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À Tripulação da Fragata ‘Constituição’

Rio de Janeiro, 16 de junho de 2009

Era primeiro de junho, quando minha filha de 6 anos acordou e, como fazia desde o dia 8 de maio, coloriu mais um dia do seu calendário que desenhou para visualizar quantos dias faltavam para a chegada do pai. Com uma carinha repleta de alegria, me disse: “mãe, faltam quatro dias para o papai chegar!!”. Sim, na cabecinha dela, eram só quatro, já que não contava o dia 6, onde já se imaginava nos braços do pai!

Na mesma manhã, fomos todos surpreendidos pelo trágico acidente aéreo que comoveu todo o país, porém, jamais poderia imaginar que esse fato iria, também, influir na minha vida tão diretamente. Confesso que, quando soube que o navio havia sido designado para participar das operações de busca, caí em prantos, sobretudo por pensar nas minhas filhas, mais precisamente na mais velha, e em como iria contar para ela que o pai não chegaria mais em quatro dias, e o pior, que não havia mais previsão. Passados alguns minutos, abstraí o meu sofrimento e pensei imediatamente nas centenas de pessoas que tinham, muito provavelmente, perdido a vida e no imenso sofrimento e angústia dos familiares diante da incerteza do que realmente havia acontecido. A minha dor não poderia ser maior que a deles.

Sentei-a no colo e expliquei-lhe que o papai não iria voltar logo, pois tinha sido escolhido para uma grande missão, que era a de ajudar as pessoas daquele avião. Ela, chorosa, olhou profunda e fixamente para o seu calendário, levantou-se e riscou o tão esperado dia 6, que, além da chegada do pai, seria também o dia da sua festa junina, e falou: “mãe, faltam 4 dias para a minha festa junina!”. Meu coração partiu, mas percebi que ela havia entendido a importância da missão e assim substituiu a tristeza por um grande orgulho do pai.
Ao chegar da escola, contou-me que uma amiguinha havia lhe dito que ela era azarada, porque o pai não voltaria agora, mas também que era sortuda, pois seu pai poderia virar um herói! Achei graça e ao mesmo tempo muito interessante o que essa menina, na ingenuidade dos seus seis anos, vislumbrava.

Contei-lhes toda essa história para chegar a duas palavras, que para mim resumem o sentimento atual de toda a nação: HERÓI e ORGULHO. Não sei se vocês têm a exata dimensão do que esse fato todo representou e repercutiu positivamente para as Forças Armadas e diria eu, mais precisamente para a Marinha. Confesso que ao longo dos anos escutei muitas opiniões injustas e indagações absurdas e ignorantes, no sentido da palavra, a respeito das funções da Marinha num país pacífico e sem guerras, como o Brasil. Infelizmente, foi preciso acontecer um trágico acidente, para que essas pessoas, enfim, conhecessem e reconhecessem a importância da grande e nobre carreira que vocês abraçaram.

Recebi uma grande quantidade de telefonemas e e-mails exaltando o magnífico trabalho de vocês e a palavra que eu mais escutava era: ORGULHO. Orgulho de saber da capacidade da nossa Marinha. Orgulho de ver o esforço, a tenacidade diária. Orgulho de estarem levando alento às famílias de cada Ser Humano resgatado. Orgulho de mostrar à França o potencial operacional de vocês. Orgulho de sermos Brasileiros.

A Fragata “Constituição” caiu “na boca do povo”! Todos se referiam a ela com grande intimidade, como se já a conhecessem há anos, mas o que eles não sabem é que ela é “O URSO”! E vocês fizeram jus a este mascote: foram fortes, bravos e valentes!

Na impossibilidade de me dirigir pessoalmente a cada um de vocês, escrevi esta mensagem para que soubessem que foram impecáveis e souberam superar com brilhantismo todas as adversidades e desafios desta inédita operação, desempenhando com louvor essa grande missão, apesar de terem pesando sobre vocês, o cansaço, a saudade e a distância da família, que já estava tão próxima naquele primeiro de junho.

Não tenham dúvidas que terão muito que contar para seus filhos, parentes, amigos e gerações futuras e que estes o receberão como verdadeiros HERÓIS!

BRAVO ZULU tripulação do Urso! Que Deus os abençoe!

Um grande abraço,

Renata Sertã

 

