No dia 25 de janeiro, por volta das 23h30, a tripulação do Navio-Patrulha Oceânico (NPaOc) “Apa” auxiliou dois militares da Marinha Britânica, que sofreram um grave acidente de carro, na Base Naval de Portsmouth, no Reino Unido.

O acidente ocorreu próximo ao local de atracação do navio. Imediatamente, militares do NPaOc “Apa” – entre eles o médico e o enfermeiro de bordo – se dirigiram ao local e prestaram o apoio inicial aos acidentados, sob chuva e temperatura de -1°C. A ação dos militares foi fundamental para manter as vítimas estáveis e prevenir a ocorrência de incêndio.

Após a chegada das equipes de resgate da Base Naval, o médico e o enfermeiro permaneceram auxiliando no resgate até a remoção das vítimas do local.

Em reconhecimento ao apoio prestado, o Comandante da Base Naval de Portsmouth enviou uma carta de agradecimento ao NPaOc “Apa”. Seguindo a mesma linha, o Comandante do navio onde servem os militares acidentados foi a bordo do “Apa” para agradecer. Ele ressaltou que a ação rápida e eficaz da Marinha do Brasil foi determinante no resgate dos militares.

Fonte: NoMar Online

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Imagens do NPa ‘Gurupi‘ demandando o cais da Mortona em Santos-SP ao redor das 8h de domingo, 24/02, em comissão de adestramento e patrulha marítima.

Cerca de duas horas depois suspendia o NPa ‘Macaé‘ (P 70), conforme post publicado semana passada

Para ver mais imagens e o post sobre o  NPa Macaé:

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Fotos: Marcelo ‘MO’ Lopes – 24/02/2013

 

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Imagens do NPa ‘Macaé‘ (P 70) quando suspendia do Porto de Santos, por ocasião de sua segunda escala na cidade, na manhã do dia 24/02.

A embarcação realizou adestramento de patrulha em águas restritas e de intensa navegação no periodo entre 17 e  24 de fevereiro na cidade.

Para ver mais:

 http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2013/03/npa-macae-p-70-pwae-1a-escala-em-santos.html

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Fotos: Marcelo ‘MO’ Lopes – 24/02/2013

 

Os três navios da classe Amazonas já estão com suas paginas abertas no NGB – Navios de Guerra Brasileiros.

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  • Amazonas (P 120) – Comandante CC Giovani Corrêa
  • Apa (P 121) – Comandante CC Carlos Marcelo Fernandes Considera
  • Araguaia (P 122) – Encarregado do Grupo de Recebimento/Comandante CC Robledo de Lemos Costa e Sá (previsto para ser incorporado à Armada ainda no primeiro semestre de 2013).

Boa Estação e Boa Patrulha!

FOTO: Maritime Photographic

 

No dia 05/12, o NPaOc Amazonas iniciará sua primeira comissão em favor do apoio logístico do POIT – Posto Oceanográfico da Ilha da Trindade. Com previsão de duração de 2 semanas, nessa comissão o Amazonas irá demonstrar suas capacidade superlativa no transporte de víveres por meio de seus seis pontos de instalação de contêineres (inclusive refrigerados), de seu guindaste para a movimentação de carga, de suas 2 RHIB para o desembarque de pessoal no movimento navio-terra e de seu convoo para a realização de VERTREP.

O uso do NPaOc veem a ser muito benéfico, pois realizará a custo menor que um NDCC, uma Fragata ou Corveta a mesma comissão e ainda realizará sua principal missão que é a Patrulha Naval.

FONTE: 1º DN

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Complementando o “post” do Zé, seguem imagens em detalhes da ocasião da entrada para atracação do NPaOc Amazonas (P 120) em Santos/SP no dia 16/11/2012.

Para ver outras imagens e saber mais, clique no link:  http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2012/11/npaoc-amazonas-p-120-pwaz-1a-iagem.html

Entrou hoje no porto de Santos passando pela Estação de Praticagem por volta das 11:20h da manhã o Navio Patrulha Oceânico Amazonas (P 120). Essa é a primeira de muitas escalas do Amazonas no porto paulista, já que a área de operações dessa unidade naval engloba as áreas de jurisdição dos Comandos do 1º e 8º Distritos Navais, na área marítima que compreende os litorais dos estados do Espírito Santos, Rio de Janeiro e São Paulo, incluindo as áreas de produção petrolífera das Bacias do Espírito Santo, Campos e Santos.

