Este é o vídeo que fizemos da visita em 12.03.2009, na cidade de Salvador-BA, do Grupo-Tarefa alemão 501.01 composto das fragatas Sachsen (F219), Lübeck (F214) e do navio de apoio logístico Frankfurt am Main (A1412). Para ver o vídeo em alta resolução, clique no botão HQ na barra de ferramentas.

Após o pagamento do resgate pelo Sirius Star, a vítima mais famosa da pirataria somali, em janeiro, uma festa de praia improvisada ocorreu perto de Hobyu, a cidade no sul da Somália onde ele estava atracado. Segundo a tripulação do Vella Gulf [imagem acima], o navio de guerra americano que passou meses vigiando o Sirius Star e o Faina, outro navio capturado, crianças corriam pela praia, fogueiras foram acesas e os associados dos piratas trouxeram veículos com tração nas quatro rodas para a areia.
Os participantes da festa vieram em busca de sua parte nos US$ 3 milhões do resgate, pago pelos proprietários para a libertação de seu navio petroleiro, o maior já sequestrado. Alguns dos presentes participaram da tomada do navio e outros ajudaram fornecendo alimentos, segundo os observadores. Os membros mais velhos da gangue pirata também receberam sua parte.
A ameaça de ataques como o realizado contra o Sirius Star surgiu nos últimos 18 meses como a mais séria questão de segurança para o setor de transporte marítimo mundial. Segundo o Birô Marítimo Internacional, ocorreram 111 ataques e 42 sequestros bem-sucedidos além da costa da Somália em 2008. Os custos adicionais de seguro e preocupações de segurança estão fazendo com que as empresas de transporte marítimo gastem milhões de dólares em desvios, segurança adicional e seguro mais caro.
Mas as atividades dos piratas são eficazes por causa de sua simplicidade. Em um país onde o setor bancário deixou de funcionar após mais de uma década de caos e após as sanções americanas antilavagem de dinheiro, tudo é feito em moeda. Dezenas de milhares de notas de US$ 100 são jogadas do ar como pagamento de resgate. Os carros, casas, televisores e festas de casamento que elas financiam são pagas em dinheiro.
A festa mostra o quanto a pirataria se tornou parte da complexa sociedade somali. Uma analista militar ocidental diz que os piratas agora empregam “contadores” para dividir o resgate. Há fórmulas cuidadosamente elaboradas que determinam quanto é pago para cada um, do guarda mais baixo aos líderes da gangue. Os piratas seguem um código de conduta que proíbe, por exemplo, que tripulantes sejam feridos, com multas para os infratores.
Os laços pessoais e o talento decidem juntos como as carreiras progridem, segundo Mark Genung, capitão do USS Vella Gulf. “Se você é um bom pirata, eu suponho que você tenha bons empregos de pirata”, ele diz. “Se você é um pirata ruim, você recebe empregos ruins de pirata.”
Mais importante, a entrega do resgate em dinheiro e sua divisão não deixa rastro no sistema que rastreia e quebra o financiamento do crime organizado.
“Não dá para checar para onde vai o dinheiro”, diz a analista militar.
Há um entendimento de que a pirataria somali contemporânea surgiu no início desta década à medida que o clã Hawiye, sediado nos arredores de Haradere, na região central da Somália, tentava impedir a pesca e o despejo de lixo ilegal. Eles evoluíram do ataque às embarcações à tomada delas para pedido de resgate.
Eles atraíram grande atenção pela primeira vez com o ataque ao Seabourn Spirit, um navio de cruzeiro, a cerca de 115 quilômetros da costa somali, em 2005. A tentativa fracassada mostrou que os piratas já tinham algumas “naves-mãe” – embarcações usadas como bases em alto-mar e capazes de se afastar bem mais da costa do que as pequenas embarcações de ataque dos piratas.
Os Hawiye abandonaram a pirataria, pelo menos temporariamente, quando a área de Haradere caiu em 2006 para o governo da União dos Tribunais Islâmicos, que era contra a pirataria mas teve vida breve. Os Darod, com fortalezas ao redor de Eyl, na costa leste, e Bosasso e Caluula, em Puntland, no Golfo de Áden, tomaram seu lugar.
