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Nas fotos, o NDD americano USS Oak Hill (LSD 51), operando ao largo do Rio de Janeiro com a Aviação Naval e Fuzileiros Navais do Brasil, como parte do exercício Southern Exchange 2009, uma comissão de três meses de duração com Marinhas da América do Sul.

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Clicando nas imagens pode-se ver com mais detalhe um cenário tático que criei no simulador naval Dangerous Waters. Neste cenário, um CSG (Carrier Strike Group), representado pelos símbolos azuis, transita em águas internacionais, próximo à região do Pré-Sal.

Os símbolos em vermelho são três submarinos brasileiros da classe “Tupi”, que foram enviados para a área a fim de acompanhar a Força-Tarefa (FT) visitante.

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O CSG  navega a 10 nós de velocidade, aumentando a 20 ou 30 nós quando está operando as aeronaves de asa-fixa.

O submarino mais próximo está 50 milhas de distância dos alvos e sua velocidade de patrulha é de 3 a 5 nós. Ela pode ser aumentada a mais de 20 nós, mas por um período de no máximo 1h, pois a essa velocidade as baterias se esgotam e obrigam o submarino a usar o snorkel.

Nesse cenário os submarinos ficam patrulhando em áreas de espera, até que a FT inimiga passe por perto e ele tenha a chance de engajar o alvo principal.

Ao contrário do submarino nuclear, o submarino convencional não tem a velocidade suficiente para correr atrás da FT inimiga por longos períodos e se posicionar melhor para o ataque.

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SAIBA MAIS:

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Na próxima sexta-feira (19.06), o canal de TV por assinatura The History Channel vai apresentar às 21:00h, um documentário único e de grande impacto sobre o principal aspecto, embora de menor destaque e menos conhecido, da Guerra das Malvinas: as batalhas aéreas e as ações da Força Aérea Argentina. Imagens inéditas, vistas apenas por seus próprios protagonistas, recriam os momentos históricos de cada um dos combates. Não percam!

 

Regras de engajamento da US Navy contra submarinos

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FONTE: US Navy / ARTE: Poder Naval

NOTA do BLOG: Observar que a doutrina de Guerra Anti-Submarino (ASW) da US Navy prioriza a destruição dos submarinos de um país inimigo ainda no porto, pois uma vez que alcance o mar aberto, um submarino está em tremenda vantagem em relação às forças que pretendem caçá-lo.

Os submarinos convencionais modernos são a única arma stealth à disposição de países com menos recursos e o advento da propulsão AIP, multiplicou ainda mais sua capacidade, que pode limitar a liberdade de ação das marinhas das potências.

 

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Há cerca de 10 anos o Poder Naval Online entrevistou um comandante de submarino da Marinha do Brasil, mas na época não pudemos publicar o conteúdo da mesma, por algumas questões sigilosas.
Resolvemos agora publicar o conteúdo da entrevista exclusiva, mas sem revelar o nome do oficial e omitindo alguns detalhes.

PN – Na sua opinião, por que o submarino “Humaitá” e o “Riachuelo” foram desativados, se esses submarinos operaram bem menos tempo na MB, quando comparados com os “Guppy”?

Comandante – A desativação do “Humaitá” e do “Riachuelo” foi uma decisão da MB em investir maciçamente nos submarinos da classe “Tupi”, que são unidades construídas do Brasil e que nós detemos a tecnologia de construção. Ao invés de investir em reparos muito caros no “Humaitá” e no “Riachuelo”, a MB preferiu destinar os recursos para os submarinos da classe “Tupi”. Se nós fossemos uma marinha um pouco mais rica, com certeza esses navios ainda estariam em operação porque são excelentes plataformas.

PN – Em termos operativos, quais as principais desvantagens do “Oberon” em comparação às classes mais modernas de submarinos convencionais?

Comandante – O “Oberon” é uma excelente plataforma para detecção mas como é um submarino de concepção mais antiga e bem grande, tem uma dificuldade de manobra mergulhado muito maior do que os submarinos mais modernos. A relação dele em guinada, ou seja, a rapidez com que ele muda de rumo ou profundidade é bem menor do que submarinos como os “Tupi” que são muito mais rápidos.

