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Anúncio da implantação da 2ª Esquadra era esperado, mas base deve ficar no Maranhão

O Ministério da Defesa cancelou, ontem à tarde, em telefonema de Brasília para a Seccional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no Pará, a visita que o ministro Nelson Jobim faria nesta segunda-feira (16) a Belém. O ministro viria falar sobre o Plano Nacional de Defesa e a implantação da 2ª Esquadra da Marinha do Brasil na Região Amazônica.

No telefonema, a assessoria do ministro alegou como justificativa para a suspensão da viagem uma cirurgia de catarata a que Nelson Jobim precisaria ser submetido. A razão, porém, deve ser bem outra, e está provavelmente associada à decisão, que agora já se acredita formalmente tomada, de levar para o Estado do Maranhão a base naval da Segunda Esquadra.

Esta era, desde o início, a expectativa de setores do Comando da Marinha e do próprio Ministério da Defesa. O Governo do Estado do Maranhão, aliás, já vem considerando há meses a escolha de São Luís como fato consumado.

A decisão do cancelamento, porém, foi uma surpresa. Entre outros motivos, porque uma equipe de assessores do ministro já estava ontem em Belém para acertar detalhes da viagem e do programa que ele deveria cumprir na capital paraense.

Uma condição imposta pela equipe precursora do Ministério da Defesa foi muito mal recebida pelos dirigentes das instituições que aqui deveriam recebê-lo. Certamente cumprindo ordens expressas de Brasília, eles impuseram como exigência que Nelson Jobim seria o único a usar a palavra.

Ocorre que são muitas as entidades que, no Pará, vêm participando de debates e estudos em defesa da escolha do Pará como sede da futura Base Naval da Marinha. Entre outras, participam do grupo de trabalho a OAB, a Federação das Indústrias (Fiepa), a UFPA, o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea) e a Comissão Pró-Base do Arquipélago do Marajó.

O professor Hito Braga de Moraes, docente e pesquisador da Faculdade de Engenharia Naval da UFPA, tinha pronto um estudo que seria entregue ao ministro mostrando a viabilidade da escolha de Belém como sede da Base Naval da 2ª Esquadra. Agora, não se sabe sequer se o estudo chegará às mãos do ministro a tempo de influenciar na escolha.

O estranho cancelamento de sua viagem a Belém, na última hora, sugere que não, e indica que todo o trabalho resultou em vão. Os maranhenses ganharam. O Pará, mais uma vez, perdeu.

FONTE: Diário do Pará

 

O almirante Julio Soares de Moura Neto, comandante da Marinha do Brasil, está visitando a Índia entre 8 e 13 agosto de 2010, a convite do Almirante Nirmal Verma, Comandante do Estado-Maior da Marinha da Índia.

Esta é a primeira visita do Comandante da Marinha do Brasil àquele país. Durante sua visita a Nova Deli, o almirante Moura Neto teve discussões com o almirante Nirmal Verma e fez contatos de cortesia com o Ministro da Defesa Rajya Raksha Mantri Shri MM Pallam Raju, o Comandante da Força Aérea, Air Chief Marshal PV Naik e com o Comandante do Estado-Maior do Exército, VK Singh.

As discussões entre os dois almirantes cobriram as áreas de interesse comum relativas à segurança marítima, operações e interoperabilidade, design e fabricação de navios e a operação que será realizada em setembro próximo entre as Marinhas do Brasil, Índia e África do Sul (IBSAMAR, segunda edição), ao largo da costa da África do Sul.

Este exercício trilateral foi iniciado como resultado do IBAS (Fórum de diálogo em nível ministerial Índia, Brasil, África do Sul).
Além de Delhi, o Almirante Moura Neto também irá visitar o Comando Naval Ocidental em Mumbai.

FONTE: Sandeep Unnithan, correspondente do Poder Naval na Índia / FOTOS: Indian Navy

NOTA DO EDITOR:  Uma aproximação maior entre as Marinhas do Brasil e da Índia poderá trazer bons frutos, já que a última possui vários programas interessantes, como o submarino nuclear próprio, o novo navio-aeródromo Vikrant (baseado no Cavour italiano) e o jato Tejas Naval.

