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ARABelgrano

O almirante Woodward em seu livro “One Hundred Days” conta que a Frota Britânica, no dia 2 de maio de 1982, estava dentro da zona de exclusão de 200 milhas imposta pela Inglaterra à Argentina em torno das Malvinas, posicionada em algum ponto à nordeste das ilhas.

Às 3h20 da manhã, Woodward foi acordado por seu staff, com o aviso de que um avião Tracker tinha iluminado sua Força-Tarefa com o radar de busca e que os argentinos agora sabiam sua posição.

Um jato Sea Harrier foi enviado para a marcação do contato, a fim de investigar. O jato britânico mais tarde informou que durante o voo, seu RWR (Receptor de Alerta Radar) registrou que o caça foi iluminado por um radar de direção de tiro, Type 909, que equipava os destróieres Type 42 argentinos. Desta forma, confirmou-se a presença, a cerca de 200 milhas de distância da FT britânica,  do NAe 25 de Mayo e de suas escoltas Type 42, Santissima Trinidad e Hercules.

Woodward sabia que o 25 de Mayo levava 10 jatos Skyhawk com 3 bombas de 500kg cada, o que significava um possível ataque de 30 bombas à FT britânica, logo após o amanhecer. E ainda havia o temor de que os jatos Super Étendard também pudessem decolar do 25 de Mayo, com Exocets.

Para piorar a situação, 200 milhas ao sul das Ilhas Malvinas, o cruzador General Belgrano e duas escoltas estavam à espreita e poderiam chegar em poucas horas à distância de tiro de seus Exocet contra a FT britânica.

O cruzador General Belgrano era o ex-USS Phoenix da classe “Brooklin”, de 13.500t de deslocamento, armado com 15 canhões de 6 polegadas, oito canhões de 5 polegadas, todos maiores que os canhões da FT britânica.

O navio era o sexto da classe, com construção iniciada em 1935 e lançamento em 1938. Ele escapou do ataque japonês à Pearl Harbor em 1941 e foi descomissionado em 1946, sendo transferido à Argentina em 1951.

Além dos canhões, o General Belgrano também tinha recebido lançadores de mísseis Exocet MM38, assim como suas escoltas.

O almirante britânico percebeu que o 25 de Mayo e o Belgrano estavam fazendo um movimento em pinça e que um dos dois precisava ser eliminado. Como a posição do navio-aeródromo argentino não era conhecida, o Belgrano foi o escolhido.

O submarino nuclear HMS Conqueror, comandado por Christopher Wreford-Brown, estava acompanhando o cruzador argentino de perto há dois dias, enquanto o submarino HMS Spartan ainda não tinha encontrado o navio-aeródromo argentino.

O HMS Conqueror descobriu um navio-tanque argentino e o acompanhou até o ponto de encontro com o Belgrano e assistiu à operação de reabastecimento.

As ROE (Regras de Engajamento) não permitiam ao HMS Conqueror disparar contra o Belgrano, pois o mesmo se encontrava fora da Zona de Exclusão.

O almirante Woodward precisava pedir ao Comandante-em-Chefe na Inglaterra para alterar as ROE e ordenar ao Conqueror o afundamento do Belgrano imediatamente. Mas o pedido enviado à Inglaterra por satélite iria demorar muito, o que poderia fazer com que o submarino britânico perdesse contato com seu alvo.

Sendo assim, Woodward ordenou o ataque enviando a seguinte mensagem ao submarino: From CTG (Commander Task Group) 317.8 to Conqueror, text prority flash – attack Belgrano group. Ao mesmo tempo, solicitou permissão da revisão da ROE, esperando que ele fosse atendida, pela emergência da situação.

ARA General Belgrano

O Grupo-Tarefa do Belgrano estava navegando a 13 nós, acompanhado pelo HMS Conqueror, que fazia perseguição padrão “sprint-and-drift”, que consiste em navegar em grande profundidade a 18 nós por 15 ou 20 minutos, depois indo para a cota periscópica, navegando a 5 nós, a fim de atualizar a posição do alvo pelo oficial de controle de tiro. Depois, a perseguição começava novamente.

O temor de Woodward e do comandante do submarino era o Belgrano rumar para o Banco Burdwood, uma elevação no fundo do mar que obrigaria o submarino a navegar numa profundidade menor e perder o contato com o cruzador e seu grupo. Por isso a pressa em tomar logo a iniciativa de afundá-lo, enquanto havia contato com ele.

