximos anos, do efetivo de navios de superfície. À taxa de câmbio de 30 de junho de 2009, o valor total deste programa foi estimado em R$ 7,6 bilhões (2,8 bilhões de euros). Como comparação, o valor total estimado do Prosub, à mesma taxa de câmbio, seria de R$ 18,3 bilhões (6,7 bilhões de euros).

As seis fragatas classe Niterói, cuja modernização foi concluída em 2005, têm sua baixa prevista para o período 2021-26. As três fragatas classe Greenhalgh, cuja revitalização deve ser concluída até 2013, devem deixar o serviço entre 2020 e 2022. As quatro corvetas classe Inhaúma devem ter sua modernização concluída até 2014, estando sua baixa prevista para 2030-34. A baixa da corveta Barroso (se esta não receber modernização) está prevista para 2035.

A entrega de cinco novas fragatas entre 2017 e 2022 possibilitará a substituição, nos prazos previstos, das três unidades remanescentes da classe Greenhalgh e das duas primeiras da classe Niterói. Para substituir as demais unidades desta classe, depois de 2022, assim como as cinco corvetas, entre 2030 e 2035, haverá necessidade de construir outras nove, perfazendo um total de 14 unidades de escolta.

Para completar o efetivo previsto de 18 navios de escolta, da esquadra sediada no Rio de Janeiro, será preciso construir mais quatro novas unidades. Outras 12 seriam necessárias, a fim de viabilizar uma segunda esquadra para operar em águas do Norte/Nordeste (acima da cintura Natal-Dakar). Com isso, chegaríamos ao total previsto no Paemb, de 30 unidades de escolta a serem obtidas até 2034 (ou pouco depois disso).

Nos próximos anos, a Marinha prosseguirá na renovação de seu material. Devem ser iniciados estudos para obtenção de unidades de maior porte, como navios-aeródromo (NAe) e navios de propósitos múltiplos (NPM). Além disso, a capacidade de comando e controle deve ser incrementada, pela ampliação do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), com sensores fixos e móveis, e pela modernização das comunicações via satélite.

A fim de possibilitar a renovação e ampliação do Poder Naval brasileiro, será preciso garantir, por cerca de duas décadas, o fluxo dos recursos financeiros necessários, o que talvez só seja possível quando o Orçamento da União se tornar impositivo. Dono da sexta economia mundial, o Brasil necessita de uma Marinha polivalente com capacidade oceânica, apta a desempenhar todas as tarefas que lhe forem atribuídas, na Amazônia Azul ou fora dela.

Eduardo Italo Pesce

Especialista em Relações Internacionais, professor no Cepuerj e colaborador permanente do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Escola de Guerra Naval (Cepe/EGN).

FONTE: Monitor Mercantil

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Réplica do coronel Paulo Ricardo da Rocha Paiva para o Poder Naval

A seguir apresentamos na íntegra a réplica do referido coronel referente aos comentários feitos sobre a “nota do editor” presente ao final do texto Marinha do Brasil, destemor e desmanche em desdita.

_Prezado editor, se me chamou assim, vou tratá-lo com a mesma educação. Não quis subtrair,muito pelo contrário, quis somar. O senhor não vai me levar a mal, mas nossa Marinha pode até ter algum poder naval, mas só se tomado em consideração a armadas sul-americanas. De modo que não adianta eu querer me aprofundar no assunto quando não o evidenciamos/ apresentamos ainda frente aos seus correspondentes na “gang dos 5 encastelada no CDS/ ONU”, aqueles que vão, sim, nos ameaçar de uma hora para outra, é só esperar. Todavia, quando e se este poder for evidenciado de alguma forma, se o senhor quiser me ensinar, estarei pronto para aprender com o graduado pela Escola de Guerra Naval. Quanto à História da MB, realmente não a domino em profundidade, entretanto, exerci já faz algum tempo a função de Instrutor Chefe da Seção de História Militar em Agulhas Negras e o desafio a especificar aonde errei no texto com relação a algum dado pertinente à saga de nossa gloriosa Marinha. Meu caro editor, não me leve a mal, eu ouvi falar em Tamandaré e em Marcílio Dias ainda no tempo da “escola pública”, década de 1950, talvez o senhor ainda nem tivesse nascido ainda. Quanto à coletânea das atualidades da Marinha, que bom que o senhor as domine, porém, para enfrentar a “esquadra de uma coalizão de marinheiros universais”, mesmo se tomadas em conjunto, as tais atualidades não vão dar nem para sair.

Prezado Coronel

Em nome do Poder Naval agradeço sua manifestação e o fato de ter entrado em contato conosco para expor as devidas réplicas. Gostaria de lembrar que este é um espaço para debates e a nossa missão, conforme exposto na aba lateral, é “difundir e discutir a tecnologia e história das Marinhas de Guerra e Mercante, para incentivar o debate e a reflexão, colaborando na disseminação da mentalidade marítima e no fortalecimento do Poder Naval do Brasil.”

Infelizmente não será possível discorrer sobre tudo de uma única vez e, portanto,  ficarei limitado apenas uma questão histórica presente no texto original. Com o propósito de organizar as ideias, destaco a seguir duas passagens do artigo original para uma melhor compreensão do texto que segue logo abaixo.

Quanto à História da MB, realmente não a domino em profundidade, [...] desafio a especificar aonde errei no texto com relação a algum dado pertinente à saga de nossa gloriosa Marinha.