Daniella Jinkings

O Brasil pretende desenvolver ações de exploração mineral no Oceano Atlântico em parceira com a Nigéria. O acordo de cooperação militar firmado nesta quinta-feira (22) entre o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e ministro da Defesa da Nigéria, príncipe Adetokunbo Kayode, pretende aprofundar as relações entre os dois países.

De acordo com o Ministério da Defesa, a Nigéria tem interesse em estreitar as relações com a Marinha brasileira, especialmente com a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron). Além disso, o país africano também demonstrou interesse pelas lanchas escolares desenvolvidas pela Marinha, que transportam crianças de áreas ribeirinhas para escolas públicas da Região Norte.

O ministério informou ainda que Jobim conversou com diversos países africanos sobre a necessidade de atuar em conjunto na Organização das Nações Unidas para evitar que, quando forem concedidos os direitos de mineração em águas internacionais do Oceano Atlântico, as rotas de navegação que ligam a América do Sul à África não sejam prejudicadas.

O principal temor, segundo o Ministério da Defesa, é que os países mineradores criem áreas de exclusão sobre as áreas de mineração e obriguem os navios mercantes a fazerem voltas desnecessárias, o que encareceria o frete e, consequentemente, o preço das mercadorias.

FONTE: Agência Brasil

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Submarino alemão causa polêmica na Grécia

Alemães pressionam os gregos a cortarem gastos, mas se recusam a cancelar ou dar desconto em encomenda

Depois de pressionar a Grécia para cortar seu orçamento, gastos sociais, modificar suas leis trabalhistas e ainda aumentar a idade de aposentadoria para receber ajuda, a Alemanha se vê em meio a uma polêmica. O país vem se recusando a cancelar ou até mesmo dar um desconto na venda de submarinos que o governo grego havia encomendado da indústria bélica alemã.

Nos últimos meses, a Grécia, por causa de sua dívida pública, colocou toda a zona do euro em estado de alerta, ameaçando a estabilidade da moeda única e já gerando o temor de uma contaminação de economias como da Espanha, Portugal, Irlanda e até Itália. Para receber um pacote da UE e do Fundo Monetário Internacional, a Grécia foi obrigada a promover uma ampla reforma de seu sistema de pensões, cortar gastos de forma profunda e rever todas suas contas. Só então a chanceler alemã, Angela Merkel, aceitou sair em socorro dos gregos.

Agora, porém, são os partidos de oposição na Grécia e dezenas de sindicatos de trabalhadores afetados pelos cortes que se queixam. E os ataques vão exatamente contra a Alemanha. Em março deste ano, em plena crise da dívida, a Grécia fechou um acordo com a Alemanha para a compra de dois submarinos militares equipados pela Siemens. O valor chegou a 1,3 bilhão. Isso, sem contar com outros 1,2 bilhão de um outro contrato que já havia sido fechado com os americanos para a compra de caças. A informação foi divulgada pelo jornal Wall Street Journal no início da semana e gerou um verdadeiro terremoto político nos bastidores do poder na Europa.

Enquanto era obrigada a cortar gastos em 30 bilhões e lutava para receber um pacote de 110 bilhões para rolar sua dívida, o governo aproveitou encontros com o presidente francês Nicolas Sarkozy para negociar a compra de seis fragatas por 2,5 bilhões. Juntas, as compras de alemães e franceses totalizam 2% do PIB grego.

Incentivo. Situada numa região estratégica da Europa e próxima ao Oriente Médio, a Grécia foi sempre incentivada pelos seus parceiros da OTAN a manter um exército de ponta. Mas, com a crise, agora nem todos estão de acordo. “Estamos sendo pressionados a concluir acordos que nunca de fato desejamos. A Grécia não precisa de novas armas”, afirmou há poucos dias o vice-primeiro-ministro grego, Theodore Pangalos.

O debate ainda reforçou a ideia de alguns setores dos exércitos europeus de que uma forca Pan-Europeia deveria ser criada, pelo menos para coordenar a venda de equipamentos. O próprio Partido Verde alemão chegou a apelar para que o contrato fosse revisto. Mas Berlim insiste que os dois assuntos ? a crise da dívida e a compra de armas ? são temas separados na agenda bilateral.

O acordo com os alemães acabou gerando protestos de dentro da própria marinha grega, com oficiais pedindo demissão de seus cargos. Com uma dívida equivalente a 120% do seu PIB, a Grécia mantém um dos gastos militares mais elevados entre os 27 países da UE. Mais de 3,5% do PIB vai para a indústria de armamento, contra menos de 2% na média europeia. Já na Alemanha, a indústria que produz os submarinos vendidos para os gregos emprega 1,2 mil pessoas e depende exclusivamente de suas exportações para continuar sobrevivendo.

