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vinheta-clipping-navalA presidente da Argentina, Cristina Kirchner, afirmou nesta terça-feira que a postura britânica de manter “o último enclave colonial” no continente deveria “envergonhar” o Reino Unido. A afirmação foi feita durante o segundo e último dia de uma visita de Estado ao Peru.

“O último enclave colonial que ainda subsiste em nosso continente deveria envergonhar o Reino Unido porque vivemos no século XXI, enquanto cegamente ainda temos que suportar situações como essa”, disse, em um discurso diante do Congresso do Peru.

A presidente tocou no tema do litígio de seu país com a Grã Bretanha ao se referir ao apoio que o Peru deu à Argentina durante a guerra entre os dois países em 1982.

O tema das Malvinas esteve presente durante os dois dias da visita de Cristina Kirchner ao Peru, a primeira de um presidente argentino em 16 anos.

Antes, o chanceler argentino, Jorge Taiana, tinha afirmado que a tentativa unilateral britânica de explorar recursos naturais nas Malvinas era um fato grave que afetava não apenas seu país – que exige a soberania dessas ilhas – como toda a região.

“Me parece que apoiando a Argentina em sua rejeição a esse ato unilateral britânico, toda a região não apenas faz um ato solidário de justiça, como também se defende”, completou Taiana.

O início das atividades de uma petroleira britânica nas ilhas Malvidas produziu irritação na Argentina em fevereiro, que exige a soberania das ilhas, ocupadas pela Grã-Bretanha desde 1833.

Ambos os países protagonizaram em 1982 uma guerra de 74 dias nas Malvinas que foi encerrada com a rendição das tropas da Argentina, país que nessa época estava sob ditadura.

FONTE: AFP, via G1

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vinheta-clipping-navalRIO – O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Philip Crowley, afirmou na terça-feira que o país é “neutro” em relação à disputa entre Argentina e Reino Unido pela soberania sobre as Ilhas Malvinas, mas, ao mesmo tempo, acrescentou que o governo Barack Obama reconhece a “atual administração britânica”, segundo reportagem do jornal argentino “La Nacion”. Diante do retorno da questão das Malvinas à agenda internacional, provocado pela exploração de petróleo por uma companhia britânica no arquipélago, Crowley disse que os EUA poderão considerar a possibilidade de mediar uma solução para o conflito caso os dois países tenham interesse.

O porta-voz também aproveitou sua habitual conferência de imprensa para incentivar Argentina e Reino Unido a resolverem a questão por meio do “diálogo”. Apesar de serem membros de um acordo de defesa com os países latino-americanos (o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca), os EUA ficaram do lado britânico durante a Guerra das Malvinas, que matou 649 soldados argentinos e 255 britânicos em 1982.

- Estamos cientes do problema e de sua história. Os Estados Unidos têm uma posição neutral em relação à questão da soberania, mas reconhecem a atual administração britânica das ilhas. E, assim como fazemos em todas as áreas onde há disputas, incentivamos soluções alcançadas por meio do diálogo – respondeu Crowley quando perguntado sobre a nova crise, segundo o “La Nacion”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, também na terça-feira, que a Argentina tenha soberania sobre as Malvinas, questionando que a administração das ilhas caiba a um país localizado a 14 mil quilômetros. Em discurso na cúpula do Grupo do Rio em Playa del Carmem, no México, Lula pediu o início de um debate na Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a polêmica envolvendo a exploração de petróleo na região. No mesmo dia, o Reino Unido rejeitou nesta terça-feira as objeções argentinas à prospecção de petróleo na costa das ilhas Malvinas, alegando que tal perfuração não viola o direito internacional.

FONTE: O Globo

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Para presidente, assento permanente no Conselho de Segurança pode favorecer Reino Unido na disputa

vinheta-clipping-navalCANCÚN – Em um forte discurso, durante sua intervenção na reunião de cúpula dos países latino-americanos e do Caribe, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou a Organização das Nações Unidas e o Conselho de Segurança da ONU por não se posicionarem a favor da soberania das Ilhas Malvinas pela Argentina.

“A nossa atitude é de solidariedade à Argentina”, avisou Lula, que indagou “qual é a explicação geográfica, política e econômica da Inglaterra estar na Malvinas?”. E emendou: “qual é a explicação de as Nações Unidas nunca terem tomado esta decisão? Não é possível que a Argentina não seja dona (das Malvinas) e seja a Inglaterra a 14 mil quilômetros de distância”.

Lula questionou se a ONU age desta forma não é justamente porque a Inglaterra é membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Ele voltou a defender uma reformulação do órgão, ampliando sua representatividade.”Será por que a Inglaterra é membro permanente que a eles pode tudo e aos outros nada? É preciso que a gente comece a instigar para que o secretário das Nações Unidas reabra este debate”, afirmou.

