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Na segunda-feira, 9 de janeiro de 2012, a fragata F-105 “Cristóbal Colón” (Cristóvão Colombo), em construção para a Marinha Espanhola no Estaleiro Fene-Ferrol da Navantia, realizou a manobra de saída da doca n º 2 do estaleiro, após um período de docagem para o condicionamento do casco para as provas de mar dos sistemas da plataforma, que estão agendadas para março de 2012.

Da mesma forma, e durante todo este mês, ocorrerá a integração completa de testes funcionais de subsistemas do sistema de combate, cujas provas de mar terão lugar no mês de maio. A construção da fragata está agora em fase final de conclusão e teste de armas, com a entrega final esperada pela Armada Espanhola em julho deste ano.

Apesar da fragata F-105 ser uma continuação das quatro irmãs da série F-100, o novo navio incorpora soluções de design e aplicações de tecnologia no século atual. O resultado é um novo projeto, comparado aos navios mais avançados do mundo, capaz de enfrentar os desafios mais exigentes às ameaças presentes e futuras, especialmente os pontos a seguir:

  • Desempenho multifunção excelente em todos os estados de mar.
  • Escolta oceânica de grande capacidade.
  • Otimizado para funcionar como navio de comando e controle em um ambiente de conflito, capaz de operar integrado com uma frota aliada e fornecer cobertura para forças expedicionárias.
  • Pronto para operar em áreas costeiras e em alto mar de forma flexível, de acordo com as exigências de cada situação de conflito.
  • Elevada capacidade antiaérea.

Também são dignas de nota as seguintes melhorias para o F-100 série:

  • Sistema Aegis da Lockheed Martin em torno do Radar SPY-1D (V).
  • Integração do Sistemas Aegis a novos sensores e armas através de uma nova versão nacional de sistemas de CDS desenvolvido pela Navantia Faba.
  • Sistema de Controle de Nova Plataforma Integrada desenvolvido pela Navantia Faba.
  • Atualização do Sistema de Rede de Distribuição de Dados de Navegação.
  • Motores propulsores Navantia / Caterpillar Bravo 16V.
  • Novo sistema para “abastecimento no mar”.
  • Propulsor retrátil propulsor para manobras e emergências.

Vale ressaltar que a excelência da fragata F-105 tem encontrado o seu melhor respaldo na eleição da Navantia, pela exigente Marinha Australiana,  como projetista dos seus destróieres AWD, atualmente em construção, cujo projeto se baseia na F- 105.

Fragata F-105  ”Cristóbal Colón”

Principais Características:

  • Comprimento: 133,20 m.
  • Deslocamento de carga total: 6.041 t.
  • Calado com carga total: 5,00 m.
  • Velocidade máxima: 28,5 nós
  • Velocidade de cruzeiro: 18 nós
  • Alcance em velocidade de cruzeiro: 4.500 milhas
  • Tripulação: 234 pessoas

Destaques da construção:

  • Número de compartimentos …………………….. 573
  • Toneladas de aço de casco ………………… 2.450 t.
  • Metros de cabos ……………………………….. 315.000 m.
  • Metros de tubulações ………………………………. 37.000 m.
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O terceiro navio de comando e projeção de força da Marinha Francesa BPC Dixmude, da classe “Mistral”, foi entregue à agência francesa de compras de defesa (DGA) três meses antes do cronograma inicial do contrato.

A DGA teve a entrega formal do navio em 3 de janeiro de 2012. Este sucesso é o resultado de extraordinária cooperação entre as indústrias parceiras DCNS e STX France. A concepção, construção e testes do navio foram realizados em estreita parceria com a DGA e equipes da Marinha Francesa.

Gérard Longuet, o ministro francês da Defesa e Assuntos dos Veteranos, elogiou esta conquista depois du uma vista ao BPC Dixmude em Toulon, no sábado, dia 14 de janeiro de 2012.