Às 0810Z do dia 2 de maio, o GT do Belgrano mudou de curso, agora rumando para o continente. Às 1330Z, o Conqueror recebeu o sinal de mudança de ROE vindo da Inglaterra.

O Comandante do HMS Conqueror, Christopher Wreford-Brown, comentou mais tarde suas impressões sobre a navegação tática do Belgrano. O comandante do navio, capitão Hector Bonzo, parecia não estar nem um pouco preocupado em ser alvo naquele momento.

Navegava a 13 nós, com os escoltas mais à frente, num leve ziguezague. O comandante do navio argentino não era submarinista e parecia conhecer pouco de submarinos, principalmente de nucleares. Se conhecesse, estaria navegando em velocidade bem mais alta, com os escoltas lado a lado protegendo seu costado e fazendo um ziguezague mais agressivo, para evitar possíveis torpedos.

Para completar, os escoltas do Belgrano estavam navegando com os sonares ativos desligados.

Às1830, o HMS Conqueror aproximou-se do Belgrano em alta velocidade por bombordo, passando por baixo dele e indo para a cota periscópica por boreste, a fim de conseguir uma boa solução de tiro.

O comandante Christopher já tinha se decidido em usar velhos torpedos de tiro reto Mk.8 da Segunda Guerra Mundial, pois levavam maior carga explosiva e eram mais confiáveis que os novos Tigerfish Mk.24, guiados a fio.

Os tubos foram carregados com 3 torpedos Mk.8 e 3 Mk.24, por precaução. Os torpedos foram disparados à proa do Belgrano, para que encontrassem o navio numa posição futura.

Segundo o comandante do Conqueror, os disparos dos torpedos foram feitos à “queima-roupa”, à distância de 1.380 jardas (1.255m), com os operadores de sonar do Conqueror ouvindo bem alto o característico som dos hélices do Belgrano, algo parecido com “Chuff-chuff-chuff… chuff-chuff-chuff…”.

Após 55 segundos do primeiro disparo, o primeiro torpedo explodiu na proa do cruzador, no ponto após a âncora e antes da primeira torreta. A proa foi arrancada pela explosão. O comandante Christopher viu a explosão pelo periscópio e ficou abismado.

Logo veio a explosão do segundo torpedo, que atingiu o navio na altura da superestrutura.

O terceiro torpedo acabou errando o Belgrano e explodiu por acionamento da espoleta de proximidade, na popa do destróier argentino ARA Bouchard, sem maiores danos. Vinte minutos depois do ataque, o comandante do Belgrano ordenou à tripulação o abandono do navio, o que foi feito sem pânico, em botes salva-vidas infláveis.

Como estava escuro, as escoltas do Belgrano não sabiam ainda o que havia acontecido, pois o cruzador após o ataque ficou sem rádio. Quando as escoltas perceberam o ocorrido, tentaram inutilmente o lançamento de cargas de profundidade.

Navios argentinos e chilenos resgataram 770 tripulantes do Belgrano do mar, entre os dias 3 e 5 de maio. Um total de 323 homens pereceram no ataque, entre eles dois civis.

A foto abaixo mostra o HMS Conqueror, retornando à Inglaterra após a Guerra das Malvinas, com sua bandeira de pirata Jolly Roger hasteada, que ao invés dos tradicionais dois ossos cruzados com a caveira, tem dois torpedos.

SAIBA MAIS:

CF Fonseca Junior, Maj. Brig Machado e oficiais do VF-1

O 1º Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque (VF-1) participou, pela primeira vez, do Torneio de Defesa Aérea (TorDefAe) 2010, que ocorreu entre os dias 16 e 19 de abril, na Base Aérea de Santa Cruz, da Força Aérea Brasileira (FAB).

O evento contou com a participação de todos os Esquadrões de Caça da FAB, os quais têm como cerne de sua missão a Defesa Aeroespacial.

O Esquadrão VF-1, juntamente com dois Controladores de Interceptação da Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia (BAeNSPA), participou de três das quatro modalidades do torneio, que foram constituídas das seguintes etapas: prova escrita de Normas Operacionais de Defesa Aeroespacial (NOSDA) para Pilotos e Controladores; Interceptação e Reposicionamento.