“Há quem diga: nossa marinha de guerra já foi a terceira do mundo. Mas isso foi nos
tempos do Império (…)”

Infelizmente o “há quem diga” está completamente enganado. Nunca houve um período da história naval onde a Marinha do Brasil tenha, se quer, chegado perto das três maiores marinhas do mundo. Este é um bordão sistematicamente repetido por aqueles que nada entendem de Poder Naval e nunca tiveram o trabalho de “mergulhar profundamente” nos dados e nas informações históricas.

Na verdade, o que os ufanistas clamam como a “terceira marinha do mundo” seria a esquadra proposta pelo Ministro Júlio de Noronha em 1904, modificada pelo Ministro Alexandrino em 1906. O programa ficou limitado a dois dreadnoughts, dois scouts cruisers e dez destroyers. Este conjunto de navios ficou eternamente conhecido como a “esquadra de 1910”, ano de sua chegada ao Brasil.

Aqui nós já temos um erro histórico. Como é de conhecimento geral e o senhor deve se lembrar ainda no tempo da “escola pública”, na década de 1950, a Proclamação da República ocorreu no ano de 1889. Sendo esta a esquadra de 1910, ela não pertenceu ao Império, mas sim à República.

Mas voltemos à questão das “maiores marinhas do mundo”. Uma das prováveis origens desta afirmação ufanista pode ter caráter exógeno. Artigos publicados nos Estados Unidos da América na primeira década do século XX demonstravam a suposta fragilidade da US Navy frente às marinhas de outros países. Em um destes artigos foi dito que a US Navy ficaria atrás até mesmo da Marinha do Brasil, que havia encomendado “os mais avançados dreadnoughts” daquela época. Tal afirmativa, feita pelos árduos defensores da doutrina Mahan, tinha apenas caráter propagandístico, uma forma de chamar a atenção das autoridades norte-americanas para a questão.

A chegada dos dois encouraçados brasileiros (o São Paulo e o Minas Geraes, cuja foto abre este ‘post’) em 1910 representou a introdução do dreadnoughts na América do Sul. Mas o nosso reinado foi curto. Quatro anos depois chegou à Argentina o Rivadávia, seguido pelo Moreno no ano seguinte. Estes dois navios, além de serem uma resposta aos navios brasileiros, incorporavam melhoramentos tecnológicos frutos do rápido desenvolvimento daquela época.

E exatamente pelo rápido desenvolvimento tecnológico que em pouco menos de quatro anos nossos dreadnoughts já estavam obsoletos. Os encouraçados europeus, norte-americanos e japoneses possuíam turbinas a vapor com caldeiras queimando óleo (e não mais carvão), canhões de maior calibre, além de diretoras de tiro aperfeiçoadas.

Mas vamos ao números. Se a liderança naval brasileira já era contestada no continente, o que dizer em relação ao resto do mundo? A Royal Navy mantinha a sua histórica liderança mundial frente às outras  nações, alinhando mais de 20 encouraçados modernos, todos construídos após o próprio HMS Dreadnought.

Neste grupo estavam a US Navy (com os dois South Carolina, dois Delaware, dois Florida, dois Wyoming, dois New York e outros encouraçados construídos após 1915), a Alemanha (quatro Nassau, cinco Kaiser e os quatro Konig, além de diversos cruzadores de batalha), a França (seis pré-dreadnought Danton e quatro Coubert e a classe Provence pós-1915), o Japão (com dois Settsu e dois Fuso completados durante a guerra) e a Rússia (quatro Gangut completados em 1914). Até mesmo a marinha do Império Austro-Húngaro (com seus quatro Tegetthoff) tinham um poder bélico superior. Deve-se lembrar também que  alguns anos depois a Espanha colocaria em ação os três limitados Espana, porém, de construção local.

A comparação poderia seguir em frente com outras unidades navais como cruzadores e cruzadores de batalha, mas não  alteraria o quadro geral. E mesmo que a Marinha do Brasil tivesse um número fantástico de unidades, faltava a ela infraestrutura para dar a devida manutenção aos novos navios e elemento humano em quantidade e qualidade para operá-los. Como bem pode ser visto pelos rápidos dados expostos acima, o Marinha do Brasil não estava nem perto das três maiores marinhas naquela época.

Infelizmente o tempo é curto e o espaço também. O assunto é interessante e contagiante, mas vou me contentar somente com o exposto acima. Em uma outra oportunidade debaterei outros pontos do texto.

O Poder Naval se coloca à disposição para quaisquer manifestações ou opiniões, favoráveis ou contrárias, mas que possam colaborar para o debate e para a reflexão do tema, com o propósito de fortalecer o Poder Naval do Brasil.

Guilherme Poggio – Editor

 

Em recente artigo publicado pelo Coronel de Infantaria e Estado-Maior Paulo Ricardo da Rocha Paiva (Marinha do Brasil, destemor e desmanche em desdita), o autor discorreu sobre temas relacionados à Marinha do Brasil. Como sempre, nossos leitores fizeram seus comentários (lembrando que a opinião dos mesmos não expressa a opinião do blog do Poder Naval).

Como o Poder Naval é um espaço democrático, com um histórico de mais de 14 anos discutindo e debatendo temas do Poder Naval de interesse nacional, publicamos abaixo a referida réplica aos comentários em e-mail recebido por nós.

AOS MEUS DETRATORES DO BLOG PODER NAVAL

_NOTA DO EDITOR: -“Prezado coronel, os clamores contra os cortes no
Ministério da Defesa são louváveis, mas seria muito bem-vindo um estudo mais
aprofundado sobre Poder Naval, história e atualidades da Marinha do Brasil para
escrever um artigo sobre o tema.”

