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vinheta-clipping-navalNesta segunda-feira, 26, o Comando da Marinha reúne 18 setores da indústria para discutir o seu programa de reaparelhamento.
O encontro tem o apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), através do Comitê da Indústria de Defesa (Comdefesa).

A Marinha vai apresentar aos industriais do setor de Defesa os equipamentos estratégicos e operacionais que serão necessários para seu projeto de modernização e reaparelhamento. O Almirante Júlio de Moura Neto, Comandante da Marinha, fará uma exposição aos empresários onde explicará os objetivos de longo prazo da Marinha.

“Nunca houve essa integração entre o setor produtivo e as Forças”, afirmou o diretor do Comdefesa, Jairo Cândido. Na sua avaliação, com o encontro, os industriais poderão se adequar às necessidades e exigências da Marinha para se tornarem possíveis fornecedores.

“Há uma série de produtos que a indústria brasileira tem condições de participar do processo de fabricação, como helicópteros, navios, sistemas de defesa, radares etc.”, completou. Além disso, as indústrias poderão atender às necessidades de material comum, como roupas, calçados, alimentos e materiais de saúde.

“Os empresários terão contato com os responsáveis pelos centros de compras da Marinha do Brasil e participarão de rodadas de negócios”, acrescentou Cândido. Além disso, o evento deverá promover melhores práticas para as licitações e ampliação da participação das indústrias nacionais no fornecimento à Marinha.

Fonte: www.inforel.org

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O maior desafio da Marinha no século XXI

Senador defende investimentos para o Comando da Marinha

Um dos maiores desafios do Brasil no século 21 será garantir a segurança de sua costa, acredita o senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB). Em discurso no Plenário nesta segunda-feira (19), Cavalcanti destacou que a exploração de petróleo na camada pré-sal Entenda o assunto tornou-se questão de segurança nacional, uma vez que poderá receber investimentos estimados em um US$ 1 trilhão e contará com a participação de companhias internacionais.

Para o senador, a Marinha do Brasil terá que investir na segurança de toda a área, pois essas empresas exigirão garantias e segurança.

- Por todos esses motivos e também pela nossa posição no Atlântico Sul, precisamos urgentemente de um poder naval eficiente, de barcos modernos, de submarinos nucleares, de aviões e de uma força de dissuasão capaz de proteger os recursos naturais, o tráfego marítimo em nossas áreas jurisdicionais que constituem a Amazônia Azul – defendeu.

Roberto Cavalcanti disse que a Petrobras, uma das oito companhias mais importantes do mundo, enfrenta hoje o desafio de explorar gigantescas reservas de petróleo na camada pré-sal. Essa camada tem 800 quilômetros de extensão por 200 quilômetros de largura e vai do Espírito Santo a Santa Catarina. O óleo está a mais de 6 mil metros da superfície do mar e a retirada desses recursos exige domínio tecnológico altamente sofisticado, ressaltou.

O parlamentar lembrou que a expectativa da empresa é de que o pré-sal produza pelo menos 9,5 bilhões de barris na primeira fase e chegue a 14 bilhões em uma etapa mais madura, o que corresponderia ao total das reservas de petróleo do Brasil hoje.

No discurso, o senador ressaltou a luta política e diplomática travada pelo Brasil para garantir o reconhecimento pela Organização das Nações Unidas (ONU) e por outros países das áreas marítimas contíguas à nossa costa com objetivo de garantir a posse dos recursos naturais da região.

Roberto Cavalcanti assinalou que só em 2007 a ONU atendeu, em parte, uma solicitação brasileira feita em 2004 de extensão dos limites da plataforma continental para além de 200 milhas. Essa decisão da ONU legitimou a incorporação de 712,5 mil quilômetros quadrados dos 950 mil quilômetros quadrados demandados inicialmente e garantiu a exploração do pré-sal.

