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A Armada de Colombia incorporou seu primeiro OPV classe Frassmer-80 de 1.723 t. de deslocamento, 80.6 m de comprimento13,0 m de boca moldada e 3,80 m de calado máximo carregado ?

Trata-se do  o ARC 20 de Julio (PZE 46) ( PZE = Patrullero de Zona Economica Exclusiva), indicativo internacional 5KMF, construido sob licença no próprio país pelo estaleiro Cotecmar, em Cartagena e é propulsado por 4 motores diesel Wartsila 6L26 de 4.800 bhp , 2 propulsores azipods, bow thruster, proa bulbosa, velocidade máxima de 28 nós e raio de ação de 10.000 nm à 12 nós e é equipado con convoo capaz de operar um helicóptero Bell 212, transportar tropas (efetivo de pelotão), carga para operações de apoio logístico de baixa intensidade, mostrando versatilidade operacional.

 

 

O 20 de Julio é uma versão modificada dos chilenos Piloto Pardo e Comandante Toro e a intenção da Armada é adquirir quatro unidades da classe.

FOTOS:  Shippingnewsclippings 037 de 6.2.2012

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Navantia entrega OPV para Marinha espanhola

No dia 6 de fevereiro, a Navantia entregou o BAM Relámpago para a Marinha espanhola, numa cerimônia presidida pelo ministro da Defesa, Pedro Morenés.

A cerimônia também contou com a presença do CEO da Navantia, Luis Cacho, do Chefe da Marinha, Alte. Manuel Rebollo, e outros representantes da Marinha e políticos, incluindo adidos militares de países como África do Sul, Turquia e Austrália.

BAM Relámpago é o terceiro de uma série inicial de quatro OPV’s encomendados pela Marinha espanhola à Navantia. As duas primeiras unidades, Meteoro e Rayo, foram entregues em 28 de julho e 26 de outubro de 2011, respectivamente.

BAM (Buque de Acción Marítima) é um navio de alto desempenho com grande versatilidade de missões, possui um alto grau de comunalidade de sistemas com outros navios da Marinha espanhola e tem baixos custos de aquisição e de manutenção.

Principais missões:

- Proteção e escolta de navios;
- Controle de tráfego marítimo;
- Controle e neutralização de ações terroristas e de pirataria;
- Operações contra o tráfico de drogas e de pessoas;
- Salvamento marítimo e operações de salvamento;
- Apoio a situações de crise e assistência humanitária;
- Controle de legislação da pesca e
- Controle da legislação ambiental e de anti-poluição.

Principais características:

- Comprimento: 93,90 m
- Largura máxima: 14,20 m
- Convoo: 7,20 m
- Deslocamento em plena carga: 2.575 t
- Calado: 4,4 m
- Velocidade máxima: 20,5 nós
- Autonomia (15 nós): 8.000 milhas
- Tripulação: 35
- Capacidade adicional: 35

FONTE: NAVANTIA
TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: Poder Naval

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Atrasos na produção incomodam governo

 

Nos bastidores do Governo – o que inclui Petrobras e Transpetro – costura-se um acordo que implique a transferência do controle acionário do maior estaleiro do país – o Atlântico Sul, de Pernambuco – à coreana Samsung. Hoje, a multinacional tem apenas 10% desse megaestaleiro, que tem encomendas bilionárias, de 22 supernavios e sete navios-sonda. O controle é exercido por Camargo Corrêa e Queiróz Galvão, que entraram em um projeto pioneiro, financiado pelo Fundo de Marinha Mercante (FMM), mas parecem não ter grande interesse em continuar no negócio- nem vocação plena para construir navios.

O Atlântico Sul surgiu como uma espécie de “projeto-de-governo”, na era Lula. Diante de impasses com outros estaleiros, teve-se a idéia de se lançar um super-estaleiro, capaz de construir grandes navios e, além disso, democratizar regionalmente o setor, antes excessivamente concentrado no Rio de Janeiro – o que hoje não mais ocorre, pois, além de projetos em Pernambuco e Alagoas, há pólos crescentes no Rio Grande do Sul e projetos para a Bahia. A descentralização só não é mais intensa porque Santa Catarina rejeitou o estaleiro de OSX, Eike Batista, que traria um pouco de poluição e muitos empregos ao estado e agora cresce de forma acentuada no Norte fluminense. Quando pronto, irá superar o Atlântico Sul em capacidade de produção.

Um fato gerou grandes problemas para o Atlântico Sul: o navio “João Cândido”. Houve erros a começar pelo nome do navio, uma provocação infantil à Marinha do Brasil. João Cândido era um suboficial que liderou revolta contra a estrutura da entidade, o que a Marinha, sob qualquer governo, não aceita.

Problemas estruturais e de montagem fizeram com que, primeiro navio da Transpetro a ser lançado ao mar, o “João Cândido” até hoje não fosse entregue. O segundo navio a ser lançado, o “Celso Furtado”, do Mauá, ficou com a láurea de ser o primeiro incorporado pela Transpetro. E, se houver mais atrasos, o segundo navio a ser entregue será o “Sergio Buarque de Hollanda”, também do Mauá, ou até mesmo o “Rômulo de Almeida”. No caso do “João Cândido”, observadores pessimistas garantem que o navio não pode navegar. Mas a maioria dos analistas do setor afirma que os problemas decorreram do excesso de soldagem exigido, pois o navio foi feito com mais blocos a serem montados do que seria natural. A pressa de Lula para ter uma solenidade marcante – de recuperação da construção naval e de renascimento industrial no Nordeste – agravou esse fato, mas a maioria dos informantes garante que o American Bureau of Shipping (ABS) irá dar sinal verde ao navio. Com isso, o petroleiro ganharia uma espécie de classificação AAA para a comunidade internacional, pois com aprovação de entidade classificadora internacional, um navio pode ser incorporado à frota alemã ou americana sem ser submetido a qualquer teste.