A DGA encomendou o BPC Dixmude em abril de 2009, no âmbito do pacote do governo francês de estímulo econômico. A entrega à DGA foi marcada para o final do primeiro trimestre de 2012 e a entrada em serviço ativo na Marinha francesa no final do ano. No entanto, a DGA foi capaz de aceitar a entrega formal do navio em 3 de janeiro de 2012, três meses antes do prazo do contrato.

O BPC Dixmude, terceiro navio de comando e projeção de força (BPC) da Marinha Francesa, se beneficiou das lições aprendidas durante a construção dos dois primeiros navios da classe “Mistral” e uma cooperação eficaz entre o construtor naval STX France e a DCNS, que tem a responsabilidade pelo sistema de combate e apoio logística.

A STX France coordenou as operações industriais e construiu o sistema de plataforma e de propulsão, bem como a instalação de equipamentos de bordo. Depois de testes no mar bem sucedidos, o BPC Dixmude voltou a Toulon em julho de 2011. A DCNS, em seguida, integrou e testou o sistema de combate, incluindo sistemas de comunicação, navegação e capacidades de gerenciamento de combate.

Entre abril de 2009, quando o primeiro aço foi cortado, e julho de 2011, quando a plataforma foi entregue, a STX France ultrapassou consistentemente o cronograma de produção. A DCNS também foi capaz de validar o sistema de combate com apenas três testes no mar, em vez dos seis programados no âmbito do contrato.

O compromisso e a disponibilidade dos participantes da DGA e equipes da Marinha e o pronto apoio naval e aéreo garantiu que os ensaios fossem bem sucedidos.

O fato da tripulação do BPC Dixmude da Marinha ter sido capaz de trabalhar a bordo e familiarizar-se com o novo navio a partir de de junho 2011 contribuiu ainda mais para o sucesso dos ensaios.

Em 2012, o BPC Dixmude será utilizado como navio de treinamento para a missão Jeanne d’Arc da Marinha Francesa . Nesta capacidade, ele vai hospedar um novo grupo de cadetes para a instrução e exercícios no mar, bem como um destacamento de pessoal do Exército Francês.

Os dois primeiros navios da classe “Mistral”, BPC Mistral e BPC Tonnerre, foram co-projetados pela DCNS e STX France e entregues à Marinha Francesa em 2006 e 2007, respectivamente.

O caça naval chinês J-15 (fotos), cópia do Su-33 russo, realizou passagens em baixa altitude sobre o primeiro porta-aviões chinês, no Mar Amarelo, em 11 de dezembro de 2011.

O J-15 também já teria realizado decolagens de rampas “ski-jump” em instalações terrestres, o que mostraria o estágio avançado da aeronave, que não deverá demorar muito para pousar pela primeira vez no porta-aviões chinês.

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Mais contratos de ESSM para consórcio da OTAN e para o Japão

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Raytheon divulgou contratos no total de 212,8 milhões de dólares para o míssil superfície-ar de emprego naval ESSM

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Nesta semana, a Raytheon informou que recebeu dois contratos, no valor total de 212,8 milhões de dólares, para a produção do ESSM – Evolved Seasparrow Missile, com uma opção de 33 milhões para trabalhos adicionais.

O primeiro contrato é para o NSPO (NATO Seasparrow Project Office – escritório de projetos do Seasparrow da OTAN) da Marinha dos EUA (USN), que refere-se à produção do EESM ao longo do ano fiscal de 2014, contendo uma opção para mais produção. O acordo também provê a marinhas que fazem parte do consórcio NSPO com diversas peças de reposição, contêineres e equipamentos de teste.

Já o segundo contrato, com dois anos de duração, é uma venda direta para a japonesa Mitsubishi Electric Corporation (MELCO), englobando componentes e maquinário necessário para a fabricação e entrega do ESSM para o Ministério da Defesa do Japão. A produção sob licença será feita nas instalações da MELCO no Japão.

Segundo Ed Roesly, diretor do programa do ESSM na Raytheon Missile Systems, “a Raytheon, juntamente com nossos 18 parceiros industriais internacionais, colocamos esse sistema de classe mundial em destaque na autodefesa de navios. Continuaremos a fazer melhoramentos no míssil para vencer as ameaças.”

