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P-8A Poseidon lança torpedo MK 54

O avião de patrulha marítima Boeing P-8A Poseidon lançou com sucesso o primeiro torpedo antissubmarino MK54, durante um teste de separação no dia 13 de outubro.

A arma foi lançada de uma altitude de 500 pés acima da água, empregando o sistema de missão e computação do P-8A. Na nova aeronave, é papel do operador tático lançar o armamento.

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Como aconteceu com outras classes de navios de guerra que entraram em serviço na US Navy, os LCS estão sendo criticados pelo pouco armamento que levam. Alguns oficiais estão propondo a aquisição de “fragatas verdadeiras” para substituir as FFG-7, já que na visão desses os LCS deixam a desejar.

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No dia 12 de setembro, o Rebocador de Alto-Mar Triunfo (R 23), subordinado ao Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Nordeste, realizou o primeiro exercício de lançamento de minas em mar aberto.

A comissão teve o propósito de verificar o funcionamento do Sistema de Lançamento de Minas (SLM), recentemente instalado, bem como avaliar o desempenho do navio quanto a sua capacidade de minagem, no tocante à precisão e procedimentos para o lançamento de um campo de minas. O SLM foi projetado pela Diretoria de Engenharia Naval e fabricado e instalado pela Base Naval de Natal.

O exercício contou com a participação de diversas Organizações Militares e foi realizado no litoral de Natal (RN), a cerca de 8 milhas da costa, em uma profundidade média de 12 metros. Para a realização da atividade, foram utilizadas seis minas do tipo SH-60, configuradas para exercício, das quais três foram lançadas.

Após mais de 13 horas de trabalho contínuo, sob condições de mar e vento pouco favoráveis, foi atingido o propósito de comissionar o SLM do Rebocador de Alto-Mar Triunfo, segundo informações do Comandante do navio, Capitão de Corveta Michael Bilac Barbosa de Oliveira.

No dia 11 de outubro, o Submarino Tapajó (S 33) realizou, com pleno êxito, dois lançamentos reais do torpedo MK 48 MOD 6AT contra alvo de superfície, em área marítima próxima ao Rio de Janeiro, empregando o sistema de combate integrado AN/BYG 501 MOD 1D.

Assim, o S Tapajó tornou-se o primeiro submarino da MB totalmente modernizado, dispondo de um sistema de armas plenamente integrado, desde os sensores até o armamento.

Esse evento, que teve por objeto a validação do sistema de combate e da sua integração com o torpedo MK 48, culmina um processo iniciado em 13 de abril de 2007, quando a Marinha decidiu-se pela aquisição do torpedo MK 48 MOD 6AT ADCAP e do sistema de combate AN/BYG 501 MOD 1D, que, a partir de agora, constituem o sistema de armas padrão dos nossos submarinos.

Realizada em 20.09.2011, com sucesso, a queima completa em bancada do motor nacional para a recertificação dos Mísseis Exocet MM40.

A queima controlada ocorreu na empresa Avibras com presença de representantes da MB e do fabricante original do motor, a empresa francesa MDBA.

Este marco representa a independência do país na recertificação de motores de mísseis antinavio de médio alcance.

Os ‘dreadnoughts’ da Marinha do Brasil

No início do século 20 a tecnologia naval evoluiu para um novo tipo de couraçado que dispensava a necessidade de dois calibres principais, concentrando o poder de fogo num único calibre. O primeiro desses navios foi o “Dreadnought”

Paulo de Oliveira Ribeiro

A origem dos 2 “dreadnoughts” brasileiros (São Paulo e Minas Geraes) teve início no Programa Naval de 1904. Após muitos anos de abandono por parte do governo brasileiro, o novo presidente da República, Francisco de Paula Rodrigues Alves, decidiu modernizar a Marinha. Com base nessa medida, o Almirante Julio César de Noronha organizou uma proposta para aquisição de novas unidades navais. O programa foi definido após entendimentos preliminares com a empresa britânica W.G. Armstrong, Whitworth and Co. Ltd. A proposta foi apresentada ao Congresso Nacional pelo Senador Laurindo Pita em 7 de Junho de 1904, na forma de projeto de Lei nº. 30/1904, e previa a aquisição dos seguintes navios:

