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Parabéns e obrigado, ‘Parnaíba’!

Neste mês de aniversário de 75 anos do monitor Parnaíba, completados em 6 de novembro, a equipe do site Poder Naval / revista Forças de Defesa visitou o navio e a Base Fluvial de Ladário (MS), no 6º Distrito Naval.

Após essa missão, podemos garantir:  a idade não parece pesar nem um pouco nesse navio sem igual, que traz em cada detalhe uma mistura de passado e de modernidade, mostrando-se operativo do primeiro ao último rebite e sem rivais no seu teatro de operações.

Suspendemos com o Parnaíba, comemoramos essa marca histórica junto aos seus dedicados tripulantes e conhecemos o “Jaú do Pantanal” de alto a baixo, de proa a popa. Um navio que começou a fazer história já em seu lançamento, sendo o “casco número 1″ do AMRJ (Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, na Ilha das Cobras, à época denominado AMIC), marcando em 1937 o início bem-sucedido de um ciclo de construção naval militar às vésperas da Segunda Guerra Mundial, da qual participou.

O navio “Caverna Mestra da Armada” continua fazendo a diferença até hoje, mantendo-se modernizado e fundamental, acumulando décadas de operações, milhares de “dias de mar” e  centenas de milhares de milhas navegadas, numa história que você vai conhecer em breve. Aguarde!

Por hora, deixamos aqui algumas fotos e, principalmente, o nosso muito obrigado ao comandante, oficiais e tripulação do navio e a todos os militares da Flotilha do Mato Grosso e do 6º Distrito Naval da Marinha do Brasil. Parabéns, Parnaíba, e muitos anos de vida operativa!

Veja no vídeo abaixo o canhão de 76mm do Monitor Parnaíba (U17) em ação!


A Operação Atlântico III começou ontem (19) e vai até o dia 30 de novembro.

FONTE: Canal da MB no youtube

 

Em cerimônia realizada ontem (19) no Pentágono, foi anunciado o nome do novo submarino nuclear da classe Virginia, que deve começar a ser construído no ano que vem – o USS Delaware. Jill Biden, nascida no estado de mesmo nome e esposa do vice-presidente americano, Joe Biden, será a madrinha do submarino. Também estiveram presentes na cerimônia o vice-presidente, o secretário da Marinha, Ray Mabus, o senador do estado de Delaware, Tom Carper.

“Estou honrada em ser a madrinha do USS Delaware”, declarou Jill Biden. “Uma das melhores partes de ser a segunda-dama é poder conhecer tantos dos nossos militares. Sempre me inspiro com sua força e resignação. Não importa que desafios eles encarem, nossos homens e mulheres de uniforme servem com coragem e distinção. Eles são a razão pela qual temos a melhor e mais poderosa força militar do mundo”.

“Nosso dever é nos certificarmos de que eles tenham tudo o que precisam para que estejam seguros e possam fazer seu trabalho. Eles precisam do melhor equipamento e da melhor tecnologia que pudermos oferecer, e logo isso inclurá o USS Delaware”, completou.

O submarino nuclear é a sétima embarcação a receber o nome do estado. Segundo Ray Mabus, o navio foi projetado para realizar tarefas comuns à sua classe – buscar e afundar submarinos inimigos e embarcações de superfície, e lançar mísseis contra alvos em terra. “Mas o USS Delaware terá também algumas atribuições novas, como coleta de dados e informações, e transporte de Navy SEALs até os locais de desembarque”, acrescentou o secretário da Marinha.

A construção do navio deve começar ano que vem e será dividida entre dois estaleiros – Huntington Ignalls, no estado da Virginia, e General Dynamics Electric Boats, em Connecticut.

Segundo Mabus, o submarino foi desenvolvido para operar durante décadas: “alguns dos tripulantes do USS Delaware ainda nem nasceram”.

FONTE e FOTO: Naval Today (Tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

 

A Rússia manterá as atividades de combate à pirataria na região da Somália. Segundo o enviado das Nações Unidas, Vassili Churkin, a força-tarefa mantida pelo páis permanecerá no Golfo de Aden.