Na modalidade de Interceptação foram avaliados os seguintes aspectos: os tempos de decolagem de duas aeronaves a partir do acionamento em alerta a postos; da interceptação propriamente dita, partindo de um alerta em vôo; e da identificação da aeronave supostamente “hostil” com a execução de foto de identificação para apreciação dos juízes.

A prova de Reposicionamento se iniciou no pouso da primeira aeronave acionada para cumprir o alerta. A partir daí, o pessoal de pista teve o tempo máximo de 30 minutos para preparar a aeronave e deixá-la pronta para uma nova decolagem.

Além do estreitamento de laços, cada vez maior e mais necessário, entre Marinha do Brasil e Força Aérea Brasileira, a participação neste evento, de tamanha importância para o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA), possibilitou ao Esquadrão VF-1 nivelar doutrina e trocar conhecimentos. Esta experiência também proporcionou notável crescimento profissional, por meio do contato direto com uma das atividades fins do nosso Esquadrão e com militares da FAB que, diariamente, executam, com eficiência, a missão de defender o Espaço Aéreo Brasileiro.

Oficiais do VF-1 BASC

Tripulação VF-1 TorDefAe

FONTE e FOTOS: ComForAerNav

NOTA do EDITOR: Falcões afiando as garras, Bravo Zulu VF-1!

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Mais hélices

YOKOSUKA, Japan (Feb. 19, 2008) Sailors assigned to the Arleigh Burke-class guided-missile destroyer USS Curtis Wilbur (DDG 54) pose for a command photo under the ship's screws as the command wraps up a dry dock selective restricted availability. Curtis Wilbur is attached to Destroyer Squadron (DESRON) 15 and is permanently forward deployed to Yokosuka. U.S. Navy photo by Mass Communication Specialist 2nd Class Nardelito Gervacio

Nas fotos, os hélices de destróieres da classe “Arleigh Burke”. Abaixo, o sistema “Prairie” de mascaramento de assinatura sonar sendo testado. Ele produz bolhas que geram um ruído semelhante à chuva no sonar de submarinos inimigos, dificultando a classificação e identificação do contato.

Aboard USS Winston S. Churchill (DDG 81) Aug. 5, 2002 -- Water and air are forced through the propellers of the Churchill to test the ship's system that reduces reverberations made by the screws while underway.  The ship is near the end of a $25 million Post Shakedown Availability (PSA) at Bath Iron Works in Bath, Maine.  It will soon depart for her homeport of Norfolk, Va. and join the USS Theodore Roosevelt battle group.  U.S. Navy photo by Intelligence Specialist 1st Class Holly Hogan.

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Cenário naval entre as Coreias

Cenário Naval entre as Coreias

Foto de 31 de março de 2009, mostrando um navio patrulha da Coreia do Norte entre pesqueiros. A imagem denota o grau de dificuldade em separar o que é alvo e o que é pesqueiro na área onde a corveta foi afundada, principalmente à noite e com o mascaramento da costa.

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HU-2_fantastico_1

Em 09.11.09, a equipe de reportagem do programa Fantástico esteve no 2º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-2) para gravar uma reportagem sobre os Mergulhadores de Combate (MEC).

A matéria, produzida pela repórter SÔNIA BRIDI e pelo cinegrafista PAULO ZERO, simulou a abordagem e a atuação de Elementos de Operações Especiais, infiltrados por Aeronave UH-14 Super Puma e por Submarino para a ação de retomada e resgate de uma embarcação dominada por piratas.

HU-2_fantastico_2

FONTE e FOTOS: ComForAerNav

 

Como seria uma operação de resgate dos brasileiros na Embaixada do Brasil em Honduras?

Veja o planejamento da missão, o problema da distância, os obstáculos logísticos e discuta os possíveis resultados no Blog das Forças Terrestres, clicando aqui.

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Garibaldi

Um NAe., três  submarinos, treze fragatas, quatro navios de desembarque, quatro navios tanque e sete caça-minas e navios patrulha, esta é a armada internacional que está gradualmente se reunindo em Toulon.

Ao todo, 4.000 militares, 33 navios de superfície e submarinos, caças e helicópteros da força de reação rápida da OTAN reunidos para o exercício “Loyal Midas“.

Esta importante manobra vai ser realizada ao largo da costa francesa, de 21 de setembro a 3 de outubro, com o objetivo de levar as forças navais, que formam a NRF14 da OTAN, a se certificarem da sua preparação antes da transmissão do comando desta força para a Itália em 1 de janeiro de 2010.

