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Um gigante de costas para o mar

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A sociedade brasileira está de costas para o mar. Fomos colonizados por Portugal, que tem uma sólida tradição marítima, mas nossa mentalidade continua continental, ao longo dos séculos.
A vocação natural do Brasil é negada, pois não temos uma governança costeira e as ações governamentais para o mar são fragmentadas.

As duas Guerras Mundiais do século passado mostraram ao Brasil sua vulnerabilidade, com o afundamento na última, por submarinos do Eixo, de pelo menos 35 navios brasileiros e a morte de mais de 1.400 brasileiros. A Marinha do Brasil perdeu três navios e 486 homens.
A dependência do Brasil em relação ao mar cresceu exponencialmente desde então, com a exploração do petróleo em alto mar e o imenso avanço no comércio marítimo de exportação.

No entanto, a cada ano vemos o declínio do Poder Naval brasileiro e a inércia dos governos democráticos para reverter a situação de precariedade da Marinha do Brasil.
O gigantismo nos lucros da Petrobras e os investimentos na área do Pré-Sal não redundaram em investimentos na Esquadra, que continua com seus royalties do Petróleo bloqueados pela União, desde o Governo FHC.

Os últimos anos de crescimento da economia brasileira também não foram suficientes para que o Governo se sensibilizasse e liberasse os royalties para aliviar a situação de penúria das forças navais brasileiras.
Desde o Comando da Marinha anterior que se aguarda uma decisão do Governo sobre a aprovação do Plano de Reaparelhamento de apenas R$ 6 bilhões, para ser empregado ao longo de 20 anos pela Força Naval.

Agora que se sabe que crise econômica e financeira mundial não é apenas uma “marolinha”, os planos de reequipamento da Marinha e a recém-divulgada Estratégia Nacional de Defesa estão no “paredão”.
O acordo sobre os submarinos assinado com a França está sob ameaça, pela dificuldade de se encontrar financiamento para o negócio, de R$ 8,5 bilhões.

Mas, como diz o adágio popular, “há males que vêm para bem”. A Estratégia Nacional de Defesa, primeiro documento do tipo no Brasil, prioriza na parte naval a negação do uso mar, através dos submarinos, em detrimento do controle do mar.
Seria uma versão brasileira das estratégias da Marinha Alemã na Segunda Guerra e da Marinha Soviética, na Guerra Fria, que investiram pesadamente em submarinos, em detrimento de navios-aeródromo e escoltas.

Adotar essa estratégia naval significa abrir mão do controle do mar no Atlântico Sul, deixando para outras potências navais essa tarefa (4ª Frota?).
Essa estratégia vai contra todo o esforço de administrações navais anteriores que queriam o Brasil dotado de uma “Marinha de Águas Azuis”, apta a realizar ações de controle do mar.

Talvez a atual crise forneça tempo para que a Estratégia Nacional de Defesa seja melhor discutida pela sociedade e que alguns pontos sejam revistos.
O Brasil não pode continuar de costas para o mar e ainda, quando começa a voltar-se para ele, pensar em apenas ficar sob as ondas. O Brasil precisa de uma Marinha que seja capaz também de garantir nossa segurança sobre o mar, pois as crises mundiais, econômicas e energéticas, sempre existirão e, conseqüentemente, os conflitos também.

 

Que tábuas de tiro serão estas?

Num texto recentemente publicado no site do Poder Naval OnLine com o título “Um encouaçado contra o Forte“, foram levantados alguns pontos sobre a história onde ainda existem dúvidas. Porém, nosso leitor e colaborador Reginaldo Bacchi, um dos maiores especialistas em assuntos militares do Brasil, apontou uma outra incoerência.

A história brasileira, como tem sido contada até hoje, apresenta uma ‘eventual’ modificação das tábuas de tiro dos canhões do Forte de Copacabana com o intuito de atingir alvos terrestres, algo que não era exatamente o propósito fim daqueles canhões. Segundo o eng. Bacchi:

Este material fora retirado do péssimo livro de Helio Silva “1922-Sangue na areia de Coacabana”, um livro que na minha opinião trás muito mais duvidas do que respostas. (Esta versão dos fatos também foi narrada no livro “O tenentismo na marinha”.)

Em 1922 a diferença indicada entre o armamento de campanha e de uso anti navio, ainda não era muito grande. O canhão [do Forte] de Copacabana que foi usado para bombardeio de alvos terrestres no Rio de Janeiro, como o Ministério da Guerra, Palácio do Catete, Ilha das Cobras etc, era o Krupp de 190 mm com um alcance de 13.000 metros com um ângulo de elevação máximo de 20 graus.

