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vinheta-clipping-navalA aprovação do marco regulatório do pré-sal é a prioridade do governo nas duas Casas do Congresso em 2010. Como em todo ano eleitoral, a previsão é que ocorra votações no máximo até junho. A partir daí, os parlamentares ficam nos Estados, cuidando de suas campanhas. E, após a eleição, o esforço será pela aprovação do orçamento da União para 2011. A batalha mais importante do governo, nesses meses reservados a votações, ocorrerá no Senado, onde a oposição é mais forte. Em fevereiro, começa a tramitar na Casa o projeto de lei que trata do sistema de partilha de produção, modelo de exploração da nova reserva petrolífera. A primeira comissão do Senado encarregada da análise dos projetos do pré-sal é a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), presidida por Demóstenes Torres (DEM-GO), um dos senadores mais atuantes da oposição. Ele pretende designar para relatar os projetos do novo marco regulatório somente integrantes de partidos que não são da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Os quatro relatores serão da oposição para contrabalançar o que foi feito na Câmara dos Deputados, onde todos era governistas”, afirma Demóstenes. Ele já indicou Tasso Jereissati (PSDB-CE) relator do projeto que cria a empresa pública responsável pela gestão dos contratos de partilha, o primeiro aprovado pelos deputados. No Senado, cada projeto do pré-sal terá de passar por, pelo menos, três comissões, além da CCJ: a de Assuntos Econômicos (CAE), a de Infraestrutura e a do meio ambiente. Na Câmara, por questões regimentais, eles passaram apenas pela comissão especial.

O governo enviou os projetos com urgência constitucional, mas teve de retirar o pedido, por pressão dos partidos. O governo tem pressa na aprovação do marco regulatório do pré-sal. Uma das razões deve-se à expectativa de que os poços já concedidos comecem a produzir em 2010 e o projeto da partilha trata, também, da distribuição das receitas governamentais oriundas dessa exploração. O outro foco de preocupação do governo refere-se às futuras licitações. Se os projetos forem aprovados e sancionados até março, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) calcula que, por razões técnicas, os editais só podem ser lançados no final do ano. O que significa que os leilões das novas áreas só poderiam ser realizados no início de 2011.

São quatro os projetos do pré-sal: o que cria a estatal, o que define as regras do novo modelo de exploração, o que autoriza a União a capitalizar a Petrobras e o que trata da constituição do Fundo Social (FS), por meio do qual a riqueza do pré-sal será usada para financiar programas de desenvolvimento social e regional. Em fevereiro, quando o Congresso retoma as atividades, o Senado começa a analisar o projeto da nova empresa pública e o do modelo da partilha. A Câmara, por sua vez, tenta aprovar o projeto da capitalização e o do Fundo Social, para depois enviá-los ao Senado. Se mudados pelos senadores, retornam à Câmara. “Como em qualquer ano eleitoral, temos praticamente três meses para votar – de março a maio. O que vamos discutir no Senado, basicamente, será a legislação do petróleo. Deixamos a pauta limpa em 2009″, diz o líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR).

Por causa da pressa do governo e da expectativa de dificuldades impostas pela oposição, Jucá pretende restabelecer a tramitação das propostas do pré-sal em regime de urgência constitucional, pelo qual a Casa tem 45 dias para votar cada uma. Após esse prazo, começa a trancar a pauta. A oposição não concordará, diz Demóstenes. “A urgência constitucional é intenção dele (Jucá). Mas ele precisa da nossa colaboração. E não vai ter. Se insistir, vai colocar governo contra oposição. Nós queremos o rito normal, com as discussões e audiências públicas necessárias. Sem boicote, mas sem açodamento.” Além desse tema, os senadores deverão votar basicamente as medidas provisórias a ser editadas por Lula. Ao menos duas já estão previstas – uma sobre a política de reajuste do salário mínimo e outra sobre o aumento das aposentadorias e pensões do INSS. Na Câmara, o líder do governo, Henrique Fontana (PT-RS), também prevê que a atenção estará voltada para a conclusão dos projetos do pré-sal e das MPs.

