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O Irã encerrou seus jogos de guerra no Golfo Pérsico nesta terça-feira praticamente da mesma forma como os iniciou no mês passado: com um tom de desafio militar enquanto potências ocidentais se reúnem em busca de sanções mais duras nos setores financeiro de petróleo como ferramenta contra o programa nuclear de Teerã.

A atmosfera de impasse – menos de uma semana depois de o Irã ter alertado que poderia bloquear uma das mais importantes rotas marítimas de petróleo mar do mundo em resposta às pressões econômicas – parece se aprofundar após um general iraniano sugerir que porta-aviões norte-americanos não são bem vindos no Golfo.

O Pentágono respondeu posteriormente que as embarcações manterão suas ações no local como programado. George Little, secretário de imprensa do Pentágono, disse que a Marinha dos Estados Unidos opera no Golfo de acordo com a lei internacional para manter “um constante estado de alta vigilância” e assegurar o fluxo de comércio marítimo.

Em Paris, o ministro de Relações Exteriores Alain Juppé disse que “não há dúvidas” de que o Irã está buscando a fabricação de armas nucleares e pediu que a Europa siga os Estados Unidos na imposição de sanções mais duras contra o país. Juppé disse que as medidas poderiam incluir alvos como o banco central do Irã e a imposição de embargos ao petróleo iraniano.

Caso o Ocidente deixasse de adquirir petróleo de um dos mais importantes exportadores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) ainda deixaria o Irã com muitos mercados compradores como China e Índia e daria a Teerã força econômica para resistir aos Estados Unidos e seus aliados.

Mas preocupações de que as tensões no Golfo poderiam prejudicar o fornecimento de petróleo elevaram o preço do barril para acima de US$ 101 e acrescentaram mais pressão à moeda iraniana, o rial, que atingiu recordes de baixa ante o dólar nesta semana.

Ao final dos 10 dia de manobras navais, o chefe do Exército iraniano, general Ataollah Salehi, disse que um “navio de guerra norte-americano” que deixou o Golfo não devia retornar. Ele não citou uma embarcação específica, mas a 5ª Frota Naval dos Estados Unidos disse que o porta-aviões USS John C. Stennis e outro navio deixaram o Golfo pelo Estreito de Ormuz na semana passada após a vista ao porto Jebel Ali, em Dubai.

A 5ª Frota, sediada no Bahrein, é um dos principais contrapesos do Pentágono à expansão militar do Irã no Golfo Pérsico. As informações são da Associated Press.

FONTE: Estadão

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A Marinha iraniana lançou de forma bem sucedida o míssil “Noor” terra-mar nos exercícios militares que realiza no Golfo Pérsico, informou a agência de notícias estatal Irna.

Este modelo do projétil, que está muito avançado em relação aos sistemas anti-radar, atingiu os alvos previstos e os destruiu, segundo a agência. O míssil foi projetado e produzido por especialistas da marinha e cientistas da indústria de Defesa do país.

Também nesta segunda-feira, a marinha iraniana lançou mísseis terra-mar de longo alcance (Ghader) e de baixo alcance (Nasr), ambos com sucesso, segundo a fonte.
A armada iraniana começou no último dia 24 de dezembro suas manobras navais Velayat 90 nas águas do sul do país entre o estreito de Ormuz e o oceano Índico.

O Irã vive uma polêmica por causa de seu programa nuclear, sobre o qual parte da comunidade internacional, liderada pelos EUA, acredita que tem uma vertente militar destinada à fabricação de bombas atômicas, o que Teerã nega, alegando que ele tem caráter exclusivamente civil e com objetivos pacíficos.

FONTE: Terra/EFE

NOTA DO PODER NAVAL: o Noor é uma versão modificada do míssil antinavio chinês C-802.

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Hoje, dia 2-1-12, foi despachado o 2º lote da Revista Forças de Defesa número 3. O número de rastreio será enviado por e-mail aos compradores.

Brasil compra navios de patrulha

Londres, Reino Unido: A Marinha do Brasil assinou um contrato no valor de 133 milhões de libras esterlinas com a BAE Systems para o fornecimento de três Navios de Patrulha Oceânica e serviços auxiliares de apoio. O contrato inclui, também, Licença de Fabricação, que permite a construção de outros navios da mesma classe no Brasil.

Os três navios de 90 metros, originalmente construídos para o governo de Trinidad e Tobago, proverão a Marinha do Brasil com capacidade marítima reforçada no curto prazo, enquanto se aguarda a aquisição futura de navios no âmbito do programa PROSUPER (atual plano de aquisição de navio de superfície do Brasil). Os dois primeiros navios serão entregues em 2012 e o terceiro no início de 2013.

