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Comandante da USN virá ao Brasil amanhã

O Chefe de Operações Navais da Marinha dos EUA, almirante Gary Roughead, visitará o Brasil no dia 9 de agosto para reuniões com autoridades da Marinha Brasileira. Durante a visita, o almirante Roughead conversará com seus colegas brasileiros sobre a cooperação bilateral nas áreas de interesse comum como segurança marítima, inclusive com países parceiros africanos do Atlântico Sul e segurança dos eventos da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos.

Como as duas mais populosas democracias do continente americano, os Estados Unidos e o Brasil partilham muitos interesses e trabalham em conjunto em todos os níveis de suas competências. Os EUA continuam a dar alta prioridade ao seu relacionamento com o Brasil e consideram que a cooperação na área marítima é um importante componente dessa ampla parceria.

Na ocasião, o almirante Roughead será agraciado com a Ordem do Mérito Naval – A Ordem do Mérito Naval foi criada pelo Decreto nº 24.659, de 11 de julho de 1934, se destina a premiar os militares da Marinha que se tenham distinguido no exercício de sua profissão e, excepcionalmente, corporações militares e instituições civis, nacionais e estrangeiras, suas bandeiras ou estandartes, assim como personalidades civis e militares, brasileiras ou estrangeiras, que houverem prestado relevantes serviços à Marinha do Brasil.

O almirante Roughead dará uma coletiva de imprensa no dia 9 de agosto, juntamente com o Comandante da Marinha do Brasil, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto.

Almirante-de-Esquadra Gary Roughead

O almirante-de-Esquadra Roughead graduou-se em 1973 pela Academia Naval dos Estados Unidos.

Entre seus seis comandos operacionais, o Almirante Roughead foi o primeiro a comandar ambas as categorias de navios Aegis, tendo comandado o USS Barry (DDG 52) e o USS Port Royal (CG 73).

Como oficial general, ele comandou o Cruiser Destroyer Grupo 2, o grupo de batalha George Washington; e a Segunda Frota/Otan Força de Ataque Atlântica e as Forças Navais Norte/Leste.

Em terra, ele serviu como comandante da Academia Naval dos Estados Unidos, como chefe do Departamento da Marinha para Assuntos Legislativos e como comandante adjunto do Comando dos Estados Unidos para o Pacífico.

O Almirante Roughead é um dentre os dois únicos oficiais que comandaram as frotas do Pacífico e do Atlântico, tendo comandado a Frota do Pacífico dos Estados Unidos e a Força Tarefa Conjunta 519, bem como o Comando das Forças de Frota dos Estados Unidos, onde foi responsável por assegurar que as forças navais estivessem treinadas, prontas, equipadas e preparadas para operar ao redor do mundo, onde e quando necessário.

As condecorações recebidas pelo Almirante Roughead incluem a Medalha do Mérito do Serviço da Defesa, a Medalha de Mérito do Serviço da Marinha, a Medalha de Serviço Superior da Defesa, A Legião do Mérito, a Medalha de Mérito da Marinha, a Medalha de Realização da Marinha e várias outras comendas e medalhas de serviço.

O Almirante Roughead tornou-se o 29º Comandante de Operações Navais em 29 de setembro de 2007. Ele e sua esposa, Ellen, têm uma filha adulta, Elizabeth.

FONTE: embaixada dos EUA

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Tivemos uma grata surpresa na semana passada quanto estávamos em Natal-RN cobrindo o Exercício CRUZEX V. Encontramos o leitor assíduo do Poder Naval (até então desconhecido por nós) Jaime Haroldo de Azevedo, no Aeroporto Augusto Severo.

Jaime fez parte da primeira tripulação da fragata Niterói (F40) e nos forneceu um ótimo material com a lista da primeira tripulação do navio e outras informações importantes.

Jaime nos contou que a Niterói nos testes na Inglaterra no Mar do Norte (foto abaixo) chegou a fazer 33,5 nós de velocidade, tornando-se a mais rápida de todas as fragatas da classe, graças ao trabalho de sua equipe de máquinas.

Na foto acima, Jaime ao lado de sua esposa, acompanhados do editor do Poder Naval Alexandre Galante, na Base Aérea de Natal, durante os portões abertos do dia 13/11.

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Frota de palitos de fósforo

Phillip Waren, um senhor de 79 anos de idade, passou 62 anos de sua vida criando incríveis miniaturas de navios de guerra feitas de palitos de fósforo  e suas caixas de madeira.

Ele começou a fazer as miniaturas quando tinha 17 anos, usando as coisas que haviam ao seu redor e como os palitos de fósforo eram muito comuns, encontrar grandes quantidades foi muito fácil.

O mestre modelador de Brandford, Dorset, modelou cada navio construído para a Royal Navy desde 1945, bem como 60 outros navios da US Navy e outras fortalezas flutuantes de outras 18 nações. Um dos maiores navios na coleção é o USS Nimitz, um dos maiores navios-aeródromo do mundo.