FONTE: O Estado de São Paulo (reportagem de Jamil Chade), via sinopse do Itamaraty

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Pré-sal: divisão dos lucros não é tudo

vinheta-clipping-navalO senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB) afirmou nesta terça-feira (8) que, ao discutir a exploração de petróleo na camada pré-sal, os parlamentares precisam estar atentos não só para a divisão dos lucros, mas também a questões como a soberania nacional na região e a segurança dos trabalhadores que vão atuar nas plataformas.

Roberto Cavalcanti disse que em ambos os casos a Marinha é fundamental e precisa ter recursos financeiros suficientes para se equipar e atuar na região. Ele pediu que os relatores dos projetos que regulamentam a exploração do petróleo no pré-sal fiquem atentos à questão e garantam recursos para que a Marinha possa equipar-se para a tarefa.

- Para desencorajar e enfrentar ameaças é preciso garantir à Marinha do Brasil equipamentos adequados para operar na região – ressaltou.

O senador disse que o Brasil precisará se preocupar, por exemplo, com a possibilidade de ações de pirataria e terrorismo. O parlamentar também lembrou a dificuldade das equipes de socorro em situações graves em alto mar, como no acidente que ocorreu na plataforma P36 e nas buscas aos restos do avião da Air France, que caiu próximo a Fernando de Noronha, cerca de um ano atrás.

- Se ocorrerem acidentes graves na área do pré-sal, também caberá a Marinha fazer o socorro – alertou.

FONTE: Agência Senado

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Afirmação foi feita por escritor russo em livro

Barra de Cinco Pixels

HMS-Sheffield-51

vinheta-especialJá era de conhecimento geral de que a Argentina obteve ajuda dos soviéticos durante a Guerra das Falklands/Malvinas. Mas agora começam a surgir mais detalhes sobre esta história.

Recentemente o escritor russo Sergey Brilev, filho de um diplomata soviético que morou em diversos países da América do Sul, lançou o livro “Fidel, futebol e as Malvinas”. Aos 10 anos de idade Brilev morava no Uruguai quando os argentinos desembarcaram nas Malvinas. Esta história, e o envolvimento de seu país no conflito, sempre o intrigaram.

Brilev procurou os arquivos de Moscou, mas foi barrado por ser “informação classificada”. Tentou então contactar alguns oficiais soviéticos que serviram no início da década de 1980. General Nikolai Leonov, da KGB, e General Valentin Varennikov, membro das forças soviéticas em Moscou, confirmaram o envio de informações para os argentinos durante o conflito.

Em seu livro, Brilev afirma que os argentinos foram capazes de localizar o contratorpedeiro HMS Sheffield graças à informação obtida pelos satélites de espionagem soviéticos em órbita sobre o Atlântico Sul. A versão oficial dos fatos sempre foi a de que um Lockheed P2V Neptune teria detectado a escolta da Royal Navy. A idade avançada e os problemas de manutenção dos Neptune sempre colocaram em cheque esta versão dos fatos. O autor do livro também afirma que o afundamento do RFA Atlantic Conveyor deveu-se às informações obtidas através do satélite Kosmos-1365.

SP-2H neptune

Segundo o autor a ajuda dos soviéticos foi mais além. Um avião de vigilância marítima Tu-95 ‘Bear’ seguiu a frota britânica entre a costa francesa e a linha do Equador. Em algumas oportunidades a aeronave voou a 30/40 metros de altitude. Esta informação foi confirmada pelo coronel Georguiy Bulbenkov, então piloto da aeronave.

Mas a decisão de ajudar os argentinos aparentemente não veio das altas esferas do poder central de Moscou. Brilev entrevistou nada menos que Mikhail Gorbachov, na época um dos cabeças do Partido Comunista Soviético. Gorbachev foi claro, nunca houve uma decisão central do partido em ajudar a junta militar argentina. O autor conclui que esta foi uma decisão dos próprios generais.

Brilev lembra que o Uruguai e a Argentina foram os únicos dois países sul-americanos que não se juntaram ao embargo comercial, liderado pelos EUA, contra os soviéticos em 1979 quando o Afeganistão foi invadido. O militares ficaram muito agradecidos com o não alinhamento destes países.