_Prezado editor, se me chamou assim, vou tratá-lo com a mesma educação. Não quis subtrair, muito pelo contrário, quis somar. O senhor não vai me levar a mal, mas nossa Marinha pode até ter algum poder naval, mas só se tomado em consideração a armadas sul-americanas. De modo que não adianta eu querer me aprofundar no assunto quando não o evidenciamos/ apresentamos ainda frente aos seus correspondentes na “gang dos 5 encastelada no CDS/ ONU”, aqueles que vão, sim, nos ameaçar de uma hora para outra, é só esperar. Todavia, quando e se este poder for evidenciado de alguma forma, se o senhor quiser me ensinar,estarei pronto para aprender com o graduado pela Escola de Guerra Naval. Quanto à História da MB, realmente não a domino em profundidade, entretanto, exerci já faz algum tempo a função de Instrutor Chefe da Seção de História Militar em Agulhas Negras e o desafio a especificar aonde errei no texto com relação a algum dado pertinente à saga de nossa gloriosa Marinha. Meu caro editor, não me leve a mal, eu ouvi falar em Tamandaré e em Marcílio Dias ainda no tempo da “escola pública”, década de 1950, talvez o senhor ainda nem tivesse nascido ainda. Quanto à coletânea das atualidades da Marinha, que bom que o senhor as domine, porém, para enfrentar a “esquadra de uma coalizão de marinheiros universais”, mesmo se tomadas em conjunto, as tais atualidades não vão dar nem para sair.

_FÁBIO MAYER: -“ Nenhum país vende armamento nuclear…”
_Senhor Fábio Meyer, acho que não é bem assim. Se o preço da unidade foi especificado é por
alguma razão. Experimente, hoje, com a França na “pindaíba” em que se encontra, oferecer o
pagamento na bucha equivalente ao de 5 (cinco) “suffren” e depois nós conversamos. Vide o
comentário do companheiro Fabio ASC

_RICARDO CASCALDI: -“E bota estudo ae…Só de falar da compra de 5
submarinos nucleares já me faz suspeitar do cargo dele. Equipamento nuclear não
se vende.”
_Ricardo Cascaldi, o senhor quer dizer o que com “já me faz desconfiar do cargo dele”?

Falta de linha, de traquejo, argumentação apelativa, ausência de conteúdo. Francamente, não
acredito que se trate de um oficial de nossa Marinha de Guerra. Casacaldi, eu agradeceria
sobremodo se um companheiro da Força Naval advogasse o reaparelhamento do EB, mesmo
sem conhecimento de causa. Reconhecer a “tropa amiga” também não parece ser o seu forte.
Quanto ao meu cargo atualmente, após 38 anos de serviço, este é botar a boca no mundo
em prol do rearmamento da nação. Quando o senhor publicar na imprensa alguma coisa
advogando a causa de nossa Marinha (que não é só sua, mas de todos os brasileiros), aí, quem
sabe, se possa pensar em levá-lo a sério. Aliás, o Fabio ASC está mais atualizado que o senhor.
_GALANTE: -“Vamos enviar a revista Forças de Defesa Nr 3 para o coronel…”

_Prezado Galante, quanta fidalguia (me recuso a acreditar que seja ironia), o senhor
tem muito a ensinar ao seu colega Ricardo Cascaldi em termos de fineza de trato.
Eu agradeceria de bom grado uma remessa do periódico, mesmo convencido de
que “atualidades paliativas” não adiantarão de nada quando o pau quebrar de verdade!
_GUILHERME POGGIO: -“Envia mesmo por que faz-se necessário.”
_Prezado Guilherme Poggio, vide o “galanteador” (atenção, Galante, não é ironia,
quero só quebrar o clima desta minha “peregrinação” em prol da união de nossos
esforços por alguma coisa que realmente venha dissuadir o inimigo evitando a luta).
_FRAGATA MENDES: -“Caríssimo FABIO, tu parece com o CORONEL,
que não sabe nada da história da gloriosa MARINHA DO BRASIL, dá uma
olhadinha na história da MB durante a segunda guerra que tu vai ver que
enfrentamos a mais poderosa frota de submarinos do mundo na época com navios segos (cegos, por favor CAPITÃO DE FRAGATA MENDES!) mudos e surdos (acho que pelo menos saiba o que isto quer dizer) no inicio dos comboios e não deixamos a desejar. Hoje se fosse o caso posso te garantir que não seria diferente. Meter o pau na MB assim como no EXÉRCITO e na FAB é muito facil. MARINHA SEMPRE, BRASIL ACIMA DE TUDO!
_Senhor Fragata Mendes, fico a pensar como o senhor chegou aonde chegou com esta
capacidade “sui generis” de interpretação de textos. E ainda quis criticar o Fábio. Meu
caro fragata indignado por nada, sei sim alguma coisa sobre Historia da Marinha de
Tamandaré. Agora, se o senhor está indo na corda de quem já me criticou nesse sentido
tu vais a pique meu irmão, porque não disse nada de errado com relação ao insigne
Almirante. Vou dar a barbada: experimente reler o trecho, obedecendo a pontuação. Se
ficar forte, pesquise sobre os dois heróis brasileiros e vai ficar surpreendido… o coronel
de infantaria não errou!!! Ademais, onde está a minha discordância no texto quanto ao
que o senhor disse da participação da nossa Marinha na 2ª GM?
_OFICIAL HENDEL: -“herdeiros do marujo nascido em Rio Grande (RS)”…
hahahahahaa … nem isso ele sabe! Caro Coronel, Joaquim Marques Lisboa, o Almirante Tamandaré é nascido em SÃO JOSÉ DO NORTE, na localidade da Povoação Da Barra!! pare de consultar a wikipédia e preste mais atenção na realidade!!#fikaadica. Fico indignado com essas pessoas e seus ‘puxa-sacos’(Fabio ASC), pois, nossos navios impoe respeito sim, pk desde a segunda-guerra não precisamos disparar nenhum, mais nenhum tiro para espantar os invasores. E mais, se fossemos fracos nosso navio não estaria lá do outro lado do mundo
capitaneando as outras Marinhas. Adsumus!
_Senhor Oficial Hendel: 1º) Sei sim. O senhor é que não lê muito bem, pois FOI LIDO AO INVÉS DE LER! 2º) As tradições heróicas de nossa Marinha são fruto da atuação apenas dos oficiais? Não sei se o senhor é suboficial, se fosse deveria se orgulhar do Imperial Marinheiro Marcílio Dias e se sentir orgulhoso de ser herdeiro também dele e não apenas do bravo almirante. No EB, também nos sentimos herdeiros das praças que deram a sua vida pela Pátria, e foram muitas na Guerra do Paraguai, um conflito que, parece, não tem grande significado para o “gargalhante” companheiro. 3º) Seja otimista mas não exagere acho que a idade de acreditar em Papai Noel já passou.
_FRAGATA MENDES: -“É isso aí Oficial Hendel, assino embaixo! MARINHA SEMPRE,BRASIL ACIMA DE TUDO!