O Conselho de Segurança da ONU se reuniu ontem (19), e a pirataria foi um dos assuntos abordados. “A Rússia aprova a prorrogação de quaisquer medidas necessárias para coibir a a atividade de piratas na costa da Somália, e mesmo em suas águas territoriais”, afirmou Churkin durante o debate. “Nós planejamos manter a presença da nossa Marinha no Golfo de Aden, bem como atuar junto aos outros países e organizações regionais”, completou.

A Marinha russa se juntou à missão internacional de combate à pirtaria em 2008. Desde então, navios de guerra do país escoltaram com sucesso centenas de embarcações mercantes ao longo de regiões de risco. Os grupos, geralmente liderados por contratorpedeiros da classe Udaloy, operam em regime de revezamento.

Recentemente, a Rússia pediu permissão à França para enviar duas aeronaves de reconhecimento Ilyushin II-38 para a base francesa no Djibouti, a fim de auxiliar as missões anti-pirataria no Golfo de Aden. O país também propôs à ONU a criação de um corpo jurídico internacional para julgar piratas capturados durante as opeações na costa da Somália.

De acordo com os relatórios mais recentes das Nações Unidas, já ocorreram 291 ataques e sequestros por parte de piratas nos últimos 10 meses, e 293 pessoas ainda são matidas reféns.

FONTE: Naval Today (Tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

FOTO: Huffington Post

 

Complementando o “post” do Zé, seguem imagens em detalhes da ocasião da entrada para atracação do NPaOc Amazonas (P 120) em Santos/SP no dia 16/11/2012.

Para ver outras imagens e saber mais, clique no link:  http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2012/11/npaoc-amazonas-p-120-pwaz-1a-iagem.html

‘Duncan’ parte para testes finais no mar

19 de novembro de 2012: Duncan, o sexto e último contratorpedeiro do tipo 45, construído pela BAE Systems, partiu do estaleiro Scotstoun da empresa, em 16 de novembro, para dar início à sua segunda bateria de testes, a serem realizados em alto mar, na costa oeste da Escócia.

Durante os próximos 19 dias no mar, o Duncan passará por um extenso programa de testes, incluindo os testes finais dos sistemas de força e propulsão do navio, dos sistemas de combate, assim como dos equipamentos de navegação e comunicação, antes de sua entrega à Marinha Real Britânica, em março do próximo ano.

De acordo com Jennifer Osbaldestin, diretora do Programa do Tipo 45, na BAE Systems: “O dia de hoje marca um ponto importante na trajetória de sucesso do programa do Tipo 45, neste momento em que o último navio levanta âncora para realizar seus testes finais. A equipe, profundamente orgulhosa desta conquista, trabalhou incansavelmente para lançar o Duncan no mar, onde o navio demonstrará suas capacidades excepcionais”.

“A eficiência desta parceria entre a indústria, a Marinha Real do Reino Unido e o Ministério da Defesa foi um fator fundamental do sucesso do programa e continuará até março, quando todos os seis contratorpedeiros do Tipo 45 forem entregues à Marinha Real”.

O Oficial Naval Sênior do Duncan, o Comandante Phil Game da Marinha Real declarou: “O meu pessoal da Marinha Real aguarda com entusiasmo a oportunidade de seu reunir as equipes do Minsitério da Defesa e da BAE Systems, para levar o Duncan ao mar e dar início à segunda e última bateria de testes e mostrar toda a capacidade do navio”.

Após os testes em alto mar, o Duncan retornará para integração e testes finais, antes de seguir para sua base em Portsmouth. Além de trabalhar com a Marinha Real, na Base Naval de Portsmouth, a BAE Systems também dá assistência em serviço para os contratorpedeiros do Tipo 45, coordenando todos os aspectos de reparo, manutenção e suporte para toda a frota. A equipe de Gestão do Tipo 45 conferiu suporte aos navios HMS Daring, Duntless e Diamong, em suas mobilizações em alto mar e continua dando assistência ao HMS Dragon e ao Defender, em seus períodos de treinamento, enquanto estes se preparam para seus lançamentos futuros.

Os navios do Tipo 45 atuarão como a espinha dorsal das defesas aéreas e navais do Reino Unido, nos próximos 30 anos e além. Os contratorpedeiros são capazes de desempenhar uma ampla gama de operações, incluindo atividades de combate à pirataria e contrabando, ajuda humanitária e operações de vigilância, além de combate intenso em guerra.