O ESSM tem guiagem semi-ativa e provê defesa de navios tanto contra ameaças de alta velocidade, como mísseis antinavio manobrando em altas cargas G , quanto contra ameaças de superfície e aéreas de baixa velocidade. O consórcio ESSM inclui Alemanha, Austrália, Canadá, Dinamarca, Espanha, Grécia, Holanda, Noruega e Turquia, além dos Estados Unidos. O Japão e os Emirados Árabes Unidos também são clientes, segundo a empresa.

O míssil é controlado pela cauda e utiliza aprimoramentos em seu sistema de guiagem para aproveitar as vantagens de um melhoramentos na sensibilidade de sua cabeça de busca, na propulsão e na precisão. Assim, o ESSM pode chegar ao ponto de interceptação com mais velocidade final e agilidade para se contrapor à ameaça. O míssil faz a ponte entre os sistemas de defesa próximos (CWIS) e de defesa de área, com reduzido tempo para alcançar o alvo e capacidade multimissão.

As quantidades de mísseis a serem produzidas no contrato não foram divulgadas no informe, e ainda não foram divulgados, também, os números produzidos no ano passado. Mas em abril de 2011 a empresa divulgou os números da produção de 2010: foram 366 mísseis, mais do que dobrando a produção de 2009 (ano em que foi produzido o milésimo míssil do tipo). À época, o ESSM já acumulava mais de 200 disparos, incorporando também mais de quatro décadas de desenvolvimentos tecnológicos e de projeto.

FONTE / FOTOS: Raytheon

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Não é só a versão B do F-35 que enfrenta sérios problemas de projeto. O F-35C, versão naval CTOL (Conventional Take-off and Landing), em oito pousos de teste em Lakehurst, não conseguiu enganchar nenhuma vez o cabo de retenção.

De acordo com o “Quick Look Review” sobre o programa Joint Strike Fighter publicado recentemente, a geometria do F-35C apresenta uma distância muito curta entre o gancho e o trem de pouso principal quando baixado, que não levou em conta o posicionamento dos cabos e tem um amortecedor ineficaz que não leva em consideração as irregularidades do convés de voo.

Segundo o “Quick Look Review”, o gancho terá que ser redesenhado e isso demandará mais atrasos e custos adicionais ao problemático programa do F-35. Ver mais problemas do F-35 aqui.

Compare na foto abaixo a distância do gancho no Super Hornet em relação ao trem de pouso principal e seu posicionamento.

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O estadista britânico Winston Churchill disse uma vez que na guerra a verdade é tão importante, que ela normalmente vem escoltada por muitas mentiras.

O Irã parece que aprendeu bem a lição e volta e meia lança na mídia imagens de “novos” mísseis e armamentos que muitas vezes são velhas armas adquiridas há decadas, mas que são apresentadas com nova roupagem e novos nomes.

Tente descobrir qual é o verdadeiro míssil que nesta semana foi apresentado com o nome de Mehrab e que teria longo alcance e capacidade de escapar de detecção de radares.

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A Corveta “Barroso”, mais novo navio escolta da Marinha do Brasil, está sendo submetida, ao longo de 2011 e 2012, a uma importante etapa da sua vida operativa, a Avaliação Operacional (AO), com o propósito de verificar o desempenho dos principais sistemas do navio.

Atendendo à programação da sua AO, a Corveta realizou, na primeira quinzena de dezembro de 2011, testes com o canhão de 4,5” e com o sonar. Os testes do canhão visaram determinar a capacidade de engajamento em Apoio de Fogo Naval, utilizando as instalações da Raia de Tiro Almirante Newton Braga de Faria, do Centro de Apoio a Sistemas Operativo, localizada na Ilha de Alcatrazes, em São Paulo. Os tiros efetuados pelo navio impressionaram a todos os envolvidos na condução do teste, devido à precisão das salvas e à eficácia do sistema em atender às correções introduzidas durante a espotagem. As mais de 50 granadas disparadas confirmaram, também, a confiabilidade do sistema de armas para emprego em engajamentos prolongados.