_Senhor Fragata Mendes, valha-me Deus, não assine! Raciocine, o almirante não faleceu amputado junto com Marcílio Dias na Corveta Parnaíba? Por favor, o fragata e o oficial, me poupem. Tenho certeza: estão precisando aprender a ler de novo ou, simplesmente, não se julgam herdeiros do imperial marinheiro, mas eu acho mesmo é que não sabem nada da história da sua própria força…

_OFICIAL HENDEL: -“Me desculpe, mais eu me indignei, pk CRITICAR é uma coisa, agoraHUMILHAR … por mais pequena e inofenciva que seja uma Força Armada, tds que estão nãola estão dando a vida,a alma pela sua patria! Alguem discorda??! _Senhor Oficial Hendel, que idéia absurda, parece até o “ALBERTO ROBERTO DO CHICO ANÍSIO”, mas não devo entregar meus pontos!
Prezado editor, que Deus te perdoe, pois um comentário deste sem pé nem cabeça não cabe em um BLOG do nível do “PODER NAVAL”. Enfim, o que se há de fazer? Mas não pensem os críticos deletérios que vou abdicar da luta na imprensa pela NOSSA MARINHA DE GUERRA, ASSIM COMO FAÇO PELA NOSSA FAB E PELO NOSSO EXÉRCITO, NÂO VOU DEIXAR DE LADO A NOSSA FORÇA NAVAL. Aos que entenderam a mensagem a minha solidariedade, aos carentes de perspicácia intuitiva os meus pêsames. MARINHA SEMPRE, BRASL ACIMA DE TUDO !

Paulo Ricardo da Rocha Paiva
Coronel de Infantaria e Estado-Maior

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Marinha do Brasil, destemor e desmanche em desdita

Paulo Ricardo da Rocha Paiva
Coronel de Infantaria e Estado-Maior

Ainda outro dia foi o Dia do Marinheiro! “Somos todos defensores da bandeira, nos mastros da vitória a tremular!” Assim reza a canção da Escola Naval, a altivez não morre em nossos aspirantes. Há quem diga: nossa marinha de guerra já foi a terceira do mundo. Mas isso foi nos tempos do Império, período histórico em que se viveu em ambiente político de moralidade, probidade e, sobretudo, patriotismo sem par. As chamadas questões externas, envolvendo ameaças à integridade do país, pesavam com valor nos gabinetes conservadores e liberais que se revezavam no poder e nossa Força Naval era prestigiada na sua justa medida. Vitória… palavra mágica, sonharam, sonham e sonharão sempre com ela. Mas estão sendo enganados!

“Para a honra e pela glória dessa terra lutaremos com denodo varonil.” Que ninguém duvide, desejam fazê-lo, porém só Deus sabe como. Um submarino atômico que já virou “estória para inglês ver”, para daqui a quantos anos se precisamos dele para ontem? E não vai adiantar apenas um. É imperativa só para manutenção do manancial pré-sálico uma flotilha, que dirá para imposição da soberania nacional em 7.500 km de litoral. Nossos marinheiros não vão enfrentar armadas latino-americanas. Quem pensa assim ainda acredita em Papai Noel.

“Marinheiros, avante, vencer ou então morrer, o Brasil espera que cada um cumpra o seu dever.”. E o Porta-Aviões São Paulo? O carioca da gema sabe, ele vai sempre à praia: quantas vezes esse aeródromo já cruzou a barra para um simples, que seja, aquecimento de suas máquinas? Alguma vez você chegou a ver algum caça decolando daquela belonave? Pois fontes fidedignas estão a clamar que talvez não exista mais nenhum em condições de disponibilidade. Mas os cortes no orçamento pertinente não cessam. Atenção, politicalha descomprometida, quem faz economia em cima da defesa nacional não está cumprindo com o seu dever.

