O DDG da Gibbs & Cox apresentado à MB

V árias revistas na Europa, nos EUA e no Brasil, noticiaram que os americanos ofereceram destróieres da classe “Arleigh Burke” à Marinha do Brasil, mas isso não aconteceu realmente.

Na verdade, a Northrop Grumman Ship Systems (NGSS) apresentou à MB o projeto da Gibbs & Cox para os futuros DDG australianos, contudo, não houve ainda uma proposta oficial. Mas foi adiantado que o governo dos EUA não se oporia à venda desses navios ao Brasil. A NGSS também apresentou o projeto de um navio menor e menos capaz à MB.

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O DDG australiano

Em 2000, o governo australiano lançou um programa, denominado “Sea 4000”, para construção de 3 contratorpedeiros de defesa anti-aérea para Royal Australian Navy (RAN), visando substituir os navios da Classe “Adelaide” (OHP modificadas). Os navios deveriam entrar em operação a partir do ano de 2013.

Em agosto de 2005, o governo australiano anunciou que os dois finalistas do programa eram as fragatas F100 da Navantia e o projeto da Gibbs & Cox (A mesma empresa que projetou os “Arleigh Burke” da USN).

O projeto da Navantia era de um navio com cerca de 6.250 toneladas, com sistema de combate AEGIS, SPY-1D phased array radar, towed array, e seria armado com um lançador de 48 células Mk 41 para mísseis SM-2/SM-3 Standard e ESSM (40 SM-2 e 32 ESSM); 8 mísseis Harpoon, um canhão de 127 mm, 6 tubos para torpedo Mk 50, e um convôo com hangar, capaz de operar com 1 helicóptero SH-60B Sea Hawk.

O projeto da Gibbs & Cox, muito mais capaz, seria de um navio de cerca de 8.100 toneladas, com sistema de combate AEGIS, SPY-1D phased array radar, towed array, armado com 2 lançadores Mk.41 de 32 células, cada um, para uma configuração padrão de 40 SM-2/SM-3 Standard, 32 ESSM e 16 ASROC (VL), além disso, também seriam armados com 8 mísseis Harpoon, um canhão de 127 mm, 6 tubos para torpedo Mk 50, 2 canhões de 20 mm, e um convôo com hangar, capaz de operar com 2 helicópteros SH-60B Sea Hawk.

Em 2006, o governo australiano selecionou o projeto da Navantia, assim seus novos navios, Hobart, Brisbane e Sydney seriam construídos pela Australian Submarine Corporation (ASC) Shipbuilding, em Osborne, South Australia. O primeiro navio da classe deve entrar em operação na RAN em outubro de 2013.

COLABOROU: Luiz Monteiro (LM)

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