QG Airsoft

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A principal mudança é a introdução de novos botes destinados às equipes de abordagem, com as necessárias adaptações na superestrutura para seu emprego

A Royal Navy (Marinha Real Britânica) noticiou na semana passada que a fragata type 22 Batch 3 HMS Cumberland está se preparando para sua próxima missão no Golfo Pérsico. Entre os trabalhos de manutenção, revitalização e modificações, detaca-se uma mudança nos botes utilizados pelas equipes de abordagem: no lugar dos antigos RHIBs (Rigid Hull Inflatable Boats – botes infláveis de casco rígido) do tipo Pacific 22, o navio agora empregará os novos modelos Pacific 24.  Os novos botes, com mais capacidade de carga e maior velocidade (podem carregar uma tonelada de equipamentos e pessoal a velocidades em torno de 40 nós), permitirão às equipes de abordagem transferir uma maior quantidade de pessoal com mais rapidez, o que é considerado crucial para o sucesso em operações de segurança marítima no Iraque, no norte do Golfo.

Trata-se da primeira fragata tipo 22 a receber os Pacific 24. Para operá-los, foi necessário ao pessoal da BVT (BAE Systems / Vosper Thornycroft) soldar plataformas maiores e adequadas aos novos equipamentos nos dois bordos, assim como novos turcos (paus de carga empregados para baixar e recolher botes) que, ao contrário dos empregados nos antigos Pacific 22, permitem que os botes sejam baixados já totalmente guarnecido pelos dois bordos (antes, era apenas por um bordo, e com tripulação reduzida). O trabalho deverá tomar 3 semanas para ser completado, e faz parte do programa que visa manter a versatilidade e a capacidade dos navios da Marinha Real.

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Fonte e fotos: Royal Navy

 

HMS VANGAURD

O BlogNAVAL noticiou que o submarino nuclear francês portador de mísseis balísticos (SSBN) Le Triomphant teria colidido com um objeto submerso, que avariou sua proa. Agora a informação que vazou foi que a colisão, na verdade, ocorreu com outro SSBN, o HMS Vanguard. (foto acima), da Royal Navy.
O MoD (Ministry of Defense) do Reino Unido se recusa a confirmar o incidente, pois considera que operações com submarinos são secretas.
submarine_bafflesNa Guerra Fria, houve várias colisões entre submarinos russos e americanos, em perseguições submarinas, pois a missão principal dos SSN (submarinos nucleares de ataque) era afundar os SSBN inimigos antes que estes pudessem lançar seus mísseis, em caso de uma deflagração nuclear. O que intriga os especialistas é o fato do incidente recente ter ocorrido entre SSBNs, dotados de mísseis balísticos com ogivas nucleares.
O submarinos são cegos quando navegam submersos. O que eles “enxergam” é uma imagem produzida a partir dos ruídos que são recebidos por seus sonares passivos, de todas as fontes submarinas e da superfície nas proximidades. Esses sonares, embora muito sensíveis, têm um ponto cego ou região de sombra na popa (ilustração), devido ao ruído produzido pelo próprio propulsor do submarino.
Uma tática usada pelos submarinos nucleares, para escutarem a região de sombra na popa, é a de manobrar 90 graus para boreste ou bombordo, após determinado período de tempo. Essa manobra, chamada de “clearing the baffles” em inglês, era usada por submarinos russos de forma repentina e surpreendente, e passou a ser chamada pelos americanos de “Crazy Ivan“,  pois provocou colisões com submarinos americanos que navegavam “colados” na popa de submarinos russos em patrulha.
Com a introdução do sonar passivo rebocado (towed array), que cobre o setor de sombra na popa, ficou mais difícil para um submarino ser surpreendido pela popa, mas nem sempre esse sistema é empregado.
Não sabemos em quais circunstâncias o HMS Vanguard e o Le Triomphant se chocaram, pois a missão principal de um SSBN é permanecer oculto e evitar ser detectado, e não se envolver em perseguições de gato e rato.

