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A Agência de Alienação e Serviços (DSA), do Ministério da Defesa do Reino Unido está oferecendo o navio de apoio da frota RFA Fort George à Marinha do Brasil.

O navio, configurado para o transporte e transferência de combustível e material no mar, é um dos navios a serem desmantelados após os cortes patrocinados pelo governo britânico, que resultaram numa marinha menor e com menos necessidade de navios de apoio.

A RFA Fort George, que entrou em serviço em 1994, juntamente com seu irmão gêmeo RFA Fort Victoria, é um dos dois navios britânicos construídos para dar apoio logístico à forças-tarefa em operação à grandes distâncias de suas bases. Operado por uma tripulação de 95 oficiais e especialistas, o navio mede 204 metros de comprimento (comprimento) e desloca 32.550 toneladas a plena carga.

Além das áreas de armazenamento de combustível, existem compartimentos para fontes de líquidos e materiais secos, armas, munições e peças de reposição. O navio também oferece reparação de armas, sistemas eletrônicos e máquinas. É equipado com plataforma de voo e hangar para três helicópteros médios, que podem ser usados em missões ASW / ASuW ou transferência vertical (VERTREP) de carga ou de pessoal.

Sua capacidade é de 10 mil toneladas de óleo diesel, gasolina de aviação, óleo lubrificante e água fresca, e outras 6.000 toneladas de mantimentos.

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HMS Manchester dá adeus ao serviço nesta quinta-feira

 

Destróier Tipo 42 Batch3 da Royal Navy aportou em Portsmouth pela última vez no último dia 17

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O HMS Manchester, que acumula 31 anos e 858.882 milhas náuticas navegadas, deverá ser descomissionado pela Royal Navy (RN – Marinha Real britânica) nesta quinta-feira, 24 de fevereiro. A desativação desse destróier de defesa aérea Tipo 42 Batch 3, segundo a RN, é para abrir caminho para os mais capazes navios Tipo 45. 

A entrada final do navio em Portsmouth deu-se no último dia 17 de fevereiro.

Segundo o comandante do HMS Manchester, Commander Rex Cox, “o navio serviu à Royal Navy por 30 anos e tem um ‘fino pedigree’ que inclui serviço ativo na Guerra do Gulfo, durante a Operação Granby. Mais recentemente, ele tem sido parte integral das operações contranarcóticos e de ajuda humanitária após os furacões no Caribe.” O espírito do “Mighty Manch” deverá se perpetuar na sua tripulação, que será distribuída para outras unidades, segundo o comandante.

O navio foi construído pelo Grupo Vickers Shipbuilding, em Barrow-in-Furness, na Cumbria. O lançamento foi realizado em 24 de novembro de 1980 e seu comissionamento na RN deu-se em 16 de dezembro de 1982.

Além de sua participação na Guerra do Golfo, em que contribuiu para o “guarda-chuva” de devesa aérea sobre o Kuwait, destaca-se o salvamento, em 2002, de 11 pessoas do naufrágio de um pequeno navio de cruzeiro, o Shiralee, no Caribe. Também mereceu destaque, no informe da Royal Navy, as operações em conjunto com o navio-aeródromo norte-americano Harry S Truman, na costa leste dos EUA, em 2007. A última grande comissão do HMS Manchester terminou em dezembro do ano passado, compreendento sete meses de operações no Atlântico Norte.

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Enquanto isso, seu “irmão mais velho”, o HMS Liverpool, visita a cidade que lhe empresta o nome e se prepara para mais uma comissão

Entre esta quinta e a próxima segunda-feira, de 24 a 28 de fevereiro, o HMS Liverpool, um destróier Tipo 42 mais antigo que o HMS Manchester (com o casco “curto” original) visitará a cidade de Liverpool, após um ano de intenso treino operacional no mar e uma comissão nos EUA. No roteiro da visita à cidade, estão recepções oficiais, confraternização com a população local, visitas de caridade, em escolas etc. A última visita a Liverpool foi há 5 anos.