Governantes, parlamentares, enfim, responsáveis maiores pela segurança da nossa Pátria, parece que estou a ver o “São Paulo” servindo para exercício de tiro ao alvo assim como serviu o Cruzador Belgrano dos “hermanos” em 1982. Vencer… morrer, marinheiros, não há como escapar, fragilizados como estão vão morrer!

E agora, por favor, que não se levante mais aquela pusilanimidade eivada pelo cabotinismo de que não temos dinheiro. O painel nacional do “impostômetro” não deixa ninguém mentir, já se ultrapassou a cota de R$ 4 trilhões! Que quinta potência mundial é essa que não tem como se garantir? Perigo! Os piratas de língua inglesa não vão esperar 20 anos para a contestação da posse do pré-sal brasileiro. Afinal de contas, cinco submarinos da classe suffren (nucleares) já poderiam ter sido adquiridos na França ao preço total de 32,5 bilhões, viabilizando o imediato adestramento de suas tripulações. Uma providência que se faz urgente e emergencial, para ontem, que não implicaria em absoluto em se abrir mão da construção de mais um em parceria com aquele país, apesar da previsão para entrega só daqui a 10 (dez) anos.

Em verdade, agora fomos salvos pelo gongo. Amanhã pode ser que a Petrobras, e não a Chevron, seja responsável pelo desastre ecológico. Que ninguém se engane, é o pretexto que as potências militares estão aguardando para uma “apropriação humanitária da área pré-sálica brasileira em nome da ecologia e para o bem da comunidade internacional”.

“Riachuelo, que foi no passado a prova de bravura e coragem viril, paira sempre como símbolo sagrado dentro d”alma do marujo varonil”… o espírito imortal do Imperial Marinheiro Marcílio Dias, leão marinho tombado no cumprimento do dever no convés da intrépida Corveta Parnaíba! É de se perguntar quantos dos responsáveis pela penúria da Marinha de Tamandaré já ouviram falar desse nome, quem sabe alguns poucos, mas se indagasse das circunstâncias de sua morte aí já seria covardia.

Quanta falta de respeito pelos jovens, os filhos e netos nossos, marinheiros que são por profissão e vocação, herdeiros do marujo nascido em Rio Grande (RS), amputado em luta que tombou morto, todavia vencedor. O final deles, temos que evitar este desiderato, não será imortalizado pela glória que perpetuou o gaúcho do mar. A Bandeira em nossos navios os terá mortos aos seus pés, mas, assim mesmo, vai ser arriada.

FONTE: Correio Braziliense

NOTA DO EDITOR: prezado coronel, os clamores contra os cortes no Ministério da Defesa são louváveis, mas seria muito bem-vindo um estudo mais aprofundado sobre Poder Naval, história e atualidades da Marinha do Brasil para escrever um artigo sobre o tema.

 

Vertical Support Ship – VSS

Em um post anterior foi descrito o conceito de Navios de Controle de Área Marítima. O Almirante Hoolway, suecessor do Amirante Zumwalt, usou o conceito do NCAM para propor um navio mais capaz, chamado de Vertical Support Ship (VSS). Holloway esperava que as forças navais do futuro usariam muitas aeronaves V/STOL e uma frota de 15 VSS poderia operar com um modelo de helicóptero ASW, um caça V/STOL e uma aeronave V/STOL para missões ASW e AEW.

Entre 1974 e 1976, a US Navy (Marinha dos EUA) estudou cinquenta modelos do VSS. O primeiro foi o VSS-D, que era basicamente um NCAM com capacidade de operar com o F/A-18 Hornet. O conceito foi questionado pelo tamanho para operar aeronaves grandes e sobre a capacidade de sobrevivência contra forças soviéticas.

O VSS-2 era um navio maior, com 29.300 toneladas de deslocamento e capaz de levar 26 caças F/A-18 Hornet. Seria armado com oito RGM-84 Harpoon e um Phalanx. O convés de voo seria ligeiramente inclinado para a direita. Era a única opção para criar uma pista longa em um casco relativamente curto. Na proa seriam instaladas duas catapultas a vapor capazes de lançar um F/A-18 Hornet.

A proposta tinha várias limitações como a instalação das catapultas e os elevadores na pista. Elevadores nas laterais poderiam criar problemas em mar agitado.

As imagens abaixo são da proposta de 1977 do VSS-2 e uma versão atualizada do conceito.

 

 

 

A MB (Marinha do Brasil) estuda a construção de um porta-aviões de tamanho médio capaz de operar com aeronaves convencionais. Os candidatos podem ser os concorrentes do Programa FX da FAB como o FA/18 Super Hornet e Rafale M. O VSS poderia ser um conceito a ser estudado para o projeto, visto que a operação de aeronaves de porte médio como o Super Hornet e Rafale exige um navio de pelo menos 40 mil toneladas como o Charles de Gaulle.

Convém considerar que, em operações de coalizão como a que está ocorrendo na Líbia atualmente, os países participantes estão enviando frotas bem pequenas de caças, raramente passando de 10 aeronaves por país. Considerando que a França enviou não só os Rafale M, mas também seus Super Etendart, então até mesmo os AF-1, se estivessem modernizados, poderiam estar participando das operações.

 
Por Marcelino André Stein
 

Estimativas das mais diversas apontam que cerca de 95% do comércio internacional são transportados em navios e a maioria desses navios opera no regime de bandeiras de conveniência.