A artilharia divisionária alemã na 1ª Guerra Mundial, recentemente terminada, era mobiliada com dois tipos de armas de artilharia:

Canhão de campanha de 77 mm , M 96 n.A. – com um alcance máximo de 7,8 km e um ângulo de tiro máximo de 15 graus;

Obuseiro de campanha de 105 mm , M 16 – com um alcance máximo de 9.5 km e um ângulo de tiro máximo de 40 graus.

Os outros paises, tinham armamento muito semelhante.

Ou seja, só o obuseiro corresponde à descrição do texto acima.

Uma das características dos obuseiros é o uso de varias cargas propelentes para permitir grande variação no alcance, adequando-o as inúmeras variáveis do combate, que muitas vezes faz com que se necessite atirar bem próximo das linhas dianteiras das tropas amigas.

Hoje, a artilharia de campanha divisionária é na sua grande maioria mobiliada com obuseiros que atiram até ângulo de 80 graus.

Como exemplo o obuseiro Light Gun da BAE, adotado pelos Fuzileiros Navais do Brasil, pode atirar até um angulo máximo de 70 graus.

Utilizando a munição estadunidense dos obuseiros M 101 do EB, que se caracteriza por 7 cargas propelentes, vamos ter os seguintes alcances (levando em consideração que são ulilizadas com as cargas vários ângulos de tiro):

Charge 1 1800m a 3400m
Charge 2 2100m a 4100m
Charge 3 2600m a 4800m
Charge 4 4100m a 6300m
Charge 5 4200m a 7900m
Charge 6 5000m a 9500m
Charge 7 6200m a 11500m

Este tipo de equipamento não existia no Forte de Copacabana. O maximo ângulo de tiro era 20 graus, e a carga propelente era só uma, dedicada a dar o máximo de alcance ( 13.000 m ). Não é possível, alterando as tabuas (tabelas) de tiro, modificar o ângulo de tiro.

Se para atingir, por exemplo, o Palacio do Catete, existisse um prédio ou um morro na linha de tiro (trajetória), este seria atingido!

Não há alteração de tabua de tiro que impeça isto.

Não é possível modificar uma tabela de tiro tenso para tiro elevado sem aumentar o ângulo de tiro do canhão. Isto é um problema mecânico.

A redução da carga de projeção (propelente) como indicado no texto só iria reduzir o alcance do tiro, com o problema de não se conhecer exatamente qual seria a distancia atingida com a carga reduzida.

Interessante é que no depoimento do Tenente Siqueira Campos o mesmo informou que os tiros contra o Catete atingiram o morro que ficava na trajetória.

 

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Na segunda metade da década de noventa, a Marinha do Brasil buscava um substituto para o NAeL Minas Gerais e que pudesse operar de forma mais segura os recém adquiridos A-4KU Skyhawk II (Falcões). Para isso, foram analisadas duas propostas. Os estadunidenses ofereceram o CV 62 Independence (Classe “Forrestal”), por cerca de US$ 100 milhões (Alguns anos antes haviam oferecido o CV 59 Forrestal por US$ 70 milhões). Já os franceses ofereceram o PA Foch (R99, classe “Clemenceau”), por cerca de US$ 15 milhões.

Os elevados custos de operação e manutenção do navio-aeródromo estadunidense o tornavam proibitivo para a Marinha do Brasil. Por outro lado, o navio-aeródromo francês possuía custos de operação e manutenção mais compatíveis com nossa realidade orçamentária. Além disso, o Foch operou a maior parte de sua vida na Marine Nationale como porta-helicópteros de ASW, enquanto seu “irmão”, o Clemenceau, operava com aeronaves de asa fixa, o que sem dúvida, provocou um desgaste muito menor no Foch.

Assim, a Marinha do Brasil optou pelo navio francês e o “rebatizou” como  São Paulo (A12). Contudo, os constantes cortes nos orçamentos, fizeram com que a Marinha do Brasil não conseguisse realizar a manutenção adequada no navio, que sofreu uma rápida deterioração.
Com o incidente ocorrido em sua tubulação, foi necessária uma reforma no navio. Ocorre que, conforme a reforma ia sendo executada, novos problemas iam aparecendo, forçando a Marinha do Brasil a realizar novos reparos.

Sem muito alarde, a Marinha do Brasil aproveitou esse período para realizar uma grande manutenção e modernização do navio. Foram realizadas diversas reformas nas instalações e espaços habitáveis; o aparelho de parada foi totalmente revisado; a catapulta de proa foi revisada, enquanto a catapulta lateral foi recalibrada para poder lançar aeronaves de até 20 toneladas; diversos equipamentos do convôo foram modernizados; diversos sistemas eletrônicos foram atualizados e foi instalado o sistema tático SICONTA Mk 4 e, por fim, todo sistema de propulsão (maquinaria) foi revisado (Aguarda-se apenas que a última turbina, que ainda está em manutenção seja recolocada).
Ainda esse ano, quando voltar a navegar, o NAe São Paulo poderá novamente manter velocidades superiores a 30 nós e será um navio muito superior ao que foi recebido em Brest no ano de 2000.