Em breve, o navio estará realizando 4 meses de operação no Mediterrâneo, incluindo patrulhas curtas no Mar Vermelho e nas costas do Golfo Pérsico.

FONTE / FOTOS: Royal Navy (Marinha Real)

VEJA TAMBÉM:

Fique por dentro do Typhoon naval

Clique na imagem acima para ampliar. Para baixar arquivo pdf em maior resolução, assim como um resumo das novas características (em inglês) desse possível caça naval, clique aqui.

Segundo informe desta segunda-feira, 21 de fevereiro, a Eurofighter e a empresa parceira BAE Systems mostraram na Aero India 2011, pela primeira vez, mais detalhes sobre os estudos para a definição final de uma versão navalizada do Typhoon.

Os estudos indicaram que as mudanças necessárias para operação naval são factíveis, destacando-se como elemento principal da aeronave a sua excepcional relação empuxo-peso, que permitiria decolagens de navios-aeródromo sem utilização de catapultas, por meio de uma rampa “ski-jump”. Simulações detalhadas mostraram que o caça poderá decolar e pousar com uma carga completa de armas e combustível.

Segundo a Eurofighter, o projeto básico do Typhoon ajuda a minimizar as modificações necessárias para operações embarcadas. A estrutura da aeronave é excepcionalmente forte, projetada desde o início para altas cargas dinâmicas e manobras extremas de combate aéreo. As modificações necessárias são limitadas e incluem um trem de pouso novo e mais forte, acompanhado de reforços nas seções de fuselagem próximas ao mesmo, um gancho de parada modificado e atualizações nos motores  Eurojet EJ200.

As modificações nos motores, destinadas a diminuir a velocidade de aproximação e respectivas cargas na aterrissagem, consistem na introdução de uma versão de empuxo vetorado do EJ200. Essa vetoração poderia ser integrada completamente ao sistema de controle de voo do Typhoon. 

A Eurofighter informou também que o empuxo vetorado também contribuiria para aprimorar a já consagrada manobrabilidade do caça, assim como o desempenho em supercruise, o consumo de combustível e o emprego de configurações assimétricas de armamento.

Ainda segundo a Eurofighter, a versão naval teria 95% de comunalidade com a versão terrestre. Sensores, sistemas e armas seriam comuns a todas as versões, e as atualizações também seriam comuns a ambas.

FONTE / ILUSTRAÇÕES: Eurofighter

VEJA TAMBÉM:

Clique na imagem para visualizar as principais classes de navios da PLA Navy.

Escoltas chinesas

Desta vez, com resolução maior e vista longitudinal. Clique para ampliar.

FONTE: Modern Ships

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BPE Juan Carlos I (L61)

O BPE (Buque de Proyección Estratégica) Juan Carlos I (L61) já operou com helicópteros e em breve fará testes com os jatos Harrier II da Armada Española.

Nas fotos, o lançamento do BPE (Buque de Proyección Estratégica) Juan Carlos I (L61), da Armada Espanhola, em 10 de março de 2008.
O navio, cujo conceito foi aprovado em 2003 e a construção iniciada em 2005, é similar aos BPC da classe francesa “Mistral”. Ele tem 231m de comprimento e vai deslocar 27.000t carregado.
O BPE Juan Carlos I vai proporcionar um aumento na mobilidade das forças anfíbias, provavelmente substituindo os LST L-41 Hernán Cortés e L-42 Pizarro, da classe Newport(mesma do NDCC Mattoso Maia da MB); sua construção aconteceu num momento em que a Espanha assumiu mais responsabilidades no cenário internacional.
O navio poderá transportar uma força de combate de 900 fuzileiros navais e um total de 46 carros de combate. Operando como navio-aeródromo, poderá embarcar até 30 caças AV-8B Harrier II ou F-35B. Uma doca na popa pode transportar até quatro LCM ou um LCAC (Landing Craft Air Cushion).
O BPE Juan Carlos I é o primeiro navio da Armada Espanhola equipado com propulsão diesel-elétrica, simultâneamente conectando motores diesel e turbinas a gás a um par de pods azimutais.
A Austrália deve construir dois navios derivados do mesmo projeto espanhol.