Em toda a sua carreira de modelador de navios, Phillip Waren criou mais de 400 navios, bem como 1.200 aeronaves que fazem seus port-aviões parecerem mais reais. O navio mediano na sua coleção emprega cerca de 1.500 palitos e levou mais de um mês para ser feito, mas suas maiores criações levaram mais 5.000 palitos e 200 caixas de madeira. Estes levaram mais de um ano para serem completados. Em todos os navios, Phillip Waren usou mais de 650.000 palitos de fósforo, para criar a frota inteira.

Embora muitos curadores de museus digam que suas criações de palito valem muito dinheiro, Phillip Waren as considera de valor inestimável, e nunca considerou a sua venda. Ele decidiu não fazer seguro, porque sente que “a finalidade do seguro é a de substituir as coisas quando você perdê-las. Mas estas nunca poderão ser substituídas “.

Infelizmente, sua coleção não vai crescer muito mais do que já é, não por causa da idade de Phillip Waren, mas sim porque as caixas de madeira dos palitos de fósforo foram substituídas por papelão e seu estoque está acabando.

BATE-PAPO ONLINE: Converse com os editores e outros leitores sobre este e outros temas, no ‘Xat’ do Poder Naval, clicando aqui.

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O almirante Julio Soares de Moura Neto, comandante da Marinha do Brasil, está visitando a Índia entre 8 e 13 agosto de 2010, a convite do Almirante Nirmal Verma, Comandante do Estado-Maior da Marinha da Índia.

Esta é a primeira visita do Comandante da Marinha do Brasil àquele país. Durante sua visita a Nova Deli, o almirante Moura Neto teve discussões com o almirante Nirmal Verma e fez contatos de cortesia com o Ministro da Defesa Rajya Raksha Mantri Shri MM Pallam Raju, o Comandante da Força Aérea, Air Chief Marshal PV Naik e com o Comandante do Estado-Maior do Exército, VK Singh.

As discussões entre os dois almirantes cobriram as áreas de interesse comum relativas à segurança marítima, operações e interoperabilidade, design e fabricação de navios e a operação que será realizada em setembro próximo entre as Marinhas do Brasil, Índia e África do Sul (IBSAMAR, segunda edição), ao largo da costa da África do Sul.

Este exercício trilateral foi iniciado como resultado do IBAS (Fórum de diálogo em nível ministerial Índia, Brasil, África do Sul).
Além de Delhi, o Almirante Moura Neto também irá visitar o Comando Naval Ocidental em Mumbai.

FONTE: Sandeep Unnithan, correspondente do Poder Naval na Índia / FOTOS: Indian Navy

NOTA DO EDITOR:  Uma aproximação maior entre as Marinhas do Brasil e da Índia poderá trazer bons frutos, já que a última possui vários programas interessantes, como o submarino nuclear próprio, o novo navio-aeródromo Vikrant (baseado no Cavour italiano) e o jato Tejas Naval.

2 DN com novo comandante

passagem de comando 2DN

A maior baía tropical do Brasil em extensão territorial, a Baía de Todos-os- Santos, ao lado da costa de Sergipe e do norte de Minas Gerais, está a partir desta quinta-feira (6) sob novo comando.

Em cerimônia solene na manhã de hoje, houve a mudança de comando do 2º Distrito Naval, com a transmissão do cargo para o vice-almirante Carlos Autran de Oliveira Amaral, que substitui o também vice-almirante Arnon Lima Barbosa, que vai para a reserva depois de 44 anos de dedicação à Marinha do Brasil.

A solenidade foi acompanhada por autoridades Civis e Militares, a exemplo do governador da Bahia, Jaques Wagner, do vice-prefeito de Salvador, Edvaldo Brito, e do presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo. A banda da Marinha executou o Hino Nacional.

“Qualquer país desenvolvido e que possui mais de oito mil quilômetros de costa, só aqui na Bahia 1.180, evidentemente tem que ter aparato para se proteger. A política do governo federal é de profissionalizar e melhorar os equipamentos tecnológicos. O 2º Distrito Naval é um parceiro importante, junto com a Capitania dos Portos”, disse Wagner. Ele falou das riquezas que precisam ser preservadas, do pescado ao petróleo, e citou o Atol de Abrolhos, área de procriação de baleias e tartarugas.

Com uma salva de 15 tiros, houve a troca do pavilhão (bandeira-insígnia da Marinha) do ex-comandante exonerado pelo do empossado. A bandeira é mantida hasteada em frente ao 2º Distrito Naval para identificar quem comanda o local.