Abdullahi Yusuf Ahmed, de Puntland, se mudou para o sul, para as fortalezas do governo federal somali de transição quando foi nomeado presidente em 2004, segundo um especialista diplomático europeu. Muitos dos milicianos que mantiveram Puntland pacífica o acompanharam.
“Isso dava muita liberdade de ação aos clãs locais de Puntland, que podiam praticar pirataria porque havia menos supervisão”, diz o especialista diplomático.
O grupo inicial de piratas Darod recrutou outros. A analista militar chama o sistema de esquema da pirâmide, onde os membros mais velhos ganhavam senioridade à medida que novos recrutas ingressavam.
“Eles chegam a um ponto em que não precisam mais sair para o mar.”
Os piratas também pagam a outros membros mais velhos de seus clãs e grupos políticos e militares locais, segundo Roger Middleton, um pesquisador do programa para África da Chatham House, no Reino Unido.
“O dinheiro vai para os membros mais velhos do clã, da mesma forma que se espera que um empresário bem-sucedido ajude as pessoas”, ele diz.
Os Darods podem ter tornado a atividade mais democrática, segundo Daren Dickson, um gerente sênior da Drum Cussac, uma consultoria de risco. Eles insistem em pagamento em dinheiro, enquanto os resgates anteriormente eram pagos por meio dos bancos ou pelo sistema informal Hawala de transferência de dinheiro, controlado pelos senhores da guerra.
“Os membros de fato do clã agora recebem sua parte, não apenas o senhor da guerra”, diz Dickson.
Segundo o especialista diplomático, as sagas do Faina e Sirius Star sugerem que a experiência está tornando os piratas mais sofisticados e ambiciosos. Ele acredita que os piratas foram alertados sobre a presença do Faina, que estava carregado com tanques e outros armamentos militares. O capitão Genung acredita que a carga foi capturada por acaso.
Os piratas perceberam rapidamente a importância do Faina e obtiveram US$ 3,2 milhões, bem mais do que o US$ 1 milhão que até então era o padrão. O mesmo grupo – uma mistura incomum de Hawiye e Darod – então capturou o Sirius Star, a 420 milhas náuticas da costa leste da Somália.
Grupos Darod operando de Puntland estão se adaptando à presença militar significativa no Golfo de Áden. Eles agora lançam com frequência vários ataques, um após o outro, para sobrecarregar a capacidade das embarcações próximas de responder.
O capitão Genung promete se adaptar às mudanças e aponta que o esforço militar já está tornando a vida dos piratas mais difícil. O Vella Gulf ajudou a capturar dois grupos de piratas, totalizando 16 homens, em 11 e 12 de fevereiro, enquanto a Marinha russa também capturou alguns piratas no Golfo de Áden.
Entretanto, ninguém envolvido acredita que esta ação pode resolver um problema com raízes no colapso a longo prazo do Estado somali. Aqueles que capturaram os piratas em 11 e 12 de fevereiro disseram que eles deviam estar desesperados para colocar no mar uma embarcação tão perigosa, cheia de vazamentos. Qualquer coisa que não seja uma solução política duradoura em terra será um “mero esparadrapo” segundo a analista militar.
“Há pessoas famintas que não têm nenhum modo legítimo de ganhar dinheiro”, ela disse. “Elas pensam: ‘Nós queremos um pedaço desta torta’.”
FONTE: Financial Times, via UOL
FOTO: US Navy
Clicando nesse link pode-se ler uma matéria interessante em arquivo PDF sobre o NAe São Paulo, publicada na revista Naval Aviation News, quando o navio alcançou um bom nível de operacionalidade na MB, em 2002. A mesma dupla que escreveu a matéria, também fez esse ótimo vídeo.
O acidente ocorrido com o NAe São Paulo em 2005 e a falta de recursos para manter os A-4KU Skyhawk II voando, deixaram o navio fora de operação até agora.
Muito trabalho terá de ser feito para fazer o São Paulo e suas equipagens dominarem as águas do Atlântico Sul novamente…
Olá, amigos do Poder Naval. Acabamos de chegar a Hamburgo. Antes de participarmos pela manhã da última palestra na HDW, sobre a transferência de tecnologia de submarinos e off-sets (clicar na foto ao lado e observar a tabela no telão), fizemos algumas fotos dos submarinos no estaleiro da HDW, que podem ser vistas acima.
