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Marinha da Coreia do Sul

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Clique no quadro acima para ver a composição da Marinha da Coreia do Sul (ROK Navy). Os navios em cinza ainda não tinham sido incorporados quando o gráfico foi feito (veja links abaixo). Os navios que existem em maior número são as corvetas da classe “Pohang”, que teriam sido oferecidas ao Brasil na proposta da Hyundai para a modernização do AMRJ e fornecimento das escoltas KDX-II.

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O primeiro caça naval MiG-29KUB com as cores da Marinha da Índia foi exposto na feira de aviação russa MAKS 2009.

O avião será entregue no mês que vem, dois anos antes do início dos testes de mar do navio-aeródromo INS Vikramaditya.

A aeronave foi exposta com um interessante leque de armas. Mísseis ar-superfície Kh-38M de médio alcance (com as asas dobradas) e o Kh-59MK2 de logo alcance, para ataque terrestre.

A família Kh-38M foi projetada no final dos anos 80 e início de 90, para substituir a família de mísseis Kh-25 e parte da Kh-29. Os Kh-38M (Kh-38ME de exportação) estão também sendo propostos no pacote de armas do MiG-35 oferecido para o programa de caças da Força Aérea da Índia.

O Kh-38M tem alcance divulgado de 25 milhas (40km), embora possa ser ainda maior.

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A Raytheon fechou contrato com o Pentágono no valor de US$ 151.577.441 para o fornecimento de 186 Evolved SeaSparrow Missiles (ESSM), 77 containers e peças de reposição para o NATO Seasparrow Consortium e Emirados Árabes Unidos.

A produção dos mísseis será feita em Tucson, Arizona (45%), Camden, Arkansas, (2%); Andover, Massachusetts (10%), Austrália, (11%), Canadá, (7%), Dinamarca, (1%), Grécia, (1%), Alemanha, (8%), Holanda, (6%); Noruega, (5%); Espanha, (3%); e Turquia, (1%). Espera-se terminar a entrega em agosto de 2012.

O míssil RIM-162 Evolved Sea Sparrow Missile (ESSM) é um desenvolvimento do RIM-7 Sea Sparrow, usado para proteger os navios do ataque de mísseis, aviões e ameaças de superfície.

O ESSM visa impedir os mísseis antinavio que manobram evasivamente na fase final do ataque. Comparado ao Sea Sparrow, o ESSM é maior e tem um motor foguete mais potente, para aumentar o alcance e agilidade.

A aerodinâmica atualizada emprega “strakes” e “skid-to-turn”. Além disso, o ESSM tira partido da mais recente tecnologia de mísseis, com versões diferentes para Aegis/SPY-1, Sewaco / APAR e iluminação do alvo tradicional “all-the-way”.

O ESSM também tem a capacidade de ser “quad-packed” no sistema VLS Mk 41, permitindo que quatro Sea Sparrow sejam armazenados em uma célula apenas.

O Evolved Sea Sparrow Missile está sendo usado por vários países. O primeiro país, depois dos EUA, a atingir o status operacional para o míssil foi a Austrália. Outros países que também integraram o ESSM: Dinamarca, Holanda, Alemanha, Noruega. Outros países que estão em processo de integração do míssil: Canadá, Nova Zelândia, Grécia, Japão, Espanha e Turquia.

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FICHA TÉCNICA:
Peso: 620 lb (280 kg)
Comprimento: 12 ft (3,66 m)
Diâmetro: 10 in (254 mm)
Cabeça: 66 lb (39 kg) de explosivo-fragmentação
Mecanisno de detonação: Espoleta de proximidade
Motor: Mk 143 Mod 0 foque de combustível sólido
Alcance operacional: 27 milhas (+50km)
Velocidade: Mach 4+
Sistema de guiagem: meio-curso, datalink; terminal, com radar semi-ativo.
Plataformas de lançamento: Mk 41 VLS (RIM-162A/B), Mk 48 VLS (RIM-162C) e lançador conteirável Mk 29 (RIM-162D).

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vinheta-clipping-navalO Ministério da Defesa garantiu hoje que “não existe qualquer proposta” do consórcio alemão a quem o Estado comprou dois submarinos em 2004 para fornecer um submarino “grátis” a Portugal de forma a resolver o diferendo das contrapartidas.

“Não existe qualquer proposta no Ministério da Defesa Nacional neste sentido e se houvesse seria recusada. O programa das contrapartidas deve ser rigorosamente cumprido na defesa dos interesses nacionais”, garante o Ministério em comunicado.

O semanário SOL avança hoje que os alemães teriam proposto a Portugal a entrega de um terceiro submarino a custo zero, como forma de pôr fim a um diferendo que há mais de um ano opõe o consórcio Germane Submarine Consortium (GSC) à Comissão Permanente de Contrapartidas (CPC).

A CPC é o organismo nomeado pelo Governo – e tutelado pelos ministérios da Defesa e da Economia – para fiscalizar e acompanhar a execução dos contratos feitos pelo Ministério da Defesa e, nos quais, os vendedores de equipamentos habitualmente se comprometem a comprar bens e serviços a empresas portuguesas no valor próximo da aquisição.

Em declarações à Agência Lusa, o presidente da CPC, Pedro Catarino, diz estar em contacto com o consórcio alemão para resolver as dificuldades que têm surgido no cumprimento das contrapartidas mas nega ter recebido qualquer proposta para a entrega de um novo submarino.