FONTE: Agência Senado

 

‘Estadolatria’ versus Democracia

Mario Cesar Flores (*)

Do absolutismo português à democracia de massa deste início de século, no Brasil sempre foi parâmetro cultural o pretenso direito de esperar o apoio abrangente, se não a dádiva do Estado – da mão provedora, do protecionismo e emprego público, à caridade assistencialista. Vivemos como rotina a sujeição da cidadania ao Estado (à estadania) e sempre admitimos que o progresso depende menos do esforço e sacrifício da sociedade e mais, ou até essencialmente, da iniciativa e de medidas do Estado.

Essa lógica leviatã é refletida na fantasia ufanista da grandeza nacional espontânea em razão da extensão territorial e dos recursos naturais do país. Grandeza na verdade virtual, cuja transformação em riqueza útil ao povo depende da correta dimensão da presença do Estado na vida nacional e da competência, criatividade, investimento e muito trabalho da sociedade – ingredientes do excelente desenvolvimento dos EUA no século 19, de país colonial à 1ª potência do mundo, em que o Estado era mais estímulo e regulador do que agente direto: ajudava, não atrapalhava. Se território e natureza fossem riqueza em si, Suíça, Holanda e Bélgica seriam pobres, Luxemburgo paupérrimo… As manifestações de vaidade poética do hino nacional – “gigante pela própria natureza”, “deitado eternamente em berço esplêndido” e “impávido colosso” – refletem esse ufanismo inebriante. Faltam-lhes um complemento sobre o esforço necessário para que o “impávido colosso” se levante do “berço esplendido” e transforme “a própria natureza” em riqueza, para que o Brasil deixe de ser o “país do futuro”, assim classificado há 70 anos por Stefan Zweig, passando ao patamar a que de fato o credencia seu potencial.

Existem na sociedade brasileira as condições necessárias à odisséia da grande transformação, haja vista o razoável sucesso de setores de nossa economia – é bem verdade que, mesmo eles, em geral fãs das muletas estatais – o cofre provedor e a alfândega protetora…. Mas ainda falta muito para engajá-la toda na reorientação da confortável
idéia de grandeza como fortuna natural ou propiciada pela mágica estatal, para a efetiva construção nacional. E isso não será fácil enquanto parte ponderável do caráter coletivo continuar preferenciando a expectativa da felicidade impulsionada pelo Estado sobrenatural do conceito expresso há quase 200 anos por Fréderic Bastiat: “o Estado é a grande ficção através da qual todo mundo se esforça para viver à custa de todo mundo”. Todo mundo mesmo: dos políticos e apaniguados que se sentem com direito ao patrimonial-clientelismo do butim eleitoral, dos segmentos empresariais e seu trabalho associado, apoiados em financiamentos públicos, protecionismo e renúncias fiscais, dos servidores públicos que se crêem credenciados às benesses de sócios preferenciais do Estado, aos conformados consumidores de assistencialismo.

Tampouco será fácil enquanto grande parte da sociedade brasileira continuar aceitando satisfeita a euforia das ilusões, disseminada pela propaganda narcótica enaltecedora do estatismo salvacionista, que se vale de fatos positivos (entre outros, na moda hoje o petróleo do pré-sal, por muito tempo ainda riqueza virtual do “gigante pela própria
natureza”…), metáforas fantasiosas e afirmações grandiloqüentes, para dissimular as atribulações que castigam o país: a preocupante involução aética da política, cujos efeitos permeiam tudo o mais, a iniqüidade social e a exclusão conformada pelas bolsas disso e daquilo, o precário quadro da educação e da saúde (com gente morrendo nos corredores de hospitais públicos – o que não constrange a previsão de obras grandiosas para eventos esportivos internacionais que deixarão felizes empreiteiras e afins…), o desenfreado desrespeito à lei, do delito trivial à violência e criminalidade epidêmicas, estradas destruídas, portos ineficientes, regime carcerário desumano, Judiciário de lentidão proporcional à sua singularidade no universo salarial brasileiro, Legislativo desacreditado pela semi-paralisia e práticas de (eufemismo delicado) discutível virtude… – dezenas de deficiências que afrontam a euforia.