  • 3 encouraçados de 12.500 a 13.000 toneladas, armados com 12 canhões de 254 mm;
  • 3 cruzadores com deslocamento entre 9.200 e 9700 toneladas;
  • 6 contratorpedeiros de 430 toneladas;
  • 6 barcos torpedeiros de 130 toneladas;
  • 6 barcos torpedeiros de 50 toneladas; e,
  • 3 submarinos.

O projeto foi aprovado pelo Congresso e sancionado pelo Presidente em 14 de dezembro de 1904. Os projetos foram encomendados ao estaleiro Armstrong em 20 de maio de 1905.

O projeto escolhido foi apresentado pela Armstrong juntamente com a Vickers, Sons e Maxim, com o Projeto 188 (Vickers)/Projeto 439 (Armstrong). O deslocamento do navio proposto era de 13.000 t, o armamento principal era constituído por 12 canhões de 254 mm e a velocidade atingia 19 nós. As seis torres duplas foram distribuídas da seguinte forma: uma em cada bordo, a meia nau; duas a ré da superestrutura e duas na proa, tornando-o um dos projetos de navio mais poderosos de sua época, e considerado uma prévia do padrão naval daqueles tempos.

Quando o contrato com o estaleiro foi assinado, o deslocamento projetado subiu para 14.564 t (Projeto Vickers 188A).

Dois navios seriam construídos em Elswick: o nº 791 Minas Geraes e o nº 792 Rio de Janeiro. No estaleiro Barrow-in-Furness seria construído o nº 347 São Paulo. O período de construção era de 24 meses para o Minas Geraes, 29 meses para o Rio de Janeiro e 26 para o São Paulo.

A construção mal havia começado quando o encouraçado HMS Dreadnought iniciou suas provas de mar em 3 de outubro de 1906. Com seus 10 canhões de 305 mm, o encouraçado britânico fez com que os projetos dos navios brasileiros se tornassem obsoletos antes mesmo de serem completados. O ministro Almirante Noronha considerava o projeto original por ele aprovado melhor que o Dreadnought, e provavelmente não o alteraria.Por sorte, o ministro da marinha brasileira foi substituído quando da eleição do no presidente Afonso Augusto Moreira Pena.

Dessa forma, o novo ministro (Almirante Faria de Alencar), solicitou a parada temporária da construção das embarcações e uma reavaliação do projeto, levando-se em consideração as características incorporadas pelo Dreadnought. Isso foi feito e o novo projeto incorporou também canhões de tiro rápido semelhante aos utilizados pelos navios da classe Michigan da marinha norte americana. O contrato para a construção for a assinado em 20 de fevereiro de 1907.

Porém, devido ao intenso ritmo na evolução da construção naval daquela época, mesmo com as modificações os navios estavam obsoletos depois de concluídos. Os novos projetos britânicos e norte americanos passaram a utilizar calibres de 343 mm e 356 mm dispostos axialmente, e locomovidos por turbinas ao invés das plantas propulsoras tradicionais.

O Minas Geraes

O encouraçado Minas Geraes foi o primeiro e sua construção ficou a cargo do estaleiro Armstrong Elswick. O batimento de quilha ocorreu em 17 de abril de 1907, sendo lançado ao mar em 10 de setembro de 1908 e completado em 1º de janeiro de 1910. Seu primeiro comandante, o Capitão de Mar e Guerra João Baptista das Neves, assumiu o comando em 10 de janeiro de 1910. Posteriormente, esse oficial seria morto em seu próprio navio na histórica Revolta da Chibata. Sua chegada ao Rio de Janeiro ocorreu em 17 de abril de 1910, após testes de mar em águas européias.

