No dia 18 de abril, Alexandre Galante e Luiz Padilha do Poder Naval/Trilogia de Defesa estiveram na BAeNSPA para registrar a chegada do UH-15 ( EC-725) ao Esquadrão HU-2. O tempo ajudou e fizemos imagens muito boas e justamente por isso, resolvemos trazer para vocês como foi o nosso trabalho neste dia tão importante para a MB.
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Nosso colaborador Ícaro Luiz “Joker” Gomes esteve ontem (28.01) na cerimônia de passagem de comando do Grupamento de Patrulha Naval do Nordeste (ComGptPatNavNE), em Natal-RN.
No evento, o Capitão-de-Corveta Ricardo Alexandre Fernando Chaves passou o comando ao Capitão-de-Fragata Guilherme Wagner de Azevedo Cordeiro (em destaque, na foto abaixo). A cerimônia foi presidida pelo Vice-Almirante Airton Teixeira Pinho Filho, Comandante do 3° Distrito Naval.

Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Nordeste
“Daqui Patrulhamos a maior parcela da nossa Amazônia Azul e guarnecemos as águas jurisdicionais Brasileiras no Nordeste”
Histórico
A origem deste grupamento remota a década de 40, quando da criação do Esquadrão de caça Submarino, que depois da Segunda Guerra Mundial foi transformado em Força-Patrulha Costeira do Nordeste (FORPACONE) e , posteriormente, no Grupamento Naval do Nordeste (GNNe), por meio do Aviso Reservado do Ministro da Marinha n° 2106 de 08/09/1967, que adotou a nova Organização Administrativa para as Forças Navais.
Na ocasião, o Grupamento Naval do Nordeste era composto pelos seguintes navios:
- Corveta “IPIRANGA”
- Corveta “FORTE DE COIMBRA”
- Corveta “PURUS”
- Corveta “CABOCLO”; e
- Navio-Patrulha “PIRAJÚ”.
Em 10/07/1981, o GNNE deixou de ser subordinado ao Comando da Base Naval Ary parreiras (atual Base Naval de Natal), e passou a constituir um Comando de Força independente, sob a denominação de Comando do Grupamento Naval do Nordeste (ComGrupNNE), com a nomeação para Comandante de um Capitão-de-Mar-e-Guerra de Corpo da Armada. A partir de 26/01/1996 o Comando passou a ser exercido por um Capitão-de-Fragata. Em cumprimento a Portaria n° 192/MB/2006, o Comando do Grupamento Naval do Nordeste (ComGrupNNE) teve sua denominação alterada para Comando do Grupamento de Patrulhamento Naval do Nordeste (ComGptPatNavNE).

A Missão
O ComGptPatNavNE tem como missão, na área do jurisdição do 3° Distrito Naval, realizar socorro e salvamento marítimo, patrulha costeira e inspeção naval, a fim de contribuir para a salvaguarda da vida humana e para a segurança e controle dos interesses do Brasil no mar.
Constituem atividades do ComGptPatNavNE:
- Executar o serviço de busca e salvamento marítimo, apara ao qual são mantidos 2 navios de prontidão, designados “Navio de Serviço Distrital e Navio de Salvamento”, e cuja finalidade é a salvaguarda da vida humana no mar e o salvamento de material que ofereça perigo à navegação. Nossa área de atuação abrange 1553500 milhas náuticas quadradas e estende se além da ilha de Ascensão, no meio do Oceano Atlântico. Tal área corresponde à cerca de 63% do território nacional ou 50% do continente europeu, incluindo a região ocidental da Rússia; Para que se tenha uma melhor idéia das distâncias envolvidas, a distância em linha náutica corresponde à distância terrestre entre o Rio de Janeiro e a cidade de Maceió.
- {A área marítima, sob jurisdição do 3º Distrito Naval, é compreendida entre as linhas de marcação de 019º e 115º, com origem, respectivamente, nos pontos do litoral brasileiro das dividas entre os Estados de Piauí-Ceará e Alagoas-Sergipe, bem como a área marítima correspondente às ilhas de Fernando de Noronha, Arquipélago de São Pedro e São Paulo e Atol das Rocas.(https://www.mar.mil.br/com3dn/paginas/fotosar1.html);( https://www.mar.mil.br/com3dn/paginas/fotosar2.html) }*[ retirado do link https://www.mar.mil.br/com3dn/paginas/salvamarne.html]
- Efetuar a patrulha costeira, realizada permanentemente até os limites da ZEE, para fiscalizar e proteger os interesses nacionais oriundos da Convenção das Nações Unidas para o Direito do Mar;
- Efetuar a inspeção naval, eventualmente em conjunto com o IBAMA, para garantir o cumprimento da legislação e regulamentação relativas a seguranças de navegação e a preservação das espécies marinhas;
- Participar das operações navais e exercícios determinados pelo 3° Distrito Naval, como as operações de defesa de porto e de reboque, entre outras; e
- Presta apoio eventual a manutenção da Estação Cientifica do Arquipélago de São Pedro e São Paulo, bem como as atividades náuticas da sociedade local ou atividades de defesa civil.
O ComGptPatNavNE também contribui, em apoio ao Hospital Naval de Natal (HNNa), para o tratamento das doenças descompressivas resultantes de acidente de mergulho, por meio de sua Câmara de Recompressão.

