QG Airsoft

Resumo da Palestra do Prosub

No dia 2 de março, às 10h, no auditório do Centro de Convívio dos Meninos do Mar (CCMar), o coordenador do Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear (Prosub), almirante-de-esquadra José Alberto Accioly Fragelli, fez uma palestra sobre o assunto, dirigida aos militares, autoridades e pessoas da comunidade interessadas.

Nosso leitor Gilberto Rezende esteve lá e enviou o seguinte resumo:

Primeiro o PLANO da Marinha do Brasil é construir 6 (SEIS) submarinos nucleares. Em três áreas de patrulha oceânicas e cada uma de responsabilidade de dois submarinos.

O Almirante confirmou a finalização da USEXA (usina de conversão de gás de urânio) em junho e o fechamento do ciclo nuclear completo em nível industrial.

O LABGENE que é a planta do reator nuclear piloto em terra está em andamento e será encerrada em 2014. Destacou que este passo é essencial para que o Brasil não repita os insucessos da França e da Índia que partiram diretamente para o seu primeiro submarino nuclear sem fazer o reator piloto em terra.
Segundo ele a Índia ano passado foi simplesmente incapaz de montar seu reator no interior do casco do seu submarino e a França (quando da construção do seu primeiro submarino nuclear) teve problemas tão graves de projeto que acabou por abandona-lo com apenas um ano e meio de vida operacional e a França teve que suportar o prejuízo total de seu primeiro projeto de submarino nuclear… E partir para a segunda tentativa…

Este reator do LABGENE servirá de base tanto para projetar os 6 reatores para os submarinos como para os 3 primeiros reatores civis na faixa de 600 a 800 MW (Angra I tem 1.000 MW) e serão construídos, pelo planejamento da Nuclebrás, após a conclusão de Angra III. O plano é que no futuro as novas plantas nucleares civis brasileiras sejam de projeto brasileiro apenas, sem mais aquisições de usinas no exterior.

Foi informado na palestra que as duas atuais usinas civis brasileiras usam urânio enriquecido de 3,2 a 4% e que o reator do submarino atômico brasileiro usará urânio enriquecido a 7% e que deverá ter a necessidade cíclica operacional de ter seus elementos combustíveis nucleares totalmente substituídos de quatro em quatro anos.

estaleiro_base_naval 1

As imagens e planos exibidos na palestra mostraram dois diques TOTALMENTE COBERTOS para atender a duas embarcações submarinas nucleares ao mesmo tempo na chamada ILHA NUCLEAR onde os futuros submarinos nucleares serão construídos, receberão manutenção e onde se processará a troca do elemento combustível do reator quando necessário. Ela deverá ser construida num recorte da encosta e será instalada sobre leito firme de rocha ao contrário do resto do complexo que será feito sobre aterro e plataformas sobre o mar.

Foi explicado que o projeto da base e estaleiro de Itaguaí teve um processo EXTREMAMENTE COMPLEXO de licenciamento ambiental e licenciamento nuclear na CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) e as múltiplas exigências fizeram que o projeto tivesse 24 variações de lay-out até a aprovação final e mesmo com as primeiras obras do estaleiro/base de Itaguaí tendo sido iniciadas em fevereiro (sem cerimônia oficial ainda) a parte da chamada ILHA NUCLEAR, que é o coração do projeto, ainda não teve a licença final da CNEN deferida. O que deve ocorrer ainda neste primeiro semestre de 2010.

estaleiro_base_naval 2

O Estaleiro/Base ficará a cerca de 4 Km da Nuclep que é responsável pela construção das grandes seções cilindricas do casco submarino e uma unidade de integração de unidades metálicas ficará na área da Nuclep onde uma substancial parte de itens do submarino serão incorporadas nas seções feitas ali mesmo na Nuclep e seguirão por uma via reforçada até ao túnel de acesso do Estaleiro/Base que será grande o suficiente para possibilitar o acesso seguro das seções de submarino ao complexo.