No futuro, espera-se que o NAe São Paulo receba aeronaves para MASC (Maritime Airborne Surveillance and Control), COD (Carrier On-board Delivery) e AAR (Air-to-Air Refueling).

Recentemente, devido a concorrência do F-X2 da FAB e da intenção do Ministério da Defesa de utilizar caças idênticos, pertencentes a MB e a FAB, embarcados no futuro navio-aeródromo, franceses e estadunidenses ofereceram por preços bastante reduzidos caças Rafale e Hornet para a Marinha do Brasil, caso as suas propostas sejam as vencedoras do programa F-X2.

Os estadunidenses ofereceram primeiro os seus F ∕ A-18 Hornet. Contudo, as células dessas aeronaves que estão estocadas, encontram-se com muitas horas de vôo acumuladas não sendo interessante para a Marinha fazer uma modernização. Assim, uma contra-proposta poderia ser de células pertencentes a força aérea do Canadá.

Um representante da US Navy informou que poderiam ser caças Super Hornet Mk 1, que não foram atualizados para o padrão Mk2. Porém, para que essas aeronaves operassem no NAe São Paulo, seria necessário o reforço ou mesmo a substituição do aparelho de parada, e aumentar a pressão da catapulta de proa para atingir a capacidade de 50 mil libras. Mesmo assim, as aeronaves operariam com restrições de peso.

Por outro lado, os franceses oferecem os Rafales F1 que chegaram a operar no NAe São Paulo quando este ainda pertencia a Marine Nationale. Contudo, esses caças operariam com restrições de peso. Além disso, os franceses oferecem assistência técnica da Thales e da DCNS no projeto e construção do futuro navio-aeródromo da Marinha do Brasil.

Será muito difícil a Marinha do Brasil realizar modernizações tão dispendiosas para operar esses caças ainda no NAe São Paulo, tais aeronaves seriam mais adequadas ao futuro navio-aeródromo.

O NAe São Paulo terá sua vida útil estendida até 2025, quando deverá ser substituído por um novo navio-aeródromo.

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TEXTO: LM / FOTO do ALTO: Alexandre Galante/Poder Naval

 

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Diferentemente da Grã-Bretanha, cujo papel imperial no mundo moderno se deu por força de um vácuo de poder e legitimidade e que, portanto, pode ser didaticamente descrito como um “império acidental” surgido na Europa pós-napoleônica, os Estados Unidos da América tiveram seu blueprint imperial cuidadosamente planejado por quatro homens: Theodore Roosevelt, Brooks Adams, Henry Cabot Lodge e Alfred Thayer Mahan. Neste artigo, iremos abordar as linhas gerais que deram forma ao império americano e tratar, de forma mais detida e específica, do papel preponderante exercido pelo conceito de poder naval (sea power) na história deste que é o mais bem sucedido exemplo de engenharia estratégica do mundo moderno. Ainda que não se possa falar em planejamento formal das atividades desempenhadas
por cada um dos “Quatro Cavaleiros”,1 é possível afirmar que a obra The Influence Of Sea Power Upon History: 1660–1783 (A Influência do Poder Naval Sobre a História: 1660–1783), de Mahan, forneceu o substrato intelectual de que as elites políticas, militares e econômicas dos Estados Unidos se valeram, para transformar uma República cuja expansão ocidental se caracterizava como uma potência eminentemente terrestre (land power) em um Império cujo poder e projeção passaram a se basear no poder naval(…)

Os Estados Unidos detêm hoje a única Marinha oceânica (blue water navy, ou Marinha de águas azuis) capaz de projetar poder em qualquer parte do planeta. Potências médias como Índia, Rússia, China e França dispõem de armadas capazes de realizar projeção de poder em âmbito regional, ao passo que países como Brasil, África do Sul ou Irã dispõem de esquadras cujas funções pouco extrapolam a guarnição e o patrulhamento de suas faixas litorâneas (green water navies). O Atlântico Norte segue, aos poucos, passando o título de “corredor planetário” ao Pacífico, e não cumpre descartar a possibilidade de que os EUA venham a ter sua supremacia naval contestada, em longo prazo, pelos chineses e/ou mesmo pelos indianos. Ambos os países têm investido somas de relevo na reequipagem de suas esquadras, bem como têm procurado fortalecer elementos e práticas imateriais de desenvolvimento e consolidação de uma tradição naval. Logo, é de se concluir que, para além da influência do poder naval na construção dos EUA como superpotência, e, considerando que mais de 80% do comércio mundial são realizados por rotas marítimas, dificilmente o presente século desmentirá o vaticínio mahaniano, segundo o qual o padrão constante na construção da grandeza das nações – bem como o exercício seguro, moderado e destemido de tal grandeza – está menos em seus soldados do que em seus navios, sejam eles mercantes ou militares.

