Classe ‘Super-Vita’ da Grécia

p-67-pgfg-roussen.jpg

Os FAC (Fast Attack Craft) da classe “Roussen” (ou “Super-Vita”) da Marinha Grega provam mais uma vez que, para ser bem armado, um navio não precisa ser grande.

Os “Roussen” deslocam 500t, o mesmo dos navios-patrulha que a Marinha do Brasil está construindo, mas diferentemente dos nossos, proporcionam um aumento real do Poder Naval daquele país.

A classe é projeto da Vosper Thornycroft (mesmo estaleiro que projetou nossas fragatas classe “Niterói”) e é composta de cinco navios: P-67 PGFG Roussen, P-68 PGFG Daniolos, P-69 PGFG Krystallidis, P-70 PGFG Grigoropoulos e P-71 PGFG Ritsos. A Marinha Grega espera encomendar mais duas unidades ainda em 2008.

Seu desenho é baseado na classe “Vita” em serviço na Marinha do Qatar. O casco é de aço e a superestrutura de alumínio.

super-vita-62m-roussen-class-2.jpg Os “Super-Vita” são equipados com o sistema Tacticos de comando e controle produzido pela Thales da Holanda.

O Tacticos é similar ao SICONTA brasileiro, provendo avaliação das ameaças e a alocação de sensores e a indicação de alvos para o sistema de armas.
O centro de informações de combate de cada navio é equipado com três consoles verticais MOC Mk.3 e um console de conferência. O sistema de direção de tiro é o Sting.

O principal sensor dos navios é um radar de vigilância 3D Thales MW08, uma alça optrônica Mirador, um radar LPI (low probability of intercept) Thales Scout mkII e um radar de navegação Northrop Grumman (antiga Litton) Marine Bridgemaster-E.

Na parte de comunicações os navios também são bem servidos: Data-link 11, modelo MDM 2002 da Rockwell Collins, um sistema de comunicação por satélite, e IFF (information friend or foe) Mk.12 Aeromaritime.

A propulsão é composta de quatro motores disesel MTU 16V595 TE90 e 4 eixos, que dão ao navio a velocidade máxima de 35 nós. Os navios contam ainda com sistema de estabilização ativa por aletas da Vosper.

Mas é no armamento que as “Super-Vita” se destacam: são armadas com até 8 mísseis MBDA Exocet ITL 70A MM40 Block II antinavio, com 70km de alcance, em dois lançadores quádruplos.

A defesa antiaérea de ponto é assegurada pelo lançador RAM Mk 31 de 21 céculas, para mísseis RIM-116A Block I “fire-and-forget”, guiados por IR e radar, com alcance de 15km.

O armamento principal é o canhão italiano Oto Melara Super Rapid 76mm, com cadência de 100 tiros por minuto. Cada projétil pesa 6kg e alcança 16km contra alvos de superfície. O navio é equipado ainda com dois canhões de 30mm para as tarefas de polícia naval.

A proteção passiva contra mísseis é assegurada pelo MAGE Argo Systems AR900 e o lançadores de chaff Sippican SRBOC.

p-67-1.jpg

p-67-2.jpg

roussen-p67.jpg roussen-p67b.jpg roussen-p67c.jpg

p67.jpg

Um dia a bordo do submarino ‘Tapajó’ – última parte

A atracação na Base Almirante Castro e Silva e a despedida A manobra de atracação do submarino Tapajó na Base […]

Entrevista com o comandante do submarino ‘Tapajó’, capitão-de-fragata Horácio Cartier

Um dia a bordo do submarino ‘Tapajó’ – parte 3 PODER NAVAL: Comandante Cartier, o senhor poderia falar um pouco […]

Um dia a bordo do submarino ‘Tapajó’ – parte 2

Um submarino de propulsão convencional como o Tapajó tem um funcionamento parecido com um telefone celular: de tempos em tempos […]

28ª Viagem de Instrução de Guardas-Marinha

Hoje o Navio-Escola “Brasil” realizará a Cerimônia de despedida para a XXVIII Viagem de Instrução de Guardas-Marinha. A Viagem terá […]

Um dia a bordo do submarino ‘Tapajó’ – parte 1

No dia 16 de julho de 2014, na véspera da data comemorativa do Centenário da Força de Submarinos (1914-2014), uma equipe […]

Aprovado plano de trabalho do Brasil para exploração de crostas na Elevação do Rio Grande

O Brasil acaba de alcançar importante êxito na aprovação do Plano de Trabalho para exploração de crostas cobaltíferas na Elevação […]