Depois de um ano e nove meses no cargo em Salvador e da paixão despertada na infância, quando via os navios de guerra no Porto da Barra, o alagoano Arnon Lima Barbosa vai para casa. “Não fiz nada sozinho. Revitalizamos a nossa Base Naval, desenvolvemos um centro de guerra de minas, além da criação de grupo de trabalho para a missão do distrito, que é capitanear a guerra de minas. Tudo isso mérito de toda uma equipe”, ressaltou.

Carlos Autran de Oliveira Amaral, nascido na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, 59 anos, entrou para a Marinha em 1973. Recebeu diversas condecorações nacionais, como a Ordem do Mérito Naval (Grau Comendador) e Medalha Militar 40 Anos (Ouro com Passador de Platina), além de uma condecoração internacional, a Medalha Minerva – Armada do Chile.

Autran declarou que a Bahia tem a tradição de mentalidade marítima e que o seu desafio é dar continuidade aos trabalhos dos seus antecessores, seguindo o plano da Marinha de consolidar parcerias e apoiar a sociedade. “Na gestão anterior, já firmamos convênio com o Ibama, no sentido de criar condições para melhorar a fiscalização da área de recursos naturais vivos”, explicou.

Navios-patrulha e lanchas

O novo comandante informou que, dentro do plano de aparelhamento da Marinha, vai receber mais navios-patrulha e lanchas para a capitania. O 2º Distrito Naval abrange uma área de 946.226 quilômetros quadrados, aproximadamente 11% do território brasileiro, com cerca de 1,2 quilômetro de confrontação com o Oceano Atlântico. Sua função é controlar o tráfego marítimo, coordenar e prover apoio logístico às forças em operações, propiciar a defesa da área em cooperação com órgãos competentes do Exército e da Aeronáutica e realizar o socorro marítimo.

FONTE/FOTO: Jornal Feira Hoje

 

Almirante Vidigal – nota de falecimento

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Informamos, com pesar, o falecimento do almirante Armando Amorim Ferreira Vidigal, ocorrido no dia 14/12/2009. O almirante Vidigal, que fará muita falta, serviu a Marinha por 39 anos e exerceu diversos cargos, dos quais destacam-se o de Comandante da Força de Apoio Logístico, Diretor da Escola de Guerra Naval e Comandante do 3o Distrito Naval.

O Almirante VIDIGAL se destacou como autor de diversos trabalhos e livros (“Guerra no Mar”, Record, 2008; “Amazônia Azul – o mar que nos pertence”, Record, 2006) sobre Defesa e Segurança Nacional.

Nós que tivemos o prazer de conhecê-lo pessoalmente ficaremos para sempre com a lembrança de sua sabedoria, que continuará esclarecendo e guiando os defensores do mar e do Brasil.

Descanse em paz, almirante Vidigal!

SAIBA MAIS:

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vinheta-exclusivoEstivemos hoje na cerimônia realizada pela manhã a bordo do Navio-Aeródromo São Paulo, atracado no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, na qual o Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, e o Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, foram condecorados pelo Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto, com a Ordem do Mérito Naval.

Criada pelo Decreto nº 24.659, de 11 de junho de 1934, a medalha destina-se a premiar os militares da Marinha que se tenham distinguido no exercício de sua profissão e, excepcionalmente, corporações militares e instituições civis, nacionais e estrangeiras, suas bandeiras ou estandartes, assim como personalidades civis e militares, brasileiras ou estrangeiras, que houverem prestado relevantes serviços à Marinha do Brasil.

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Navio-Aeródromo ‘São Paulo’ em estado impecável

Na chegada, o Governador Sergio Cabral pousou no NAe São Paulo a bordo de um helicóptero Dauphin 2 365N1 (PP-ELB). Do convoo desceu até o hangar pelo elevador lateral do navio, onde foi recebido com honras militares.

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Logo após a cerimônia de imposição das medalhas realizada na Praça D’Armas, o Governador seguiu até o convoo do navio-aeródromo novamente, para conhecer detalhes da operação das aeronaves de asa-fixa. Sergio Cabral ficou impressionado quando soube da velocidade alcançada pelos jatos Skyhawk quando saem da catapulta (120 nós ou cerca de 220km/h) e pela altura do navio em relação ao cais.

Pelo que pudemos notar andando pelo navio, o São Paulo encontra-se em ótimo estado de conservação. Segundo informações que recebemos a bordo, o A12 deve voltar ao mar no início de dezembro, para iniciar os testes visando seu retorno às operações aéreas em 2010.

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Mais fotos do NAe São Paulo feitas hoje em matéria exclusiva, somente para assinantes.

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vinheta-clipping-navalQuase 200 anos depois do primeiro contato de Charles Darwin com o Brasil a bordo do HMS Beagle, sua tataraneta, a bióloga Sarah Darwin, refaz o trajeto. Mas enquanto a histórica viagem do naturalista levou à identificação de novas espécies e à publicação de um clássico que alterou a maneira como se interpreta a vida no planeta, a missão da herdeira agora é investigar o futuro das espécies estudadas por Darwin e alertar para a importância da preservação ambiental.