FONTE: Mercopress

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Okinawa-2

vinheta-clipping-naval O premiê japonês, Yukio Hatoyama, anunciou na manhã de hoje (local) que vai renunciar ao cargo em meio ao aumento das pressões devido à decisão de ceder ao governo EUA e aceitar manter base na ilha de Okinawa.

Com a decisão, Hatoyama abre caminho para que um correligionário o substitua como líder do PDJ (Partido Democrata do Japão) e, consequentemente, como premiê, sem a necessidades de convocar de novas eleições.

Ontem, analistas apontavam o ministro das Finanças, Naoto Kan, como o mais provável novo premiê japonês.

Hatoyama anunciou ainda que seu número dois, Ichiro Ozawa, também renunciará.

A medida do premiê é vista como uma tentativa de melhorar as perspectivas do seu partido no pleito para a Câmara Alta em 11 de julho.

No domingo, o líder já havia sofrido uma primeira baixa com a saída da coalizão do Partido Social-Democrata em protesto à decisão de manter a base americana. Na sexta, uma ministra do partido fora demitida pelo líder japonês.

OKINAWA

Okinawa-1Hatoyama, que assumiu em setembro de 2009 encerrando meio século de domínio quase ininterrupto do tradicional PLD (Partido Liberal Democrata, direita), será o quarto premiê japonês a renunciar no seu primeiro ano de governo em quatro anos.

O último mandatário a ficar mais tempo no cargo foi o Junichiro Koizumi, que exerceu o cargo de 2001 a 2006.

A pressão pela renúncia de Hatoyama vinha aumentando nos últimos meses devido à sua incapacidade de promover a renovação política e recuperação econômica, mas sobretudo devido a sinais de que não conseguiria cumprir a promessa de remover a base americana em Okinawa.

Se tornou, porém, insustentável depois que, na última sexta-feira, o premiê anunciou oficialmente que o posto militar será apenas transferido para uma região menos povoada da ilha, seguindo termos de um acordo negociado há quatro anos.

O posto militar na ilha no sul abriga 75% dos cerca de 47 mil soldados americanos baseados no país -ainda um resquício da Segunda Guerra- e é extremamente impopular na população do local.

Nos últimos dias, Hatoyama vinha tentando justificar a manutenção da forte presença dos EUA com o aumento da tensão entre as Coreias. Mas não conseguiu conter a queda de sua popularidade.

FONTE:
Folha de São Paulo, via Resenha do EB/France 24

 

USS Harry S. Truman (CVN 75)

O site DEBKAfile informou que a administração Obama vai enviar o navio-aeródromo USS Harry S. Truman para reforçar as unidades já em operação no Mediterrâneo e no Golfo Pérsico.

O navio vai capitanear o Carrier Strike Group 10, que vai zarpar de Norfolk no próximo dia 21 de maio.

Quando chegar na área de operações, o USS Harry S. Truman se somará a outro navio-aeródromo que está no local, o USS Dwight D. Eisenhower, que reforça a pressão diplomática com Teerã.

Pela primeira vez um navio de guerra alemão fará parte de uma força-tarefa americana em oposição ao Irã, a FGS Hessen, que ficará sob comando americano.

Segundo o site, fontes militares americanas disseram que o Pentágono planeja ter até agosto, de 4 a 5 navios-aeródromos na área.

O USS Truman leva a Carrier Air Wing Three (Battle Axe), com 7 esquadrões: 4 de F/A-18 Super Hornet e F/A-18 Hornet, um de E-2 Hawkeye, o Electronic Attack Squadron 130 de guerra eletrônica e o Squadron 7 de helicópteros antissubmarino.

Outros quatro navios se juntarão ao Strike Group do Truman: cruzador USS Normandy e destróieres USS Winston S. Churchill, USS Oscar Austin e USS Ross.

O Truman Strike Group vem há quatro meses treinando para as missões no Golfo Pérsico e no Mediterrâneo.

NOTA DO PODER NAVAL: o pessoal da Marinha dos EUA gosta de chamar os porta-aviões da classe “Nimitz” de “90.000 toneladas de diplomacia”.