Para os testes do sonar, a “Barroso” contou com o apoio do Submarino “Timbira”. Nessa ocasião, foram realizados exercícios em que o sonar do navio mantinha o acompanhamento do submarino, em diferentes condições.

Os dados de todos os testes realizados serão, agora, analisados em detalhe pelo Centro de Análises de Sistemas Navais. Entretanto, os resultados preliminares altamente satisfatórios atestam a capacidade da Marinha do Brasil em projetar e construir um escolta eficaz, cujo sistema de armas tem capacidade de atuar contra ameaças, tanto acima como abaixo d’água.

FONTE: Nomar / FOTO: Guilherme Wiltgen

NOTA DO PODER NAVAL: Bravo Zulu à Fênix e toda sua tripulação! “Sustentar o fogo que a vitória é nossa!”

A mais recente avaliação dos segredos militares da China e a rápida modernização dos seus submarinos, tem boas e más notícias para a Marinha dos EUA. Por um lado, cerca de 60 submarinos da frota da Marinha do Exército de Libertação Popular (PLAN) estão gastando mais e mais tempo nas patrulhas de combate  -  sinalizando o aumento da competência naval da China e a crescente seriedade em influenciar o oeste do Oceano Pacífico.

Por outro lado, a agitação da atividade submarina dá às forças norte-americanas mais oportunidades de acompanhar e examinar os submarinos chineses. Analistas dos EUA descobriram uma fresta de esperança no encontro com as nuvens da tempestade estratégica. Submarinos chineses são muito mais barulhentos do que o esperado. O som que se ouve é o do equilíbrio de poder do Pacífico em favor de Washington.

Em 2007, submarinos a diesel da China e um punhado de submarinos de propulsão nuclear conseguiram apenas algumas poucas patrulhas  por ano, combinados. Dois anos antes disso, nenhum dos submarinos de Pequim saiu para patrulha. Durante anos, a maioria dos submarinos da PLAN permaneceu amarrada em bases navais, afastada por problemas mecânicos e falta de equipes devidamente treinadas.

Enquanto os submarinos da PLAN estavam ociosos, os aviões de espionagem da Marinha dos EUA, navios de vigilância e submarinos tiveram poucas oportunidades para avaliar as capacidades submarinas da China – e, mais importante, quanto ruído os chineses geram submersos e em movimento, ao mesmo tempo. Marinhas podem usar sonares passivos para rastrear submarinos pelos sons que eles fazem. Quanto mais alto o ruído de um navio, mais fácil de detectar. E destruir.

Com pouca informação para prosseguir, oficiais da inteligência americana tinham de adivinhar. Em casos como este, “adivinha-se conservadoramente”, disse um respeitado analista naval ao Danger Room, sob a condição de anonimato. As estimativas conservadoras colocaram o submarinos mais recentes da PLAN cerca de uma década atrás do “estado-da-arte” dos submarinos russos – e, potencialmente, 20 anos atrás a tecnologia submarina dos EUA.

Agora os submarinos chineses estão patrulhando com mais freqüência. ”Nos últimos dois anos, os chineses começaram a desdobrar submarinos diesel com mais frequência em lugares como o Mar das Filipinas”, revela o analista. Mais e melhores dados estão fluindo das forças dos EUA. Com esses dados, a Marinha realizou uma nova avaliação dos submarinos da PLAN. O analista não identificado participou de uma apresentação secreta com base na avaliação.

A maior surpresa da avaliação: deixando de lado uma dúzia de submarinos russos da PLAN importados, os novos submarinos chineses podem ser detectadas na conhecida ”primeira zona de convergência”, um anel de cerca de 25 milhas a partir de um submarino onde as ondas sonoras viajam juntas.