Aqui, como em qualquer parte do mundo, não é seguro afirmar que a saga política seja indefinidamente imune à combinação das deficiências do Estado no desempenho de suas responsabilidades, com a fé fanática no Estado e a abdicação da cidadania ao Estado, seja imune à frustração psicopolítica do caráter coletivo, propenso à dádiva do “impávido colosso” e do gigantismo “pela própria natureza”, à êxtase do carnaval e feriadão, às idéias paradisíacas de bem estar natural (da redução da jornada de trabalho, que o “impávido colosso” mágico viabilizaria sem perda de competitividade e sem custo ao consumidor…), a que a euforia ilusória aporta seu alento anestésico.
Não há hoje clima para regimes ao estilo século 20. Mas não se pode afirmar idêntica implausibilidade para o salvacionismo messiânico travestido de legalidade eleitoral-democrática, sob lideranças carismático-sebastianistas hábeis na fórmula romana “pão e circo”: o pão assistencialista e o circo do oba-oba eufórico, hoje muito pré-
salgado e agora também olímpico, a que a mídia cooptada pela propaganda aporta sua prestidigitação, em especial a TV, cuja imagem dispensa o raciocínio crítico. Tudo no figurino populista-estatista que parece estar voltando à América do Sul, à reboque da Venezuela, após 25 anos de recesso.

Os autoritarismos da esquerda à direita, sempre estiveram afinados com o estatismo exacerbado e a abdicação da cidadania ao Estado, ambos inconciliáveis com a democracia plena. Até porque, se o Estado é pretendido como provedor onipresente, deve caber-lhe naturalmente a autoridade correspondente – uma equação histórica de que o Brasil aparentemente não está livre.

(*) Almirante-de-Esquadra (Reformado)

Publicado no “O Estado de São Paulo” de 17/10/2009

COLABOROU: Leosg

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Marinha doará 50 fuzis para PM do Mato Grosso

Polícia Militar receberá 50 fuzis da Marinha do Brasil na segunda-feira
A Polícia Militar de Mato Grosso receberá na segunda-feira (19), 50 fuzis 7,62 mm doados pela Marinha do Brasil, por meio do comando do 6º Distrito Naval. A entrega do armamento será, às 9 horas, no quartel do Comando Geral da Polícia Militar.

Estarão presentes o comandante do 6º DN, contra-almirante Edlander Santos, o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Diógenes Curado Filho, e o comandante geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel PM Antônio Benedito de Campos Filho.

- Esses fuzis vão ser utilizados essencialmente no combate aos assaltos a bancos. Gostaríamos de agradecer à Marinha do Brasil por entender a necessidade de manter a integração e a harmonia entre as forças militares, além do suporte logístico, imprescindível para o melhoramento das nossas operações de combate à criminalidade e proteção do cidadão, argumentou o coronel Campos Filho.

A ação da Marinha do Brasil reafirma a cooperação entre os diversos setores do Poder Público e atende a orientação do Comando da Marinha de contribuir no que for possível para a solução de problemas que atingem a sociedade.

FONTE: Portalamazonia.com

 

O Ministério da Defesa

Gilberto Ramos

vinheta-clipping-navalA criação do Ministério da Defesa, em junho de 1999, foi uma ideia infeliz do governo Fernando Henrique Cardoso. Além dos tradicionais ministérios militares – Exército, Marinha e Aeronáutica – o Brasil dispunha do Emfa, que deveria coordenar as três forças.

Tudo funcionava muito bem, e o Emfa era ocupado em sistema de rodízio por um oficial general de quatro estrelas de cada uma das forças. Mas prevaleceu o ditado de que no Brasil nada se cria e tudo se copia.
Pronto, lá veio o Ministério da Defesa com jeitão americano, mas com ministro civil para não despertar ciúmes entre os militares. Alegar que o Emfa não tinha autoridade suficiente é argumento que não se sustenta: bastaria que, por decreto, o governo lhe atribuísse mais funções e verbas.

Juscelino Kubitschek, muito esperto, ao comprar o obsoleto porta- aviões “Minas Gerais”, numa só penada neutralizou Marinha e Aeronáutica, que ficaram discutindo quem comandaria a aviação embarcada.

Recentemente, o Ministério da Defesa adquiriu outro porta-aviões – o São Paulo – que pouco sai do cais e custa uma nota preta para ficar atracado. Por último, anunciou a compra de 36 caças e quetro submarinos, um nuclear.