Navios Subordinados/Meios Operativos:
- RbAM “TRIUNFO”
- P-40 “GRAJAÚ”
- P-41 “GUAÍBA”
- P-42 “GRAÚNA”
- P-43 “GOIANA”
- AviPa “BARRACUDA”
Veja outras fotos da passagem de comando, clicando aqui.
O navio de salvamento submarino Felinto Perry suspendeu no último dia 15 em direção à Estação Antártica, para reabastecê-la com óleo combustível. Esta é a 1ª viagem deste navio desde que foi incorporado à Marinha do Brasil, para o continente antártico. O navio deverá fazer sua última escala no Brasil no porto de Rio Grande, de onde seguirá até Ushuaia.
O navio sofreu alterações para poder operar naquele cenário e irá abrir caminho para o Navio Polar Almirante Maximiano – H-41 e Navio de Apoio Oceanográfico Ary Rongel – H 44, neste novo verão no continente Antártico.
Poder Naval embarcou no maior navio de guerra da Royal Navy
Por Alexandre Galante
O porta-helicópteros de assalto HMS Ocean, da Marinha Real britânica, chegou ao Rio de Janeiro no dia 9 de setembro e recebeu a bordo um grupo de jornalistas brasileiros, para um embarque de três dias. Neste período, o grupo pôde conhecer o navio e suas instalações, bem como sua capacidade operativa. Havia também jornalistas internacionais a bordo.
A visita do HMS Ocean permitiu a realização de um exercício anfíbio conjunto entre os Royal Marines e o Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil, ao mesmo tempo em que o navio atuou como base para uma série de encontros diplomáticos e de negócios na área de Defesa.
O HMS Ocean deixou o Reino Unido há três meses e desde então conduziu exercícios na costa dos EUA, com a US Navy. Depois, o navio prosseguiu para o Caribe, onde realizou missões de segurança marítima, provendo apoio à Joint Inter-Agency Task Force, baseada em Key West.
O navio contribuiu em operações contra o tráfico de drogas na região, além de missões de apoio humanitário aos territórios britânicos durante a temporada dos furacões. Na chegada ao Rio, o navio conduziu exercícios anfíbios com a Marinha do Brasil.
Reformado
O HMS Ocean é um navio relativamente novo. Construído em Clyde pelo estaleiro Kvaerner Govan, foi equipado em Barrow-in-Furness pelo Vickers Shipbuilders. Sua quilha foi batida em 30 de maio de 1994, o lançamento ocorreu em 11 de outubro de 1995 e a incorporação deu-se em 30 de setembro de 1998.
De 2007 a 2008, o navio passou por uma reforma feita pela Babcock Marine, no estaleiro Devonport, para melhorias em diversos sistemas e nas acomodações dos tripulantes e dos Royal Marines. A reforma custou £30 milhões.
Primeiro dia de embarque
Os jornalistas embarcaram numa LCVP Mk 5 no cais do 1º Distrito Naval (Rio de Janeiro), por volta das 14h do dia 9 de setembro, partindo para o HMS Ocean, que estava fundeado na Baía de Guanabara.
Chegando no navio, a LCVP foi içada para bordo rapidamente pelos turcos laterais e encaixada no seu lugar.
Fomos recebidos a bordo pelos oficiais de RP (Relações Públicas) do HMS Ocean no hangar do navio. De lá fomos deixar as bagagens no nosso alojamento.
Logo após, o grupo de jornalistas foi levado ao passadiço para assistir à saída de porto. Aproveitando também a vista do convoo, pudemos fazer boas fotos do por do sol, com o navio já fora da barra. Já com o HMS Ocean a caminho da área de exercícios na Restinga da Marambaia, fomos levados ao hangar para assistir a um briefing da operação de desembarque que seria feita no dia seguinte, com a presença de Fuzileiros Navais brasileiros e dos Royal Marines.
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Segundo dia de embarque
Às 5h da manhã, fomos despertados para o café e para assistirmos à preparação para o desembarque dos fuzileiros navais brasileiros e ingleses na Marambaia. Chamou nossa atenção a grande organização dos equipamentos individuais e o preparo da logística da operação de desembarque.
A atenção britânica para os detalhes pôde ser constatada, além da preocupação com a segurança dos militares envolvidos na operação de desembarque.
O desembarque dos jornalistas estava programado para o período da tarde, então ocupamos a manhã com a visitação de algumas instalações do navio, como o Centro de Operações de Combate, o Centro de Operações Anfíbias, o Centro de Controle de Máquinas e a Praça de Máquinas, onde ficam os motores e os geradores diesel do navio.
Estava previsto o desembarque dos jornalistas na Marambaia também por LCVP, para a cobertura das operações. Mas, graças à intervenção do CC Espozel do Esquadrão HU-2, pudemos voar de UH-14 Super Puma até as instalações do CADIM.
Durante o voo, fotografamos o HMS Ocean e as embarcações que faziam o movimento de tropas navio-terra.
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Terceiro dia de embarque
Às 9h da manhã desembarcamos do HMS Ocean via LCVP, para assistirmos a outros exercícios dos Royal Marines e dos Fuzileiros Navais do Brasil.
Antes de chegarmos à praia, os britânicos demonstraram o lançamento de mergulhadores de combate por helicópteros Lynx, bem próximo à LCVP onde estavam os jornalistas. Após o lançamento, os mergulhadores foram recolhidos por outro helicóptero.
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Depois da demonstração dos mergulhadores, partimos para o CADIM, onde assistimos a vários treinamentos dos fuzileiros.
Na volta para o navio, embarcamos num hovercraft e fizemos o trajeto numa fração do tempo que levaríamos numa LCVP.
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A volta para o Rio de Janeiro
O HMS Ocean retornou ao Rio de Janeiro no domingo, dia 12 de setembro, atracando no cais da Praça Mauá por volta das 9h30 da manhã.
Impressões sobre o HMS Ocean
No tempo que permanecemos a bordo do maior navio de guerra da Marinha Real, pudemos aprender muitas coisas sobre ele e natureza das operações anfíbias.
Embora o HMS Ocean tenha uma semelhança externa com a classe “Invincible” de porta-aviões, na verdade internamente é muito semelhante a um navio mercante, pois ele foi construído dentro dos padrões mercantes para baratear os custos.
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Os corredores são largos e compridos, com pouca compartimentação, para facilitar a construção e o trânsito a bordo. Por outro lado, o navio é mais vulnerável a incêndios e a avarias, por isso existe uma preocupação muito grande com o controle de avarias a bordo.
Equipamentos de combate a incêndio, máscaras de oxigênio e mangueiras estão presentes em quase todo o navio.
