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A Marinha portuguesa assumiu no sábado (06), pela segunda vez, o comando da força naval da EUNAVFOR que combate a pirataria na região do Chifre da África. Em cerimônia realizada no Djibuti, na região do Golfo de Aden, contra-almirante Jorge Palma assumiu o controle das operações. A fragata portuguesa “Álvares Cabral” passa a ser o navio-almirante que irá liderar a força europeia até 06 de agosto. O comando anterior da EUNAVFOR e da operação “Atalanta”, como é designada a missão europeia de combate à pirataria, era do contra-almirante Pedro Garcia de Paredes, da Armada espanhola.

Em operação desde 2008, a fora-tarefa da União Europeia é responsável por patrulhar uma área que vai desde o sul do Mar Vermelho até parte do Oceano Índico, passando pelo Golfo de Aden, no litoral leste da África. Entre as missões da força naval, estão assegurar a distribuição de alimentos e recursos do World Food Programme (WFP) e da missão da União Africana na Somália (AMISOM), evitar a ação de piratas contra navios mercantes e de ajuda humanitária, e proteger as rotas marítimas comerciais da região.

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FONTE: Naval Today e DN Portugal (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de originais em português e inglês)

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Após quatro meses em missões de escolta de navios civis e mercantes no Golfo de Aden, a força-tarefa da Marinha do Exéricito de Libertação Popular da China chegou hoje à Grande Baía de Malta, na cidade de Valleta. A flotilha, composta pelas fragatas tipo 054A Huangshan e Hengyang, e pelo navio de reabastecimento Qinghaihu estão na ilha a convite das Forças Armadas maltesas, e foram recebeidas com festa pela comunidade chinesa no país.

O embaixador da China na ilha, Cai Jinbiao, declarou que a presença dos navios é “uma visita de boa fé, e esperamos que o povo (maltês) corresponda”. A força-tarefa ficará em Malta até sábado, e entre as atividades de intercâmbio com as forças maltesas, estão previstos seminários sobre combate à pirataria, e demonstrações dos sistemas de defesa das fragatas.

A flotilha ainda passará pela Argélia, Marrocos, Portugal e França antes de voltar para casa.

FONTE: timesofmalta.com via Naval open Source Intelligence (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

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O navio de transporte anfíbio San Marco, da classe San Giorgio da Marinha italiana, e o contratorpedeiro Severromorsk, da classe Udaloy da Marinha russa, realizaram nessa semana exercícios de combate à pirataria no Golfo de Aden. Durante a operação Ocean Shield as forças de ambos os países praticaram a retomada de uma embarcação sequestrada, prisão de piratas e libertação de reféns.

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FONTE: Militaryphotos.net

Frota do Norte navega para o golfo de Aden

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O  navio anti-submarino Severomorsk, um rebocador de salvamento e um petroleiro da Frota do Norte da Rússia navegam hoje para o Golfo de Aden a fim de garantir a segurança da navegação civil.

A unidade participou da fase ativa dos exercícios da força conjunta dos navios da Marinha russa no Mediterrâneo. Hoje, os barcos partiram para o Canal de Suez.

Antes de entrar no Canal, a tripulação do Severomorsk treinou a escolta de comboio e a liberação “de navio mercante sequestrado por piratas”.

FONTE: Voz da Rússia (adaptação do Poder Naval)

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Um grupo formado por nove Royal Marines passou o Ano Novo em treinamento a bordo da fragata tipo 23 HMS Monmouth da Marinha Real britânica. Uma das funções mais importantes desempenhadas pelos militares é o embarque em navios suspeitos e a busca e por piratas e contrabandistas. Durante a passagem da fragata pelo Bahrein, os membros das forças especiais realizaram exercícios e manobras em instalações da Guarda Costeira americana conhecidas como ‘Ship in a Box’.

A finalidade no complexo é recriar compartimentos de um navio e proporcionar o máximo de realismo em treinamentos de varredura (‘room clearance’). As armas de air soft usadas durante os exercícios variam entre fuzis, espingardas e pistolas.

A HMS Monmouth continua em sua missão de sete meses realizando patrulhas no Mar da Arábia, na região norte do Oceano Índico e no Golfo de Aden. Há previsão de a fragata realizar patrulhas e exercícios também com navios de nações aliadas presentes na região.

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FONTE: Naval Today e Militaryphotos.net (Tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

 

nmleaSegundo a revista inglesa Bloomberg Businessweek, especializada em economia, entre março e abril deste ano uma “Marinha privada”, fundada por ex-fuzileiros, capitães aposentados e soldados britânicos, deverá proteger seu primeiro grupo de petroleiros navios de carga na região do Oceano Índico

O projeto – batizado de Typhoon – é formado por empresários liderados por Simon Murray, presidente da exportadora Glencore International, e recrutará cerca de 240 combatentes e marinheiros para sua força particular. Trata-se da primeira empreitada do gênero no Reino Unido nos últimos 200 anos. A iniciativa pioneira se deve à insatisfação diante da incapacidade das diversas agências governamentais e das Marinhas para garantir a segurança efetiva das rotas comerciais contra a ação de piratas em uma região oceânica relativamente pequena. O principal entrave dessas isntituições são os recursos limitados.

A ‘’Marinha privada” terá um navio capitânia, navios de patrulha armados de alta velocidade, e soldados também armados, com o objetivo de dissuadir os piratas de atacar as embarcações, e não de travar combate. Os navios terão bandeira britânica, o que lhes permitirá trazer suas armas até águas litorâneas e portos, e não apenas em mares internacionais. Empresas mercantes do Reino Unido devem financiar a força particular – procedimento semelhante à contratação de serviços segurança para navios comerciais russos, chineses e indianos que transitam na região do Índico.