PN – Na sua opinião, se os argentinos tivessem submarinos da classe “Oberon” na guerra das Malvinas, armados com torpedos “Tigerfish”, ao invés de submarinos Type 209 com torpedos SUT, eles teriam obtido melhores resultados, ou seja, teriam conseguido acertar algum navio britânico?

Comandante – Os argentinos, nas Malvinas, estavam apenas com um submarino no mar. E esse submarino colocou os ingleses tão preocupados que antes deles chegarem propriamente nas Malvinas já haviam gasto toda a dotação de torpedos anti-submarino no mar. Qualquer contato obtido era atacado, mesmo sendo falso.
Qualquer submarino no mar é uma ameaça terrível porque o adversário não sabe onde ele está. O marinheiro de superfície ficará sempre achando que o submarino está próximo, pois não sabe em que momento haverá o ataque.
Com certeza os submarinos “Oberon” dotados com os MK-24 Tigerfish teriam tido maior possibilidade de acerto. O nosso sistema de detecção e direção de tiro é melhor do que os dos argentinos naquela época.

PN – O senhor já fez algum exercício sub versus sub com algum submarino nuclear americano? O que senhor pode dizer desse tipo de exercício? Em quais situações o submarino convencional leva vantagem?

Comandante - Eu já fiz um curso de comando de submarinos na Inglaterra chamado Perisher, em 19… Durante o curso, fiz dois embarques, um de … dias, num submarino da classe “Upholder”, e outro de … dias mergulhados, num submarino  da classe “Walrus” da Holanda. Nas duas vezes nós fizemos exercícios sub x sub com os submarinos nucleares americanos, sendo que nas duas vezes estávamos equipados com towed array.
A detecção do submarino convencional em relação ao nuclear, hoje em dia, não existe tanta diferença. A idéia de que os submarinos nucleares americanos são mais barulhentos do que os submarinos convencionais é um pouco ultrapassada. A tecnologia hoje é o que tem de melhor.
As distâncias de detecção sempre foram muito pequenas. Normalmente nesse tipo de exercício, para evitar que uma nação grave as características reais dos submarinos da outra, existe um equipamento chamado HIDROSOUNDER que gera uma freqüência para mascarar a real freqüência do submarino. No início do exercício é possível escolher diversos níveis dependendo do adestramento das tripulações. O exercício é conduzido mais ou menos desta forma e as distâncias de detecção realmente são pequenas.
Hoje, o submarino convencional talvez tenha 10% a mais de silêncio do que o submarino de ataque americano, o que não chega a ser uma grande vantagem.

PN – Quais foram os submarinos nucleares contra os quais o senhor combateu ?

Comandante – Um deles era um classe “Sturgeon” e o outro era um submarino “Improved Los Angeles”.

PN – O senhor gostaria de fazer algum comentário a respeito dos últimos treinamentos da MB com a US Navy ?

Comandante – Normalmente esses treinamentos são feitos uma vez ao ano, na UNITAS. É um exercício grande que envolve uma força tarefa americana. São exercícios sempre muito bons, tanto para nós como para eles. Para nós é importante porque é uma oportunidade para a MB operar com uma marinha de primeiro mundo. Para eles também é importante para que aprendam a respeitar a nossa marinha, que não fica devendo nada a respeito de adestramento no mar. Talvez em material sim, mas em adestramento e prontidão não ficamos nada a dever.

PN – Qual é a plataforma de guerra anti-submarino que o comandante de submarino tem mais medo de enfrentar?

Comandante – Não existe uma plataforma. A força procura otimizar os seus meios. Ela usa como piquete os seus melhores sonares, ou seja, sonares com maiores distâncias de detecção ou equipados com towed array.
Os americanos costumam colocar as suas melhores fragatas bem à vante da força, fazendo a varredura sonar. No caso do Brasil, nós pegamos os melhores sonares e colocamos. É o caso dos navios da classe “Pará” com seus sonares de longa distância.
Então, não existe uma plataforma. O submarino vai enfrentado desafios a medida que se aproxima da força tarefa. Mas no momento em que um navio tem um contato, o que se torna a maior ameaça para o submarino é o helicóptero, vetorado por esses navios. É uma arma de excelente alcance e o submarino não tem como detectá-lo. Por vezes o submarino se assusta com um torpedo correndo na água ao seu lado. O sonar só detecta o helicóptero quando ele está exatamente on top, em cima do submarino, lançando o seu armamento, e não há como contra atacá-lo. Contra um navio de superfície é possível lançar um torpedo para colocá-lo na defensiva enquanto o submarino foge.