– Espero poder ver através dos olhos do Darwin do século 19 os lugares que visitou, ver o que ele viu, os fatores que o levaram à conclusão da evolução através da seleção natural – explicou Sarah.

A tataraneta do naturalista aportou terça-feira no Rio de Janeiro como integrante da equipe da expedição científica Beagle Project, que repete a viagem em um veleiro holandês três vezes maior do que o usado por Darwin durante sua jornada ao Hemisfério Sul, entre 1831 e 1836.

Imponente em seus 60 metros de comprimento, três mastros e mais de 30 velas, o veleiro Stad Amsterdam, tripulado por mais de 25 marinheiros, impressiona. O barco, da categoria conhecida como Clipper, pertence à empresa de recursos humanos holandesa Randstad e também à cidade de Amsterdã. Foi construído há apenas nove anos, embora sua aparência externa remeta ao século 19.

– Só existem dois Clippers em todo o mundo e, por acaso, o outro é o Cisne Branco, barco-escola da Marinha brasileira – contou Richard Slootweg, capitão do Stad Amsterdam.

O veleiro saiu da Inglaterra no dia 1º de setembro e já percorreu Cabo Verde, Tenerife, Fernando de Noronha e Salvador, antes de chegar ao Rio de Janeiro, onde ficará atracado até sexta-feira, partindo em seguida para Montevidéu, no Uruguai.

O percurso do Beagle Project visa a realização de um documentário para o canal de TV independente holandês VPRO, um dos principais patrocinadores da viagem que custou mais de 13 milhões de euros (aproximadamente R$ 33,3 milhões). Sarah é a apresentadora da série, que integra as comemorações do bicentenário do nascimento de Darwin e os 150 anos da publicação do livro A Origem das Espécies. O documentário terá 35 episódios.

– Essa viagem nos proporciona o privilégio de viver nas condições que a natureza nos oferece. Essa é a verdadeira razão de a estarmos reproduzindo – afirmou Sarah. – A floresta tropical é tão diversa que num simples hectare há mais espécies do que em toda a Grã-Bretanha.

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Darwin visitou vários lugares importantes durante sua expedição, como as formações rochosas de Cabo Verde, observou remanescentes de fósseis de animais gigantescos extintos na Argentina e as aves em Galápagos.

– Mas pode se dizer que os passeios solitários de Darwin pela Mata Atlântica durante sua visita ao Brasil foram um dos aspectos mais importantes e duradouros da viagem. Darwin ficou sem palavras para conseguir descrever a emoção que sentiu ao andar por essas paisagens – disse Sarah.

O Brasil não só é uma das áreas mais importantes visitadas por Darwin, pelo conhecimento que adquiriu aqui. Esse momento é de particular preocupação ambiental para o país, que hoje preserva apenas 7% de sua Mata Atlântica original.

Durante esta estadia no Brasil, a tripulação, integrada por cientistas de diversas áreas, tentará desvendar através da coleta e pesquisa de espécies nativas qual o verdadeiro status do meio ambiente no continente, quase dois séculos após a visita de Darwin.

– Esse projeto tem o objetivo de chamar atenção da população mundial para os riscos que as espécies estão correndo. Se o lançamento do livro do Darwin foi algo que marcou a evolução da ciência e demonstrou um conhecimento fundamental para o que veio a seguir, hoje nós estamos nessa condição de sermos obrigados a chamar a atenção da sociedade para a preservação das espécies – frisa Johan Vand Gronden, executivo-chefe da WWF Holanda, organização não-governamental dedicada à preservação da natureza e uma dos patrocinadoras da viagem.

Durante a passagem da expedição pelo Rio, a WWF no Brasil homenageou Carlos Nobre, pesquisador-titular e coordenador do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), com o Prêmio Personalidade Ambiental por sua contribuição para a compreensão do aquecimento global e os impactos das alterações climáticas na Amazônia.

FONTE: Jornal do Brasil

Veja o site do Stad Amsterdam

 

Coragem moral

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Por não cultivarmos os exemplos e não termos registros ostensivos deles, temos que buscar casos de outros países.

Um bom para começar é o do almirante Thomas Conolly da marinha dos EUA. Aviador naval conceituado, de carreira tida como brilhante, foi nomeado vice-CNO em 1966. O secretário de defesa era Robert McNamara e pressionava pelo desenvolvimento do F-111 para a USAF e para a US Navy, que via problemas nisto, mas não se manifestava em público.

Quando o senado convocou para audiência o Secretário da Marinha, Paul Ignatius, o alte Connolly compôs a equipe. Presidia a audiência o senador John Stennis que, cansado da versão oficial do secretário Ignatius, perguntou diretamente ao almirante Connolly, após enaltecer seu conhecimento técnico, qual era sua opinião pessoal. Resposta do almirante: “Não há fé suficiente na cristandade que ajeite este avião”.