Face ao período muito curto de troca dos elementos combustíveis nucleares nos modelos brasileiros, comparativamente em relação aos modelos americanos, ingleses e franceses, uma boa parte do esforço de engenharia do projeto do reator naval brasileiro estará se dando no sentido de permitir a troca dos elementos combustíveis num tempo bem mais curto que o normalmente é conseguido nos modelos de outras origens. A realização bem sucedida desta característica do projeto será essencial para permitir a maior operacionalidade possível da frota submarina nuclear que o Brasil pretende construir. Foi dito que quando a base estiver operacional tanto os submarinos convencionais como a própria força de submarinos da marinha sairão da Base de Mocanguê em Niteroi e passarão para Itaguaí… Como mostrado nos modelos tridimensionais do projeto onde uma das TAGs apontava um prédio como COMANDO DA FORÇA DE SUBMARINOS.

Outra imagem mostrou que o projeto brasileiro será de um hélice propulsionado por dois motores elétricos de propulsão. Portanto a energia nuclear será usada para mover uma turbina que movimentará um gerador elétrico para gerar força aos motores elétricos de propulsão.

Outras informações relevantes:

Sobre as ultracentrífugas brasileiras foi destacado que, sem qualquer ufanismo, elas são o melhor equipamento disponível a nível mundial e o maior segredo tecnológico militar-civil do Brasil. Sem obviamente detalhar seu funcionamento foi explicado que duas características básicas as tornam tão superiores ao modelos de outras nações:

1) seu motor eletromagnético de base que sustenta, alinha e ao mesmo tempo rotaciona o cilindro interno da centrífuga que é o verdadeiro “ovo de colombo” do sistema.

2) o próprio cilindro interno da centrífuga nacional que ao contrário do modelo original estrangeiro sobre que a Marinha se baseou no seu projeto que era de alumínio e pesava 7 Kg, nosso modelo nacional é feito de fibra de carbono e pesa apenas 700g!!!

Código secreto:
Talvez o grande segredo seja o que não foi falado, como se faz para rotacionar magneticamente um cilindro de fibra de carbono que supostamente é amagnético…

Destas características decorre que seu funcionamento, sem qualquer atrito mecânico significativo, torna virtualmente desnecesária a sua substituição operacional em tempo previsível. Isto significa que foi dito que a primeira centrífuga 100% operacional está em serviço CONTÍNUO a 20 anos em Aramar sem queda observável do seu desempenho original. O cilindro de fibra de carbono por ser 10 vezes mais leve que o similar metálico (e no mínimo tão resistente estruturalmente) demanda muito menos energia para seu acionamento e no caso improvável de falha durante o regime de plena rotação, a menor massa do cilindro interno em relação ao cilindro externo resulta que um acidente neste tipo de construção não tem o mesmo efeito catrastófico de uma falha de uma centrífuga mecânica onde a parte que é cineticamente girada pesa 10 vezes mais. Foi declarado que em geral as ultracentrífugas mecânicas usados por outros países rotacionam na faixa de 30/35 mil RPM (rotações por minuto) e a última geração das centrífugas brasileiras estariam atinguindo cerca de 66 mil RPM.

Citação:
Observação minha, as ultracentrifugas brasileiras por sua durabilidade/estabilidade virtualmente plena fariam assim ser praticamente desnecessárias as constantes paradas para substituição de mancais/centrífugas dos modelos mecânicos e PRINCIPALMENTE o tenso controle contínuo de desempenho de cada elemento individual exigido na operação das cascatas mecânicas (para evitar-se acidentes que levem a um colapso catastrófico em série) seja incomparavelmente menos crítico nas cascatas de ultracentrífugas por levitação magnética de projeto brasileiro.
Em cascatas de 3 a 4 mil ultracentrífugas como, por exemplo, as atuais da usina iraniana de NATANZ que já chegou a possuir no passado até 8.700 centrífugas, o lixo atômico gerado pelas ultragentrífugas que tem de ser substituídas e o custo econômico de substituí-las para manter o nível operacional da intalação torna o custo de operação industrial extremamente elevado e o fluxo de produção industrial intermitente.