Na primeira e segunda fotos, o U-209PN da Marinha de Portugal, que na realidade é um Tipo 214 modificado. Na terceira, um 212 da Marinha Alemã.
Depois da palestra, visitamos o Memorial Naval em Laboe / Kiel. O Monumento Naval tem uma torre de 85 metros de altura bem na costa do Báltico, à entrada do fiorde de Kiel, e fica visível por quilômetros ao redor.
O monumento foi originalmente construído para lembrar os membros da Marinha Imperial alemã que morreram na Primeira Guerra Mundial, mas, em maio 1954, tornou-se um memorial para os marinheiros de todas as nações pacíficas e, para comemorar a liberdade em alto mar.
Além da torre em forma inusitada, que lembra uma vela de submarino estilizada ou uma chama apontando para o céu, existe também uma sala subterrânea de recordação, com muitos modelos históricos e outras peças navais e marítimas, apresentas num espaço de 7.000m² coberto com arenito do rio Weser, em uma área total de quase seis hectares.
O submarino U-995 (Type VIIC), semelhante ao do filme Das Boot, da Segunda Guerra Mundial, foi convertido em museu em 1972, para apresentar as idéias e os objetivos do Monumento Naval.
O historiador que nos acompanhou na visita, nos disse que Kiel teve 80% de sua área bombardeada na Segunda Guerra Mundial, pelos americanos e ingleses, mas que nenhuma bomba caiu nesse monumento. Existe a suspeita de que ele era usado como referência para navegação dos pilotos, por isso foi mantido intacto.
Os visitantes podem ganhar a experiência em primeira mão do sofrimento e o medo enfrentados por aqueles envolvidos nas batalhas pelo domínio dos mares a bordo desses frágeis e limitados submarinos da época. E nós hoje tivemos o privilégio de ter essa sensação, numa tarde fria e chuvosa à beira do Báltico.
A bordo de um tipo VII, mais de 50 homens ficavam confinados em patrulhas de até 3 meses, dividindo apenas um banheiro e sem beliches para todos. Enquanto alguém dormia, outro trabalhava.
Antes de vir para a Alemanha, na semana passada, me preparei psicologicamente assistindo à versão do diretor do filme Das Boot novamente. Os alemães que nos receberam na HDW gostaram muito de saber que nós conhecemos o filme e gostamos, assim como eles, pois retrata de forma fiel como era a vida nesses navios.
Nesse post estou publicando apenas algumas fotos do monumento, pois o tempo aqui é curto, mas depois, vou publicar mais fotos que fiz a bordo do Type VIIC e dentro do Museu.
Abraços a todos!
Amigos do Poder Naval Online, aqui estou eu em Kiel, transmitindo para vocês minhas primeiras impressões da visita à HDW.
Um coisa é a gente conhecer o assunto por leitura e por fotos e outra é conhecer in loco. E esta oportunidade que estamos tendo vem confirmar a visão que tínhamos sobre a qualidade dos submarinos alemães, cuja tecnologia é a responsável pelo sucesso dos submarinos brasileiros atuais.
Hoje de manhã fomos para a HDW, onde fomos recebidos pelo seguinte staff: LtCdr. (res.) Joachim Schönfeld da MFI, Mr. Ernst-August Petsch da MAN Ferrostaal, Mr. Andreas Burmester (member of the Executive Board da HDW), Dr. Jürgen Rohweder (Communication Advisor HDW), Mr. Peter Hauschildt (Director Conceptional Design and R&D, HDW), Mr. Matthias Bergande (Team Leader Submarine Sales, HDW), Mr. Stefan von Weydenberg (Deputy Projectmanager Dolphin AIP, HDW), Mr. Thomas Grautstück (Projectmanager SF99, HDW).
Depois da recepção assistimos a uma primeira palestra sobre o perfil da TKMS/HDW e depois outra sobre a tecnologia de submarinos da HDW. Fizemos perguntas e discutimos algumas questões. O volume de informações é enorme e depois soltaremos aos poucos aqui no Blog o que aprendemos.