SAIBA MAIS:

Sem conseguir convencer o Ministério do Planejamento a descontingenciar R$3,1 bilhões do seu orçamento, a Marinha enviou ontem ao Congresso uma força-tarefa a fim de obter a liberação de R$1,5 bilhão para a compra do submarino nuclear (sic) francês Scorpene. Para evitar o calote, o Comando remanejou de outras áreas R$1 bilhão e, em maio, terá de desembolsar mais R$500 milhões. Se não pagar, a multa é de R$160 milhões.

FONTE: Coluna Panorama Político, O Globo

 

Trechos da parceria estratégica Brasil-Itália

FREMM

O texto integral do acordo é um tanto extenso para ser colocado aqui, na íntegra, mas pode ser acessado diretamente no site do Ministério das Relações Exteriores, clicando-se aqui.

Selecionamos, abaixo, trechos relativos à Defesa, destacando especialmente os ligados à Marinha do Brasil.


“Ato assinado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo Presidente do Conselho de Ministros da Itália, Silvio Berlusconi.

Washington, 12 de abril de 2010.

PARCERIA ESTRATÉGICA ENTRE A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E A REPÚBLICA ITALIANA

PLANO DE AÇÃO

O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva,

e

O Presidente do Conselho dos Ministros da República Italiana, Silvio Berlusconi,

Considerando os sólidos e tradicionais laços de amizade que unem o Brasil e a Itália, fortalecidos no decorrer do tempo pela presença significativa no Brasil de uma ampla comunidade de origem italiana;

Reiterando a disposição conjunta de trabalhar em estreita articulação em prol da paz e da segurança internacionais, do respeito aos direitos humanos, do fortalecimento do multilateralismo, da conservação do meio ambiente, do desarmamento e não-proliferação e da promoção do desenvolvimento com justiça social;

Renovando a disposição de aprofundar o diálogo político no âmbito da parceria privilegiada entre o Brasil e a Itália, doravante denominados as “Partes”;

Reafirmando o empenho de ampliar e diversificar o comércio Brasil-Itália, a cooperação industrial e o fluxo de investimentos bilaterais;

Cientes das vantagens e benefícios mútuos derivados da cooperação das respectivas indústrias nacionais;

Decidiram adotar o presente Plano de Ação com vistas ao aprofundamento da parceria estratégica Brasil-Itália:

(…)

IV – Cooperação em matéria técnico-militar e de defesa

Brasil e Itália recordam que a celebração conjunta, em Pistóia e demais cidades italianas, em abril de 2010, do 65º aniversário da campanha da Força Expedicionária Brasileira no teatro italiano de operações, durante a Segunda Guerra Mundial, é emblemática da amizade e da solidariedade entre o Brasil e a Itália e do apego de ambos os países aos valores da paz e da democracia.

As Partes registram a satisfação mútua pelos resultados do Programa AM-X de desenvolvimento, instalação e produção de aeronaves e os benefícios decorrentes da cooperação técnica e do intercâmbio bilateral do Programa para eventuais futuras colaborações no setor aeroespacial.

As Partes destacam a relevância do Acordo assinado pelo Estado-Maior do Exército Brasileiro com uma empresa italiana para a produção, em regime de parceria com a indústria brasileira, de dois mil e quarenta e quatro (2.044) veículos blindados para o transporte de pessoal, em um período de vinte (20) anos. De tal acordo emana a expectativa de colaboração entre a indústria brasileira e italiana para desenvolvimentos posteriores no campo de meios e sistemas terrestres.

As Partes reafirmam a relevância, para uma aproximação progressiva entre as Marinhas do Brasil e da Itália, da prática de reuniões bienais entre os respectivos Estados-Maiores de suas Forças Armadas, do intercâmbio regular de visitas de oficiais e do diálogo regular entre as duas Forças no campo do controle naval do tráfego marítimo.

À luz desta crescente cooperação, as Partes decidem desenvolver um relacionamento privilegiado no campo da defesa, embasado na parceria industrial e transferência de tecnologia. Este relacionamento privilegiado entre os dois países no campo da defesa será matéria de acordo específico entre os respectivos Ministérios da Defesa. Deverá conferir, em princípio, prioridade aos seguintes projetos de colaboração:

· desenvolvimento e produção de unidades navais, especificamente navios-patrulha oceânicos, fragatas e navios de apoio logístico, incluindo sistemas de combate, de navegação, de armamento e de contramedidas eletrônicas;

· intercâmbio de experiências e de tecnologia no setor de transporte terrestre e no desenvolvimento de produção de veículos blindados e sistemas para o Exército Brasileiro;

· sistemas de proteção do espaço terrestre e marítimo;

· manutenção de motores para aeronaves e navios;

· sistemas de Radar para a defesa aérea (Radar 3D);

· aviões e sistemas de treinamento;

· aplicações espaciais militares e de segurança referentes a: comunicações militares via satélite; ou observação da Terra via satélite-radar e serviços baseados no SAR (Radar de Abertura Sintética).