A CPC nunca recebeu qualquer proposta formal ou informal neste sentido, nem essa possibilidade foi sequer abordada pelo consórcio alemão com a CPC”, garantiu Pedro Catarino.

Segundo Pedro Catarino, “a CPC mantém-se empenhada e está em contacto com o consórcio alemão para resolver as dificuldades encontradas no quadro das contrapartidas que, esperamos, sejam cumpridas integralmente no quadro temporal previsto e nas condições estipuladas pelo contrato”.

O presidente da CPC não quis, contudo, precisar os valores globais das contrapartidas negociadas com o consórcio alemão dos submarinos, mas diz que cerca de metade já foram cumpridas, embora nem todas contabilizadas.

“Há um número de projectos que já foram cumpridos e aceites e depois há um conjunto de projectos que já foram cumpridos mas que ainda não foram contabilizados porque existem algumas diferenças em relação a alguns aspectos do contrato”, explicou Pedro Catarino.

De acordo com o presidente da CPC, “já foram cumpridas na prática quase metade das contrapartidas, simplesmente só uma parte foi reconhecida até que se resolvam as diferenças que existem sobre certos aspectos contratuais”.

Pedro Catarino rejeitou, se vier a existir essa proposta, a aceitação de um submarino a custo zero em troca do cumprimento integral das contrapartidas, remetendo para a posição do Ministério da Defesa.

“O assunto nunca foi abordado, não há nenhuma proposta formal ou informal, nunca foi equacionado, nem vai ser certamente dada a posição do sr. ministro, de que se fosse proposta seria rejeitada”, disse.

Segundo a CPC, o valor potencial da totalidade das contrapartidas negociadas com o Estado português na área da Defesa – e que envolvem oito contratos – rondam os três mil milhões de euros.

FONTE: Ultimahora, Portugal

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O submarino paquistanês PNS Ghazi (ex-USS Diablo SS-479) era um submarino da classe “Tench” de procedência americana, transferido ao Paquistão em 1963.

O PNS Ghazi foi o primeiro submarino do Paquistão e operou nas guerras de 1965 e 1971 contra a Índia, como navio-capitânia.

O USS Diablo foi lançado ao mar em 1944, entrando em serviço em março de 1945. Em 1963, o submarino foi transferido para o Paquistão, num leasing de 4 anos, dentro do “Programa de Assistência de Segurança”.

Após uma revisão extensiva e conversão para a configuração “Fleet Snorkel”, o PNS Ghazi foi incorporado em 1 de junho 1964, se apresentando ao serviço em Karachi, em setembro daquele ano. O submarino podia transportar até 28 torpedos.

A guerra de 1965

O Ghazi foi usado na guerra indo-paquistanesa de 1965 para atacar navios da Marinha indiana na Operação Dwarka, embora ele não tenha atingido nenhum alvo.

O submarino foi considerado uma ameaça significativa naquele conflito. Ele ganhou 10 prêmios, incluindo duas condecorações de Sitara-e-Jurat e citações do Presidente.

Depois da guerra, o PNS Ghazi foi enviado à Turquia, para uma remodelação US$ 1,5 milhão, em 1967-68. Lá, ele foi convertido para o lançamento de minas.

A Guerra de 1971

Sentindo a situação militar se deteriorando, com o emprego do porta-aviões indiano INS Vikrant ao largo de sua costa, o Paquistão decidiu anular esta ameaça com o envio de seu submarino capitânia.

Em 14 de novembro, zarpou do porto para uma patrulha de reconhecimento, sob o comando de Zafar Muhammad Khan, com 92 homens a bordo. O submarino navegou 3.000 milhas (4.828 quilômetros) em torno da península indiana, desde o Mar da Arábia, para a Baía de Bengala, a fim de afundar o Vikrant na saída do porto.

pns-ghazi2

Segundo o vice-almirante Mihir K. Roy, que era diretor de Inteligência, durante este período, a presença do PNS Ghazi foi revelada quando sinais de rádio enviados às autoridades navais em Chittagong foram interceptados pelos indianos. Um dos sinais solicitava informações sobre um óleo lubrificante usado somente por submarinos e caça-minas.

pns-ghazi

Quando a mensagem foi interceptada, o navio-aeródromo indiano INS Vikrant foi imediatamente transferido para o porto de Andamans.

Abaixo, outras mensagens do Ghazi recuperadas pelos indianos:

* FROM COMSUBS TO SUBRON-5 INFO PAK NAVY DTG 221720 NOV 71
FOLLOWING AREAS OCCUPIED:
1.PAPA ONE,TO,THREE,FOUR.
2.PAPA FIVE,SIX,SEVEN,EIGHT.
3.BRAVO ONE,TWO,THREE,FOUR,FIVE,SIX.
4.MIKE
* FROM COMSUBS TO GHAZI MANGRO INFO PAK NAVY DTG 222117 NOV 71
ARM ALL TORPEDOES.
* FROM COMSUBS TO SUBRON-5 INFO PAK NAVY DTG 231905 NOV 71
ASSUME PRECAUTIONARY STAGE
* FROM COMSUBS TO GHAZI INFO PAK NAVY DTG 252307/NOV 71
OCCUPY ZONE VICOTR WITH ALL DISPATCH
INTELLIGENCE INDICATES CARRIER IN PORT.

O PNS Ghazi, incapaz de localizar o navio-aeródromo INS Vikrant, recebeu ordens para minar o porto de Vishakapatnam – o quartel-general do Comando Naval Oriental da Índia. Embora patrulhas indianas tenham sido enviadas para procurar o submarino, ele não foi encontrado.