A BAE Systems informou que as primeiras seções do casco do navio-aeródromo HMS Queen Elizabeth foram movidas pela primeira vez, no estaleiro Govan, em Glasgow.

A movimentação da gigantesca estrutura, que demonstrou a habilidade e a tecnologia da indústria britânica, usou 20 homens e transportadores controlados remotamente para mover em apenas uma hora, 1.221 toneladas numa distância de 100m.

As duas seções movimentadas formam a seção média do casco até o convés do hangar, conhecida como Lower Block 03. Os trabalhadores vão continuar a construir o bloco até ele atingir 9.300 toneladas, 23m de altura, 63m de comprimento e 40m de largura.

Depois disso, o bloco será movimentado para Rosynth, onde o HMS Queen Elizabeth será montado em doca seca.

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No dia 05 de fevereiro, o submarino nuclear de ataque francês Saphir (S 602), da classe Rubis, realizou o lançamento de dois SM-39 EXOCET em condições reais de combate, durante exercícios no golfo de Gascogne.

FONTE e FOTO: MN

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‘Desafio Poder Naval’ 9

Clique na imagem e identifique nos círculos os armamentos antiaéreos que a China já instalou no navio aeródromo Shi Lang (ex-Varyag).

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Milgem

O Milgem, nome formado pelas palavras turcas Milli Gemi (Navio Nacional), é o “Projeto Corveta” da Turquia, que tem como propósito construir modernos navios de guerra litorânea pela indústria turca, usando extensivamente tecnologias stealth (furtivas).

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O site MercoPress repercutiu as notícias da mídia brasileira sobre a futura aquisição de fragatas e navios patrulha para a Marinha do Brasil.

Foi dito que o negócio pode atingir a cifra de £ 2,9 bilhões, o que incluiria a compra  de seis navios patrulha (que custariam entre £ 60 a £ 80 milhões cada) e de 5 a 6 fragatas Type 26, ao custo de £ 300 a £ 400 milhões cada.

O Defensenews também anunciou que o Reino Unido está negociando com o Canadá a entrada deste país no programa de desenvolvimento do Global Combat Ship (Type 26 na Royal Navy), navio que deverá substituir as fragatas Type 23.

A Type 26 estaria para o Type 45, assim como a FREMM está para a “Horizon”. Serão navios menores e mais baratos, utilizando boa parte das tecnologias usadas nos navios maiores.

Uma fonte disse ao Poder Naval que a Marinha do Brasil trabalhava pelo fechamento da compra dos navios com os italianos. Mas a decisão do Brasil de manter o ex-ativista italiano Cesare Battisti no país, pode favorecer os britânicos.

Além disso, a oportunidade do Brasil de participar do projeto do Global Combat Ship é um grande diferencial, ainda mais com a possibilidade de diluir os custos de desenvolvimento com outros países. Austrália, Malásia, Nova Zelândia e Turquia também estão interessadas no projeto da Type 26.

Por outro lado, as FREMM parecem não atender à todas as especificações brasileiras. Por serem navios otimizados para operação silenciosa, não atingem velocidades tão altas, necessárias para acompanhar um grupo nucleado em Navio-Aeródromo.

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Em recente encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente Dilma Rousseff, preocupada com as contas do governo, ponderou sobre a compra dos 36 caças na licitação da FAB e a do submarino nuclear pela Marinha, projetos de aproximadamente R$ 50 bilhões. Dilma citou orientações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre segurar os gastos. Lula, meio à brinca, meio a sério, soltou: “Se você ficar ouvindo o Mantega, não vai conseguir fazer nada no governo”. O fato é que, por ora, os caças são esboços, e o submarino nem mergulhou num tanque. Os processos de compra continuam, a que velocidade é um mistério.