PN – O senhor vê alguma viabilidade tática na utilização de SAM em submarinos, como estão fazendo os russos na classe “Kilo”?

Comandante – Não, nenhuma, pois quando o submarino for lançar o míssil estará se expondo e toda a vantagem será do helicóptero. O submarino é uma excelente arma até ser detectado. No momento em que é detectado passa a ser uma presa sem muita capacidade de correr. Os equipamentos de detecção hoje conseguem fazer um acompanhamento muito bom. O submarino tem que ficar sempre na iniciativa. Ficar na defensiva é a pior coisa que existe para um submarinista.

PN – A partir de que distância em média um submarino detecta uma força de superfície?

Comandante – A detecção de uma força de superfície acontece de várias formas. Depende basicamente das condições de propagação do som na água. Se a água estiver muito fria ela se torna mais densa e o alcance de detecção fica muito reduzido. O submarino nessas condições detectará mais tarde a força, porém correrá menos riscos de ser detectado. Se as condições de propagação estiverem muito boas o submarino detectará a força muito longe mas também corre o risco de ser detectado em maiores distâncias.
Os navios, ao transitarem com uma ameaça submarina, devem estar emitindo com seus sonares ativos. E o submarino nunca emite, só escuta. A energia do som que é emitida por esses sonares, a fim de conseguir o retorno de um submarino, tem de ir e voltar. Enquanto isso, o submarino detecta a emissão enquanto ela está indo, o que dá ao submarino no mínimo o dobro da capacidade de detecção.
Cabe ao comandante determinar que risco ele está propenso a assumir, até que distância ele pode chegar perto da força para lançar o torpedo. Hoje os torpedos já podem ser lançados bem mais longe, permitem um alcance muito maior e cabe muito à ousadia do comandante de que forma se dará a aproximação final para o disparo.

PN – A habilidade de um comandante de um submarino hoje em dia conta tanto quanto nos tempos da WWII ou a sofistificação dos sistemas de detecção podem fazer qualquer comandante mediano tão bom quanto um comandante experiente?

Comandante – O comandante é a vida do submarino. Só ele vê o alvo, só ele interpreta e só ele diz o que será feito. Em nenhuma outra organização militar ou civil existe uma dependência tão grande de um homem para o sucesso da missão. A equipe trabalha para apoiá-lo e todas as decisões são dele. Ele faz os cálculos azimutais, toma as decisões e informa para a equipe.
A habilidade num comandante de submarinos é fundamental. A habilidade e a prática no mar são fundamentais para o sucesso. O comandante que não for ousado, que não souber profundamente interpretar o que está acontecendo a sua volta não será um bom comandante de submarinos. Existia um almirante russo que dizia o seguinte: “o homem que a bordo do submarino não entender em 1 minuto o que esta acontecendo não deve ser submarinista”.

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PN – Como se dá a formação de um comandante de submarinos no Brasil?

Comandante – Nós procuramos mandar oficiais para o exterior para fazer cursos. O curso mais conceituado do mundo era o Perisher, da Royal Navy. Perisher vem do verbo to perish, que quer dizer perecível, o que está estragando. Os oficiais são submetidos a tal pressão que ou passam ou são mandados embora. Existe uma pressão muito grande durante todo o curso. Os aprovados são chamados de “comandantes de 1 milhão de libras” porque o custo gira em torno de 1 milhão de libras por aluno.
Desde 1984, quando o primeiro brasileiro cursou o Perisher, nós montamos o nosso curso aqui, que já existia mas não naqueles moldes. Hoje, então, nós temos um curso chamado “Estágio para qualificação de futuros comandantes” onde os oficiais que poderão ser indicados para o comando de submarinos estudam. O curso tem duração de oito semanas e é feito na força de submarinos. Na verdade, é um curso entre aspas porque nele não há que ensinar muita coisa. É feito ou num treinador de ataque ou no mar, sendo que o aluno é testado até os limites de sua habilidade. Os que conseguem lograr sucesso terão a chance de comandar submarinos.