No entanto, o caçador virou caça quando o submarino foi afundado em torno da meia-noite de 3 de dezembro 1971, ao largo da costa Vishakapatnam. O PNS Ghazi afundou com todos os 92 homens a bordo. A destruição do submarino permitiu à Índia realizar mais facilmente um bloqueio naval do Paquistão Oriental (hoje Bangladesh).

A versão indiana

A Índia alega que o submarino foi afundado por cargas de profundidade lançadas por suas escoltas.
Mais tarde, alguns itens do Ghazi, como o livro de bordo e fitas, foram apresentados no Comando Naval Oriental da Índia. Sabe-se que o navio de salvamento de submarinos INS Nishtar foi enviado para buscar restos do submarino. A Índia, mais tarde, construiu um “memorial da vitória” na costa, perto de onde o Ghazi foi afundado.

A versão do Paquistão

De acordo com o Paquistão, o PNS Ghazi afundou quando uma mina foi detonada acidentalmente durante a operação de minagem. Outra teoria é que o choque explosivo de uma das cargas de profundidade lançadas pelos indianos pode ter detonado um torpedo ou mina armazenados a bordo do submarino.
A única informação sobre o assunto a partir de uma “fonte independente” vem de um oficial egípcio, que servia na época num submarino em reparos no porto de Visakhapatnam. Ele confirmou a ocorrência de uma grande explosão nas vizinhanças do porto, por volta da meia-noite. Segundo o oficial, a explosão foi tão violenta que abalou as instalações do porto.

Após o afundamento do PNS Ghazi, EUA e União Soviética ofereceram ajuda para resgatar o submarino, mas o Governo da Índia recusou a ajuda, preferindo deixá-lo desaparecer no lodo.

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vinheta-clipping-navalEm audiência pública nesta terça-feira, marcada pela ausência dos interlocutores da área de Defesa Nacional, o acordo com a França para a aquisição de equipamentos e tecnologia nuclear para a Marinha brasileira foi fortemente questionado pelos deputados da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional.

A assinatura do acordo é prevista para coincidir com a visita do presidente francês, Nicolas Sarkozy, ao Brasil, durante os festejos da independência, em 7 de setembro.

O acordo, que terá de ser analisado pelo Congresso Nacional, prevê a transferência de tecnologia, a construção de um submarino nuclear e a aquisição de outros quatro submarinos convencionais ao custo total de 6,8 bilhões de euros (cerca de R$ 19 bilhões), a juros de 5,5% ao ano.

Para que os questionamentos dos deputados fossem esclarecidos em tempo hábil, a audiência foi marcada para hoje. O Ministério da Marinha (sic) não se fez representar, e o Ministério da Defesa alegou “compromissos anteriormente assumidos” para a ausência do ministro Nelson Jobim, que também não enviou representante. O presidente da comissão, deputado Severiano Alves (PDT-BA), abriu a sessão lamentando a falta de interesse da sociedade pelos grandes temas nacionais, entre os quais a Defesa Nacional.

Equipamentos ultrapassados

O deputado Júlio Delgado (PSB-MG), autor do requerimento da audiência, questionou os fundamentos técnicos e econômicos do acordo. O parlamentar disse que os equipamentos franceses são ultrapassados e que o valor da transação vai onerar o endividamento do País. “Esse pacote envolve R$ 19 bilhões na compra de quatro submarinos convencionais franceses que não são utilizados por nenhuma potência mundial. Esse valor todo seria financiado pelo País em empréstimos externos a juros muito altos pelo prazo de 25 anos. É extremamente oneroso para o Brasil estar comprando algo tão desatualizado e tão caro em troca da chamada transferência tecnológica.” Delgado acrescenta que está incluída a aquisição de um casco para receber um propulsor nuclear em um futuro incerto e a construção de um estaleiro e de uma base.

Prazo

Delgado também questionou as datas diferentes divulgadas pela Marinha para o lançamento do submarino nuclear (2014, 2017 ou 2021, conforme as versões).

Segundo o deputado, todos os especialistas são unânimes em dizer que serão necessários entre 10 e 15 anos para produzir um gerador nuclear terrestre, que terá de funcionar chumbado a uma base de concreto. Depois disso, mais 10 ou 15 anos serão precisos para “marinizar” esse gerador de forma que possa ser usado no casco móvel de um submarino.

Júlio Delgado também não se mostrou convencido da necessidade desse equipamento, pois considera que uma quantidade maior de submarinos convencionais traria melhor proteção para o litoral brasileiro.

A forma das negociações e o custo final do contrato com a França, segundo o deputado, não se justificam pelos argumentos apresentados.

Licitação

Para o deputado Márcio Reinaldo Moreira (PP-MG), o acordo deveria ter sido precedido de uma licitação ou alguma espécie de certame internacional, envolvendo técnica e preço. É o que está fazendo a Aeronáutica, para a escolha dos caças que está adquirindo. “O custo do projeto da Marinha é tão alto que vai onerar não só o seu próprio orçamento ou o da Defesa, mas o orçamento da União.”

Capacitação

O presidente da Associação Brasileira de Estudos de Defesa (Abed), professor Eurico Lima Figueiredo, defendeu a capacitação estratégica e tecnológica do País, à altura da sua importância política e econômica. Ele considera que a sociedade brasileira está madura para controlar as Forças Armadas e outras instituições, como o Congresso ou a universidade . “Isso já está acontecendo, na medida em que a estratégia nacional de defesa está sendo formulada com a participação de civís e é publicamente discutida.”

