Chegou ao Arquipélago de Fernando de Noronha, na manhã desta quarta-feira (21), o Navio de Desembarque de Carros de Combate Alte Saboia (G25).
O desembarque do primeiro grupo de militares começou a ser realizado por volta das 12h e, já em terra, iniciaram o reconhecimento da área dando início ao desembarque administrativo do Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais que ocupará e proverá a defesa do Arquipélago.
Momentos antes do desembarque, os militares se concentraram no convés do navio, onde cerca de 150 Fuzileiros receberam orientações do Comandante da Força-Tarefa Norte, Contra-Almirante Edlander Santos (ComDiv1).
Para o CA Edlander, no contexto da Operação, a ilha se coloca como um ponto estratégico da mais alta relevância e ainda falou sobre o ineditismo da operação e sobre sua preocupação com a questão ambiental: “Pela primeira vez estaremos ocupando com elemento anfíbio o território da ilha e isso nos traz uma preocupação pela sensibilidade da questão ecológica da Ilha. Isso gera uma grande necessidade de estarmos atentos a todas as normas referentes ao meio ambiente” – afirmou.
Após o desembarque da primeira parcela do pessoal, três viaturas foram transportadas para a ilha por meio de Vertrep (Vertical Replenishment), pela aeronave UH-14 Super Puma do 2º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-2).
Nessa atividade, as cargas são retiradas do navio por meio do gancho (Cargo Hook) localizado na parte inferior da aeronave.
Daniella Jinkings
O Brasil pretende desenvolver ações de exploração mineral no Oceano Atlântico em parceira com a Nigéria. O acordo de cooperação militar firmado nesta quinta-feira (22) entre o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e ministro da Defesa da Nigéria, príncipe Adetokunbo Kayode, pretende aprofundar as relações entre os dois países.
De acordo com o Ministério da Defesa, a Nigéria tem interesse em estreitar as relações com a Marinha brasileira, especialmente com a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron). Além disso, o país africano também demonstrou interesse pelas lanchas escolares desenvolvidas pela Marinha, que transportam crianças de áreas ribeirinhas para escolas públicas da Região Norte.
O ministério informou ainda que Jobim conversou com diversos países africanos sobre a necessidade de atuar em conjunto na Organização das Nações Unidas para evitar que, quando forem concedidos os direitos de mineração em águas internacionais do Oceano Atlântico, as rotas de navegação que ligam a América do Sul à África não sejam prejudicadas.
O principal temor, segundo o Ministério da Defesa, é que os países mineradores criem áreas de exclusão sobre as áreas de mineração e obriguem os navios mercantes a fazerem voltas desnecessárias, o que encareceria o frete e, consequentemente, o preço das mercadorias.
FONTE: Agência Brasil
Durante o exercício Kearsarge, realizado na costa da Carolina do Norte, realizado pela a Royal Navy e USMC, o HMS Ocean operou com o maior helicóptero em uso atualmente pelo USMC, o CH-53E Super Stallion.
Pesando aproximadamente 33.000 lbs e podendo transportar até 55 soldados, o CH-53E faz parecer pequeno o Sea King no convoo do HMS Ocean.
Aliando a funcionalidade de um helicóptero com a alta performance de um avião turbohélice, o MV-22B Osprey é sem sombra de dúvidas a aeronave mais incomum que operou a bordo do HMS Ocean.
No decorrer do exercício, as aeronaves do USMC continuarão a operar com o HMS Ocean e HMS Albion.
SÃO PAULO – O nordeste já desponta como nova caminho para os investimentos da indústria naval. De acordo com o Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), 80% dos investimentos planejados para o setor até 2013 serão feitos na região.
Segundo o Sinaval, dos R$ 7,6 bilhões de recursos destinados ao setor naval no período, R$ 6,1 bilhões terão como destino o nordeste. Ao todo serão pelo menos 17 os novos estaleiros, nove dos quais estarão no nordeste.
“É um avanço e tanto para uma região que, até o ano passado, quando foi inaugurado o estaleiro Atlântico Sul, em Suape (PE), nunca tinha tido nenhum empreendimento voltado para a indústria naval ou petroleira”, disse o presidente do Sinaval, Ariovaldo Rocha.