Logo que chegou ao Brasil o encouraçado Minas Geraes fez algumas comissões, até que no dia 31 de outubro de 1910 aportou novamente no Rio de Janeiro, onde ficou parado de novembro de 1910 a maio de 1911. Sua carreira foi marcada por algumas viagens seguidas por longos períodos de ócio amarrado a um cais no Rio de Janeiro.

Em 9 de julho de 1920, o encouraçado zarpou com destino ao Arsenal Naval de Brooklin nos Estados Unidos para ser modernizado, permanecendo ali até setembro de 1921. Sem dúvida o maior alvo dessa modernização foi o seu sistema propulsor que deixou de ser a carvão para se tornar a óleo, além de receber novas caldeiras a vapor suas duas chaminés características foram convertidas em uma única, seu armamento também foi ligeiramente modificado com a adoção de novas baterias antiaéreas.

O navio retornaria ao Rio de Janeiro no dia 20 de dezembro de 1921.Os anos seguintes seriam marcados por intensas atividades. Em julho de 1922, participou do bombardeio ao rebelado Forte de Copacabana (Rio de Janeiro). Dois anos depois foi enviado ao porto de Santos onde desembarcou um contingente de 500 homens que participaram dum combate contra forças revolucionárias na cidade de São Paulo.

Retornou ao Rio de Janeiro em 5 de agosto do mesmo ano. Porém, um mês depois saiu em perseguição ao seu irmão gêmeo, o encouraçado São Paulo, que se encontrava amotinado. A tripulação do São Paulo levou o navio para Montevideu (Uruguai) com o objetivo de solicitar asilo político ao governo daquele país. O Minas Geraes foi enviado a Montevideo tocom o objetivo de receber o São Paulo do governo uruguaio. Os dois chegaram ao Rio de Janeiro no dia 21 do mesmo mês.

Em 8 de setembro de 1931 o Minas Geraes foi docado no AMRJ para ser novamente “modernizado”. Recebeu seis caldeiras Thornicroft para óleo queimado no lugar das 12 caldeiras Babcock para carvão. Com o ganho em espaço, o mesmo foi aproveitado para a instalação de mais depósitos de combustível, elevando a autonomia do navio. As baterias anti-aéreas de 76 mm foram removidas e em seu lugar foram instaladas quatro peças de 102 mm, além de outras quatro peças de 40 mm. As duas chaminés foram fundidas numa só e um novo sistema de controle de fogo foi instalado. O navio saiu do estaleiro em abril de 1938. Porém, no dia 8 de setembro ocorreu um grande incêndio abordo do encouraçado e o mesmo foi obrigado a voltar novamente para ARMJ, regressando ao serviço em 4 de outubro do mesmo ano.

Após diversas missões durante a II Guerra Mundial, o navio foi enviado a Salvador (Bahia) onde permaneceu fundeado, atuando como bateria costeira fixa. Seu retorno ao Rio de Janeiro só ocorreria ao término da guerra, em 1945.

O encouraçado Minas Geraes foi desativado em 20 de setembro de 1953, sendo vendido como sucata para a firma italiana S.A. Cantiere Navale Santa Maria e seguindo a reboque para a Europa em 11 de março de 1954, aonde foi finalmente desmontado no final de daquele ano. Seu último comandante foi o Capitão de Mar e Guerra Amorim do Valle.

O São Paulo

O encouraçado São Paulo foi construído no estaleiro Barrow-in Furness at the Vickers, Sons and Maxim. Teve sua quilha batida em 30 de abril de 1907, sendo lançado ao mar em 19 de abril de 1909 e completado em 22 de agosto de 1910. Seu primeiro comandante foi o Capitão de Mar e Guerra Francisco Gavião Pereira Pinto. O navio deixou a Grã Bretanha em 16 de setembro de 1910 e parou em Cherbourg (França) para receber a bordo o recém eleito presidente da República do Brasil, Sr. Hermes Rodrigues da Fonseca. Deixou Cherbourg em 28 de setembro de 1910 e aportou em Lisboa (Portugal). No dia 3 de outubro o São Paulo presenciou a revolução portuguesa que culminou com a derrubada da monarquia, tendo o Presidente Hermes oferecido asilo político à família real portuguesa. Este foi recusado sob agradecimentos de Dom Manuel II, que julgava ter deveres por cumprir em Portugal.