Segundo o professor, é preciso dominar a tecnologia que permita dar o salto nuclear, para a energia nuclear em geral, como alternativa para o futuro. “Se as grandes potências consideram importante ter submarinos nucleares, nós, que em 30 anos seremos pelo menos a quinta potência econômica, não devemos nos intimidar”.

FONTE: Portal da Câmara dos Deputados

NOTA DO BLOG 1: Seria muito importante a presença do Comandante da Marinha e do Ministro da Defesa nesta audiência pública. Este é, sem sobra de dúvida, o projeto de defesa mais importante e de maior volume de recursos do país.

NOTA DO BLOG 2: o Blog do Poder Naval já havia questionado o problema das diferentes datas divulgadas e o longo prazo para a conclusão da primeira unidade. Pode ser coincidência, ou os parlamentares estão se baseando nas informações divulgadas pelo Blog.

vinheta-clipping-navalA Marinha enviou à Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional uma nota assinada pelo Centro de Comunicação Social para explicar o acordo com a França para a construção de um submarino nuclear. A nota refuta notícias publicadas pela imprensa nos últimos dias. A Marinha diz que não há disputa no fornecimento entre França e Alemanha, porque a Alemanha não dispõe de tecnologia nuclear para submarinos.

A nota da Marinha ressalta ainda que não cabe licitação em projetos nucleares e sigilosos.

O documento ressalta que governo brasileiro não pode recusar a contratação do consórcio indicado pela França para a construção de uma base naval, que envolve a construtora Odebrecht. A Marinha informa ainda que a parceria tecnológica faz parte de uma nova realidade em que o Governo decide investir forte no projeto de defesa nacional.

O coordenador da Frente Parlamentar de Defesa Nacional, deputado Raul Jungmann (PPS-PE), fez um contato telefônico com o ministro da Defesa expondo o mal-estar pela ausência de representantes do ministério na audiência pública para discutir o tema.

Ele obteve do ministro a promessa de que virá à Câmara prestar todos os esclarecimentos necessários no próximo dia 26 de agosto, após a reunião reservada, já agendada com a comissão para tratar da questão das bases militares americanas na Colômbia.

FONTE: Rádio Câmara

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vinheta-clipping-navalO acordo entre o Brasil e a França para a compra de quatro submarinos convencionais Scorpène e de um modelo modificado do mesmo, capaz de receber um motor de propulsão nuclear, foi criticado na Câmara, em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, nesta terça-feira (18).

O principal crítico da proposta foi o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), que respondeu item por item ofício do Comandante da Marinha do Brasil, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto.

A proposta francesa inclui o projeto e a construção, no Brasil, de um estaleiro dedicado à fabricação de submarinos nucleares e convencionais e de uma nova base naval, capaz de abrigar submarinos nucleares. “A construção de uma base e um estaleiro por 4 bilhões de euros, estaleiro este a ser entregue graciosamente à uma empreiteira previamente privilegiada é algo que não pode ser aceito, principalmente quando se sabe que grandes estaleiros foram recentemente construídos ao custo aproximado de 300 milhões de euros”, afirmou o deputado. A empreiteira mencionada é a empresa Odebrecht, parceira brasileira de livre escolha dos franceses.

Tecnologia

Quanto aos submarinos, Delgado argumentou que o modelo francês convencional a ser adquirido pelo Brasil, o Scorpène, tem custo muito mais elevado (750 milhões de euros, contra 600 mil dólares) do que os competidores, e já estaria tecnologicamente defasado, além de não ser usado por outras marinhas do mundo.

“Do submarino nuclear, a França só forneceria o casco”. O deputado não vê sentido em “comprar um casco já existente, concebido há anos, ainda oco, para daqui a décadas ou quando, afinal, ficar pronto, receber um reator nuclear brasileiro”.

Alternativas

A alegada impossibilidade ou desinteresse de outros países em participar do projeto do submarino brasileiro também não se sustenta, segundo Delgado. “A Rússia tem transferido tecnologia para a Índia e China há anos, inclusive emprestando submarinos nucleares à Marinha indiana durante muito tempo para operações de treinamento das tripulações e técnicos locais.”

O parlamentar lembra que Suécia e Austrália também dominam a tecnologia de construção de grandes submarinos; e que a Alemanha chegou a fazer propostas concretas ao Brasil, que não tiveram resposta. “Ao contrário do se alega, os alemães não têm qualquer limitação para retornar ao projeto do submarino nuclear brasileiro. Os acordos internacionais que os limitavam se exauriram na década de 60 e o governo alemão não apresentou qualquer objeção ao projeto conjunto com a Marinha do Brasil”, assinalou Delgado.

FONTE: Agência Câmara

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Os U-boats ‘Walter’

O professor Hellmuth Walter foi  um brilhante engenheiro alemão que, em 1933, criou uma nova turbina a gás no estaleiro Germaniawerft, em Kiel. Foi ali que nasceu o primeiro sistema AIP, de circuito fechado.

Walter idealizou um submarino movido a peróxido de hidrogênio (H2O2), que em sua forma estabilizada chama-se “Perydrol”. A combustão do H2O2 com o óleo era bastante complexa, mas prometia motores mais compactos e mais leves que os motores diesel-elétricos daquele tempo.

O submarino equipado com o sistema “Walter” também não necessitava permanecer longas horas na superfície para recarregar as baterias.