Apesar da forte presença internacional em áreas de risco, a pirataria ainda é um problema grave para militares e empresas de comércio marítimo.

FONTE: The Maritime Executive (Tradução e adaptação do Poder Naval)

 

O contra-almirante Pedro Angel García de Paredes Perez de Sevilla, da Armada Espanhola, foi designado ontem (27) para assumir o comando da EU NAVAFOR – força-tarefa que une diversos países da União Europeia no combate à pirataria nas rotas comerciais que passam pela costa da Somália e Oceano Índico. O novo comandante assumirá o controle das atividades no próximo dia 6 de dezembro, no lugar do contra-almirante Enrico Credendino, da Marinha italiana.

A operação EU NAVAFOR ATLANTA começou em 2008 para combater a pirataria e sequestro de navios, cargas e pessoas. Em maio desse ano, o conselho da União Europeia decidiu prorrogar os trabalhos até 2014.

Incluíndo o pessoal em terra, a EU NAVAFOR consiste de cerca de 1500 militares. A composição da força-tarefa muda com frequência devido à rotatividade das unidades, e sua atuação também varia de acordo com o clima de monções – característico do Oceano Índico. Mat tipicamente são empregados entre quatro e sete navios de superfície, e duas ou três aeronaves de reconhecimento e patrulha marítima.

Além das forças da UE, um contingente considerável de outros países também opera na região – as Forças Marítimas Combinadas (CFM) da OTAN, e também unidades da China, Japão, Índia e Taiwan. Forças da Marinha russa, lideradas por contratorpedeiros da classe Udaloy, também se revezam na área.

Segundo os relatórios mais recentes das Nações Unidas, já foram registrados 291 ataques e sequestros feitos por piratas ao redor do mundo este ano, e pelo menos 293 pessoas ainda são mantidas reféns. A maior parte da pirataria se concentra nas águas costeiras da África, especialmente no Golfo de Aden.

FONTE: RIA Novosti via Naval Open Source Intelligence (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

 

A Rússia manterá as atividades de combate à pirataria na região da Somália. Segundo o enviado das Nações Unidas, Vassili Churkin, a força-tarefa mantida pelo páis permanecerá no Golfo de Aden.

O Conselho de Segurança da ONU se reuniu ontem (19), e a pirataria foi um dos assuntos abordados. “A Rússia aprova a prorrogação de quaisquer medidas necessárias para coibir a a atividade de piratas na costa da Somália, e mesmo em suas águas territoriais”, afirmou Churkin durante o debate. “Nós planejamos manter a presença da nossa Marinha no Golfo de Aden, bem como atuar junto aos outros países e organizações regionais”, completou.

A Marinha russa se juntou à missão internacional de combate à pirtaria em 2008. Desde então, navios de guerra do país escoltaram com sucesso centenas de embarcações mercantes ao longo de regiões de risco. Os grupos, geralmente liderados por contratorpedeiros da classe Udaloy, operam em regime de revezamento.

Recentemente, a Rússia pediu permissão à França para enviar duas aeronaves de reconhecimento Ilyushin II-38 para a base francesa no Djibouti, a fim de auxiliar as missões anti-pirataria no Golfo de Aden. O país também propôs à ONU a criação de um corpo jurídico internacional para julgar piratas capturados durante as opeações na costa da Somália.

De acordo com os relatórios mais recentes das Nações Unidas, já ocorreram 291 ataques e sequestros por parte de piratas nos últimos 10 meses, e 293 pessoas ainda são matidas reféns.

FONTE: Naval Today (Tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

FOTO: Huffington Post

 

Ícaro Luiz Gomes

Durante a parada técnica do navio em Natal, o Poder Naval realizou a cobertura “exclusiva” da chegada do NaPaOc Amazonas, P-120, ao Brasil.  Agora, com a segunda parte dessa cobertura, vamos conhecer por dentro o Amazonas. No sábado dia 22/09, mais uma vez, o Joker, Ícaro Luiz Gomes, esteve no NaPaOc Amazonas para entrevistar o comandante e a tripulação sobre como foi o recebimento do meio e a derrota de translado ao Brasil. Vamos começar “pelo começo”.

Histórico – a compra de oportunidade e o treinamento na Inglaterra

O Navio Patrulha Oceânico Amazonas foi comprado pela Marinha do Brasil (MB) junto à BAE Systems com outros dois navios irmãos, no que se convencionou chamar de “compra de oportunidade”. Ou seja, uma situação em que as condições financeiras, políticas e operacionais impulsionam a compra de determinados meios para se evitar uma lacuna no cumprimento de uma missão. Essa modalidade proporciona uma solução rápida e, a curto prazo, com custos baixos. Após a compra, foi composto o Grupo de Recebimento do Navio Patrulha Oceânico Amazonas (GRNPAM), sendo encarregado o capitão de corveta (CC) Giovani Correa.

O GRNPAM foi enviado no final de abril para a Inglaterra, para estudar o meio e seus sistemas, de modo que o mesmo pudesse ser incorporado em condições plenas de capacidade e funcionalidade. Durante esse processo, a MB conseguiu com a sua congênere inglesa, a Royal Navy (RN), que o GRNPAM e o NaPaOc Amazonas passassem pelo Flag Officer Sea Traning (FOST). O FOST teria no Brasil como equivalente a Comissão de Inspeção e Assessoria de Adestramento (CIASA), um programa de treinamento que almeja atestar e qualificar a tripulação de um determinado meio para as missões destinadas ao mesmo.

Um certo mito que se criou foi que o FOST aplicado à tripulação foi um FOST “downgraded”. Mas, conforme explicado pelo comandante Giovani Correa, foi contratado para o FOST do NaPaOc Amazonas um programa voltado a Patrulha Naval e a Ações Anti-Pirataria. O módulo contratado poderia incluir adestramento de capacidades, mas as mesma não se enquadram dentro do leque de sistemas e missões do meio.