 

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Submarino indiano que perseguia navios chineses, foi detectado e obrigado a emergir

220px-gulf_of_adenNavios de guerra chineses enviados para lutar contra a pirataria nas águas da Somália foram perseguidos por um submarino de ataque indiano e os dois lados se envolveram em um tenso confronto, por pelo menos meia hora, segunda a mídia chinesa e alguns sites.
Após manobras durante as quais ambos os lados testaram as deficiências no sistema sonar um do outro, os dois navios chineses conseguiram forçar o submarino indiano a emergir. O submarino deixou a área posteriormente sem reação.
O incidente foi relatado pelo jornal Qingdao Chenbao, mas tanto Pequim quanto Nova Deli fizeram silêncio sobre o assunto. Este é o primeiro incidente entre forças militares da China e Índia, depois da guerra fronteiriça de 1962.
O incidente ocorreu em 15 de janeiro, nas águas perto do estreito de Bab Al-Mandab, que separa Djibuti e Iêmen, na extremidade ocidental do Golfo de Áden. Os destróieres  chineses detectaram um submarino não-identificado em seu sonar, segundo o relatório.
A Marinha Chinesa logo determinou que o alvo tinha cerca de 70 metros de comprimento, identificado depois como um submarino classe “Kilo”.
O submarino tentou fugir mergulhando mais fundo. Mas a perseguição continuou.
O relatório diz que os navios chineses enviaram um helicóptero anti-submarino para ajudar a monitorar o alvo, que tinha tentado jammear (bloquear) os sonares chineses.
Mas, finalmente, os dois navios acabaram encurralando o submarino, que foi forçado a emergir. O relatório disse que o submarino perseguiu os navios chineses desde que eles entraram no Oceano Índico, a caminho da Somália.
Foi informado também que durante o incidente, o comandante chinês ordenou ao helicóptero para armar seus torpedos anti-submarino.
Acredita-se que o submarino indiano estava coletando sinais eletrônicos e dados dos sonares dos navios de guerra chineses. Essas informações são cruciais em conflitos futuros.
A China enviou dois destróieres à Somália, que estão entre os mais avançados navios de guerra da atualidade. Um dos destróieres, Haikou, foi incorporado em 2005.
Embora considerado um gesto hostil e provocativo, não é incomum para um país enviar submarinos para coletar informações de outras marinhas.
Em 2006, um submarino chinês perseguiu o porta-aviões Kitty Hawk perto da ilha japonesa de Okinawa. O submarino chinês veio à tona no meio do Grupo de Batalha americano, causando consternação na US Navy, pois permaneceu indetectado até aquele momento.

FONTE: South China Morning Post

NOTA do BLOG: Na imagem abaixo, pode-se verificar o relevo submarino do estreito de Bab Al-Mandab, segundo o Google Earth 5. A profundidade no sulco mais profundo raramente passa de 500 pés (150m) e nas laterais mais rasas, ela é em média de 200 pés (60m), o que mostra que o submarino indiano teve pouca margem de manobra vertical e não conseguiu, provavelmente, camadas termais para se ocultar dos sonares chineses.

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A cena acima é do filme “The Sum of All Fears”, no qual bombardeiros russos TU-22 Backfire atacam um navio-aeródromo americano com mísseis antinavio. Para alguns, a melhor tática seria esta aqui.

 

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Clicando no gráfico acima, pode-se verificar o número de submarinos nucleares de ataque, estratégicos portadores de mísseis de cruzeiro e balísticos, e submarinos convencionais diesel-elétricos, em operação no mundo.
São cerca de 260 submarinos convencionais em operação e por isso, eles são alvo de treinamento específico por parte das grandes potências navais, como afirmou um oficial da US Navy durante uma operação SIFOREX:
“Este tipo de treinamento com submarinos diesel é crucial para as nossas forças militares, pois essa arma pode ser comprada por quase todas as nações, e algumas são nossos potenciais adversários.”

FONTE: Agence Idé

 

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Embora com a descrença de alguns, apresentamos mais uma “perifoto” de um NAe americano na mira de um submarino convencional U-209.
A foto foi feita durante o exercício SIFOREX 2004 , com a Marinha Peruana. Pela evidência, mais um NAe siforex diante de um submarino de uma marinha mais fraca… ;-)
Neste link, outro NAe americano aparece em perifoto de um submarino italiano.