Segundo ele, o governo quer votar o projeto de decreto legislativo que aprova o texto de modificações ao Convênio Constitutivo do Fundo Monetário Internacional, que trata da reforma da expansão da capacidade de investimento e renda do FMI e da distribuição de quotas e do poder de voto dos países membros. O líder também acredita que a Câmara pode votar o projeto a ser enviado por Lula que torna hediondo os crimes de corrupção e endurece as penas para crimes correlatos como peculato, corrupção ativa e passiva. Cita, ainda, como passíveis de votação, a PEC da revitalização do Rio São Francisco e a que inclui o cerrado (e a caatinga) na relação dos biomas considerados Patrimônios Nacionais. Fontana acredita que outros temas possam ser votados, desde que não sejam polêmicos. “Em ano eleitoral, temos que procurar projetos de grande interesse nacional, que possibilitem acordo com a oposição. Não é ano de votar projetos acirrados, como a reforma tributária”, diz.

Também está praticamente descartada a possibilidade de ser votada a proposta de emenda constitucional (PEC) que reduz a jornada de trabalho semanal de 44 para 40 horas, reivindicação das centrais sindicais. O setor empresarial é contra e se dispôs a iniciar negociações com as centrais. O líder do PT, Cândido Vaccarezza (SP), acha possível que a Câmara vote a proposta que Lula pretende mandar ao Congresso para regulamentar de forma definitiva as políticas sociais do governo federal, a Consolidação das Leis Sociais (CLS). Outro projeto que precisa ser aprovado, segundo Vaccarezza, é o da reestruturação das Forças Armadas – fortalece o Ministério da Defesa e dá poder de polícia para a Aeronáutica e a Marinha. Embora seja curto, o período de votações deverá contar com a mobilização dos parlamentares. Em ano eleitoral, é importante a exposição que conseguem por meio das TVs Câmara e Senado, que transmitem debates e reuniões das duas Casas.

FONTE: Valor Econômico/Raquel Ulhôa, de Brasília

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jobimchico

“A Presidência da República aplicou um calote na Marinha e até hoje não a reembolsou dos gastos com a busca dos destroços do vôo da Air France, que caiu no mar em 31 de maio deste ano. A Marinha está em dificuldades. O Palácio do Planalto deveria fazer o reembolso em novembro, mas, até agora, nada. São R$ 212 milhões gastos com combustíveis e a utilização de navios brasileiros e franceses envolvidos nas buscas.” (Claudio Humberto)

FONTE: http://pracadarmas.zip.net/

NOTA DO EDITOR: sem comentários. E ainda acreditam quando dizem que haverá recursos para o projeto e construção de um submarino nuclear…

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Novela grega continua

Após o cancelamento do contrato entre a ThyssenKrupp Marine Systems (TKMS) e o governo grego em setembro deste ano, a situação do estaleiro Hellenic Shipyards ficou bastante difícil.

Segundo o grupo inglês Jane’s ambas as partes estão mais perto de fechar um acordo. Passada a eleição na Grécia, o novo ministro da defesa
Evangelos Venizelos, confirmou no mês passado que os três submarinos IKL-214 que se encontram em construção no Hellenic Shipyards serão completados e  integrados à Marinha da Grécia.

Por outro lado, o site francês corlobe afirmou no último dia 27 de novembro que o grupo TKMS colocou o Hellenic Shipyards a venda por um euro, além da dívida de 220 milhões de euros.

Aguardaremos os próximos capítulos.

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vinheta-clipping-navalAs dificuldades que o governo está enfrentando para aprovação dos quatro projetos do marco regulatório do pré-sal na Câmara podem se multiplicar quando o tema for apreciado pelo Senado. Para senadores da base governista e da oposição, será preciso atenção redobrada e um ofensiva mais agressiva do Planalto. Só assim, dizem, será possível manter nos projetos o que a comissão interministerial que estudou as novas regras desejava e dentro do prazo: abril de 2010.

Com 81 parlamentares, três por Estado, o Senado será um campo fértil para polemizar. Ali, o governo não poderá fazer quatro comissões especiais, uma para cada projeto.