Lula criticou ainda a reunião do clima de Copenhagen ter sido “a mais desorganizada” que ele já participou e da “pobreza de espírito” dos “governantes de países importantes” que dedicavam horas de discussões em parágrafos ou artigos do tratado. “Copenhagen não deu certo porque não tinha organização e coordenação”, acusou, cobrando ainda dos países que poluíram, responsabilidade na ajuda aos países em desenvolvimento.”Não é favor”, disse.

A disputa

A Argentina diz que a autorização para a exploração de petróleo na região viola sua soberania e impôs restrições à navegação no entorno da ilha, localizada no Atlântico Sul. A companhia britânica Desire Petroleum alega que não quer se envolver nas disputas entre a Grã-Bretanha e a Argentina. A plataforma está localizada firmemente dentro das águas britânicas”, afirma o porta-voz da companhia. Segundo ele, a Argentina está começando seu próprio programa de exploração de petróleo nas águas a oeste das ilhas.

FONTE: Estadão

malvinas

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“Inclusive por se dar no entorno imediato da potência, a competição com o Brasil possui imensa importância geopolítica e tem potencial para, no médio prazo, constituir-se em uma ameaça aos EUA (sic). Isso é confirmado (…) pela manutenção pela Administração Obama da política de acordos bilaterais e de exibição de força bruta (IV Frota, bases na Colômbia, golpe em Honduras e reafirmação do bloqueio contra Cuba). É nesse marco que vem se travando o debate sobre a renovação do equipamento das FFAA brasileiras (sic), o submarino de propulsão nuclear e a compra de jatos de combate junto à indústria francesa.”

Trecho do documento A Política Internacional do PT, examinado no congresso do Partido dos Trabalhadores na semana passada. Leia mais no ForTe, clicando aqui. (Comentários deste post somente no Forças Terrestres).

As Malvinas, de novo

Antônio Machado
(*) Paulo Paiva – Interino

vinheta-clipping-navalUm dos argumentos do governo para gastar US$ 10 bi em armamento é a proteção do petróleo no pré-sal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Ministério da Defesa acabam de ganhar um presente de sua colega argentina, Cristina Kirchner. Lula e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, vêm defendendo com unhas e dentes o programa de modernização das Forças armadas brasileiras, que prevê gastos de aproximadamente US$ 10 bilhões em aquisição de aviões de combate (caças), helicópteros, fragatas e submarinos – inclusive nucleares –, com transferência de tecnologia para o país. Os franceses são os favoritos para reequipar as tropas brasileiras, embora, na questão dos caças, ainda enfrentem a concorrência de americanos e suecos.

Pois bem. Cristina acaba de ressuscitar o fantasma da Guerra das Malvinas, em 1982, quando Argentina e Reino Unido foram às armas pela posse da pequena ilha (Falkland, para os ingleses) no Atlântico Sul. Na época, a Junta Militar que governava os argentinos ia mal das pernas e queria um factóide para recuperar a popularidade. O resultado todo mundo sabe: bombas, navios afundados de lado a lado, mísseis Exocet, caças Harrier ingleses destruindo armamentos inimigos e uma derrota humilhante dos hermanos: o Reino Unido recuperou a ilha (que havia sido invadida por forças argentinas em abril daquele ano) às custas da morte de 644 militares argentinos e 255 britânicos.

Agora, Cristina, que também vai mal das pernas (não no sentido literal, claro), trouxe as Malvinas de volta. Desta vez, o motivo é geoestratégico: o primeiro-ministro inglês, Gordon Brown, anunciou que pretende explorar petróleo nas águas territoriais da ilha. Tudo bem, não fosse um pequeno detalhe: resolução da Organização das Nações Unidas (ONU), em vigor desde o fim da guerra, determina que todas as decisões referentes às Malvinas (cujo dono ainda não foi oficialmente definido, já que a ilha foi ocupada pelos britânicos em 1833 e os argentinos reclamam a posse desde então) devem vir de consenso entre Argentina e Reino Unido. Ou seja, Brown está tomando uma decisão unilateral. E Cristina reagiu, determinando que todos os navios que passem pela região precisam ter autorização expressa da Casa Rosada. O clima anda tenso nesse lado do Atlântico.

Eu não disse?

Por que a questão das Malvinas é boa para Lula e Jobim? Porque um dos argumentos do governo para gastar US$ 10 bilhões em armamento é exatamente a proteção da camada de petróleo no pré-sal, recém-descoberta pelo Brasil.

Jobim tem dito que um submarino nuclear, além de caças e helicópteros modernos, funcionam como força de dissuação, ou seja, fazem com que um país hostil pense duas vezes antes de querer invadir alguma área em águas brasileiras.

Há lógica nisso. Somente os muito ingênuos – e o pior é que eles existem – acreditam que as grandes potências não estejam de olho no petróleo e outras riquezas brasileiras, como urânio, água e titânio. Brown e as forças de Sua Majestade são a prova cabal disso. A ONU impede que a Inglaterra tome decisões unilaterais em relação às Malvinas. Mas a ONU… ora, a ONU… Que ONU? A essa hora, Lula já pode falar: “Eu não disse?”. As siglas que guiam Brown são outras: Otan (ou Nato, em inglês), a Organização do Tratado do Atlântico Norte, a união militar que congrega desde os Estados Unidos aos países da Europa Ocidental, e que neste momento está em guerra no Paquistão.