Como parte da Licença de Fabricação, será fornecido um Pacote de Informação de Projeto contendo informações relevantes sobre o projeto e fabricação, que permitirão à Marinha do Brasil construir outros Navios de Patrulha Oceânica aqui, dando suporte ao programa de reequipamento naval do país e fortalecendo a capacidade industrial marítima do Brasil.

“Este é um passo significante para o nosso relacionamento com o país. Os Navios de Patrulha Oceânica são embarcações altamente capazes e tenho certeza de que serão um ativo extraordinário para a Marinha do Brasil”, disse Andrew Davies, Diretor Administrativo da Divisão Marítima da BAE Systems.

“Estamos ansiosos para trabalhar juntos e espero que este seja o início de uma parceria de longo prazo com o Brasil no setor marítimo”.

“A aquisição destes três Navios de Patrulha Oceânica da BAE Systems será uma importante contribuição tanto para nossa habilidade em prover segurança e proteção para as Águas Jurisdicionais brasileiras quanto para a entrega dos nossos compromissos com a Autoridade Marítima Brasileira”, disse o Contra-Almirante Francisco Deiana, Diretor de Engenharia Naval da Marinha do Brasil.

“Esta aquisição não muda o escopo do PROSUPER, nosso programa de aquisição futura de navios que também inclui outros cinco Navios de Patrulha Oceânica de 1.800 toneladas a serem construídos no Brasil”.

Os Navios de Patrulha Oceânica são capazes de ultrapassar a velocidade de 25 nós e pesam 2.200 toneladas quando totalmente carregados. Com um canhão de 30mm e duas metralhadoras de 25mm, bem como convés de voo para operar helicóptero e um bote inflável rígido, os navios são ideais para a realização de funções de segurança marítima nas águas territoriais do Brasil. Projetados para acomodar uma tripulação de até 70 pessoas, com acomodação adicional para 50 tropas embarcadas ou passageiros e amplo espaço de convés para armazenagem de contêineres, as embarcações também são eficazes para busca e salvamento e operações de socorro.

Os navios foram originalmente construídos pela BAE Systems para o governo de Trinidad e Tobago sob um contrato assinado em 2007. Este contrato foi encerrado no final de 2010 e BAE Systems, desde então, tem oferecido os navios para países interessados. O primeiro navio foi construído nas instalações da BAE Systems de Portsmouth e os outros dois em seu estaleiro no Clyde.

FONTE: Gaspar e Associados Comunicação Empresarial

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A Rússia finalmente entregou oficialmente à Índia o submarino nuclear Nerpa, cujo acidente em 2008 provocou a morte de 20 técnicos e tripulantes.

A cerimônia oficial da assinatura da entrega foi realizada ontem (quinta-feira) em Bolchoi Kamen (Extremo Oriente russo), onde está atualmente o Nerpa, segundo o Estado-Maior da frota russa.
O K-152 Nerpa, um submarino de ataque de propulsão nuclear classificado pela Otan como “Shuka-B” ou “Akula”, pode levar torpedos e mísseis de cruzeiro.

Uma falha no sistema anti-incêndio em novembro de 2008 provocou a morte de 20 pessoas por asfixia, entre os quais 17 civis do estaleiro no qual foi construído o submarino, quando realizava testes no mar do Japão.

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DUBAI, 28 Dez – A Quinta Frota dos Estados Unidos afirmou nesta quarta-feira que não permitirá nenhuma interrupção do tráfego no estreito de Ormuz, depois que o Irã ameaçou impedir os navios de passarem pela estratégica rota de escoamento de petróleo.

“O livre fluxo de mercadorias e serviços pelo estreito é vital para a prosperidade regional e global”, disse um porta-voz da frota, baseada no Barein, em resposta por escrito perguntas da Reuters sobre a possibilidade de o Irã fechar a passagem.

“Quem quer que ameace prejudicar a liberdade de navegação em um estreito internacional está claramente fora da comunidade de nações. Nenhuma interrupção será tolerada”, disse o porta-voz.

Indagado sobre se estava adotando alguma medida específica em resposta à ameaça de fechamento do estreito, o assessor respondeu que a frota “mantém uma presença robusta na região para deter ou conter atividades desestabilizadoras”, e não deu mais detalhes.