As instalações são muito confortáveis e a habitalidade é excelente.
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O HMS Ocean foi o primeiro navio da Royal Navy projetado como porta-helicópteros de assalto anfíbio. Ele foi feito para levar mais de 500 Royal Marine Commandos com seu equipamento pessoal e possui um hangar que pode acomodar 12 helicópteros Sea King HC4.
Na popa, no final do hangar, existe uma garagem, acessível pelo elevador do convoo e rampas que descem até o cais, que pode acomodar veículos e peças de artilharia.
Soldados totalmente equipados podem se mover rapidamente pelos corredores até as estações de assalto, para embarque nas aeronaves e embarcações.
O HMS Ocean foi projetado para operar distante da terra, usando suas aeronaves para transportar suas tropas para os alvos em terra e depois apoiá-los.
Uma observação importante que os Royal Marines fizeram é que hoje não existe mais desembarques anfíbios como os retratados no filme “O Resgate do Soldado Ryan”. Os Royal Marines não batem de frente com inimigo, mas procuram desembarcar no ponto mais fraco do território hostil e pelos flancos de uma força inimiga. Como sua plataforma de operações é móvel, o inimigo nunca sabe de onde eles virão.
O objetivo é neutralizar a ameaça e alcançar o objetivo com o mínimo de perdas.
O HMS Ocean também não opera sozinho, pois normalmente ele faz parte de uma Força-Tarefa maior, com outros navios anfíbios, dotados de docas alagáveis e outras capacidades adicionais. A missão principal do Ocean é prover o apoio aéreo necessário para as operações anfíbias, trasportando cerca de 500 homens em 12 helicópteros Sea King, apoiados por 6 helicópteros de ataque e 4 embarcações de desembarque LCVP.
O Ocean normalmente embarca os seguintes tipos de helicópteros:
- Sea King HC4, cada um podendo levar até 27 soldados equipados ou 2.700kg de equipamentos, o que possibilita o transporte um Land Hover ou um obuseiro de 105mm pelo gancho externo.
- Lynx Mk.7 e Mk.9, para missões de reconhecimento armado, anti-carro e de apoio aéreo aproximado.
- Sea King Mk.7 ASaC, para missões AEW.
- Merlin, para missões antinavio e antissubmarino.
- Apache (do British Army), para missões anti-carro.
- Chinook HC Mk.2, que leva 50 soldados equipados ou 10 toneladas de carga.
Sua missão secundária inclui treinamento, plataforma de Guerra Antissubmarino (ASW) e base para operações anti-terrorismo.
O navio pode levar até 40 veículos Land Rover, 34 trailers e seis Light Guns de 105mm internamente, no deck de veículos.
Esses equipamentos podem ser rapidamente embarcados/desembarcados por rampas na lateral e na popa.
HMS Ocean para o Brasil?
Existe a possibilidade de que o navio vá para a reserva com os cortes que deverão ser anunciados pelo MoD britânico e que o mesmo possa ser oferecido à Marinha do Brasil.
A Estratégia Nacional de Defesa (END) preconiza a aquisição de “navios-aeródromo de propósitos múltiplos”:
“Entre os navios de alto mar, a Marinha dedicará especial atenção ao projeto e à fabricação de navios de propósitos múltiplos que possam, também, servir como navios-aeródromos. Serão preferidos os navios-aeródromos convencionais e de
dedicação exclusiva.”
O HMS Ocean, caso seja oferecido, poderia ser uma boa compra de oportunidade, enquanto o Brasil se prepara para construir seus próprios navios do tipo.
É um navio polivalente, capaz de realizar um amplo espectro de operações militares e também missões de paz e de apoio humanitário, como o Brasil faz no Haiti.
Não seria, porém, um substituto para os atuais NDD Rio de Janeiro e Ceará, já que não possui doca alagável. Mas cumpriria bem grande parte das missões que a Marinha da Brasil tem sob sua responsabilidade.
AGRADECIMENTOS: a equipe do Poder Naval agradece ao Consulado-Geral Britânico no Rio de Janeiro, ao gerente de comunicação Glauco Paiva e à coordenadora de comunicação da Embaixada Britânica em Brasilia, Maria Benevides, por terem possibilitado a realização desta reportagem. Agradecemos também à Marinha do Brasil e à Força Aeronaval, especialmente ao CF Rohwer e CC Espozel do Esquadrão HU-2, que nos permitiram a realização das fotos aéreas do HMS Ocean.
LEIA TAMBÉM:
BATE-PAPO ONLINE: Converse com os editores e outros leitores sobre o HMS Ocean, no ‘Xat’ do Poder Naval, clicando aqui.
João Gonçalves, correspondente em Portugal
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O navio de assalto anfíbio da marinha italiana “SAN GIUSTO”, escalou o porto de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, nos Açores, entre os dias 6 e 9 de Setembro.
Entregue em 1994 à marinha italiana pelos estaleiros Fincantieri de Riva Trigoso, o “SAN GIUSTO” é o mais moderno dos três navios anfíbios da classe “SAN GIORGIO”, estando normalmente atribuído a missões de navio escola da Academia Naval Italiana. Ao contrário dos outros navios da classe, “SAN GIORGIO” e “SAN MARCO”, não sofreu grandes alterações na configuração inicial, mantendo, por exemplo, a peça Otomelara de 76mm na proa.
O “SAN GIUSTO” é um navio do tipo LPD (Landing Platform Dock), possuindo convôo corrido, uma enorme garagem a todo o comprimento e uma doca alagável na popa. Pode transportar até 5 helicópteros, mas não tem capacidade de os guardar no seu interior. Tem uma capacidade médico sanitária consideravel, o que o torna um navio extremamente valioso para acções de cariz humanitário, como se provou na sua participação na INTERFET (Timor-Leste).
Com um comprimento de 133 metros, desloca cerca de 6700 tons e atinge uma velocidade de 21 nós.
Durante esta viagem de instrução de mais de dois meses e que terminará na próxima escala – Livorno, o navio visitou os portos do Funchal (Madeira), St. George (Bermuda), Boston e Norfolk (EUA) e Halifax (Canadá).
O Capitão-de-mar-e-guerra Edoardo Giacomini comanda este navio e a sua guarnição de 17 oficiais e 130 sargentos e praças. Tem capacidade para embarcar um batalhão de 350 fuzileiros e trinta e seis blindados, mas nesta viagem trazia a bordo 93 cadetes.
Durante a sua presença em Ponta Delgada, o “SAN GIUSTO” ofereceu uma recepção à sociedade micaelense, permitindo estreitar ainda mais os laços entre a Itália e as ilhas portuguesas dos Açores.
A marinha portuguesa ofereceu um “porto de honra” ao comandante e alguns oficiais do “SAN GIUSTO”, no Farol da Ferraria.