 

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Nova tecnologia possibilita comunicação com submarinos sem comprometer discrição

deep-siren2A Marinha dos EUA está considerando uma nova tecnologia que permitirá às bases de terra se comunicarem com  submarinos, com um mínimo de interferência nas operações e reduzido risco de detecção por inimigos. Os militares esperam que a nova tecnologia de comunicação tática, conhecida como Deep Siren, permita aos comandantes de frota em qualquer lugar do mundo, comunicar-se instantaneamente com seus submarinos, que estejam em qualquer profundidade ou velocidade.

Atualmente, os submarinos  só podem ser contactados se iniciarem a comunicação em intervalos de tempo pré-programados, quando navegam à profundidade periscópica, o que é perigoso se os mesmos estiverem em águas hostis. O intervalo de tempo em que os submarinos ficam incomunicáveis, limita a capacidade de ação dos submarinos em situações nas quais o comando deseja uma mudança de planos imediata.

Mensagens para submarinos são normalmente emitidas por centros de comunicação navais em terra, num intervalo fixo de tempo – oito horas ou mais. Para um submarino receber estas mensagens de rádio-frequência ou satélite, é necessário que este interrompa a missão dentro desse período de tempo e navegue na “profundidade de periscópio” – cerca de 60 pés (18 metros) abaixo da superfície. Durante este tempo, o submarino fica mais vulnerável à detecção e mais limitado na sua capacidade para desempenhar sua missão.
Uma vez na profundidade de periscópio, os submarino reboca uma bóia com uma antena de comunicação, o que restringe a agilidade do navio.

O Deep Siren, por sua vez, foi projetado para utilizar bóias acústicas descartáveis, que, através de comunicações por satélite, podem enviar e receber mensagens de e para submarinos submersos em qualquer profundidade, a distâncias de até 175 milhas (240 km), dependendo das condições acústicas de propagação.

As bóias do Deep Siren recebem os sinais de rádio frequência e os convertem em sinais acústicos, que penetram na água e são recebidos pelo sistema sonar do submarino. Estes sinais acústicos são então convertidos a bordo do submarino em mensagens de texto, com o receptor do Deep Siren. O sistema também inclui uma estação portátil transmissora que pode estar em terra ou a bordo de um navio ou avião, permitindo que uma bóia seja chamada de qualquer lugar do mundo.

As bóias são lançadas pela unidade de eliminação de lixo do submarino, têm cinco polegadas (12,7 cm) de diâmetro e cerca de 3,5 pés (um metro) de comprimento, com antenas que recebem sinais de uma constelação de satélites de comunicação Iridium. As bóias são concebidas para permanecer à tona durante um período máximo de três dias. Desta forma, o submarino pode definir suas próprias redes acústicas de comunicação, sem a necessidade de rebocar uma antena.

O Deep Siren está sendo desenvolvido pela Raytheon americana, em conjunto com a  RRK Technologies, Ltd., de Glasgow, Escócia, e a Ultra Electronics Maritime Systems, de Dartmouth, Canadá.

 

O “Helocasting” é uma manobra típica de Operações Especiais, realizada para infiltração de um grupo de militares em uma determinada área, lançando-os sobre a água, com a aeronave a baixa altura e em movimento.

A aeronave deve permanecer a aproximadamente 3,00 m de altura da água e com uma velocidade que pode variar de 20 a no máximo 40Km/h, lançando primeiramente o material (se for o caso) e em seguida a tropa, que podem ser comandos ou mergulhadores de combate.

Durante o lançamento, o 1P (comandante da aeronave) deve se atentar para, manter a altitude constante do helicóptero, uma vez que está ocorrendo a perda de peso na aeronave, e com a presença de tropas inimigas, pois neste momento a aeronave está vulnerável ao ataque de armas leves.

Nos três vídeos abaixo, podemos acompanhar a aproximação do UH-14 (Super Puma do Esquadrão HU-2), a manobra para estabilizar a altitude e a velocidade da aeronave e em seguida executando o “Helocasting” nas proximidades da Base Almte. Castro e Silva (BACS).