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As propostas

Em outubro de 1934, Walter fez propostas incriveis ao OKM (Alto-Comando da Kriegsmarine), na forma de um U-boat de 300t (similar ao tamanho do Type IIA), com uma velocidade na superfície de 26 nós e a fantástica velocidade de 30 nós submerso! O submarino teria alcande de 2.500 milhas à 15 nós ou 500 milhas em velocidade máxima submerso. O U-boat convencional daquela época tinha uma velocidade máxima na superfície de 11 nós e podia fazer apenas 7 nós submerso.

As ideias de Walter foram prontamente rejeitadas pela Kriegsmarine, por serem pouco convencionais e fantasiosas. Mas Walter não desistiu e em 1937, ele mostrou seus planos ao Kapitän zur See Karl Dönitz, que naquela época era comandante de uma flotilha de U-boat de treinamento.

Dönitz ficou tão impressionado com a proposta de Walter, que ele conseguiu através do canais apropriados fechar um contrato de projeto em 1939, para um pequeno submarino de pesquisas chamado V-80.

O primeiro submarino ‘verdadeiro’

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O V-80 foi projetado por Walter e a Germaniawerft em Kiel e construído sob grande sigilo numa carreira cercada por uma alta cerca. O submarino foi lançado em 14 de abril de 1940 e os resultados obtidos durante as provas de mar, tendo o próprio Walter nos comandos, foram sensacionais.

O V-80 atingiu mais de 23 nós submerso, mais que o dobro do que qualquer submarino da época podia atingir.

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Depois do protótipo

O OKM ficou tão impressionado com os resultados do V-80 que sugeriu a construção imediata de seis submarinos costeiros baseados naquele projeto. Mas muitos questionaram que um submarino operacional poderia ser construído com tal sistema e que os estaleiros estavam ocupados produzindo outros tipos de U-Boat, como os Type VII e IX. Um projeto mais convencional de 600t foi então proposto e chamado de V-300 (Type XVII, depois U-791), que poderia atingir 19 nós submerso. Sua construção foi iniciada no Germaniawerft, mas depois foi cancelada quando Walter considerou o projeto muito lento e propôs sua própria versão de U-boat de 220t.

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Na foto acima, o submarino Walter Wa-201 (U-793), sendo parcialmente desmantelado no final da guerra. Na foto abaixo, as bolsas de peróxido de hidrogênio sendo removidas do Type XVIIB, de 300t. O combustível ficava fora do casco de pressão, assim quando era consumido, não provocava mudanças apreciáveis no balanceamento do submarino – a água do mar ocupava o espaço do combustível.

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Nasce a próxima geração

Depois de encontrar Dönitz em janeiro de 1942, contratos foram fechados para a construção de 4 U-boats: (Wk202 – U-792 e U-793) no Germaniawerft em Kiel e (Wa201 – U-794 e U-795) no Blohm & Voss, em Hamburgo.

As quilhas dos quatro submarinos foram batidas em dezembro de 1942 e o primeiro, U-792, foi lançado em 28 de setembro de 1943 e o U-794 em 7 de outubro. Estes submarinos foram usados extensivamente para treinamento e alcançaram mais de 25 nós submersos em 1944. Em uma dessas corridas, o U-794, na Baía de Danzig, Dönitz e outros 4 almirantes foram testemunhas do U-boat atingindo 24 nós!

Em 1942, Walter propôs o grande Type XVIII, de 1.475t, que poderia levar 23 torpedos. Dois contratos foram fechados em 4 de janeiro de 1943, para a Deutsche Werke em Kiel (U-796 e U-797), mas foram cancelados em 28 de março de 1944, em favor do Type XXI, que tinha o mesmo design do Type XVIII, mas com uma grande quantidade de baterias no lugar da propulsão Walter, o que dava ao submarino 17 nós de velocidade máxima submersa.

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O lado ruim

Os submarinos Walter eram extremamente complexos de construir e manter e também dependiam de um fornecimento incerto de Perydrol. O combustível era extremamente inflamável e os britânicos no pós-guerra o consideraram tão perigoso que foi abandonado.

Os submarinos Walter e o final da guerra

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Nenhum desses submarinos entrou em combate com o inimigo e nenhum entrou em serviço na linha de frente, pois somente 3 U-boats planejados para combate foram lançados durante a Guerra e nenhum (U-1405 – U-1407) passou pela fase de testes e treinamento.

Os submarinos Walter não tiveram efeito real na Guerra mas, de acordo com o almirante Dönitz, o seu desenvolvimento, com um pouco de coragem e visão, poderia ter sido feito dois anos antes e certamente teria impacto no conflito.

O destino final dos U-boat Walter

hellmuth_walterTodos os 10 submarinos Walter (3 não comissionados) e o protótipo V-80 (que nunca entrou para a Kriegsmarine oficialmente) foram afundados pelos próprios alemães em maio de 1945.
Além de ser experimentado em submarinos e torpedos, o professor Hellmuth Walter também projetava motores foguetes para a aviação. Sua empresa HWK produzia os motores foguete do Messerschmitt Me 163 Komet e do Bachem Ba 349 Natter. O professor Walter continuou seu trabalho nos EUA depois da Guerra e faleceu em 1980, com 80 anos de idade.

FONTE: Uboat.net

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O estaleiro russo Yantar está negociando um acréscimo de 60 milhões de dólares para concluir as três fragatas em construção para a Marinha da Índia.

Os três navios são da classe Krivak IV (Project 11356) e sua construção foi constratada em julho de 2006 por 1,6 bilhão de dólares.