Durante o período na Inglaterra, a tripulação sentiu falta da comida tipicamente brasileira e da programação da televisão. Tais fatores foram amenizados quando da incorporação do meio. Desde então a tripulação pôde desfrutar de um digno “feijão com arroz”, e a programação televisiva foi suplantada pela internet. Esta proporcionou uma periódica atualização do noticiário e acompanhar alguns programas, entres os quais um drama popular.

O período de treinamento, do final de abril ao final de junho, pode ser considerado bem curto em termos navais, especialmente por se tratar de um meio novo e de uma classe nova. Porém, diversos fatores proporcionaram o rápido aprendizado e a incorporação do meio. A Tecnologia da Informação do nosso cotidiano facilita a leitura de manuais e a simulação/exercício de alguns sistemas que, em outra época, demandariam muito tempo e dinheiro.

Quando os meios estavam para ser entregues, parte da documentação técnica já se encontrava pronta e, por fim, a  excelente motivação da tripulação foi fator essencial para a aprendizagem.

A viagem ao Brasil e os exercícios com outras marinhas

Concluído o treinamento e com a tripulação muito bem adestrada, em agosto o Amazonas suspendeu da Inglaterra com destino ao Rio de Janeiro, passando por seis portos internacionais e três nacionais. Entre os internacionais, os quatro portos africanos foram destaque pelas demonstrações de ações anti-pirataria e de GVI/GP. Os portos africanos visitados foram: Mindelo, em Cabo Verde; Cotonou, em Benin; Lagos, na Nigéria e São Tomé, em São Tomé e Príncipe.

Nos portos citados, foram realizadas demonstrações junto às Marinhas ou Guardas Costeiras dos respectivos países. Nelas, utilizou-se a doutrina da MB e alguns conhecimentos do FOST. A doutrina da MB utilizada relacionava-se à GVI/GP difundida pelo Curso Expedito de Patrulha Naval, ministrado pelo CAAML e na Escola de Operações de Paz de Carácter Naval do CFN.

Quando questionei o CC Giovani Correa e outros oficiais acerca das diferenças entre a Doutrina da MB de GVI/GP e a Doutrina do FOST, as respostas citaram diferenças mínimas. Buscando pontos específicos dessa diferenças, foi respondido: “As duas marinhas possuem uma convergência muito grande e a doutrina de GVI/GP é uma dessas convergências. Os equipamentos, a disposição e o treinamento de ambas levaram a soluções diferentes e satisfatórias a determinadas demandas operacionais, mas não há uma ou outra melhor, são apenas diferentes.” Além das demonstrações de GVI/GP, exercícios ”mais marinheiros” foram realizados, entre eles o Light-Line.

As demonstrações de GVI/GP eram iniciadas com uma apresentação e um “briefing” na coberta da tropa. Em seguida, eram formadas equipes mistas de brasileiros e estrangeiros que embarcavam nos RHIB Pacific 24 afastavam-se do NaPaOc Amazonas, iniciando os procedimentos de aproximação e abordagem. Os membros do GVI/GP subiam o costado por escadas quebra-peito e, já na embarcação, ocorria a demonstração da ação de visita e inspeção. A progressão pelo navio era feira em duplas armadas com pistolas, simulando a busca por ilícitos (drogas, armas, etc.) e realizando a revista dos “tripulantes” que, em alguns casos, esboçavam alguma “reação”.

Tais demonstrações já renderam alguns frutos. A Guarda Costeira de São Tomé acenou com a proposta de enviar pessoal para realizar o C-Exp-PatNav do CAAML e a Força Naval de Benin monstrou interesse na formação de pessoal na MB. Uma demonstração bem diferenciada foi a realizada com a Marinha da Nigéria: pelo idioma local ser o francês, necessitou-se de um tradutor. Além disso, o contingente enviado foi das Forças Especiais, correspondente, em termos, aos nossos MECs. Outro fator foi o dos meios operativos.

Finalizada a “etapa africana”, o Amazonas iniciou a derrota até Natal-RN. Considerada a etapa a mais cansativa e com o mar mais crespo, foi finalizada em 19 de setembro quando o Amazonas atracou na BNN (Base Naval de Natal). Foi um dia bem cansativo, mas também de muito alívio. Após a atracação, alguns oficiais foram recebidos a bordo, onde foi realizada uma apresentação sobre o meio e uma visita ao mesmo.

Conhecendo o Amazonas

O Poder Naval esteve presente à visitação. No entanto, imagens não foram permitidas, sendo absorvido importante material e informações para a confecção desta matéria. Na parte da tarde, já foram realizadas algumas das inspeções da CIAsA e foi realizada a pintura do convoo, de excelentes dimensões e qualidades, diga-se de passagem. Enquanto parte da tripulação descansava, a outra parte realizava manutenção preventiva e continuava a se adestrar, em rodízio. Na sexta-feira, foi realizada uma confraternização para a tripulação. No sábado pela manhã, fui novamente à BNN e ao NaPaOc Amazonas para colher informações mais apuradas e material para a presente reportagem.

O NaPaOc Amazonas possui 90,5 m de comprimento, 13,5 m de boca e 4,5 m de calado. Possui deslocamento leve de 1.815 toneladas e máximo de 2.450 toneladas, com capacidade de carregar até 6 contêineres ISO. Avelocidade máxima é de 25 nós e a velocidade de cruzeiro de 14,5 nós. Em cruzeiro, o navio pode atingir um raio de operação de cerca de 4.000 milhas náuticas. A autonomia é de 35 dias para uma tripulação de 80 integrantes.