Ontem, 19 de agosto, pela manhã, foi realizada a cerimônia de passagem do cargo de Comandante de Operações Navais / Diretor-Geral de Navegação. O evento aconteceu a bordo do porta-aviões São Paulo e contou com a presença do Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto, e de diversas autoridades civis e militares. Na ocasião, o Almirante-de-Esquadra Marcus Vinicius Oliveira dos Santos passou o cargo para o Almirante-de-Esquadra Luiz Umberto de Mendonça.
O Poder Naval esteve presente para registrar o evento. Pudemos constatar o excelente estado do navio-aeródromo São Paulo (A-12) e fazer ótimas fotos do navio e equipamentos.
No final da cerimônia, dois jatos AF-1 Skyhawk fizeram duas passagens a baixa altitude, uma paralela ao navio e outra na transversal, com um som estrondoso.
BATE-PAPO ONLINE: Converse com outros leitores sobre este e outros temas navais no ‘Xat’ do Poder Naval, clicando aqui.
O Poder Naval OnLine está trazendo de volta para a internet uma série de artigos exclusivos que foram publicados no passado pelo site e que são, até hoje, referência no assunto.
É uma chance para que os nossos leitores possam rever alguns dos principais textos já publicados aqui. Aos leitores mais recentes trata-se de uma oportunidade única de manter contato com informações que se tonaram referência no meio.
Iniciamos este projeto com a reedição do texto sobre a Quarta Frota e a estrutura militar unificada dos EUA. O texto em questão foi publicado originalmente em 2008.
Aproveitamos para abrir este espaço também para que os nossos leitores enviem mensagens sobre os textos que gostariam de ver novamente publicados.