http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=69092

Quanto ao trabalhos de engenharia o Almirante Fragelli relatou que a Marinha apartir de agosto de 2010 mandará 4 turmas de 20 engenheiros (uma a cada 6 meses) e cada turma ficará em na França por 18 meses fazendo cursos sobre construção de submarinos e sistemas de submarinos nucleares (exceto propulsão). Um gráfico apresentado de emprego de engenheiros navais no projeto prevê um pico de mais de mais de 400 engenheiros navais empregados no programa PROSUB em 2016. Mas relatou que o gráfico refere-se unicamente a primeira unidade a ser produzida a ser entregue em 2020/21, assim que seja decidido a construção das demais unidades este numero poderá ser estabilizado próximo a este nível por um grande período.

Outra informação MUITO INTERESSANTE foi que atualmente a Engepron só pode contratar engenheiros navais para remuneração de 1.900 reais por mês… O que obviamente colide com o objetivo de contratar excelentes profissionais para se construir um submarino nuclear…
Por isso ainda este semestre a MB e o GF madarão uma lei para o congresso uma lei para criação de uma empresa estatal que se chamará AMAZUL (AMAZônia AZUL) que ficará responsável pela contratação dos engenheiros navais com salários a preço de mercado para trabalhar para o PROSUB, sobre este ponto o Almirante Fragelli dirigiu-se (após a palestra) aos jovens que compõe este ano a primeira turma do curso de Engenharia Naval que a FURG passa a oferecer (universidade federal local) que foram assistir a palestra para que estudem com afinco pois a necessidade da MB é tão grande que a USP e UFRJ (os dois tradicionais cursos brasileiros) não terão capacidade de, sozinhas, fornecer a quantidade de engenheiros navais que serão necessárias a MB (e não só ao programa PROSUB) e que ele está trabalhando para que estas vagas sejam disponibilizadas para uma atividade de ponta e bem remunerada.

Não foi dada nenhuma informação sobre os armamentos do submarino e foi citado que a marinha, a princípio, desistiu da construção de estações de VLF para envio de mensagens aos submarinos nucleares pelo custo elevado, por ser unidirecional (o navio não pode responder em VLF), estar em via de desuso pelos EUA e França e porque possivelmente depois de 2020 (quando a primeira unidade ficar pronta) o país deverá já dispor de um sistema orgânico de comunicação satélite militar.
Além da própria construção do submarino foi declarado que ainda está em estudo preliminar de que forma será modelada a carreira dos militares que servirão nestas unidades, requisitos, cursos e por que tempo. Que terá que ser diferenciada e ter estímulos específicos. Mas encontra severas restrições nas leis que regem a remuneração militar geral que teram de ser vencidas ou contornadas.

SAIBA MAIS:

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Fish Hawk 1

A Raytheon Missile Systems apresentou no Singapore Airshow o Fish Hawk, um sistema lançador de torpedo antisubmarino “stand-off”.

A arma tem sido desenvolvida há algum tempo, mas sua exposição inaugural foi nesta exibição, aumentando o interesse pela mesma.

O Fish Hawk foi desenvolvido como resposta à mudança na Guerra Antissubmarino (ASW), com ênfase nas operações contra os modernos submarinos convencionais operando em águas rasas no litoral. A US Navy também em breve estará mudando de aeronave de patrulha ASW, incorporando o Boeing P-8 Poseidon no lugar do P-3 Orion, o que vai alterar substancialmente as características operacionais.

Fish Hawk 2

Sob o programa HAAWC (high-altitude ASW weapon concept) da US Navy, que procura por um torpedo que possa ser lançado de grandes altitudes e a grandes distâncias (“stand-off”) do alvo, o o Fish Hawk elimina a necessidade da aeronave ter que reduzir sua altitude para lançar os torpedos antissubmarino, reduzindo o estresse da célula das aeronaves de patrulha e aumentando a autonomia de voo.

O Fish Hawk compreende um kit de asas e de guiagem no torpedo leve Mk.54 de 324mm. O Fish Hawk incorpora muitos componentes da arma AGM-154 JSOW, o que reduziu o tempo de desenvolvimento e ampliar a escala de produção destes componentes.