O alte. Connolly “deu adeus à quarta estrela” e se dedicou ao projeto do F-14, que foi chamado de TOMCAT em sua homenagem.

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FONTE: Blog Tinta sobre Ferrugem

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vinheta-destaqueA entrevista a seguir foi publicada no Jornal do Brasil em 11/12/1988, mas parece que foi feita hoje. O almirante Mário César Flores, então diretor-geral de Material da Marinha e conhecido pensador naval brasileiro, por seus artigos publicados na Revista Marítima Brasileira, abria já naquela época a discussão que hoje fazemos nos fóruns e blogs de Defesa brasileiros.

Guardamos essa página de jornal por 20 anos, achando que um dia ela teria seu valioso conteúdo exposto novamente para uma audiência maior e num momento mais adequado. Essa é a hora, boa leitura e discussão!

Entrevista / almirante Mário César Flores

Por Mauro Malin

mcf-by-iqueJB – A vigência da nova Constituição favorece a discussão da questão militar pela sociedade?

Alte. Mário César Flores: A Constituição, como documento normativo, não vai ajudar nem atrapalhar diretamente. Indiretamente, ela ajuda, na medida em que amplia a área de atuação e a responsabilidade do Congresso. O Congresso, com os novos poderes, não mais pode se omitir de uma participação responsável, forte, no que diz respeito à segurança nacional, à defesa nacional.

JB – O senhor afirma que um projeto naval complexo iniciado hoje dá frutos daqui a 10 ou mais anos. Por quê?

Alte. Mário César Flores: A formulação do projeto naval, no mundo tecnológico de hoje, é muito longa. Um projeto de navio-escolta, como o da primeira corveta que nós estamos terminando de construir*, foi decidido em 1978 e começou em 1979. Existem equipamentos cujo fornecimento leva de dois a três anos, não são equipamentos de prateleira. Se eu hoje decidir que devo ter determinado sistema de armas, leva oito, dez anos para ficar pronto. Não é para tudo. Evidentemente que um caminhão transportador de soldados eu posso ter dentro de dois anos, um ano. Mas estou me referindo a esses sistemas que desbalanceiam estrategicamente. Se decido a construção de determinado tipo de submarino, é porque tenho de prever que dentro de dez a vinte anos haverá problemas que justifiquem esse submarino. Porque os problemas do momento não serão resolvidos por ele.

Essa projeção não pode ficar apenas no âmbito militar. É essencialmente política e de estadismo. Mesmo no mundo político, é preciso tem algum gênio de estadista para acertar.

olho-1JB – O que a Marinha do Brasil pode fazer numa situação bélica?

Alte. Mário César Flores: Atividades muito limitadas – proteção ao tráfego marítimo – em águas próximas ao Brasil. Não temos condições de fazer proteção ao tráfego marítimo, mesmo brasileiro, a grandes distâncias do Brasil. A marinha pode fazer, com muitas limitações, algumas operações de caráter ofensivo com submarinos, aí sim mais distantes. Não muito distantes, porque são submarinos convencionais.

JB – Quantos submarinos o Brasil tem?

Alte. Mário César Flores: Sete submarinos, dos quais três relativamente modernos – são submarinos de procedência inglesa, classe “Oberon” – e quatro residuais do MAP (Military Assistance Program), norte-americanos, que ainda são submarinos fornecidos ao Brasil na vigência do Acordo Militar de 1952. Esses quatro submarinos têm uma validade mais de instrução. Como instrumentos de guerra, deixam a desejar. Na verdade, para fins militares mesmo, nós estamos limitados aos três.

Esses podem atuar um pouco mais distante. Num cenário em que não exista participação de outro país poderoso, não teremos como obter cobertura aérea. A cobertura aérea para as operações navais está limitada àquela que pode ser provida a partir de terra.

Porque o pequeno porta-aviões de que nós dispomos só opera aviões anti-submarino. Então, para fins anti-submarino ele poderia contribuir. Mas para a finalidade de proteção aérea, ele não serve em nada. Ao contrário: é um alvo.

Se nos afastarmos do litoral, não teremos proteção aérea. Não vejo como a gente vá superar isso no futuro previsível.

JB – Então, a Marinha está limitada a operar ao longo do litoral?

Alte. Mário César Flores: É preciso que se debata, com os fóruns da sociedade adequados a isso, se realmente precisamos operar longe do litoral. Isto não é uma decisão naval. É uma decisão nacional. Se realmente precisamos ter capacidade de operar longe do litoral, a instrumentalização operativa passa a ser um problema naval. Vai ter que ter porta-aviões, vai ter que ter avião de interceptação embarcado, passa a ser um problema profissional.