PN – Quantos lançamentos de torpedo um comandante de submarino brasileiro faz em sua carreira? Quantos lançamentos o senhor já fez?

Comandante – Não existe uma regra que diga quantos lançamentos serão feitos. Apertar o botão e o torpedo sair é só um detalhe. Cada exercício que nós fazemos, qualquer um, é levado a sério, como se fosse uma situação de querra. Assim é feito para que quando estivermos em uma situação de conflito diferença alguma exista entre a situação de paz e a de guerra.
Todas as vezes que o submarino vai para o mar fazer qualquer tipo de exercício a sua equipe de ataque e a sua tripulação estarão fazendo o que é feito normalmente para o lançamento de um torpedo. O lançamento será feito ou não, dependendo da disponibilidade da arma.
O lançamento de torpedo é um exercício que não é muito caro. A bateria do torpedo é ativada e tem duração para dez lançamentos, por exemplo. O único problema que se tem é a possibilidade de se perder o torpedo. O nosso torpedo, ao final da corrida, expulsa o lastro da cabeça, que ao invés de estar com explosivo está cheia d’água, e acaba flutuando. Ao flutuar é recolhido por uma embarcação própia, levado para o nosso centro de armas e preparado para um novo lançamento.
É um exercício que ocorre com freqüência. Este ano eu já fiz vários e, inclusive, na próxima semana vou lançar novamente um torpedo, um MK-37.

PN – É verdadeiro aquele episódio em que o submarino “Humaitá” foi quase atingido por um torpedo “Tigerfish” durante um lançamento? A estória que se conta é que o cabo de guiagem se rompeu e o submarino teve que pousar no leito marinho para escapar do torpedo…

Comandante – O episódio é verdadeiro. O torpedo foi lançado, adquiriu a superfície e o comandante do submarino continuou navegando em direção a ele. Como estava na cota periscópica acabou sendo atingido na vela, mas não houve explosão pois o torpedo não estava carregado com explosivos.

 

Sonar passivo – parte 3

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A melhor forma de caçar um submarino é usar outro submarino. Isto porque eles operam no mesmo meio e podem mudar rapidamente de profundidade para pesquisar as camadas termais em busca de contatos.
O avanço nas tecnologias de redução de ruído tem feitos os submarinos ficarem cada vez mais silenciosos, principalmente na banda estreita (narrow band), que é a faixa que geralmente caracteriza um submarino. Propulsores pump-jet, com hélices carenadas, hélices com desenhos mais eficientes e dispositivos anti-vibração para motores tornam os submarinos cada vez mais difíceis de detectar.

O choque entre dois SSBNs no Atlântico Norte, um do Reino Unido e outro da França, demostrou que os submarinos modernos avançaram muito na discrição, a ponto de só conseguirem escutar um ao outro a distâncias de poucas milhas.

Nos exercícios anti-submarino, quando dois ou mais submarinos participam, faz parte da doutrina operacional separá-los em cotas de operação, como se faz com os aviões comerciais nas aerovias. Cada submarino fica limitado a uma faixa de profundidade, justamente para evitar o risco de colisões.

No vídeo a seguir, os consoles de sonar do USS Scranton (SSN 756), que aparece na superfície, na foto logo abaixo.

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O Japão não possui mais porta-aviões desde a derrota na Segunda Guerra Mundial. Mas sua capacidade de interdição marítima continua respeitável, com a dobradinha E-2C Hawkeye e o caça Mitsubishi F-2 (versão local do F-16), que aparece na foto armado com 4 mísseis antinavio ASM-2. O míssil ASM-2 é uma evolução do ASM-1 e também é usado pelos P-3C Orion e F-15J Eagle. A ogiva do ASM-2 pesa cerca de 200kg, o peso de lançamento é de 520kg e o alcance de mais de 50 milhas.

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A OTAN realizou de 13 a 27 de fevereiro de 2009 a Operação Noble Manta 09, o maior exercício de guerra anti-submarino (ASW) anual da Organização, realizado no mar Jônico, a sudeste da Sicília. Oito países da OTAN (Canadá, França, Alemanha, Grécia, Itália, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos) participaram com 6 submarinos, 10 navios de superfície e 13 aeronaves.