O navio atuará na Patrulha Naval e em missões de busca e salvamento no trecho da costa brasileira com o maior fluxo de tráfego mercante.

Ainda não está confirmado se o navio abrirá para visitação pública. Amanhã, dia 17.11, também retorna a Santos o Navio Veleiro Cisne Branco, que também deve atracar no cais da Mortona (Capitania dos Portos de São Paulo).

Fotos: Eu :-)

 

Ícaro Luiz Gomes

Durante a parada técnica do navio em Natal, o Poder Naval realizou a cobertura “exclusiva” da chegada do NaPaOc Amazonas, P-120, ao Brasil.  Agora, com a segunda parte dessa cobertura, vamos conhecer por dentro o Amazonas. No sábado dia 22/09, mais uma vez, o Joker, Ícaro Luiz Gomes, esteve no NaPaOc Amazonas para entrevistar o comandante e a tripulação sobre como foi o recebimento do meio e a derrota de translado ao Brasil. Vamos começar “pelo começo”.

Histórico – a compra de oportunidade e o treinamento na Inglaterra

O Navio Patrulha Oceânico Amazonas foi comprado pela Marinha do Brasil (MB) junto à BAE Systems com outros dois navios irmãos, no que se convencionou chamar de “compra de oportunidade”. Ou seja, uma situação em que as condições financeiras, políticas e operacionais impulsionam a compra de determinados meios para se evitar uma lacuna no cumprimento de uma missão. Essa modalidade proporciona uma solução rápida e, a curto prazo, com custos baixos. Após a compra, foi composto o Grupo de Recebimento do Navio Patrulha Oceânico Amazonas (GRNPAM), sendo encarregado o capitão de corveta (CC) Giovani Correa.

O GRNPAM foi enviado no final de abril para a Inglaterra, para estudar o meio e seus sistemas, de modo que o mesmo pudesse ser incorporado em condições plenas de capacidade e funcionalidade. Durante esse processo, a MB conseguiu com a sua congênere inglesa, a Royal Navy (RN), que o GRNPAM e o NaPaOc Amazonas passassem pelo Flag Officer Sea Traning (FOST). O FOST teria no Brasil como equivalente a Comissão de Inspeção e Assessoria de Adestramento (CIASA), um programa de treinamento que almeja atestar e qualificar a tripulação de um determinado meio para as missões destinadas ao mesmo.

Um certo mito que se criou foi que o FOST aplicado à tripulação foi um FOST “downgraded”. Mas, conforme explicado pelo comandante Giovani Correa, foi contratado para o FOST do NaPaOc Amazonas um programa voltado a Patrulha Naval e a Ações Anti-Pirataria. O módulo contratado poderia incluir adestramento de capacidades, mas as mesma não se enquadram dentro do leque de sistemas e missões do meio.

Durante o período na Inglaterra, a tripulação sentiu falta da comida tipicamente brasileira e da programação da televisão. Tais fatores foram amenizados quando da incorporação do meio. Desde então a tripulação pôde desfrutar de um digno “feijão com arroz”, e a programação televisiva foi suplantada pela internet. Esta proporcionou uma periódica atualização do noticiário e acompanhar alguns programas, entres os quais um drama popular.

O período de treinamento, do final de abril ao final de junho, pode ser considerado bem curto em termos navais, especialmente por se tratar de um meio novo e de uma classe nova. Porém, diversos fatores proporcionaram o rápido aprendizado e a incorporação do meio. A Tecnologia da Informação do nosso cotidiano facilita a leitura de manuais e a simulação/exercício de alguns sistemas que, em outra época, demandariam muito tempo e dinheiro.

Quando os meios estavam para ser entregues, parte da documentação técnica já se encontrava pronta e, por fim, a  excelente motivação da tripulação foi fator essencial para a aprendizagem.

A viagem ao Brasil e os exercícios com outras marinhas

Concluído o treinamento e com a tripulação muito bem adestrada, em agosto o Amazonas suspendeu da Inglaterra com destino ao Rio de Janeiro, passando por seis portos internacionais e três nacionais. Entre os internacionais, os quatro portos africanos foram destaque pelas demonstrações de ações anti-pirataria e de GVI/GP. Os portos africanos visitados foram: Mindelo, em Cabo Verde; Cotonou, em Benin; Lagos, na Nigéria e São Tomé, em São Tomé e Príncipe.