Mas a decisão de que o Brasil pode ter problema de ordem política, de ordem estratégica, de segurança em geral que nos obrigue a operar, vamos dizer, no meio do Atlântico, ou junto às costas da África, transcende a Marinha. Essa é a minha tese fundamental.

JB – Quais são os cenários previsíveis de guerra ou de conflito em que o Brasil poderia se envolver?

olho-2Alte. Mário César Flores: É novamente uma resposta política. Teríamos de esboçar algumas hipóteses de cenário. Uma, o cada vez mais improvável conflito envolvendo blocos, os EUA e a União Soviética. Com relação a esta hipótese, nossa participação seria tão marginal, no sentido de influenciar a decisão, seria, fora das águas litorâneas, tão pequena, praticamente simbólica, que não justifica preocupações de preparo militar.

Quando você não vai ter nenhuma influência, para que se preocupar com seu preparo militar? Outro cenário é o de confrontos decorrentes de interesses conflitantes – e isso no mar é muito provável – por percepções diferentes a respeito do direito internacional marítimo, por exemplo. Essa convenção da Jamaica, os Estados Unidos não a aceitam, e com eles algumas potências marítimas, inclusive a URSS (trata-se da terceira Conferência das Nações Unidas sobre a Lei do Mar, assinada em 1982; seus pontos mais polêmicos dizem respeito à mineração submarina).

Amanhã ou depois nós podemos ter pressões de potências maiores com alguma coerção militar. Eu vejo assim, gostaria muito de discutir isso com o civil. O poder militar brasileiro deve ser capacitado para aumentar o patamar de risco de uma potência desenvolvida que queira introduzir na sua pressão uma coerção militar.

JB – O que significa aumentar o patamar de risco?

olho-3Alte. Mário César Flores: Os interesses são de tal ordem que uma potência chega a querer introduzir uma coerção militar. Fazer vir uma força naval para respaldar a atuação econômica ou de pesquisa. Algo que fira nossos interesses e a nossa percepção do direito internacional marítimo.

Para isso, convém que o nosso poder militar – não podemos pretender vencer uma potência grande num conflito clássico -, pelo menos faça com que custe caro, aumente o patamar de risco de sua atuação militar, ela faça o balanço para ver se vale a pena. Os interesses são tão vitais que justificam ela se empenhar fortemente? Vamos dar um exemplo não-brasileiro. No caso das Malvinas, que decididamente não é um interesse de que decorra a sobrevivência da Inglaterra, se a Argentina tivesse condições de pôr em risco, mas eu digo risco grave – a atuação inglesa, quem sabe se a Inglaterra não teria sido mais flexível nas negociações.

JB – Mas a Argentina não achou que ia fazer?

Alte. Mário César Flores: A Argentina subestimou a capacidade inglesa. Aí houve erro político. A direção política da Argentina entendeu que a Inglaterra não iria usar meios militares. Mas, vamos supor: mesmo com esse erro político, se a Argentina tivesse uma dúzia de submarinos modernos… O grande calcanhar de Aquiles da Inglaterra nessa operação foi o imenso cordão umbilical logístico, Inglaterra-Ascensão-Malvinas. Ora, se houvesse condições de pôr em risco este cordão umbilical,a complicação para a Inglaterra seria imensa, Porque na verdade a Inglaterra só estava sujeita a ações na área das Malvinas.

olho-4Se tivesse que proteger sua frota, já não digo desde a Inglaterra, mas basta admitir de Ascensão às Malvinas, o número de navios-escolta, de navios de proteção, seria muito grande.

A aviação argentina era boa, mas de raio de ação limitado. Eles voavam daquela área de Comodoro Rivadavia, ali por perto, chegavam às Malvinas com poucos minutos de vôo de operação e tinham de regressar. Se a aviação argentina dispusesse de aviões de maior raio de ação, como dispõem os russos, que podem voar o dobro, decididamente o problema inglês seria complicadíssimo. Esse é o segundo cenário que eu penso. Considero válido a gente se preparar para ele.

Termos um poder militar capaz de servir de dissuasor contra o uso da coerção militar em confrontos de interesses que não são vitais. Evidentemente que se os interesses foram vitais a grande potência vem com tudo o que tem e estamos conversados. Mas a maioria desses interesses não são vitais. Não necessariamente apenas no mar. Poder haver outro.

JB – De que tipo?

Alte. Mário César Flores: Às vezes a gente fica pensando. Com o desenvolvimento industrial brasileiro, começamos a ser um fator perturbador, amanhã ou depois começa a surgir um incremento de confrontos. De certa forma, ocorreu isso antes da Primeira Guerra Mundial com a ascensão da Alemanha em termos industriais, complicando a vida da Inglaterra. Bom, este é o segundo cenário. Para este eu justifico um preparo do poder militar.

JB – E o terceiro cenário?