Quando o encouraçado São Paulo chegou ao Rio de Janeiro, em 25 de outubro de 1910 foi incorporado a Divisão Naval do Centro (atual 1º DN). Provavelmente por influência dos acontecimentos em Portugal, os praças do Minas Geraes, rebelaram-se em 22 de novembro de 1910 contra seus oficiais. Os marinheiros do São Paulo seguiram o mesmo curso. A revolta terminou quando o governo ofereceu anistia aos rebelados e aceitou algumas das exigências dos amotinados. O episódio ficou conhecimdo como a “Revolta da Chibata”.

Durante vários anos, participou de diversas comissões e visitas a portos brasileiros. Em 7 de agosto de 1918, o navio foi enviado ao estaleiro Brooklyn para modernização e reparo, conforme executado no encouraçado Minas Geraes. Deixou o estaleiro em 17 de janeiro de 1920.

Em 6 de julho de 1922, por causa da rebelião no Forte de Copacabana, foi ordenado que disparasse contra a instalação de terra. Após cinco disparos o forte se rendeu. Em agosto de mesmo ano foi enviado a Bélgica para trazer o rei e a rainha daquele país para as comemorações de centenário da independência do Brasil, retornando em 19 de setembro de 1922.

O navio retornou à sua rotina de comissões e treinamentos até que em 4 de novembro de 1924 seus oficiais rebelaram-se contra o governo. Após trocar disparos com as fortalezas de Santa Cruz e Copacabana, o navio navegou na direção sul para fazer contato com os revolucionários do Rio Grande do Sul. Prevendo ser impossível, a tripulação decidiu pedir asilo político no Uruguai em 9 de novembro de 1924. Anos mais tarde, durante a Revolução Constitucionalista de 1932, o encouraçado São Paulo foi a nau capitânea da divisão que executou o bloqueio ao porto de Santos.

Durante a 2ª Guerra Mundial o encouraçado São Paulo serviu como bateria flutuante fixa na entrada do Porto de Recife, só retornando ao Rio de Janeiro em 1945, após o final da Guerra.

O encouraçado São Paulo foi para a reserva em 2 de julho de 1947, passando a atuar então como navio de treinamento estático até sua desativação definitiva em 1951, quando foi vendido como sucata para um estaleiro inglês. seguindo rebocado para a Europa, para ser desmontado, porém o navio pretendia morrer de outra maneira e escolhera o fundo do mar como seu túmulo. Durante uma tempestade na noite do dia 6 de novembro de 1951, o São Paulo soltou-se dos cabos que o ligavam aos rebocadores e perdeu-se na escuridão. Terminou por afundar, levando consigo sua ultima tripulação composta de oito homens.

Classe MINAS GERAES – FICHA TÉCNICA

Deslocamento Padrão – 19,200 t; máximo – 23,243 t
Dimensões Comprimento -162.5 m; boca – 25.3 m width; calado – 7,8 m
Propulsão 18 caldeiras Babcock (substituídas posteriormente por 6 Thornycroft); 2 chaminés (posteriormente um única chaminé)
Velocidade máx. 22 nós
Alcance 10.000 milhas náuticas a 10 nós
Tripulação 900 a 1.200 homens, em função da missão
Blindagem cinturão: 9” (229 mm) no costado, 6” (152 mm) na popa e na proa
coberta principal: 2” (51 mm)
torretas: 9” (229 mm) na frente, 8” (203 mm) nas laterais
superestrutura: 8 “ (203 mm) na frente, 3” (76 mm) nas laterais
Armamento principal: 12 peças de 12” (305 mm) dispostas em torres gêmeas
secundário: 22 peças simples de 4,7” (120 mm) em casa matas; 8 peças de 3” (76 mm) Mk. II (removidas em 1935)