A velha desculpa do reaparelhamento já não cola, haja vista as notícias de penúria absoluta nas três forças. Com a dinheirama que vamos esbanjar, poderíamos usar o Arsenal de Marinha para construir ótimos submarinos convencionais, aproveitar o casco do submarino nuclear desenvolvido pela Nuclep e que está guardado em Itaguaí, além de construir Tucanos e AMX na Embraer. Ou será que algo a mais fala mais alto?

FONTE: O DIA, via Notimp

 

Jobim: Brasil não comprará mais material bélico usado

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João Naves de Oliveira

vinheta-clipping-navalO Brasil não comprará mais materiais de defesa descartados, afirmou hoje Nelson Jobim, ministro da Defesa. Segundo ele, “compramos usados a troco de banana, e foi um enorme problema”. A declaração foi feita para justificar a compra de novos caças para a Força Aérea Brasileira (FAB). “O Brasil não é um comprador. É um parceiro e precisa de transferência de tecnologia”.

O montante de investimentos no setor, de acordo com Jobim, pode ultrapassar 6,7 bilhões de euros até 2020. O valor deve ser destinado a helicópteros, caças, submarinos, blindados e até dois satélites brasileiros.

O ministro da Defesa prevê que o salto tecnológico vai exigir pessoal capacitado, e que isso repercutirá nas escolas de engenharia. “No estaleiro destinado à montagem de submarinos nucleares, a ser instalado em Itaguaí (RJ), serão empregados 14 mil pessoas altamente especializadas”, disse Jobim.

O ministro esteve em Campo Grande (MS) para participar da Operação Laguna, simulação de resgate e evacuação em estado de guerra, com a participação de 10 mil militares do Exército, Marinha e Aeronáutica. Ele explicou que a operação não está relacionada a nenhum conflito no exterior. É uma operação mostrando a real situação num estado de guerra.

Como exemplo mais recente de preparo, ele lembrou a busca dos corpos das vítimas do Air Bus A330 da Air France, afirmando ter sido “extraordinária a capacidade das operações de resgate”.

FONTE: O Estado de São Paulo, via Notimp

NOTA (fotográfica) DO BLOG: duas das recentes aquisições, realizadas pela Marinha do Brasil, de navios usados.

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Aumento do efetivo da Marinha, informa o governo, tem como objEtivo defender águas territoriais e área do pré-sal

vinheta-clipping-navalA Câmara analisa o Projeto de Lei 5916/09, do Poder Executivo, que autoriza o aumento de efetivo da Marinha em 36%. De acordo com a proposta, que também reestrutura os quadros da força, os marinheiros de mais alta patente, hoje almirantes-de-esquadra, passam a se chamar generais, como no Exército.

Segundo o governo, o reforço da Marinha é justificado pela “exigência de maior presença naval nas águas jurisdicionais, tanto por força do pleito brasileiro de extensão dos limites exteriores da plataforma continental como para a defesa das plataformas de exploração de petróleo no mar, que foi ampliada pela perspectiva de início da exploração dos campos do pré-sal”.

A Marinha tem hoje um efetivo máximo de 59,6 mil militares, sem considerar 9,5 mil marinheiros em formação e conscritos. A proposta aumenta esse número para 80.507, e passa a desconsiderar marinheiros em formação e conscritos na contagem dos efetivos.

Aumento gradual

Os ministros da Defesa, Nelson Jobim, e do Planejamento, Paulo Bernardo, que encaminham o texto ao Congresso, afirmam que o aumento será gradual, completando-se apenas daqui a 20 anos, o que reduz o impacto financeiro imediato do projeto.

O número máximo do efetivo de oficiais, conforme a Lei 9519/97, é de 7800 – 6 almirantes-de-esquadra, 23 vice-almirantes, 51 contra-almirante, 3360 oficiais superiores, 2060 oficiais intermediários e 1700 oficiais subalternos, sem contar com os efetivos de Aspirantes da Escola Naval e alunos do Colégio Naval, que podem chegar a 1500.