Clique aqui para ler a íntegra deste interessante artigo de Lindolpho Cademartori, na revista JUCA, dos alunos do Instituto Rio Branco, nas páginas 74 a 81.

 

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A Estratégia Nacional de Defesa (END) lançada em dezembro de 2008 diz:

Entre os navios de alto mar, a Marinha dedicará especial atenção ao projeto e à fabricação de navios de propósitos múltiplos que possam, também, servir como navios-aeródromos. Serão preferidos aos navios-aeródromos convencionais e de dedicação exclusiva.

A END também afirma, em outra parte:

A Marinha trabalhará com a indústria nacional de material de defesa para desenvolver um avião versátil, de defesa e ataque, que maximize o potencial aéreo defensivo e ofensivo da Força Naval.

Sendo assim, como deverá ser esse navio? E a aeronave? Comente e dê sua opinião.

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IV Frota: uma outra visão

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IV Frota provocará uma mudança radical nas relações da América Latina com os EUA

“Pode-se perguntar por que um estado mais forte desejaria atacar um mais fraco, mas certamente esse não é o ponto. O fato decisivo é que, no nível interestatal, a unidade maior pode atacar os grupos mais fracos. Como não há quem possa impedir esses ataques, os grupos humanos mais fracos vivem em contínuo e inevitável estado de insegurança”
Norbert Elias, Envolvimento e Alienação, Editora Bertrand, Rio de Janeiro, 1990, p: 214

A reativação da IV Frota Naval dos Estados Unidos, na zona do Atlântico Sul, provocará uma mudança radical e permanente nas relações militares dos EUA com a América Latina.

Foi por isso que surpreenderam tanto as primeiras explicações estadunidenses com respeito à reativação de sua Frota ─ criada em 1943 e desmantelada em 1950 ─ que havia sido uma simples decisão “administrativa”, tomada com objetivos “pacíficos, humanitários e ecológicos”.

A mentira não é um pecado grave no campo das relações internacionais. Pelo contrário, mentir ou dizer meias-verdades, com competência, foi sempre uma arte e uma virtude essencial da diplomacia entre as nações. Portanto, não foi isso o que chamou a atenção, na declaração das autoridades estadunidenses, foi sua falta de respeito pela inteligência dos interlocutores e seu menosprezo com respeito à impotência dos governos afetados por sua decisão.

Inclusive se fala também da necessidade de “combater a pirataria, o tráfico de drogas, de pessoas e de armas”, sem explicar, por sua vez, porque que a IV Frota não foi reativada durante a Guerra Fria, ou inclusive, depois da Revolução Cubana e da Crise dos Foguetes, de 1962, quando o “fluxo ilegal de armas e pessoas”, e o “tráfico de drogas” era igual ou maior do que agora.

Por isso, tiveram grande repercussão as declarações “corretivas”, das autoridades navais dos EUA efetuadas na Base Naval Mayport, na Flórida, em 11 de julho de 2008.

Em particular, o discurso inaugural do almirante Gary Roughead, chefe de Operações Navais da Marinha Americana, que redefiniu o objetivo principal da nova Frota, destinada a “proteger os mares da região daqueles que ameaçam o livre fluxo do comércio internacional”, ao mesmo tempo que advertia os incrédulos, de que “ninguém deve enganar-se: porque esta frota estará pronta para qualquer operação, a qualquer hora e lugar, num máximo de 24 a 48 horas”.

Com respeito à proteção do comércio marítimo, todos os especialistas sabem que só tem capacidade de proteger o “livre fluxo do comércio mundial”, aquele que também tem a capacidade de interrompê-lo. Quer dizer, quem tem poder para proteger, também tem o poder de excluir competidores, se for o caso, quando se provoca a competição entre os estados e os capitais privados, como está acontecendo, ao iniciar-se o século XXI.

Depois de quase uma década de crescimento contínuo e acelerado, a economia mundial enfrenta neste momento, uma disparada dos preços, da especulação e da escassez de alguns produtos fundamentais, como é o caso do petróleo, dos alimentos e dos minerais estratégicos.

E, neste momento, já está em curso uma nova “corrida imperialista”, entre as grandes potências, que lutam por sua segurança energética e alimentar, exatamente como aconteceu no final do século XIX e inícios do século XX.