Alguém duvida?

O fato é que a decisão de Brown mostra que as grandes potências farão o que for necessário, agora e no futuro, para garantir o suprimento de matérias-primas estratégicas, como petróleo, urânio, metais e água. Os EUA de George W. Bush e a Inglaterra de Tony Blair invadiram o Iraque para garantir petróleo, mentindo descaradamente para o mundo sobre armas de destruição em massa escondidas por Saddam Hussein. Agora, Brown começa a colocar as asinhas de fora – e aqui, no quintal brasileiro.

São as commodities – como petróleo, minérios e grãos – que sustentam a economia global. Sem elas, ninguém come, se locomove ou constrói. Alguém ainda duvida de que eles, os senhores das armas, farão o que achar necessário para ter acesso a elas? Que venha o pacote de defesa de Lula.

FONTE: O Estado de Minas

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Comunicado final condenará exploração de petróleo nas ilhas pelos britânicos

Patrícia Campos Mello

vinheta-clipping-navalOs líderes reunidos em Cancún para a cúpula da unidade dos países latino-americanos vão apoiar “a soberania argentina” das Ilhas Malvinas e condenar a iniciativa da Grã-Bretanha de explorar petróleo na costa das ilhas. No comunicado negociado pelos ministros das Relações Exteriores dos 32 países aqui reunidos, haverá um repúdio à exploração de petróleo pelos britânicos na costa das Malvinas.

“Os chefes de Estado da América Latina reafirmam seu respaldo aos legítimos direitos da República Argentina em sua disputa de soberania (nas Ilhas Malvinas) com a Grã-Bretanha”, diz o documento negociado, que deve ser divulgado amanhã, após as plenárias dos presidentes. Os países latino-americanos dizem que as nações devem evitar “ações unilaterais”, como a prospecção de petróleo empreendida pela Grã-Bretanha na costa das Malvinas.

A presidente Cristina Kirchner, que chegou sábado a Cancún, solicitou ajuda aos países latino-americanos para pressionar a Grã-Bretanha a sentar e discutir a soberania das Ilhas Malvinas. Seu apelo coincidirá com o início dos trabalhos de perfuração da plataforma petrolífera na área marítima ao norte do arquipélago.

O governo argentino pretende evitar as perfurações, temendo que as Malvinas tornem-se um novo centro petrolífero regional. Buenos Aires avalia que a bonança aumentaria o risco de os kelpers (como são chamados os habitantes das ilhas) buscarem a independência, fato que minaria as reivindicações territoriais argentinas. As estimativas sobre as reservas nas ilhas variam desde os mais céticos 8 bilhões de barris, até os otimistas 60 bilhões que os kelpers alegam existir.

Amanhã, na conclusão da cúpula, deve ser divulgado um documento de 90 parágrafos delineando a chamada “OEA do B”. Ainda há muita divergência em relação ao nome da nova organização. O Brasil defende a “União de Estados Latino-americanos”, enquanto países centro-americanos preferem Comunidade da América Latina.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, e o boliviano, Evo Morales, querem que o novo grupo seja chamado de Organização dos Estados Latino-americanos e se proponha a ser uma OEA sem os Estados Unidos. Mas o Brasil não quer enfatizar esse lado antiamericano, por isso se refere à nova organização como entidade, termo mais neutro. “Não se trata de uma OEA sem os EUA, resolvemos apenas montar um foro só para países da região, coisa que não existia antes”, disse uma fonte brasileira. “A ideia não é substituir, é ter algo novo.”

Segundo Antonio Simões, subsecretário-geral do Itamaraty para América do Sul, o órgão vai se originar da fusão do Grupo do Rio com a Cúpula da América Latina e Caribe (Calc). Por cerca de um a dois anos, as entidades vão continuar mantendo suas agendas paralelas. Será montado um grupo de trabalho que organizará a fusão das duas entidades ao longo desse período.

O órgão, segundo apurou o Estado, não terá um aspecto de defesa, nem abordará as bases americanas na região, como pediam os países da Aliança Bolivariana (Alba). Será mais uma entidade de concertação política. “Um bom paralelo seria a Caricom (Comunidade do Caribe)”, diz Simões. A entidade tratará de mecanismos de cooperação em energia, como biocombustíveis e energia solar, medida que não faz parte do mandato da OEA, por exemplo. O Mercosul seria o mecanismo de maior integração, seguido da Unasul e depois a nova organização.

A ideia de montar uma Organização dos Estados Americanos sem os EUA e o Canadá foi lançada em dezembro de 2008, em Sauipe, Salvador, na primeira cúpula da Calc. Mas o Brasil tenta amenizar a ênfase na entidade como um contraponto ao poder dos EUA.