Rui Barbosa

Há uns poucos de dias que o poço, o ancoradouro do Rio de Janeiro, nos oferece extraordinário panorama. Ao correr dos bondes pelas ruas de onde se descortina o mar, todos os olhos estendem-se para ele. À superfície do elemento azul cinco pavilhões estrangeiros afirmam diversamente o tamanho das nacionalidades, que representam. Ali se ostenta, de extremo a extremo, a escala inteira do poder naval, desde a grandeza crescente da Grã-Bretanha, a mãe dos mares, a semeadora de povos, até à majestade simplesmente histórica da Lusitânia, a soberana descoroada, mas venerável, de cujo manto as vagas parecem roçarem ainda com respeito a fímbria em torno do Adamastor. Passa e repassa a vista curiosa por essa assembléia extraordinária de testemunhas do oceano, e não lhes pergunta que nos dizem, que nos trazem desses longes do espaço e do tempo, da imensidade vaga, aonde o passado se recolhe, e donde assoma o futuro, como as velas repontam do horizonte. Povo descuidado, abrimos as pálpebras entre dois intervalos de sesta, à brisa da costa dourada pelo sol, banhando-nos na tipidez do ar, na volúpia do colorido, na embriaguez ambiente da luz, e banindo d’alma os pensamentos do imprevisto, cerrando-a ao sussurro da consciência, que fala pelo rugir das águas eternas.
Ingenuamente dilatamos as pupilas, com alguma coisa da impressão primitiva dos antigos hóspedes das nossas selvas, quando essas grandes aves que arribam da civilização açoitaram pela primeira vez com as largas asas brancas a quietude deste estuário, como se, tantos séculos depois, ainda inquiríssemos de onde vêm essas gaivotas gigantescas, onde foram buscar umas a elegância das suas linhas e a alvura do seu dorso, outras a negrura do seu vulto e a arrogância do seu colo.
No olhar dos mais inteligentes, quando muito, se descobriria alguma coisa daquela sensação dos passageiros de um transatlântico, debruçados para o cristal retinto, nas paragens onde palpita o coração do globo, pelas águas quentes do Equador cismando nas maravilhas em que se anunciam à tona essas florestas submarinas, à vista das quais são desertas as da terra, contando um a um esses encantos do inesperado, seguindo essas pradarias do mundo líquido, as górgonas, as ísis, as pálidas anêmonas corde-rosa, os alcíones, a flora cambiante e efêmera, com que as artérias da natureza oceânica ajardinam a zona das calmas, o domínio oscilante das algas, essas regiões onde se espelham complacentemente os resplendores solares, e se ocultam os imensos reservatórios da vida submersa.
Mas não basta admirar: é preciso aprender. O mar é o grande avisador. Pô-lo Deus a bramir junto ao nosso sono, para nos pregar que não durmamos. Por ora a sua proteção nos sorri, antes de se trocar em severidade. As raças nascidas à beira-mar não têm licença de ser míopes; e enxergar, no espaço, corresponde a antever no tempo. A retina exercida nas distâncias marinhas habitua-se a sondar o infinito, como a do marinheiro e a do albatroz. Não se admitem surpresas para o nauta: há de adivinhar a atmosfera como o barômetro, e pressentir a tormenta, quando ela pinta apenas como uma mosca pequenina e longínqua na transparência da imensidade. O mar é um curso de força e uma escola de previdência. Todos os seus espetáculos são lições: não os contemplemos frivolamente.
Na festa de ontem bem poucos se deteriam em penetrar a expressão íntima desses convidados do outro hemisfério, ou do outro continente, cujos canhões honraram a solenidade nacional, cujos galhardetes flameavam em arco à luz do sol, e cujas miríades de focos rutilantes constelaram de noite a baía. Cada um deles era, entretanto, uma interrogação misteriosa ao novo porvir. Esses mensageiros da civilização européia e americana, deslumbrados na magnificência das nossas costas, nas estupendas belezas da nossa terra natal, estudam o homem, que a habita, e procuram nas suas obras o selo das grandezas que o circundam. Quando voltarem desta cerimônia, a que concorreram com a distinção do seu obséquio, com a imponência da sua presença, irão dizer aos que os mandaram se a criatura aqui responde à liberalidade do Criador, se este ramo da família humana trabalha pelo bem comum. E queira Deus que desse juízo nos possamos desvanecer, como com esta fineza nos lisonjeamos.
Bastava que de nossa parte os estudássemos, para sentir quanto nos esquecemos de nós mesmos.
Por ele veríamos como presentemente o valor dos povos quase se mede pelo seu valor no oceano.
Considerai nessa obra-prima do Adamastor, pequeno escrínio de ferro onde parece refugiar-se o maior dos poemas navais, como a mais formosa das línguas no canto dos Lusíadas. Vede o Carlo Alberto, a Calabria, o Piemonte, o orgulho de Roma e de Veneza, esbordando o Mediterrâneo, para ostentar na outra metade do planeta o arrojo das suas aspirações, o garbo das suas obras e o vigor da sua gente.
Olhai para as duas fragatas, a Sofia e a Nixe, vedetas soberbas daquela formidável nacionalidade, cuja ambição arde pela glória naval prelibada não há muito, no heróico lirismo daquelas palavras imperiais:
“Nosso futuro está no mar.” No Iowa e no Oregon, quentes da guerra, estuantes do fogo, como que ainda frementes do canhoneio, medi o poder dos colossos que a liberdade levanta e a miséria dos países marítimos desapercebidos no oceano. Notai, enfim, com que fidalguia de primeiros entre iguais se embalam nas ondas, entre os outros, o Beagle e o Flora, pequenas malhas esparsas da coiraça que abriga pelos mares a potência universal da maior das nações, a antiga regedora das vagas.
Nós tínhamos alguma glória, para não entrar humilhados nesse comício brilhante. Não faz mais de trinta anos que as águas do Prata davam testemunho de proezas inolvidáveis, consumadas por uma esquadra de heróis brasileiros. Acabava a guerra separatista nos Estados Unidos, que tamanha revolução produzira nas artes da luta naval. E, contudo, guardadas as proporções, afirmam os mestres que a campanha fluvial do Paraguai não foi nem menos gloriosa, nem, a certos respeitos, menos instrutiva.
Nos maiores movimentos estratégicos do nosso conflito com o déspota de Assunção coube sempre à nossa armada uma parte capital, decisiva, admirável, e a bravura dos nossos marinheiros, sua inteligência, sua capacidade mostraram em nós ao mundo o nervo, de que se faz o caráter das nações. Era um tesouro, que se não devia malbaratar; e malbaratou-se. Não haveria sacrifícios, que outros não fizessem, por conquistar esse prestígio. Nós o tivemos, obtido à custa do melhor do nosso sangue, e deixamo-lo perder.
É mister reavê-lo, se é que temos empenho em conservar a nossa nacionalidade. O oceano tem sido quase invariavelmente o campo de batalha pela independência das nações que confinam com o mar.
Essa Holanda, um de cujos navios visitou há pouco as nossas águas, não a deveu, no século dezessete, senão às vitórias dos seus almirantes. A Inglaterra não teria preservado a sua existência, se as suas frotas não houvessem desbaratado as da França em 1692, em 1759 e em 1805. A França não teria ido sepultar a sua fortuna com a de Napoleão nos gelos da Rússia, se batesse as forças navais inglesas em Abukir e Trafalgar. A União não teria suplantado, na América do Norte, a revolta dos estados meridionais, se as esquadras da legalidade não levassem imensa vantagem às da confederação. O Brasil sem os seus navios não teria aniquilado o Paraguai. Foi no mar que se abismou a China. Foi no mar que pereceu a Espanha. No mar é que se liquidaria a questão da Argentina com o Chile. E na grande conflagração européia, se um dia se desencadeasse, a última palavra tocaria ao mar.
Ora, presentemente, quando o mar intervém nas questões entre os povos, é como o raio. Em poucos dias a agressão, o combate e a vitória, ou a ruína. Uma batalha suprime uma esquadra, e a supressão de uma esquadra pode envolver o desaparecimento de uma nação. Feliz do que pode ser o primeiro no golpe, e amarrar por bandeira ao grande mastro a vassoura de Tromp. Se ela encontrasse abandonado à sua violência impetuosa um litoral de seis mil e quinhentos quilômetros, pode ser que então a surdez crônica da política brasileira começasse a perceber a voz que detona, por essas praias, além, no fragor contínuo das rochas e das ondas: “Marinheiros! Marinheiros! Marinheiros!”