Uma concorrência que já chegou na África e deverá alcançar a América Latina de forma ainda mais intensa, graças a seus recursos energéticos, a suas grandes reservas minerais e hídricas, e a sua imensa capacidade de produção de alimentos, muito superior a da África.

Em particular, no caso do Brasil, que deverá ser – logo – o maior exportador mundial de alimentos e um dos grandes exportadores de petróleo, ademais de ser o principal “proprietário” das águas e da biodiversidade da Amazônia.

Existindo um agravante no caso brasileiro, do ponto de vista das autoridades norte-americanas: o fato de ser o país que está liderando os processos de criação da União de Nações do Sul (Unasul) e o Conselho Sul-americano de Defesa, organizações que excluem os EUA e esvaziam o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca e a Junta Interamericana de Defesa, que são controlados pelos norte-americanos.

Esta história, entretanto, traz uma lição importante para o futuro da América Latina e do Brasil em particular. Faz um século, mais ou menos, o almirante e geopolítico Alfred Mahan se destacou por sua defesa militante da idéia de que os EUA jamais seriam uma “grande potência”, apoiando-se unicamente em seu desenvolvimento econômico.

Para ter estatuto internacional, requereria uma esquadra naval capaz de projetar o poder americano ao redor do mundo, como havia feito Inglaterra, no século XIX.

O almirante Mahan exerceu grande influência pessoal sobre o presidente Theodore Roosevelt, no começo do século XX, e depois se transformou no maior símbolo do poder naval americano de todos os tempos.

Com razão, porque menos de meio século depois de sua morte, os EUA já eram o maior poder naval da história da humanidade, controlando todos os mares e oceanos do mundo, com suas sete Frotas Navais.

Neste momento, os Estados Unidos acabam de reativar sua IV Frota, mas poderão criar muitas outras, se quiserem, sem atentar contra o Direito Internacional, sem necessidade de utilizar as águas soberanas de outros estados e sem necessidade de dar explicações a ninguém.

Obedecendo só a seus cálculos estratégicos e a seu poder de construir e distribuir barcos militares ao redor do mundo, como havia proposto Alfred Mahan.

Segundo o sociólogo alemão Norbert Elias, a dura verdade é que,

“se algum Estado fosse mais forte ou se cresse mais forte que seus vizinhos, sempre haverá a possibilidade de que intente obter vantagens, o que pode ocorrer de diversas formas, hostilizando-os, fazendo exigências ou invadindo-os e anexando-os [...].
“Só existe uma possibilidade de que um Estado com maior poder de exercer a violência seja impedido de explorar ao máximo sua porção de poder relativo: ele só pode ser reprimido por outro Estado equivalentemente forte ou por um grupo de estados que consigam controlar as rivalidades entre si em grau suficiente para favorecer seu potencial combinado de poder”.

José Luis Fiori é Professor Titular de Economia Política Internacional do Instituto de Economia da UFRJ.

 

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O Poder Naval Online teve o prazer de entrevistar o Almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva no dia 8 de janeiro. Othon é engenheiro naval, mecânico e nuclear. Foi o fundador e responsável pelo Programa de Desenvolvimento do Ciclo do Combustível Nuclear e da Propulsão Nuclear para submarinos da Marinha. É o autor do projeto de concepção de ultracentrífugas para enriquecimento de urânio e da instalação de propulsão nuclear para submarinos. Desde outubro de 2005 é o diretor-presidente da Eletronuclear.
A primeira parte da entrevista em áudio pode ser acessada no podcast do Poder Naval, neste link.

O Alte Othon discorre sobre vários assuntos interessantes, desde a sua participação na construção das fragatas classe “Niterói”, quando trabalhava no AMRJ, até a construção e tecnologia de submarinos.

Foto: Arquivo Eletronuclear

 

E por falar em MiG-29K…

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A Estratégia Nacional de Defesa diz o seguinte, na parte referente à Marinha do Brasil:
“A Marinha trabalhará com a indústria nacional de material de defesa para desenvolver um avião versátil, de defesa e ataque, que maximize o potencial aéreo defensivo e ofensivo da Força Naval.”

Levando-se em conta que a FAB em breve poderá receber helicópteros de fabricação russa, analisar o MiG-29K (versão navalizada do MiG-29) como base para o futuro avião de combate embarcado do Brasil não seria nenhum devaneio, desde que abandonássemos os velhos paradigmas sobre equipamentos de origem russa.