Nos portos citados, foram realizadas demonstrações junto às Marinhas ou Guardas Costeiras dos respectivos países. Nelas, utilizou-se a doutrina da MB e alguns conhecimentos do FOST. A doutrina da MB utilizada relacionava-se à GVI/GP difundida pelo Curso Expedito de Patrulha Naval, ministrado pelo CAAML e na Escola de Operações de Paz de Carácter Naval do CFN.

Quando questionei o CC Giovani Correa e outros oficiais acerca das diferenças entre a Doutrina da MB de GVI/GP e a Doutrina do FOST, as respostas citaram diferenças mínimas. Buscando pontos específicos dessa diferenças, foi respondido: “As duas marinhas possuem uma convergência muito grande e a doutrina de GVI/GP é uma dessas convergências. Os equipamentos, a disposição e o treinamento de ambas levaram a soluções diferentes e satisfatórias a determinadas demandas operacionais, mas não há uma ou outra melhor, são apenas diferentes.” Além das demonstrações de GVI/GP, exercícios ”mais marinheiros” foram realizados, entre eles o Light-Line.

As demonstrações de GVI/GP eram iniciadas com uma apresentação e um “briefing” na coberta da tropa. Em seguida, eram formadas equipes mistas de brasileiros e estrangeiros que embarcavam nos RHIB Pacific 24 afastavam-se do NaPaOc Amazonas, iniciando os procedimentos de aproximação e abordagem. Os membros do GVI/GP subiam o costado por escadas quebra-peito e, já na embarcação, ocorria a demonstração da ação de visita e inspeção. A progressão pelo navio era feira em duplas armadas com pistolas, simulando a busca por ilícitos (drogas, armas, etc.) e realizando a revista dos “tripulantes” que, em alguns casos, esboçavam alguma “reação”.

Tais demonstrações já renderam alguns frutos. A Guarda Costeira de São Tomé acenou com a proposta de enviar pessoal para realizar o C-Exp-PatNav do CAAML e a Força Naval de Benin monstrou interesse na formação de pessoal na MB. Uma demonstração bem diferenciada foi a realizada com a Marinha da Nigéria: pelo idioma local ser o francês, necessitou-se de um tradutor. Além disso, o contingente enviado foi das Forças Especiais, correspondente, em termos, aos nossos MECs. Outro fator foi o dos meios operativos.

Finalizada a “etapa africana”, o Amazonas iniciou a derrota até Natal-RN. Considerada a etapa a mais cansativa e com o mar mais crespo, foi finalizada em 19 de setembro quando o Amazonas atracou na BNN (Base Naval de Natal). Foi um dia bem cansativo, mas também de muito alívio. Após a atracação, alguns oficiais foram recebidos a bordo, onde foi realizada uma apresentação sobre o meio e uma visita ao mesmo.

Conhecendo o Amazonas

O Poder Naval esteve presente à visitação. No entanto, imagens não foram permitidas, sendo absorvido importante material e informações para a confecção desta matéria. Na parte da tarde, já foram realizadas algumas das inspeções da CIAsA e foi realizada a pintura do convoo, de excelentes dimensões e qualidades, diga-se de passagem. Enquanto parte da tripulação descansava, a outra parte realizava manutenção preventiva e continuava a se adestrar, em rodízio. Na sexta-feira, foi realizada uma confraternização para a tripulação. No sábado pela manhã, fui novamente à BNN e ao NaPaOc Amazonas para colher informações mais apuradas e material para a presente reportagem.

O NaPaOc Amazonas possui 90,5 m de comprimento, 13,5 m de boca e 4,5 m de calado. Possui deslocamento leve de 1.815 toneladas e máximo de 2.450 toneladas, com capacidade de carregar até 6 contêineres ISO. Avelocidade máxima é de 25 nós e a velocidade de cruzeiro de 14,5 nós. Em cruzeiro, o navio pode atingir um raio de operação de cerca de 4.000 milhas náuticas. A autonomia é de 35 dias para uma tripulação de 80 integrantes.