Durante a Guerra Fria, a Marinha dos EUA organizava seus submarinos em linhas onde cada navio ficava 25 milhas distante da próxima, formando uma espécie de rede para apanhar submarinos soviéticos. Com a introdução da mais recente geração de submarinos sileciosos russos a diesel na década de 1990, os americanos achavam que a detecção na zona de convergência não era mais possível. Mas a Marinha acaba de descobrir que os submarinos de fabricação chinesa são ainda mais barulhentos que os submarinos russos de 20 anos de idade. ”Aparentemente, os submarinos americanos estão fazendo detecções na primeira zona de convergência e rastreando-os”, relata o analista.

Assumindo que os chineses vão manter os projetos dos submarinos atuais, os submarinos americanos devem ser capazes de derrotar rapidamente os submarinos chineses em qualquer guerra futura potencial – ajudando a abrir caminho para que os porta-aviões dos EUA possam atacar alvos terrestres chineses. Combinado com uma desaceleração na produção de submarinos chineses, e a recente duplicação da produção de submarinos nos EUA, a revelação de ruído pode levar a um recálculo radical do equilíbrio de poder do Pacífico.

A Marinha dos EUA tinha uma vantagem tecnológica confortável sobre a PLAN antes mesmo da atividade chinesa aumentada alimentar a inteligência. Agora essa vantagem ficou ainda ainda maior. E mais ruidosa.

FONTE: Wired, Danger Room/ TRADUÇÃO e ADAPTAÇÃO: Poder Naval

COMO FUNCIONA O SONAR?

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A Marinha do Brasil contratou a Fundep (Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa) para prestar serviços técnicos de engenharia para apoiá-la nos estudos preliminares de desenvolvimento de um torpedo leve nacional.

Dispensa de Licitação com fundamento no art. 24, inc. XIII,da Lei nº 8.666/1993; Favorecido: FUNDAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA – FUNDEP; Objeto: Serviços técnicos especializados de engenharia para apoio nos estudos técnicos e no planejamento preliminar do desenvolvimento de um Torpedo Leve (TL); Vigência do Contrato: 12 (doze) meses: Processo: 63128.002278/2011-66; Cobertura Orçamentária: PA/2011, Ação Interna V–2203.72.00, FR 0100000000, PTRES 007712, Gestão 00001, ND 449039, UO 52131, aprovados no Orçamento 011-058/2011-00; Valor : R$ 242.753,00 (duzentos e quarenta e dois mil setecentos e cinquenta e três reais); Autorização: em 20/12/2011, por CMG (RM1-T) EDSON DE QUEIROZ RIBEIRO, Ordenador de Despesas; Ratificação: em 20/12/2011, por C. Alte (EN) MAURILLO EUCLIDES FERREIRA DA SILVA.

Segundo o livro “História Naval Brasileira” de Hélio Leôncio Martins, no capítulo “Indústria Militar-Naval, nos anos 50, a Marinha do Brasil chegou a construir uma “ Fábrica de Torpedos” quando em 19 de outubro de 1954 chegou-se a testar no mar uma série de torpedos de concepção norte-americana, o modelo MK XV-Mod. III. Um ano depois, em 1955, foram a fabricados dez torpedos deste modelo num primeiro lote, planejando-se um segundo lote igual, no entanto, somente dezessete unidades chegaram ao estágio operativo.

Muito mais tarde, houve um total desinteresse pela atualização desta arma naval e sua fabricação nacional.

FONTES: DOU- 22/12/2011-Seção 3-Pag.21 / Livro História Naval Brasileira de Hélio L. Martins.

 NOTA DO EDITOR: Saiba quanto tempo levou e quais recursos foram necessários para a China conseguir copiar o torpedo leve americano Mk.46, clicando aqui.

 

A companhia de construção naval da Coreia do Sul Daewoo Shipbuilding assinou o maior contrato na história do país para fornecer três submarinos à Indonésia. O valor da transação é de 1,12 bilhão de dólares, informou o escritório de programas de compras militares.

O fornecimento a Jacarta de submarinos diesel com um deslocamento de 1400 toneladas cada um está prevista para o primeiro semestre de 2018. Os submarinos têm 61,3 metros de comprimento e uma tripulação de 40 pessoas. Eles terão oito tubos de torpedo, bem como outras armas, incluindo mísseis.