Em primeiro lugar, é bom enfatizar que o avião em produção para a Marinha da Índia, para operar a bordo do NAe Vikramaditya, possui uma arquitetura de aviônica aberta, podendo utilizar equipamentos russos ou ocidentais, de acordo com a escolha do cliente. O barramento digital é o MIL-STD-1553B, que permite ao MiG-29K ser compatível com a maioria dos armamentos ocidentais. O caça pode receber praticamente todos os novos sistemas de auto-defesa disponíveis para o MiG-35, inclusive um radar AESA (phased array).

O cockpit do MiG-29K tem HUD de grande ângulo e 3 MFDs coloridos (7 na versão biplace MiG-29KUB), é equipado também com sistema GPS Sigma-95 francês e um sistema de mira de capacete Topsight E.

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O fabricante alega que o MiG-29K pode realizar 90% de suas missões decolando de um convôo dotado de ski-jump com um vento relativo de apenas 10 nós (18km/h)! Ou seja, o MiG-29K dispensa as complicadas e dispendiosas catapultas a vapor, o que tornaria o projeto de um futuro navio-aeródromo brasileiro mais simples e mais barato. O próprio NAe São Paulo, que é um navio do tipo CTOL (conventional take-off and landing), poderia ser convertido em STOBAR (Short Take Off But Arrested Recovery) com a adição de um ski-jump na proa, como ocorreu com o ex-HMS Hermes britânico, que foi convertido para operar o Sea Harrier.
O peso normal de operação do MiG-29K é de 18.500kg e o máximo é de 22.400kg, ou seja, muito parecido com o F/A-18 Hornet.

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O leque de armas que o MiG-29K pode levar é imenso, desde mísseis ar-ar WVR e BVR, bombas e foguetes ar-superfície e mísseis ar-mar de longo alcance, num total de 5.500kg por missão.

Para uma marinha como a nossa, que opera um jato de ataque como interceptador, a adoção do MiG-29K seria um salto quântico, ainda mais quando sabemos que este caça foi projetado originalmente para superar em manobrabilidade o F-15, o F-16 e o F-18.

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Uma aventura cara

Uma coisa são as manifestações de entusiasmo do ministro da Defesa, Nelson Jobim, pela assinatura do acordo entre o Brasil e a França para a construção de submarinos, um dos resultados da visita do presidente Nicolas Sarkozy. Outra é o frio texto do documento – que é o que vale. Pelos cálculos do ministro, “no vigésimo ano (de vigência do acordo), vamos terminar recebendo o submarino nuclear. Tudo isso com transferência total de tecnologia, inclusive treinamento de engenheiros brasileiros junto a fábricas francesas”. Essa previsão, contudo, é um mero exercício de wishful thinking.

É política do governo brasileiro, nos últimos anos, só comprar equipamento militar acompanhado de transferência de tecnologia. Essa exigência cria graves limitações para o reequipamento das Forças Armadas de um país que não tem contenciosos internacionais que exijam meios militares abundantes e de última geração. Nenhum fornecedor se dispõe a transferir tecnologia em troca de uma venda relativamente pequena. É esse o caso dos 16 aviões de caça que a Força Aérea tenta comprar há mais de uma década.

No máximo, dependendo do tamanho e valor da encomenda, o fornecedor aceita produzir o armamento no país comprador, sob licença. Nesses casos, a transferência de tecnologia é limitada e o vendedor se beneficia com o prolongamento da vida útil de um produto que já entrou em fase de obsolescência ou enfrenta no mercado a concorrência de equipamentos mais modernos. É o caso dos 50 helicópteros franceses que serão montados pela Helibrás, ao custo de 1,899 bilhão.

O acordo para a construção de quatro submarinos convencionais Scorpéne e do casco de um outro, que poderá receber propulsão nuclear, num estaleiro a ser erguido no litoral do Rio de Janeiro, prevê, de fato, a transferência de tecnologia. Mas limita essa transferência à tecnologia de construção do estaleiro, de uma base de submarinos e do casco do submersível. Ou seja, refere-se a produtos e serviços que poderiam ser feitos pela engenharia nacional.

E como o quinto casco poderá acomodar um reator nuclear, o acordo está repleto de salvaguardas. A principal delas é que a França não repassará para o Brasil qualquer tipo de conhecimento que envolva a produção ou o uso de equipamentos nucleares. Isso começa com o estaleiro e a base. “A concepção, a construção e a manutenção das infra-estruturas e dos equipamentos necessários às operações de construção e manutenção da parte nuclear do submarino nuclear estão excluídas do âmbito do presente acordo” – esclarece o documento.

Além disso, “a parte brasileira não receberá assistência da parte francesa para a concepção, a construção e a colocação em operação do reator nuclear embarcado, das instalações do compartimento do reator nuclear e dos equipamentos e instalações cuja função seja destinada principalmente ao funcionamento do reator ou à segurança nuclear”.