As dimensões lembram muito a Corveta Barroso que, comparativamente, apresenta 103 m de comprimento, 11 m de boca, 6 m de calado, 2.400 toneladas de deslocamento, 30 nós de velocidade máxima, autonomia de 30 dias e um raio de operação de 4.000 milhas náuticas.

Sua propulsão está a cargo de 2 motores diesel MAN 16v28/33D acoplados cada um a um eixo com hélice Wärtsila de passo controlado. Possui ainda um equipamento de “Bow Thruster” para posicionamento dinâmico. O fornecimento de energia é oferecido por 3 geradores trifásicos Caterpillar, sendo um de emergência, que geram 300KVA. O monitoramento das máquinas é realizado pelo Centro de Controle de Máquinas (CCM) e pelo Quadro Elétrico Principal. O CCM e a dupla estação de trabalho traduzem o alto nível de automação do navio.

Sensores, armamento e centro de operações de combate

Os principais sensores do navio são os seus 3 radares e uma alça optrônica. O radar 2D Scanter 4100, que é o principal sensor do navio, permite o monitoramento da superfície e do espaço aéreo com um amplo horizonte radar, possuindo MTI e +12 modos de operação. A alça optrônica Horus possui câmera de TV, imageamento térmico e um telêmetro laser. O imageamento térmico é eficiente, mesmo no período diurno, e o alcance do telêmetro laser é considerável. A suíte de sensores é completada por 2 radares de navegação Sperry Marine, que operam nas bandas X e S.

O NaPaOc Amazonas possui como armamento um canhão principal MSI DS 30M – Mk44 de 30mm, operado do COC, na proa; dois canhões MSI DS 25M – M242 de 25mm (um em cada bordo), operação manual/COC (vale lembrar que, na terminologia da MB, essas armas são chamadas de metralhadoras). Possui também duas metralhadoras .50 pol. removíveis, uma em cada bordo, além de dois lançadores de foguetes iluminativos de 57mm, contando ainda com 2 pontos para a montagem de fuzil 7,62mm. O arco de fogo do canhão principal é de 180º, o arco de cada canhão de 25mm é de 60º e o arco de cada metralhadora .50pol é de 90º.

O sistema Osiris é o COC do navio, que controla os canhões citados, a alça optrônica Horus e o radar Scanter 4100.  O mesmo permite a simulação de alvos para treinamento e cálculos balísticos que permitem inferir o índice de acertos. Imagens do interior do COC não foram permitidas por razões de segurança. O passadiço possui um elevado índice de automação. Composto por 4 estações de trabalho, permite que todo o navio possa ser controlado por apenas 5 tripulantes. Os radares de navegação operando em duas bandas, associados a cartas náuticas digitais e à TI embarcada, irão transformar o modo de se navegar na Patrulha Naval.

Alojamentos e áreas de descanso

Os corredores internos são amplos e os alojamentos são confortáveis. A capacidade de pessoal a bordo é de 130 pessoas, entre tripulantes, tropas embarcadas ou refugiados, operando normalmente com 80 tripulantes. Os oficiais ficam em cabines individuais ou duplas, e os subtenentes e sargentos ficam em camarotes duplos. Os cabos e marinheiros ficam em um alojamento. A iluminação no interior do navio é bem adequada, sem luzes extremamente fortes ou muito fracas e que dialogam muito bem com os tons neutros do acabamento interno. Essa combinação, junto ao conforto, é primordial quando se leva em conta que as missões do meio são previstas para cerca de 27 a 32 dias.

A Praça D’Armas é bem ampla e confortável, e ganhou elogios dos oficias que estiveram presentes à visitação e da tripulação. Possui ainda equipamentos de multimídia e slides. A Área de “descanso”/Rancho dos graduados possui tons mais escuros, mas apresenta um excelente conforto com LCD, DVD e MiniSystem. O Rancho/Área de Descanso dos praças é bem amplo e bem compartimentado, possuindo tons mais claros e os mesmos itens de multimídia dos graduados.

A coberta da tropa possui espaço para a instalação confortável para mais 50 tripulantes/refugiados, em uma Operação de Interdição Marítima, Com a instalação de alguns contêineres, a área poderia servir de alojamento para os mesmos. Para o autor, tal espaço também permitiria que o meio fosse o Capitânia da FTM no Líbano. O navio possui ainda uma enfermaria com 10 leitos!!! Possui sala para pequenas cirurgias e todo o aparato cirúrgico necessário. A cozinha do navio é ampla e possui diversos utensílios de porte industrial para as refeições diárias. Apresentava-se muito limpa e bem mantida com gêneros alimentícios.

Convoo, guindaste e turcos

O convoo, que já se encontra pintado no padrão nacional, possui 20 metros e comporta helicópteros e ARP (Aeronaves Remotamente Pilotadas) de até 7 toneladas. A iluminação é de LED e é compatível com NVG (óculos de visão noturna). Perguntado sobre o uso do componente aéreo pelo NaPaOc Amazonas, o Comandante Giovani Correa explicou que os meios aéreos empregados deverão ser os UH-12/13 e o AH-11. O navio encontra-se capacitado para transportar e abastecer com combustível de aviação os meios a serem empregados.

Sobre a questão de uma possível instalação de hangar para as aeronaves que operarem embarcadas, o comandante disse que o assunto se encontra em estudo, mas não há ainda alguma conclusão a respeito.

Na área do convoo e próxima ao mesmo, podem ser instalados até 6 contêineres ISO, com cabeamento elétrico trifásico compatível, podendo tornar os mesmos em módulos de operações ou carregar contêineres refrigerados para gêneros alimentícios. A ré, encontram-se ainda canhões de água, que podem ser usados no combate a incêndios, controle de poluição ou ainda como reposta a ameaça assimétrica.