Depois do cofee-break, assistimos a uma palestra dedicada ao submarino 214, oferecido ao Brasil.
No final, fizemos um tour pelo estaleiro, para conhecer o 214 Papanikolis, o 212 que estava fora dágua e outros submarinos em diferentes estágios de construção.
A seguir, um pequeno resumo do dia:
- O nosso guia na visita ao 214 é um comandante de 212; (perguntei se ele conhecia o simulador Dangerous Waters e ele disse que sim e que jogava, mas preferia “jogar” de verdade).
- Conversamos bastante sobre sonares e as vantagens de um submarino convencional silencioso sobre um submarino nuclear.
- Realmente os alemães são muito bons no que fazem e eles amam o que fazem. Por isso investem a cada ano mais dinheiro em mais pesquisa e desenvolvimento.
- O Papanikolis está perfeito. Os gregos não querem o submarino porque estão broken, sem dinheiro. A jogada de devolver o submarino foi para interromper os pagamentos, quando assumiu o novo governo lá. Os alemães disseram que se pendenga não for resolvida legalmente, os submarinos irão para outra Marinha.
- Passamos praticamente por baixo do primeiro submarino português U209PN que está aqui em Kiel e vimos o outro bem de perto em construção. É um 214 um pouco mais comprido, com alguns equipamentos diferentes.
Em próximo post, novas notícias e mais informações.
O Ministério da Defesa participará da ação de combate à dengue deste ano com 2.321 militares que vão atuar em todo o país em 2008.
A informação foi dada nesta quinta-feira pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, ao divulgar o Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti.
Segundo o ministro, serão disponibilizados 201 militares da Marinha, 1.850 do Exército e 270 da Aeronáutica que combaterão os focos do mosquito transmissor da dengue em dez estados brasileiros.
No Acre, 50 deles começam a trabalhar amanhã. Em mais nove estados – do Rio de Janeiro; Bahia; Pará; Minas Gerais; Amazonas; Pernambuco; Ceará; Sergipe e Alagoas – os militares estarão disponíveis e serão acionados quando e para onde o ministério da saúde indicar.
Os militares serão treinados para inspecionar locais com risco de proliferação das larvas do Aedes aegypti e para orientações à população. O objetivo é capacitar, antecipadamente, os militares que estarão aptos a agir, em caso de necessidade, de forma imediata. Antes os militares eram treinados após a demanda e levavam em torno de 15 dias para estar qualificados.
- A idéia é termos equipes em alerta para, em 24 horas, estarmos no local. Temos capacidade logística por intermédio da Força Aérea [Força Aérea Brasileira - FAB] – salientou o ministro Nelson Jobim.
Fonte: JB Online
Após a confirmação da aquisição do LST Sir Bedivere (futuro Almirante Saboia) pela DGMM, é interessante rever algumas informações sobre a classe.
A classe Sir Lancelot, ou classe Round Table (‘Távola Redonda’), foi uma iniciativa do Ministério dos Transportes da Grã Bretanha para prover o Exército britânico com navios tipo NDCC (LST). Ao todo foram construídos seis navios, todos repassados para a RFA em 1970.
O Sir Galahad foi afundado durante a Guerra das Malvinas/Falklands e o Sir Tristan foi duramente castigado pela Aviação Argentina. Após o conflito, decidiu-se reconstruir os navios sobreviventes com base na experiência adquirida em combate. O primeiro deles foi o próprio Tristan, reconstruído entre 1984 e 1985. A incorporação de uma nova seção a meia nau não foi exatamente um sucesso. A estabilidade do navio foi alterada e ele não pôde mais transportar blindados a ré do convés de veículos.
O segundo a ser modernizado/modificado foi exatamente o Sir Bedivere. Os trabalhos começaram em 1994 com uma perspectiva inicial de 70 meses. Em função da profunda corrosão do casco, os trabalhos duraram quase quatro anos e os custos subiram exageradamente. Segundo os britânicos, o navio foi profundamente reconstruído, sendo considerado em melhores condições que o Sir Galahad (o segundo, construído na segunda metade da década de 1980 e adquirio pela MB no final do ano passado). Foi exatamente a questão do custo a responsável pelo cancelamento da reforma dos outros dois navios da classe. A Grã Bretanha, ao invés de gastar uma quantia considerável na reforma, decidiu investir em uma nova classe. Assim surgiu a casse Largs Bay.