FONTE: Informe JB – Leandro Mazzini

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A China deve colocar seu primeiro navio-aeródromo em operação em 2012. Segundo informações recentemente divulgadas, o “Relatório de Estratégia Naval da China de 2010″ prevê a entrada do ex-Varyag em 2012 e o primeiro navio-aeródromo com propulsão nuclear em 2020. O primeiro navio-aeródromo de design chinês está programado para entrar em serviço em 2014.

Nas imagens, obtidas em sites chineses, o casco do ex-Varyag comprado da Rússia, aparece em estado adiantado de reconstrução.  O navio está recebendo diversos sensores, radares e antenas de comunicação por satélite na “ilha”, além o lançador de mísseis antiaéreos FL-3000N, semelhante ao RAM americano (ver foto logo abaixo).

O navio vai servir como plataforma de treinamento, utilizando jatos J-15, a cópia chinesa do Su-33.


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‘Making Of’ do submarino ‘Tikuna’

No dia 16 de dezembro de 2005, às 10h, no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, foi realizada a Cerimônia de Mostra de Armamento do Submarino Tikuna, ocasião em que o submarino foi incorporado à Armada brasileira.

O Submarino Tikuna, que teve seu batismo em 9 de março de 2005, cumpriu com sucesso todas as atividades previstas para sua incorporação à Armada, como o comissionamento no cais de todos os sistemas e equipamentos e as provas de mar, estando pronto para passar para uma nova fase que engloba o levantamento da assinatura acústica do submarino, o alinhamento do sistema de armas e a continuação da avaliação do adestramento da tripulação.

O Tikuna é o quarto submarino da classe “Tupi”, a série de submarinos construídos no Brasil dentro da estratégia da Marinha para atingir o domínio completo da tríade PROJETO, CONSTRUÇÃO e REPARAÇÃO desses meios navais. O Tikuna é na verdade um IKL-209 Mod, um Improved Tupi, incorporando ao projeto original do IKL-209 diversas inovações tecnológicas, objetivando a redução dos níveis de ruído e do tempo de exposição do navio durante operações de recarga de baterias com o navio utilizando seu esnorquel pelo qual o submarino admite ar em seu interior quando submerso, próximo a superfície. A construção dos submarinos, além de ser um meio de difusão de novas tecnologias para a indústria privada, possibilita um aumento na geração de empregos diretos e indiretos no País.

Dentre os países do hemisfério sul que detêm a capacitação tecnológica para construir submarinos, somente o Brasil mantém, atualmente, um programa de construção em andamento. No mundo, apenas 15 nações possuem este know-how, o que ratifica a sólida capacidade da indústria nacional brasileira para a execução de outros projetos navais.

Com um comprimento de 62 m e diâmetro do casco de 6,20 m, o submarino Tikuna desloca 1.550 toneladas submerso e atinge velocidades superiores a 20 nós, além de operar em profundidades maiores que 200 m. Com uma tripulação de 7 oficiais e 29 praças, o submarino possui 8 tubos de torpedo e é movido por propulsão diesel-elétrica composta por um motor elétrico de propulsão, baterias e conjuntos motor Diesel-Gerador.

A construção de um segundo “Improved Tupi”, o Tapuia, foi cancelada por falta de recursos. O Tikuna seria armado com novos torpedos pesados suecos Saab Bofors Torpedo 2000, mas o contrato inicial do torpedo, assinado em 1999, foi cancelado em setembro de 2004.

O Governo do Brasil requereu aos EUA a possível venda de 30 torpedos Mk.48 Mod 6 Advanced Technology. Em 28 de setembro de 2005, a Defense Security Cooperation Agency (DSCA) notificou o Congresso de uma possível Foreign Military Sale ao Brasil, de 30 torpedos Mk.48 Mod 6, assim como os equipamentos associados e serviços. O valor total da venda, se todas as opções forem exercidas, alcançará a soma de U$ 60 milhões.