Um guindaste com capacidade de 16 toneladas e lança com 14m que permite a movimentação de cargas na parte externa, onde também se encontram dois turcos, um em cada bordo, destinados a movimentar as lanchas de interceptação RHIB Pacific 24. As Pacific são lanchas infláveis de casco semi-rígido com 24 pés e alcançam cerca de 40 nós de velocidade máxima, e se destinam a levar o GVI/GP do Amazonas ao navio/plataforma a ser investigado, no resgate de pessoal/material e outras missões.

Agregando três elementos num único meio

O projeto do NaPaOc Amazonas consegue agregar três elementos importantíssimos: o helicóptero, a RHIB e o Navio-Patrulha,  fundamentais na moderna doutrina de PatNav. Um meio com elevada capacidade de permanência em patrulha em velocidade de cruzeiro, associado ao caráter multiplicador do elemento aéreo no ambiente naval e à capacidade de interceptação que RHIB de altas velocidades proporcionam o cumprimento do Controle de Área Marítima, tarefa básica do Poder Naval. Um conjunto que também permite a aplicação das legislações vigentes acerca do Direito Marítimo Internacional/Legislações Nacionais, exercendo efetivamente a Soberania nas Águas Jurisdicionais Brasileiras.

Alguns pontos sobre o futuro da Classe Amazonas ficaram em aberto, haja vista ser nova na MB e ainda estar passando por testes. A conjuntura politico-comercial atual, onde diversas empresas disputam o mercado de defesa brasileiro com a formação de “joint-ventures” com congêneres internacionais, visando a renovação de equipamentos com das três Forças Armadas que têm décadas de defasagem, permite que determinadas lacunas (gaps) sejam superados e/ou interfiram na aquisição de equipamentos que verdadeiramente supram as necessidades das Forças.

A aquisição da Classe “Amazonas” foi um meio-termo nesse cenário, onde os pontos positivos se mostram muito superiores ao negativos. As características superlativas da classe a fazem adequada a tarefa hercúlea de patrulhar a chamada “Amazônia Azul”. Porém, os requisitos de construção elaborados por uma outra marinha/guarda-costeira podem fazer com que a logística, no futuro, torne-se um gargalo.

A construção de outros meios dessa mesma classe, atendendo agora aos requisitos nacionais, seria um solução com excelente custo-beneficio para a MB. Principalment na opinião de fontes que apontam a “jogada britânica” nessa transação comercial/militar, onde a compra desses meios junto à “simbólica” aquisição da “licença de fabricação” representam um trunfo junto ao contexto do PROSUPER na MB.

Um salto para a Patrulha Naval

Para o autor, a classe “Amazonas”, representada aqui pelo NaPaOc Amazonas, representa um enorme salto na Patrulha Naval e na própria Esquadra. A aquisição futura de novos meios dessa mesma classe, adequados à cadeia logística já instalada na MB, seria um ganho exponencial. A Patrulha Naval passa nesse momento por um divisor de águas, antes e depois da classe “Amazonas”, assim como o foi em sua época a classe “Imperial Marinheiro”.

O crescimento das relações e parcerias econômico-industriais junto aos países da costa ocidental africana, que desponta nessa segunda década do século XXI como uma projeção de poder do tipo “brasileira”, necessita que os interesses nacionais sejam defendidos de perigos específicos. Isso, associado às crescentes demandas de operações de interdição marítima sob o mandato de organismos internacionais, faz com que meios oceânicos adequados a responder às ameaças assimétricas, em cenários de baixa intensidade, se façam presentes mundo afora.

Na nossa opinião, a Marinha do Brasil acertou em cheio ao adquirir o meio objeto dessa reportagem. Bravo Zulu MB!

 

Obs.: peço desculpas ao CCSM, à tripulação do NaPaOc Amazonas e aos leitores pela demora em publicar esta matéria. Devido a uma tendinite, só foi possível completá-la hoje. Agradecimentos aos CC Giovani Correa (Comandante do NaPaOc), CC Bocca (Imediato) e ao CT Martins Franco (Chefe do Departamento de Armamentos).

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Apesar dos navios de tecnologia avançada e das contramedidas para o problema, a pirataria está expandindo sua área de influência. Berenice Baker conversa com Glen Forbes, ex-oficial da Marinha Real Britânica e co-fundador da OCEANUSLive – um serviço que permite às embarcações compartilhar informações sobre possíveis riscos de ataques em tempo real. Entenda como a ação dos piratas está mudando, e o que as Marinhas internacionais estão fazendo para combatê-la.

Berenice Baker: O que a OCEANUSLive faz?

Glen Forbes: A organização ajuda a superar as limitações das entidades marítimas preocupadas com as áreas de alto risco afetadas pela pirataria. Ao promover uma maior percepção do que acontece nessas áreas, a empresa busca melhorar a segurança do tráfego marítimo usando uma plataforma de compartilhamento de informação em tempo real.

BB: Todos já sabem da atividade dos piratas na Somália, mas que outras áreas de alto risco você identifica?

GF: A pirataria na Somália já é bem documentada, apesar dos erros constantes de informação em parte da mídia. Porém, as ameaças à segurança marítima estão aumentando na outra costa da África. A pirataria no Golfo da Guiné continua a crescer, e costuma ser mais violenta nos primeiros estágios do ataque.
A pirataria na Ásia, em particular no Estreito de Malacca, acontece já há algum tempo. Os esforços regionais levaram à cooperação entre as Marinhas, mas as ameaças prevalecem.
Na América do Sul,  especialmente na Colômbia, Venezuela, Guiana e Equador, os ataques ocorrem com menos frequência do que nas outras áreas de risco, mas continuam expressivos.
Nós contabilizamos entre 25 e 30 incidentes ao redor do mundo por mês em 2012.