A Imprensa, 16 de novembro de 1898.

FONTE:  http://objdigital.bn.br/Acervo_Digital/Livros_eletronicos/obras_seletas_vol7.pdf

mao

Duas pesquisas feitas por jornais chineses na internet este mês, revelaram que a maioria dos internautas prefere o nome de “Mao” para o futuro navio-aeródromo do país, em homenagem ao polêmico líder chinês Mao Tsé-Tung.

 

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A aquisição de duas fragatas holandesas muito modernas com baixa assinatura radar e excelente equipamento de combate a juntar às três “Vasco da Gama” e a próxima chegada a Portugal dos dois submarinos NRP “Tridente” e NRP “Arpão” (U-209PN) vieram proporcionar à Marinha de Guerra portuguesa um excelente poder militar.

A Espanha possui armamento naval muito superior. Contudo, na leitura de certos blogs militares do país vizinho, verifica-se que está a causar um engulho muito grande a presença dos dois U-209PN (U-214) naquilo que para a Marinha espanhola foi sempre o seu mar e para os portugueses é naturalmente o mar português que se estende à vasta zona exclusiva marítima dos Açores e da Madeira. Os espanhóis escrevem algumas vezes que as águas territoriais portuguesas são a ponte marítima entre o Norte e o Sul da Espanha, sendo, por isso, vitais para os interesses castelhanos.

Além disso, para a Marinha Espanhola, Portugal foi sempre um pequeno país pobre e coitadinho, apesar de estar no trigésimo lugar entre os mais ricos per capita no Mundo num universos de quase 200 nações.
Portugal mostrou já que foi capaz de conter o défice e construir condições para o investimento público. Claro, a crise económica e financeira mundial veio alterar a situação, mas neste campo, os países mais avançados estão a sofrer muito mais que Portugal.

Não devemos esquecer que da grande crise e depressão de 1929-39 resultaram duas guerras importantes para Portugal, a guerra civil espanhola de 1936-39 e a II. Guerra Mundial de 1939-45. Em ambas, Portugal não foi envolvido porque possuía uma liderança forte e o país estava unido, mesmo que à força, mas isso blindou Portugal das influências e apetites estrangeiros que poderiam atirar o País para uma guerra que não era a sua e de que sairia sempre muito prejudicado, principalmente em vidas humanas.