 

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Continuando nossa troca de idéias sobre os futuros submarinos do Brasil, no gráfico acima pode-se ver o alcance de um submarino convencional dotado de sistema AIP (Air Independent Propulsion) com células de combustível, como o alemão U-214.
O círculo menor mostra o raio de ação submerso de nossos atuais U-209, antes que precisem usar o snorkel para recarregar as baterias. O alcance submerso do U-214 é de cerca de 420 milhas a 8 nós e 1.248 milhas a 4 nós, usando células de combustível.
O U-214 já foi comprado pela Grécia, Coréia do Sul, Turquia e Portugal. O submarino está prestes a ser adquirido pelo Paquistão e concorre também para ser o próximo submarino da Índia.

 

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A fragata INS Khukri (F149) era uma navio da classe “Type 14″ britânica, de guerra anti-submarino, em serviço na Marinha da Índia. Ela foi afundada pelo submarino paquistanês da classe “Daphné”, de construção francesa, PNS Hangor (S131), na noite de 9 de dezembro, durante a Guerra Indo-Paquistanesa de 1971, ao largo de Diu Gujarat, Índia.
Esta foi a primeira vez que um navio foi afundado por um submarino depois da Segunda Guerra Mundial. A segunda vez ocorreu na Guerra das Malvinas, em 1982, quando o cruzador argentino ARA General Belgrano, foi afundado pelo submarino nuclear britânico HMS Conqueror.
Após o início das hostilidades em 3 de dezembro 1971, a Marinha da Índia detectou emissões de rádio de um submarino oculto nas imediações, a cerca de 35 km a sudoeste do porto de Diu.
O Esquadrão 14 da Frota Ocidental, formado pelo Khukri e seus navios irmãos Kirpan e Kuthar (nomes de tipos de punhal), foram enviados para uma missão “Hunter-Killer”, a fim de destruir o submarino. Existe alguma controvérsia quanto à razão pela qual estes antigos navios foram enviados na missão, ao invés de navios mais novos, porque o sonar destas fragatas tinha um alcance bem inferior ao do sonar do novo submarino inimigo.
O Khukri era o mais lento dos navios, porque estava testando uma versão melhorada do seu sonar 170/174, que exigia uma marcha lenta para aumentar o alcance de detecção.

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O PNS Hangor

O submarino paquistanês Hangor zarpou no dia 22 de novembro de 1971, para uma patrulha ao largo da costa indiana em Kathiawar, sob o comando de Ahmad Tasnim. Neste mesmo dia, o Exército Indiano havia lançado uma invasão em grande escala no Leste do Paquistão.
Em 23 de novembro, quando o estado de emergência foi declarado pelo Paquistão, o Hangor estava ao largo de Porbandar, perto da costa do Índico e na manhã do dia 24 de novembro, o submarino detectou em seus sensores, considerável atividade de aeronaves civis e militares, a até 100 milhas da costa indiana. Em 1 de dezembro, ele recebeu ordens para dirigir-se ao largo de Bombaim, substituindo o submarino Mangro na patrulha daquela área.
O Hangor estava navegando na superfície, na noite de 2 de dezembro, quando às 23:40h uma grande formação de navios foi detectada em seu radar a leste, a cerca de 35 milhas de distância. Esse grande alcance de detecção anormal é freqüentemente obtido nesta área nos meses de inverno, devido à propagação anômala das ondas radioelétricas, um fenômeno que resulta do aprisionamento de ondas de rádio, em dutos formados devido à  inversões de temperatura na atmosfera. O Hangor aproximou-se desta formação, a uma distância de 26 milhas, às 00:49h de 3 de dezembro, quando mergulhou a uma profundidade de 40 metros, e seguiu os navios com seu sonar até as primeiras horas da manhã. Uma rápida varredura por radar na profundidade de periscópio revelou que a formação consistia de 6 escoltas e um corpo principal de quatro navios. Esta era, sem dúvida, a Frota Ocidental indiana, compreendendo o cruzador INS Mysore, navios de apoio e escoltas que tinham deixado Bombaim, em 2 de dezembro.
Mas o Hangor não tinha recebido autorização ainda para atacar navios indianos, o que só aconteceria na mensagem recebida por rádio no dia 4 de dezembro. Houve frustração no comando do Hangor pela perda desta oportunidade de ataque, por tão pouco tempo.