Da mesma forma, a França não fornecerá “equipamentos e instalações que contribuam de forma acessória ao funcionamento do reator ou à segurança nuclear” – e com isso a construção do estaleiro e da base de submarinos fica praticamente reduzida a uma questão de engenharia civil.

O Brasil, ao assinar o acordo, ainda aceitou condicionantes políticas. A tecnologia e os equipamentos fornecidos pela França não poderão ser repassados a terceiros e só poderão ser usados para os fins definidos no acordo. Além dessa cláusula de usuário final, a França – que se eximiu explicitamente de colaboração na parte nuclear – exigiu que o Brasil assumisse a responsabilidade exclusiva, em relação a terceiros, por danos nucleares causados pelo submarino ou instalações nucleares associadas ao apoio terrestre.

O acordo estabelece as bases da cooperação. A partir de agora, o governo brasileiro terá de negociar com empresas francesas os custos de construção do estaleiro, da base e dos submarinos – afinal, o acordo prevê que equipamentos, serviços e tecnologia serão vendidos. E, como o ministro Jobim pretende que em 20 anos o submarino nuclear esteja navegando, o Tesouro terá de providenciar recursos para o desenvolvimento da tecnologia de propulsão nuclear, ainda não dominada pela Marinha. Haja dinheiro!

FONTE: Estadão, 28/12/2008

 

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Um parecer elaborado pela Marinha aconselhando o governo a comprar dois submarinos franceses Scorpène desconsidera recomendações técnicas que constam de um laudo técnico elaborado por submarinistas da Força. Segundo o relatório interno mantido em sigilo, o equipamento francês tem problemas operacionais graves que poderiam comprometer sua eficiência. Oficiais brasileiros encarregados de analisar o equipamento dizem, por exemplo, que a câmara de salvamento dos Scorpène é de difícil acesso e não foi aprovada em outros países. Outro problema apontado é a lentidão do sistema de compensação de lastro da embarcação, que não atende às necessidades operacionais de uma rápida imersão ou emergência.

Segundo o relatório, foi observado um tempo superior a 20 minutos para um Scorpène retornar à cota periscópica, o que pode colocar em risco o submarino ou o sucesso de um ataque. Ainda segundo o documento, o equipamento francês manobra com deficiências na superfície porque o leme vertical fica 70% fora da água. No mesmo documento, os oficiais da Marinha analisam a proposta feita pelo grupo alemão HDW/MFI e consideram o equipamento classe 214 oferecido pela empresa o mais adequado, no momento, para o Brasil. Entre as vantagens apresentadas estão a transferência de tecnologia de projeto.

“Vantagens”
O comando da Marinha tem conhecimento dos problemas apontados pelo relatório dos submarinistas, mas considera que os Scorpène também têm vantagens. Em nota divulgada esta semana anunciando a opção pelo equipamento francês, o comando da Força afirma que o Scorpène facilitaria uma rápida transição para o da classe nuclear por causa da forma de casco, com hidrodinâmica apropriada para elevados desempenhos em velocidade e manobra. (LR)

FONTE: Correio Braziliense

NOTA DO BLOG: Ver matéria completa no NOTIMP da FAB.

 

Opinião – Privatização do estaleiro de Alfeite

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Em tempo de Natal é costume desejar-se um Feliz Natal e um Ano Novo com saúde, paz e prosperidade. Mas que Feliz Natal e Bom Ano Novo vão ter os Arsenalistas quando as piores previsões se vieram a confirmar.

Pela mão deste Governo o Arsenal do Alfeite, tal como o conhecemos, vai deixar de existir e em seu lugar será criado o Arsenal do Alfeite, Sociedade Anónima, tutelado pela EMPORDEF, holding que, consta-se, apresenta prejuízos anuais da ordem dos 80 milhões de euros, enquanto o Arsenal apresenta uma sólida carteira de encomendas, com um cliente privilegiado – a Marinha e um resultado financeiro positivo, situações mais do que suficientes para questionar a justiça desta decisão. Na lógica da desresponsabilização do Estado face ao aparelho produtivo nacional duvidamos se este não será o primeiro passo para a entrega aos privados da mais antiga empresa do país e primeira referência nacional na construção e reparação naval e de vital importância estratégica para a defesa e soberania de Portugal.

Com esta decisão o Governo determina a redução do quadro de pessoal em cerca de 400 trabalhadores, passando dos actuais 1180 para cerca de 800 funcionários, quando na presente situação para o Arsenal responder ainda com mais eficácia às solicitações da Marinha seriam precisos mais trabalhadores. O espectro da incerteza na manutenção dos postos de trabalho paira sobre todos os trabalhadores do Arsenal do Alfeite.