Na declaração final, também devem ser abordados o tema da reconstrução do Haiti, que deve ficar em termos mais genéricos, depois a Unasul anunciou uma grande doação ao país. Mais uma vez os países vão pedir que os EUA acabem com o embargo contra Cuba . E o líder cubano, Raúl Castro, confirmou presença na reunião, o que deve acentuar o teor anti-EUA nas plenárias, que começam hoje.

FONTE: O Estado de São Paulo

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Marajó na briga para ser sede de base da Marinha

vinheta-clipping-navalPrefeitos, vereadores e lideranças políticas do arquipélago marajoara decidiram iniciar uma intensa mobilização para fazer da Ilha do Marajó a sede da 2ª Esquadra Naval da Marinha do Brasil, a ser implantada pelo Ministério da Defesa num prazo estimado de trinta anos. Desse movimento, que já provocou a realização de pelo menos dois encontros. No último, ocorrido terça-feira, na sede da representação do município de Chaves, em Belém, foi constituído um grupo de trabalho que ficará encarregado de fazer contatos e realizar as primeiras ações de natureza prática.

Da reunião participaram, entre outras lideranças, os prefeitos de Chaves, Benjamim Ribeiro de Almeida Neto, e de São Sebastião da Boa Vista, Laércio Pereira, ambos do PT, além do deputado Miriquinho Batista, do mesmo partido. De acordo com Benjamim Ribeiro, o movimento foi deflagrado a partir da publicação de matéria pelo DIÁRIO onde constava a informação de que o município de Chaves, no norte do Marajó, era uma das áreas estudadas pelo Comando da Marinha como possível sede da base naval.

O prefeito ressaltou que o movimento não é uma bandeira exclusiva do município de Chaves ou de lideranças do PT. A ideia, segundo ele, é que a Associação dos Municípios do Arquipélago do Marajó (Amam) assuma a vanguarda da mobilização, arregimentando em torno de um objetivo único os 16 municípios que integram o arquipélago marajoara, numa articulação ampla e de caráter suprapartidário.

O primeiro passo, conforme frisou, será acionar o deputado federal Paulo Rocha para que ele, na condição de coordenador da bancada federal paraense, possa dar início a gestões políticas, com os demais deputados e senadores do Pará, junto ao Ministério da Defesa e ao Comando da Marinha. Ao mesmo tempo, o deputado Miriquinho Batista iniciará um trabalho semelhante na Assembleia Legislativa objetivando sensibilizar a sociedade paraense para se unir em defesa do Marajó como futura sede da 2ª Esquadra Naval.

Ele assinalou que o governo federal tem, com esse empreendimento, uma chance de resgatar a dívida histórica que o Brasil acumula em relação ao arquipélago marajoara, até hoje condenado ao atraso e ao subdesenvolvimento. Como o Marajó dispõe de localização e condições naturais que fazem da ilha um sítio estratégico para a defesa da Amazônia e do Atlântico Norte, entende o prefeito de Chaves que o governo brasileiro deve optar pelo arquipélago para sediar a 2ª Frota.

FONTE: Diário do Pará

 

NAe São Paulo (A12) 2007 - by www.naval.com.br

O IPRISInstituto Português de Relações Internacionais e Segurança, publicou um artigo em inglês que trata do acordo entre o Brasil e a China para treinamento de tripulações na operação de navios-aeródromo.

A trabalho diz que o Brasil vai ganhar prestígio e orgulho com o acordo, bem como estreitar suas relações com a China. Enquanto isso, os chineses vão receber um benefício mais tangível, que é a abreviação do tempo necessário para começar as operações de sua aviação naval.

No longo prazo, porém, o Brasil poderá ser o grande ganhador, se sua assistência se converter em apoio à sua entrada no Conselho de Segurança da ONU.

Independentemente dos resultados a longo prazo, o acordo dá um sinal claro ao mundo que o equilíbrio global de poder está mudando, não só economicamente, mas também militarmente, pois os grandes países emergentes do grupo BRIC procuram traduzir o poder fiscal em capacidades de projeção de força.

Para acessar o artigo em formato PDF do IPRIS, clique aqui.

FOTO: Poder Naval

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Viagem a Israel reabriu buscas por parcerias em defesa em 2010

Brasília, 01/02/2010- A viagem de uma semana a Israel, encerrada na sexta-feira (29/01) pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, reiniciou, em 2010, o trabalho de prospecção de parcerias na área de defesa, especialmente com transferência de tecnologia. Na viagem, Jobim encontrou-se com as principais autoridades do país: o presidente, Shimon Peres; o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu; o ministro da Defesa, Ehud Barak; e o ministro das Relações Exteriores, Avigdor Liebermann, entre outros.

Jobim também visitou importantes indústrias de defesa daquele país, como a Israel Aerospace Industries (IAI), a Rafael, e a Elbit, essa última parceira da Aeroeletrônica, instalada no Rio Grande do Sul e fornecedora da aviônica na modernização de aviões militares brasileiros feita pela Embraer.