Alte. Mário César Flores: O cenário regional. Embora tenha a improbabilidade imensa, essa improbabilidade é reforçada na medida em que exista um poder militar dissuasor. Evitar aventuras regionais. Facilitar o entendimento pacífico através da existência de um poder militar que complique a via militar. Suponha que nós tenhamos confronto de interesses com um país regional. Se nós tivermos um poder militar que faça com que reciprocamente nos respeitemos no plano militar, o entendimento pela via pacífica se impõe, não tem outra saída.

Então, embora a América do Sul hoje seja muito mais propensa a contemporizar, a conciliar, esse caminho pacífico é ajudado pela existência de um poder militar.

Não vamos ignorar que os governos não são perfeitos, as idiossincrasias nacionais existem. Isso é recíproco: a ausência de um poder militar no outro faz crescer a hipótese da aventura. Então, eu diria que este é o terceiro cenário.

JB – As questões regionais se esgotam na dissuasão?

olho-5Alte. Mário César Flores: Dentro desse cenário regional, existe um subcenário de menor importância, do ponto de vista de preparo militar. Não é que seja pouco importante para o país; agora, ele não exige evidentemente um preparo muito forte. São essas ações que preocupam hoje na Amazônia, e que de certa forma ajudaram a alicerçar o Projeto Calha Norte, que é a existência, nas fronteiras pouco desenvolvidas, de intromissões ilegais.

Ou seja, organizações ilegais de outro país atuando do nosso lado, à revelia do governo do outro país. Mas nós sabemos que existe esse tipo de coisa: narcotráfico, ou guerrilha de outros países, como é o caso do M-19 (movimento guerrilheiro da Colômbia). Por enquanto ainda não temos como decididamente afirmar que não passam para o nosso lado – não com o intuito de nos ameaçar, mas de fazer manobras independentemente da fronteira política. É um cenário regional que não exige grande preparo militar, exige mais uma distribuição de forças adequadas para zelar pelas fronteiras.

JB – Há mais algum cenário que possa orientar o preparo militar do Brasil, em sua opinião?

Alte. Mário César Flores: Há um cenário adicional com que não podemos deixar de nos preocupar, que é o uso de poder militar em defesa da ordem e da salvaguarda da vida humana. Se amanhã ou depois for conveniente o exercício de uma capacidade apaziguadora, na América do Sul ou no Atlântico Sul – eu não quero dizer longe, porque aí já é um problema secundário para o Brasil, mas já houve, em Suez — , nós não podemos deixar de admitir essa possibilidade.

Há aspectos discutíveis, do ponto de vista ideológico. A República Dominicana (intervenção comandada pelos EUA em 1965, da qual o Brasil participou) teve um ingrediente que não é exatamente o que eu estou dizendo. Mas, amanhã ou depois, um problema como em Biafra (guerra civil na Nigéria, entre 1967 e 1970), uma grande mortandade, agressão interna… Esse tipo de problema pode vir a exigir, particularmente na América do Sul e no Atlântico Sul, a participação brasileira. Isto tem alguma influência sobre a configuração militar, porque afeta a projeção de poder.

JB – O senhor pode dar um exemplo?

Alte. Mário César Flores: Vamos fazer uma suposição. Se a questão do Cone Sul africano levar a uma solução para o problema da Namíbia, que implique, provisoriamente, um abafador entre a África do Sul e Angola – é um palpite político que eu não devia dar, porque sou militar – , é pouco lógico que o Brasil, que tem defendido o afastamento das grandes potências desse cenário sul-atlântico, não participe desse abafamento.

Teremos que ter uma capacidade de operações em terra através de um cordão logístico a partir do Brasil. É o quarto cenário. Um cenário de apoio à estabilidade, à ordem – sobretudo à salvaguarda da vida humana, porque estabilidade e ordem podem ter conotações ideológicas, interferências do confronto URSS-EUA, e aí eu boto as minhas barbas de molho.

JB – A discussão com os representantes da sociedade se esgota nas linhas gerais da estratégia ou pode descer a detalhes?

olho-6Alte. Mário César Flores: Eu gostaria muito de entrar numa comissão de defesa nacional, ou que nome venha a ter, e discutir esse tipo de assunto. Na medida em que isto se transforma em preocupações mais concretas, você vai conseguindo visualizar de que poder militar você precisa. Eu preciso de uma Marinha capaz de atuar na defesa próxima do litoral, e que possa ter alguma defesa em profundidade, para não deixar – como eu mencionei no caso da Argentina – que haja tranqüilidade no acesso.

Preciso de uma Força Aérea capaz de defender pontos selecionados do território nacional, diante dessa possibilidade de confronto, e também preciso de uma Força Aérea que contribua para a dissuasão regional. Ela vai ter que ter uma capacidade ofensiva, de atuar nas distâncias do cenário regional.

É lógico que descer mais no detalhe, se é o avião X ou Y, que escolta vamos usar, é um problema mais profissional.

JB – A postura será sempre defensiva, nunca ofensiva?