Resta saber o que irá pedir a Samsung para assumir o estaleiro. Certamente, não irá querer desembolsar altos valores, ao contrário do que desejariam Camargo Corrêa e Queiróz Galvão. Mas, como tem estaleiros na Coréia, a Samsung pode ser atraída pela possibilidade de receber outras obras do Brasil (Petrobras), o que lhe compensaria a árdua tarefa de reorganizar administração e setor técnico do Atlântico Sul. Tudo indica que o acordo pode ser fechado, pois Camargo e Queiróz colheram mais dissabores do que alegrias com o estaleiro pioneiro de Pernambuco. Os estaleiros brasileiros não gostariam de ver obras prometidas ao mercado interno levadas para a Coréia, mas este pode ser o preço para pacificação do Atlântico Sul.

FONTE: NetMarinha

Relembrando o Almirante da Sunamam

Faleceu José Celso de Macedo Soares Guimarães. Almirante da reserva, engenheiro, escritor e pensador, J.C. foi titular da Superintendência Nacional da Marinha Mercante (Sunamam) essencial para impor a política de Marinha Mercante do governo militar, que teve um sucesso extraordinário.

A política teve apoio integral do então ministro dos Transportes, Mário Andreazza. As pressões internacionais foram gigantescas, mas “Macedão” e Andreazza resistiram. Na parte brasileira, os 40% eram igualmente divididos entre particulares e a estatal Lloyd Brasileiro. O êxito da política teve reflexos nos estaleiros, que receberam volumosas encomendados dos privados.

O modelo começou a ruir porque se baseava em uma âncora oficial, enquanto os armadores internacionais tinham menores custos, pois usavam marítimos mais baratos, como filipinos. O descompasso financeiro da Sunamam foi a gota d’água para acabar com o sistema. Hoje, o Brasil não dispõe sequer de um navio porta-contêineres nas rotas internacionais, o que faz com que o déficit de fretes se aproxime de US$ 20 bilhões.

LIVROS DE SUA AUTORIA:

  • “Marinha Mercante no Brasil”- 1968
  • “Transportes no Brasil-Suas grandes Metas”-1976
  • “Temos Pressa”-1976
  • “Para onde vamos” – 1977
  • “Realidade Brasileira”-1981
  • “Brasil um País Travado”-1990
  • “Navegar é preciso-Crônica de muitas lutas”-1996
  • “Antônio Joaquim de Macedo Soares-Magistrado”-2000
  • “Mitos e Realidades do Brasil”-2002
  • “Brasil,Origens-Presente” – 2010

FONTE: JB

NOTA DO PODER NAVAL: Leia um artigo escrito pelo almirante aqui. Ele tinha um blog também, que pode ser acessado aqui.

‘Almirante Saboia’ em Itajaí

O NDCC Almirante Saboia da Marinha do Brasil esteve atracado no porto de Itajaí no dia 29 de janeiro e o nosso leitor “Falcão do Vale” aproveitou o momento para fotografá-lo e enviar as fotos para o Poder Naval.

Nossos agradecimentos pelas fotos.

 

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O Navio de Patrulha Fluvial “Roraima” (P-30) ancorou (sic) na tarde de sábado no cais da Marinha do Brasil no rio Madeira. O navio fez parte da Operação Madeira I/2012 que durante fiscalização apreendeu 26 embarcações irregulares no Madeirão e atraiu diversos olhares curiosos de quem visitava o Complexo da Estrada de Ferro Madeira–Mamoré (EFMM). A visitação ao navio vai até a próxima quinta-feira.

A Operação Madeira I/2012 que iniciou no dia 27 de janeiro e será encerrará no próximo dia 9, contou com a participação de 100 militares, sendo realizada em parceria com a Capitania dos Portos da Amazônia Ocidental, o Comando da Flotilha do Amazonas, o Batalhão de Operações Ribeirinhas, o 3º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral, a Delegacia Fluvial de Porto Velho e a Agência Fluvial de Humaitá.

Durante a operação foram fiscalizadas 300 embarcações, sendo que 50 foram notificadas e 26 apreendidas. Dessas, 19 eram dragas. A ação envolveu a verificação da ausência de documentação nas embarcações e se as tripulações estavam adequadas.

O capitão dos Portos, Paulo César Machado, informa que o principal objetivo da operação foi a fiscalização de dragas, um tipo de embarcação usada para o desassoreamento de rios ou ainda para garimpagem.

Ele afirma que algumas dragas não possuem regularização para atuar no rio Madeira e foi essa constatação discutida em seminário de que as dragas infringiam a regularização ambiental e colocavam em risco as embarcações que navegam no rio Madeira, motivo que deu origem à operação.

A operação também contou com a utilização de helicópteros e lanchas que percorreram a extensão do Madeira, fez uma pausa em Humaitá e chegou a Porto Velho no sábado. O navio ficará aberto à visitação pública no cais próximo a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré até o fim da operação que será na quinta-feira.

O Navio de Patrulha Fluvial “Roraima” (P-30) tem mais de 46 metros de comprimento e foi usado pela primeira vez em 9 de novembro de 1972, três ano depois passou a fazer parte do 4º Distrito Naval subordinado ao Comando da Flotilha do Amazonas.

Em abril de 1980, Navio de Patrulha Fluvial “Roraima” participou de uma operação intitulada de Ribeirex e desde de então não deixou mais de estar envolvido em operações na Amazônia Ocidental.

FONTE: Diário da Amazônia

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A Marinha Boliviana realizará junto com soldados do Brasil e do Peru operações antidrogas conjuntas nos rios das regiões fronteiriças, divulgou-se hoje nesta capital.

O comandante desse corpo, contra-almirante Raúl Viscarra, manifestou ao jornal Cambio que durante a reunião realizada com as Forças Armadas do Brasil na cidade de Campo Grande, nos dias 25 e 26 de janeiro passado, foram estabelecidos os alinhamentos para a luta contra o narcotráfico, o contrabando e outros delitos.

“Vamos manter com o Brasil uma reunião bilateral de Inteligência e intercâmbio de informação na linha de fronteira”, afirmou Viscarra.

Revelou que unidades da Marinha de Guerra do Peru farão além disso intercâmbios de informação referida às atividades ilícitas que se realizam na região.

De acordo com Viscarra, outro dos aspectos importantes acordados na reunião é referente ao levantamento hidrográfico entre a Marinha de Guerra do Brasil e a Marinha Boliviana, assim como a verificação do grau de sedimentação e baixo nível das águas na lagoa Cáceres.