Alguns sinais de uma possível ameaça espanhola começam a ser vislumbrados hoje, traduzida na forma agressiva como empresas de comunicação social, inteiramente detidas por capitais espanhóis, leia-se Prisa, procuram desestabilizar a governação portuguesa e impedir que o País venha a ser dotado de uma liderança forte que não se vergue a medos patológicos. As pátrias subsistem ao longo de séculos com sacrifícios pessoais e raramente só com benefícios imediatos. Perdida ou reduzida uma independência é que se vem a saber qual o custo dessa perda. O medo é sempre o maior inimigo de um povo.

Os dois novos submarinos serão, sem dúvida, respeitados por qualquer submarino nuclear de ataque norte-americano como os da classe “Los Angeles” muito ruidosos ou da nova classe “Virgínia” muito simplificados.
Há quem diga que duas unidades são poucas, mas a verdade é que a manutenção dos U 209PN é mais rápida e simples, como dizem os especialistas, e se o ideal de ter três unidades não foi conseguido, as duas representam já algo.

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Pelas suas características de silêncio absoluto, quase nula assinatura sonar e capacidade para navegarem em profundidade durante um largo tempo sem serem detectados por navios ou submarinos adversos, os U 209PN serão verdadeiros “guerrilheiros” do mar, temíveis por poderem atacar submarinos, navios de superfície e mesmo importantes alvos terrestres.

Curiosamente, a detecção deste tipo de submarinos por forças adversas baseia-se não na procura do ruído que não fazem, mas antes na ausência de ruído, isto é, num chamado “buraco de silêncio” relativamente ao ruído habitual dos peixes no mar, o que pode ser evitado pela emissão de ruído marítimo gravado no submarino.
Os novos submarinos poderão impedir o apoio marítimo a uma tentativa independentista dos arquipélagos da Madeira e dos Açores que poderão procurar noutros lados os apoios financeiros que o Continente pode não estar em condições de dar. E não têm faltado ameaças de, pelo menos, um governo regional.

Os EUA teriam sempre interesse numa Madeira e nuns Açores independentes que se tornariam em seus protectorados. Uma Espanha também teria o mesmo interesse, principalmente se Portugal estivesse desgovernado por falta de uma maioria parlamentar ou por lutas intestinas muito graves.

Numa situação dessas, do exterior poderia não haver invasão, mas apenas “apoio humanitário” em medicamentos e, porque não, armas como mísseis anti-navio e anti-aéreos embalados em caixotes com o emblema da Cruz Vermelha Internacional, embarcados num navio mercante. O torpedeamento ou obrigação de paragem de navios “humanitários” faria mudar a situação radicalmente sem que as marinhas estrangeiras estivessem interessadas num combate. É que os meios bélicos próprios para o combate não servem sempre para isso sob o ponto de vista político. Uma coisa é a “ajuda humanitária”, outra coisa é o combate em águas territoriais de outro país. O inverso não é o mesmo. A nação jurídica tem todo o direito de travar combate seja contra quem for no seu território ou no mar adjacente e o direito internacional não o pode impedir.

Os dois submarinos são um instrumento do direito do Estado português que pode ameaçar todo e qualquer contraventor desse mesmo direito e podem impedir a tempo uma situação do tipo Kosovo. Nenhum marinha estaria à vontade nos mares insulares, sabendo da presença de um terrível e invisível inimigo.
As forças armadas de um pequeno país destinam-se a obrigar um agressor a travar combate. Esse facto é intolerável no âmbito do direito internacional, apesar de nem sempre ser bem sucedido.

Recorde-se que apoios “humanitários” do tipo referido não têm faltado no Mundo desde 1945 até hoje.
A crescente desorganização da União Europeia devido à crise leva-nos a imaginar o seu quase desmembramento. Actualmente, cada nação trabalha por sua conta. Já não há disciplina na zona Euro e ninguém sabe o que fazer. O proteccionismo instala-se e pouco falta para surgirem apetites bélicos para desviar as atenções dos 30 a 40 milhões de desempregados que poderão ser registados até ao fim do ano corrente.

A tão morosa unidade europeia pode desaparecer de um dia para o outro e ser substituída por eixos como o de Paris-Berlim e, porque não, Paris-Berlim-Madrid. Esse sim, muito perigoso para Portugal a oeste e para a Polónia a leste.
Mesmo fora de um cenário europeu. Os dois submarinos ultra-silenciosos podem intervir para a defesa de cidadãos e interesses portugueses na Guiné, por exemplo, apesar de que as actuais fragatas serão aí suficientes como se verificou no passado relativamente recente. Mas uma unidade submarina pode fazer desembarcar mais facilmente uma pequena força de fuzileiros para libertar portugueses, salvar um chefe de Estado ou observar de perto certas situações ameaçadoras. Os dois submarinos não servem verdadeiramente como arma de agressão, mas apenas como arma defensiva e psicológica com poder real.

Num país com uma certa força aérea, a presença invisível de submarinos portugueses poderia servir também como arma psicológica na defesa de cidadãos portugueses e interesses se acontecesse uma profunda alteração política anti-Portugal ou anti-Europa.
Nessa situação, o bloqueio psicológico ou real de um porto poderia levar a soluções pacíficas sem causar vítimas ou prejuízos para ambas as partes e serenar os ânimos belicosos, fazendo imperar o bem senso e o respeito mútuo.