Além dos torpedos, o Tikuna também poderá usar minas navais acústico-magnéticas MCF-01/100 fabricadas pelo IPqM – Instituto de Pesquisas da Marinha. O “Improved Tupi” é equipado com baterias de alta capacidade desenvolvidas pela Varta e quatro motores diesel MTU 12V 396 provendo 2.76MW. As baterias dão ao Tikuna 30% a mais de alcance sobre os “Tupi”. O Tikuna é capaz de navegar 11.000 milhas na velocidade econômica de 8 nós. Submerso, o navio pode cobrir 400 milhas a 4 nós, sem precisar usar o esnorquel.

Submarinos classe Tupi – IKL 209-1400

 

Nome Indicativo Estaleiro Batimento
de quilha
Lançamento Comissionamento
Tupi S30 HDW,
Kiel
8 mar
1985
28 abril
1987
6 maio
1989
Tamoio S31 AMRJ 15 jul
1986
18 nov
1993
12 dez
1994
Timbira S32 AMRJ 15 set
1987
5 jan
1996
16 dez
1996
Tapajó S33 AMRJ 6 mar 1996 dez 1999 21 dez 1999
Tikuna S34 AMRJ nov de 1996 9 mar 2005 16 dez 2005


Fase final de construção

Comprimento total 62m
Diâmetro do casco resistente 6,2m
Deslocamento 1.400t na superfície, 1.550t
submerso
Propulsão Diesel-elétrica, 480 elementos de baterias, motor elétrico e um propulsor
Velocidade Acima de 20 nós
Profundidade máxima de operação Superior a 200m
Armamento 8 tubos lança-torpedos de 533mm (21
pol.)
Tripulação 7 oficiais e 29 praças


Mostra de Armamento

Em breve, mais matérias exclusivas para nossos assinantes!

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O Poder Naval traz com exclusividade o planejamento para obtenção de meios navais e aeronavais para o período de 2011/2031

Com o desenvolvimento da Estratégia Nacional de Defesa (END), a Marinha do Brasil (MB) foi encarregada de informar ao Ministério da Defesa os meios necessários para cumprir de maneira satisfatória suas atribuições dentro da END. Além de informar os meios necessários, a MB precisava informar como pretendia obter tais meios e qual seria a articulação com a indústria nacional. Surgiu assim o Plano de Articulação e Equipamento da Marinha do Brasil – PAEMB (antigo PEAMB).

Os números contidos no PAEMB são os desejavéis, contudo, números muito difíceis de serem alcançados nas próximas décadas. Por esta razão, no final de 2010, a Marinha do Brasil estabeleceu um planejamento para obtenção de meios navais e aeronavais para o período de 2011/2031.

No planejamento previsto no PAEMB, a Marinha do Brasil implantará na Região Norte/Nordeste uma Segunda Esquadra, porém, no período compreendido entre 2011 e 2031 isso não deve ocorrer.

Concepção do PA2 proposto para a Marine Nationale francesa. A Marinha do Brasil planeja construir um navio-aérodromo com configuração semelhante para substituir o NAe São Paulo

Dos dois navios-aeródromo previstos no PAEMB, a MB deve iniciar a construção da primeira unidade em 2015, e sua incorporação ocorrerá em 2025, substituindo o NAe São Paulo. Este navio terá deslocamento entre 50.000 e 60.000 toneladas. Terá aparelhos de parada para pouso e duas catapultas para decolagem de aeronaves. Uma segunda unidade poderá ser construída a partir de 2031.

A MB já contratou 8 unidades do C-1 Trader para missões de COD/AAR. Essas unidades deverão ser entregues a partir de 2012. No momento, a MB está finalizando a aquisição de 4 S-2G Tracker que serão transformados em aeronaves AEW. Um segundo lote de 4 S-2G deverá ser contratado ainda nesta década.

Dois anos após a Força Aérea Brasileira (FAB) decidir qual será seu avião de caça/ataque, a MB irá contratar 24 unidades do mesmo modelo para operar no futuro NAe.