O termo bandeira de conveniência descreve uma prática de negócios no mercado da navegação internacional que consiste na inscrição de um navio mercante em um Estado soberano diferente do Estado dos reais proprietários ou operadores do navio. Esse país cobra impostos e taxas mínimos, por vezes nulos, e não tem desejo, nem a capacidade física ou financeira, de aplicar sua legislação interna ou a internacional, pertinente a registros de navios, para que um armador arvore sua bandeira. Na maioria das vezes, não mantém vínculos de qualquer natureza com estes armadores, senão o objetivo de ganhos financeiros imediatos.

Não existe um regime global que regule ou até desregule o registro de navios em determinados países, que obrigue ou desobrigue o registro nos países de que são cidadãos os proprietários dessas embarcações, instalando-se aí um verdadeiro “salve-se quem puder”, valendo qualquer regra para a manutenção barata de um navio.

Fazendo uma analogia ao caso concreto, podemos comparar com o tempo em que no Brasil era fato corriqueiro o emplacamento de carros em Curitiba, pois lá o IPVA era bem menor. Isso mudou, depois da reação estadual de São Paulo.

Este é o cerne do problema. Se países como Bolívia e Mongólia, que nem costa possuem, são hoje países de “registro aberto” – esse é o nome que se dá a esses países, onde a legislação é, digamos, mais frouxa -, quem regula as condições de trabalho em alto mar dessas tripulações? Não esquecendo que esses salários aviltantes causam também o chamado dumping social. Quem verifica os cascos e condições de navegabilidade desses navios? Quem dá a devida atenção ao fato de o Brasil deixar de arrecadar impostos ao não ter uma marinha mercante forte, deixando de criar um mercado de trabalho?

Esses países oferecem subsídios e isenções de impostos e taxas aos proprietários dos navios, criando uma competição desleal no mercado global, dando uma imensa vantagem competitiva a esses proprietários. Para regrar esse comércio não regulado, trazendo igualdade de competição às marinhas mercantes de todos os participantes do comércio internacional, faz-se necessário um “poder maior”, supranacional.

Com o advento da criação da Organização Mundial do Comércio (OMC), também sob o manto da ONU, surgiu um novo e poderoso instrumento para a eliminação de práticas desleais de comércio, mormente, com a promulgação, em 1995, do General Agreement of Tariffs in Services (Gats), sob a égide da OMC, que viria a tornar realidade uma maior transparência e progressiva liberalização do comércio internacional, em bases mais igualitárias.

Nada mais natural que defender a instituição criada para desfazer a “ordem natural” citada por Hobbes, no Leviatã, a “lei do mais forte”: as Nações Unidas – e dentro dela a OMC e, dentro da OMC, o órgão criado para lidar com os assuntos da navegação marítima internacional, o Gats, e, dentro do Gats, o Grupo de Trabalho de Serviços Marítimos.

Infelizmente, até o momento, a Rodada Uruguai, que culminou com a criação da OMC, não obteve ainda o sucesso esperado, ao menos no quesito de incluir e fazer valer os serviços marítimos sob as normas da OMC – e sob a égide do Gats. Hoje, a Rodada Doha tem timidamente o assunto em seu escopo de discussões, mas, aparentemente, esse assunto não tem encontrado países que patrocinem essa ideia com o devido entusiasmo, nem mesmo o Brasil.

Sustenta-se que todos os países possam usar uma legislação equânime para que haja não somente igualdade entre os contratantes, mas que, acima de tudo, haja respeito aos direitos humanos dos trabalhadores marítimos, segurança marítima e melhor proteção ao meio ambiente.

A omissão do Estado brasileiro e dos seus pares – membros da OMC e principais prejudicados pela injusta competição internacional, causada pelas bandeiras de “(in)conveniência”, que lançam mão de práticas desleais, e por vezes ilegais – impede o surgimento de uma marinha mercante e de uma indústria naval brasileira e, até mesmo, a criação de um poder marítimo digno da grandeza e das necessidades do Brasil.

Trata-se de tema importante para os interesses estratégicos de longo prazo do Estado brasileiro. A elaboração de uma política marítima de estado é fundamental para um país que tem uma das maiores costas e malhas hidroviárias do mundo e, tradicionalmente, estruturado desde o seu descobrimento, de “costas para o oceano”.

Estranho e revelador o fato de, até hoje, o Brasil não contar com uma guarda costeira, por exemplo, não explorar os benefícios de um cluster marítimo (no qual poderiam ser fabricados navios e embarcações), não ter mantido uma marinha mercante (hoje inexistente), não desenvolver as hidrovias (60 % da matriz de transportes é rodoviária), não desenvolver a navegação de cabotagem e não fortalecer a indústria naval, a fim de se tornar uma referência mundial em produtividade e competitividade marítima e portuária.

Marcelino André Stein é mestre em direito das relações econômicas internacionais pela PUC-SP, advogado e sócio do escritório Duarte Garcia, Caselli Guimarães e Terra Advogados

FONTE: Valor Econômico Online via Marinha do Brasil

 

A defesa no sentimento nacional

Mario Cesar Flores

Ressalvado o restrito mundo profissional da defesa, nos últimos decênios nosso sistema militar vem sendo lembrado principalmente na síndrome da insegurança pública e (se tanto) no cenário da criminalidade transnacional fronteiriça, problemas de natureza basicamente policial, embora também militar, nos limites definidos em legislação.