O estaleiro já havia pedido um empréstimo ao banco Vnesheconombank (VEB) de 110 milhões de dólares, mas necessita de mais 60 milhões. Segundo informações prestadas por um representante do estaleiro à agência russa Ria Novosti, o problema financeiro foi causado por “flutuações da cotação rublo-dólar nos últimos anos”.

Quando o contrato foi assinado a cotação era de 28,2 rublos para cada dólar, mas este valor caiu posteriormente para 23,5 rublos por dólar. Nas contas do representante do estaleiro houve uma perda de 500 milhões de rublos. Atualmente a cotação está em 31 rublos por dólar.

 

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Empresa ‘Air Products’ fornece equipamento para o reabastecimento de hidrogênio para os submarinos U214 das Marinhas da Grécia e Coreia do Sul

A Air Products está fornecendo os equipamentos de reabastecimento de hidrogênio das Marinhas da Grécia e Coreia do Sul. Através de um acordo entre o fabricantes dos submarinos Howaldswerke Deutsche Werft GmbH (HDW), o equipamento é usado para reabastecer o sistema de células de combustível dos submarinos U214.

A HDW desenvolveu o sistema AIP fuel cell de melhor performance do mercado, que permite aos submarinos U212 e U214 permanecerem submersos por várias semanas, sem a necessidade de uso do snorkel.  O sistema fuel cell produz energia elétrica por “eletrólise reversa”, sem deixar rastro de calor ou ruído.

fuel-cell

O equipamento fornecido pela Air Products inclui um CHC (Cryogenic Hydrogen Compressor), que foi originalmente desenvolvido para indústrias civis, para a compressão de hidrogênio líquido e gás criogênico.

Mais recentemente, o equipamento foi adaptado com sucesso para aplicações de células de combustível e hidrogênio, e tem sido utilizado em estações de reabastecimento ao redor do mundo. Hoje, o equipamento CHC é tão fácil de usar como uma bomba de água para apagar incêndios a bordo de navios.

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O segundo protótipo da variante F-35B do Lightning II realizou com sucesso seu primeiro reabastecimento em voo. Este foi o primeiro F-35 a completar o reabastecimento usando o sistema “probe-and-drogue”, usado pela US Navy e USMC.

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sea-skua-manejo

Na década de 80, foram feitas as seguintes aquisições:
Ikara 10 unidades em 1982 Recebidas em 1985
Sea Cat 49 unidades em 1985 Recebidas em 1985
Exocet MM40 12 unidades em 1984

24 unidades em 1987

Recebidas 12 em 1987/88

Recebidas 12 em 1990
Recebidas 12 em 1992

Exocet AM39 8 unidades em 1987 Recebidas em 1990
Sea Skua 16 unidades em 1987 Recebidas em 1988
ASROC 48 unidades em 1989 Recebidas em 16 em 1989
Recebidas 32 em 1991

Ikara

LANÇAMENTOS DE EXERCÍCIO EFETUADOS NA DÉCADA DE 1990
85 86 87 88 89
Exocet - - - - -
Ikara 1 1 1 1 1
Sea Cat 12 9 13 8 11
Sea Skua - - - - 3

Sea Cat

Na década de 1990 foi feito o lançamento de um míssil Exocet MM40 por uma corveta classe “Inhaúma” e um Exocet AM39 por um helicóptero SH-3A Sea King.

Sea King com AM39

FONTE: A evolução do Pensamento Estratégico Naval Brasileiro – meados de 70 até os dias atuais – Alte Armando A.F. Vidigal – Clube Naval

FOTOS (topo): Guilherme Poggio / Poder Naval

NOTA DO BLOG: Observar que as quantidades de mísseis são pequenas e não permitem o devido treinamento das equipagens com munição real. Na década de 1990 e 2000, as quantidades não tiveram alteração significativa, a não ser a aquisição de diferentes tipos de mísseis.

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Nos links abaixo, podem ser acessados diretamente do site da MB, arquivos em PDF com as explicações detalhadas sobre o Programa de Submarinos da Marinha do Brasil e o acordo de transferência de tecnologia com a França:

Informações em destaque:

  • Cada submarino convencional Scorpène (sem AIP) está orçado, na média, em € 408 milhões (custo médio, porque o custo decresce para cada unidade adicional);
  • A seção de proa dos submarinos será feita na França e as outras no Brasil (reclamaram que os alemães faziam isso e a história se repetirá);
  • Quanto ao submarino de propulsão nuclear, por não se ter ainda o projeto pronto, não se pode calcular o custo com precisão. O valor estimado do custo de um submarino de propulsão nuclear é de US$ 1,5 bilhão (dólares americanos), com previsão de prontificação para 2022.
  • Toda a parte nuclear do submarino será desenvolvida exclusivamente pelo Brasil. A intenção é a de uma produção continuada, com modelos aperfeiçoados a cada construção. A necessidade calculada pela Marinha é a de, pelo menos, 5 submarinos nucleares.

Um resumo da visão do site Poder Naval sobre a questão está neste artigo:

NOTA do BLOG: No artigo acima, publicado em novembro de 2008, estimamos com precisão os valores do Programa do Submarino Nuclear, antes que o acordo com a França fosse firmado. Continuamos discordando da Marinha quanto ao valor estimado para o nosso primeiro submarino nuclear, tendo em vista as experiências de outros países na área.