Todos os contratorpedeiros podem atacar, simultaneamente  um grande número de alvos e defender porta-aviões ou grupos de navios, a exemplo de forças anfíbias de desembarque, contra as mais terríveis ameaças aéreas no futuro. Estes navios contribuirão com uma capacidade especializada de combate aéreo, na realização de operações marítimas e conjuntas, no mundo.

Sobre a BAE Systems

A BAE Systems é uma empresa global que atua nos segmentos de segurança, defesa, e aeroespacial com aproximadamente 94.000 funcionários em todo o mundo. A companhia fornece uma linha completa de produtos e serviços para forças aéreas, terrestres e navais, bem como soluções avançadas em eletrônica, segurança, tecnologia da informação e serviços de suporte a clientes. Em 2011, a BAE Systems alcançou vendas no valor de £19.2 bilhões, cerca de US$ 30.7 bilhões.

No Brasil, a BAE Systems está presente desde os anos 70, por meio de sua predecessora a VT Shipbuilding. Atualmente, a empresa mantém um escritório em Brasília (DF), que dá suporte às Forças Armadas, no que diz respeito a equipamentos como canhões navais, radares, veículos blindados, controles de voo para aeronaves, entre outros; e que busca estabelecer parcerias mutuamente benéficas, por meio da transferência de tecnologia, com os setores de segurança e defesa brasileiros.

Siga a BAE Systems no Twitter e fique por dentro das novidades da empresa:
https://twitter.com/#!/BAESystemsBR

DIVULGAÇÃO: G&A Comunicação Empresarial

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O Rebocador de Alto-Mar “Triunfo” e o Navio-Patrulha “Grajaú” apoiaram a XXIV REFENO e a XXI FENAT, no período de 09 a 21 de outubro. A REFENO teve início no dia 13, contando com a participação de mais de 80 veleiros de diversas categorias. A presença dos navios da Marinha do Brasil foi imprescindível para o sucesso da Regata, principalmente no tocante à salvaguarda da vida humana no mar.

Destaca-se o apoio ao veleiro “Entre Pólos”, na tarde do dia 15, a 50 milhas do Arquipélago de Fernando de Noronha. A embarcação citada teve seu mastro quebrado e projetado para o mar, ficando impossibilitada de prosseguir, mesmo a motor. O RbAM “Triunfo” aproximou-se e enviou militares para ajudar na retirada da parte do mastro que estava dentro d’água, além de médico e enfermeiro. Após o atendimento médico à tripulação, constatou-se a necessidade da remoção de duas tripulantes, de forma a prestar melhor atendimento a bordo. A partir daí, o navio seguiu acompanhando o veleiro, que se encontrava apto a navegar a motor, até o Arquipélago de Fernando de Noronha.

No dia seguinte, já com o navio fundeado nas proximidades do Arquipélago, o proprietário do veleiro “Entre Pólos” compareceu a bordo para agradecer o apoio prestado à sua embarcação e aos cuidados médicos dispensados à sua esposa e filha.

Dia 20, iniciada a XXI FENAT, cerca de 30 veleiros largaram do Arquipélago de Fernando de Noronha. Os navios da Marinha do Brasil novamente prestaram todo o apoio necessário, atracando na Base Naval de Natal no início da noite do dia seguinte.

Fonte:MB, via 3ºDN

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Hoje é dia da Bandeira

A bandeira nacional é um dos símbolos do Brasil, junto com o hino, as armas e o selo nacionais. Foi instituída no dia 19 de novembro de 1889, quatro dias após a proclamação da República. Antes dela, outras bandeiras marcaram os diversos períodos da história do nosso país.

A bandeira do Brasil é uma das poucas bandeiras nacionais que não têm em sua composição as cores preta ou vermelha – geralmente associadas à guerra, ao luto ou ao sangue.

O lema “Ordem e Progresso”, escrito sempre em verde, sintetiza ideais positivistas do filósofo francês Augusto Comte: “o amor por princípio, a ordem por base e o progresso por fim”.

O sentido desse lema é a realização dos ideais republicanos: a busca de condições sociais básicas e a evolução do país em termos materiais, intelectuais e, principalmente, morais.

Não há consenso sobre o significado das cores e formas adotadas na bandeira nacional. Em geral, considera-se que o verde e o amarelo representam, simbolicamente, as famílias reais de que descendiam Dom Pedro I e D. Leopoldina.