No contexto actual de crise económica, uma Paz tida como garantida até agora pode repentinamente deixar de o ser. Mesmo um país como Portugal não pode descurar a posse de forças verdadeiramente operacionais, mesmo que em número limitado. Mais importante que o número é, sem dúvida, a dupla operacionalidade dos homens e do material moderno.
O registo contabilístico da despesa com a compra dos dois submarinos vai afectar um pouco o défice orçamental em 2010. Como estes navios são entregues a Portugal em 2010, o Governo é obrigado, segundo o Eurostast, a registar nesse ano os 973 milhões de euros, com juros incluídos, gastos na sua aquisição. Como o custo dos submarinos representa 0,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), em 2010, o défice das contas públicas aumentará de 0,4 por cento, previsto no Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC), para 0,9 por cento.

A preço de contrato, os submarinos custaram 779 milhões de euros. Acresce 194 milhões em juros. Total: 973 milhões. Em 2010 estima-se que o PIB seja de 180 mil milhões. Assim, uma despesa de 973 milhões implica a subida do défice previsto para 0,9%. Claro, com a actual crise, as contas públicas de todos os países do Mundo, sem excepções, estão a sofrer profundas alterações.

Para o Ministro das Finanças, a alteração exigida pelo Eurostat não se pode aplicar à compra destes submarinos porque isso representaria um efeito retroactivo, dado que a decisão de Bruxelas é posterior à compra dos submarinos.

Os submarinos serão pagos ao longo de vinte anos num misto de crédito/leasing, pelo que a influência nas despesas públicas de 2010 é quase virtual.
Mas é curioso que uma empresa que adquira bens de equipamento não pode contabilizar o custo total dos mesmos num só ano, pelo terá de considerar os períodos de amortização legais que variam conforme os bens em causa. Porque razão a Comissão Europeia resolveu exigir algo de diferente?

Por Dieter Dellinger – redactor da Revista de Marinha – dedica-se à História Náutica, aos Navios e Marinha e apresenta o seu livro “Um Século de Guerra no Mar”

 

pre-sal

A história do setor de petróleo no Brasil apresenta duas grandes fases. A primeira foi iniciada quando o monopólio foi concedido à Petrobrás, no início dos anos 1950, após o sucesso da campanha “O Petróleo é Nosso”, uma rara situação em que as Forças armadas brasileiras e os partidos de esquerda ficaram de um mesmo lado. Essa campanha culminou na aprovação da Lei nº 2.004, em 1952, que concedeu à Petrobrás o exercício do monopólio, exceto na distribuição de derivados. Mais tarde, o monopólio da Petrobrás foi incorporado à Constituição.

Durante essa fase a Petrobrás não cumpriu a missão, para a qual foi criada, de tornar o País autossuficiente, ou até exportador de petróleo. Esse fato colocou o Brasil no Guinness Book como o único país no mundo a possuir uma empresa monopolista estatal de um produto importado. Não conseguindo ser um produtor relevante de petróleo, a estratégia foi a de transformar a empresa numa monopolista na produção de derivados de petróleo para o mercado interno. Durante essa primeira fase, foi construído praticamente todo o parque de refino da Petrobrás. Ainda nessa fase, em razão do primeiro choque do petróleo, em 1973, o governo tornou mais flexível a legislação do setor e criou os contratos de risco, que não obtiveram resultados positivos no tocante ao aumento da produção de petróleo. Somente com o segundo choque do petróleo, em 1979, foi possível viabilizar a exploração offshore na Bacia de Campos. Entretanto, a missão principal da empresa de transformar o Brasil num país autossuficiente em petróleo não foi alcançada nessa primeira fase.

A segunda fase foi iniciada com a sanção do presidente da República Fernando Henrique Cardoso da Lei nº 9.478. Para quem não se lembra, sua aprovação resultou de uma batalha ferrenha, e até emocional, entre a base de apoio ao governo Fernando Henrique e a oposição, liderada pelo PT. Essa lei deu fim ao então intocável e sagrado monopólio da Petrobrás.

Durante todo o debate que precedeu a mudança da Constituição e a posterior aprovação da Lei nº 9.478, a oposição afirmava que por trás da proposta do governo estava um plano maquiavélico de enfraquecimento da Petrobrás. Diziam os críticos da lei que, com o fim do exercício do monopólio, as grandes multinacionais do petróleo tomariam conta do setor e a Petrobrás seria sucateada e privatizada.

Nada disso aconteceu. Ao contrário do que afirmavam as pitonisas pseudonacionalistas, a Lei do Petróleo inaugurou uma fase gloriosa da Petrobrás e do setor de petróleo brasileiro. Na realidade, foi o fim da “Petrossauro”, termo cunhado pelo saudoso Roberto Campos para descrever a Petrobrás daquela época. Nessa fase foi criada a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), pela mesma Lei nº 9.478, que de forma independente regulamentou a legislação e promoveu leilões de áreas que permitiram a entrada no setor de empresas privadas, no segmento de exploração e produção. Com a nova legislação, a Petrobrás ficou mais blindada contra intervenções políticas, fez parcerias com empresas que entraram no mercado brasileiro e finalmente cumpriu a sua missão de tornar o Brasil autossuficiente em petróleo.