As Partes poderão, ademais, incluir áreas adicionais de colaboração na lista de projetos prioritários supracitados, tais como:

· sistemas para o Projeto “Amazônia Azul”;

· Sistemas para a Defesa Nacional; e

· digitalização dos sistemas do Exército Brasileiro (Soldado do Futuro, Sistema de Gerenciamento de Combate etc).

(…)

XVII – Implementação

A implementação das atividades mencionadas no presente Plano de Ação será tratada pelas áreas competentes de ambos as Partes, sob a coordenação do Ministério das Relações Exteriores do Brasil e do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Itália. O acompanhamento da implementação das atividades do Plano de Ação será coordenado, dentro de sua esfera de competência, pelo Conselho Brasil-Itália de Cooperação Econômica, Industrial, Financeira e para o Desenvolvimento, que se reúne anualmente no marco do “Acordo-Quadro de Cooperação Econômica, Industrial e para o Desenvolvimento entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Italiana”, assinado em 12 de fevereiro de 1997, que instituirá Grupo de Trabalho específico que se reunirá em base periódica.”

FONTE: Ministério das Relações Exteriores

IMAGEM: Marina Militare (Marinha Italiana)

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Ministério da Defesa foi o mais cortado nas verbas de custeio

Clique aqui para ver matéria (clipping) publicada no Blog das Forças Terrestres. E comente aqui no Naval o que você acha desse contingenciamento em relação à Marinha do Brasil (deixe o espaço no ForTe para comentários sobre os reflexos para Forças Terrestres).

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  1. Esclarecendo a nota do  Ex-Blog do Cesar Maia sobre matéria na imprensa relativa ao encontro do Comandante da 4ª frota americana em Brasília, tenente-brigadeiro Douglas Fraser, com o objetivo dos EUA criarem uma base no Rio de Janeiro para formar um tripé de monitoramento, controle e combate ao narcotráfico e contrabando, principalmente de armas, além de vigilância antiterrorista. O tripé seria com as bases americanas em Key West , na Flórida, e em Lisboa. Não é bem assim.
  2. O Brasil, por conta dos acordos da NATO, discute, em termos geopolíticos dos interesses nacionais, com os EUA a criação da base de São Luís e uma atuação brasileira mais efetiva em nossas águas territoriais, inclusive diante do pré-sal. A matéria errou ao dizer que o tripé seria com a única Esquadra que a nossa marinha tem hoje, que fica no Rio. O narcotráfico sai pela foz do Amazonas. A preocupação é ao Norte. Daí a criação pelo Brasil da 2ª Esquadra em São Luís. É uma ação mais ampla e vai contar com o apoio brasileiro no Rio, claro.
  3. O Plano Estratégico de Defesa elaborado pelo Ministério da Defesa prevê a necessidade estratégica de construir na costa do Nordeste uma Base Naval de grandes proporções com o posicionamento de diversos tipos de navios e submarinos. A Marinha do Brasil praticamente já decidiu que será em São Luís do Maranhão que irá estabelecer a base da sua 2ª Esquadra. As condições do porto, com o maior calado natural do país, a proximidade da foz do Amazonas e da Venezuela foram fatores determinantes.

A nota do dia 31.03:

Brasil fortalece a Quarta Frota dos EUA do Comando Sul!

(Estado SP, 31) Brasil discute com EUA criação de base no Rio.  Objetivo seria reforçar combate ao narcotráfico e ao contrabando. A base formaria, com duas já existentes, em Key West (EUA) e em Lisboa (Portugal), o tripé de monitoramento, controle e combate ao narcotráfico e contrabando, principalmente de armas, além de vigilância antiterrorista. O comandante do Comando Sul dos EUA, tenente-brigadeiro Douglas Fraser,  passou o dia de ontem em Brasília.

FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia

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