 BIBLIOGRAFIA

  • Ref: Revista Marítima Brasileira Vol. 121 Nº 1/3 janeiro/março de 2001
  • Historia Naval Brasileira Vol. 5 Tomo II SDM 1985
  • Almirante Lucas Alexandre Boiteux “Das nossas naus de ontem aos nossos submarinos de hoje” Series publicado em Subsídios para a Historia Marítima do Brasil, Vol. XVII SDM
  • Almirante Júlio César de Noronha “O programa naval de 1904” in Subsídios para a Historia Marítima do Brasil Vol. IX SDM 1950
  • David Topliss “The Brazilian Dreadnoughts 1904-1914” in Warship International Vol 3 INRO 1988

SAIBA MAIS SOBRE OS NAVIOS NO NGB:

NOTA DO EDITOR: este artigo foi publicado originalmente no site Poder Naval, em 2006. Republicamos no Blog em homenagem ao autor, Paulo “Osso” de Oliveira Ribeiro, nosso amigo de infância que atualmente enfrenta problemas de saúde. Esperamos que o “Osso” se recupere para voltar a escrever sobre o assunto que ele tanto gostava.

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Marinha do Chile compra o ‘Foudre’

O Governo Chileno finalizou as negociações com a França para a aquisição do Navio de Desembarque Doca (LSD) Foudre, para substituir o navio Valdivia da classe “Newport” que foi desativado em 2010.

O Chile espera pagar em torno de US$ 80 milhões pelo navio anfíbio, que a Marine Nationale vai descomissionar em abril de 2012.

O Foudre, incorporado em 1990, desloca 12.400t carregado, pode levar até 470 fuzileiros (1.600 em emergências) mais 1.880t de carga. Pode receber a bordo até 4 helicópteros do porte do Super Puma. Nas foto do alto, o Siroco, segundo navio da classe.

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Em 6 de outubro, nas águas ao largo do Golfo de La Spezia, foi realizado o primeiro cruzeiro da fragata da classe “FREMM” Carlo Bergamini, da Marina Militare Italiana. Os testes realizados no mar foram satisfatórios, devido ao profissionalismo dos trabalhadores e tripulação da unidade, que tem participado ativamente em todos os ensaios realizados.

A FREMM italiana concorre com outras fragatas ao Prosuper, Programa de Navios de Superfície, que visa equipar a Esquadra Brasileira com navios de escolta de 6.000 toneladas.

NOTA DO EDITOR: Caramba, esse navio ficou bonito! Só podia ser italiano…

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Míssil RBS15 Mk3 na Alemanha

A Alemanha colocou em serviço em suas corvetas classe “K130″ (foto) o míssil antinavio Saab RBS-15 Mk.3. As entregas começaram em março de 2011.

O míssil é do tipo “dispare-e-esqueça” e tem alcance de mais de 200km. O míssil pode acompanhar “waypoints” por GPS e a altitude de voo pode ser alterada várias vezes. Segundo o fabricante, o RBS15 Mk3 é extremamente resistente a contramedidas e também pode engajar alvos terrestres.

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No dia 07 de outubro de 2001, teve início a Operação Enduring Freedom, em retaliação ao ataque terrorista de 09.11, quando navios e submarinos da US Navy realizaram lançamentos de mísseis Tomahawk contra os campos de treinamento da Al Qaeda e instalações militares do regime Taliban no Afeganistão.

FONTE e FOTOS: US Navy

Entre os dias 5 e 9 de setembro, a Fragata Niterói realizou a Comissão de Apoio aos testes de aceitação no mar do novo sistema de combate do Submarino Tapajó e a Comissão “DESFILEX”, alusiva ao Dia da Independência.

Nesse período, embarcaram no navio 19 Guardas-Marinha (GM) do Corpo de Engenheiros Navais, do Quadro Complementar da Armada e do Quadro Técnico.

