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Leia no Poder Aéreo artigo que mostra as características técnicas que levaram a Marinha do Brasil a optar pelo jato A-4 Skyhawk no seu retorno às operações de aeronaves de asa-fixa.

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No próximo sábado, dia 4 de junho, moradores e visitantes do município de Cabo Frio terão a oportunidade de apreciar a aeronave Super Lynx (AH-11A), pertencente ao Esquadrão HA-1 da Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia. A exposição, aberta ao público, gratuitamente, das 9h às 16h, faz parte das comemorações do Jubileu de Ouro do Comando da Força Aeronaval da Marinha do Brasil.

O evento, que tem o apoio da Prefeitura Municipal de Cabo Frio por meio da Secretaria de Ordem Pública, acontece em frente à Praia do Forte, próximo ao Centro de Monitoramento da cidade. Na ocasião, um grupo de pilotos estará disponível para tirar dúvidas e atender às curiosidades da população.

A exposição comemorativa se estenderá, entre os dias 4 e 5 de junho, a outras cinco cidades litorâneas – São Pedro da Aldeia, Armação dos Búzios, Arraial do Cabo, Araruama e Iguaba Grande – além de Rio Bonito, no Shopping Oásis Graal, e apresentará ao público parte da frota de aeronaves Super Lynx, Super Cougar, Esquilo e Bell Jet Ranger que pertencem aos Esquadrões da Marinha.

O Comando da Força Aeronaval, sediada no município de São Pedro da Aldeia, tem a missão de proporcionar o apoio aéreo adequado aos Comandos Operativos da Marinha para a realização de operações navais e terrestres (de caráter naval). A Unidade Militar tem sob sua subordinação cinco esquadrões de helicópteros, um esquadrão de aviões e quatro Organizações Militares de apoio, compostas por uma Base, um Centro de Instrução, uma Policlínica e um Centro de Intendência.

O Esquadrão responsável pela aeronave aberta à visitação em Cabo Frio é o HA-1, cuja missão é atender a todos os meios de superfície com plataforma de pouso, da Esquadra, esclarecimento de área marítima, acompanhamento de alvos, além do horizonte, radar dos navios, resgate e salvamento em alto-mar e transporte de feridos.

FONTE: www.novasaquarema.com.br

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A DCNS  lançou ao mar o primeiro OPV (Offshore Patrol Vessel) “Gowind” no dia 18 de maio. O navio foi lançado apenas um ano após o início da construção.

O L’Adroit teve o primeiro corte de chapa no dia 7 de maio de 2010.
A construção e a instalação do armamento em tempo recorde – menos de 20 meses – está sendo possível graças ao novo design e métodos de produção melhorados.

“O lançamento do OPV Gowind L’Adroit demonstra a capacidade da DCNS de projetar e construir um navio altamente inovador dentro do cronograma – neste caso, menos de 20 meses – e dentro do orçamento”, disse Marc Maynard, gestor do programa OPV.

Onze empresas estão fornecendo sistemas e equipamentos para o L’Adroit gratuitamente. Ao todo, mais de 50 co-contratantes estão contribuindo para este programa “vitrine” e ainda vão contribuir para promover a família Gowind e seus sistemas e equipamentos.

O OPV L’Adroit está agora ancorado em um cais da DCNS para o trabalho nos compartimentos do convés superior e instalação de equipamentos do mastro único fechado. As principais tarefas agendadas para Junho incluem a instalação do radome principal e sistemas eletrônicos. Depois que os testes no cais dos sistemas eletrônicos e equipamentos forem concluídos, o OPV L’Adroit começará os testes no mar, previstos para o próximo verão.

O navio está sendo construída num programa financiado pela DCNS e depois será colocado à disposição da Marinha Francesa.

Um empréstimo de três anos de operação permitirá que a Marinha conceda  os selos de aprovação “provado no mar”‘ e “qualificado para operações”, dando assim à DCNS dois argumentos-chave na promoção da família Gowind no mercado internacional.

Este empréstimo apresenta uma forma inovadora de cooperação entre o governo francês e uma empresa privada.

A Marinha vai demonstrar a validade da Gowind nas missões atuais e emergentes em alto mar, como vigilância da área, anti-pirataria, contra-terrorismo, controle da pesca, interdição de drogas, proteção ambiental, ajuda humanitária, busca e salvamento e de segurança marítima.

O OPV Gowind tem autonomia de três semanas em “águas azuis”, um alcance de 8.000 milhas náuticas e velocidade máxima de 21 nós. O L’Adroit tem um comprimento de 87 metros. O projeto tem tripulação reduzida de 30 militares e espaço para 30 passageiros.