Organizada pelo Comando Aliado de Nápoles, a Noble Manta 09 foi conduzida pelo Comando Naval das Forças Submarinas Aliadas do Sul (SUBSOUTH) e pelo Comando Aéreo e Marítimo de Nápoles (MARAIRNAPLES).

O exercício foi realizado num “free-play” contínuo, mas em ciclos, a fim de proporcionar igualdade de oportunidades de formação para os participantes. Os submarinos mudaram seus papéis em cada ciclo, de forma a colocar em prática táticas defensivas e ofensivas. O sucesso do exercício operacional reflete-se nas estatísticas, que incluíram 12 dias de atividades de guerra anti-submarino combinadas para as unidades de superfície, 570 horas de operações submarino versus submarino, e mais de 80 sortidas pelas aeronaves participantes. Dois submarinos dotados de propulsão AIP também participaram das manobras, treinando navios e aeronaves contra esse tipo de ameaça.

A Noble Manta é um exercício que visa testar a doutrina, novos equipamentos operacionais e reforçar a inter-operacionalidade dos participantes através de formação conjunta das forças, familiarização com os procedimentos da OTAN, bem como a oportunidade de aprender uns com os outros. Além disso, visa proporcionar formação operacional nas tarefas e missões da NATO Response Force (NRF), bem como na luta contra o terrorismo.

Na segunda foto, vê-se os navios do SNMG2 (NATO Standing Maritime Group 2) durante o exercício: ITS Zeffiro, capitânia, TCG Gediz, FGS Sachsen, HMS St Albans, HS Kountouriotis, ITS Euro, FGS Berlin e FGS Frankfurt. Participaram da Operação os seguintes submarinos: HMS Talent (S92), U34 (Type 212A alemão), HS Nirefs (S111), TCG I. Inonu (S360), TCG Doganay (S351) e ITS Salvatore Todaro (Type 212A italiano).

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O professor Mikan Vego, do US Naval War College, propôs no Armed Forces Journal de fevereiro, que a US Navy complemente sua força de submarinos nucleares com submarinos convencionais. A proposta deriva das expectativas de que a força de submarinos nucleares americana será reduzida nos próximos 15 ou 20 anos e que submarinos convencionais operam melhor em águas rasas, como as do litoral dos EUA. E são estas zonas que estão sob ameaça, em todo o mundo.
O professor Vego apontou o submarino sueco da classe “Gotland” como um dos principais candidatos no campo dos submarinos não-nucleares.
O “Gotland” é descrito como excepcionalmente manobrável, silencioso e difícil de detectar, pois pode permanecer submerso durante semanas graças à sua propulsão AIP Stirling.
O HMS Gotland (foto) fez muito sucesso quando permaneceu por dois anos alugado com sua tripulação pela US Navy, para exercícios anti-submarino.

 

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A Teledyne Brown Engineering receberá do Pentágono cerca de US$ 6 milhões para projetar, construir, testar e entregar o LBS-G (Littoral Battlespace Sensing Glider). O planador submarino terá baixa assinatura, alta persistência e capacidade de caracterizar as propriedades do oceano que influenciam a propagação sonora, possibilitando fazer previsões de desempenho acústico para sonares e armas submarinas, dentro de áreas litorâneas de interesse.
A US Navy já vem testando modelos concorrentes de gliders (AUV – veículos subaquáticos autônomos) há algum tempo.  Os AUV são pequenos robôs submersíveis, que navegam autonomamente por meses ou até anos, só emergindo quando precisam atualizar sua posição por GPS e enviar seus dados via satélite.
Eles são considerados planadores porque não usam hélices para se movimentar. Ao invés disso, eles alteram sua flutuabilidade, numa solução simples e elegante, que consome pouquíssima energia.
electgliderPara se deslocar, o AUV utiliza uma bomba para injetar ou retirar óleo de uma bexiga localizada na parte alagada do casco. Para subir, ele enche a bexiga, deslocando água e aumentando sua flutuabilidade; para descer, ele esvazia a bexiga. Para alterar o rumo, enquanto sobe ou desce, os AUV mudam seu centro de massa, deslocando a posição das suas baterias. Um par de asas fixas converte parte do deslocamento vertical em movimento horizontal, fazendo com que o planador siga a trajetória requerida.
Os AUV são semelhantes em termos de design a um torpedo com asas, construídos em alumínio, com casco de cerca de 1,5 a 2 metros de comprimento, abarrotados de sensores, baterias e eletroeletrônicos.
A US Navy planeja adquirir 154 gliders para coletar dados sobre correntes oceânicas e propriedades acústicas que podem afetar sonares em operações militares.