Por ser o País sede dos exercícios, o maior contingente ficou a cargo da França, que irá participar do exercício com o submarino nuclear Rubis, o BCP Mistral, os TCD Foundre e Siroco, o BCR Var, as fragatas Cassard, Jean-Bart, Montcalm, Guépratte e Surcouf, entre outros navios de menor porte.

As demais marinhas participantes:

Alemanha: Navio Tanque Rhon e o caça-minas Fulda
Bulgária: Fragata Drążki
Espanha: Fragata Navarra e o caça-minas Duero
Estados Unidos: Navio Tanque USNS Leroy Grumman e a fragata USS Stephen W. Groves
Grécia: Caça-minas Evniki
Itália: NAe. Garibaldi , submarino Guiliano Prini, fragatas Euro e Granatiere, Navio Tanque Etna e o caça-minas Chioggia.
Portugal: Fragata Álvares Cabral
Turquia: Submarino Preveze e o caça-minas Akçakoca.

Álvarez Cabral

Etna

Preveze

FONTE e FOTOS: Mer et Marine

 

aswtt-merged

Clicando no infográfico acima podemos ver os principais vetores de guerra anti-submarino, suas armas e sensores.

Durante os anos da “Guerra Fria”, o grande desafio das operações A/S (ou ASW) era o combate ao submarino nuclear nas águas profundas, onde os submarinos nucleares soviéticos poderiam atacar as linhas de comunicações marítimas aliadas. Atualmente, com a proliferação dos modernos submarinos diesel-elétricos dotados de propulsão AIP, os antigos sensores e táticas não funcionam mais.

A maior parte dos sensores desenvolvidos para as ameaças da Guerra Fria, submarinos nucleares ruidosos, não têm eficácia contra os pequenos submarinos convencionais ultra-silenciosos.

A operação A/S em águas rasas caracteriza-se pelos altos níveis de reverberação e o grande número de “falsos contatos”, sendo extremamente desfavorável aos problemas da detecção e da classificação dos alvos.

No quadro abaixo podemos ver os principais sensores acústicos da Marinha dos EUA e sua efetividade contra os submarinos não-nucleares modernos. As barras em branco indicam performance ruim e as barras azuis indicam boa performance:

us-navy-sonar-systems

Observando o quadro conclui-se que os sensores passivos são inadequados para a detecção de modernos submarinos convencionais e que os sensores ativos são os melhores para este tipo de ameaça.

Nos exercícios realizados nos últimos anos as Marinhas de maior destaque têm aprendido que a caça aos modernos submarinos convencionais tem que ser coordenada por diversas plataformas, para que haja alguma possibilidade de êxito.

Navios utilizando apenas sonares de casco têm pouca chance de conseguirem detectar e rastrear alvos deste tipo por tempo suficiente para que haja uma solução de disparo.

dippingsonar

Na busca aos silenciosos inimigos das profundezas, o helicóptero embarcado teve sua importância aumentada, graças à sua capacidade de mergulhar seu sonar além das camadas termais e ao emprego de equipamentos mais modernos, como sonares ativos de baixa frequência.

vdsknox

Trabalhando em coordenação com aeronaves de patrulha como o P-3 Orion, os helicópteros são fundamentais na caça e destruição de submarinos.

aloftsAs palavras de ordem hoje na guerra antisubmarino são as operacões biestáticas e multiestáticas.

Em operações biestáticas um sonar ativo emite um ping enquanto o som refletido pelo alvo é recebido por um sonar passivo de um helicóptero ou outro navio.

As técnicas multiestáticas empregam mais sonares, geralmente sonares de mergulho e sonobóias, que permitem triangulações complexas e visões do alvo de diferentes aspectos, tornando mais fácil determinar a natureza do contato, sua posição, velocidade, curso e profundidade.

Os sonares de profundidade variável (VDS), rebocados por navios (fotos ao lado), estão vontando ao cenário, agora equipados com sensores multiestáticos.

Radares de alta definição contra periscópios

214-periscopes

A Marinha dos EUA vem trabalhando no programa ARPDD (Automatic Radar Periscope Detection and Discrimination). O objetivo do projeto é desenvolver hardware e software para o radar APS-137 do P-3C Orion, permitindo ao mesmo detectar mais de 3.000 alvos e automaticamente identificar periscópios de baixa exposição em altos estados de mar, com baixas taxas de falsos alarmes.