A Marinha do Brasil, por intermédio da Diretoria de Sistemas de Armas da Marinha, assinou, nos dias 5 e 6 de dezembro de 2011, com as empresas MECTRON – Engenharia, Indústria e Comércio S/A e AVIBRAS Divisão Aérea e Naval S/A, respectivamente, contratos para o desenvolvimento do protótipo do Míssil Antinavio Nacional (MANSUP).

Estes contratos, somados aos já celebrados com a Fundação ATECH, para gerenciamento complementar, com a empresa OMNISYS, para desenvolvimento do Autodiretor (seeker), e com a própria AVIBRAS, para desenvolvimento do motor foguete, permitirão o desenvolvimento e fabricação no BRASIL de um míssil antinavio de desempenho compatível aos existentes no mercado.

Testes do Barak 8

A Índia e Israel estão desenvolvendo o míssil superfície-ar Barak 8 Medium Range Surface-to-Air Missile (MR-SAM). Os testes iniciaram em maio de 2010, mas só agora as fotos foram liberadas.

O míssil foi disparado de uma corveta israelense Saar 5 engajando um alvo simulando um míssil anti-navio. Foi divulgado que o Barak 8 MR-SAM terá um alcance de 60 a 70 km.

A próxima fase dos testes ocorrerá em Israel entre janeiro e fevereiro de 2012. O Barak 8 está sendo desenvolvido pela Rafael com um booster para aumentar o alcance para a versão que será vendida para a Índia (Long Range Surface to Air Missile (LR-SAM).

O míssil deve entrar em operação em 2013. A Índia pretende instalar o Barak 8 nos novos contratorpedeiros classe Kolkata. Além da Marinha Indiana, a Força Aérea daquele país também pretende empregar o míssil:  os planos são para uma versão de longo alcance baseada em terra, capaz de atingir alvos a uma distância de 100km.

O Barak 8 terá um radar produzido pela IAI MBT (foto abaixo).

 

Ontem, a DCNS iniciou, no seu centro de Cherbourg, a última junção das seções do primeiro submarino Scorpène para o Brasil. A soldagem das seções 3 e 4, que vai permitir reconstituir a parte dianteira do submarino, é um símbolo forte em termos de transferência de tecnologia

 

Os 12 soldadores da equipe franco-brasileira começaram esta manhã em Cherbourg as últimas operações de junção das seções do primeiro Scorpène para o Brasil. As próximas montagens serão realizadas no Brasil. Serão necessários 4 dias para a realização desta etapa que consiste em montar por fusão de metal os anéis que constituem a parte dianteira do submarino. Uma estrutura de cerca de 6 metros de diâmetro, 24 metros de comprimento e uma massa de 200 toneladas que vai posteriormente receber, entre outros, a central de operações, os torpedos e os auxiliares da plataforma (água, gás, eletricidade, etc.). Durante o primeiro semestre de 2012, serão adicionadas a este casco as caixas e as grandes estruturas mas também a vela, os tanques de lastro, o compartimento de acesso e a cúpula de ar fresco.

Os soldadores brasileiros receberam, no âmbito da transferência de tecnologia, uma formação de 3 meses que permitiu a aquisição das qualificações necessárias. De fato, o contrato incide sobre a concepção e a realização em transferência de tecnologia de quatro submarinos convencionais. O centro de Cherbourg recebe atualmente 36 estagiários brasileiros, o que eleva este número a 115 desde o início do contrato.

Bernard Planchais indicou: “Esta etapa é um novo marco bem-sucedido para a realização deste programa ambicioso. Ela demonstra a capacidade da DCNS em implementar uma parceria humana e tecnológica ao serviço de uma marinha internacional.”

Este contrato para o Brasil incide também na assistência para a concepção e a realização da parte não nuclear do primeiro submarino brasileiro de propulsão nuclear e o apoio à realização de uma base naval e de um estaleiro de construção naval. O primeiro dos quatro submarinos convencionais deverá entrar em serviço ativo em 2017. Esses quatros submarinos possuem propulsão convencional (diesel-elétrica). Com um comprimento de cerca de 75 metros, seu deslocamento na superfície é de 2. 000 toneladas. São operados por uma tripulação de 30 a 45 pessoas.