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A foto acima mostra o HMS Bulwark deixando sua base em Devonport para capitanear uma das maiores forças-tarefas da Royal Navy (Marinha Real Britânica) dos últimos anos, a Taurus 09. Conforme noticiado pela RN no último dia 18 de fevereiro, a operação requereu um ano e meio  de planejamento, e visa manter a capacidade do Reino Unido de operar junto a seus principais parceiros e aliados da OTAN e de outros países, em missões de segurança marítima, guerra antisubmarina e anfíbia.

A primeira fase da operação será no Mediterrâneo, incluindo um exercício de desembarque anfíbio em Chipre. Na segunda fase, parte da força de 12 embarcações (oito da Marinha Real, além de um destróier da U.S. Navy, uma fragata francesa e dois submarinos nucleares) seguirá pelo Canal de Suez com destino a um exercício multinacional nas selvas de Brunei, incluindo operações fluviais a serem conduzidas em conjunto com a Marinha de Bangladesh, na primeira interação do tipo em mais de uma década. Na soma total, mais de 3.300 militares tomarão parte nas diversas operações, e espera-se que a força-tarefa navegue 20.400 milhas náuticas. O retorno ao Reino Unido é esperado para Agosto deste ano.

As seguintes unidades britânicas compõem a força:

HMS Bulwark -  Landing Platform Dock – LPD (navio de desembarque-doca)
HMS Ocean - Landing Platform Helicopter – LPH (navio de assalto anfíbio  com convoo para helicópteros)
HMS Argyll
- fragata Type 23
HMS Somerset – fragata Type 23

Navios de apoio:
RFA Mounts Bay
RFA Lyme Bay
RFA Wave Ruler
RFA Fort Austin

Demais unidades (fuzileiros, mergulhadores, esquadrões aeronavais, esquadrões da RAF, apoio):
40 Cdo Royal Marines
539 Assault Squadron Royal Marines
820 Naval Air Squadron
847 Naval Air Squadron
857 Naval Air Squadron
Fleet Diving Unit

Commando Helicopter Force
RAF Support Helicopter Force Chinooks

Fonte e foto: Royal Navy

 

HMS Cumberland prepara-se para voltar ao Golfo

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A principal mudança é a introdução de novos botes destinados às equipes de abordagem, com as necessárias adaptações na superestrutura para seu emprego

A Royal Navy (Marinha Real Britânica) noticiou na semana passada que a fragata type 22 Batch 3 HMS Cumberland está se preparando para sua próxima missão no Golfo Pérsico. Entre os trabalhos de manutenção, revitalização e modificações, detaca-se uma mudança nos botes utilizados pelas equipes de abordagem: no lugar dos antigos RHIBs (Rigid Hull Inflatable Boats – botes infláveis de casco rígido) do tipo Pacific 22, o navio agora empregará os novos modelos Pacific 24.  Os novos botes, com mais capacidade de carga e maior velocidade (podem carregar uma tonelada de equipamentos e pessoal a velocidades em torno de 40 nós), permitirão às equipes de abordagem transferir uma maior quantidade de pessoal com mais rapidez, o que é considerado crucial para o sucesso em operações de segurança marítima no Iraque, no norte do Golfo.

Trata-se da primeira fragata tipo 22 a receber os Pacific 24. Para operá-los, foi necessário ao pessoal da BVT (BAE Systems / Vosper Thornycroft) soldar plataformas maiores e adequadas aos novos equipamentos nos dois bordos, assim como novos turcos (paus de carga empregados para baixar e recolher botes) que, ao contrário dos empregados nos antigos Pacific 22, permitem que os botes sejam baixados já totalmente guarnecido pelos dois bordos (antes, era apenas por um bordo, e com tripulação reduzida). O trabalho deverá tomar 3 semanas para ser completado, e faz parte do programa que visa manter a versatilidade e a capacidade dos navios da Marinha Real.

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Fonte e fotos: Royal Navy

 
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