Todos terão de passar por quatro comissões (Constituição e Justiça, Meio Ambiente, Infraestrutura e Assuntos Econômicos), antes do plenário.

O lóbi pretende aumentar a pressão na casa. O mais evidente deles é o do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), das empresas do setor, e que quer alterar impedir a instituição da Petrobras como operadora única do pré-sal, e o poder de veto da Petro-Sal, nova estatal do setor.

A posição do setor encontra eco no discurso de Delcídio Amaral (PT-MS): “Nem a Petrobras quer ter tanta atuação, nem faz sentido um ente que não aporta nada no negócio ter tanto.”

Para ele, o Senado forçará o governo a lançar mão da parcela de que dispõe dos royalties (ficou em 19% na Câmara, excluídos os 3% para a área ambiental) como munição para acertar interesses locais.

O Palácio do Planalto trabalha com o possíveis mudanças no texto. A estratégia é recuperar o texto original quanto a matéria voltar à Câmara.

“O que for mudado no Senado, nós vamos recuperar na Câmara”, avisa o relator da partilha na Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

Diferentemente da Câmara, a oposição vai estar unida no Senado para dificultar a aprovação do marco regulatório.

“Na Câmara, estamos com algumas divergências. Mas, no Senado, o PSDB terá uma posição única, pela manutenção do modelo de concessão”, disse o presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE).

“Vamos discutir com tranquilidade, aqui a correlação de forças é diferente, oposição e partidos são mais fortes”, disse José Agripino Maia (DEM-RN).

Para Ideli Salvati (PT-SC) só com a institução do regime de urgência constitucional, que impõe a tramitação em até 45 dias, o projeto poderá ser aprovado até abril, como quer o governo.

Para o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), a ideia é estabelecer, como na Câmara, uma data para encerrar a votação, sem a “camisa de força” da urgência constitucional. “Pode ser 45 ou 60 dias. Não podemos é deixar para as calendas gregas.”

FONTE: Portos e Navios

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vinheta-exclusivoEstivemos hoje na cerimônia realizada pela manhã a bordo do Navio-Aeródromo São Paulo, atracado no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, na qual o Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, e o Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, foram condecorados pelo Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto, com a Ordem do Mérito Naval.

Criada pelo Decreto nº 24.659, de 11 de junho de 1934, a medalha destina-se a premiar os militares da Marinha que se tenham distinguido no exercício de sua profissão e, excepcionalmente, corporações militares e instituições civis, nacionais e estrangeiras, suas bandeiras ou estandartes, assim como personalidades civis e militares, brasileiras ou estrangeiras, que houverem prestado relevantes serviços à Marinha do Brasil.

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Navio-Aeródromo ‘São Paulo’ em estado impecável

Na chegada, o Governador Sergio Cabral pousou no NAe São Paulo a bordo de um helicóptero Dauphin 2 365N1 (PP-ELB). Do convoo desceu até o hangar pelo elevador lateral do navio, onde foi recebido com honras militares.

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Logo após a cerimônia de imposição das medalhas realizada na Praça D’Armas, o Governador seguiu até o convoo do navio-aeródromo novamente, para conhecer detalhes da operação das aeronaves de asa-fixa. Sergio Cabral ficou impressionado quando soube da velocidade alcançada pelos jatos Skyhawk quando saem da catapulta (120 nós ou cerca de 220km/h) e pela altura do navio em relação ao cais.

Pelo que pudemos notar andando pelo navio, o São Paulo encontra-se em ótimo estado de conservação. Segundo informações que recebemos a bordo, o A12 deve voltar ao mar no início de dezembro, para iniciar os testes visando seu retorno às operações aéreas em 2010.

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Mais fotos do NAe São Paulo feitas hoje em matéria exclusiva, somente para assinantes.

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Pode não parecer, mas tema tem muito a ver com cotidiano de todos os brasileiros

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O mestre em resolução de conflitos, Heni Ozi Cokier, o professor da Escola Nacional de Guerra, Gustavo Heck e o professor de relações internacionais da FAAP, Gunter Rudzit, são os convidados da semana do Programa Globo News Painel. Eles explicam o novo plano de defesa nacional e a segurança na América do Sul. Clique na imagem para assistir ao vídeo do Programa.