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uss-nautilus

vinheta-especialLogo após o término da Segunda Guerra Mundial, a repartição responsável pelo desenvolvimento da bomba atômica, o Manhattan District, convidou a Marinha dos EUA e outros setores das Forças Armadas e indústrias privadas para participarem de um projeto de energia nuclear para fins pacíficos, a construção de uma usina experimental de energia nuclear.

O Bureau of Ships, da Marinha, vendo aí uma oportunidade de utilização da energia nuclear na propulsão de navios, selecionou um capitão e quatro jovens oficiais e encaminhou-os a Oak Ridge, no Tenessi, onde se achava instalado um enorme reator de urânio, encarregando-os de colaborarem no projeto conjunto.

O Grupo Naval, nome dado posteriormente à equipe enviada pelo Bureau of Ships, mergulhou na tarefa, levando consigo seus variados talentos. O capitão Hyman George Rickover, formado na Academia Naval dos EUA em 1922, já havia estado na ativa por 24 anos e servira, durante a guerra, na seção de eletrecidade do Bureau of Ships, ocupando o posto de chefia.

Dedicava-se às suas tarefas de modo tão incansável que sua fama de perfeccionista e sizudo coordenador de serviços chegou a ocultar a sua considerável capacidade técnica.

Os outros quatro jovens oficiais (três deles também graduados pela Escola Naval) haviam sido selecionados entre os melhores engenheiros e especialistas do Bureau.

O plano básico

Não era nova a idéia de colocar uma fonte geradora de vapor num submarino. Havia sido tentada anteriormente para a propulsão de submarinos na superfície e abandonada, porque a temperatura do processo de combustão era tão alta elevada que obrigava a realização do resfriamento do submarino antes da imersão.

Mas agora, com o avanço da tecnologia, o problema poderia ser eliminado substituindo a combustão de material fóssil pela fissão de urânio e usando parte da energia gerada para operar os outros equipamentos do navio, inclusive para a geração de oxigênio.

A nova fonte de energia, conhecida como Reator Térmico Submarino, combinava teoria nuclear, física aplicada e engenharia prática testada.

Mas ainda se passariam dois longos anos, cheios de frustrações, até que chegasse de Washington a autorização para implementar o reator nuclear naval.

A oposição das altas esferas

A oposição ao desenvolvimento do submarino nuclear envolvia diferentes fatores, alguns de caráter prático, outros de caráter emocional, que brotavam de fontes variadas.

Dentro da própria Marinha havia relutância, em certos escalões, quanto a qualquer afastamento das formas tradicionais de propulsão de navios, especialmente quando se tratava de favorecer um programa de aperfeiçoamento de submarinos, favorecendo, consequentemente, a carreira de um determinado oficial.

Nos quadros da Comissão de Energia Atômica, alguns membros se opunham à colocação de materiais físseis em plataformas militares.

A indústria privada, por sua vez, evitava empregar vultosas somas na área amplamente desconhecida da produção de energia nuclear.

Foi necessário que o tempo passasse para que se manifestasse renovado interesse pelo material nuclear como fonte de energia e a capacidade do capitão Rickover em debates políticos, levantamento de fundos e direção de pessoas, para que a situação se alterasse.

type-xxi-uboot-bremerhaven

Continua em próximo post…

NOTA DO BLOG: A semelhança do casco do USS Nautilus (foto do alto) com o U-boot Type XXI, na segunda foto, não é mera coincidência. Com a derrota da Alemanha, suas inovações tecnológicas foram absorvidas pelos americanos e incorporadas aos seus submarinos, inclusive no Programa “Guppy”.

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José Meirelles Passos

vinheta-clipping-navalDesfeito o mistério que vinha sendo mantido pelo próprio Ministério da Defesa, desde fins do ano passado, sobre o preço que pretende pagar por quatro submarinos convencionais (diesel-elétricos) Skorpène, da estatal francesa DCNS, mais um casco que – daqui a 20 anos – viria a receber um reator nuclear desenvolvido pelo Brasil. Nota publicada no Diário Oficial da União (DO), na última quarta-feira, revela que cada embarcação custará um bilhão de euros (ou cerca de R$2,7 bilhões), pouco mais de duas vezes mais o valor da oferta feita anteriormente por uma empresa da Alemanha.

De acordo com a nota assinada por Alexandre Meira da Rosa, secretário-executivo da Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), o pacote oferecido pelo presidente Nicolas Sarkozy custará 6,8 bilhões de euros – cerca de R$20 bilhões ou o equivalente a cerca de dois anos do programa Bolsa Família.

Daquele total, 1,8 bilhão de euros representa o custo da construção de um estaleiro e de uma base naval no litoral fluminense exigida pelo governo francês. Os restantes cinco bilhões de euros pagam as embarcações. Tratou-se de uma “operação casada” apresentada pela França: para levar os submarinos, o Brasil teria também de aceitar aquelas duas obras.

O governo do Brasil teve de concordar ainda com o fato de que elas fossem realizadas pela Odebrecht Engenharia. O que, na prática, significa que não haverá licitação a respeito, como confirmou ao GLOBO, semanas atrás, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, justificando:

- Não temos nada a ver com isso (a escolha da Odebrecht). Trata-se de um acordo entre a França e essa empresa. O pacote veio pronto.

Marinha preferia outros submarinos

Indagada a respeito dessa parceria, a empresa nada informou. Na prática, a escolha dos Skorpène significou uma repentina mudança de rumo do governo brasileiro, uma vez que o Brasil já vinha produzindo submarinos – no Arsenal da Marinha, no Rio de Janeiro – em parceria com a empresa alemã HDW. O primeiro deles foi feito na Alemanha. Outros quatro, no Brasil.