Estivemos ontem a bordo do mais novo navio da classe “Horizon” da Marine Nationale, a convite da DCNS, que está visitando o porto do Rio de Janeiro.
O Chevalier Paul é irmão da Forbin, que também tivemos a oportunidade de visitar em 2009 e da italiana Andrea Doria, que também esteve no Brasil este ano.
Os franceses, assim como os italianos, estão de olho na futura concorrência da Marinha do Brasil para aquisição de navios escolta que vão substituir as fragatas classe “Niterói”, “Greenhalgh” e corvetas da classe “Inhaúma”.
O PEAMB (Plano de Equipamento e Articulação da Marinha do Brasil) prevê a construção de 18 navios escolta (cinco unidades até 2020), ao custo de cerca de R$ 1 bilhão por unidade.
As seguintes empresas já apresentaram pré-propostas à Marinha do Brasil sobre a construção de escoltas: AEGIR, VIK-SANDVIK, BMT, DAMEN, NAVANTIA, THYSSEN, VOSPER, FASSMER, DCNS, DSME e NORTHROP GRUMMAN.
Entre a FREMM francesa e italiana
A Chevalier Paul e a Forbin são navios dedicados à defesa aérea e não terão mais unidades construídas, ficando a classe limitada a dois navios em cada Marinha, por causa do seu alto custo de aquisição.
Para resolver o problema, França e Itália estão construindo as FREMM, que são navios menores (6.000 toneladas carregados) e multimissão.
Muitas das tecnologias presentes na classe “Horizon” estarão presentes na classe “FREMM”, por isso a visita da Forbin e agora da Chevalier Paul ajudam a divulgar o produto para os oficiais da Marinha do Brasil.