O ARPDD deverá ser incorporado ao helicóptero Sikorsky MH-60R no radar APS-147 e nos navios-aeródromos americanos, no radar SPS-47(V).

Uma versão de pré-produção do radar SPS-47(V) foi instalado no USS George Washington, baseado no Japão. A ideia é testar o radar contra os submarinos diesel-elétricos chineses que vivem sombreando o navio-aeródromo americano.

guerra-asw

SAIBA MAIS:

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uss-diablo

O submarino paquistanês PNS Ghazi (ex-USS Diablo SS-479) era um submarino da classe “Tench” de procedência americana, transferido ao Paquistão em 1963.

O PNS Ghazi foi o primeiro submarino do Paquistão e operou nas guerras de 1965 e 1971 contra a Índia, como navio-capitânia.

O USS Diablo foi lançado ao mar em 1944, entrando em serviço em março de 1945. Em 1963, o submarino foi transferido para o Paquistão, num leasing de 4 anos, dentro do “Programa de Assistência de Segurança”.

Após uma revisão extensiva e conversão para a configuração “Fleet Snorkel”, o PNS Ghazi foi incorporado em 1 de junho 1964, se apresentando ao serviço em Karachi, em setembro daquele ano. O submarino podia transportar até 28 torpedos.

A guerra de 1965

O Ghazi foi usado na guerra indo-paquistanesa de 1965 para atacar navios da Marinha indiana na Operação Dwarka, embora ele não tenha atingido nenhum alvo.

O submarino foi considerado uma ameaça significativa naquele conflito. Ele ganhou 10 prêmios, incluindo duas condecorações de Sitara-e-Jurat e citações do Presidente.

Depois da guerra, o PNS Ghazi foi enviado à Turquia, para uma remodelação US$ 1,5 milhão, em 1967-68. Lá, ele foi convertido para o lançamento de minas.

A Guerra de 1971

Sentindo a situação militar se deteriorando, com o emprego do porta-aviões indiano INS Vikrant ao largo de sua costa, o Paquistão decidiu anular esta ameaça com o envio de seu submarino capitânia.

Em 14 de novembro, zarpou do porto para uma patrulha de reconhecimento, sob o comando de Zafar Muhammad Khan, com 92 homens a bordo. O submarino navegou 3.000 milhas (4.828 quilômetros) em torno da península indiana, desde o Mar da Arábia, para a Baía de Bengala, a fim de afundar o Vikrant na saída do porto.

pns-ghazi2

Segundo o vice-almirante Mihir K. Roy, que era diretor de Inteligência, durante este período, a presença do PNS Ghazi foi revelada quando sinais de rádio enviados às autoridades navais em Chittagong foram interceptados pelos indianos. Um dos sinais solicitava informações sobre um óleo lubrificante usado somente por submarinos e caça-minas.

pns-ghazi

Quando a mensagem foi interceptada, o navio-aeródromo indiano INS Vikrant foi imediatamente transferido para o porto de Andamans.

Abaixo, outras mensagens do Ghazi recuperadas pelos indianos:

* FROM COMSUBS TO SUBRON-5 INFO PAK NAVY DTG 221720 NOV 71
FOLLOWING AREAS OCCUPIED:
1.PAPA ONE,TO,THREE,FOUR.
2.PAPA FIVE,SIX,SEVEN,EIGHT.
3.BRAVO ONE,TWO,THREE,FOUR,FIVE,SIX.
4.MIKE
* FROM COMSUBS TO GHAZI MANGRO INFO PAK NAVY DTG 222117 NOV 71
ARM ALL TORPEDOES.
* FROM COMSUBS TO SUBRON-5 INFO PAK NAVY DTG 231905 NOV 71
ASSUME PRECAUTIONARY STAGE
* FROM COMSUBS TO GHAZI INFO PAK NAVY DTG 252307/NOV 71
OCCUPY ZONE VICOTR WITH ALL DISPATCH
INTELLIGENCE INDICATES CARRIER IN PORT.

O PNS Ghazi, incapaz de localizar o navio-aeródromo INS Vikrant, recebeu ordens para minar o porto de Vishakapatnam – o quartel-general do Comando Naval Oriental da Índia. Embora patrulhas indianas tenham sido enviadas para procurar o submarino, ele não foi encontrado.