A declaração do porta-voz da frota é uma resposta a declarações recentes de autoridades iranianas. Nesta quarta-feira, o mais alto comandante naval do Irã afirmou que bloquear o estreito de Ormuz, no Golfo, a petroleiros seria “mais fácil que beber um copo de água” para o Irã, se o país considerar a ação necessária, aumentando assim os temores sobre a mais importante rota de passagem do produto no mundo.

“Fechar o estreito de Ormuz é realmente muito fácil para as Forças Armadas do Irã… ou, como os iranianos dizem, será mais fácil que beber um copo de água”, disse Habibollah Sayyari à emissora iraniana de língua inglesa Press TV.

“Mas, neste momento, não precisamos fechá-lo, já que temos o Mar de Omã sob controle, e podemos controlar o trânsito”, disse Sayyari, que está no comando de dez dias de manobras militares iranianas em Ormuz. (Reportagem de Humeyra Pamuk e Andrew Hammond)

FONTE: Reuters

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A mais recente avaliação dos segredos militares da China e a rápida modernização dos seus submarinos, tem boas e más notícias para a Marinha dos EUA. Por um lado, cerca de 60 submarinos da frota da Marinha do Exército de Libertação Popular (PLAN) estão gastando mais e mais tempo nas patrulhas de combate  -  sinalizando o aumento da competência naval da China e a crescente seriedade em influenciar o oeste do Oceano Pacífico.

Por outro lado, a agitação da atividade submarina dá às forças norte-americanas mais oportunidades de acompanhar e examinar os submarinos chineses. Analistas dos EUA descobriram uma fresta de esperança no encontro com as nuvens da tempestade estratégica. Submarinos chineses são muito mais barulhentos do que o esperado. O som que se ouve é o do equilíbrio de poder do Pacífico em favor de Washington.

Em 2007, submarinos a diesel da China e um punhado de submarinos de propulsão nuclear conseguiram apenas algumas poucas patrulhas  por ano, combinados. Dois anos antes disso, nenhum dos submarinos de Pequim saiu para patrulha. Durante anos, a maioria dos submarinos da PLAN permaneceu amarrada em bases navais, afastada por problemas mecânicos e falta de equipes devidamente treinadas.

Enquanto os submarinos da PLAN estavam ociosos, os aviões de espionagem da Marinha dos EUA, navios de vigilância e submarinos tiveram poucas oportunidades para avaliar as capacidades submarinas da China – e, mais importante, quanto ruído os chineses geram submersos e em movimento, ao mesmo tempo. Marinhas podem usar sonares passivos para rastrear submarinos pelos sons que eles fazem. Quanto mais alto o ruído de um navio, mais fácil de detectar. E destruir.

Com pouca informação para prosseguir, oficiais da inteligência americana tinham de adivinhar. Em casos como este, “adivinha-se conservadoramente”, disse um respeitado analista naval ao Danger Room, sob a condição de anonimato. As estimativas conservadoras colocaram o submarinos mais recentes da PLAN cerca de uma década atrás do “estado-da-arte” dos submarinos russos – e, potencialmente, 20 anos atrás a tecnologia submarina dos EUA.

Agora os submarinos chineses estão patrulhando com mais freqüência. ”Nos últimos dois anos, os chineses começaram a desdobrar submarinos diesel com mais frequência em lugares como o Mar das Filipinas”, revela o analista. Mais e melhores dados estão fluindo das forças dos EUA. Com esses dados, a Marinha realizou uma nova avaliação dos submarinos da PLAN. O analista não identificado participou de uma apresentação secreta com base na avaliação.

A maior surpresa da avaliação: deixando de lado uma dúzia de submarinos russos da PLAN importados, os novos submarinos chineses podem ser detectadas na conhecida ”primeira zona de convergência”, um anel de cerca de 25 milhas a partir de um submarino onde as ondas sonoras viajam juntas.

Durante a Guerra Fria, a Marinha dos EUA organizava seus submarinos em linhas onde cada navio ficava 25 milhas distante da próxima, formando uma espécie de rede para apanhar submarinos soviéticos. Com a introdução da mais recente geração de submarinos sileciosos russos a diesel na década de 1990, os americanos achavam que a detecção na zona de convergência não era mais possível. Mas a Marinha acaba de descobrir que os submarinos de fabricação chinesa são ainda mais barulhentos que os submarinos russos de 20 anos de idade. ”Aparentemente, os submarinos americanos estão fazendo detecções na primeira zona de convergência e rastreando-os”, relata o analista.

