…um navio: Buque Escuela “Presidente Sarmiento”
No último dia 15 de novembro, a cidade de Buenos Aires (Argentina) promoveu a quinta edição do evento “Noche de los Museos”, com cerimônias e atividades em mais de 120 museus estatais e privados. Em quinto lugar entre os mais visitados, ficou o Museo Buque Escuela (museu navio-escola) ARA Presidente Sarmiento, atracado em um dique de Puerto Madero. Em um dique próximo, a Corbeta ARA Uruguay, recentemente restaurada para voltar à exposição, não ficou muito atrás: 15º lugar. E foi uma noite bem fria em Buenos Aires.
Os dois navios, somados, receberam mais de 15.000 visitantes entre as 19h00 de 15 de novembro e as 2h00 da madrugada do dia seguinte. As visitas foram guiadas, apoiadas por audiovisuais, grupos de teatro e apresentações musicais.
O ARA Sarmiento, como navio-escola, realizou 37 viagens de instrução entre 1899 e 1939. A corveta ARA Uruguay é ainda mais antiga: incorporada em 1874 como parte de uma respeitável esquadra encomendada pelo então presidente Sarmiento, ficou famosa por participar de expedições científicas à Terra do Fogo e à Antártida, assim como pelo dramático resgate de uma expedição sueca ao continente gelado em 1903.
Este autor já visitou o ARA Sarmiento e recomenda bastante o passeio, para quem planeja visitar Buenos Aires. O navio está em ótimas condições e não é em todo lugar que se pode conhecer praticamente todos os conveses de uma embarcação construída no século XIX, incluindo eixo do hélice, maquinaria a vapor de tripla expansão e muitos outros detalhes.
Nesse momento em que uma enquete aqui do Blog do Poder Naval (que será acompanhada de futuras matérias), discute a possibilidade do D 27 Pará tornar-se um navio museu como os atuais Riachuelo, Bauru e Solimões, nada como trazer esse exemplo de um dos museus mais visitados de nosso vizinho.
Fonte: Armada Argentina
Fotos: Nunão











Visitei o ARA Sarmiento há alguns anos atrás e realmente é impressionante o excelente estado de conservação de um navio bastante antigo. Impressiona o número de visitantes e as vezes a fila que se forma.
Sds.
Aqui no Brasil o unico navio que deveria ser museu flutuante seria o maravilhoso navio escola U 10 Almirante Saldanha da Gama que foi construido em 1934 na Inglaterra para a nossa Marinha, armado Lugre de quatro mastros, muito bem armado e que depois foi convertido em navio oceanografico em 1958 numa conversao muito discutivel, foi dada a sua baixa em 1995, até então a unica informação que se soube depois deste navio, é que o dono do desmanche que comprou o casco não quis desmonta-lo e tentou recontrui-lo. Dai para a diante nada mais se sabe…
Do Parazão D27, este deve ser desmontado para reciclagem do casco.
Pois é, Baschera, o Sarmiento realmente impressiona, e quando visitei estavam fazendo a recuperação das chapas do convés principal, certamente dá um baita trabalho, mas vale a pena manter essas belezas e incentivar cultura naval com elas. E vale a pena também a visita, que é bem extensa, com praticamente todo o navio liberado pra explorar.
Por aqui, na minha opinião o Bauru e o Riachuelo fazem bonito, o Laurindo Pita também (e esse tem quase 100 anos), todos têm história etc mas o acesso a eles é um pouco “escondido” para o turista habitual. A lista de navios da MB pra dar baixa em breve é bem grande, e como atrações turístico-culturais boa parte deles faria bonito por aí.
Há pouco tempo, pensou-se em fazer um museu do Mingão, mas convenhamos, talvez fosse muito grande para as pretensões museológicas tupiniquins, mas um navio do porte e das características do Pará estaria de bom tamanho para ficar em destaque em alguma cidade litorânea com bom público.
Em breve, o Zé aqui do Blog vai desenvolver melhor esse assunto.
Nunão,
O Sarmiento e o Uruguay estão no roteiro turístico de qualquer agenciazinha em BA. Já aqui….. os caras nem sabem o que é marinha.
Sds.
Poderíamos fazer melhor, transformando toda a Base Naval do Rio de Janeiro no grande “Museu Naval da Baía de Guanabara”, é so mudar o nome e nenhum dos nossos navios zarpar mais.
“Poderíamos fazer melhor, transformando toda a Base Naval do Rio de Janeiro no grande “Museu Naval da Baía de Guanabara”, é so mudar o nome e nenhum dos nossos navios zarpar mais.”
O homem é senhor de seu silêncio e escravo de suas palavras. Em resumo: se não tem nada de útil ou construtivo a dizer, não diga nada.