Entre as inovações desta classe de navios, está o passadiço panorâmico com visibilidade de 360 ​​°, um único mastro fechado com sensor de 360​​° de visão, a capacidade de lançamento de barcos rápidos para commandos (forças especiais) em menos de cinco minutos e disposição integral para operar veículos aéreos não tripulados e de superfície (UAVs e USVs). Além disso, os navios também são equipados com sistemas táticos para guerra em rede.

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Fotos raríssimas das primeiras quatro fragatas da classe “Niterói” (Vosper Mk.10), ainda em provas de mar na Inglaterra, no início da década de 1970. Eram navios completamente novos, propulsadas por turbinas a gás, dotadas de sistemas de armas controlados por computadores digitais, mísseis antissubmarino, antinavio e antiaéreos, além de um helicóptero Westland Lynx embarcado.

As fragatas representaram um salto tecnológico de 30 anos em relação aos navios que possuíamos e colocaram a Marinha do Brasil entre as mais avançadas do mundo.

As duas últimas fragatas, Independência e União, foram construídas no Brasil, no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ), com transferência de tecnologia inglesa. Isto possibilitou anos depois, o projeto e construção do navio-escola Brasil e das corvetas classe “Inhaúma”.

SAIBA MAIS:

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Será realizada nesta sexta-feira (3/6) no Estaleiro BrasFELS, em Angra dos Reis (RJ), com a presença da presidenta da República, Dilma Rousseff, e do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, a cerimônia de batismo da plataforma P-56. Com capacidade para processar 100 mil barris de petróleo e comprimir 6 milhões de m³ de gás por dia, a P-56 operará no Módulo 3 de desenvolvimento do Campo de Marlim Sul, localizado na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro. A plataforma terá como madrinha a deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP). Também estarão presentes na cerimônia os diretores da Petrobras nas áreas de Exploração e Produção, Guilherme Estrella, de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, de Gás e Energia, Graça Foster, e o diretor interino de Serviços, Roberto Gonçalves.

A P-56 é uma unidade do tipo semissubmersível e ficará ancorada em local onde a profundidade é de 1.670 metros, interligada a 21 poços, dos quais 10 serão produtores de petróleo e 11 injetores de água. Idêntica à plataforma P-51, a nova unidade de produção integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e é considerada um marco na indústria naval brasileira, uma vez que consolida a capacidade do país de construir plataformas desse porte em seu território. A construção da P-56 alcançou o conteúdo nacional de 72,9% relativo ao topside (módulos integrados), e teve seu casco totalmente construído no Brasil, demonstrando o fortalecimento da indústria local a partir das encomendas da Petrobras.

O contrato de construção da plataforma foi assinado em outubro de 2007 entre a Petrobras e o FSTP, consórcio integrado pelas empresas Keppel FELS e Technip. Para construí-la foram investidos aproximadamente US$ 1,5 bilhão e a obra gerou 4 mil empregos diretos e 12 mil indiretos no país. A partir de junho, ela terá sua construção finalizada e passará pela etapa de testes e ajustes finais na Baía de Ilha Grande, em Angra dos Reis, e depois será rebocada até a Bacia de Campos para ancoragem e interligação de poços. O início da produção no Campo de Marlim Sul está previsto para agosto.

Construção modular

Construída de forma modular, a P-56 é composta pelo deckbox (base do convés), casco e módulos. A empresa Kepppel FELS construiu, no estaleiro BrasFELS, os quatro módulos de processos e de utilidades. Já os dois módulos de geração foram construídos pela Rolls Royce, em parceria com a UTC Engenharia, no canteiro desta empresa, em Niterói. Os dois módulos de compressão foram construídos pela Nuovo Pignone (General Eletric), no canteiro Porto Novo Rio, no Rio de Janeiro (RJ). O deckbox também foi construído no BrasFELS, onde foi feita a integração dos módulos. Depois da integração, o conjunto passa a ser chamado de topside.

O casco da nova plataforma é 100% brasileiro. Ele foi construído no BrasFELS e resultou da união dos blocos de aço fabricados pelo próprio estaleiro e pela Nuclep, em Itaguaí. A união do casco com o topside, processo chamado de deck mating, uma das atividades mais complexas, ocorreu sem qualquer imprevisto, em outubro de 2010.