Anunciou também que serão realizadas campanhas de saúde com os barcos hospitais, tanto da Marinha de Guerra do Brasil como da Marinha Boliviana nas áreas de sua jurisdição. Além disso militares bolivianos serão capacitados no vizinho país para navegar pela Hidrovia Paraguai-Paraná.

FONTE: Prensa Latina

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Em Londres, o governo de David Cameron continua a alimentar a usina de notícias sensacionalistas. O Daily Mail informou que a Marinha britânica enviará, além do destróier HMS Dauntless, um submarino nuclear para as Ilhas Malvinas. O jornal disse que o envio já foi aprovada pelo primeiro-ministro britânico. O governo argentino condenou a iniciativa, em meio a uma crescente tensão pela soberania do arquipélago.

Porta-vozes do Ministério da Defesa não negaram a informação e apenas se limitaram a avisar ao Daily Mail que a pasta não fornece dados sobre o movimento de submarinos nucleares.

O deslocamento se somaria à chegada, quinta-feira passada, do príncipe William – segundo na linha de sucessão ao trono da monarquia britânica – para cumprir seis semanas de treinamento como piloto de helicópteros de resgate. A visita tem sido considerada pelos argentinos como uma propvocação e tem reavivado os fantasmas da guerra envolvendo as nações.

William, de 29 anos, teve, neste domingo (5), seu primeiro dia de treinamento militar nas ilhas. De acordo com informação divulgada, ele analisou os mapas do território das Malvinas para se “familiarizar” com as zonas de deverá sobrevoar como copiloto de um helicóptero de salvamento da Força Aérea Real. O oficial encarregado de atividades, Milles Bartlett, disse que o treinamento “é uma parte vital no aprendizado de qualquer piloto que realize resgates.”

Por parte do governo argentino, o ministro da Defesa, Arturo Puricelli, descreveu como “uma ostentação desnecessária de poder de fogo” o deslocamento do navio britânico.

“Tenha certeza de que a nossa Marinha argentina, como parte do cumprimento dos tratados internacionais, ante qualquer problemas que tivesse a tripulação que acompanhou o príncipe William, teria dado a assistência necessária, teria vindo em seu auxílio. Não havia necessidade de mobilizar uma embarcação com a tecnologia bélica do destructor que agora está cortando águas argentinas desnecessariamente”, disse.

O titular da pasta da Defesa afirmou que a intenção da Casa Rosada é “retirar todo conteúdo bélico” da disputa pela soberania sobre as ilhas. “Eles (Reino Unido) querem militarizar o Atlântico sul. Nós dissemos que a Argentina e a América do Sul não querem militarizá-lo, não queremos que se contamine; queremos que o litoral marítimo do Atlântico Sul seja cuidado e protegido pela Armada Argentina”, disse.

Puricelli declarou, além disso, que não resta “a menor dúvida” que a Argentina recuperará as ilhas Malvinas antes do fim do século, levando em conta o acompanhamento da comunidade internacional. Nesse sentido, acrescentou que “eles (os britânicos) sabem que não há nenhuma justificativa para manter a usurpação, já que muito antes do final deste século a Argentina terá a jurisdição plena e a posse. A ocupação por parte do Reino Unido das ilhas Malvinas é sustentada pela força. Começou com um navio de guerra que desalojou autoridades e a população argentina das ilhas Malvinas em 1833. Indubitavelmente continuam sustentando essa ocupação da mesma maneira”, explicou Puricelli.

Nicarágua, Cuba, São Vicente e Granadinas, Dominica e Antígua e Barbuda aderiram à decisão de outros países latino-americanos de impedir a entrada de navios com bandeira das ilhas Malvinas em seus portos, informaram neste domingo fontes oficiais.

A decisão, adotada em solidariedade à reivindicação argentina de soberania sobre o arquipélago, foi aprovada no sábado (4), durante a Cúpula da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba), realizada em Caracas.

FONTE: O Vermelho, com agências

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Foi realizada no dia 1 de fevereiro a cerimônia de batimento de quilha da Fragata ‘Admiral Golovko’ no estaleiro Severnaya Verf Shipyard (Northern Shipyard), em São Petersburgo, Russia.

Terceira unidade da classe Admiral Gorshkov, o project 22350  são fragatas EG de 4.500 t., 130 m de comprimento, 16 m de boca e 4,5 m de calado carregado.

A solenidade contou com a presença entre outras autoridades do Comandante em Chefe da Marinha Russa Almte. Vladimir Vysotskiy.

A Admiral Gorshkov se encontra em trabalhos de finalização no estaleiro e deve realizar suas provas de mar ainda em 2012. A segunda unidade Admiral Kasatonov encontra-se em construção e será lançada ainda este ano.

 

Escalada continua. Reino Unido já possui planos para enviar uma pequena força militar para o arquipélago caso seja necessário

A Royal Navy enviará um submarino nuclear para o Atlântico Sul para proteger as ilhas Falklands das ameaças argentinas.

O Primeiro Ministro David Cameron aprovou pessoalmente os planos para que um dos mais sofisticados submarinos da classe Trafalgar siga para a região.

A chegada do submarino às águas do arquipélago deve ocorrer no mês de abril, quando será comemorado os 30 anos do início do conflito de 1982.

O submarino fornecerá um “cordão externo” e invisível na protecção das Ilhas Malvinas.

O envio vai enfurecer ainda mais o governo argentino e contribuirá para a deterioração das relações entre os dois países.

As tensões entre os dois países têm aumentado dramaticamente, após meses de debates na mídia sobre a soberania do território em disputa, que tem sido britânica desde a década de 1830.

A escalada na retórica levou o Reino Unido a enviar o HMS Dauntless, um contratorpedeiro  classe Type 45,  para o Atlântico Sul – um movimento definido como “provocador” por Buenos Aires.

E já havia uma discussão sobre a implantação “insensível” do duque de Cambridge nas Malvinas para uma turnê de seis semanas como piloto de helicóptero de resgate da RAF.

Ontem à noite o Ministério da Defesa se recusou a discutir o movimento de um dos navios mais letais da Marinha para o Atlântico sul. “Nós não comentamos o envio de submarinos por segurança operacional”, disse um porta-voz.