CCJ aprovou a proposta, que seguirá para análise do Senado

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou ontem o Projeto de Lei 5916/09, do Poder Executivo, que autoriza o aumento de efetivo da Marinha em 36%, passando de 59,6 mil para 80,5 mil. Segundo os ministros da Defesa, Nelson Jobim, e do Planejamento, Paulo Bernardo, que encaminharam o texto ao Congresso, esse aumento será gradual, completando-se em 20 anos.

De acordo com o governo, o reforço da Marinha é justificado pela necessidade de maior presença naval nas águas brasileiras, em razão do pleito de extensão dos limites exteriores da plataforma continental e da defesa das plataformas de exploração de petróleo no mar.

O projeto, que já havia sido aprovado pelas comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; e de Finanças e Tributação, seguirá para o Senado, a menos que haja recurso para sua análise em plenário.

O relator na CCJ, deputado Colbert Martins (PMDB-BA), recomendou a aprovação da proposta e da emenda da Comissão de Finanças e Tributação. A emenda condiciona a criação dos cargos, postos e graduações à sua expressa autorização em anexo próprio da lei orçamentária anual.

FONTE: Agência Câmara

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Relatório do pré-sal passa em comissão

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Após Planalto abrir mão de parcela de royalties, deputados preparam mudanças no texto que cria o novo modelo de exploração

Fernanda Odilla

vinheta-clipping-navalAcordo entre oposição e base adia para a próxima semana a votação no plenário da Câmara dos quatro projetos do pré-sal. Os deputados federais já se preparam para alterar o relatório do novo modelo de exploração do pré-sal. O texto foi aprovado ontem em comissão especial da Câmara dos Deputados, depois que o Planalto abriu mão de parcela dos recursos da União para aumentar o repasse de royalties aos Estados produtores de petróleo. Os royalties serão cobrados como compensação pelos impactos causados pela exploração do óleo.

Acordo entre a base de apoio ao governo e a oposição adiou para a próxima semana o início da votação dos quatro projetos do pré-sal: criação do Fundo Social; criação da Petro-Sal, que irá gerir os recursos da União no setor; capitalização da Petrobras; definição do modelo de partilha de produção, que também trata dos royalties.

Os deputados combinaram aprovar ontem no plenário apenas o regime de urgência urgentíssima, para evitar que sugestões de alteração voltem às comissões especiais. Dessa forma, qualquer mudança precisa ser analisada no plenário, acelerando as votações.

Bancadas regionais e partidos já se articulam para alterar a nova partilha dos royalties do pré-sal, definida em reunião anteontem entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os governadores peemedebistas Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro, e Paulo Hartung, do Espírito Santo.

Pelo acordo, a parcela da União foi reduzida de 30% para 22% ao final da reunião, Cabral e o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) haviam informado que a fatia da União cairia de 25% para 18%. Já os Estados produtores passarão de 18% para 25%.

Destino para os recursos

Além de alterar a divisão dos royalties, em especial para aumentar a parcela dos municípios produtores e garantir participação nas áreas já licitadas para os Estados nordestinos, os deputados querem carimbar os recursos do pré-sal.

Simão Sessim (PP-RJ) vai sugerir que o dinheiro dos royalties seja aplicado exclusivamente em saúde, educação, cultura, ciência e tecnologia e ambiente. Até o PT vai tentar mudar o texto aprovado com o aval do governo. A União ficou com 19% dos royalties para o Comando da Marinha e o Ministério de Ciência e Tecnologia, mas não especificou o montante de cada um. O deputado André Vargas (PT-PR) propõe que a Marinha fique com 6%, e o Ministério de Ciência e Tecnologia, com o restante.