“Quando o presidente Peres esteve no Brasil, ele nos procurou, queria conversar com a gente e fez o convite. Nós temos muitos interesses na área da defesa. Inclusive tem uma empresa israelense, a Elbit, instalada em Porto Alegre, que trabalha na modernização e digitalização do F-5, está mexendo com os aviões Bandeirantes e vai mexer também com A-1”, explicou Jobim em entrevista a correspondentes brasileiros em Israel. Ele informou que, em março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá visitar o país.

Segundo Jobim, a intenção da visita foi mostrar a disposição do Brasil em buscar acordos de cooperação em defesa. “Agora, sempre com a observação de que o Brasil não é comprador de instrumentos de defesa, o Brasil aceita que, em qualquer tipo de transação, sempre esteja embutida a transferência de tecnologia, a capacitação nacional”, apontou.

O ministro informou que, entre as tecnologias de interesse em Israel, estava a dos Veículos Aéreos Não Tripulados (Vants), que é uma das prioridades previstas na Estratégia Nacional de Defesa. Mas ressaltou que não se previa nenhuma ação comercial. “O problema dos Vants está vinculado à nossa estratégia, na fronteira da Amazônia, que é a melhor forma de monitorar a Amazônia, já que é impossível você ter acesso a toda a fronteira, e também o uso de Vants para o monitoramento da zona do pré-sal, que é também outra área crítica”.

Jobim também participou do Seminário sobre Segurança Pública para os Jogos Olímpicos, que teve participação de diversos secretários de segurança pública brasileiros. “É importante que os secretários venham conhecer. Isso tudo é preparação para a Copa e para a Olimpíada. Nós temos que correr contra o tempo e isso nós sabemos bem”.

As próximas conversações de Jobim, com o objetivo de prospectar parcerias em defesa, devem ser com o governo italiano. O país é um dos principais candidatos a fornecer a tecnologia para a construção de novos navios da Marinha brasileira.

No ano passado, Jobim visitou estaleiros e bases militares italianas, para conhecer de perto os equipamentos daquele país. Um resultado mais imediato dessa aproximação foi a decisão do governo italiano de oferecer um porta-aviões para uma ação conjunta com o Brasil no socorro médico aos haitianos, vitimados por um forte terremoto em janeiro.

REFORÇO À DIPLOMACIA

Em 2009, a atuação do Ministério da Defesa na área internacional foi intensa, com a participação do ministro Nelson Jobim em 27 viagens internacionais, seja como participante de comitivas governamentais, com o presidente da República ou outros ministros, seja em missões individuais da Defesa. Além da França, com quem o Brasil tem acordo estratégico na área de Defesa, e contratos para construção, no Brasil, de submarinos e de helicópteros, houve visita também à África do Sul, com quem o Brasil desenvolve conjuntamente um míssil. O ministro também conheceu a indústria de Defesa da Ucrânia, em dezembro passado.

Outros dois temas também mobilizaram os esforços internacionais do Ministério da Defesa: a consolidação do Conselho de Defesa Sul-Americano e as conversações com países da África em busca de uma ação conjunta nos fóruns internacionais com o objetivo de atuar na definição de normas de exploração mineral nas águas internacionais do Atlântico Sul.

Eis a relação de viagens internacionais do ministro Jobim em 2009:

DATA / PAÍS

  • Fevereiro Antártica
  • Março Chile
  • Março São Tomé e Príncipe
  • Março África do Sul/ Pretória
  • Março Moçambique/ Maputo
  • Março Guiné Bissau
  • Abril Trinidad e Tobago
  • Abril Argentina
  • Abril Bolívia
  • Abril Haiti
  • Maio EUA-Washington
  • Maio EUA- Nova York
  • Maio Cabo Verde
  • Maio Angola
  • Maio Congo
  • Maio/Junho Namíbia
  • Junho França – Paris
  • Junho Espanha
  • Junho Portugal
  • Julho França
  • Agosto Equador
  • Agosto Colômbia
  • Agosto Argentina
  • Setembro Equador
  • Outubro Argentina
  • Outubro Itália
  • Outubro Espanha
  • Outubro Eslovênia
  • Novembro Bélgica
  • Novembro China
  • Novembro Canadá
  • Novembro Equador
  • Dezembro Ucrânia
  • Dezembro Peru

FONTE: Ministério da Defesa (o título e os destaques em bold, no texto, são do Blog. O subtítulo é o título original da nota do MD)

Las Malvinas son Argentinas

A Grã-Bretanha rejeitou a última alegação da Argentina para as Ilhas Malvinas, mais de um quarto de século depois de as nações irem à guerra pelo arquipélago atlântico.

A Argentina aprovou uma lei no mês passado reivindicando as Ilhas Malvinas e várias outras ilhas ultramarinas britânicas.