É sempre bom lembrar que foi graças à independência dada pelo governo federal que a ANP pôde realizar os leilões, a partir de 1998, e uma das consequências foi a descoberta do pré-sal. As áreas do pré-sal pertenciam aos chamados blocos azuis que foram devolvidos pela Petrobrás antes de se iniciarem os leilões e o regime de concessões previsto na Lei nº 9.478. No leilão de 2000, a Petrobrás, em parceria com a BG e a Petrogal, adquiriu o que é conhecido hoje como Campo de Tupi. É interessante observar que todos os campos já descobertos no pré-sal integraram os leilões da ANP e em todos a Petrobrás tem parceiros e é a operadora. À exceção do Campo de Azulão, que é operado por uma empresa privada, no caso, a Exxon-Mobil. Portanto, sem os leilões promovidos pela ANP, a descoberta da camada pré-sal, com certeza, levaria mais tempo para ser anunciada ao mundo.

Portanto, não foram o governo do PT nem a atual direção da Petrobrás que descobriram o pré-sal. A história dessa descoberta, bem como da autossuficiência, começou a se concretizar a partir do momento em que o governo brasileiro entendeu que não fazia nenhum sentido econômico deixar que uma empresa estatal assumisse o monopólio do risco de explorar petróleo. Para dar fim a essa anomalia o governo da época abriu o mercado de petróleo no Brasil, permitindo a entrada de novos investimentos beneficiando a Petrobrás, que passou a ter maior liberdade de atuação e, com o seu quadro de funcionários altamente competentes, levou a empresa a bater todos os recordes de lucro e produção de petróleo.

É uma pena que o governo insista em nos colocar no túnel do tempo e nos levar de volta aos anos 50. Vamos resistir.

Autor: Adriano Pires – diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE)
FONTE: O Estado de São Paulo

*NOTA DO BLOG:Título original do texto publicado no jornal citado. A reprodução do mesmo não necessariamente expressa a opinião no blog.

 

Corveta Caboclo

O navio da foto é a corveta Caboclo, da classe “Imperial Marinheiro”, que foi despachada pela Marinha do Brasil a fim de cooperar nas buscas ao Airbus da Air France, desaparecido no Atlântico.

A Caboclo, que foi incorporada à MB em 1955, é um navio lento, com velocidade máxima mantida de apenas 14 nós (26Km/h). Com essa velocidade, só conseguirá chegar à área de busca no dia 3.06, às 20h.

A Marinha deveria ter em operação navios-patrulha oceânicos (NaPaOc) de 1.200 toneladas, cujo projeto foi cancelado na década de 1990 por falta de recursos, mas é obrigada a manter navios como a Caboclo em operação, pela falta de meios mais modernos.

A FAB também possui problema semelhante: está usando aeronaves de transporte C-130 Hercules nas buscas, pois não possui aeronaves de patrulha marítima de longo alcance atualmente em operação. Os P-95 Bandeirulha são limitados em raio de ação e equipamentos e os P-3AM Orion, que estão sendo modernizados na Espanha, só começarão a ser recebidos em 2010.

 

Desabafo de um Fuzileiro

O texto abaixo é a reprodução de um comentário de um leitor que se identifica como sendo um fuzileiro naval que serve no 1º Distrito Naval.

O comentário foi deixado na matéria sobre a prisão de três homens que estavam fardados e tentaram invadir as instalações da Marinha no dia 27.05, provavelmente para roubar armas.

“A guarda do Primeiro Distrito Naval, composta por nós, Fuzileiros Navais, do Grupamento de Fuzileiros Navais do Rio de Janeiro, está sempre pronta alerta e muito bem preparada para coibir quaisquer iniciativas criminosas como esta recentemente ocorrida e a prova disto é que esta não foi exceção, pois já aconteceram outras tentativas como esta, tambem frustradas, no passado próximo.

Infelizmente o reconhecimento a ações como esta por parte de nossos superiores ainda não se reflete em uma escala de serviço mais folgada que possibilitasse maior engajamento por parte de uma tropa menos desgastada e cansada e destruída por uma escala de serviço tão apertada, tantas missões a cumprir que nos são impostas no dia-a-dia e ainda uma rotina de expediente que muitas vezes é estendida após o horário regulamentar em muitas horas.

E o que se dizer das péssimas instalações nas quais a Guarda do DN é obrigada a habitar todas as vezes que está de serviço, onde somos obrigados a conviver diretamente inclusive com baratas, calor intenso, falta de ventilação (se quisermos sobreviver ao calor temos de levar ventiladores de casa para o Corpo da Guarda) e arejamento mínimo necessário à sobrevivência de um ser humano e ainda muitas outras discrepâncias, como a má vontade do pessoal do Distrito em atender nossas solicitações, que muitas das vezes mais parecem um pedido de socorro vindo de uma “voz do que clama no deserto”

… Parabéns verdadeiros Heróis anônimos que além de vencer todas as dificuldades acima relatadas (que são verídicas pois faço parte desse efetivo e convivo de perto com tudo isso) ainda tem disposição e competencia pra implementar uma Ação Espetacular como essa prendendo esses meliantes, resguardando o patrimônio Naval e Nacional, pondo em risco suas próprias vidas pelo desempenho de um bom Serviço.