Alte. Mário César Flores: Eu não visualizo problema de segurança para o Brasil que me obrigue a exercer um esforço agressivo.

JB – Nem com a Argentina?

Alte. Mário César Flores: Nem com a Argentina. Esforço defensivo, sim. Nós somos um país de status quo, de objetivos não agressivos. Então, o principal é que não nos aborreçam aqui. Não vamos aborrecer ninguém em lugar nenhum.

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No domingo, Poder Naval em Santos

Três dos editores do Poder Naval (na foto acima, da esquerda para a direita, Cinquini, Galante e Marcelo “Ostra”) se reuniram ontem em Santos, no deck do pescador na Ponta da Praia, para fotografar a saída da corveta Frontin e de navios mercantes. Aproveitamos para colocar o papo em dia e conversar sobre diversos projetos para o site. Clique nas fotos abaixo para ver as fotos da Frontin.

FOTO ACIMA: Renata Maneschy / FOTOS GALERIA: Marcelo “Ostra” Lopes

 

Marinha convoca atletas para Jogos Militares

Com a proximidade dos próximos Jogos Mundiais Militares, em 2011, o Brasil não quer fazer feio. País sede da próxima edição, que será realizada no Rio de Janeiro, a aposta é em nomes que os brasileiros conhecem bem de outros Jogos, os Olímpicos. Atletas, pugilistas e judocas estão entre os convocados pela Marinha brasileira e se formaram na terça-feira, tornando-se oficialmente marinheiros e militares brasileiros.

Para entrarem no militarismo, os brasileiros passaram por um treinamento com toda a rigidez das forças brasileiras. Com direito a uniformes, continências e horas em salas de aula, os cerca de 100 atletas que se formaram no Rio de Janeiro passaram por três semanas de preparação, em um estágio de adaptação. São nomes como a medalhista de bronze em Pequim Ketleyn Quadros e Danielle Yuri (judô), Diogo Silva (taekwondo), Washington Silva e Everton Lopes (boxe), Matheus Inocêncio e Joana Costa (atletismo).

Em um país que ainda vive em função de ciclos olímpicos e da proximidade dos Jogos, a oportunidade logo após os Pequim foi única. “A estabilidade que teremos é um dos pontos positivos”, afirmou o pugilista Washington Silva, quinto colocado na China, um dos novos “atletas-militares”. “Esta porta devia ter sido aberta muito tempo atrás. A estrutura na Marinha é muito boa.”

Por parte da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, que atualmente recrutam de modo conjunto os atletas, o objetivo é fazer com que o número de medalhas brasileiras aumente entre as 42 modalidades dos Jogos Militares, principalmente por ser em casa.

“A Marinha e as outras Forças não querem fazer feio. Queremos levar os atletas militares para o pódio. A tendência é de cada vez mais termos atletas de níveis olímpicos”, disse Maurício Miranda, capitão de fragata fuzileiro naval e chefe do Departamento de Desporto e Educação Física do Cefan (Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes), no Rio.

“A Marinha está patrocinando, de certa forma, várias modalidades para competirem representando o país. Oferecemos a eles uma carreira profissional e eles ganham um salário mensal, tem auxílio na parte de saúde. Imagine quantos atletas não desistiram porque não tiveram estrutura adequada para competirem”, explicou Marcello Claudio, Sargento Fuzileiro Naval e treinador de boxe na Marinha. “Esta mudança vem para somar.”

Os olímpicos fizeram o curso de adaptação para se transformarem em militares da ativa – requisito para irem aos Jogos Militares -, mas não tem exclusividade como atletas-militares. A maior parte deles voltará a treinar nos seus clubes e seguirá defendendo o país em competições como Mundiais e Olimpíadas. Como militares, os campeonatos são em menor número – nesta terça-feira, por exemplo, a seleção feminina foi para os Estados Unidos para o Mundial Militar da modalidade.

Não é só o militarismo brasileiro que conta com atletas oficiais das Forças Armadas. Em outros países, a medida é comum, como no caso da saltadora com vara russa Yelena Isinbayeva, detentora da melhor marca do mundo e campeã olímpica e mundial.

Em agosto de 2005, a musa foi certificada como tenente das Forças Armadas de seu país e em 2008 foi promovida a capitã. Enquanto isso, segue representando o seu país nos Jogos Olímpicos e Mundiais.

A convocação dos atletas parte dos militares, que buscam junto às federações contatos dos atletas. Quem aceita, participa de exames físicos e provas e, caso tenha sucesso, passa pelo treinamento que leva ao posto oficial de militar. “O atleta entra para a Força, mas não vive a vida militar. Sua única função é competir como militar. O que os atrai é esta relativa estabilidade”, afirmou Miranda. Os atletas podem ficar até por oito anos como atletas-militares, mas passam por avaliações anuais.

FONTE: UOL esportes

 
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