Mas o ministro dos Negócios Estrangeiros Chris Bryant disse na segunda-feira que o Reino Unido não tem “nenhuma dúvida” sobre a sua soberania sobre as ilhas, onde Inglaterra e Argentina travaram uma breve guerra em 1982, que terminou com a derrota da nação sul-americana.

“O Reino Unido rejeita firmemente a aprovação e promulgação, em 9 de dezembro de 2009, da Lei 26.552 argentina”, disse Bryant, em uma declaração por escrito.

As Malvinas, junto com a Geórgia do Sul, Sandwich do Sul e os mares que as rodeiam e o território britânico antártico estão sob soberania do Reino Unido, disse Bryant.

O Ministério das Relações Exteriores emitiu uma mensagem para o responsável argentino em Londres, detalhando a rejeição da Grã-Bretanha à reclamação.

Assim como aprovou a lei em dezembro, o governo argentino reiterou em 3 de janeiro sua reivindicação de soberania sobre as Malvinas, no 177º aniversário da ocupação britânica das ilhas.

Argentina e Grã-Bretanha lutaram sobre as Falklands, conhecidas em espanhol como Las Malvinas, por 74 dias, num conflito que deixou 649 argentinos e 255 britânicos mortos.

FONTE: France Presse

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O PEAMB

A Estratégia Nacional de Defesa (END), formulada em 2008, organizou-se em torno de três eixos estruturantes.

O primeiro diz respeito à organização e à orientação das Forças Armadas, para melhor desempenharem sua destinação constitucional e suas atribuições na paz e na guerra.

O segundo refere-se à reorganização da indústria nacional de material de defesa, para assegurar que o atendimento das necessidades de equipamento das Forças Armadas apóie-se em tecnologias sob domínio nacional.

O terceiro versa sobre a composição dos efetivos das Forças Armadas e sobre o futuro do Serviço Militar Obrigatório.

No que diz respeito ao primeiro eixo, foi determinado às Forças Armadas elaborarem os respectivos Planos de Articulação e de Equipamento, os quais deveriam contemplar uma proposta de distribuição espacial das instalações militares e de quantificação dos meios necessários ao atendimento eficaz das Hipóteses de Emprego. Além disso, deveriam rever, a partir de uma política de otimização do emprego de recursos humanos, a composição dos efetivos, de modo a dimensioná-los para atender adequadamente ao disposto na END.

Em decorrência, o Comando da Marinha elaborou o “Plano de Articulação e de Equipamento da Marinha do Brasil” (PEAMB), estabelecendo projetos e metas para o reaparelhamento, expansão e redistribuição de suas Organizações Militares (OM) e para o incremento e capacitação de seu efetivo, consoante sua missão.

ATENDIMENTO DAS DIRETRIZES DA END

Na elaboração do PEAMB, procurou-se levantar todas as ações a serem implementadas para dotar a MB de organizações militares, meios navais, aeronavais e de fuzileiros navais, sistemas, armamento, munição e efetivos de pessoal necessários ao atendimento das diretrizes estabelecidas na END.

Considerando que a tarefa de “negar o uso do mar ao inimigo” deve orientar, de modo preponderante, a estratégia de defesa marítima do País, a Marinha dará prosseguimento à construção dos submarinos convencionais e ao projeto de desenvolvimento do submarino de propulsão nuclear, e construirá uma Base e um Estaleiro em Itaguaí (RJ), com vistas à construção e ao apoio a seus submarinos.

Além disso, com base na premissa de que a Força deve organizar-se sob a égide do trinômio monitoramento/controle, mobilidade e presença, a Marinha ampliará o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), incluindo aeronaves, radares fixos e veículos aéreos não-tripulados (VANT), e modernizará os seus recursos de comunicações militares. Para assegurar maior ação de presença nas proximidades da foz do Rio Amazonas, nas Bacias Amazônica e do Paraguai-Paraná e maior controle da faixa litorânea entre Santos (SP) e Vitória (ES), implantará uma 2ª Esquadra e uma 2ª Divisão Anfíbia na Região N/NE do País, ampliará ou criará novas OM operativas, do Sistema de Segurança do Tráfego Aquaviário (SSTA) e de apoio logístico, as quais serão estrategicamente distribuídas pelo território nacional, e renovará sua frota mediante a obtenção de meios navais, aeronavais e de fuzileiros navais adequados.

No encalço dessas providências, estará, também, assegurando o incremento de sua capacidade para compor força de manutenção de paz, de realizar ações humanitárias e de resgate de não combatentes no exterior, de executar operações de busca e salvamento (SAR) e de contribuir para a garantia da lei e da ordem.

Tendo em vista a necessidade de rever, a partir de uma política de otimização do emprego de recursos humanos, a composição dos efetivos das três Forças, de modo a dimensioná-las para atender adequadamente ao disposto na END, a MB incrementará sua capacidade de obtenção, formação e capacitação de recursos humanos, por meio da ampliação, modernização e construção de novas Escolas e Centros de Instrução.