Assumindo que os chineses vão manter os projetos dos submarinos atuais, os submarinos americanos devem ser capazes de derrotar rapidamente os submarinos chineses em qualquer guerra futura potencial – ajudando a abrir caminho para que os porta-aviões dos EUA possam atacar alvos terrestres chineses. Combinado com uma desaceleração na produção de submarinos chineses, e a recente duplicação da produção de submarinos nos EUA, a revelação de ruído pode levar a um recálculo radical do equilíbrio de poder do Pacífico.

A Marinha dos EUA tinha uma vantagem tecnológica confortável sobre a PLAN antes mesmo da atividade chinesa aumentada alimentar a inteligência. Agora essa vantagem ficou ainda ainda maior. E mais ruidosa.

FONTE: Wired, Danger Room/ TRADUÇÃO e ADAPTAÇÃO: Poder Naval

COMO FUNCIONA O SONAR?

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Depois de construídos pelo estaleiro INACE e entregues pelo Brasil à Marinha da Namíbia, essas embarcações antes tão comentadas estão agora em plena vida operativa, como mostram essas fotos de autoria do Capitão Hilmar Snorrason, Comandante do Navio-Escola Saebjorg, da Associação de Busca e Salvamento da Islândia, feitas em Walvis Bay.

Na primeira foto, as LP Terrace Bay (HPB 20) e Möwe Bay (HPB 21), atracadas em Walvis Bay em 19 de outubro de 2011. Essas embarcações foram incorporadas no dia 3 de novembro de 2011 e são da mesma classe da nossa “Marlim” (classe “Meattini” na Itália).

Na segunda e na terceira fotos, o NPa Brendan Simbwaye (P 11), que pertence à mesma classe dos nossos “Grajaú”, de projeto da Vosper Singapore e construídos no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, no INACE e no estaleiro Peeneweft, na Alemanha.

Na última foto, apenas para completar, temos um quarto navio, que foi transferido pela Marinha do Brasil dentro do mesmo pacote, a Corveta Lt Gen Dimo Hamaambo (C 11), ex-Purus (V 23), feita em 26 de outubro de 2011.

Notar a presença de um segundo radar da marca Furuno na Brendan Simbwaye e o brasão de armas dos navios, que tem como inspiração os usados pelos navios da Marinha do Brasil, apenas com a substituição da Coroa Naval pelo Gavião-do-Mar, que é parte do Brasão de Armas da República da Namíbia.

 

Ministro da Defesa visita o CAvEx

Em mais uma cobertura exclusiva, o ForTe/Revista Forças de Defesa acompanhou a visita que o Ministro da Defesa fez ao Comando de Aviação do Exército. Veja matéria completa acessando o ForTe.

Mais um “furo” do Poder Naval: saiu hoje no Diário Oficial da União (Seção 3, Pág. 22):

DIRETORIA-GERAL DO MATERIAL

DIRETORIA DE ENGENHARIA NAVAL

EXTRATO DE INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO

Processo No- 63007.004873/2011-11 – TJIL No- 09/2011; Objeto: Obtenção por aquisição de oportunidade de três Navios-Patrulha Oceânicos (NPaOc) e fornecimentos complementares (pacotes de munição, sobressalentes, treinamento e documentação), junto à empresa BAE Systems Surface Ships International Limited (BAE SSSI), para atuar, a partir de 2012/2013, no patrulhamento costeiro, proteção de plataformas petrolíferas e proteção e fiscalização de outras atividades desenvolvidas na Zona Econômica Exclusiva (ZEE) brasileira. Valor: £ 133.800.000,00 (R$ 387.203.820,00); Enquadramento: Art. 25, caput, da Lei No- 8.666/1993. Processo Autorizado por DAS-102-2 HERALDO MESSEDER DE SOUZA, Ordenador de Despesa; Ratificação: C Alte (EN) FRANCISCO ROBERTO PORTELLA DEIANA em 23/12/2011, nos termos do art. 26 da Lei No- 8.666/1993.

Estes três OPV (offshore patrol vessels) foram construídos pela BAE Systems para uma encomenda da Guarda Costeira de Trinidad e Tobago feita em 2007, mas foram cancelados em 2010 devido à mudança de governo.

Os navios da classe “Port of Spain” deslocam cerca de 1.800t e foram construídos entre 2008 e 2010. Têm comprimento de 90,5m, boca de 13,5m e tripulação de 60 militares. Podem atingir a velocidade de 25 nós. A ficha técnica completa do OPV pode ser acessada aqui.

COLABOROU: André Vital

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