BB: Você identifica alguma tendência nos ataques?

GF: Apesar de não observarmos nem analisarmos tendências, é evidente que houve queda na pirataria na costa leste da África, devido ao uso cada vez maior de escoltas armadas e patrulhas navais operando próximas à Somália.
Os piratas continuam a se movimentar em direção ao Estreito de Bab al Mandeb quando as monções chegam, e mais barcos à vela aparecem ao norte do Mar da Arábia e no Golfo de Aden. Essas pequenas embarcações são mais usadas, mas navios comerciais maiores, como navios de abastecimento, já foram atacados com menos sucesso.
No litoral oeste da África, os ataques buscam armazenar combustível para as gangues operando na região. Além disso, o Movimento pela Emancipação do Delta do Níger (MEND, na sigla em inglês), na Nigéria, apoia o sequestro de trabalhadores estrangeiros.

BB: Quais Marinhas estão envolvidas nas intervenções?

GF: Entre 25 e 30 Marinhas diferentes se envolveram em algum momento, sob o guarda-chuva da OTAN, da UE e das Forças Marítimas Combinadas. Há também Marinhas independentes como as da Rússia, Índia e China, para citar algumas – essas forças conduzem patrulhas no Golfo de Aden. Realizar essa tarefa no Oceano Índico é mais complicada para qualquer organização. Então a Ásia vem concentrando esforços de países como Cingapura, Malásia, Indonésia, Filipinas, e por aí vai.

BB: Como essas Marinhas estão respondendo em termos de patrulhas e uso de inteligência?

GF: A prorrogação do mandado da União Europeia para desmantelar operações piratas numa área até dois quilômetros dentro do território somali fez com que os piratas adaptassem seus métodos outra vez. Porém, ainda falta mostrarem como vão agir enquanto as monções sul-oeste continuam.
As autoridades militares estão usando o máximo possível de recursos e informações open source, e nem sempre dão o crédito a essas fontes, mas a OCEANUSLive é uma das provedoras mais confiáveis não apenas para entidades comerciais marítimas, mas também órgãos governamentais. Percebemos isso pelo crescimento das assinaturas do nosso boletim informativo por parte de representantes de várias forças navais.

BB: Quais novas embarcações e tecnologias estão sendo empregadas contra a pirataria?

GF: Há sempre a necessidade de novos equipamentos e tecnologias no ambiente marítimo. As Marinhas empregam graus diversos de poder naval, como corvetas, fragatas, contratorpedeiros e navios auxiliares, além do uso ocasional de navios-aeródromos pela Marinha americana. Aumentou também o uso de veículos aéreos não tripulados para reconhecimento e vigilância. Acrescente-se também as aeronaves de patrulha marítima, e temos uma rede muito mais ampla do que em anos anteriores.

BB: Na sua opinião, as forças navais estão preparadas adequadamente?

GF: Muitos membros da União Européia estão prontos para encerrar a participação nas patrulhas anti-pirataria na costa da Somália. É uma tarefa cara, e há essa noção de que os piratas estão em declínio. Em junho desse ano, apenas oito embarcações e 215 tripulantes foram feitos reféns, em comparação aos 23 navios e 501 pessoas sequestradas em junho de 2011
Percebeu-se que nenhum navio com escolta armada foi atacado. Durante muito tempo houve resistência ao uso dessas escoltas, por medo de que elas aumentassem a violência. Isso não aconteceu, e os piratas não tentam invadir navios que abrem fogo.
As preparações de cada Marinha variam de acordo com suas orientações. Algumas estarão mais de prontidão para o resgate, e outras alegam razões humanitárias para não agirem em todos os casos. A estrutura legislativa referente à pirataria como um todo também causa problemas, e ainda é difícil chegar a políticas internacionalmente aceitas. Até que haja consenso, as regras para ação cabem a cada Marinha, mesmo que estejam no bojo de uma única organização militar.

BB: Como a responsabilidade por rastrear a atividade pirata deveria ser dividida entre militares e entidades de segurança privada?

GF: Essa é uma questão controversa, e fala-se muito que o setor mercante deveria proteger a si mesmo. Se os ataques reduzem a quantidade de bens circulando, então a indústria deve compensar, seja com escoltas armadas ou melhorando a segurança a bordo dos navios.
No meio militar, há a noção de que a segurança privada está cheia de cowboys. O Reino Unido é um dos maiores fornecedores para esse setor, e muitos dos funcionários são ex-fuzileiros que desempenham o mesmo trabalho que desempenhavam como militares poucos meses antes. Sim, existem os cowboys, mas ainda há muitas empresas profissionais fazendo um ótimo trabalho.

BB: O que mais precisa ser feito no combate à pirataria?

GF: Nosso foco é o compartilhamento de informações, que é uma área pouco explorada. Existem muitas empresas de gerenciamento de risco e de segurança marítima, e também as Forças Armadas, e todos possuem informações próprias que precisam ser partilhadas.
A Organização Marítima Internacional (OMI) lançou no ano passado uma campanha de resposta à pirataria. Foi pedida a colaboração entre o setor mercante e o de segurança, mas a ideia ainda não tomou vulto.

FONTE: Naval Technology

 

Um mês inteiro sem piratas

A onda de ataques de piratas da Somália foi completamente detida, de acordo com os números deste mês, que vem a ser o primeiro mês completo sem investidas desde 2007. As informações são do jornal britânico The Telegraph.

Com base em dados divulgados pela Agência Marítima Internacional, as últimas tentativas de invasão e fogo contra embarcações foram registradas em 26 de junho, durante ataque a um navio com bandeira da ilha de Malta.