Ad Sumus Companheiros, Guerreiros, Fuzileiros, realmente Superiores à Tudo, mais uma vez Parabéns e que Deus nos abençõe e nos guarde todos os dias e a todas as “Guardas” em todos os lugares… …e nos livre não só dos meliantes mas também da falta de consideração e sensibilidade de nossos superiores hierárquicos, que numa situação como essas se inflam de orgulho pra falar em “NÓS” mas no dia-a-dia da convivência da Caserna nos abandonam à própria sorte como acima comentado. Se os meliantes tivessem logrado êxito, cabeças estariam sendo cortadas nesse exato momento, mas mediante seu insucesso, ‘não fizemos mais do que nossa obrigação’… ”

NOTA do BLOG: Se realmente é verdadeira a situação das condições de trabalho da guarda do CFN no 1ºDN, está mais do que na hora de se mudar isso, até como prêmio pela eficiência da guarnição. A Marinha não pode economizar em condições mínimas de trabalho aos seus homens, ainda mais para aqueles que arriscam suas vidas enfrentando bandidos.

 

The END: A fantasiosa estratégia

Luiz Gonzaga Lessa

Assisti à palestra do ministro Nelson Jobim no Clube Militar sobre a nova Estratégia Nacional de Defesa – END, tão comentada nos últimos tempos.

Foi desolador ouvir o titular da pasta, por quase 3 horas, desfiar objetivos, metas, prioridades, princípios que, longe de convencerem, despertaram inquietação e pasmo pelo seu alto conteúdo teórico, calcado em falsas premissas de democratização, subordinação do militar ao poder civil e sua efetiva retirada do processo político brasileiro, alheando-o das grandes decisões nacionais.

Desembaraçado, com bom domínio da platéia, o ministro dissecou a dita END, as suas origens e a metodologia que foi aplicada na sua elaboração, e ao longo da exposição ficou muito evidente a falta de consistência das idéias apresentadas, pelo total alheamento com a realidade do país, seja qual for o campo que se considere – político, diplomático, científico, econômico, psicossocial – estabelecendo metas tão absurdas e descompromissadas com o tempo que, por pouco, faltou prever a nossa ida á lua, à marte ou, quiçá, até mesmo ao sol, ao longo dos próximos 50, 100 ou 1000 anos.

O descomprometimento temporal, a não convergência com as condicionantes políticas brasileiras de não se prosseguir projetos de governos passados, a ausência de orçamento econômico-financeiro de longo prazo, o descompasso técnico-científico que vive o país com até mesmo grandes dificuldades de absorção de novas tecnologias, põem por terra as supostas benesses que possibilitariam transformar as Forças Armadas Brasileiras em efetiva e confiável máquina de guerra.

É difícil citar projetos que vingaram e se firmaram na Nação desafiando sucessivos governos, sendo o mais evidente de todos eles o da Petrobras. Nada garante que os futuros governos aceitem, como prioritárias, as premissas estatuídas na referida Estratégia e deem a ela prosseguimento ao longo dos próximos 50 anos. É pura utopia assim pensar.

Talvez alguma coisa dê frutos e, como princípios a seguir, foram bem colocados a transferência de tecnologia na aquisição dos diferentes materiais e o incentivo à indústria nacional de defesa.

Todavia, nenhuma palavra sequer foi dita com o intuito de reverter as atuais fragilidades das Forças Armadas, com carências de toda ordem, obsolescência dos seus equipamentos e armamentos, precariedade dos seus sistemas logísticos, limitações no adestramento e na qualificação dos seus quadros e muitas outras, pois, nesse caso, o ministro teria que sair das suas considerações essencialmente teóricas e fora da realidade para efetivamente. se engajar e o atual governo na alocação de vultosos recursos que possibilitariam reverter tão preocupante cenário que ameaça até mesmo a soberania do país.

É fácil, mas sem sentido, elaborar um documento de tal envergadura jogando para os futuros governos a responsabilidade da sua viabilização. Na realidade, é com “forças desarmadas” que dispõe o país para a sua defesa, incapazes de se oporem com razoável grau de sucesso a possíveis investidas inimigas, sejam elas de que origem for.

A responsabilidade por esse desastroso quadro é dos políticos, tem nome e sobrenome – poder civil- que vem governando o país por mais de 20 anos e que não atribui ao seu segmento militar as prioridades que ele necessita.

Se fosse uma estratégia séria, teria previsto metas e objetivos a serem atingidos ao longo do tempo, comprometendo orçamentos econômicos e financeiros realistas para alcançá-los, conferindo em primeira mão alta prioridade à reversão do atual e melancólico quadro em que as Forças Armadas se encontram.

Mas isso o ministro não poderia garantir, particularmente face à atual conjuntura econômica mundial. Por isso, esquivou-se.