As dimensões lembram muito a Corveta Barroso que, comparativamente, apresenta 103 m de comprimento, 11 m de boca, 6 m de calado, 2.400 toneladas de deslocamento, 30 nós de velocidade máxima, autonomia de 30 dias e um raio de operação de 4.000 milhas náuticas.

Sua propulsão está a cargo de 2 motores diesel MAN 16v28/33D acoplados cada um a um eixo com hélice Wärtsila de passo controlado. Possui ainda um equipamento de “Bow Thruster” para posicionamento dinâmico. O fornecimento de energia é oferecido por 3 geradores trifásicos Caterpillar, sendo um de emergência, que geram 300KVA. O monitoramento das máquinas é realizado pelo Centro de Controle de Máquinas (CCM) e pelo Quadro Elétrico Principal. O CCM e a dupla estação de trabalho traduzem o alto nível de automação do navio.

Sensores, armamento e centro de operações de combate

Os principais sensores do navio são os seus 3 radares e uma alça optrônica. O radar 2D Scanter 4100, que é o principal sensor do navio, permite o monitoramento da superfície e do espaço aéreo com um amplo horizonte radar, possuindo MTI e +12 modos de operação. A alça optrônica Horus possui câmera de TV, imageamento térmico e um telêmetro laser. O imageamento térmico é eficiente, mesmo no período diurno, e o alcance do telêmetro laser é considerável. A suíte de sensores é completada por 2 radares de navegação Sperry Marine, que operam nas bandas X e S.

O NaPaOc Amazonas possui como armamento um canhão principal MSI DS 30M – Mk44 de 30mm, operado do COC, na proa; dois canhões MSI DS 25M – M242 de 25mm (um em cada bordo), operação manual/COC (vale lembrar que, na terminologia da MB, essas armas são chamadas de metralhadoras). Possui também duas metralhadoras .50 pol. removíveis, uma em cada bordo, além de dois lançadores de foguetes iluminativos de 57mm, contando ainda com 2 pontos para a montagem de fuzil 7,62mm. O arco de fogo do canhão principal é de 180º, o arco de cada canhão de 25mm é de 60º e o arco de cada metralhadora .50pol é de 90º.

O sistema Osiris é o COC do navio, que controla os canhões citados, a alça optrônica Horus e o radar Scanter 4100.  O mesmo permite a simulação de alvos para treinamento e cálculos balísticos que permitem inferir o índice de acertos. Imagens do interior do COC não foram permitidas por razões de segurança. O passadiço possui um elevado índice de automação. Composto por 4 estações de trabalho, permite que todo o navio possa ser controlado por apenas 5 tripulantes. Os radares de navegação operando em duas bandas, associados a cartas náuticas digitais e à TI embarcada, irão transformar o modo de se navegar na Patrulha Naval.

Alojamentos e áreas de descanso

Os corredores internos são amplos e os alojamentos são confortáveis. A capacidade de pessoal a bordo é de 130 pessoas, entre tripulantes, tropas embarcadas ou refugiados, operando normalmente com 80 tripulantes. Os oficiais ficam em cabines individuais ou duplas, e os subtenentes e sargentos ficam em camarotes duplos. Os cabos e marinheiros ficam em um alojamento. A iluminação no interior do navio é bem adequada, sem luzes extremamente fortes ou muito fracas e que dialogam muito bem com os tons neutros do acabamento interno. Essa combinação, junto ao conforto, é primordial quando se leva em conta que as missões do meio são previstas para cerca de 27 a 32 dias.

A Praça D’Armas é bem ampla e confortável, e ganhou elogios dos oficias que estiveram presentes à visitação e da tripulação. Possui ainda equipamentos de multimídia e slides. A Área de “descanso”/Rancho dos graduados possui tons mais escuros, mas apresenta um excelente conforto com LCD, DVD e MiniSystem. O Rancho/Área de Descanso dos praças é bem amplo e bem compartimentado, possuindo tons mais claros e os mesmos itens de multimídia dos graduados.

A coberta da tropa possui espaço para a instalação confortável para mais 50 tripulantes/refugiados, em uma Operação de Interdição Marítima, Com a instalação de alguns contêineres, a área poderia servir de alojamento para os mesmos. Para o autor, tal espaço também permitiria que o meio fosse o Capitânia da FTM no Líbano. O navio possui ainda uma enfermaria com 10 leitos!!! Possui sala para pequenas cirurgias e todo o aparato cirúrgico necessário. A cozinha do navio é ampla e possui diversos utensílios de porte industrial para as refeições diárias. Apresentava-se muito limpa e bem mantida com gêneros alimentícios.