Nas pesquisas de opinião as forças armadas são bem hierarquizadas no quesito confiabilidade. Entretanto, trata-se de confiabilidade relacionada mais à correção ética num universo público visto como venal do que como instrumento de defesa, preocupação ausente. Praticamente não existe no Brasil interesse político e societário pela defesa nacional.

A Estratégia Nacional de Defesa (END), aprovada em dezembro de 2008, é um documento abrangente, aberto ao conhecimento público, sobre a defesa em seus vários aspectos interativos, militares e civis. Pode e deve ser aperfeiçoada – como certamente será -, mas já é um passo positivo, despercebido pela opinião pública e pelo universo político. Vigente há mais de dois anos, qual foi até agora a sua repercussão no Congresso Nacional? Não houve, ao menos em nível que chamasse a atenção da mídia e, por intermédio da mídia, provocasse a da sociedade, em particular, da intelligentzia nacional.

Essa apatia preocupa, porque numa democracia a construção de poder militar eficiente, em coerência com o País e sua inserção internacional, não é viável na contramão do sentimento nacional, principalmente de sua representação política. Depende da aceitação política e societária de que fraqueza, pacifismo autista e jurisdicismo utópico não são virtudes absolutas, não garantem em quaisquer circunstâncias o progresso em tranquilidade.

A falta de interesse decorre de quatro razões.

Primeira: o preconceito gerado pelas interveniências militares na vida nacional, tema superado, mas ainda influente em segmentos do sectarismo anacrônico.

Segunda: no sistema militar não há espaço para a cultura clientelista e patrimonialista – o que reduz ainda mais o já precário interesse dos políticos brasileiros pautado nessa cultura.

Terceira: a defesa nacional não gera votos, tanto assim que na discussão política o tema militar praticamente se limita ao que afeta o humor eleitoral corporativo (salário, por exemplo).

E quarta: a mais que centenária ausência de ameaça clássica em que o Brasil tivesse vivido papel protagônico ou ao menos significativo (na 2.ª Guerra Mundial fomos atores coadjuvantes). Depois de Rio Branco, que via espaço para o poder militar, a política brasileira não o tem enfatizado – propensão insegura no incerto maior prazo, porque poder militar moderno não se improvisa ao se manifestar sua necessidade. Solução emergencial ao estilo “voluntários da Pátria” mal armados e mal preparados, da Guerra do Paraguai, seria hoje catastrófica; lembremos a esse respeito nosso despreparo na entrada na 2.ª Guerra Mundial, que compulsou à dependência tutelar dos EUA. Curiosamente, o ministro do Exterior não está explicitado no rol de ministros responsáveis pela formulação da END; a ser real a ausência, é, no mínimo, instigante!

O sentido desta última razão está sintetizado no final dessa frase de professor universitário, proferida com tranquila convicção no coffee break de seminário numa universidade: “Realmente os militares ganham pouco, mas por que pagar-lhes mais se não precisamos deles?”! Remuneração à parte, sem espaço neste artigo, a afirmação “não precisamos deles” é preocupante.

Sintoma emblemático do descaso: na votação do Orçamento a outorga ou a negação de recursos independem de seus efeitos na defesa nacional. Não se pode pretender do Congresso atenção detalhada, mas os recursos são concedidos ou negados à revelia daqueles efeitos, embora na democracia o Congresso também seja responsável pela defesa.

Na conciliação do preparo militar com as limitações orçamentárias – compreensíveis, errado é atuarem no bojo da apatia refletida no corte abstrato, tanto na tramitação congressual como na liberação pelo Executivo -, o orçamento da defesa precisa ser estruturado com a visão que assegure continuidade aos projetos prioritários, em geral longos e caros. Esse quesito não tem sido atendido, exigindo ajustagens que tumultuam o preparo militar e prejudicam o desenvolvimento tecnológico de interesse da defesa e a continuidade da indústria de defesa, insustentável sem demanda segura.

Não havendo trauma de risco que a precipite dramaticamente, a elevação da sensibilidade nacional sobre defesa é processo cultural que se estenderá por longo tempo. O processo deve esclarecer por que, como e quanto a dimensão estratégica do poder continua atuante no século 21, deve contextualizar a segurança do Brasil na sua região e no mundo, sem arroubos ufanistas, mas também sem escapismos utópicos como se o mundo vivesse a paz kantiana, embora Hobbes continue vivo nele…

Na medida em que ocorra a elevação, a defesa nacional passará a assunto de mérito, vista com responsabilidade e menos sujeita a mudanças radicais com as eleições porque é assunto de Estado, transcende os governos. Será resgatada da apatia e exercerá seu papel de respaldo ao progresso em tranquilidade e à interação do Brasil com o mundo, cujas turbulências pedem atenção, sem exageros, mas prudente.

Voltando à END: embora de fato um primeiro passo positivo, falta-lhe o aval do sentimento nacional, dependente do interesse político e societário pela defesa, sobretudo do político, hoje em claro déficit. A configuração do sistema militar é problema profissional, interno ao Ministério da Defesa, mas sua moldura é política. A dúvida que permeia as agendas nacionais dos países relevantes em todo o mundo, sobre o sistema militar que responde às vulnerabilidades e aos interesses do País nas circunstâncias do século 21, não terá resposta consistente sem aquele aval.

ALMIRANTE DE ESQUADRA(REFORMADO)

FONTE: O Estado de São Paulo, via Notimp

NOTA DO EDITOR: grifos nossos

 

Agradecimento de um Brasileiro

A todos os grande Brasileiros, que fazem o Poder Naval.