De qualquer forma, os navios desta classe já não eram mais apropriados para operações de abicagem desde o início da década de 1990.
O Sir Geraint e o Sir Percivale deram baixa em 2003-2004. O Sir Lancelot, primeiro da classe, foi vendido para uma empresa civil da África do Sul e depois revendido para a Marinha de Singapura como RSS Perseverance em 1992. Deu baixa em 2001 e foi repassado para a Glen Defense Marine, sua proprietária desde 2003. No início deste ano o ex-Sir Lancelot foi para Bangladesh para ser desmontado.
A Austrália ainda opera um navio anfíbio derivado do projeto Round Table chamado HMAS Tobruk. O navio, que entrou em serviço em 1981, foi reformado em 2000 e deve dar baixa em 2010.
O artigo “Submarino nuclear brasileiro: Quo Vadis?“, publicado aqui no Blog Naval no dia 2 de novembro teve grande repercussão não só nos países de língua portuguesa, como também na comunidade latino-americana de origem hispânica.
O site argentino Desarrollo y Defensa publicou uma matéria intitulada “¿Podrá Brasil construir su próprio submarino nuclear? ¿A qué precio?” baseado no referido texto aqui do Blog Naval. E o site “El Snorkel“, do nosso colega Daniel Mesa também publicou em espanhol uma versão do artigo “Submarino nuclear brasileiro: Quo Vadis?“. Aliás, esta é uma excelente página da internet sobre submarinos e fica aqui o nosso convite para os leitores do Blog Naval passarem por lá. Destaque especial para os artigos sobre a atuação dos submarinos argentinos no conflito de 1982.
O NAe São Paulo passa atualmente por um intenso programa de reformas internas que, aos olhos do público geral, não é visto. As obras continuam em ritmo acelerado e são diversas as modificações em andamento, que vão desde a troca do revestimento do piso interno até a reforma da catapulta lateral. Na foto acima é possível ver parte da reforma do convôo, já com as marcações típicas da USN, ou como alguns mais saudosistas preferem, ao estilo do “Velho Mingão”. Detalhe, a MB já está trabalhando no sistema tático SICONTA Mk4 que será o substituto do atual SENIT 8 a bordo do São Paulo.
A turbina do sistema de propulsão de bombordo atualmente passa por revisão e esperamos para breve a colocação do seu eixo e, posteriormente, realização dos testes de máquinas. Caso corra tudo bem, então o “Opalão” será alvo da CIAsA (Comissão de Inspeção e Assessoria de Adestramento) e estará liberado para retomar o adestramento dos pilotos navais, incluindo os do VF-1.
Nas fotos abaixo, o NAe São Paulo aparece rompendo a barra do Rio de Janeiro, em 28 de novembro de 2007, quando dava prosseguimento às provas de máquinas, depois de quase dois anos parado, por causa do acidente ocorrido em 17 de maio de 2005. Nos testes, foi detectada vibração excessiva num dos eixos do navio, o que o obrigou a uma nova docagem e retirada do eixo para reparos.

Representantes de 11 marinhas estiveram reunidos em Mayport (Flórida) entre os dias 3 e 7 de novembro para a realização da conferência inicial de planejamento da UNITAS XL/2009, organizada pelo comando da quarta frota/USNAVSO.
A qüinquagésima edição desde exercício naval conjunto, denominado UNITAS Gold 2009 pelos norte-americanos, terá muitas novidades e será uma grande festa.
Além dos EUA, participaram da conferência representantes sul-americanos da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México e Peru. De forma extraordinária também estiveram presentes participantes do Canadá, França e Alemanha.
Ao contrário das demais edições, a UNITAS XL/2009 não terá duas fases (Atlântico e Pacífico) e as operações navais deverão ocorrer ao longo da costa da Flórida durante duas semanas no mês de abril de 2009.