Dados da P-56

  • Localização: Campo de Marlim Sul, a 120 km da costa;
  • Produção de petróleo: 100 mil barris de petróleo por dia;
  • Compressão de gás: 6 milhões de m3 por dia;
  • Geração elétrica: 100 MW;
  • Profundidade de ancoragem: 1.670 m;
  • Compr. 125 m Larg. 110 m Alt. 137m;
  • Acomodações: 200 pessoas;
  • Peso Total: 54.658 ton;
  • Poços produtores: 10;
  • Poços injetores:11;
  • Risers: 79;
  • Escoamento de petróleo: oleoduto p/ P-38 (aprox. 20 km);
  • Escoamento de gás natural: gasoduto p/ P-51 (aprox.15 km)
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PAN ‘Charles De Gaulle’

Clique na imagem para ver em tamanho maior esta bela foto do porta-aviões nuclear francês Charles De Gaulle, que participada das operações aéreas na Líbia.

Algumas fotos raras do NAeL (Navio-Aeródromo Ligeiro) Minas Gerais, no início de sua carreira na Marinha do Brasil, após modernização na Holanda. O navio foi o pivô da disputa com a FAB pela posse das aeronaves de asa-fixa que operariam a bordo.
A disputa foi equacionada em 1965, quando o Presidente Castelo Branco decretou que os aviões seriam operados pela FAB e os helicópteros pela Marinha. Somente em 1997 a Marinha voltou a operar seus próprios aviões.

O Minas operou quase toda a sua vida no Brasil como porta-aviões antissubmarino, com aviões S-2 Tracker da FAB e helicópteros SH-3 Sea King da MB.

“Fan art” do futuro navio-aeródromo CTOL (conventional take-off and landing) chinês. Clique nas imagens para ampliar.

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Projeto e construção

A Marinha do Brasil contratou a consultoria do bureau americano de engenharia naval Gibbs & Cox para a revisão (design review) dos planos de construção da Vosper. A Gibbs & Cox já tinha sido escolhida inicialmente para modificar o projeto das “Bronstein” para o Brasil.

Dentre as especificações brasileiras para as novas fragatas estava a que exigia que o projeto deveria obedecer aos critérios propostos no artigo “Stability and Buoyancy Criteria for US Naval Ships”, apresentado pelos engenheiros navais Sarchin e Goldberg, na reunião de novembro de 1962 da SNAME (Society os Naval Architects and Marine Engineers), em Nova York. Foi mais uma decisão inovadora importante, pois veio substituir critérios ultrapassados para avaliar a estabilidade dos navios, os quais se fixavam em determinar valores aceitáveis para alturas metacêntricas. Os critérios de Sarchin & Goldberg foram adotados e estão em uso até hoje.

A Marinha tinha estabelecido que os navios deveriam ter autonomia suficiente para atravessar o Atlântico e chegar à África, 4.500 milhas marítimas pelo menos, em velocidade de cruzeiro, que seria de 18 nós, suficiente para fazer zigue-zagues em cobertura a comboios modernos, com velocidade de avanço em torno de 12 nós. A velocidade máxima mantida deveria ficar entre 28 e 30 nós.

Para atender a essas especificações o sistema de propulsão proposto pela Vosper era o CODOG, isto é, uma combinação de motores diesel para velocidades de cruzeiro e turbinas a gás para velocidade máxima. Como já foi dito, havia uma certa resistência inicial a esse tipo de propulsão, em parte por oficiais conservadores partidários da propulsão a vapor, que se preocupavam em como seria feita a transição de uma máquina para a outra, ou seja, o desacoplamento dos motores diesel para acoplar as turbinas, com o navio em movimento, levando-se em conta as enormes diferenças de rotação entre as máquinas. Havia também os oficiais especializados em sonar, que diziam que os sonares de freqüência sônica poderiam sofrer interferência do ruído dos diesel e que só a propulsão a vapor serviria.

O primeiro problema foi solucionado com a invenção inglesa das embreagens SSS (Self Synchronizing Shift), para a transição motor-turbina e vice-versa; a segunda questão foi resolvida com a instalação dos motores diesel sobre coxins amortecedores de vibrações, que reduzem a um nível aceitável e seguro a transmissão para o casco das vibrações e ruídos dos motores diesel, evitando assim a interferência no sonar.

Foi tentada inicialmente a escolha de um modelo de motor diesel de potência média que já estivesse em uso no parque nacional, como os motores das locomotivas da Vale do Rio Doce, a fim de facilitar a manutenção dos motores no Brasil. No final, porém, a escolha recaiu sobre o motor MTU 956 de 16 cilindros, com 3.940hp. Cada navio seria equipado com quatro motores, totalizando mais de 15.000hp.