Pelo projeto, o teto do efetivo de oficiais passa para 10.707 – 87 oficiais generais e 10.620 oficiais superiores, intermediários e subalternos.

O efetivo de praças da Marinha passa de 59.800 (51.800 do corpo de praças e 8.000 aprendizes-marinheiros e dos alunos de cursos de formação de soldados-recrutas do corpo de fuzileiros navais e conscritos) para 69.800. Os marinheiros em formação deixam de ser computados nesse limite.

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:
- PL-5916/2009

FONTE: Agência Câmara

NOTA DO BLOG: não é necessário lembrar que uma remuneração justa e compatível com a função seria mais do que desejável para manter este efetivo na Marinha.

 

Aprovada abertura de crédito para construção de submarinos

O Congresso aprovou nesta quarta-feira (30/9) projeto que abre crédito especial para a construção do primeiro submarino a propulsão nuclear da Marinha Brasileira. São R$ 2,1 bilhões, a serem investidos também na construção de quatro submarinos convencionais, além de estaleiro e base naval específicos para suporte a este tipo de equipamento.

O crédito viabilizará contratos, a serem firmados com a França, visando à transferência de tecnologia de construções de submarinos para o Brasil, inclusive treinamento de engenheiros brasileiros junto a fábricas francesas.

A sessão do Congresso foi presidida pela senadora Serys Slhessarenko (PT-MT). O projeto segue agora para sanção presidencial.

FONTE: Agência Senado

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Alega-se que a redução de 4 para apenas 3 submarinos lançadores de mísseis balísticos não seria por motivos econômicos, mas políticos

Os substitutos da atual frota de submarinos lançadores de mísseis balísticos (SSBN), composta pelas quatro unidades da classe Vanguard, poderá ser somar apenas três embarcações. Gordon Brown, Primeiro Ministro Britânico, está preparando a redução do sistema Trident de dissuasão nuclear, como contribuição da Inglaterra para o corte de arsenais nucleares do mundo. Da mesma forma, a quantidade e o poder das 160 ogivas nucleares britânicas também poderão ser reduzidos.

Brown quer deixar claro que essa redução não é devido a fatores econômicos, mas que é parte de um esforço liderado pelo presidente dos EUA, Barack Obama para reduzir os estoques de armas nucleares e forçar países como o Irã a abandonar seus projetos de construção de armas atômicas.

A redução da futura frota para apenas três unidades levanta questões sobre sua real efetividade como elemento de dissuasão, dado que, numa frota de três submarinos, um sempre estará na base, a qualquer momento, deixando apenas dois em patrulha.

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Toda essa movimentação estaria no contexto da decisão de Obama de não levar adiante o sistema de defesa anti-mísseis da Europa Oriental, e da resposta favorável da Rússia a essa decisão, levando a um prognóstico de que um novo acordo de não proliferação poderia ser assinado no segundo trimestre do ano que vem. Embora a proposta britânica de redução pareça insignificante, quando comparada aos arsenais nucleares dos EUA e da Rússia, Brown deverá argumentar que representará mais pressão para que o Irã se junte a um futuro tratado.

Internamente, a questão não é simples de resolver: Brown tem sofrido pressões dos que defendem a opinião de que a Inglaterra não poderá arcar com os custos de substituição das atuais plataformas, algo entre 15 e 20 bilhões de libras. Por outro lado, essa atitude não agradará os Conservadores. Assessores também têm deixado claro que a redução de quatro para três unidades não reduzirá na mesma proporção (25%) os custos de construção e manutenção.

Uma decisão final sobre o tamanho da futura frota de SSBN britânicos deverá ser tomada após uma recomendação do sub-comitê do Gabinete, o que é esperado para antes do final deste ano. Os substitutos dos atuais submarinos não deverão entrar em serviço antes de 2025, mas decisões cruciais de design precisam ser tomadas nos próximos dois ou quatro anos.