No entanto, o caçador virou caça quando o submarino foi afundado em torno da meia-noite de 3 de dezembro 1971, ao largo da costa Vishakapatnam. O PNS Ghazi afundou com todos os 92 homens a bordo. A destruição do submarino permitiu à Índia realizar mais facilmente um bloqueio naval do Paquistão Oriental (hoje Bangladesh).

A versão indiana

A Índia alega que o submarino foi afundado por cargas de profundidade lançadas por suas escoltas.
Mais tarde, alguns itens do Ghazi, como o livro de bordo e fitas, foram apresentados no Comando Naval Oriental da Índia. Sabe-se que o navio de salvamento de submarinos INS Nishtar foi enviado para buscar restos do submarino. A Índia, mais tarde, construiu um “memorial da vitória” na costa, perto de onde o Ghazi foi afundado.

A versão do Paquistão

De acordo com o Paquistão, o PNS Ghazi afundou quando uma mina foi detonada acidentalmente durante a operação de minagem. Outra teoria é que o choque explosivo de uma das cargas de profundidade lançadas pelos indianos pode ter detonado um torpedo ou mina armazenados a bordo do submarino.
A única informação sobre o assunto a partir de uma “fonte independente” vem de um oficial egípcio, que servia na época num submarino em reparos no porto de Visakhapatnam. Ele confirmou a ocorrência de uma grande explosão nas vizinhanças do porto, por volta da meia-noite. Segundo o oficial, a explosão foi tão violenta que abalou as instalações do porto.

Após o afundamento do PNS Ghazi, EUA e União Soviética ofereceram ajuda para resgatar o submarino, mas o Governo da Índia recusou a ajuda, preferindo deixá-lo desaparecer no lodo.

SAIBA MAIS:

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A luta pelo controle do ‘espaço interior’

trailing

vinheta-destaqueNa pintura acima, um submarino russo executa a manobra “crazy ivan”, guinando 90 graus para bombordo a fim de escutar o arco cego da popa, onde um submarino americano estava oculto. Nesse exato momento, ao redor do mundo, outras perseguições de gato e rato se repetem: submarinos chineses contra japoneses, submarinos russos e americanos, etc.

Os submarinos talvez sejam as plataformas que trabalham o mesmo tempo na paz quanto na guerra, por causa das constantes missões de inteligência e coleta de dados. É preciso atualizar as bibliotecas de assinaturas acústicas e também tentar descobrir o que o provável inimigo tem de novidade.

Na semana passada, foi noticiado que dois submarinos nucleares russos foram detectados operando próximo à costa leste dos EUA. A US Navy prontamente disse que “é capaz de localizar, identificar e rastrear atividade submarina através de satélites, navios, aviões e meio secretos.”

É interessante notar que a US Navy tem feito nos últimos anos um enorme esforço para obter dados operacionais de submarinos convencionais, nos exercícios do Programa DESI, convidando submarinos de várias marinhas amigas (inclusive a MB) para treinarem nos EUA.

Mas a mesma Marinha aparentemente não teve dificuldades de notar a presença dos submarinos nucleares russos em sua costa.

No momento em que o Brasil está prestes a assinar um contrato com a França, que inclui o desenvolvimento de um casco para o seu futuro submarino nuclear, perguntamos: quão silencioso será nosso submarino? será que seremos detectados e rastreados como foram os submarinos russos na costa dos EUA?

O gráfico abaixo mostra a competição pela discrição entre as classes de submarinos nucleares americanos, britânicos, russos e chineses. Quanto mais alta a posição da bandeira, maior o nível de ruído do submarino.

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do-217k-hs-293a-1

A ameaça dos mísseis antinavio começou já na Segunda Guerra Mundial, com a invenção pelos alemães das bombas planadoras guiadas Fritz-X e Henschel Hs 293 (acima, na asa de um Dornier 217 e abaixo, sendo lançada por um Heinkel 111.

he-111h-hs-293-3

Na tabela abaixo, a lista de navios atingidos por estas armas e o resultado do ataque.