O círculo azul é a imagem do céu visto do Rio de Janeiro no dia 15 de novembro de 1889 (dia da Proclamação da República – o Rio de Janeiro era a capital).

Com o passar do tempo, o povo brasileiro adaptou o significado das cores. Assim, o verde representa também as florestas; o amarelo, os minérios e as riquezas do Brasil; o azul, o céu e o branco, a paz.

A bandeira nacional tem hoje 27 estrelas, que representam os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal. Quando foi criada, em 1889, a bandeira tinha apenas 21 estrelas, referentes aos 20 estados existentes na época e à capital, que era o Rio de Janeiro.

A última modificação da bandeira nacional ocorreu em 1992, com a criação do Amapá, de Rondônia, de Roraima e de Tocantins. Foram acrescentadas quatro novas estrelas.

Em todo esse período, apesar da mudança do número de estrelas, as formas da bandeira permaneceram praticamente inalteradas. Uma particularidade interessante é que o Brasil é um dos poucos países cuja bandeira respeita a posição astronômica das estrelas.

A Bandeira Nacional deve ser hasteada em dias de festa ou de luto nacional, em todas as repartições públicas, nos estabelecimentos de ensino e sindicatos.

Nas escolas públicas ou particulares, é obrigatório o hasteamento pelo menos uma vez por semana, durante o ano letivo. Durante a noite, a bandeira, se hasteada, deve ficar sempre iluminada.

Se várias bandeiras são hasteadas ou arriadas simultaneamente, a bandeira nacional deve ser a primeira a atingir o topo e a última a descer.

A estrela acima da faixa branca representa o Pará. A capital desse estado, Belém, era a que ficava mais ao norte na época da proclamação da República.

FONTE: planalto.gov

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Como oficial da Royal Navy responsável pelo programa de submarinos Astute, eu devo responder às suas afirmações sobre o desempenho e sobre a segurança do HMS Astute (matéria do dia 16 de novembro). Todos os envolvidos na entrega de nossos submarinos têm o dever para com os nossos submarinistas que servem neles em garantir o fornecimento de um ambiente seguro para se viver e trabalhar. Como submarinista também, estou ciente da necessidade de se atingir os padrões de segurança que nós exigimos e estamos empenhados em atingi-los tanto para o HMS Astute como para os demais submarinos da classe.

Eu jamais permitiria que um navio inseguro fosse ao mar e o propósito dos extensos testes de mar que o HMS Astute está realizando testará o submarino de forma progressiva, provando que o projeto é seguro, que ele foi produzido corretamente e que ele é capaz de operar de forma segura e eficaz. Este processo reflete a natureza do HMS Astute tanto como um protótipo como um navio operacional. Nós sempre soubemos que seria necessário identificar e corrigir problemas durante os testes de mar e é isso que temos feito. Todas as questões observadas no artigo ou já foram tratadas ou estão sendo tratadas. Em particular, embora nós não comentemos questões sobre propulsão nuclear, ou sobre a velocidade dos nossos submarinos, posso assegurar-lhe que, uma vez que o HMS Astute esteja operacional, não esperamos que haja qualquer restrição em sua capacidade de realizar plenamente o seu papel de combate que a Marinha Real espera.

Eu convido o ‘Guardian’ a passar um tempo comigo a bordo do HMS Astute para ver em primeira mão o profissionalismo da equipe, a confiança que eles têm em seu barco e do rigor com que os testes de mar são realizados e os problemas são abordados.

Contra almirante SR Lister
Diretor de Submarinos, Ministério da Defesa do Reino Unido

FONTE: The Guardian (tradução e adaptação do original em inglês pelo Poder Naval)

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‘Desafio Poder Naval’ 45

Nosso leitor Leonel Credidio de Fortaleza-CE enviou esta foto querendo saber que navios são esses que estão há vários dias em Fortaleza. Clique na imagem e tente descobrir.

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C-2 contra o V-22

O Northrop-Grumman C-2A Greyhound modernizado poderá competir com o Bell Boeing V-22 Osprey para ser a nova aeronave da US Navy para realizar missões de Carrier Onboard Delivery (COD. Atualmente, a US Navy opera 35 C-2A que já tiveram a vida útil aumentada de 10 para 15 mil horas, mas precisam ser substituídos, ou remanufaturados, até 2025.