Para completar a planta propulsora das fragatas a Vosper ofereceu também a turbina Olympus 611, de 28.000shp, adaptação da turbina do jato Concorde. Essa turbina estava em fase final de testes de aceitação pela Royal Navy, pois equiparia as fragatas Type 21 (desenho acima) e os navios-aeródromo da classe “Invencible”. A diferença entre a versão aérea e a naval dessa turbina residia no fato de que as palhetas do compressor da turbina no avião eram de alumínio e as do navio eram de aço, além de que a turbina naval queimava diesel e a do avião queimava querosene de aviação. A outra turbina cogitada foi a LM 2500, que a US Navy pensava em instalar nos seus novos contratorpedeiros da classe “Spruance”. A turbina selecionada foi a Olympus, por conta do seu estágio mais avançado de desenvolvimento e pela cláusula contratual que estipulava que somente um terço dos equipamentos dos navios poderia ser de procedência não-inglesa.

A escolha do sistema de armas

A Marinha finalmente tinha perdido o “complexo de cobaia” e entendeu que os equipamentos e sistemas das fragatas deveriam estar no estado-da-arte em seus respectivos países de origem. Em mais uma decisão importante, resolveu-se dotar as fragatas com um sistema digital de processamento de dados táticos e direção de tiro.

A Vosper ofereceu o CAAIS (Computer Assisted Action Information System) da Ferranti inglesa, que também iria equipar as fragatas Type 21 da Royal Navy. Depois de analisadas as propostas da Signaal – Hollandse Signaal Apparaten, holandesa, apoiada pela Philips do Brasil e da Elettronica San Giorgio – Elsag, da Itália, decidiu-se pelo equipamento da Ferranti.

O sistema CAAIS das fragatas brasileiras seria nucleado em três computadores digitais Ferranti FM1600B, os mais modernos na época. Um computador ficararia a cargo do processamento de dados táticos, outro computador a cargo da direção das armas a vante e o terceiro com a direção de tiro das armas a ré.

Quando a fragata Niterói chegou ao Brasil em 1977, a Marinha foi a primeira instituição a operar um sistema de computação em tempo real no País!

Foi especificado que os navios também deveriam ter um canhão de médio calibre de duplo emprego (antiaéreo e superfície) e um lançador de foguetes ou mísseis anti-submarino. O canhão escolhido entre diversas propostas foi o inglês Vickers Mk.8 de 4,5 polegadas (114,3mm).

Como a aquisição do ASROC não era permitida, foi escolhido o míssil antissubmarino australiano IKARA (imagem abaixo), que era inclusive considerado superior ao sistema americano e estava sendo escolhido também pela Royal Navy. Os franceses tentaram vender o Malafon, de princípio operativo semelhante, mas não trazia vantagens significativas que compensassem a opção por um equipamento não-inglês.

Para aumentar mais ainda a capacidade dos navios na guerra A/S resolveu-se também dotá-los de um helicóptero orgânico anti-submarino e de dois lançadores de torpedos Mk.32 para torpedos Mk.44 (mais tarde o Mk.46).

Como complemento à capacidade de guerra A/S, também foi pedido a instalação do BOROC (foto abaixo), um lançador de granadas antissubmarino propelidas a foguete. Era um armamento desenvolvido pela Bofors e que estava então em estudo para ser adotado pela Marinha Sueca e que depois foi adotado por diversas marinhas. Tratava-se de um lançador duplo de foguetes de 375mm que projetava granadas capazes de explodir em contato com o casco de um submarino ou depois de atingida certa profundidade. Era praticamente um Hedgehog aperfeiçoado e ampliado.

O almirantado não estava muito confortável com a idéia inicial de que todas as fragatas devessem ser exclusivamente anti-submarino. O Estado Maior decidiu então que deveria haver uma versão com maior capacidade de combate de superfície. Foi aí que surgiu a concepção de uma versão de emprego geral (E/G), que deveria ter dois canhões de médio calibre e mísseis superfície-superfície. Foi escolhido o Exocet MM38, em fase final de desenvolvimento e aprovação pela Marinha Francesa.

Como a ameaça aérea no final da década de 60 não era tão aguda quanto na atualidade e os mísseis antinavio tinham feito apenas uma breve aparição bem sucedida (o afundamento do contratorpedeiro israelense Eilat em 1967 por um míssil russo Styx), a Marinha decidiu equipar as fragatas com um míssil antiaéreo de defesa de ponto, o Seacat. Foi adotada a versão GWS-24, similar à usada nas fragatas Type 21 britânicas, porém usando dois lançadores leves triplos, ao invés de um lançador quádruplo. A decisão pelo Seacat com certeza foi influenciada pelo fato de a Marinha já usar naquele momento o Seacat GWS-20 no seu contratorpedeiro Mariz e Barros.