Ao longo da comissão, os GM tiveram a oportunidade de realizar estágio nos quatro departamentos do navio, onde vivenciaram a rotina administrativa das divisões e a manutenção planejada dos mais diversos sistemas.

Os futuros Oficiais também acompanharam, no Centro de Operações de Combate e no Passadiço, os principais exercícios e adestramentos realizados.

Ainda durante a comissão, os GM participaram, a bordo da Fragata Niterói, do Desfile Naval realizado na orla da cidade do Rio de Janeiro, como comemoração ao Dia da Independência do Brasil.

FONTE e FOTO: MB

O primeiro jato F-35B Lightning II fez seu primeiro pouso vertical a bordo do navio de assalto anfíbio USS Wasp (LHD 1) no dia 3 de outubro de 2011.

O F-35B é a variante do Marine Corps Joint Strike Force para decolagem curta e pouso vertical (STOVL) a bordo dos navios anfíbios da USN.

Este pouso vertical é parte das provas iniciais do F-35B no mar, que começaram nesta segunda-feira, dia 3 de outubro e deverão durar duas semanas. O objetivo é coletar dados de desempenho da aeronave em decolagens curtas, pousos verticais em navios no mar, determinando como o caça se integra aos sistemas de pouso do navio, operações no convoo e hangar. Trata-se do primeiro de três períodos de testes no mar agendados.

Neste ano, o Wasp foi equipado com instrumentação especializada para colher dados ambientais de efeitos no convoo durante o período de testes. Em 2007, o Wasp já havia sido usado para os testes do V-22 Osprey.

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No dia 26 de julho a US Navy (Marinha dos EUA) testou uma bomba guiada JSOW AGM-154C-1 contra um navio alvo Mobile Ship Target (MST) de 80 metros de comprimento, demonstrando a capacidade de atacar alvos móveis no mar. A JSOW foi disparada de um F/A-18F a 35km do alvo.

O casulo ATFLIR do Super Hornet guiou a bomba usando o telêmetro laser para determinar as coordenadas do alvo e transmitir para a JSOW por um datalink (Link 16). Na fase terminal, um sensor de imagem infravermelho fez o reconhecimento e classificação do alvo, comparou com uma biblioteca de alvos e determinou qual era o melhor ponto de pontaria. O alcance da JSOW C-1 é de 100km quando disparada a uma altitude de 12 mil metros. A JSOW C-1 deve entrar em operação no fim de 2013. A US Navy deve comprar 1650 JSOW C da Raytheon.

A Raytheon está propondo uma versão propulsada da JSOW com alcance de 500km. A JSOW-ER já foi demonstrada em 2009 voando 264 milhas. A versão operacional terá que receber uma ogiva menor que a de 454kg atualmente em uso. A cabeça de guerra do Maverick de 136kg é uma opção para diminuir os custos.

A US Navy tem várias armas antinavio que poderão ser substituídas pela JSOW. Os AGM-84 Harpoon têm alcance de 100km, mas não podem receber atualização em voo. Os SLAM-ER têm alcance de 250km atualização de meio curso, mas precisam de um operador continuamente. As Paveway e JDAM guiadas a laser têm capacidade antinavio e contra alvos móveis limitados.

O Maverick tem alcance de 25km, sendo usado contra pequenos navios e foi empregado recente na Líbia, quando um P-3C Orion da US Navy neutralizou um navio patrulha. Os helicópteros da US Navy usam o Hellfire guiado a laser contra navios.

O Maverick e o Hellfire deverão ser substituídos pelo Joint Air-Ground Missile (JAGM), sendo que o Maverick deve operar até 2020. O JAGM terá sensor trimodo com capacidade de guiamento por imagem infravermelha, laser semi-ativo e radar de onda milimétrica. A Lockheed Martin e a Raytheon/Boeing estão competindo no programa JAGM com a escolha planejada para 2012.