A missão COD é usada para substituir peças no estoque do porta-aviões e não reabastecer os navios. Os navios tem estoque de peças de reposição para 30 a 45 dias, mas o planejamento do estoque não é muito previsível. Então usam o FedEX e UPS para enviar peças para bases em terra ou usam os C-2 para levar para os porta-aviões, não sendo uma missão equivalente a logística de combate.

O C-2 tem alcance de 1.300 milhas, leva 5400 kg carga ou 26 passageiros. O V-22 tem desempenho similar em termos de carga, alcance e velocidade de cruzeiro e poderá receber combustível extra na forma de tanques extra ou conformais.

O conceito de operação das duas aeronaves também será diferente. O C-2 é usado para levar peças e suprimentos críticos de bases logísticas em terra direto para os porta-aviões. Depois de entregues, as peças são enviadas para outros navios com VOD (Vertical Onboard Delivery). Com o V-22, será possível entregar as peças direto em outros navios menores e não só para o porta-aviões, fazendo também VOD.

O C-2 voa apenas de dia e não fica embarcado no porta-aviões, mas o V-22 pode voar de dia ou a noite e pode realizar outras missões como reabastecimento em voo e busca e salvamento de combate (CSAR).

O C-2 é pressurizado e o V-22 não, podendo voar acima do mau tempo. O V-22 tem vantagem de não precisar realizar pouso enganchado ou decolagem com catapulta. Sem catapulta não terá limitações para evacuação aeromédica. Sem a necessidade de realizar pouso enganchado, o V-22 poderá levar, por exemplo, o motor do F-35, que não cabe em nenhum dos dois se instalado no container atual. No V-22 o container não precisa ser muito robusto. O módulo também pode ser levado externamente, mas com risco de ser alijado.

Modernizar o Greyhound permite operar uma frota conjunta de C-2A e E-2D Hawkeye com diminuição dos custos. Foi estimado uma diminuição em 25% no custo de hora de voo com uma frota padronizada. O V-22 também permite padronização de frota pois a US Navy pretende comprar 48 V-22 para CSAR. Junto com o USMC terá uma frota de mais de 400 Osprey.

 

Informações foram divulgadas pelo jornal ‘The Guardian’, os problemas estão concentrados no Controle de Qualidade ruim e na tentativa de se economizar recursos para cumprir o cronograma. Peças e equipamentos de aquisição mais barata, mas de vida útil menor, foram instaladas nos submarinos.

 

Um documento confidencial do Ministério da Defesa (MoD) do Reino Unido apontou que o problema de corrosão nos novos submarinos da classe Astute foi causado por cortes de custos e adverte que os controles de qualidade foram ignorados, conforme revelado pelo periódico londrino ‘The Guardian’.

Escrito por um analista sênior do Ministério da Defesa, o memorando diz que a corrosão é um “motivo de grande preocupação”, e que os três primeiros submarinos da classe Astute provavelmente experimentarão “problemas graves” no futuro.

“O objetivo visava a prevenção de corrosão em componentes de submarinos ou foi apenas um exercício de corte de custos?”, pergunta o memorando. “Parece que uma decisão foi tomada para economizar com pintura na classe Astute com o propósito de reduzir custos”.

O memorando foi escrito em junho e enviado para autoridades importantes da equipe de submarinos do MoD, incluindo o engenheiro-chefe, o Dr. John van Griethuysen.

A divulgação ocorre após uma investigação do Guardian que revelou que os testes de mar do HMS Astute, o primeiro dos sete novos submarinos nucleares da ataque (SSN) da Royal Navy , apresentou problemas diversos, levantando dúvidas sobre o seu desempenho e confiabilidade.

A frota de R$ 9.75 bilhões foi encomendada há 15 anos para se tornar a base de ataque naval da capacidade do Reino Unido , mas uma série de falhas de projeto e de construção apareceram desde então.

O Ministério da Defesa confirmou que o submarino estava passando por problemas, mas insistiu que eles poderiam ser resolvidos. Problemas durante testes de mar frequentemente surgem, segundo autoridades.

No entanto, James Arbuthnot, do comitê de defesa, disse que as “questões que vieram à luz são de grande preocupação para o Ministério da Defesa, como eles são para mim.”