O submarino escolhido deverá fazer pelo menos duas visitas a Port Stanley, a capital, durante sua patrulha.

Fontes do Ministério da Defesa informaram que o navio levará uma equipe de técnicos em língua espanhola para monitorar as transmissões de rádio e comunicações na região.

Uma equipe de oficiais de alta patente do comando central conjunto em Northwood, perto de Londres, está coordenando uma série de comissões navais para marcar o aniversário do conflito, que custou as vidas de 255 soldados britânicos e 649 argentinos.

Eles também estão elaborando planos para lançar uma força militar em curto prazo caso seja necessário.

Ontem à noite, o almirante da reserva Richard Heaslip, Chefe do Estado-Maior durante o conflito das Malvinas, descreveu o valor de envio de um submarino a um potencial problema.

Ele disse: “Os argentinos tinham uma boa marinha em 1982. Mas depois enviamos um submarino nuclear para lá eles voltaram para o porto e nunca mais ousaram aventurar-se. “

FONTE: The Mail

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: Poder Naval

 

 

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Ícaro Luiz Gomes
 

Há muito se fala que o caminho próspero de uma nação se faz com a educação (formal e/ou informal), no entanto, as peculiaridades de dados países ou regiões fazem com que tal ditado seja mais um sonho distante do que uma verdade. O Brasil apresenta algumas dessas peculiaridades que fazem que o sonho de uma educação de qualidade, acessível e gratuita chegue a um reduzido número de cidadãos, mesmo que apenas com um ou dois desses adjetivos. Para melhorar a educação brasileira várias políticas, planos, projetos e programas foram/são lançados, entre essas iniciativas se encontra o Programa Caminhos da Escola.

Na manhã do dia 14 de dezembro o Poder Naval, representado por seu colaborador Ícaro Luiz “Joker” Gomes, fora recebido na Base Naval de Natal(BNN) por seu comandante o CMG Flávio Macedo Brasil. O CMG Brasil realizou um “briefing” sobre as origem das Lanchas Escolares e a responsabilidade da BNN no projeto, com destaque as contribuições do Projeto para a mudança de “mentalidade” da BNN. Posteriormente realizou-se visita as instalações do Departamento Industrial da BNN guiada pelo CF Claudio Lozano Barbosa, onde foram capturadas imagens do processo de produção das LE e colhidas outras informações. Por fim, o CMG/R1 Sakamoto participou da demonstração de uma das LE que se encontram prontas onde se realizou fotos e vídeo da mesma, o mesmo complementou o apurado e corrigiu algumas impressões.

A Base Naval de Natal teve sua construção iniciada em 7 de julho de 1941, apesar de que desde 1922 o decreto nº 15672/22 já considerava sua construção como ponto de apoio estratégico a defesa marítima. Sob o comando do Almirante Ary Parreiras a BNN prestou apoio, manutenção e reabasteceu a escoltas “aliadas” dos comboios realizados no Atlântico Sul e, em conjunto a “Rampa”, aos hidroaviões utilizados nas missões de Patrulha ASW. Depois da SGM continuou a manutenir, reabastecer e apoiar os meios estacionados ou transito na área. Na atualidade atua sob as diretrizes da sistemática “Organização Militar Prestadora de Serviços” – OMPS, instrumento imaginado pela Alta Administração Naval para aplicação com maior eficiência dos recursos de pessoal e material. A BNN se encontra capacitada a executar atividades técnicas e industriais relacionadas à construção, reparo e manutenção de embarcações de pequeno e médio portes, bem como serviços de reparo em plataformas e estruturas pesadas, para emprego naval, ferroviário e outros, segundo padrão de qualidade, requisitos e especificações internacionais.

O programa Caminho da Escola iniciou se em 2007, se baseia em diretrizes do PDE e financiamento do FNDE, visando prover meios “adequados” ao transporte escolar de zonas rurais evitando a evasão escolar contribuindo com o processo de aprendizagem do alunado. A matriz de transporte brasileira está centrada no ramo rodoviário que atende com um custo-benefício razoável as distancias entre o principal centro industrializado e consumidor brasileiro, mas que se torna oneroso (e perigoso) quando se leva em consideração as outras regiões produtoras/consumidoras quer seja pela distância, pelo fluxo de investimento na malha (construção e manutenção) ou pelo tempo.

A região amazônica pelas características geográficas – entre outros motivos – apresenta uma vocação a matriz hidroviária/aquaviária. Nessa região quase toda a logística se baseia no fluxo de bens, serviços e pessoas pela calha dos rios da região, incluindo o número aproximado de 180 mil estudantes do ensino público. Muitos deles vivem nas regiões ribeirinhas e vão para a escola em barcos a remo, feitos artesanalmente, sem nenhum tipo de segurança, sujeitos ao abalroamento por outras embarcações de maior porte. Muitas vezes, tendo que resistir a chuvas, ventos adversos, chegando cansados à escola. Ou ainda por “barqueiros” pagos pelos municípios ou estado, sem a menor segurança e conforto em percursos longos e demorados. Pelas características artesanais, o eixo da embarcação se encontra amostra e pela cultura de se manter longos cabelos, em especial, na população feminina centenas de casos de escalpelamento de crianças e mulheres ameaçam os direitos e autoestima das mesmas.

Para atender a demanda especifica desse alunado (população ribeirinha) um projeto foi desenvolvido para adquirir/desenvolver uma embarcação que permitisse o transporte ágil e seguro desse alunado. Os estudos decorrentes para desenvolver/adquirir uma embarcação que atendesse as necessidades peculiares do programa, pesquisa das características de embarcações que operam na região e uma análise criteriosa do mercado concluíram que a opção com uma das melhores relações de custo-benefício seria uma embarcação híbrida originária de dois projetos da “Marinha do Brasil”. Os projetos que serviram de bases para a Lancha de Transporte Escolar foram as Lancha de Ação Rápida e a Lancha de Apoio Médico.