Curiosamente, aquela mesma firma apresentara, em outubro de 2007, uma proposta mais barata que a francesa: fabricar mais cinco submarinos no Brasil, além de modernizar os cinco já existentes, por um total de 2,1 bilhões de euros, sem a necessidade de se construir um novo estaleiro.

O pacote previa que apenas 53 milhões de euros fossem utilizados para expandir o estaleiro do Arsenal de Marinha. Uma carta de 25 páginas enviada pela HDW à Marinha, em 2008, detalhava a transferência de tecnologia para o Brasil. A Cofiex havia, inclusive, aprovado o financiamento de um bilhão de euros para tal operação.

Cada embarcação, portanto, sairia por cerca de 437 milhões de euros – pouco mais de duas vezes mais barata que os Skorpène que, curiosamente, o próprio governo da França e nenhum país da Organização do Tratado do Atlântico Norte utilizam.

A escolha surpreendeu inclusive a própria Marinha do Brasil que, no seu Boletim de Ordens e Notícias, número 806, de dezembro de 2006, assinado pelo então comandante daquela força, almirante Roberto de Guimarães Carvalho, se declarava “satisfeita com o desempenho dos atuais submarinos”, e com “as indiscutíveis vantagens decorrentes da manutenção de uma linha logística já existente, tanto na parte relativa ao material (construção e manutenção), como na concernente à formação do nosso pessoal”.

Segundo aquele almirante, os atuais submarinos construídos no Brasil com ajuda alemã “em diversos exercícios realizados, inclusive com marinhas da Organização do Tratado do Atlântico Norte, mostraram-se bastante eficazes”. O documento contém um trecho ainda mais significativo: “A escolha de um outro submarino, além da drástica alteração na linha logística, faria com que a nossa Força de Submarinos passasse a conviver e operar com dois tipos diferentes de meios, experiência pela qual ela já passou, e que não foi boa”.

Congresso terá de aprovar compra

A Comissão de Defesa da Câmara programou, para a próxima terça-feira, uma audiência pública em Brasília para solicitar explicações ao ministro Jobim. A presença dele, no entanto, não está garantida – embora ele tenha sido comunicado a respeito há mais de um mês. Um de seus membros, o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), diz acreditar que Jobim estaria tratando de evitar dar explicações:

- Fizemos vários contatos com o Ministério da Defesa, sugerindo datas para a audiência, e assessores de Jobim sempre alegavam que ele estaria fora da cidade. Na última vez disseram que seria muito difícil ele estar disponível em agosto, e provavelmente só poderia a partir de setembro – disse Delgado, lembrando que o presidente da França, Nicolas Sarkozy, virá ao Brasil no dia 7 de setembro, com a expectativa de assinar o contrato de venda.

O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, endossou a recomendação da Cofiex para que se autorize a preparação dos documentos para a compra dos submarinos, informando que, do total de 6,8 bilhões de euros, o governo poderia financiar no exterior até 4,3 bilhões de euros.

Isso significa que a carta proposta do Ministério de Defesa já foi submetida à Cofiex, que, por sua vez, verificou as informações contidas nela e deu sinal verde para que o assunto vá para o Tesouro – e, em seguida, seja encaminhado ao Congresso Nacional para aprovação.

- Uma vez aprovado ali, o contrato já poderá ser assinado – disse ontem à noite um porta-voz do Ministério do Planejamento.

Os aspectos financeiros do pacote estão sendo coordenados pelo grupo francês BNP Paribas. O empréstimo teria uma taxa de juros de 5,5% ao ano e se estenderia por 22 anos. O primeiro submarino seria entregue apenas sete anos depois da assinatura do contrato.

FONTE
: O Globo

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Roberto Godoy

vinheta-clipping-navalO financiamento internacional coordenado pelo grupo bancário francês BNP Paribas, para custear o programa de renovação da frota de submarinos do Brasil, vai cobrir 4,3 bilhões de euros do valor total de 6,7 bilhões de euros.

A diferença, 1,4 bilhão de euros, terá contrapartida nacional da ordem de 598,2 milhões de euros assumida pelo governo. O vencimento final, projetado para 2031, combina, ao longo de 22 anos, prazos de carência e as parcelas de amortização. O pacote compreende o custeio das obras de um estaleiro e de uma base naval especializada até o teto de 1,8 bilhão de euros. Os recursos virão do Tesouro Nacional. O comunicado, da Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), foi publicado na edição de ontem do Diário Oficial da União. O parceiro brasileiro é a Odebrecht Engenharia.

O negócio cobre a contratação na França de quatro submarinos diesel-elétricos, classe Scórpene, de 1.700 toneladas, a serem construídos no País, o desenvolvimento do casco de um submarino nuclear e as instalações civis em Itaguaí, no litoral sul do Rio.

De acordo com o BNP Paribas, a taxa de juros será de 5,50% ao ano. A carência é de seis meses após a entrega do primeiro submarino convencional, cerca de sete anos depois da assinatura dos compromissos secundários, prevista para setembro.

A taxa oferecida no início da negociação era de 5,38% cobrindo 85% da transação. Todavia, os técnicos brasileiros optaram por limitar essa cobertura apenas aos navios convencionais, estendendo a fiança do crédito para o casco do modelo atômico em até 95%, o que acabou determinando a elevação em 2,12%.

FONTE: O Estado de São Paulo, via Sinopse Diária

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