A defesa antiaérea de uma Força-Tarefa

ftbr

Ao contrário do que muitos pensam, os alvos principais quando se ataca uma Força-Tarefa (FT) não são os navios escolta, e sim os escoltados, ou seja, os navios capitais (navios-aeródromo, navios de apoio logístico, navios de transporte, navios-tanque, navios-desembarque, entre outros).

A perda de um navio escolta enfraquece uma Força-Tarefa, contudo, a perda de um navio capital (unidade de alto valor) poderá comprometer toda a missão. Dessa forma, para uma marinha com recursos limitados (a maioria das marinhas do mundo) o uso de seus escassos mísseis antinavio e torpedos pesados deverá ter como alvo os navios capitais inimigos, evitando ao máximo o combate com os navios escoltas destes.

A defesa de área de uma Força Tarefa é realizada em “camadas” que vão desde a mais externa até a mais próxima dos meios navais (clicar na imagem acima).

A primeira camada a realizar a defesa, chamada de Defesa de Área Expandida, é a mais distante da FT, ela atua em distâncias que se estendem até 120 milhas náuticas da FT. Essa defesa somente poderá ser exercida por um Caça de Defesa da Frota (CDF), que utilizará seu armamento para abater aeronaves, ou atacar navios inimigos antes que estes lancem seus mísseis antinavio (os jatos AF-1 Skyhawk da MB podem realizar essa tarefa de forma limitada).

A segunda, chamada de Defesa de Área Estendida ou Defesa de Área Externa, atuando em distâncias de até 60 milhas náuticas da FT, é realizada pelos mísseis antiaéreos de longo alcance (Aster 30, Standard, entre outros), ausentes na MB.
A terceira camada, chamada de Defesa de Área Curta ou Defesa de Área Interna, atua em distâncias de até 25 milhas náuticas da FT, é realizada pelos mísseis antiaéreos de médio alcance (Aster 15, ESSM, Aspide, entre outros).

Por fim, temos a última camada, que é aquela situada mais próxima da FT, chamada de Defesa de Ponto, pode ser realizada por mísseis de curto alcance (Sea Wolf, Mistral-Simbad, entre outros) ou por canhões (designados na MB como metralhadoras) de 20, 30 ou 40 mm (Phalanx, Trinity, Meroka, Goalkeeper, entre outros).
Quanto maior o número de camadas, mais eficiente será a defesa da Força-Tarefa. Hoje a Marinha do Brasil possui apenas capacidade de realizar Defesa de Ponto e Defesa de Área Curta.

Com os futuros navios escolta de 6.000t, a Marinha do Brasil poderá finalmente contar com uma Defesa de Área Estendida. Da mesma forma, com a modernização do NAe São Paulo e de suas aeronaves, assim como a construção de um novo navio-aeródromo e a adoção de um CDF, a Marinha do Brasil poderá contar com uma Defesa de Área Expandida.

AUTOR: Luiz Monteiro (LM)/ ARTE: Poder Naval Online

Precisamos, para já, de 4 (bons) navios usados

maestrale

  Roberto Lopes Editor de Opinião da Revista Forças de Defesa e autor do livro “As Garras do Cisne” Parece […]

Navio-veleiro Cisne Branco aberto à visitação em Santos neste final de semana

Cisne Branco (2)

A Capitania dos Portos de São Paulo informou em nota à imprensa que o navio-veleiro Cisne Branco da Marinha do […]

Marinha peruana estuda três opções para renovar sua força de superfície

DE_LA_PENNE__5____a

  Não é só a Esquadra brasileira que necessita equacionar a renovação de sua força de superfície em um cenário […]

Cerimônia de incorporação do Navio de Pesquisa Hidroceanográfico ‘Vital de Oliveira’ à Marinha do Brasil

Vital de Oliveira - 1

  Em uma cerimônia de batismo, mostra de armamento e transferência para o setor operativo, o Navio de Pesquisa Hidroceanográfico […]

Ministério da Defesa menos otimista com as chances do Prosuper em 2015

FREMM 523b

Roberto Lopes Editor de Opinião da Revista Forças de Defesa e autor do livro “As Garras do Cisne” Passam os […]