Ele terá um data-link que permitirá a transmissão de dados do status da arma em voo, para a aeronave lançadora. O link também permitirá que o Fish Hawk seja atualizado em sua trajetória, com dados enviados por outras plataformas na área de operação e seu controle também poderá ser passado para outras plataformas.

Fish Hawk 3

Depois do lançamento, o Fish Hawk abre suas asas e voa planando por guiagem GPS e inercial para a última localização conhecida do alvo ou para um novo ponto transmitido para o data-link da arma. Quando o Fish Hawk atinge a baixa altitude, as asas são ejetadas, um paraquedas é acionado e o torpedo entra n’água. Uma vez na água, o Mk.54 começa a procurar seu alvo, guiado por sonar e um sistema inercial.

O Fish Hawk também pode ser lançado pela aeronave contra alvos em curtas distâncias, bem em cima do alvo, descendo em espiral.

A nova arma já foi testada em 21 de março de 2008, no Golfo do México. O teste excedeu todos os requisitos e demonstrou um alto nível de precisão, validando os algoritmos do sistema de guiagem.

A Raytheon concorre com a Lockheed Martin, que também produziu uma solução equivalente, o Longshot, visto na imagem abaixo.

longshot

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No dia 2 de março, às 10h, no auditório do Centro de Convívio dos Meninos do Mar (CCMar), o coordenador do Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear (Prosub), almirante-de-esquadra José Alberto Accioly Fragelli, fará palestra sobre este Programa. A palestra é dirigida aos militares, autoridades e pessoas da comunidade interessadas no assunto. Fragelli deve chegar a Rio Grande no próximo domingo, 28, e será recebido pelo Comando do 5º Distrito Naval.

O almirante-de-esquadra Fragelli foi comandante do 5º DN entre 1996 e 1998, com sede em Rio Grande. Já na Reserva, foi escolhido pelo Alto Comando da Força para gerenciar o principal projeto da Marinha do Brasil e assumiu a Coordenadoria-Geral do Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear (Cogesn) em setembro de 2008.

Conforme o Comando do 5º DN, o Programa Nuclear da Marinha vem sendo desenvolvido desde os anos 70, mas esta é a fase de melhores resultados e da formação de acordos e parcerias com países que já dominam a tecnologia nuclear. O evento em Rio Grande integra um ciclo de palestras que serão realizadas em todos os Distritos Navais com o intuito de esclarecer a comunidade sobre a importância do bom preparo da Marinha do Brasil para proteger as fronteiras marítimas brasileiras e garantir a preservação das riquezas do Brasil no mar e a soberania da Pátria.

“A grandeza do nosso litoral, onde recentemente foram descobertas reservas de petróleo que poderiam ser consideradas inimagináveis há alguns anos, demanda uma postura responsável e zelosa, para que as riquezas que a ‘Amazônia Azul’ encerra em suas profundezas sejam exploradas em prol do povo brasileiro nesta e em futuras gerações”, destaca a Marinha.

A instituição observa que, desta forma, o submarino com propulsão nuclear na Esquadra Brasileira significa a assunção de um sério compromisso com a sociedade, “que anseia por uma Marinha com real poder dissuasório e que nela deposita a confiança de ver resguardadas as riquezas naturais imprescindíveis ao desenvolvimento econômico e social do País.

A Cogesn tem como atribuições gerenciar os projetos e as construções do estaleiro dedicado aos submarinos e da base de submarinos e o projeto de construção de Submarino com Propulsão Nuclear, entre outras.

FONTE: Jornal Agora

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FREMM “à parmegiana”

FREMM Itália - imagem Marina Militare

Com a publicação de nota do jornal Folha de São Paulo sobre um possível acordo entre os governos do Brasil e Itália para a aquisição, pela Marinha do Brasil, de 10 navios (que incluiriam fragatas,  navios-patrulha e navio multiuso de apoio logístico), alguns leitores pediram imagens e mais informações sobre essas possíveis aquisições. Esta matéria mostra algumas imagens das futuras fragatas italianas FREMM – Fregate Europee Multi-Missione, que são a versão para aquele país do projeto franco-italiano, e que poderiam estar nesse “pacote” de que trata o jornal.