Sou civil, não tive a honra de servir as forças armadas pois fui dispensado, com minha revelia, do tiro de Guerra que existe em minha cidade.

Por um acaso, a mais ou menos um ano atrás encontrei na net, esta grande confraria e desde então acompanho o blog diariamente. Confesso que desde então ate a canção do marinheiro já esta no meu “seletivo” repertório.

Na verdade quero primeiramente agradecer os relevantes serviços que senhores estão prestando a nossa nação, nos informando de tudo que passa em nossas forças armadas e apesar dos abandonos que nossos militares sofrem por parte de “nossos políticos” e também da sociedade, esses ilustres brasileiros, dos quais incluo todos deste blog, jamais abandonaram o Brasil.

Sou estudante universitário ( faço faculdade de direito) e graças as informações que obtenho aqui por diversas vezes serviram para que eu defenda as nossas FFAA em plena sala de aula como também, sempre que oportuno, mostro a todos a real necessidade de olharmos com mais carinho e seriedade , aqueles que são treinados para agir quando ninguém ( nem as leis ) podem resolver alguma coisa.

Peço também as minhas sinceras desculpas por ainda não contribuir com o blog pois no momento estou desempregado e espero o mais breve possível poder “pagar” pelo menos uma parte do que os senhores me proporcionam, pois aqui sinto orgulho de ser Brasileiro .

Me perdoem os erros de português e me coloco desde já a inteira disposição para servi-los quando os senhores precisarem

Bonicley Preston Cordeiro Leite

Mossoró/ RN

Brasileiro e fã da Marinha do Brasil.

 

O comandante da Força-Tarefa britânica durante a guerra das Falklands/Malvinas alertou que os cortes no Ministério da Defesa do Reino Unido farão com que o país não possa responder em caso de retomada do arquipélago pelos argentinos

Thomas Harding

O almirante Sir John “Sandy” Woodward disse também que os Estados Unidos da América já tinham pouco interesse em apoiar a Grã-Bretanha em qualquer conflito uma vez que uma Argentina mais estável seria mais importante para o Departamento de Estado dos EUA.

Em uma carta ao jornal ‘The Daily Telegraph’, Woodward disse que Washington estava pressionando para o estabelecimento de negociações sobre a soberania das ilhas e que “elas já são chamadas de Malvinas pelos EUA”.

Com o fim da Guerra Fria e a emergência de potências asiáticas, a OTAN e a Grã-Bretanha não são tão importantes para Washington, que em 1982 desempenhou um papel importante no fornecimento de informações de satélites e mísseis para as forças britânicas.

“Não podemos mais contar com o apoio do Pentágono para ajudar-nos a manter a soberania dos territórios britânicos e defender os seus cidadãos”, escreveu ele.

Se forem confirmadas as prováveis reservas de petróleo ao redor das ilhas, então a pressão da Argentina em partilhar as riquezas será imensa.

Os EUA apoiariam uma “acomodação” da Argentina, pois está em acordo com os seus interesses nacionais e contribui para a estabilidade na região. “Isso nos diz muito claramente que lado o vento está soprando”. A Organização dos Estados Americanos (OEA), um espaço de debate para o norte e sul-americanos, na semana passada aprovou uma declaração pedindo a retomada das negociações entre o Reino Unido e a Argentina sobre a “soberania” das Ilhas Malvinas.

A administração do presidente Barack Obama também deixou claro no início de 2010 que iria apoiar as chamadas para as conversações sobre as ilhas, quando a comissão da OEA aprovou a utilização do termo “Malvinas”, em vez de “Falklands”.

Woodward disse que com as Forças Armadas já “bastante comprometidas” no Afeganistão e na Líbia e a Marinha drasticamente enfraquecida depois da revisão do ano passado, “a resposta parece ser que nós não podemos fazer absolutamente nada em ceder às pressões dos EUA”.

O almirante de 79 anos, comandou uma força-tarefa composta por dois porta-aviões, uma dúzia de fragatas e destróieres, quatro submarinos e um total de 100 navios de superfície, juntamente com 25 mil soldados para retomar as Ilhas Malvinas em 1982.

Mas a Royal Navy não tem mais porta-aviões, perdeu sua força de jatos Harrier e viu sua frota de navios de guerra cortada pela metade na última década.

As ilhas estão protegidas por uma força de mais de 1.000 soldados com uma companhia de infantaria blindada e quatro caças Typhoon e uma única fragata. No entanto, os Typhoon não tem capacidade anti-navio ou anti-submarino.

Em carta obtida pelo ‘The Daily Telegraph’ no ano passado Liam Fox, o secretário de Defesa, advertiu o primeiro-ministro de que as defesas da ilha se tornariam frágeis, tendo em vista os cortes previstos pelo Strategic Defence and Security Review (SDSR).

Ele disse que a retirada dos Nimrod MRA4, aviões de reconhecimento marítimo, poderá “limitar a nossa capacidade de implantar rapidamente forças marítimas em zonas de grande ameaça, e excluir um elemento do nosso plano de reforço das Malvinas”.

O último dos Nimrods foi destruído em Março passado, após a revisão do orçamento.

Um porta-voz do Ministério da Defesa disse: “As afirmações de que as Ilhas Malvinas poderiam ser tomada sem uma luta são completamente infundadas. A guarnição corrente nas Ilhas Malvinas é muito maior em escala e tem uma maior capacidade do que em 1982 e juntamente com nossa capacidade de transporte aéreo. ela pode ser reforçada rapidamente. ”

FONTE:
The Telegraph

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