O Instituto Brasileiro de Petróleo vai tentar apoio para alterar o item que prevê a Petrobras como operadora única do pré-sal e reduzir a alíquota máxima dos royalties, que aumentou de 10% para 15%. “Não poderia ter a presunção de que nosso relatório aprovado por 18 deputados não será debatido por todos os 513 no plenário. A essência foi aprovada, mas cada um tem direito a defender sua própria ideia”, afirmou o relator Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Ele admite até alterar o próprio texto até a próxima semana, melhorando a redação do que chamou de “área estratégica”.

Segundo o relatório dele, está submetido ao modelo de partilha toda área que o Executivo avaliar ter baixo risco exploratório e elevado potencial de produção de petróleo, gás e hidrocarbonetos. Deputados da base e da oposição tentarão suprimir esse conceito do texto. “Vai ser uma guerra”, diz o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), prevendo disputa em praticamente todos os itens do relatório da partilha e na essência dos outros três projetos.

FONTE: Folha de São Paulo

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P 47 próximo plataforma - foto Padilha - Alide

Relator destina para o Fundo Social 100% da verba de participação especial e ‘royalties’ pertencente à União dos campos já licitados Texto inicial de Palocci previa que parte dos recursos iria para pasta da Ciência e Tecnologia e para o Comando da Marinha

FERNANDA ODILLA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

vinheta-clipping-navalPara garantir recursos imediatos de áreas do pré-sal para serem aplicados em ações sociais e de desenvolvimento regional, uma comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou ontem relatório que destina 100% dos recursos de participação especial e royalties à União dos campos já licitados para o Fundo Social proposto pelo governo.

O relator do projeto, deputado Antonio Palocci Filho (PT-SP), alterou o próprio texto, que inicialmente destinava apenas uma parte desses recursos ao Fundo Social.

Pelo texto, o Comando da Marinha e o Ministério da Ciência e Tecnologia não terão mais direito aos recursos de campos como Tupi, Iara, Carioca, Júpiter e Guará.

Das áreas já licitadas do pré-sal, só o teste de longa duração na área de Tupi resultou em pagamento de royalties, que começaram a ser distribuídos em junho. Contudo a ANP (Agência Nacional do Petróleo) informou não ser possível precisar o valor exato já repassado.

O próprio relator já espera reação das pastas que deixarão de ganhar esses recursos. “Vamos receber reclamações dos setores que recebem esses recursos. Mas não estamos ferindo em nada os ministérios [Marinha e Ciência e Tecnologia] e não mexi nenhum centavo dos Estados e municípios”, disse o ex-ministro da Fazenda. Palocci afirma que “há recursos de sobra para esses ministérios”.

Palocci também decidiu deixar para o Executivo definir, via projeto de lei, se usará apenas os rendimentos do fundo ou seu patrimônio nos investimentos sociais. A prioridade continua a sendo aplicar os recursos em saúde, educação, ciência e tecnologia, ambiente, cultura e combate à pobreza.

Petro-Sal

Ontem, também foi aprovado o projeto que cria a estatal para gerenciar os recursos do pré-sal, com o nome provisório de Petro-Sal. Foram feitas poucas alterações no projeto pelos deputados, que fixaram mandatos de quatro anos para os membros do Conselho de Administração da estatal e instituiu quarentena de quatro meses para pessoas que deixarem o conselho.

A pedido do líder do PR, Sandro Mabel (GO), foi adiado o início da discussão do projeto de capitalização da Petrobras. O pedido foi interpretado por governistas como um sinal de que parte da base aliada está disposta a colaborar com os prazos do governo apenas se emendas parlamentares ao Orçamento, hoje contingenciadas, forem liberadas.

Aprovados ou não pelas comissões, os projetos começam a ser debatidos e votados no plenário da Câmara na próxima terça, antes de seguirem para o Senado. Ontem, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), disse que deve dar prioridade aos projetos já apreciados pelas comissões especiais, para dar tempo de solucionar eventuais pendências nas matérias mais polêmicas.

Os líderes governistas querem esperar o presidente Lula, que está no exterior, para definirem os valores da partilha dos royalties do pré-sal. União e Estados e municípios produtores de petróleo disputam parcela maior dos recursos.