O Arsenal do Alfeite é o estaleiro naval que faz a manutenção dos navios da Marinha de Guerra Portuguesa mantendo a sua operacionalidade e é o único com certificação específica e com conhecimentos, experiência e tecnologias em construção e reparação naval militar. É pois no Arsenal do Alfeite que existem infra-estruturas específicas e competências, nomeadamente a nível de pessoal fabril que não se encontram em nenhuma outra empresa do país.

Este é um fim anunciado, sem dignidade para o país e para o Arsenal, com um passado de mais de 600 anos, herdeiro legítimo dos construtores das naus que fizeram a história de Portugal desde os estabelecimentos das Tercenas, da Telha e da Azinheira, passando pela Ribeira das Naus até se fixar aqui no Alfeite onde afinal, parece, vai findar.

O Governo diz que o Arsenal do Alfeite, S.A. terá 100% de capitais públicos, mas também as OGMA eram tuteladas pela EMPORDEF e agora 65% do seu capital pertence à empresa privada EMBRAER, empresa multinacional brasileira. Receamos que, tal com lá, após grandes investimentos do Estado, que não os fez até agora no Arsenal como era sua obrigação, os lucros venham depois a ser recebidos pelos privados.

Tal como a Comissão de Trabalhadores, também nós discordamos desta decisão do Governo de extinguir o Arsenal do Alfeite e exigimos que se mantenha a sua natureza pública, garantindo a operacionalidade da Armada Portuguesa, defendendo a economia e a soberania nacional, o pleno emprego e os direitos dos Arsenalistas.

Deixamos aqui bem expresso o mais profundo repúdio por esta decisão e manifestamos a nossa solidariedade activa a todos os trabalhadores do Arsenal do Alfeite e à CTAA, neste momento que é de unidade e luta em defesa dos seus postos de trabalho e em defesa do Arsenal do Alfeite público, ao serviço da Marinha, dos Trabalhadores e do País.

Brázio Romeiro
Presidente da Mesa da Assembleia-Geral da Casa do Pessoal do Arsenal do Alfeite

Fonte: Rostos.pt

Nota do Blog 1: O Arsenal do Alfeite é o equivalente português ao AMRJ do Brasil. Ele se localiza na margem sul do Rio Tejo, junto à cidade de Almada. Ali também estão outras unidades da Marinha de Portugal como a Escola Naval, a Base Naval de Lisboa e a Base de Fuzileiros.

Nota do Blog 2: Algumas marinhas ao redor do mundo decidiram repassar seus estaleiros e unidades de reparos navais para a iniciativa privada. Um dos casos mais conhecidos foi a privatização dos estaleiros da Royal Navy durante o governo de Margaret Tatcher. Recentemente o principal estaleiro da África do Sul foi repassado para a iniciativa privada.

 

A questão dos submarinos

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No final de dezembro, o presidente francês Sarkozy deve visitar o Brasil, para acertar uma série de acordos com nosso país, inclusive na área de Defesa.
Entre os acordos, possivelmente estará o da construção de submarinos no Brasil, com transferência de tecnologia.

Até lá, continuaremos publicando notícias e informações sobre os submarinos alemães e franceses. Já enviamos um e-mail à Thales com as dúvidas mais freqüentes dos leitores sobre os submarino proposto ao Brasil e estamos aguardando resposta. Com relação ao U214, temos muito material que trouxemos da Alemanha e vamos disponibilizar aos leitores

Acreditamos que temos obrigação de fazer isso, já que este submarino até 2006, era a escolha da Marinha do Brasil. Foi só a partir de 2007, que o rumo da coisa mudou e essa mudança poderá ter conseqüências boas e ruins.
Não temos o objetivo de converter ninguém, mas sim provocar a discussão e a reflexão sobre o tema submarinos, que vem crescendo de importância a cada dia. Afinal, a arma submarina é o principal elemento dissuasor da nossa Marinha.
Existem pessoas que comentam aqui no Blog Naval acusando-nos de parcialidade. Mas para tirar a dúvida, convido-os a pesquisarem no campo “busca” no canto superior direito do Blog, onde poderão verificar a quantidade de matérias que publicamos sobre os submarinos franceses, isso sem contar as notícias do antigo blog.
Como contribuinte, também tenho interesse no que é melhor para a Marinha do Brasil, mas não tenho a pretensão de catequizar ninguém.
Tenho certeza que nossos leitores sabem interpretar a informação e são capazes de formar sua própria opinião sobre o assunto.

NOTA DO BLOG: De quebra ainda publiquei uma foto do “Scorpène”, espero que os fãs do U214 não fiquei chateados.

 
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