Os quatros submarinos convencionais respondem às especificações particulares da Marinha do Brasil. Estão perfeitamente adaptados às necessidades de proteção e de defesa dos 8.500 quilômetros de litoral brasileiro. São submarinos oceânicos polivalentes concebidos para todos os tipos de missões, incluindo a luta contra os navios de superfície, a guerra antissubmarina, os ataques em profundidade, as operações especiais e a coleta de informações.

FONTE/FOTOS: DCNS

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O OPV L’Adroit, primeiro da classe “Gowind”, atracou no dia 24 de novembro na base naval de Toulon no Mediterrâneo, seu porto base, apenas 18 meses após o término da construção no estaleiro Lorient da DCNS no Atlântico.

Construída com financiamento da própria DCNS, esta plataforma de segurança marítima está agora emprestada à Marinha da França por um período de três anos. Nos próximos meses, o L’Adroit vai demonstrar suas excepcionais capacidades.

O OPV classe “Gowind” lidera os esforços da DCNS para conquistar uma fatia maior do crescente mercado de navios de superfície de pequeno e médio deslocamento.

Nos próximos três anos, a Marinha Francesa vai testar as capacidades do navio nas atuais e emergentes missões que vão desde a pesca,  policiamento, interdição de drogas, proteção ambiental e ajuda humanitária para busca e salvamento no mar.

Com duas equipes em rotação a cada quatro meses, a alta confiabilidade do projeto está prevista para oferecer nada menos que 220 ​​dias de disponibilidade operacional no mar por ano.

Inovador pelo design
Com um comprimento de 87 metros, o OPV L’Adroit oferece três semanas de persistência em águas azuis, com alance de 8.000 milhas náuticas, velocidade máxima de 21 nós e um helicóptero / UAV no convés de vôo. O projeto também dispõe de plena provisão para a tripulação reduzida 30 pessoas e espaço para 30 passageiros.

As inovações e capacidades de especial interesse para o comando naval e as forças de guarda costeira incluem um passadiço panorâmico de 360​​° oferecendo visibilidade, um único mastro fechado oferecendo com 360° de visibilidade para os sensores, o lançamento discreto de barcos commando rápidos em menos de 5 minutos e provisão completa para veículos aéreos e de superfície não-tripulados (UAVs e USVs).

A família “Gowind” também se beneficia da vasta experiência da DCNS em sistemas de informação de comando. Esses navios podem ser facilmente adaptados para vigilância de área ampliada e, quando se trabalha em conjunto com os centros de controle em terra e outros navios em rede, para a detecção automática de atividades suspeitas por navios e outras embarcações.

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Nova Função para a Classe Virginia

Um dos quatro submarinos nucleares lançadores de mísseis cruise da US Navy foi usado em combate pela primeira vez em março. O submarino disparou 90 mísseis Tomahawk contra alvos na Líbia. Estes quatro navios devem ser retirados de serviço em 15 anos e a US Navy planeja substituí-los por submarinos da classe Virginia modificados. Uma seção de 30 metros com 26 mísseis cruise será adicionada. Os submarinos da classe Virginia já levam 16 mísseis cruise com a capacidade aumentando para 40 mísseis. Serão construídos cinco submarinos para compensar a menor capacidade com um custo 25% maior.

No dia 19 de março o USS Florida lançou a maioria dos mais de 100 mísseis cruise disparados contra a Líbia. O USS Florida pode levar 154 mísseis Tomahawk, além de 66 comandos. Os mísseis foram instalados nos antigos lançadores de mísseis balísticos Trident.

 

O mais novo submarino nuclear da Royal Navy, HMS Astute, disparou seu primeiro míssil TLAM (Tomahawk Land Attack Missile) num teste no Golfo do México. O Tomahawk é um míssil de cruzeiro, com alcance de mais de 1.000 milhas.

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