Em 28 de outubro de 2009 foi assinado termo de cooperação entre o FNDE e DEN(MB), em seguida foi firmado contrato entre DEN e a Emgepron para a produção de 600 lanchas escolares. A produção das Lanchas Escolares ficou responsável entre as Bases Navais do Norte/Nordeste em diferentes proporções; BNVC 300 lanchas, BNN 200 lanchas e BNA 100 lanchas.

 

A Lancha de Transporte Escolar apresenta as seguintes características:

Características da Lancha Escolar

Comprimento

7,30m/24 pés

Boca

2,1m

Pontal

1m

Calado

0,2m

Lotação

20 pessoas

Capacidade de Carga

1.300Kg

Peso do Casco

580Kg

Motor de Propulsão

90HP

Motor de Emergência

6,5CV

O casco da embarcação apresenta forma inicial de “V” e ao longo da embarcação passa a forma de “U”, esse arranjo permite ao meio a capacidade de semi-planeio tornando mais eficiente o deslocamento no ambiente de águas rasas e abrigadas para qual o meio foi projetado. Outra característica dessa solução é a navegação em laminas d’águas reduzidas permitindo a navegação da embarcação nos diversos igarapés da região com segurança nos diferentes regimes de vazante do cursos d’água.  Os rios da região apresentam uma grande quantidade de obstáculos submersos ou semi-submersos, tais como bancos de areia e troncos, esses elementos podem ocasionar danos a embarcação, em particular, ao casco. A operação em laminas com pouco volume e a existência de muitos obstáculos levaram a duas soluções/opções simples, mas significativas pela envergadura do projeto, pintura parcial no casco da embarcação e a utilização de garrafas PET para prover empuxo/flutuação a embarcação.

A primeira solução é muito comum, no entanto, chamo atenção a mesma pelo pensamento de senso comum de que toda a embarcação é pintada, oras porque pintar uma região que não estará visível, estará sujeita a ação da água e irá estar em constante atrito/desgaste? A segunda solução não é nenhuma novidade, mas chama atenção a escala, normalmente se utiliza “isopor” para essa função, mas atendendo o conceito de baixo-custo do projeto e a ações pró-ambientais o “isopor” foi substituído pelas garrafas PET. Cada embarcação no interior do casco leva cerca 1000 (mil) garrafas PET, só na BNN serão utilizadas mais de 200 mil garrafas PET, além do compromisso pró-ambiental a utilização de garrafas PET apresenta uma ligeira vantagem em relação ao “isopor”, enquanto o isopor passado algum tempo em ambiente úmido(dentro d’água) apresenta por sua porosidade uma espécie de “infiltração” diminuindo a flutuabilidade ao passo que uma garrafa PET bem vedada e sem furos não apresenta esse mesma “sintoma”.

A propulsão fica a cargo de um motor de polpa F90 BET da Yamaha, o mesmo é movido a gasolina, 4 tempos, injeção eletrônica e 4 cilindros. Além do fornecimento da propulsão, a referida empresa que ganhou a licitação também é responsável pela capacitação dos condutores, 1ª revisão e da rede de assistência técnica/manutenção . O motor apresenta ainda isolamento térmico-acústico com selos de baixa emissão de poluentes e consumo considerado satisfatório/econômico. As lanchas são entregues com os mesmos já instalados, testados e pronto ao uso.  A propulsão de emergência, problemas de toda ordem podem ocorrer, fica  a cargo de um pequeno motor (6,5 HP) – quando em uso instalado a bombordo do F90 – que visa levar a embarcação a um sitio de segurança enquanto espera por auxilio. O tripulante possui a disposição para uma navegação segura 2 displays digitais multifuncionais para informações do motor (pressão, temperatura, etc..) e tacógrafo, rádio VHF marinizado, luzes de navegação, buzina, defensas verticais e equipamentos de salvatagem (coletes salva-vidas e boias).

A segurança, simplicidade e funcionalidade são conceitos que estão presentes na maioria das soluções desse projeto. Formas mais eficientes de produção e melhorias do projeto foram implementadas, um exemplo está nos bancos/assentos. Inicialmente os mesmo apresentavam o mesmo padrão dos ônibus-escolares, no entanto, uma analise dos recursos disponíveis a manutenção das LE concluiu que a reposição dos bancos/assentos e o período no qual a LE se encontrasse indisponível  seria mais prejudicial que uma alternativa mais “ortodoxa” como a adotada bancos/assentos em madeira. Pelo o público-alvo ter um enfoque na população em idade escolar, normalmente, crianças, adolescentes e adultos-jovens a fechadura/trava da porta de acesso a embarcação deveria ser acessível e de simples manuseio, optou-se por um ferrolho simples.

O para-brisa da LE é feito em acrílico essa opção,o  acrílico pelo vidro, decorre mais uma vez do foco na segurança dos passageiros, os ferimentos ocasionados pelos estilhaços de vidro provenientes de um incidente/acidente desencorajaram o uso desse material.Para o proteção contra as intempéries, como chuvas, sol ou ventos, as embarcações possuem anteparos laterais em lona na cor do casco.O piso de toda embarcação apresenta características anti-derrapantes seja pelas características de alto-relevo ou pela pintura. Em prol da ergonomia do condutor/tripulante o piso da LE é pintado, porque pintar o piso e não todo o casco?O piso foi pintado em tom de cinza para evitar que o condutor seja ofuscado pelo reflexo do sol já que em condições “originais” o piso apresenta a aparência/tonalidade metal-quase-branco.

APOIAR NOSSO ORGULHO!NOSSA BASE,NOSSA ALMA!

Como foi introduzido, a BNN possui um histórico voltado a manutenir e apoiar meios navais, ainda que, durante o processo de manutenção fosse necessário produzir peças inteiras não houvera a produção em escala e “completa” de um meio naval nas instalações , com o pessoal e sob a responsabilidade da mesma. Posterior ao briefing do CMG Brasil, o CF Lozano acompanhou o Poder Naval a uma visita guiada a fábrica nº2.