Em termos de números, na primeira metade de 2012 o total de ataques por parte de piratas somalis chegou a 69, uma queda de 32% em relação ao mesmo período do ano passado.

Além dos ventos secos das monções, que tendem a reduzir os ataques nessa época do ano, a auência de investidas também é atribuída à atuação das forças marítimas internacionais, incluindo a OTAN e a EUNAFAVOR, e as Marinhas da Rússia, China e Índia, que patrulharam intensamente as águas na região do Chifre da África.

Porém, segundo os argumentos dos especialistas em pirataria, os navios de guerra não são a maior ameaça aos saqueadores, mas sim as forças de segurança particulares, que não falharam nenhuma vez em repelir ataques.

“Nós aprendemos muito sobre pirataria e estamos sendo muito mais pró-ativos em desmantelar a atividade dos saqueadores”, declarou o contra-almirante Duncan Potts, comandante operacional da Operação Atlanta – a missão de combateà pirataria da União Européia.

Ainda que as ameaças tenham sido atenuadas, e que os navegantes se sintam mais confiantes após passarem por treinamentos de evasão e reação aos ataques, ainda é muito cedo para comemorar, pois o problema ainda não foi resolvido em seu cerne – é importante ter em mente que a pirataria continua sendo uma das melhores formas de ganhar a vida na Somália.

Conforme explicou o almirante Potts, “todo esse progresso tático e operacional será facilmente perdido se nós não mudarmos de forma irreversível o contexto estratégico – as bases que permitem que a pirataria exista em primeiro lugar”.

Sendo assim, a comunidade marítima internacional não deve baixar a guarda ainda, mas sim procurar formas de proporcionar uma solução compreensiva e contextualizada a esse problema.

FONTE: NavalToday

 

Os ataques de pirataria marítima registaram uma queda de 54% no primeiro semestre do ano.  De acordo com Agência Marítima Internacional – organização encarregada de acompanhar a segurança nos mares – de janeiro a junho deste ano foram registrados 177 ataques de piratas enquanto que no mesmo período em 2011 havia ocorrido 266 ataques.

De acordo com a Agência, a queda se deve ao decréscimo da pirataria na Somália para um total de 69 ataques registados até junho, comparados aos 163 ocorridos nos primeiros seis meses de 2011, graças às patrulhas internacionais e aumento da vigilância por navios.

Os dados divulgados hoje indicam que 20 navios foram efetivamente sequestrados em todo o mundo entre janeiro e junho e 334 membros das tripulações foram feitos reféns.

Porém, a queda da pirataria na Somália foi compensada com um aumento dos ataques no Golfo da Guiné, onde 32 casos foram registados, mais 25 do que no primeiro semestre do ano passado.

FONTE: Voz da Rússia e Diário de Notícias (Portugal)

 

China está colaborando de perto com navios da Marinha japonesa e indiana para combater a pirataria na Somália. Esse é um sinal da disposição do país em trabalhar em conjunto com outras nações para proteger o comércio global apesar dos sentimentos contraditórios entre os cidadãos chineses  em relação a seus maiores rivais na Ásia.

A Força de Auto-defesa Marítima do Japão se tornou no último domingo a Marinha líder do pacto que permitirá aos três países sincronizar patrulhas e alocar os recursos de escolta de cada um da melhor forma, segundo o porta voz do Ministério da Defesa chinês, Yung Yujun, declarou a repórteres.

Analistas dizem que o pacto de escolta é um sinal do aumento da autocinfiança da China em sua força naval, que reduziria as chances de um confronto em águas próximas ao território chinês, onde as marinhas japonesa, americana e de outros países cada vez mais mais de perto. De acordo com especialistas, com a China expandindo sua capacidade naval e afirmando seus interesses, é importante que os almirantes de Pequim comecem a trabalhar mais junto às suas contrapartes estrangeiras.

“A colaboração chinesa com outras marinhas deve ser bem recebida. A esperança é que essa cooperação terá um efeito normativo positivo nas lideranças militares e civis”, afirmou o especialista da U.S Naval College, Toshi Yoshihara.

A China se juntou às patrulhas anti-pirataria do Golfo de Aden na segunda metade de 2008, apresentando o resultado do aumento de 500% nos investimentos em defesa ao longo dos últimos 13 anos, e que permitiram à Marinha chinesa adquirir submarinos, navios de superfície e aeronaves de última geração, junto com um porta-aviões atualmente em fase de testes no mar. No golfo, o país costuma revezar esquadrões, geralmente compostos de dois navios de guerra e um de apoio, acompanhados de soldados de forças especiais.

Para começar, o contingente chinês esteve em contato com outros na flotilha multinacional, passando da escolta de navios próprios para proteger embarcações de todas as nacionalidades. As três nações asiáticas implementaram as patrulhas coordenadas este ano, com a China e a Índia se revezando como líderes até passarem a função à Marinha japonesa em 1º de julho. A Coréia do Sul demonstra interesse em se juntar ao acordo.

O pacto mostra como o crescente alcance global da China está projetando suas Forças Armadas em novos papéis, às vezes em colaboração com rivais ideológicos ou inimigos tradicionais como o Japão, que invadiu e ocupou brutalmente o território chinês durante a Segunda Guerra Mundial.

O sentimento anti-japonês permanec forte em muitos cidadãos chineses, e também é mantido pelo sistema educacional e a mídia estatal do páis, assim como pela aliança entre Japão e Estados Unidos e as disputas territoriais no Mar Oriental da China.

Enquanto isso, Pequim enxerga o seu vizinho gigante, a Índia, como um rival pela influência, e os dois países ainda tem pendente uma disputa que resultou em uma guerra curta, porém sangrenta, em 1963.