Convoo, guindaste e turcos

O convoo, que já se encontra pintado no padrão nacional, possui 20 metros e comporta helicópteros e ARP (Aeronaves Remotamente Pilotadas) de até 7 toneladas. A iluminação é de LED e é compatível com NVG (óculos de visão noturna). Perguntado sobre o uso do componente aéreo pelo NaPaOc Amazonas, o Comandante Giovani Correa explicou que os meios aéreos empregados deverão ser os UH-12/13 e o AH-11. O navio encontra-se capacitado para transportar e abastecer com combustível de aviação os meios a serem empregados.

Sobre a questão de uma possível instalação de hangar para as aeronaves que operarem embarcadas, o comandante disse que o assunto se encontra em estudo, mas não há ainda alguma conclusão a respeito.

Na área do convoo e próxima ao mesmo, podem ser instalados até 6 contêineres ISO, com cabeamento elétrico trifásico compatível, podendo tornar os mesmos em módulos de operações ou carregar contêineres refrigerados para gêneros alimentícios. A ré, encontram-se ainda canhões de água, que podem ser usados no combate a incêndios, controle de poluição ou ainda como reposta a ameaça assimétrica.

Um guindaste com capacidade de 16 toneladas e lança com 14m que permite a movimentação de cargas na parte externa, onde também se encontram dois turcos, um em cada bordo, destinados a movimentar as lanchas de interceptação RHIB Pacific 24. As Pacific são lanchas infláveis de casco semi-rígido com 24 pés e alcançam cerca de 40 nós de velocidade máxima, e se destinam a levar o GVI/GP do Amazonas ao navio/plataforma a ser investigado, no resgate de pessoal/material e outras missões.

Agregando três elementos num único meio

O projeto do NaPaOc Amazonas consegue agregar três elementos importantíssimos: o helicóptero, a RHIB e o Navio-Patrulha,  fundamentais na moderna doutrina de PatNav. Um meio com elevada capacidade de permanência em patrulha em velocidade de cruzeiro, associado ao caráter multiplicador do elemento aéreo no ambiente naval e à capacidade de interceptação que RHIB de altas velocidades proporcionam o cumprimento do Controle de Área Marítima, tarefa básica do Poder Naval. Um conjunto que também permite a aplicação das legislações vigentes acerca do Direito Marítimo Internacional/Legislações Nacionais, exercendo efetivamente a Soberania nas Águas Jurisdicionais Brasileiras.

Alguns pontos sobre o futuro da Classe Amazonas ficaram em aberto, haja vista ser nova na MB e ainda estar passando por testes. A conjuntura politico-comercial atual, onde diversas empresas disputam o mercado de defesa brasileiro com a formação de “joint-ventures” com congêneres internacionais, visando a renovação de equipamentos com das três Forças Armadas que têm décadas de defasagem, permite que determinadas lacunas (gaps) sejam superados e/ou interfiram na aquisição de equipamentos que verdadeiramente supram as necessidades das Forças.

A aquisição da Classe “Amazonas” foi um meio-termo nesse cenário, onde os pontos positivos se mostram muito superiores ao negativos. As características superlativas da classe a fazem adequada a tarefa hercúlea de patrulhar a chamada “Amazônia Azul”. Porém, os requisitos de construção elaborados por uma outra marinha/guarda-costeira podem fazer com que a logística, no futuro, torne-se um gargalo.

A construção de outros meios dessa mesma classe, atendendo agora aos requisitos nacionais, seria um solução com excelente custo-beneficio para a MB. Principalment na opinião de fontes que apontam a “jogada britânica” nessa transação comercial/militar, onde a compra desses meios junto à “simbólica” aquisição da “licença de fabricação” representam um trunfo junto ao contexto do PROSUPER na MB.

Um salto para a Patrulha Naval

Para o autor, a classe “Amazonas”, representada aqui pelo NaPaOc Amazonas, representa um enorme salto na Patrulha Naval e na própria Esquadra. A aquisição futura de novos meios dessa mesma classe, adequados à cadeia logística já instalada na MB, seria um ganho exponencial. A Patrulha Naval passa nesse momento por um divisor de águas, antes e depois da classe “Amazonas”, assim como o foi em sua época a classe “Imperial Marinheiro”.