A produção das LE na BNN foi dividida entre uma firma terceirizada e o Departamento Industrial da BNN, diferentemente das outras bases, onde a produção foi totalmente terceirizada. Das 200 unidades a serem produzidas pela BNN 150 unidades foram terceirizadas e as 50 unidades restantes foram produzidas pelo Departamento Industrial. Dessa forma, foram montadas duas fábricas/linhas de produção das LE na BNN. A fábrica número 1 e a fábrica número 2, terceirizada e departamento industrial, respectivamente, possuíam as mesmas facilidades e espaço físico similares, diferindo quanto a pessoa juridica, pessoal e na produção. Apesar da produção ter sido terceirizada em sua maior parte, isso não significava que não houvesse pessoal da Engenharia Naval da MB responsaveis pela fiscalização e qualidade da produção, em todos os locais de produção e testes de unidades a MB esteve presente. O processo de produção na BNN fora iniciado em meados 2010 e se estima que esteja concluído entre abril/maio de 2012.

Para a construção das LE na BNN estão sendo utilizados 180 toneladas de alumínio naval. O processo de produção, didaticamente, constitui-se basicamente no processo de soldagem MIG das chapas de alumínio naval em uma forma-modelo do casco da embarcação, depois as soldas são inspecionadas visualmente e com liquido penetrante. Ao se concluir o casco básico, o seu interior é preenchido pelas garrafas PET que irão produzir/auxiliar o vetor empuxo garantindo a flutuabilidade da embarcação. É afixado o piso e inicia-se a etapa de casaria, a mesma é produzida seguindo o conceito do casco de soldar as chapas num molde. Terminada a construção, propriamente dita, a embarcação é levada para a câmera de pintura. De lá, inicia-se o processo final onde são instalados os bancos, extintores e suportes, antenas, luzes de navegação, buzina, fechaduras, rádio, farol, motor de polpa, equipamentos de salvatagem, anteparas de lona e outros equipamentos necessários e já descritos. Concluída a produção todas as LE são testadas e posteriormente armazenas para envio. O envio das LE ocorre por carretas que levam as mesmas aos municípios as quais foram destinadas.

A produção das LE não é uma simples montagem de um kit Revell de prateleira, o processo de solda MIG necessita que treinamento, equipamento e cuidados específicos. O processo de solda MIG consiste na fusão em arco elétrico de um filamento metálico sob a proteção de um gás inerte – como o Hélio ou o Argônio - que flui do bocal da tocha, esse processo permite uma solda de qualidade com diminuição dos agentes contaminantes da mesma. O gás inerte tem a função principal de proteger a poça de fusão e o arco elétrico de agentes externos. Na soldagem MIG torna-se vantajosa aos métodos anteriormente empregados pois há uma alta taxa de deposição do metal de solda, não há necessidade de remoção de escoria, a soldagem pode ser feita em todas as posições e em aberturas largas, baixo custo de produção e chega a consumir apenas metade do tempo em comparação a outros métodos. As desvantagens ou cuidados ficam por conta do alto custo de aquisição do equipamento, a necessidade de anteparas que evitem correntes de ar, produção de respingos e manutenção mais complexa que o de processos mais usuais.

Quando da realização da reportagem, a fábrica nº1  já encerrara suas atividades, sendo a a fábrica nº2 a única em funcionamento. Umas das principais diferenças entre a fábricas era a produtividade, enquanto a produção da fábrica nº1 era de 10 unidades/mês a produção da fábrica nº2 é de 3 unidades/mês. A maior produtividade da fábrica nº1 é atribuída, especialmente, a 2 fatores. Os pessoal da fábrica nº1 dedicava-se exclusivamente a produção das LE, enquanto o pessoal da fábrica nº2 compartilhava a produção das LE com a manutenção e apoio aos meios da MB. O pessoal da fábrica nº1 alguns, dos quais, já possuíam experiencia na solda MIG, enquanto o da fábrica nº2 teve que se capacitar e aperfeiçoou as habilidades na solda MIG. A capacitação de produzir embarcações foi o principal ganho da BNN.

A aquisição da capacidade de solda MIG já gerou resultados positivos tanto no âmbito da MB quanto ao Exército. Recentemente a BNN executou manutenção e reparos no NVe Cisne Branco, onde o processo de solda MIG foi essencial. A incorporação dos Avisos de Patrulha Classe Marlim (AviPa Barracuda e Anequim) e futura de Navios Patrulha Classe Macaé(P-75 Macau) ao Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Nordeste (ComGptPatNavNe), os quais são produzidos em alumínio naval (P-75 a  super-estrutura). Já o EB estão sendo realizadas revitalizações e manutenção em algumas de suas lanchas, as quais são feitas em alumínio, não foram realizadas imagens por não haver pessoal do EB que as autorizasse. A produção das LE não beneficiaram a BNN apenas na capacitação em um novo processo de solda, o parque industrial também foi modernizado com a compra de novos equipamentos e modernização de alguns outros equipamentos, alguns dos novos equipamentos adquiridos ultrapassam a bagatela de 500 mil reais (equipamento azulado na ultima imagem da serie seguinte).

Os benefícios da produção atingiram também a economia do Rio Grande do Norte, o pessoal capacidade para trabalhar na fábrica nº1 reingressaram no mercado de trabalho a posteriori com uma capacitação diferenciada, o fluxo de investimentos para produção da LE atraíram investimentos do exterior dando fôlego a renascente industria de pesca do estado e uma das lanchas produzidas foi destinada a uma cidade potiguar, Galinhos-RN.

 As LE já entregues aos municípios destinados superam as 100 embarcações. A seguir um mapa demarcando os municípios já beneficiados.

 Posterior a visita a fábrica nº2, o Poder Naval acompanhou testes de uma das lanchas escolares acompanho pelo CMG/r1 Sakamoto. A demonstração ocorreu no Rio Potengi, o qual, como a maioria dos rios do litoral nordestino, se encontra degradado,assoreado e poluído pela falta planejamento no crescimento urbano,cara-de-pau de alguns empresários e descaso da administração pública (fora os péssimos hábitos da população). O Rio Potengi na região na qual se realizou o teste, cais da BNN, é caracterizada por ser apresentar como um braço de mar que adentra o continente pela calha do referido rio.