Com a demanda crescente nos estaleiros, a indústria de equipamentos para navios, ou navipeças, também se movimenta para acompanhar o mercado. Boa parte das peças utilizadas no Brasil ainda é importada, mas existe uma mudança em curso neste quadro. “No ano de 2000, o setor gerava cerca de 2 mil empregos diretos e, atualmente, estamos na casa dos 47 mil”, disse o presidente da Câmara Setorial de Equipamentos Navais e Off-shore da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Carlos Prata.
Mesmo com o aumento na mão de obra, o setor ainda precisa de reforços. “Nos locais onde os novos estaleiros serão construídos nós estamos fazendo seminários de incentivo à produção local de peças”, disse Prata.
Atualmente muitas empresas produzem equipamentos para o setor naval. De acordo com o executivo da Abimaq, estão disponíveis no mercado garrafas de ar; equipamentos de habitação, como ventiladores, exaustores, equipamentos para tratamentos de dejetos e de água; motores a diesel, geradores e alternadores; e equipamentos auxiliares (compressores, bombas e outros), entre outros. E “todos esses equipamentos podem ser produzidos com as tecnologias que já temos aqui, desde que tenham preço, qualidade e prazo”, disse Prata.
Atualmente, o setor de navipeças brasileiro é composto por 200 indústrias de máquinas, componentes, equipamentos e acessórios. “Boa parte delas já está no Brasil desde as décadas de 1970 e 1980, quando o País construía muitos navios. Depois do apagão naval da década de 1990, todas essas empresas passaram a direcionar seus produtos a outros setores, com mais investimentos, como são os mercados industrial, siderúrgico, de mineração, alimentício, agrícola, de bioenergia e petróleo”, disse o executivo.
De acordo com Prata, a falta de incentivo do governo à produção local e as facilidades de importação são os principais vilões do setor de navipeças. “Muitos fornecedores originalmente de navipeças oferecem produtos de altíssima tecnologia e qualidade: o problema não está na capacidade das dos fornecedores, nem no prazo, está no preço. Sem proteção do governo, as peças chinesas, por exemplo, saem muito mais em conta”, analisou.
Rio de Janeiro
O grande investimento no nordeste brasileiro não está deixando o polo fluminense para trás, pois o local tem também um grande plano de ampliações nos próximos anos. O total de investimentos do polo será de R$ 1 bilhão a R$ 2 bilhões, o que inclui a retomada pela Petrobras do hoje desativado Ishibrás e a possível migração do estaleiro da EBX para o Porto de Açu depois de ter licença negada em Santa Catarina.
“O Rio continua sendo o principal polo do Brasil”, aponta o presidente do Sinaval, “mas Pernambuco e Rio de Grande do Sul surgem como novos centros. O preço dos terrenos, bem mais atraente que no Rio ou em São Paulo, e o apoio do governo local são elementos que pesam.”
Transpetro
A China venceu mais uma disputa feita pela Transpetro para fornecimento de aço à construção de navios no País: desta vez foram 18,3 mil toneladas, dentro do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef), que prevê a construção de 49 navios até 2014.
O presidente da companhia, Sérgio Machado, conta que participaram da concorrência 15 siderúrgicas de oito países, inclusive do Brasil, mas o preço chinês foi o mais competitivo.
FONTE: DCI, via Portos e Navios
Adestramento de militares no mar, na terra e também no ar, é o que vem sendo praticado na Operação “Atlântico II”.
Desta vez, foi a aeronave UH-14 Super Puma, o meio utilizado para o exercício de Qualificação e Requalificação de Pouso a Bordo (QRPB).
Realizada no convoo do Navio de Desembarque de Carros de Combate (NDCC) Mattoso Maia, a atividade aconteceu no entardecer da última segunda-feira (19).
De acordo com o Oficial de lançamento e pouso (OLP) do navio, Segundo-Tenente Pedro Paulo Wood da Cruz, que auxilia as aeronaves durante as manobras, exercícios como esse são pré-requisitos no currículo dos pilotos da Marinha.
“Poucos militares têm o preparo para fazer essa manobra. De tempos em tempos eles precisam de um novo adestramento”, acrescenta ainda que a dificuldade do pouso se deve ao pequeno espaço disponível nos convoos dos navios e ao balanço do mesmo, produzido pelo mar.