O desafio da próxima classe poderá ser, então, diminuir as necessidades de manutenção de rotina e pesada, assim como aumentar o tempo de operação em relação a esses períodos de aprontamento. Estima-se que a substituição da atual frota por outros quatro submarinos, combinada à extensão da vida útil dos estoques atuais de mísseis Trident D5, que receberiam uma ogiva aprimorada, custaria entre 15 e 20 bilhões de libras: 14 bilhões para as embarcações, 2 a 3 bilhões para os mísseis e 2 a 3 bilhões para infraestrutura. O sistema Trident atual, com os quatro submarinos classe Vanguard, custou 14,5 bilhões de libras.

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Os atuais submarinos classe Vanguard

A classe é composta pelos HMS Vanguard (S28) Victorious (S29), Vigilant (S30) e Vengeance (S31). O primeiro da classe foi lançado em 1993. Deslocam 15.980 toneladas submersos, e têm comprimento de 149,9 metros, 12,8 metros de boca e 12 metros de calado.

São operados por 135 tripulantes e o armamento é composto por 16 tubos verticais lançadores de mísseis balísticos Trident II D5, além de 4 tubos de torpedos (Spearfish). São equipados com sonares na proa, nos bordos, de interceptação ativa e também do tipo Towed Array. Os mísseis Trident II D5 têm alcance de 4.000 milhas náuticas, e capacidade para carregar 12 ogivas cada um.

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FONTES: Times Online e Royal Navy

FOTOS: Royal Navy Colaborou: Franz Neeracher

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Comissão Mista aprova recursos para o ‘Prosub’

A Comissão Mista de Orçamento aprovou nesta quarta-feira (16/9) a abertura de crédito adicional de R$ 2,1 bilhões para a Marinha do Brasil. O dinheiro será usado na implementação do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub).

De acordo com o Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) 50/09, a maior parte dos recursos (R$ 1,4 bilhão) refere-se à parte do pagamento do contrato acertado no começo do mês com o governo francês que prevê a construção do primeiro submarino nuclear no Brasil e a aquisição de submarinos convencionais.

O restante (R$ 700 milhões) será utilizado em investimentos iniciais para a construção da infraestrutura do estaleiro e da base naval previstos no Prosub.

“Começamos pela reestruturação do Exército e agora estamos fazendo a da Aeronáutica e a da Marinha. Não temos que ter armas para agredir ninguém, mas para que estejamos preparados, dentro de uma visão geopolítica, para fazer valer nossa soberania. Temos a Amazônia e as 200 milhas [que incluem a área do pré-sal] para defender”, afirmou o líder do governo na Comissão de Orçamento, deputado Gilmar Machado (PT-MG).

FONTE: Agência Câmara

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vinheta-exclusivoA América do Sul passa por um momento de transição. À medida que cresce sua importância no mundo, principalmente devido às suas grandes reservas de petróleo e gás, sua imensa biodiversidade, tanto no continente, quanto nos oceanos Atlântico e Pacífico, e, principalmente, abundância de água potável, tem feito com que os interesses das “Nações Centrais” se voltem para nossa região.

Hoje, é possível perceber um movimento das “Nações Centrais” para criar áreas de influência na região. A Rússia, nos últimos anos aproximou-se da Venezuela e tenta expandir sua área de influência também para o Equador, Bolívia e Paraguai. Os Estados Unidos mantém fortes laços com a Colômbia e o Chile, e tenta uma aproximação maior com o Peru. Já há algum tempo, a China tenta uma aproximação com a Argentina e o Uruguai.

O Brasil, que tem sua própria visão para o futuro do continente, com maior independência para os países, tem procurado não entrar em nenhuma dessas áreas de influência. Dessa forma, buscou uma parceria estratégica que permitisse à Nação, se contrapor a essa nova geopolítica. Como resultado dessa visão, foi assinado o acordo com o Governo Francês.

Para manter sua autonomia e representatividade, não só na região sulamericana, como, também, no restante do mundo, o Governo Brasileiro entendeu que é necessário manter Forças Armadas bem equipadas e treinadas, com quantidade de meios suficiente para fazer valer seus interesses.

Nesse contexto, o Ministério da Defesa solicitou às Forças Armadas, a elaboração de seus respectivos Planos de Equipamento e Articulação (PEA). Cada plano deveria conter as necessidades de meios para os próximos anos e as ações de articulação com a indústria de defesa.