Para complementar os Seacat na defesa antiaérea, resolveu-se equipar as fragatas com dois canhões Bofors de 40mm L70, um de cada lado do passadiço. Esses canhões tinham acabado de ser adotados nos navios varredores da classe “Aratu” que estavam sendo construídos na Alemanha.

Um exame mais detalhado sobre o armamento original das “Niterói” veremos na continuação deste trabalho.

Radares e sonares

A proposta da Vosper incorporava o radar Plessey AWS-2 da banda S (como eram denominadas as bandas E e F). AW significava Air Warning e S a banda. Era um radar de busca combinada, isto é, detectava alvos na superfície e no ar. Foi analisado também o radar holandês LW03 da banda L (banda D atual), que tinha uma antena mais leve que a do AWS-2. Mas a escolha finalmente foi pelo radar inglês da Plessey, cujo peso da antena preocupou os engenheiros da Vosper e depois da Gibbs & Cox. A escolha do AWS-2 fez com que fosse necessária a adição de algum lastro extra nos navios.

A proposta original também incluía dois radares de direção de tiro italianos RTN-10X da banda X (atual banda I), que foram mantidos. O radar de navegação escolhido foi o holandês ZW06 da Signaal, também para manter uma padronização com os navios varredores da classe “Aratu”.

No quesito sonar, a Vosper propunha os equipamentos britânicos da Marconi, que seriam instalados nas fragatas Type 21. Mas a EDO Corporation, dos EUA, também ofereceu seus equipamentos, especialmente desenvolvidos para a Marinha do Brasil. A EDO ganhou, com seu sonar de casco designado 610E e o de profundidade variável, o 700E.

Construção

Os navios construídos na Inglaterra levaram menos tempo para serem concluídos. A Niterói (F40) teve a quilha batida em 8 de junho de 1972, foi lançada ao mar em 8 de fevereiro de 1974 e incorporada em 20 de novembro de 1976, ainda na Inglaterra. O batimento da quilha da Defensora (F41) deu-se em 14 de dezembro de 1972, o lançamento em 27 de março de 1975 e a incorporação em 5 de março de 1977. A quilha da Constituição (F42) foi batida em 13 de março de 1974, o lançamento em 15 de abril de 1976 e incorporação em 31 de março de 1978. A quilha da Liberal (F43) foi batida em 2 de maio de 1975, o lançamento em 7 de fereveiro de 1977 e a incorporação em 18 de Novembro de 1978.

As duas fragatas construídas no Brasil, a Independência (F44) e a União (F45), ambas da variante anti-submarino (A/S), tiveram suas quilhas batidas em 11 de junho de 1972, sendo a primeira lançada em 2 de setembro de 1974 e a segunda em 14 de março de 1975. A Independência foi incorporada em 3 de setembro de 1979 e a União em 12 de setembro de 1980.

LEIA TAMBÉM:

BATE-PAPO ONLINE: converse com outros leitores sobre este tema no ‘Xat’ do Poder Naval, clicando aqui.

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A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) celebra no dia 27 de maio (sexta-feira), um Acordo de Cooperação Acadêmica, Técnica e Científica com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha (SecCTM), com interveniência da Diretoria de Sistemas de Armas da Marinha (DSAM). Estarão presentes à assinatura do acordo, entre outros, o Vice-Reitor para Assuntos Acadêmicos da Universidade, prof. José Ricardo Bergmann, o Diretor de Sistemas de Armas da Marinha, Vice-Almirante Elis Treidler Öberg e o Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha, Vice-Almirante Ilques Barbosa Junior.

Esta iniciativa tem por objetivo contribuir para o aperfeiçoamento e o desenvolvimento do intercâmbio técnico, científico e cultural entre a universidade e centros de pesquisas da Marinha. Além disso, a crescente demanda por capacitação acadêmica para o desenvolvimento de tecnologias de defesa no País atribui maior valor a esse intercâmbio de conhecimentos. Por meio deste acordo, válido por cinco anos, a Marinha e PUC-Rio irão estabelecer programas conjuntos de atividades anuais, incluindo parcerias em bolsas de estudos e matérias técnicas com referência a projetos de interesses comuns.

FONTE: Portal Fator

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HMAS ‘Perth’ ASMD testa ESSM

A fragata australiana HMAS Perth realizou com sucesso, no dia 8 de maio, o primeiro disparo de míssil Evolved Sea Sparrow (ESSM), após a modernização ASMD (Anti-Ship Missile Defense). Nas fotos, o novo mastro principal do navio com antenas de radar “phased array”.

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Submarino Tikuna fotografado e filmado em Mar del Plata, participando da Operação Fraterno XXIX.

FONTE: www.elsnorkel.com

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