Segundo a Marinha Italiana (Marina Militare), o programa FREMM prevê a aquisição de 10 unidades multimissão pela Itália, sendo 6 de emprego geral (EG), com possibilidades mais flexíveis de emprego, e 4 do tipo antissubmarino (ASW), com capacidades superiores nessa arena (em comparação, a versão francesa do programa prevê 17 unidades, o que dá um total de 27 fragatas para os dois países, o que promete gerar ganhos de escala). Há também outros países interessados no modelo, o que pode ser conferido nos links ao final desta matéria.

A primeira unidade italiana deverá ser da versão EG, a ser recebida em 2012. Segundo o planejamento, as 4 seguintes serão da variante aASW e, por fim, seriam recebidas as 5 EG restantes, numa média de uma unidade por ano até 2021, destinadas à Marina Militare. Com essas aquisições, deverão ser desativadas as oito fragatas classe Maestrale, incorporadas na primeira metade dos anos 80, com a provável baixa, em primeiro lugar, das quatro que não sofreram maiores atualizações (segundo divisão que consta no site da Marinha Italiana).

Outros navios que poderiam ser substituídos pela classe seriam os quatro “pattugliatori di squadra” classe Soldati ou Artigliere (versões da classe Lupo sem sistemas ASW e originariamente destinadas ao Iraque) e mesmo os dois destróieres de defesa aérea classe De La Penne, mais novos (início dos anos 90), embora a substituição desses últimos possa ser realizada também por versão dedicada à defesa aérea da FREMM, tal qual se pretende fazer na França, em relação a seus dois navios da classe Cassard, ligeiramente mais antigos que os De La Penne.

Na imagem de cima, representação da versão de emprego geral e, na de baixo, da versão ASW. A identificação é fácil atentando-se para a diferença do armamento de tubo do convés de  proa, com um canhão de 127 mm na versão EG e um de 76mm (que consequentemente é instalado numa torreta menor) na versão ASW – vide descrição dos sistemas a seguir.

Características básicas

  • Deslocamento: 5.980 toneladas
  • Comprimento:139,5 metros (128,9 entre perpendiculares)
  • Boca: 19,40 metros
  • Calado: 5 metros
  • Propulsão: CODLAG 2 eixos (Combinando motores diesel, elétricos e turbinas a gás), com uma turbina GE/AVIO LM 2500+G4 de 32 MW
  • Geradores para energia elétrica:  4 DD/GG com motores de 2.1 MW
  • Um pod azimutal retrátil, com motor elétrico, para manobras
  • Velocidade máxima: 27 nós
  • Alcance a 15 nós: 6000 milhas náuticas
  • Vida útil esperada: mínimo de 30 anos
  • Tripulação: 145 (acomodação máxima: 165)
  • Autonomia de 45 dias

Sistema de combate

  • Sistema de mísseis antiaéreos SAAM IT com 16 células para mísseis ASTER 15 e radar multifunção EMPAR (busca e direção de tiro).
  • Canhão 127mm/64 calibres (somente nas unidades de emprego geral).
  • Sistema de defesa antiaérea de ponto com dois canhões 76mm SR OTOBREDA (apenas um nas unidades de emprego geral) com dois sistemas de direção de tiro multisensores AMS NA-25 DARDO-F (um à proa e outro à popa).
  • Sistema de mísseis superfície-superfície que prevê a adoção do sitema TESEO com capacidade de lançar também o míssil antissubmarino MILAS.
  • Sonar de casco dotado de sistema de detecção de minas e sonar rebocado.
  • Sistema de lançamento de contramedidas de defesa.
  • Sistema de busca e direção de tiro infravermelho tipo SASS (GALILEO).
  • Sistema de comando e controle (CMS) baseado no já empregado nas unidades Orizzonte (Horizon – destróieres de defesa aérea).
  • Sistema de guerra eletrônica (EWS).
  • Dois helicópteros NH-90 ou 1 NH90 + 1 EH-101.