Prevista para a noite de hoje, a discussão do principal projeto do pré-sal pode ser adiada para a próxima semana. “Se a União achar que pode abrir mão de recursos, não faria oposição, mas, até lá, meu relatório é “imexível”", disse o relator do projeto que muda o modelo de exploração, Henrique Eduardo Alves (RN), líder do PMDB da Câmara. Ele se encontra no final de semana com o governador Sérgio Cabral (RJ), defensor do aumento dos repasses de royalties para Estados produtores.

FONTE: Folha de São Paulo / Via NOTIMP

FOTO: Luiz Padilha, da Alide (via NGB)

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Fatia administrada pela União aumentará e Comando da Marinha ficaria com 12% do arrecadado.

Ficou para quinta-feira (5) a discussão sobre o relatório do deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) sobre o projeto de lei que trata da exploração e produção do pré-sal. Após fortes desentendimentos entre os deputados, o presidente da comissão especial que analisa o projeto, Arlindo Chinaglia (PT), acatou o pedido de adiamento por duas sessões feito pelo deputado Hugo Leal (PSC-RJ) .

Inicialmente, Chinaglia decidiu transferir a reunião para sexta-feira (6), sob alegação de que é uma exigência do regimento interno da Câmara. A ideia desagradou aos deputados fluminenses, que lutam contra o tempo para votar o projeto na comissão antes de ir a plenário no dia 10.

O foco da mudança pleiteada por parlamentares e governadores do Rio de Janeiro, do Espírito Santo e de São Paulo é o trecho do relatório de Alves em que os estados produtores perdem as participações especiais na exploração de petróleo e ficam apenas com os royalties, que também foram reduzidos para esses estados em números relativos.

O relatório aumenta a quantidade de royalties de 10% do total da produção para 15%. Apesar de a mudança tornar a participação relativa dos estados produtores menor – eles passam a ficar com 18% e não mais com 22,5% dos royalties – o Rio e os demais ficam com lucro absoluto maior no fim das contas. Antes, o total arrecadado por eles com o petróleo era de 22,5% da produção e agora será de 22,7%. Mesmo assim, o valor não é suficiente para suprir a perda das participações especiais.

Chinaglia afirmou, durante a reunião, que, se não houver tempo para a comissão discutir e votar o relatório, ele seguirá como está para o plenário da Câmara no dia 10. “Estou cumprindo o regimento, mas quero lembrar que, se não houver tempo de ser votado aqui [na comissão], o projeto irá direto para o plenário, sem a deliberação nessa instância”, alegou o presidente.

Irritado, o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) reclamou do prazo inicial marcado por Chinaglia e, mesmo com a antecipação para quinta-feira à noite, não gostou do aviso de que pode faltar tempo para a votação na comissão. “Na Constituinte [Assembleia Nacional Constituinte, 1987-1988], votávamos aqui quinta, sexta, sábado, meia-noite. Isso não existe”, alegou o deputado.

Miro Teixeira também afirmou que a briga dos estado produtores deve ser para que a União divida com eles a parte dela, que é maior no bolo dos royalties. “Não venham querer tirar do Rio de Janeiro. Na criação da Zona Franca de Manaus,fomos solidários com eles, na criação da Sudene [Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste], no Nordeste, fomos solidários também. Agora, nós não somos contra a maior participação dos estados não produtores, mas essa parte deve vir do bolo da União”, reclamou.

No texto apresentado pelo relator, na semana passada, as mudanças do modelo atual aumentavam os royalties de 10% para 15% da produção de petróleo. A distribuição desses 15%, de acordo com o relatório, fica em 18% para os estados produtores, 6% para os municípios produtores, 2% para os municípios afetados pela exploração e 22% para a União, que serão destinados ao Fundo Soberano Social do Brasil. Um fundo especial que distribuirá os recursos entre todos os municípios do país ficará com 22%, a Marinha, com 12 %, o Ministério de Ciência e Tecnologia, com 15% e um fundo destinado à mitigação e adaptação às mudanças climáticas, com 3%.