O crescimento das relações e parcerias econômico-industriais junto aos países da costa ocidental africana, que desponta nessa segunda década do século XXI como uma projeção de poder do tipo “brasileira”, necessita que os interesses nacionais sejam defendidos de perigos específicos. Isso, associado às crescentes demandas de operações de interdição marítima sob o mandato de organismos internacionais, faz com que meios oceânicos adequados a responder às ameaças assimétricas, em cenários de baixa intensidade, se façam presentes mundo afora.

Na nossa opinião, a Marinha do Brasil acertou em cheio ao adquirir o meio objeto dessa reportagem. Bravo Zulu MB!

 

Obs.: peço desculpas ao CCSM, à tripulação do NaPaOc Amazonas e aos leitores pela demora em publicar esta matéria. Devido a uma tendinite, só foi possível completá-la hoje. Agradecimentos aos CC Giovani Correa (Comandante do NaPaOc), CC Bocca (Imediato) e ao CT Martins Franco (Chefe do Departamento de Armamentos).

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Ícaro Luiz Gomes


Hoje, 19/09, o Navio Patrulha Oceânico Amazonas chegou finalmente em Águas Jurisdicionais Brasileiras. A reportagem do Poder Naval se fez presente desde as primeiras horas da manhã, aguardando no píer da Base Naval de Natal a chegada do navio. Com a presença de diversos comandantes de Organizações Militares da Marinha, o NaPaOc Amazonas chegou a Natal debaixo de chuva.

Às 6:05hrs, horário local, o NaPaOc Amazonas atracou no píer da BNN. Por sua dimensões e por ser um novo meio, o navio demandou um faina cautelosa, mas sem nenhum percalço. Após a atracação, os comandantes presentes foram recebidos a bordo e se encaminharam à Praças D’Armas, onde houve uma completa apresentação do navio  e da viagem realizada pelo mesmo até a chegada no Brasil.

A apresentação destacou as capacidades superlativas do meio no cumprimento da atividade de Patrulha Naval e em ações de Ajuda Humanitária. Após essa apresentação, foi realizado um pequeno tour pelo navio, onde foram apresentados os principais compartimentos e alguns sistemas. Fotos do interior do navio não foram autorizadas, mas o apurado demonstra o estado-da-arte em termos de OPV.

Terminado o tour, a tripulação iniciou os preparos para as avaliações que ocorrerão nos próximos dias e continuarão até que o mesmo seja incorporado a algum Distrito Naval.

As impressões de Poder Naval são as mais positivas, assim como os dos comandantes presentes. Ainda que algumas críticas ocorram por alguns em relação a ser um meio “sub-armado”, as missões de Patrulha Naval no Atlântico Sul não demandam um meio dotado de mísseis superfície-superfície e mísseis superfície-ar, principalmente, em tempos de paz. A terminologia mais utilizada durante a visita para definir o NaPaOc Amazonas foi “ESTADO-DA-ARTE”.

AGRADECIMENTO: Destacamos mais uma vez a colaboração da Assessoria de Imprensa do 3º Distrito Naval, na pessoa do Capitão-de-Fragata Cleber Ribeiro, a atenção dispensada pelo Comandante do NaPaOc Amazonas, Capitão-de-Corveta Giovani Correa e toda sua tripulação. Desejamos bons ventos e mares de almirante!

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Após um mês de trânsito na Costa Africana, realizando intensa programação, o Navio-Patrulha Oceânico (NPaOc) “Amazonas” chega ao Brasil, em 19 de setembro, no porto de Natal (RN) permanecendo até o dia 23.  A próxima estapa será no porto de Salvador (BA), no período de 25 a 30 de setembro. No dia 3 de outubro, chega em Arraial do Cabo (RJ), e no dia 5, no seu porto final, na Base Naval do Rio de Janeiro.

Desde que suspendeu de Portsmouth, no Reino Unido, com destino ao Brasil, realizou exercício de demonstração de ações antipirataria e treinamentos de manutenção entre navios com a Guarda Costeira de Cabo Verde, a Força Naval do Benin, a Marinha da Nigéria e a Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe.  Além da realização de visitas protocolares.