O contra-almirante Carlos Alberto Guimarães de Almeida e Albuquerque, comandante da Segunda Divisão da Esquadra, representou a Marinha do Brasil no evento.
O 2° Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral representou a MB no tradicional “Portões Abertos do CTA”, evento ocorrido em 25.10.08 na cidade de São José dos Campos-SP, em comemoração ao Dia do Aviador.
O Pégasus 71 (UH-14 N-7071) ficou em exposição estática no pátio das aeronaves militares e seus tripulantes esclareceram às mais diversas dúvidas e curiosidades do público sobre as tarefas executadas pelo HU-2, a aeronave Super Puma e aproveitando ainda a oportunidade para mostrar como é o dia-a-dia de um Aviador Naval.
Ao fim do dia, a aeronave decolou com destino a Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR) em Guaratinguetá-SP, para no dia seguinte, participar também das comemorações da “Semana da Asa” nesta unidade da FAB.
Nota do Blog: Gostaríamos de agradecer ao CC Espozel e aos demais tripulantes do Pégasus 71, pela atenção com que nos receberam na aeronave.
O governo federal publicou ontem, depois de inúmeros adiamentos, o decreto que pode mudar a forma de exploração portuária no país. A novidade do decreto é a licitação para investimentos privados na construção e gestão de portos organizados (equivalentes a portos como Paranaguá ou Santos). Hoje, a administração de portos organizados é prerrogativa exclusiva do Estado.
De acordo com expectativa do governo, o novo modelo destravará R$ 19 bilhões em investimentos nos próximos cinco a seis anos, o que pode elevar a capacidade de movimentação de carga no complexo portuário brasileiro dos atuais 750 milhões para 1 bilhão de toneladas por ano. Mas, antes de isso virar realidade, os investidores terão de esperar mais seis meses.
Esse é o prazo para a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) apresentar o plano geral de outorga, uma lista de todos os portos e terminais considerados viáveis pelo governo e que serão objeto de licitação pública. A concessão de área para a construção de novos portos é uma novidade instituída pelo decreto e que divide opiniões de especialistas.
“Acho que essa medida vai burocratizar os investimentos em novas estruturas portuárias”, afirmou Wilen Manteli, diretor-presidente da ABTP (Associação Brasileira dos Terminais Portuários). Segundo ele, a escolha pelo governo dos locais para a construção de novos portos deixa de seguir a lógica da empresa privada e passa a ser orientada pelo Estado.
O regime de autorização do poder concedente continuará a existir, mas o governo determinou que apenas empresas que tenham carga própria receberão aval para a montagem de terminais.
O decreto não dirimiu a dúvida que existia antes: qual o percentual de carga própria que esse terminal privativo pode operar? “No decreto, o governo determina que a carga de terceiros seja “subsidiária e eventual” na operação. Permaneceu a dúvida”, disse Eduardo Lima, responsável por projetos de infra-estrutura e sócio do escritório Lefosse, associado ao Linklaters.
Lima representa grupos de investidores interessados em explorar a atividade portuária brasileira e obteve ontem, em conversas preliminares sobre o decreto, duas avaliações distintas sobre o efeito que terá o novo decreto.
Sem dar nomes, ele explicou que um grupo investidor, proprietário de um terreno à beira-mar na Baixada Santista, considerou a licitação para novos portos um fator de risco.
Com o novo modelo, esse projeto só será viabilizado depois de incluído no plano geral de outorga. O grupo interessado poderá participar da licitação, mas poderá perder a concorrência para outro interessado, que ficaria obrigado a pagar a desapropriação da área. “Ele não quer a indenização para desapropriação do terreno, ele quer explorar o projeto no longo prazo”, afirma Lima.
Por outro lado, diz, operadores portuários internacionais acham que agora têm condições de entrar no Brasil, não para operar terminais.
“O modelo pode funcionar, mas tudo ainda vai depender do plano de outorga, que sai apenas em 180 dias. Só quando isso ocorrer e soubermos a modelagem dessas concessões é que será possível determinar se teremos investimentos“, afirmou Juliano Barbosa Araújo, advogado especialista em regulação na área de infra-estrutura e integrante do comitê de portos da Abdib.
Fonte: Folha de São Paulo

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