De fato. o que temos presenciado é o corte nos orçamentos militares, a considerável redução nas despesas de custeio e de investimentos e no número de conscritos a serem incorporados. Essa é a realidade das Forças Armadas e não a ficção, o sonho quimérico, lunático, que o ministro pretendeu vender como uma verdade futura.

Considerar a Amazônia como área prioritária não constitui novidade. Há muito tempo assim o entendem as Forças Armadas, especialmente o Exército, quando nos últimos 20 anos para lá transferiu várias das suas brigadas. Mas é chocante confrontar-se os ditames da atual Estratégia com as enormes dificuldades com que civis e militares lá se defrontam. quando até mesmo as condicionantes básicas de vida estão muitas vezes ausentes nos pelotões de fronteira, onde, ainda hoje, são raridades a energia elétrica, o esgoto, a água tratada e encanada, as comunicações confiáveis etc.

Antes de sonhar com esse hipotético soldado do futuro, réplica crioula de um mimetizado “X-Man”, é preciso cuidar do soldado do presente, tão esquecido e desprezado nessa Estratégia.

Considerar que os problemas que envolvem a TI Raposa Serra do Sol não ameaçam à soberania do país e que, também, não são da alçada do Ministério da Defesa é um lastimável engano e uma grande decepção pela miopia da visão distorcida, pela não valorização da unidade nacional e pelo desconhecimento ou menosprezo das pressões
internacionais sobre a Amazônia.

Pobre das Forças Armadas que continuarão sendo iludidas por aqueles que sobre elas têm responsabilidade, prometendo-lhes mundos e fundos que nunca virão, tônica presente em todos os últimos governos, a despeito da lealdade, competência e eficiência com que vêm servindo a Nação!

Infelizmente, e o futuro dirá, a Estratégia Nacional de Defesa é mais um engodo, mais um desvario megalomaníaco, um documento para “inglês ver” e do qual não sairão Forças Armadas efetivamente dotadas de poder combativo capaz de respaldar o país na defesa dos seus mais altos interesses.
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LUIZ GONZAGA S. LESSA é general, comandou o Exército na Amazônia e presidiu o Clube Militar.

FONTE: http://pracadarmas.zip.net/

 

A imagem é tudo

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A Marinha deve ter suas razões para ter enviado o NDCC Garcia D’Ávila (foto abaixo) à China, a fim de participar das comemorações dos 60 anos da PLA Navy.
Só não entendemos porque, num evento desse tipo, onde as Marinhas procuram mostrar o que têm de melhor, o Brasil enviou um navio de apoio de segunda-mão.

A MB perdeu uma grande oportunidade de mostrar um navio construído ou modernizado no Brasil, como uma fragata da classe “Niterói” (na foto acima), que apesar de velhas, continuam válidas depois do MODFRAG. Se a Marinha pretende continuar disputando o mercado de navios de guerra no exterior, através da Emgepron, nada melhor do que enviar navios feitos aqui e que utilizam tecnologias nacionais.

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Adaptação da estrutura militar à END

presidente e o END

“Como já era de esperar, a adaptação da Estrutura Militar aos novos parâmetros da Estratégia Nacional de Defesa já vem causando uma série de embates entre a cúpula do Ministério da Defesa e oficiais de altas patentes dos Comandos das Forças Singulares. E ambas as partes terão suas razões válidas.”

Já está disponível, no site do Poder Naval OnLine, o texto de autoria do Vice-Almirante Capetti (RRm) sobre a estrutura militar do Brasil e os seus conflitos com os objetivos do END e com o Ministério da Defesa.

O Alte Capetti é um colaborador regular do Poder Naval OnLine e já expressou sua opinião sobre outros temas de interesse nacional na área de defesa.

Leia também.

- A questão salarial dos militares e
- Ministério da Defesa – Oportunidades de aprimoramento dão ênfase à logística

 

Dream Fleet

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Já que nem o atual Governo nem a crise econômica internacional ajudam a Marinha, nós vamos sonhando com uma Frota possível num futuro distante, porque sonhar ainda é de graça. Desta vez, para deleite dos aficionados, seguem as propostas do Jacubão para a versão STOBAR do futuro navio-aeródromo da MB, a escolta de 6 mil toneladas e a Type 22 modernizada.

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O professor Mikan Vego, do US Naval War College, propôs no Armed Forces Journal de fevereiro, que a US Navy complemente sua força de submarinos nucleares com submarinos convencionais. A proposta deriva das expectativas de que a força de submarinos nucleares americana será reduzida nos próximos 15 ou 20 anos e que submarinos convencionais operam melhor em águas rasas, como as do litoral dos EUA. E são estas zonas que estão sob ameaça, em todo o mundo.
O professor Vego apontou o submarino sueco da classe “Gotland” como um dos principais candidatos no campo dos submarinos não-nucleares.
O “Gotland” é descrito como excepcionalmente manobrável, silencioso e difícil de detectar, pois pode permanecer submerso durante semanas graças à sua propulsão AIP Stirling.
O HMS Gotland (foto) fez muito sucesso quando permaneceu por dois anos alugado com sua tripulação pela US Navy, para exercícios anti-submarino.

 
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