Em Benin, África, o Chefe do Estado Maior das Forças Navais, Capitão-de-Mar-e-Guerra Hounsou Denis Gbessemehlan, demonstrou seu interesse em formar Oficiais e Praças de Benin na Marinha do Brasil, bem como embarcar militares de Benin, como observadores, em comissões operativas realizadas pela Marinha do Brasil.

Em São Tomé e Príncipe, os resultados dos exercícios e treinamentos rendeu a solicitação do Ministro da Defesa daquele país, Carlos Stock, ao Embaixador do Brasil, José Carlos de Araújo Leitão, de dez militares a serem inscritos no curso de Patrulha Naval do Centro de Adestramento Almirante Marques de Leão.

Nos portos de Lisboa, Las Palmas, Mindelo, Cotonou, Lagos, São Tomé e Príncipe, o NPaOc “Amazonas”, esteve sempre aberto à visitação pública.

FONTE: Nomar Online

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A Armada de Colombia incorporou seu primeiro OPV classe Frassmer-80 de 1.723 t. de deslocamento, 80.6 m de comprimento13,0 m de boca moldada e 3,80 m de calado máximo carregado ?

Trata-se do  o ARC 20 de Julio (PZE 46) ( PZE = Patrullero de Zona Economica Exclusiva), indicativo internacional 5KMF, construido sob licença no próprio país pelo estaleiro Cotecmar, em Cartagena e é propulsado por 4 motores diesel Wartsila 6L26 de 4.800 bhp , 2 propulsores azipods, bow thruster, proa bulbosa, velocidade máxima de 28 nós e raio de ação de 10.000 nm à 12 nós e é equipado con convoo capaz de operar um helicóptero Bell 212, transportar tropas (efetivo de pelotão), carga para operações de apoio logístico de baixa intensidade, mostrando versatilidade operacional.

 

 

O 20 de Julio é uma versão modificada dos chilenos Piloto Pardo e Comandante Toro e a intenção da Armada é adquirir quatro unidades da classe.

FOTOS:  Shippingnewsclippings 037 de 6.2.2012

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Navantia entrega OPV para Marinha espanhola

No dia 6 de fevereiro, a Navantia entregou o BAM Relámpago para a Marinha espanhola, numa cerimônia presidida pelo ministro da Defesa, Pedro Morenés.

A cerimônia também contou com a presença do CEO da Navantia, Luis Cacho, do Chefe da Marinha, Alte. Manuel Rebollo, e outros representantes da Marinha e políticos, incluindo adidos militares de países como África do Sul, Turquia e Austrália.

BAM Relámpago é o terceiro de uma série inicial de quatro OPV’s encomendados pela Marinha espanhola à Navantia. As duas primeiras unidades, Meteoro e Rayo, foram entregues em 28 de julho e 26 de outubro de 2011, respectivamente.

BAM (Buque de Acción Marítima) é um navio de alto desempenho com grande versatilidade de missões, possui um alto grau de comunalidade de sistemas com outros navios da Marinha espanhola e tem baixos custos de aquisição e de manutenção.

Principais missões:

- Proteção e escolta de navios;
- Controle de tráfego marítimo;
- Controle e neutralização de ações terroristas e de pirataria;
- Operações contra o tráfico de drogas e de pessoas;
- Salvamento marítimo e operações de salvamento;
- Apoio a situações de crise e assistência humanitária;
- Controle de legislação da pesca e
- Controle da legislação ambiental e de anti-poluição.

Principais características:

- Comprimento: 93,90 m
- Largura máxima: 14,20 m
- Convoo: 7,20 m
- Deslocamento em plena carga: 2.575 t
- Calado: 4,4 m
- Velocidade máxima: 20,5 nós
- Autonomia (15 nós): 8.000 milhas
- Tripulação: 35
- Capacidade adicional: 35

FONTE: NAVANTIA
TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: Poder Naval

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Na quinta-feira, 15 de abril, os editores Guilherme Wiltgen e Luiz Padilha tiveram uma longa e interessante conversa com os executivos da Navantia, no estande da empresa na LAAD 2011. A Navantia, gigante espanhola da construção naval, é um dos fornecedores que disputam o contrato para as novas escoltas, NaPaOc e NApaLog da Marinha do Brasil.