Adicionalmente, aperfeiçoará o atendimento da Família Naval, propiciando a elevação do nível de satisfação profissional de seu pessoal, mediante a construção de Próprios Nacionais Residenciais (PNR) e a ampliação, modernização e construção de hospitais e núcleos do Sistema de Assistência Integrada.

O estabelecimento do conjunto de ações e respectivas metas físico-financeiras não esteve condicionado a questões de ordem orçamentária e de capacitação do parque industrial – nacional e estrangeiro. Nos estudos sobre o dimensionamento, procurou-se responder às necessidades estratégicas da Marinha, de modo a torná-la apta a assegurar os interesses do País.

Releva mencionar que não consta do referido Plano projeto para dotar a Força de segmento espacial próprio, haja vista que a necessidade de cobertura por satélite, tanto para monitoramento/controle quanto para comunicações, deve ser integrada e formulada pelo Ministério da Defesa, por envolver as três Forças Armadas.

Pensou-se em uma Marinha crível, que deixe claro aos possíveis opositores a nossa capacidade de sobrepujar as forças antagônicas.

ORGANIZAÇÃO DO PEAMB

O PEAMB está dividido em dois volumes, conforme a seguir especificado:

Volume I – Equipamento e Articulação

Compreende o PEAMB propriamente dito, dividido em três partes distintas. As Partes I e II apresentam, de forma sintética, todos os Projetos Individualizados (PI) necessários para a adequação da MB à END. A Parte III trata das necessárias alterações na composição dos efetivos da MB, para fazer frente à demanda de pessoal decorrente da execução do planejamento contido nas duas partes anteriores:
Parte I – Equipamento;
Parte II – Articulação; e
Parte III – Recursos Humanos.

A fim de facilitar a compreensão, os Projetos da Parte I – Equipamento – estão agrupados em cinco grandes áreas e organizados em capítulos, num total de 72 Projetos Individualizados:
Capítulo 1 – Meios Navais;
Capítulo 2 – Meios Aeronavais;
Capítulo 3 – Meios de Fuzileiros Navais;
Capítulo 4 – Munição; e
Capítulo 5 – Embarcações para o Sistema de Segurança do Tráfego Aquaviário (SSTA) e Embarcações de Apoio.

Da mesma forma, a Parte II – Articulação – está organizada nos seguintes capítulos, num total de 138 Projetos Individualizados:
Capítulo 1 – Complexo Naval da 2ª Esquadra/ 2ª Divisão Anfíbia;
Capítulo 2 – Forças de Fuzileiros Navais, Forças Distritais e Órgãos de Apoio;
Capítulo 3 – Apoio Logístico;
Capítulo 4 – Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz) e Comunicações Militares;
Capítulo 5 – Órgãos do Sistema de Ensino Naval, de Apoio de Saúde e de Assistência Social e Próprios Nacionais Residenciais (PNR); e
Capítulo 6 – Sistema de Segurança do Tráfego Aquaviário.

Por sua vez, na Parte III – Recursos Humanos – o assunto pessoal está subdividido nos seguintes capítulos, nos quais são apresentadas as ações a serem implementadas para atender às necessidades impostas pelos Equipamentos e pela Articulação detalhadas nas Partes I e II, respectivamente:
Capítulo 1 – Pessoal Militar;
Capítulo 2 – Pessoal Civil;
Capítulo 3 – Capacitação; e
Capítulo 4 – Custeio.
O Capítulo 1 engloba as medidas relacionadas com os militares, sendo detalhadas as ações de adequação de efetivo, obtenção, formação e seleção.
O Capítulo 2 identifica as medidas relacionadas com os servidores civis, sendo igualmente descritas as ações de adequação de efetivo e obtenção.
O Capítulo 3 apresenta as ações a serem desenvolvidas para a capacitação do pessoal, inclusive junto ao meio acadêmico, voltadas para o domínio de conhecimentos de áreas de interesse da Defesa.
O Capítulo 4 detalha os reflexos no orçamento de pessoal.

Anexos ao Volume I encontram-se o “Mapa de Custos”, com o resumo dos recursos necessários para cada um dos PI (Anexo ­A), a intenção de “Distribuição dos Meios Navais, Aeronavais e de Fuzileiros Navais” pelos diversos órgãos operativos da Marinha (Anexo B) e as “Prioridades para Atendimento dos Projetos Individualizados” ( Anexo C).

Volume II – Detalhamento

Esse volume apresenta o detalhamento das ações internas de cada um dos Projetos Individualizados relacionados nas Partes I e II do Volume I. Está subdividido em duas partes, cujos capítulos guardam homonomia com os correspondentes do Volume I.

Na Parte I – Equipamento, para cada tipo de meio a ser adquirido ou modernizado são detalhados o conceito de emprego e a justificativa estratégica do meio, o quantitativo histórico e a situação atual do inventário, o sumário do planejamento de baixas, modernizações e obtenções, dados orçamentários e cronograma de metas físicas.