Quem visita uma “Horizon” tem uma boa ideia de como serão as FREMM. São navios muito automatizados, que contam com equipamentos e sistemas de última geração para gerenciamento e controle. Uma “Horizon”, navio de 7.000t, tem 193 tripulantes, sendo 27 oficiais, 120 sargentos e 46 marinheiros. A FREMM, de 6.000t terá apenas 108 tripulantes.
Como comparação, a corveta Barroso, escolta mais nova da MB, precisa de 145 tripulantes.
São navios com baixíssima taxa de indiscrição, isto é, são plataformas com baixas assinaturas de radar, acústica, magnética e infravermelho.

Todas as aberturas do casco são fechadas, visando reduzir ao máximo a assinatura do navio contra a ação de mísseis guiados por radar.
Segundo a DCNS, esses navios estão preparados para enfrentar as ameaças clássicas severas: o míssil antinavio e o torpedo, que mostraram sua letalidade na Guerra das Malvinas.
A baixa assinatura acústica das futuras FREMM também visa enfrentar os modernos submarinos convencionais com AIP.
Um das novidades que vimos no Chevalier Paul em relação à Forbin foi o SLAT (Systeme de Lutte Anti-Torpille), que fica na popa do navio. O sistema é semelhante a um towed array, com cabos dotados de sensores acústicos que são arrastados pela popa.
O SLAT permite ao navio detectar torpedos lançados contra ele, avaliar o grau de ameaça e passa informações para os sistemas anti-torpedo, como os “effectors” de softkill ou torpedos MU90, para hardkill.

Para mais informações sobre as “Horizon” e as “FREMM”, clique nos links abaixo:
SAIBA MAIS:
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- FREMM – Entregue primeira LM2500+G4

Entre 10 a 13 de maio, os editores Alexandre Galante e Guilherme Wiltgen estarão na Base Naval de Aratu, Salvador/BA, embarcados nos NV ‘Araçatuba’ e ‘Albardão’, realizando diversas missões de Minagem e Varredura na baía de Todos os Santos e participando das comemorações dos 49 anos da ForMinVar. Em breve, reportagem completa aqui no Poder Naval.

FOTO: NV Araçatuba: Alexandre Galante e NV Albardão: Guilherme Wiltgen.


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