 Como não possuo nenhum curso na área de Engenharia Naval e as minhas experiencias embarcadas, ainda, limitam-se a passageiro (como diria o MO, a buneco) de Jangadas, Ferry-boats e do Laurindo Pitta, tenho que expressar as impressões como passageiro(buneco). Pela minha natural falta de equilíbrio e pela falta de prática, ir a bordo foi completamente desengonçado, mas nada que parecesse tal mal a ponto de envergonhar o PN. Durante os testes ficaram evidentes a mim a manobrabilidade, potência do motor de polpa (mesmo que apenas com 5 passageiros adultos) e a característica de semi-planeio nas corridas de maior velocidade. A estabilidade, apesar de se encontrar em águas abrigadas, me foi demonstrada pela quase inexistência de respingos na lente da câmera, mesmo quando algumas marolas atingiram a LE na lateral pelo deslocamento do NPa Goiana e pela ação da brisa natalense. Para uma embarcação civil, que irá realizar o transporte de alunos em rios e alguns lagos/barragens/represas o projeto me passou confiabilidade e segurança, além aparentemente cumprir a missão para a qual foi concebida com relativo conforto e rapidez.

A produção das Lanchas-Escolares na e pela BNN(e seu pessoal) é um marco importantíssimo, pois trata-se da quebra de um paradigma organizacional que traz consigo uma ampla gama de oportunidades para BNN contribuindo para que a Marinha exerça de modo eficaz a soberania nas Águas Jurisdicionais Brasileiras. Contribuir para a educação da população brasileira é motivo de orgulho a todos os participantes do projeto.

Agradecimentos ao Comando do 3º Distrito Naval, Vice-Almirante Airton Teixeira Pinho Filho; ao Comandante da Base Naval de Natal, Capitão-de-Mar-e-Guerra Flávio Macedo Brasil; ao Chefe do Departamento Industrial, Capitão-de-Fragata Claudio Lozano Barbosa; ao CMG/R1 Sakamoto; e ao Assessor de Imprensa do 3ºDN, Capitão-de-Fragata Cleber Ribeiro da Silva.

Em correlação ao assunto Falklands/Malvinas segue imagem da fragata tipo 23 HMS Montrose (F 236) fundeada em Port William, próximo a Port Stanley, Ilhas Falklands.

A Montrose será substituída como navio estação na patrulha do Atlântico Sul pelo CT tipo 45 HMS ‘Dauntless’ (D 33).

FOTO: Peter Tukker, a bordo do M/S ‘Veendam’ – Holland America Line

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SYLVIA COLOMBO
ENVIADA ESPECIAL ÀS ILHAS MALVINAS

O príncipe William chegou ontem à base militar de Mount Pleasant, nas ilhas Malvinas (Falklands em inglês), dependência britânica que a Argentina reivindica.
O membro da família real está em missão militar e viaja como um oficial comum, sem regalias ou segurança.

Os jornalistas foram mantidos do lado de fora da pista onde o avião desceu, e o príncipe não tem eventos oficiais na agenda. Nas próximas seis semanas, ele realizará tarefas de resgate como piloto de helicóptero e dormirá e fará as refeições nos alojamentos dos soldados.

A visita ocorre a dois meses do aniversário de 30 anos da Guerra das Malvinas e em meio a uma escalada da tensão entre britânicos e argentinos.

Foi considerada como uma provocação pelo governo argentino. Em Buenos Aires, houve protestos contra a visita do herdeiro real.
“É impressionante como é possível distorcer acontecimentos por meio do discurso político. O governo argentino anda dizendo coisas incríveis nos últimos tempos”, disse à Folha Daniel Biggs, membro da força de segurança local.

Biggs é um “kelper” (habitante das ilhas), nascido um ano após a guerra. “Minha geração tem uma visão ponderada do conflito, mas os mais jovens estão ficando muito irritados e agressivos com relação aos argentinos.”

A chegada de William é comemorada pelos locais. “É importante marcar posição quando estamos sendo outra vez ameaçados”, diz a escocesa Gwen Smith.
Stanley, a capital, encheu-se de bandeiras britânicas nos últimos dias. Nos monumentos aos mortos em combate, as pessoas deixam flores e mensagens.

A Guerra das Malvinas durou de 2 de abril a 14 de junho de 1982, quando os argentinos foram derrotados.
Durante os anos do presidente Carlos Menem (1989-1999), houve tentativas de reaproximação com relação ao arquipélago. Mas, desde que os Kirchner estão no poder (2003), as ilhas voltaram a ser reivindicadas pelo governo argentino em fóruns globais.

FONTE: Folha de São Paulo

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O Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA) constituído por representantes da Marinha do Brasil, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) se reuniu novamente esta tarde para avaliar as ações realizadas até o momento, com relação ao vazamento de óleo ocorrido na Bacia de Santos.

O helicóptero embarcado na Fragata Niterói realizou dois sobrevoos hoje, nos quais foram avistadas manchas dispersas, bastante reduzidas em relação ao dia de ontem, deslocando-se para sudoeste, afastando a possibilidade de o óleo alcançar o litoral. As condições do mar na área, com ondas de 2,5 a 3 metros e ventos de 17 a 27 nós, tem contribuído para a dispersão das manchas.
Fiscais da ANP estiveram a bordo do FPWSO Dynamic Producer e recolheram informações que servirão de subsídios para a apuração das causas do incidente.

O IBAMA também esteve a bordo e analisará a atuação da Petrobras na resposta ao vazamento. A partir dessa avaliação, será estudada a possibilidade de aplicação de sanções administrativas.

Peritos da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro já efetuaram a coleta de dados no Navio-Plataforma, que instruirá o Inquérito instaurado para apurar o incidente.
Seis embarcações da Petrobras continuam realizando ações de resposta, por meio de dispersão mecânica com jatos d’água.
A Marinha do Brasil permanece com um navio e uma aeronave 24 horas na área.

DIVULGAÇÃO: Comando de Operações Navais

No  período de 03 a 05 e de 09 a 12 de fevereiro, estará atracado no Porto de Fortaleza o Navio-Patrulha “GRAÚNA”, comandado pelo Capitão-Tenente Thiago Montilla Tavares de Almeida. O Navio estará aberto à visitação pública nos dias 04 e 05 / 11 e 12 de fevereiro no horário de 14h às 17h horas.