Na Parte II – Articulação, para cada OM a ser criada, modernizada ou ampliada são detalhados o propósito, localização, Comando a que está subordinada, conceito de emprego, justificativa para o dimensionamento, bem como todas as ações internas relacionadas à sua consecução, com o respectivo cronograma físico-financeiro.

EXECUÇÃO DO PEAMB

O prazo para execução do PEAMB é até 2030, subdividido em ações de curto prazo (2010-2014), de médio prazo (2015-2022) e de longo prazo (2023-2030).
Tendo em vista a complexidade e grandeza do empreendimento, a obtenção de alguns meios para o atingimento da Quantidade Estratégica Necessária só poderá ser concluída após 2030.

Da mesma forma, a carreira militar tem a duração de trinta anos. A obtenção de todo o efetivo requerido pelo PEAMB, em espaço temporal de vinte anos, criaria uma distorção indesejável no fluxo de carreira. Assim, torna-se necessário considerar que as ações de longo prazo tenham uma duração que ultrapasse o ano previsto de 2030.

CONSIDERAÇÕES ECONÔMICAS E SOCIAIS

Não obstante as considerações de ordem estratégica conexas à Segurança Nacional, valem, também, as de cunho econômico e social. A consecução do PEAMB impulsionará de forma ímpar a indústria nacional. A indústria naval é considerada uma indústria de base e seu incremento implica no crescimento de outros segmentos, com intenso reflexo na cadeia produtiva de vários outros campos de atividade econômica, tais como o eletro-eletrônico, metalúrgico, mecânica pesada, motores de propulsão marítimos, armamentos e informática, entre outros, tamanha a diversidade de equipamentos existentes a bordo dos navios de guerra. A alta tecnologia utilizada na construção e na manutenção dos navios e a necessidade de autosuficiência para manter os meios militares operativos fazem com que o País procure sua independência tecnológica nas mais diversas áreas.

Na vertente social, estima-se a criação de 30.000 novos empregos diretos e de 100.000 indiretos, adicionalmente às oportunidades geradas em decorrência do aumento do efetivo pleiteado, de cerca de 70.000 novos cargos de civis e militares. Tal acréscimo se traduzirá na geração anual de expressivas oportunidades de trabalho direto, promovendo a inclusão e o aprimoramento na formação de milhares de cidadãos oriundos das mais diversas classes sociais, contribuindo substancialmente para o engrandecimento do País.

Tudo isso representará, ainda, um incremento na arrecadação de impostos da ordem de R$ 7,5 bilhões/ano.

SITUAÇÃO ATUAL

Atualmente, o PEAMB encontra-se em análise no Ministério da Defesa, de modo a constituir, juntamente com os Planos das outras Forças, o Plano de Articulação e Equipamento das Forças Armadas.

FONTE: MB

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Senado aprova aumento de 36% no efetivo da Marinha

Aplicação do projeto custará R$ 219 mi nos 3 anos iniciais

Johanna Nublat

vinheta-clipping-navalNa onda de votações dos últimos dias úteis do ano no Congresso, o projeto do Executivo que amplia o efetivo da força de trabalho da Marinha em 36% nos próximos 20 anos foi aprovado por duas comissões do Senado na manhã de ontem.

Como a proposta já passou pela Câmara e era terminativa em uma das comissões, seguirá para sanção do presidente Lula.

Ao custo de R$ 219 milhões nos primeiros três anos de aplicação, o projeto visa recuperar a defasagem de pessoal da Marinha, que cresceu 8,6% nos últimos 40 anos, segundo a mensagem do governo encaminhada ao Congresso em agosto.

De acordo com Juarez Alves Junior, assessor da diretoria-geral de pessoal da Marinha, a demanda de trabalho da Força cresceu significativamente nesse período. Ele lista o registro de embarcações e sua fiscalização e atividades petrolíferas como alguns exemplos.

A mensagem do Executivo cita explicitamente a defesa das plataformas de exploração de petróleo, “ora avultada pela perspectiva de início da exploração dos campos de pré-sal”, e a criação de uma esquadra na região Norte ou Nordeste como motivos para a ampliação.
O texto também faz referência a “uma força submarina de envergadura, composta de submarinos convencionais e de propulsão nuclear”.

Os ministros Nelson Jobim (Defesa) e Paulo Bernardo (Planejamento), que assinam a mensagem, sustentam que o país está no “limiar de um novo patamar de atuação da Marinha”. “Ela deve buscar operar no teto tecnológico, com destaque para o domínio da capacidade de projetar e construir submarinos de propulsão nuclear e o incremento da pesquisa tecnológica.”

Alvez Junior afirma que a intenção é ter, até 2029, 10.700 oficiais e 69.800 praças, além dos alunos. Hoje, a Marinha dispõe de 7.200 oficiais, 51.800 praças e 2.300 alunos.

Os parlamentares incluíram no texto um artigo que condiciona a criação dos cargos a uma autorização na lei orçamentária.

FONTE: Folha de São Paulo

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