FREMM Itália - imagem 2 Marina Militare

FONTES / ILUSTRAÇÕES: Orizzonte Sistemi Navali e Marina Militare (Marinha Italiana)

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AMRJ 1

Entre os detalhes interessantes, o tamanho da corveta Barroso entre uma Vosper Mk.10 e Type 22 e o “Elefantinho” em reparos.

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FOTOS: Alexandre Galante/Poder Naval

USS ‘Carl Vinson’ chegando no Rio

FOTOS: Edson Lucas

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USS ‘Carl Vinson’ no Rio

Poder Naval Online esteve lá e traz reportagem exclusiva em primeira mão

Carl Vinson no Rio 0

Carl Vinson no Rio 1

Depois de prestar ajuda ao Haiti por 16 dias, o USS Carl Vinson chegou ao Rio de Janeiro na sexta-feira de manhã, dando prosseguimento à comissão Southern Seas 2010, que faz parte de sua mudança para San Diego. Como o navio não pode passar pelo Canal do Panamá, ele faz a volta pela América do Sul, faz exercícios com outras Marinhas e desta vez, ainda ajuda a promover o Super Hornet.

Hoje pela manhã estivemos no Pier Mauá para a entrevista coletiva do comandante do Carrier Strike Group 1, contra-almirante Ted N. Branch, que desembarcou do navio-aeródromo USS Carl Vinson por volta das 10h00.

Branch muito simpático e com um característico sotaque de Mississipi, disse que é a sua primeira visita ao Rio de Janeiro. A grande imprensa, mais interessada no caça Super Hornet, já que o mesmo é um dos finalistas do Programa F-X2 da FAB, fez perguntas sobre o avião, que foi elogiado pelo comandante.

Carl Vinson no Rio 2 Carl Vinson no Rio 3 Carl Vinson no Rio 4

A visita ao navio

Depois do almoço, às 14h30, pegamos uma barca que nos levou até o USS Carl Vinson. Não é a primeira vez que vamos a bordo de um navio-aeródromo americano, mas é impossível não se impressionar com o tamanho da belonave e sua complexidade de organização.

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A entrada no navio foi feita pela popa e de lá, caminhamos direto para o hangar, onde filas enormes de tripulantes aguardavam sua vez para desembarcar em conhecer a cidade.

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No hangar, quase vazio, já que o navio está em trânsito e com pequena dotação apenas para treinamento, aguardamos nossa subida para o convoo.

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No nosso caminho para o convoo, nosso grupo seguiu pelas escadas e corredores do navio e acabamos nos perdendo por instantes, mesmo com um guia. Um dos tripulantes disse que isso é comum acontecer e rapidamente fomos ajudados a encontrar o caminho.

Ao chegarmos no convoo saindo pela “ilha”, a visão foi paradisíaca para os amantes da aviação naval: um alinhamento de C-2 e E-2.

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Olhando para a popa, pudemos ver os vários F/A-18E/F Super Hornet e passear por eles, tocar nos aviões, fotografando todos os detalhes desejados. Durante todo o tempo fomos acompanhados por oficiais da US Navy que explicaram as operações no convoo e um piloto de Super Hornet detalhou as operações de pouso e decolagem da aeronave, sempre com tradução simultânea para os menos versados no inglês.

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Fizemos mais de 500 fotos das aeronaves e do navio, de muitos detalhes e abaixo selecionamos algumas, para que nossos amigos leitores possam ter uma sensação da visita ao Carl Vinson.

O Super Hornet de perto parece menor do que nas fotos, e suas robustez fica evidente em vários pontos, como no trem de pouso. Observamos que vários jatos estavam levando o casulo de reabastecimento em voo “buddy-buddy”.

Um detalhe interessante é que ao andarmos por cima do trilho da catapulta, ainda era possível sentir o calor dela, mesmo depois de muitas horas sem operar.