Um segundo e um terceiro lote de 4 helicópteros Sea Hawk devem ser contratados até 2031. Dos 16 Super Cougar que serão entregues, 8 serão exclusivos para transporte e 8 serão usados em missões de ataque, armados com mísseis AM-39 Block 2.

A classe “Mistral” francesa é forte candidata para os navios de propósitos múltiplos pretendidos pela Marinha do Brasil

Dos 4 navios de propósitos múltiplos (NPM) previstos no PAEMB, Os dois primeiros começam a ser obtidos a partir de 2012. A primeira unidade será incorporada em 2020 e a segunda em 2024. Esses meios terão deslocamento entre 20.000 e 25.000 toneladas. Serão dotados de doca e substituirão todos os Navios Desembarque Doca (NDD) e Navios de Desembarque de Carros de Combate (NDCC) em operação atualmente.

Das 30 escoltas previstos no PAEMB, as 5 primeiras, com 6.000 toneladas de deslocamento, devem ser contratadas até 2013. A primeira unidade começará a ser construída um ano após a assinatura do contrato e demorará 6 anos para ser concluída. Esse lote inicial terá capacidade antissubmarino, antissuperfície e antiaérea de ponto, serão designadas como escoltas de emprego geral (EG). No segundo lote de 5 unidades, está previsto que 4 possuam capacidade de defesa de área, com mísseis de médio e longo alcance. As 10 primeiros escoltas devem ser incorporadas até 2031.

Dos 12 Navios-Patrulha Oceânicos (NPaOc) de 1.800 toneladas previstos no PAEMB, os 4 primeiros devem ser anunciados ainda em 2011 e sua construção deve ser iniciada em 2012. A primeira unidade deve ser incorporada em 2015. As demais a cada dois anos. Um segundo lote, também de 4 navios deve ser contratado e incorporado antes de 2031.

Dos 46 navios de patrulha da Classe “Macaé” (500t) previstos no PAEMB, 2 já foram construídos, 4 estão em construção. Um segundo lote de 6 unidades deve ser contratado até 2015. Um terceiro lote, também de 6 unidades deverá ser contratado na década de 20. Totalizando, assim, 18 unidades até 2031.

Dos 15 submarinos de propulsão diesel-elétrica (S-BR) previstos no PAEMB, 4 já foram contratados. O primeiro já está em construção na França. Estes serão incorporados em 2017, 2018, 2020 e 2021. Em 2021, o primeiro submarino da Classe “Tupi” será desincorporado. Um segundo lote de 4 S-BR será contratado para ir substituindo os submarinos da Classe “Tupi” e o “Tikuna”. Desse modo, pode-se concluir que a MB pretende, apartir de 2020, manter sempre 8 submarinos de proculsão diesel-elétrica em operação.

Dos 6 submarinos de propulsão nuclear (SN-BR) previstos no PAEMB. O primeiro SN-BR já foi contratado e deverá ser incorporado em 2025. Dependendo da avaliação deste meio, a partir de 2030 novas unidades poderão ser contratadas, ou então, uma nova classe aperfeiçoada de submarinos de propulsão nuclear poderá ser desenvolvida.

Dos 5 Navios de Apoio Logisticos (NApLog) previstos no PAEMB, o primeiro deve ser contratado até 2012, sendo incorporado em 2015. Mais duas unidades devem ser contratadas até 2031. Estes meios terão deslocamento de 22.000 toneladas e terão capacidade de fornecer no mar combustiveis, inclusive de aviação, lubrificantes, munições, água e generos alimentícios.

Essas são os principais programas que serão desenvolvidos pela MB no período de 2011/2031. A conclusão dos mesmos dependerá dos orçamentos disponibilizados pelos sucessivos governos que virão.

SAIBA MAIS:

BATE-PAPO ONLINE: Converse com outros leitores sobre o PAEMB e outros temas navais, no ‘Xat’ do Poder Naval, clicando aqui.

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