Warship/Vessel
Type/Class
Campaign/Operation
Year
Cause
Damage
Notes
HMS Bideford
Sloop
ASW Patrol – Biscay 1943 Hs-293 rocket propelled glidebomb Damaged -
HMS Landguard
Sloop ASW Patrol – Biscay 1943 Hs-293 rocket propelled glidebomb Damaged -
HMS Egret
Corvette
ASW Patrol – Biscay
1943
Hs-293 rocket propelled glidebomb
Sunk
194 dead
HMCS Athabaskan
Destroyer ASW Patrol – Biscay 1943 Hs-293 rocket propelled glidebomb Damaged -
HMS Intrepid
Destroyer
Aegean
1943
Hs-293 rocket propelled glidebomb Sunk
-
RHS Vasillisa Olga
Destroyer
Aegean 1943
Hs-293 rocket propelled glidebomb Sunk
-
HMS Dulverton
Destroyer Aegean 1943 Hs-293 rocket propelled glidebomb Sunk -
HMS Rockwood
Destroyer Aegean 1943 Hs-293 rocket propelled glidebomb Damaged -
SS Delius
Transport Atlantic 1943 Hs-293 rocket propelled glidebomb Damaged -
HMT Rohna
Troopship
KMF-26 Mediterranean
1943 Hs-293 rocket propelled glidebomb Sunk 1152 dead
HMS Inglefield
Destroyer Anzio
1944 Hs-293 rocket propelled glidebomb Sunk
35 dead
SS Elihu Yale
Transport Anzio 1944 Hs-293 rocket propelled glidebomb Sunk 12 dead
SS Samuel Huntingdon
Transport Anzio 1944 Hs-293 rocket propelled glidebomb Sunk -
LCT-35
Landing Craft
Anzio 1944 Hs-293 rocket propelled glidebomb Sunk -
USS Herbert C Jones
Destroyer Anzio 1944 Hs-293 rocket propelled glidebomb Damaged -
HMS Jervis
Destroyer Anzio 1944 Hs-293 rocket propelled glidebomb Damaged -
HMHS St David
Hospital Ship Anzio 1944 Hs-293 rocket propelled glidebomb Sunk -
HMHS St  Andrew
Hospital Ship Anzio 1944 Hs-293 rocket propelled glidebomb Sunk -
USS Prevail
Minesweeper
Anzio 1944 Hs-293 rocket propelled glidebomb Damaged -
HMS Boadicea
Destroyer
Normandy 1944 Hs-293 rocket propelled glidebomb Sunk 175 dead
USS Meredith
Destroyer Normandy 1944 Hs-293 rocket propelled glidebomb Sunk -
LST-282 Landing Ship St Raphael, France
1944 Hs-293 rocket propelled glidebomb Sunk -
LST-312 Landing Ship Salerno 1944 Hs-293 rocket propelled glidebomb Damaged -
RN Roma
Battleship
Cape Testa – Sardinia
1943 SD-1400X Fritz-X glidebomb
Sunk
1352 dead
RN Littorio
Battleship Cape Testa – Sardinia 1943 SD-1400X Fritz-X glidebomb Damaged
-
USS Philadelphia
Cruiser
Salerno 1943
SD-1400X Fritz-X glidebomb Damaged
injuries
HMS Warspite
Battleship Salerno 1943 SD-1400X Fritz-X glidebomb Damaged
9 dead
USS Savannah
Cruiser Salerno 1943 SD-1400X Fritz-X glidebomb Damaged 200 dead
HMHS Newfoundland
Hospital Ship
Salerno 1943 Hs-293 rocket propelled glidebomb Sunk -
SS Bushrod Washington
Transport Salerno 1943 Hs-293 rocket propelled glidebomb Sunk -
HMS Uganda
Cruiser Salerno 1943 SD-1400X Fritz-X glidebomb Damaged 16 dead
HMS Spartan
Cruiser Anzio
1944 SD-1400X Fritz-X glidebomb Sunk 46 dead







FONTE: Air Power Australia

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E a recordista é…

aguirre-otomat

… a Marinha Peruana, em distância contra alvos de superfície. Em 8 de dezembro de 2008, a fragata BAP Aguirre, da classe “Lupo”, disparou um míssil Otomat, destruindo um alvo de superfície a 150km. O Ministro da Defesa peruano, Antero Flores-Araoz, estave presente no exercício e ficou satisfeito com a performance do míssil de sua Marinha.

O disparo do Otomat fez parte do exercício “Angamos” e foi um desafio para a Marinha do Peru, pois pela primeira vez realizou-se um lançamento contra um alvo a esta distância, que representou um recorde entre as marinhas da América do Sul.

Mais de 1.000 unidades do MBDA Otomat foram vendidos para várias marinhas ao redor do mundo. O míssil já está na versão MK2 Block IV.

SAIBA MAIS:

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