Entre outras informações que recolhemos ao longo das conversas, foi confirmado que a Navantia terá a autorização dos Estados Unidos para o fornecimento, ao Brasil, de navios equipados com o sistema AEGIS, caso vença o contrato. Se essa informação se confirmar, fará a oferta espanhola ter um diferencial muito forte em comparação aos outros concorrentes, pois o sistema AEGIS é considerado o “supra sumo” em termos de sistemas de armas superficie-ar integrado. O AEGIS é responsável pela defesa de aérea para grupo batalha e compila o quadro aéreo para caças que se concentram na batalha aérea externa. Atualmente a espinha dorsal da defesa da frota da US NAVY é feita pelos DDG’s e CG’s, que utilizam o sistema AEGIS.

Abaixo mostraremos as Classes dos navios oferecidos pela Navantia à Marinha do Brasil.

Fragata F-100 Classe “Álvaro de Bazan”

OPV “Patrulero 90″

AOR “Cantabria”


Nota do Editor: A possibilidade do Estaleiro Navantia poder oferecer o sistema AEGIS, em nossa opinião, fortalece em muito a proposta espanhola, porém, ainda é cedo para saber se o custo deste Escolta, equipado com este sistema, estaria dentro do limite orçamentário desta licitação. Todos os produtos oferecidos estão em operação e isso também é outro fator importante para a análise da MB.

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A BAE Systems informou, em 7 de setembro, que o segundo de três navios patrulha oceânicos (OPV – Offshore Patrol Vessels) construídos pela empresa para a Guarda Costeira de Trinidad e Tobago Coast Guard, completou com sucesso as provas de mar ao largo da Escócia, e deverá ser entregue em outubro.

O navio recebeu o nome da capital do país,  Scarborough, e iniciou as provas em julho, com uma equipe da BAE Systems embarcada junto com uma tripulação da Guarda Costeira de Trinidad e Tobago. Segundo a empresa, o navio excedeu a velocidade contratada de 25 nós, assim como os requerimentos de manobrabilidade estabelecidos pelo cliente.

A velocidade atingida foi de 25,38 nós, o navio completou círculos com extensão de 3,5 vezes o seu comprimento, sendo de 3,7 vezes do comprimento a sua distância para parada. A tripulação também testou a geração de energia e a propulsão, assim como o sistema de combate, incluindo canhões e o radar de vigilância, vitais para o combate ao tráfico de drogas.

Segundo a BAE Systems, essa classe de OPV de 90 metros de comprimento é equipada com um sistema de radar capaz de detectar aeronaves voando baixo, carregando também uma embarcação de interceptação rápida e um bote semirígido, para operações de salvamento e abordagem.

É equipado com um convoo tem 20 metros de comprimento, podendo operar e abastecer um helicóptero de médio porte. O espaço também pode ser usado para transporte de conteineres, carga, veículos, contando também com uma grua com capacidade para 16 toneladas.

O navio pode acomodar uma tripulação de 70 pessoas, com espaço para mais 50. Porém, pode operar com apenas 36 tripulantes. O comprimento do navio é de 90 metros, a boca de 13, 5 metros. O alcance é de 5.500 milhas, com autonomia para 35 dias.

FONTE / FOTOS: BAE Systems

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OPV Trinidad & Tobago

O primeiro “Offshore Patrol Vessel” de três unidades construído pela BAE Systems para a Trinidad & Tobago Coast Guard está fazendo testes de mar em Portsmouth, para entrega no final deste mês.

O Port of Spain é parte do contrato assinado em 2007, para a construção, integração, testes e comissionamento de três navios para o Governo da República de Trinidad e Tobago.

Os navios têm 90m de comprimento, podem permanecer no mar por 35 dias, atingem velocidade máxima de 25,8 nós e serão usados para a proteção da Zona Econômica Exclusiva (ZEE), combate ao tráfico de drogas e apoio em missões de socorro.

Sob o contrato, a BAE Systems proverá treinamento e 5 anos de apoio logístico à Trinidad & Tobago Coast Guard, depois da entrega dos navios, enquando o Ministério da Defesa britânico fará o treinamento das tripulações.

O primeiro navio foi construído pelo estaleiro da BAE Systems em Portsmouth, enquanto o segundo e terceiro navios estão sendo construídos em Scotstoun, Clyde.

OPV Trinidad & Tobago (2)