O Navio-Patrulha “GRAÚNA” foi construído pela Companhia Comércio e Navegação – Estaleiro Mauá em Niterói – RJ em continuação ao Programa de Reaparelhamento da Marinha, sendo o segundo Navio-Patrulha da Classe “GRAJAÚ”, tendo sido lançado ao mar em 10 de novembro de 1993.

Atualmente, o Navio-Patrulha “GRAÚNA” está subordinado ao Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Nordeste, com sede em Natal – RN, e desenvolve tarefas de patrulha e controle de área marítima, fiscalização dos recursos e das atividades de pesquisa no Mar Territorial, Zona Contígua e na Zona Econômica Exclusiva e Controle e Segurança das Plataformas de Petróleo no mar. Anteriormente ao Navio-Patrulha “GRAÚNA”, a Marinha do Brasil teve apenas um navio com este nome. Construído por Jeffersonville Boat & Machine Co. – Jeffersonville – New York em 1942, o USS Patrol Craft 561 foi incorporado à Marinha Brasileira em 06 de dezembro de 1943, com o nome de Caça-Submarinhos “GRAÚNA”, tendo operado durante a Segunda Guerra Mundial realizando escoltas de comboios de Navios Mercantes  e Patrulhas Anti-submarinos pela Costa Brasileira.

Suas principais características são:

COMPRIMENTO TOTAL ………….. 46,50 m

BOCA ……………………………………      7,50 m

CALADO ………………………………..    2,29 m

DESLOCAMENTO ……………………  217 ton

VELOCIDADE DE CRUZEIRO ……    12 nós

VELOCIDADE MÁXIMA ……………. 24,3 nós

RAIO DE AÇÃO ……………………….  2.200 milhas

ARMAMENTO ………………………….1 Canhão Bofors 40mm

2 Metralhadoras Oerlikon 20 mm

TRIPULAÇÃO…………………………..  30 militares.

 

O Navio possui dois eixos e respectivos hélices de passo fixo, dois motores “MTU” Diesel Turbocarregados, com 16 cilindros em “V”, sistema de partida elétrica e potência de 2.540 hp. O Navio possui ainda os seguintes recursos de Controle de Avarias:

  • Uma rede de água salgada suprida por duas bombas centrifugas;
  • Um sistema de borrifo automático instalado no paiol de munição;
  • Bombas portáteis para combater incêndios e esgotar compartimentos;
  • Sistema de detecção de incêndio, com sensores de fumaça e temperatura; e
  • Sistema fixo de gás HALON para praça de máquinas e compartimento do gerador de emergência.

DIVULGAÇÃO: Comando do 3º Distrito Naval

SAIBA MAIS: Conheça mais sobre a história do navio-patrulha Graúna no site Navios de Guerra Brasileiros, clicando aqui.

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Durante os dias 18 e 19 de janeiro, foi realizada, na sede do Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos da América, em Miami, na Flórida, a Reunião das Nações Componentes da Operação “Panamax-2012”, primeira de uma série de atividades programadas.

A operação é um exercício multinacional, existente desde 2005, focado na segurança do Canal do Panamá e região adjacente contra novas ameaças. O Brasil vem participando da “Panamax” desde 2006, com observadores, meios navais e aeronavais ou compondo Estados-Maiores.

Para o ano de 2012, o Comandante da Marinha do Brasil, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto, aceitou o convite do USSOUTHCOM (Comando Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos da América para o Atlântico Sul) para atuar como Combined Forces Maritime Component Command (CFMCC), ou seja, Comandante de todo o Componente de Forças Marítimas Combinadas.

A “Panamax-2012” contará com a participação do Comando de Operações Navais e do Comando-em-Chefe da Esquadra, sendo o CFMCC exercido pelo Comandante da 2ª Divisão da Esquadra. O exercício será conduzido no período de 6 a 17 de agosto deste ano, como Jogo de Guerra, com meios navais e aeronavais simulados.

Esta é a primeira vez que os Estados Unidos da América deixam de desempenhar essa função, atribuindo ao Brasil a responsabilidade de Comandar uma Força cujo Estado-Maior e as Forças-Tarefas adjudicadas serão compostos por representantes de 16 países, em um total de 320 integrantes.

FONTE: Marinha do Brasil

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NOTA À IMPRENSA CONJUNTA

GRUPO DE ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO

Rio de Janeiro, 1 de fevereiro de 2012.

VAZAMENTO DE ÓLEO NA BACIA DE SANTOS

O Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA) constituído por representantes da Marinha do Brasil, da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) se reuniu hoje às 15h para avaliar as ações realizadas até o momento, com relação ao vazamento de óleo ocorrido na Bacia de Santos.

O helicóptero embarcado na Fragata Niterói realizou dois sobrevoos hoje, nos quais foram avistadas manchas dispersas, em uma área aproximada de 70 km², deslocando-se para sudoeste, confirmando a indicação de baixa possibilidade do óleo alcançar o continente.
A ANP abriu processo administrativo para apurar as causas do incidente. Pela manhã, enviou uma equipe a bordo do FPWSO Dynamic Producer para dar inicio às investigações.

Três navios da Petrobras continuam realizando ações de resposta, por meio de dispersão mecânica com jatos d’água. A Marinha do Brasil permanece com um navio 24 horas na área do incidente.

FONTE: Comando de Operações Navais

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Sobre o vazamento de óleo na Bacia de Santos que ocorreu ontem, 31 de janeiro, a Marinha do Brasil informa que um helicóptero decolou da Fragata Niterói e realizou sobrevoo da área do incidente hoje, das 06h50 às 08h30.

Durante o sobrevôo, foram avistadas manchas dispersas, em uma área aproximada de 70 km², compostas de uma fina camada de óleo, deslocando-se para sudoeste, confirmando a indicação de baixa possibilidade do óleo alcançar o continente. Na ocasião, foi possível acompanhar o trabalho de três embarcações da Petrobras que realizam ações de resposta à emergência.
O Grupo de Acompanhamento instituído pela Marinha continua monitorando e avaliando este incidente, mantendo um navio 24 horas na área.

A Capitania dos Portos do Rio de Janeiro instaurou o Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação para apurar as causas do incidente, com prazo de conclusão de até 90 dias.

FONTE: Comando de Operações Navais

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