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Depois do passeio pelo convoo, fomos até o passadiço do Vinson, onde pudemos fazer algumas fotos lá do alto, como a que ilustra o início desta matéria. Finalmente, voltamos ao convoo e descemos até o hangar pelo elevador de aeronaves que fica logo atrás da ilha.

Agradecimento

Carl Vinson no Rio 36

Alexandre Galante, editor do Poder Naval Online, agradece à Heidi R. Arola, adida de Imprensa e Cultura e ao Guilherme Monsanto, Assistente de Informação, do Consulado Geral dos EUA, pela atenção e excelente organização da visita ao USS Carl Vinson.

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Tomahawk - foto Raytheon

A Raytheon informou, na última terça-feira, dia 23 de fevereiro, que fez a entrega da 2.000ª unidade do míssil de cruzeiro Tomahawk Block IV para a U.S. Navy (Marinha dos Estados Unidos). A primeira entrega de um míssil dessa versão foi realizada em maio de 2004, segundo a empresa. O Tomahawk Block IV pode ser lançado de navios de superfície e submarinos, e foi projetado para ataques de precisão a grande distância, contra alvos de grande valor e defendidos pesadamente.

Outros objetivos das tecnologias presentes no Tomahawk Block IV são de reduzir custos de aquisição, operação e apoio. A empresa destaca, no informe, o uso de um datalink via satélite de via dupla, que permite a um controlador mudar o alvo em pleno voo.

Tomahawk - foto 1 Raytheon

Tomahawk - foto 2 Raytheon

FONTE / FOTOS: Raytheon

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USS Carl Vinson

Segundo o site da Praticagem do Estado do Rio de Janeiro, o navio-aeródromo norte-americano de propulsão nuclear, USS Carl Vinson, chega amanhã de manhã ao Rio de Janeiro, às 7h.

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naval minesO Ministério da Defesa (MoD) britânico informou que a Royal Navy oficialmente introduziu em serviço o sistema de contramedidas de minagem “Recce”, baseado no UUV  (“unmanned underwater vehicle”) REMUS 600, produzido pela empresa americana Hydroid.

O UUV “Recce” tem o formato de um torpedo, pode operar de profundidades de 30 a 200m e pode ser usado em operações de reconhecimento, pesquisas hidrográficas e monitoramento ambiental.

O UUV é completamente autônomo e pode fazer buscas no leito marinho à procura de minas por mais de 20h, usando um avançado sistema de navegação, bem como sensores acústicos e batimétricos para detectar e indicar a posição exata das possíveis ameaças. Os dados colhidos, incluindo imagens de alta resolução, são transmitidas para operadores no navio lançador, reduzindo o risco do emprego de mergulhadores, que tradicionalmente executavam essas operações.

Projetado e desenvolvido pela Hydroid com apoio do US Office of Naval Research, o “Recce” é equipado com um sonar sidescan Edgetech 2200S (850kHz), um sonar imageador multi-feixe Imagenex Delta-T (1.7Mhz), um sonar Edgetech 2200S (4-24kHz) de perfil de fundo, uma unidade de navegação inercial Kearfott, um sistema acústico Teledyne RDI  de velocidade doppler, um sensor Niel Brown de condutividade e temperatura, um sensor de claridade da água Wetlabs FLNTU, um GPS e sistemas de comunicação WiFi e de rádio-frequência.

remus600

KD Tunku Abdul Rahman

O primeiro submarino da Malásia KD Tunku Abdul Rahman, da classe “Scorpène”, conseguiu mergulhar com sucesso em provas no sul do Mar da China, no dia 22.02.

O Ministro da Defesa Datuk Seri Dr Ahmad Zahid Hamidi informou que uma equipe técnica monitorou o submarino durantes os testes sob a água. Segundo Datuk, os testes foram todos bem sucedidos.

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INS Arihant

O jornal Deccan Herald informou que o primeiro submarino nuclear indiano já está em testes de mar e deve entrar em serviço em 2011.

Um dos programas mais secretos da Índia por mais de 30 anos, o INS Arihant teria sido lançado em julho do ano passado sem o reator.

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