Com isso, a União irá administrar 54% dos recursos dos royalties, e não mais 40%, como no modelo atualmente em vigor. Na época da apresentação dos projetos do pré-sal, o presidente Lula fez um acordo com os governadores dos estados produtores – Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo – pelo qual a parte deles na arrecadação do petróleo não seria afetada. Além disso, os parlamentares fluminenses também reclamam que o estado não recebe o Imposto sobre Circulação e Mercadorias e Serviços (ICMS) do petróleo, porque esse é o único produto em que a cobrança do tributo é feita no estado de destino. Atualmente, o Rio é responsável por 85% da produção petrolífera brasileira.

FONTE: Agência Brasil

 

Com a bênção do pré-sal

Projeto do governo cria 21.507 cargos para a Marinha

Daniela Lima

Os militares têm se movimentado para garantir a aprovação do aumento dos cargos ainda este ano. A pressão fez com que o deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP) solicitasse um parecer técnico à Consultoria de Orçamento e Finanças da Câmara sobre a viabilidade da proposta. A nota evidenciou falha que se tornou comum nos projetos que têm essa finalidade: a falta de previsão orçamentária. “Já estão gastando por conta do pré-sal, como se houvesse a garantia de que ele representará uma imensa fortuna para o país”, comentou Madeira, sobre o projeto.

A Constituição diz que o aumento de cargos ou salários só poderá ocorrer quando contar com destinação prévia de recursos. O Orçamento da União para 2010 não está fechado. O projeto de lei que vai estipular os gastos para o ano que vem ainda está em tramitação – nem sequer o relatório preliminar foi apreciado. “O PL 5916/2009 (número da proposta) não cumpre o determinado pelo texto constitucional”, diz o documento, explicando depois que a exigência que consta na norma só poderia ser cumprida se, no orçamento aprovado para o ano que vem, houvesse garantia de recursos para a ampliação dos quadros da marinha.

Solução Diante do impasse entre a necessidade do governo e a Constituição, os parlamentares buscam uma solução. “Vejo com boa vontade o projeto, porque sei que entre os militares ninguém vai nomear dirigente partidário. Mas temos que ver se é possível encontrar uma solução para isso. Infelizmente a lei é burlada, a começar pelo Executivo e pelo próprio Congresso”, criticou Madeira.

A marinha garante que os 21,5 mil cargos seriam preenchidos ao longo de 20 anos e que o reforço é necessário diante do aumento de atribuições. A Força também argumenta que não houve crescimento significativo do efetivo nas últimas quatro décadas – 8,6% em média, ao ano. “Com a aprovação será dado início à obtenção desse pessoal, possivelmente a partir do próximo ano, quando serão abertas, em média, 218 vagas para oficiais e 771 para praças, por ano”, informou a marinha ao Estado de Minas.

O projeto estipula a criação, ao todo, de 3.507 postos de oficial e 18 mil de praças. A expectativa do governo, com a implementação gradual dos quadros, é um impacto, nos três primeiros anos, de R$ 27,9 milhões em 2010, R$ 72,1 milhões em 2011 e R$ 118,5 milhões em 2012.

Administração

A criação de cargos na estrutura da administração pública federal é alvo de constantes críticas da oposição. Segundo estudos do deputado Arnaldo Madeira, desde o início do governo Lula foram criados cerca de 214 mil cargos. Como o discurso de que a estrutura está inchada não cola no eleitorado, os oposicionistas decidiram colocar na ponta do lápis a qualidade da gestão desses cargos no governo. “Vou apresentar requerimento para saber quanto desses cargos foram preenchidos. O governo diz que criou quadros para universidades, mas sabemos que, apenas entre esses, 30 mil ainda estão vagos”, afirmou Madeira. O governo se defende. Diz que não está promovendo o aparelhamento da máquina, mas sim investindo na qualidade da administração pública federal.

214 mil – Número de cargos federais criados no governo Lula

FONTE: O Estado de Minas, via Notimp

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CVF 1

vinheta-destaqueA Marinha Real Britânica (Royal Navy) concordou em sacrificar um de seus dois novos porta-aviões (CVF) para economizar cerca de 8,2 bilhões de libras esterlinas do orçamento de defesa.