Por segurança, faz-se necessário prender a aeronave ao convés, com cabos de aço ou correntes, e posicionar calços em suas rodas, para evitar que a mesma venha a deslizar com o movimento do navio.
Um exemplo de emprego real de uma aeronave embarcada é a evacuação de um ferido, tripulante de um navio mercante que tenha emitido um pedido de socorro, e precise ser conduzido rapidamente a um hospital em terra.
No caso do emprego militar do meio aéreo embarcado, a aeronave permite aumentar o horizonte visual, ou seja, efetuar uma varredura aérea do cenário, suprindo o comando da Força Naval com informações táticas de grande relevância.
FONTE e FOTOS: MB
Base Naval do Rio de Janeiro, manhã do dia 19 de julho de 2010, suspende o Grupo Tarefa (GT) que vai participar da Operação “Atlântico II”.
É desse ponto que o Navio de Desembarque de Carros de Combate (NDCC) Mattoso Maia ( G-28) inicia sua participação na operação, logo após o recebimento dos Carros Lagarta Anfíbio (CLAnf), do Corpo de Fuzileiros Navais.
A operação conjunta entre Marinha, Exército e Força Aérea acontece, entre os dias 19 e 30 de julho de 2010, na área marítima dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, além dos arquipélagos de Fernando de Noronha, São Pedro e São Paulo.
O Comandante do Pelotão CLAnf, embarcado no NDCC, 2º Tenente (FN) Silva Reis, explicou o funcionamento do meio naval – “A viatura anfíbia realiza o movimento do navio para terra, com tropa embarcada, possibilitando a proteção blindada, mobilidade além de apoio de fogo”.
As unidades embarcadas no navio farão parte dos meios empregados na fase de desembarque da tropa, exercício que será realizado no litoral do Estado do Espírito Santo.
Suas características fazem com que o CLAnF seja lançado do navio, quando este ainda se encontra no mar, e navegue até a praia. A partir da areia, suas esteiras, conhecidas como lagartas, passam a ser empregadas no deslocamento em terra.
O NDCC Mattoso Maia, por sua vez, possui características específicas para esse tipo de operação, pois além de permitir o desembarque dos veículos anfíbios pela sua popa, tem a capacidade de abicar na praia, disparando uma rampa pela qual podem ser lançadas outras viaturas de combate e tropas.
Os militares nele embarcados realizarão, durante a travessia, adestramentos fundamentais ao preparo da tropa para o combate, até o momento de seu efetivo emprego no exercício.
FONTE e FOTOS: MB
A companhia Raytheon e uma equipe da US Navy usaram um feixe combinado de laser para derrubar quatro UAVs em voo durante testes sobre a água, em maio deste ano.
Os alvos aéreos foram engajados e destruídos pelo Navy’s Laser Weapon System (LaWS) guiado pela suíte de sensores de um CIWS (Close-in Weapon System) Phalanx.
O LaWS emprega seis lasers de uso industrial que focam simultâneamente no alvo
Os engajamentos serviram para validar a viabilidade operacional da combinação Phalanx-LaWS sobre o mar, segundo o presidente da Raytheon Missile Systems, Dr. Taylor W. Lawrence.
A equipe Raytheon- Navy demonstrou a capacidade dos sistemas de detectar, rastrear, engajar e destruir alvos dinâmicos em alcances táticos significativos em ambiente marítimo.
Para o teste, o LaWS foi montado em uma plataforma próxima de um reparo Phalanx Block 1B. O operador do Phalanx usou o modo de superfície do Block 1B para rastreamento eletroótico e os sensores de rádio frequência do sistema para prover dados de alcance para o LaWS. Quando o Phalanx adquiriu os UAVs, o LaWS os destruiu.
Foi a primeira vez que um feixe de laser de estado sólido de 32 Megawatt (MW) de energia dirigida, foi disparado por um navio de guerra a uma distância de mais de 2 milhas, destruindo drones voando a mais de 300 milhas por hora.
Abaixo, um vídeo mostrando a destruição de um dos drones.




























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