A decisão de cooperar com tais rivais reflete um pragmatismo novo à medida que Pequim busca expandir o papel de suas Forças Armadas no exterior, o que também incluiu enviar um navio para dar segurança a cidadãos chineses na Líbia ano passado,  e despachar um navio-hospital para a América do Sul. Sem nunca ter operado uma marinha de alcance global, as forças navais da China querem reforçar suas capacidades e polir sua reputação, afirma o diretor do Centro de Estudos de Guerra Naval de Rhode Island, Barney Rubel.

“É necessário para eles ‘ir no embalo para se dar bem’, o que inclui cooperar com o Japão”, explica Rubel

No entanto, esse pragmatismo tem limites. Rubel e Yoshihara afirmam ser pouco provável que a colaboração multinacional resulte em uma Marinha chinesa mais plácida no que se refere ao que o país entende como “interesses centrais” de sua soberania, particularmente nas águas próximas ao seu território. “Não vejo isso acontecendo em um futuro próximo, mas certamente vale o esforço para moldar as normas e percepções dos chineses”, diz Yoshihara

E quaisquer os progressos que sejam feitos com o Japão e a Índia, a relação da Marinha chinesa com a dos Estados Unidos permanecerá problemática, particularmente com os planos de Washington de enviar 60% de sua frota internacional na região do Pacífico até 2020.

Durante visita do comandante das forças militares estadunidenses na Ásia e no Pacífico a Pequim semana passada, o ministro da Defesa chinês, Liang Guanglie demonstrou preocupação com as manobras americanas na região e reclamou das missões de vigilância norte-americanas perto da costa da China.

Os Estados Unidos “continuam a construir um círculo estratégico para conter a China”, teria declarado o professor da Universidade de Defesa Nacional, Li Daguang, segundo o Serviço Oficial de Notícias chinês.

FONTE: NavalToday.com

 

Integrante da missão anti-pirataria no Golfo de Aden, o destróier “Vice-almirante Kulakov”, da Frota do Norte da Marinha russa, foi reabastecido pelo navio de abastecimento “Ivan Bubnov”, da Frota do Mar Vermelho, e passa a escoltar o quinto comboio de navios mercantes.

O comboio consiste de dois navios de abastecimento, dois graneleiros e um navio de carga solta, com bandeiras do Panamá, Hong Kong e Arábia Saudita. A tripulação do navio russo irá escoltar os navios mercantes do sul do Mar Vermelho até um local desginado no Mar Árabe, passando pelo Golfo de Aden – um percurso de 1200 milhas. Todos os navios mercantes receberam a bordo equipes de fuzileiros russos a serviço do destróier. Ao longo da viagem, helicópteros Ka-27 farão voos de patrulha.

O “Vice-almirante Kulakov” deixou a base da Frota do Norte, em Severomorsk, em 6 de abril, e em maio iniciou a missão anti pirtaria no Golfo de Arden e próximo à região do Chifre da África. Ao longo da missão, o navio cobriu uma área de cerca de 13 mil milhas e escoltou 10 embarcações sob bandeiras das Ilhas Marshall, Malta, do Panamá, Turqia e Libéria.

Anteriormente, outros navios da Frota do Norte foram enviados à região e escoltaram comboios mercantes – o cruzador de propulsão nuclear “Petr Veliky”, e os destróieres “Severomorsk”, “Almirante Chabanenko” e “Almirante Levchenko”. Ao todo, foram escoltados 30 comboios com mais de 100 navios mercantes russos e de outras nacionalidades, e foi evitado o roubo de carga dos navios “Ocean Diamond” e “United Emblem”, atacados por piratas no Mar Vermelho e no Oceano Índico.

FONTE: NavalToday.com

 

O comandante da Marinha, almirante de esquadra Júlio Moura Neto, disse nesta quinta-feira (1º/3) que o aumento da pirataria na região do Oceano Atlântico preocupa o governo do Brasil. Ele informou que a Marinha colabora com forças na Costa Ocidental da África para evitar que a ação dos piratas alcance o Brasil. Moura Neto está na Cidade da Praia, na África do Sul, onde participa como observador das discussões sobre uma série de operações militares no continente.

“É uma preocupação mundial o aumento da pirataria. A pirataria está na Costa Leste da África, mas [observamos que há uma] tendência que isso possa avançar para a Costa Oeste [da África], que envolve o Oceano Atlântico. O Brasil observa isso com muita preocupação. Ainda não chegou à costa brasileira, mas pode vir a chegar. Combatê-la é um desejo nosso”, disse o comandante.

“Temos participado como observadores do [fórum] Africa Partnership, cujas operações ocorrem no Golfo da Guiné, mas ainda não enviamos quaisquer meios navais para essa área”, acrescentou Moura Neto. A possibilidade, porém, segundo ele, não está afastada.

FONTE: Agência Brasil

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Roayal Marines realizam treinamento de “Fast Rope” com o helicóptero Lynx Mk8 (Black Knight), da fragata HMS Monmouth (F 235).

A fragata Type 23 se encontra realizando patrulha anti-pirataria e segurança marítima no Oceano Índico.

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Partiu do porto de Vladivostok nesta segunda-feira, 29, o destróier Almirante Panteleyev, para se juntar às outras unidades de guerra russas em operação nas águas do golfo de Aden, no oceano Índico.

Com esse destróier, a força naval da Rússia naquela área é composta por oito navios de guerra, um navio-tanque e um rebocador de resgate.

A missão dessa esquadra russa é de proteger os comboios mercantes nas águas do golfo de Aden, do mar da Arábia e, de forma mais ampla, do restante do oceano Índico, regiões assoladas pela ação de navios piratas procedentes da costa africana.

FONTE: Diário da Russia

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