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Mas nem tudo foi perdido nesta oportunidade: a força-tarefa indiana, suspeitando que havia sido detectada por um submarino (talvez pelo ESM/MAGE), cancelou um ataque com míssil que estava programado contra Karachi, na noite de 5 de dezembro. A frota indiana dividiu-se e foi para o sul, não estando mais em condições de executar o seu plano de ataque.
O Hangor continuou sua patrulha. Algumas vezes, aproximou-se do porto de Bombaim e detectou alguns navios de guerra que operavam em águas muito rasas para o submarino fazer uma abordagem e lançar seus torpedos. Em outras ocasiões, sua velocidade submersa limitada (a principal desvantagem dos submarinos convencionais), impediu a intercepção de bons alvos. Mas os oficiais e praças do Hangor não ficaram desanimados.

Novos alvos

Em novo esforço para localizar o inimigo evasivo, o Hangor prolongou sua patrulha em direção ao norte para investigar algumas transmissões de rádio que tinha interceptado em seus sensores. Nas primeiras horas da manhã do dia 9 de dezembro, quando estava ao largo da costa de Kathiawar, dois contatos foram apanhados pelo seu sonar passivo a nordeste. Eles foram facilmente identificados como navios de guerra por suas emissões sonar; uma varredura rápida do radar indicou uma distância de 6 a 8 milhas. A perseguição ao inimigo começou.
Deve-se entender que embora o submarino goze da vantagem “stealth”, suas restrições operativas são muito grandes. Ele tem uma velocidade submersa muito menor quando comparado às velocidades de navios de superfície. Portanto, um ataque só é viável se o submarino estiver num setor à frente de seu alvo. Velocidades submersas mais altas para interceptar o alvo significam redução da capacidade das baterias, que deve ser preservada para fugir após o ataque ao inimigo. A potência motriz de um submarino submerso é dependente das baterias, que devem ser freqüentemente recarregadas navegando na superfície de tempos em tempos ou usando o snorkel. Um submarino também é extremamente vulnerável quando se desloca em alta velocidade em águas rasas. Não só ele pode ser facilmente detectado, devido ao maior nível de ruído, mas suas chances de escapar ao inimigo são drasticamente reduzidas se este for detectado, devido à falta de espaço de manobra no plano vertical. Esses fatores foram analisados cuidadosamente e pesados pelo comandante do submarino e sua equipe de controle,  manobrando para ocupar uma posição à frente das fragatas inimigas.

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O ataque

Quando a primeira tentativa de interceptar os navios inimigos falhou, o submarino usou o snorkel para ganhar velocidade. O Hangor, no entanto, não conseguiu aproximar-se dos navios e o contato foi perdido com o o aumento da distância. No início da noite de 9 de dezembro, o submarino foi capaz de descobrir o padrão de movimento dos alvos com a ajuda de seus sensores. Os navios estavam realizando uma busca anti-submarino retangular.
Prevendo seu movimento ao longo deste padrão de busca, o submarino conseguiu às 19:00h, assumir uma posição vantajosa taticamente, na rota das fragatas. A distância dos alvos, que estavam movendo-se a uma velocidade de 12 nós, começou a diminuir. O momento crucial que o submarino tinha trabalhado pacientemente, desde as primeiras horas da manhã, havia chegado. O Hangor estava finalmente em condições de lançar um ataque.
Às 19:15h, o submarino assumiu postos de combate. Quinze minutos mais tarde o Hangor veio até a profundidade de periscópio, mas não podia ver nada no escuro à noite, quando a distância dos navios indicados pelo radar era de apenas 9.800 metros. Os navios estavam completamente às escuras. O comandante decidiu ir para baixo, a 55 metros de profundidade, para fazer uma aproximaçao por sonar na fase final do ataque. Desconhecendo a presença do submarino, as fragatas continuavam no seu rumo. Às 19:57h, o Hangor lançou um torpedo no navio mais ao norte, a uma profundidade de 40 metros. O torpedo foi monitorado, entretanto nenhuma explosão foi ouvida. Mas não era o momento para meditar sobre o ocorrido. A equipe de combate disparou um segundo torpedo logo em seguida. Após cinco minutos tensos, uma tremenda explosão foi ouvida às 20:19h. O torpedo tinha encontrado seu alvo. A outra fragata inimiga veio direto rumo ao submarino. O Hangor disparou o terceiro torpedo e desviou-se à velocidade máxima. Uma explosão distante foi ouvida posteriormente.
Movendo-se para oeste em busca de águas mais profundas, onde estaria menos vulnerável, o Hangor passou muito perto da cena de ação e ouviu distintamente o barulho de explosões que emanavam dos destroços queimando. Mais tarde, o submarino veio até a profundidade de periscópio para um último olhar. No escuro, nada podia ser visto, exceto uma pequena iluminação resplandecente no horizonte próximo ao cenário de ação.
Numa posição extremamente vulnerável em águas rasas controladas pelo inimigo, e sem qualquer ajuda, a tarefa do Hangor era escapar dos seus perseguidores, pois a caçada já havia começado.