O PEA da Marinha do Brasil, conhecido como PEAMB, apresenta a necessidade de meios para os próximos 30 anos. Orçado em cerca de R$ 250 bilhões, é bastante ambicioso, nele a MB apresentou suas reais necessidades para fazer frente a esse novo contexto.

O PEAMB, prevê a necessidade de 2 navios-aeródromo com cerca de 40.000 toneladas; 4 LHD com cerca de 20.000 toneladas; 30 navios de escolta; 15 S-BR; 5 SN-BR; além de 62 navios de patrulha.

São números ambiciosos que objetivam acabar com o perigoso vazio de poder existente no Atlântico Sul. A MB tem consciência da necessidade de preencher ostensivamente o vácuo estratégico em nosso Teatro de Operações, pois se não o fizer, certamente alguém o fará.

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Forças Armadas mostram preocupação com vulnerabilidade do espaço marítimo brasileiro, incluindo a área do pré-sal

Chico Otavio

vinheta-clipping-navalPrimeiro, foram as fronteiras do Sul do país. Depois, a Amazônia. Agora, o eixo da inquietação dos militares se volta para a vulnerabilidade do mar brasileiro. Embora não admitam publicamente, as Forças Armadas reconhecem, em apresentações internas, que a defesa dos espaços marítimos brasileiros, incluindo a área do pré-sal, é um desafio abissal. Além da conhecida defasagem tecnológica, cenários não afastam a possibilidade de questionamentos futuros sobre a soberania nacional nos campos mais remotos de exploração oceânica de petróleo.

No passado, os militares concentravam tropas e armas na fronteira gaúcha por acreditar que, caso necessário, teriam pela frente um conflito clássico. Na Amazônia, apostam até hoje no território inóspito como aliado e na guerra assimétrica (não convencional) para derrotar um inimigo mais forte. Mas, no caso da defesa em alto-mar, sabem que o emprego da melhor tecnologia é decisivo. E que, mesmo com a compra de submarinos e caças modernos, como o governo pretende, o país continuará longe de se opor a uma potência inimiga porque a diferença é muito grande.

Os problemas, porém, não se restringem à hipótese bélica. Nem todos os países reconhecem os direitos de outros sobre as águas mais distantes da costa. Em outubro do ano passado, o capitão-de-mar-e-guerra Marcos Almeida, oficial do Estado-Maior da Armada, em palestra no Centro de Instrução e Adestramento Aeronaval, alertou que 40 nações, entre as quais Estados Unidos e Venezuela, não haviam assinado a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (1982).

A convenção fixa os direitos de exploração de um país oceânico em sua Zona Econômica Exclusiva (ZEE), faixa de 200 milhas náuticas situada além de seu mar territorial. No caso do Brasil, é a área onde fica a maior parte do pré-sal. Marcos Almeida destacou que a Inglaterra, mesmo sendo signatária da convenção, fez ressalvas sobre o alcance da soberania em tais áreas, incluindo restrições “àqueles que reivindicam jurisdição do Estado costeiro sobre todas as instalações e estruturas”.

A autonomia de uma nação em sua ZEE é limitada pela convenção. Além de permitir o sobrevoo e a “navegação inocente” (pacífica), um país não pode impedir que outro instale e opere cabos e dutos submarinos no local. Como os mapas mostram que um pedaço do pré-sal está localizado além da ZEE, em área reivindicada pelo Brasil, ele teoricamente ainda é patrimônio da humanidade e pode ser explorado por qualquer um.

A reivindicação brasileira que incorpora esta franja do pré-sal é baseada em outro dispositivo do tratado, que garante aos países direitos sobre a sua “plataforma continental” (áreas submarinas que se estendem além do mar territorial, em toda a extensão do prolongamento natural de seu território).

Em 2004, o governo requereu à ONU direitos sobre 960 mil quilômetros quadrados de plataforma continental, mas a entidade até agora não decidiu – respondeu parcialmente a favor em 2007, mas deixando de fora cerca de 200 mil quilômetros quadrados, “o que representa aproximadamente 5% da Amazônia Azul ou 20% da plataforma continental”, disse o oficial da Marinha.