Os almirantes, que lutaram duas décadas para garantir as duas aquisições de 65.000 toneladas, foram obrigados a recuar devido ao custo crescente das aeronaves de produção norte-americana, o Joint Strike Fighter (JSF ou F-35B) e que deveriam equipar os dois navios. O movimento é um duro golpe no prestígio da Marinha e veio na esteira do anúncio de Gordon Brown no mês passado, que esta deveria cortar um dos quatro submarinos de dissuasão nuclear, os Trident.

No entanto, é tarde demais para a Marinha renegar os contratos de construção dos dois porta-aviões, o HMS Queen Elizabeth que deve entrar em serviço em 2016 e o HMS Prince of Wales que deverá seguir-se em 2018. Apesar de ser construído, o “Prince” deverá ser utilizado como um navio de comando anfíbio, tendo a bordo somente helicópteros em vez das aeronaves JFS.

O movimento deixará a Royal Navy sem um porta-aviões quando o “Queen” estiver em manutenção e reparos, deixando em aberto a possibilidade de a Marinha, neste caso, ter que solicitar um porta-aviões emprestado à Marinha Francesa. Em uma reunião com Brown no ano passado, Nicolas Sarkosy, presidente francês, tinha sugerido que os respectivos “refits” dos navios desta classe de ambas as marinhas fossem coordenados.

A decisão de ter apenas um porta-aviões novo vai cortar o número de JSF a ser pilotado por esquadrões da RAF (Royal Air Force) de 138 para cerca de apenas 50 unidades, salvando ao orçamento cerca de 7,6 bilhões de libras. A preços correntes o avião vai custar perto de 90 milhões de libras cada um, mas isto pode subir para o até 100 milhões de libras.

Usando o “Prince of Wales” como navio anfíbio, poderá se salvar mais de 600 milhões de libras, o montante que poderia ter sido necessário para substituir o navio de desembarque anfíbio “Ocean”, que deve sair do serviço ativo em 2018. A decisão de reduzir o número de aeronaves JSF foi acordado entre os comandantes das duas forças nas discussões de preparação para a revisão da defesa estratégica. Tanto os políticos trabalhistas quanto os conservadores se comprometeram a realizar uma revisão da defesa estratégica após as eleições gerais, que devem acontecer no final da primavera.

Um alto oficial da Marinha Real disse: “ Nós sempre soubemos que o custo real do projeto era a frota de aviões JSF a ser utilizada nos navios. Isto não nos custaria menos do que 12 bilhões de libras, se adquiríssemos todos os aviões originalmente planejados. Nós estamos acordando para o fato de que todos os aviões seria exorbitante. Mais da metade dos contratos de 5 bilhões de libras para a construção dos dois navios foram já contratados, por isso é demasiado tarde para cancelar a construção dos mesmos. Desta forma pelo menos teremos o “Ocean” coberto quando este der baixa da frota.”

Uma vez que ambos os navios serão construídos é pouco provável a perda de empregos nos estaleiros Rosyth, perto do círculo eleitoral de Brown. As aeronaves JSF estão sendo construídas em Fort Worth, Texas, com a participação da BAE Systems.

A RAF que tinha planejado substituir os seus aviões Tornado pelos JSF, agora pretende substituir todos seus aviões de primeira linha pelos Eurofighter.

Os conservadores disseram que qualquer decisão de cortar um dos navios seria uma “absolutamente inaceitável” e típico de um governo de “caótica, incoerente e incompetente política de contratos de defesa”.

“É desconcertante para a Marinha, é confuso para a indústria e completamente incompatível com todo o conceito de defesa em execução, uma decisão independente”

O Ministério da Defesa, disse Bob Ainsworth, secretário de defesa, manteve-se 100% comprometido com os porta-aviões, mas “a média das circunstâncias financeiras em algumas decisões difíceis terão que ser tomadas de modo a hierarquizar os esforços de nossas forças no Afeganistão”.

A Marinha Real tem atualmente três porta-aviões menores, de pouco mais de 20.000 toneladas, o Illustrius, o Ark Royal e o Invencible, em processo de baixa.

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FONTE: Times On Line

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