O contra-ataque indiano

Os primeiros sinais da perseguição foram uma série de explosões ouvidas pelo submarino cerca de meia hora após o ataque aos navios indianos. Nos quatro dias seguintes, o Hangor enfrentou a fúria do poder da Frota Ocidental indiana. Todos os seus ativos anti-submarino – fragatas, helicópteros Sea King, aviões Alizé -, foram lançados na perseguição ao Hangor. Uma operação “Hunter-Killer” anti-submarino, totalmente apoiada pelos aviões de reconhecimento baseados em terra da IAF, foi posta em prática.
Para um submarino, o problema de conseguir escapar após um ataque é muitas vezes mais complicado e desafiador que o ataque em si. Todas as limitações precisam ser conciliadas quando a posição do submarino é conhecida pelo inimigo, num ambiente hostil. Velocidades maiores abaixo d’água aumentam a descarga das baterias, o que requer o uso do snorkel. Mas ao usar o snorkel, o submarino fica exposto à detecção. Velocidades mais baixas sob a água, significam mais tempo em águas hostis, aumentando a possibilidade de detecção e ataque inimigo.
Durante quatro dias e noites o Hangor foi assediado por unidades inimigas. Mais de 150 artefatos foram lançados contra o ele, mas somente em uma ocasião, as explosões chegaram perto o suficiente para agitar o submarino.
O comandante Ahmad Tasnim estava naturalmente interessado em passar a informação do ataque bem-sucedido à Sede do Comando Naval. O submarino teve que vir à tona, para poder transmitir a mensagem de rádio. Ele aceitou o risco de ser fixado pelas estações do inimigo em terra, durante a transmissão da mensagem. Aeronaves indianas saturaram a área logo após o envio da mensagem. Intensa atividade aérea durante todo o dia obrigou o submarino a navegar silenciosamente em águas profundas, reduzindo sua velocidade de avanço a 1,5 nós.
A Marinha Indiana cancelou a caçada infrutífera na noite de 13 de dezembro. Houve alegações de que suas unidades teriam afundado o submarino, mas o Hangor chegou são e salvo a Karachi, em 18 de dezembro.
Cerca de 18 oficiais e 176 marinheiros morreram no afundamento do INS Khukri. O capitão, Mahendra Nath Mulla, optou por afundar com seu navio, recusando-se a abandoná-lo, e passou seu colete salva-vidas a um oficial subalterno. Mahendra Nath Mulla recebeu postumamente a segunda maior honra militar da Índia, o Maha Vir Chakra.
Um memorial aos marinheiros mortos existe em Diu. O memorial tem um modelo em escala do INS Khukri integrado numa casa de vidro, colocado em cima de um montículo, de frente para o mar.
O submarino Hangor está preservado no Museu Marítimo do Paquistão, como mostra a foto abaixo.

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Fonte: http://www.pakdef.info/

 
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