A GBU-53B Small-Diameter Bomb II (SDB II) foi projetada para atacar alvos em terra, mas tem capacidade de atacar pequenos alvos móveis no mar. O sensor é o mesmo do JAGM

O AGM-88 HARM é outra arma com capacidade de atacar navios. O objetivo é destruir os sensores e diminuir a capacidade do navio de se defender. O AIM-9X também está recebendo a capacidade de atacar alvos no mar e já demonstrou-a após mudanças no software. Durante operações no Iraque, já ocorreram situações em que os pilotos de Hornet ficaram sem munição e pediram autorização para disparar seus AIM-9X contra alvos em terra, o que foi negado.

FONTE: Revista SeaPower

NOTA DO EDITOR: apesar de ter um alcance menor que o Harpoon, a JSOW tem uma cabeça de guerra mais potente. A capacidade furtiva das JSOW permite que voem mais alto, o que aumenta o alcance. O sensor passivo também garante a furtividade e a precisão e compensa a perda do poder destrutivo, e menos armas devem ser necessárias para saturar um alvo. A JSOW também tem capacidade de atacar alvos em terra incluindo navios no porto.

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O Almirante americano Elmo Zumwalt propôs em 1973 o conceito de Navio de Controle de Área Marítima (NCAM). O cenário da época era o da guerra fria e um NCAM escoltaria comboios no Atlântico para apoiar operações em terra na Europa durante um conflito entre a OTAN e o Pacto de Varsóvia. Os porta-aviões convencionais tinham muito poder ofensivo para serem desperdiçados em missões de escolta e atuariam em áreas mais perigosas em operações ofensivas.

Zumwalt estimava que 20 comboios estariam o tempo todo trafegando no Atlântico no caso de um conflito. Como um NCAM custaria 1/8 de um porta-aviões então podia ser construído em uma quantidade respeitável. O componente aéreo principal do NCAM seria de helicópteros anti-submarinos e uns poucos caças AV-8A Harrier seriam usados para defesa aérea contra aeronaves de patrulha de longo alcance e para atacar alvos navais pouco armados.

Por motivos principalmente políticos, o projeto não foi adiante. O conceito foi testado com o navio anfíbio USS Guam e os porta-helicópteros e navios de assalto da US Navy como as classes Guam e Tarawa passaram a ter a capacidade de atuar também como NCAM. O conceito do NCAM foi posto em prática por outros países como a Classe Invincible britânica, o Principe de Astúrias espanhol e o Garibaldi italiano (fotos abaixo).

Uma variação do NCAM é o DDV-X Air Capable Spruance (imagem que abre esta matéria). O navio era uma proposta de 1977 do Comandante Ronald Ghiradella que usava o casco do contratorpedeiro Spruance (foto abaixo) com um convés corrido e hangar. O navio teria apenas um elevador para apoiar o hangar. O convoo poderia operar o Harrier. Comparado com o NCAM o navio teria radares e sonar, armas mais capazes sendo um navio de guerra com capacidade similar a classe Kiev russa.

O deslocamento do DDV-X previsto era de 8125t carregado e poderia levar até oito caças Harrier. Seria armado com oito mísseis Harpoon, um lançador Sea Sparrow, um canhão de 127m, e quatro CIWS. O custo estimado seria o dobro do Spruance.

O desenho acima é da versão final que começou a ser construída e seria chamado de CVE USS Santa Fe: 1 – Phalanx; 2 – Sea Sparrow; 3 – radar SPS-40E; 4- radar SPQ-9A; 5 – canhão Mk.45 de 127mm; 6 – sonar SQS-53B; 7 – elevador; 8 – chaminés.

NOTA DO EDITOR: se o conceito fosse posto em prática e operasse até após o F-35 entrar em operação, seria possível fazer algumas comparações entre as capacidades dos porta-aviões de décadas atrás com as que podem estar disponíveis no futuro. Supondo um ataque de um porta-aviões convencional com caças F/A-18A contra uma base aérea, durante a década de 1980, seriam necessários quatro caças para garantir um corte em uma pista em um ataque a média altitude. As aeronaves teriam que ter escolta de caças F-14 e/ou F/A-18A, supressão de defesas com mais F/A-18 ou EA-6B e interferência eletrônica com os EA-6B Prowler. Seria um pacote com 12-20 aeronaves para fazer alguns buracos em uma pista de pouso.