Militares temem ação preservacionista de ONGs

Outro temor dos militares é a forte conotação ambiental da convenção, que relaciona a exploração dos recursos naturais do mar, do solo e do subsolo ao compromisso de proteger e preservar o meio marinho.

Como o Brasil quer tirar petróleo do pré-sal, atividade reconhecidamente poluidora, há um temor de que as organizações ambientalistas, unidas em torno de uma rede global de reservas marinhas, pressionem pelo veto ao acesso e à exploração de 25 áreas estratégicas espalhadas pelo planeta, sendo uma delas localizada no Centro-Sul Atlântico.

Diferentemente das fronteiras secas, protegidas pela força das armas ou pela ocupação civil, a defesa do mar exige recursos de última geração, embarcados em modernos navios, submarinos e aviões de combate.

- Somente com um único submarino nuclear, a Inglaterra manteve toda a frota argentina parada no porto durante a Guerra das Malvinas – lembra o presidente do Clube Militar, general Gilberto Figueiredo.

Para alavancar as Forças Armadas, o governo Lula investe numa parceria estratégica com a França. Este acordo prevê, entre outros equipamentos, a montagem de quatro submarinos convencionais Scorpène, a integração do reator brasileiro a um submarino nuclear e a construção de uma base e um estaleiro, incluindo a transferência tecnológica. O presidente Lula também manifestou interesse na compra de 36 aviões caça Rafale, franceses, que formariam três esquadrões.

Mas tudo isso é futuro. Hoje, embora não existam dados oficiais disponíveis, é possível indicar que pelo menos metade dos cerca de 100 caças da FAB (modelos F-2000 Mirage, AMX e F-5 modernizado) em atividade não apresenta condições de voo. Além disso, dos 23 caças Skyhawk comprados para embarcar no porta-aviões “São Paulo”, apenas quatro estão voando.

A situação se repete no mar. Dos 18 navios de guerra da Armada, só dez navegam. O próprio “São Paulo” é um dos que estão em manutenção, parado há dois anos, depois da explosão de uma tubulação de vapor.

Marinha tem plano para a defesa do pré-sal

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Força elabora sistema de gerenciamento para garantir a soberania nas áreas marinhas

Indagada sobre o que falta, hoje, para garantir a soberania brasileira no pré-sal e outros campos de exploração de riquezas marinhas, a Marinha brasileira respondeu que, visando a intensificar a sua presença nas “águas jurisdicionais brasileiras”, a Força apresentou ao Ministério da Defesa um projeto para a criação do “Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul” (SisGAAz), que terá a capacidade de efetuar o monitoramento contínuo das águas nacionais. “Como apenas o monitoramento não é suficiente para a garantia da soberania no mar, a ação de presença, efetuada por meios navais, se faz necessária nas áreas marítimas de interesse”, informou.

A Marinha também informou que, em decorrência da Estratégia Nacional de Defesa (END), elaborou o seu Plano de Equipamento e Articulação, com metas de curto, médio e longo prazos, contemplando uma proposta de “distribuição espacial das instalações militares e a quantificação dos meios necessários ao atendimento eficaz das hipóteses de emprego”. A nota garante que a aprovação e a execução do plano produzirão “reflexos positivos para a economia nacional, estimulando diversos setores da cadeia produtiva associados à indústria naval e de defesa, bem como a geração de novos empregos”.

Sobre a defesa da soberania na exploração do pré-sal, a Marinha disse que só haveria preocupação com os países não signatários da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, que estabelece todos os direitos inerentes aos Estados quanto à exploração e ao aproveitamento dos seus recursos econômicos no mar, solo e subsolo marinhos.

“A preocupação só seria válida pela possibilidade de violação dos direitos previstos ou mesmo em conflitos de interpretações destes e pela não aceitação desse direito por parte de um país não signatário”, disse o Centro de Comunicação Social da Marinha. E argumentou que os EUA, apesar de não assinarem, têm dado demonstrações de respeito ao acordo.

FONTE: O Globo

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NOTA DO BLOG: O Poder Naval Online auxiliou o repórter do Globo nesta matéria. Ver o crédito na Arte do jornal.

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