Um DDV-X equipado com oito F-35B poderia lançar quatro aeronaves equipadas com oito bombas guiadas SDB cada (32 bombas no total) ou oito bombas JDAM de 454kg, pode garantir quase 32 pontos de pontaria na base aérea ou pelo menos oito grandes crateras na pista. Por ser furtivo o F-35 não precisariam de escoltas de caças, nem de supressão de defesas e nem do apoio de uma aeronave de interferência eletrônica. Como as operações navais atuais são de baixa intensidade, e como são longos os voos no Afeganistão a partir do oceano Indico e as operações na Líbia, o conceito parece ainda ser atual.

A Oto Melara mostrou sua nova linha de munição de longo alcance guiada baseada no canhão naval 76/62 Super Rapido. A nova Vulcano 76 transforma o canhão de 76/62 em uma arma multifuncional capaz de atacar alvos no mar e em terra, além de continuar tendo capacidade antiaérea tradicional e apoio de fogo naval clássico.

O novo projétil tem guiamento por GPS com o dobro do alcance da munição convencional. O alcance efetivo é de 40km contra alvos de superfície. A nova capacidade permite que navios pequenos, posicionados além do horizonte,  ataquem alvos no litoral, ficando longe do alcance das defesas na costa. A munição tem opção de espoleta com capacidade airburst (explosão acima do solo), proximidade (contra alvos aéreos), impacto e atraso, além de auto-destruição.

A versão com guiamento por sensor de imagem infravermelho (Vulcano 76 GPS/INS/IR) permite atacar alvos no mar com guiamento terminal. Um canhão com cano resfriado por água pode disparar seus 80 projéteis em um minuto. O tempo de voo até 40km é de 120 segundos.

A nova munição está em desenvolvimento e deve entrar em operação em 2015. A munição pode ser empregada em canhões Super Rapido de 76mm antigos com um kit de upgrade. O Super Rapido está em uso em 55 marinhas. A Oto Melara pretende introduzir a nova munição na versão terrestre do canhão chamada DARCO e um subcalibre para o obuseiro auto-propulsado SPH2000 de 155mm.

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Ao centro, o Vice-Almirante Autran

 

No dia 8 de setembro, foi realizada uma saída do Submarino “Timbira” com a presença do Comandante do 2º Distrito Naval, Vice-Almirante Carlos Autran de Oliveira Amaral e convidados.

O Submarino encontrava-se atracado no Porto de Salvador após ter regressado do Peru, onde participou das comemorações dos 100 anos da Força de Submarinos daquele país.

Durante a visita, foram conduzidos adestramentos para a equipe de ataque pelo Comandante do Submarino, o Capitão-de-Fragata Thadeu Marcos Orosco Coelho Lobo.

Militares em atividade a bordo do Submarino “Timbira”

 

A DSCA (Defense Security Cooperation Agency) vai notificar o Congresso nesta quarta-feira sobre uma possível venda via FMS (Foreign Military Sale) ao Governo do Qatar, de seis helicópteros Multi-Emprego MH-60R Sea Hawk e mais equipamentos associados, como peças, treinamento e apoio logístico, tudo a um custo estimado de US$ 750 milhões.

O Governo do Qatar solicitou, além da possível venda das seis aeronaves, 13 motores T-700 GE 401C (12 instalados e 1 de reserva), equipamentos de comunicação, equipamentos de apoio, peças de reposição, ferramentas, publicações técnicas, treinamento de pessoal, entre outros elementos relacionados ao apoio logístico.

Esta proposta de venda irá contribuir para a política externa e de segurança nacional dos Estados Unidos, ajudando a melhorar a segurança de um país amigo e, que continua a ser, uma força importante para o progresso político e econômico no Oriente Médio.

Le ‘Foch’ (1963)

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