Ele disse que os problemas seriam considerados na sua comissão. “Nós precisamos ter uma poderosa frota de submarinos de ataque que possa fazer tudo o que exigimos dela ao longo das décadas que virão. Isso é extremamente importante e precisamos levar isso a sério.”

Funcionários da Defesa admitiram que a corrosão foi encontrada, mas insistiram que o problema havia sido corrigido. Eles disseram que o problema não deve afetar os demais submarinos da frota.

No entanto, o documento sugere que o problema no Astute, e no seu irmão o HMS Ambush, foi grande e que os navios terão de passar mais tempo em reparos no futuro.

Ele também questiona o rigor da “Garantia da Qualidade” (QA – Quality Assurance) – o regime destinado a assegurar que materiais e equipamentos altamente específicos sejam corretamente utilizados durante a construção.

“Eu estou escrevendo isso devido às preocupações nas falhas do controle de qualidade, nas atitudes gerais em relação a ela e da falta de compreensão e de negligência para com as questões relacionadas com a corrosão”, afirma o documento.

No HMS Astute , explica o memorando, houve corrosão em acessórios das tubulações e válvulas. No HMS Ambush, lançado para testes do mar há dois meses, tem havido corrosão nas superfícies internas de “… tubulação que atravessa o compartimento do reator”.

O memorando diz que este é “claramente uma falha no controle de qualidade”, acrescentando: ” não houve qualquer esforço para se descobrir as razões para este fracasso. É importante que a equipe de projetos do Ministério da Defesa/ Programa Astute descubra quem foi o responsável por tal falha de qualidade e mais importante como evitar que tais falhas no sistema de qualidade ocorram no futuro. ” Os pareceres dos peritos foram ignorados “em favor do cronograma”, diz.

“O objetivo era a prevenção de corrosão em componentes dos submarinos ou era apenas um exercício de corte de custos? Uma decisão foi tomada no sentido de manter a pintura a um mínimo na construção da classe Astute para reduzir custos. Deve-se aceitar que a remoção do efeito da ferrugem [sic] nas áreas afetadas não será 100% – Pode ser categoricamente declarado que a vida útil em relação à corrosão destes componentes foi comprometida e mais problemas de corrosão podem ser esperados para antes do período de manutenção planejada.”

O memorando conclui: “Parece que os três primeiros submarinos da classe Astute teriam os mesmos problemas e, portanto, a equipe que lida com os navios poderia esperar por problemas semelhantes no futuro.

“Estas falhas mostram uma falta de preocupação com os materiais e os problemas de corrosão e a tomada de decisões baseadas principalmente com o propósito de reduzir custos. … O Ministério da Defesa parece estar se concentrando nos custos de aquisição, sem considerar os custos do ciclo de vida.

“Parece haver uma grave falta de controle de qualidade e de garantia da qualidade. A ideia que se tem é de que o controle de qualidade não teve a devida importância. Todos os problemas de corrosão estão relacionados com falhas no controle de qualidade ainda que os investigadores tenham … colocá-los de lado .

“Não acredito que esta é a forma adequada que um grupo deve tratar questões de controle de qualidade. Aconselharia o projeto do Astute a fazer uma investigação completa e obter um entendimento de como e por que essas falhas ocorreram. Mais importante, o controle de qualidade deve ser reforçado para evitar tais falhas de corrosão nos cascos 4 ou 5 em diante. Não estou totalmente certo se já é muito tarde para o casco 4.”

O memorando diz que a equipe do programa Astute está “pressa ao calendário para ter o submarino concluído em tempo. Eu compreendo que há implicações de custos devido a atrasos, mas terminar um submarino que apresenta problemas de corrosão interna vai ter um impacto para o Ministério da Defesa ao longo da vida do navios!

“É importante que, no futuro, os projetos do Ministério da Defesa definam procedimentos adequados a fim de tomar decisões acertadas com embasamento adequado.”

Steve Jary, secretário nacional que representa muitos dos funcionários civis especializados do Ministério da Defesa, disse: “Houve vários rumores circulando no Ministério da Defesa desde que o HMS Astute começou seus testes de mar. Este relatório parece confirmar um dos mais graves. As preocupações levantadas vão além da questão da pintura inadequada e da corrosão. O Ministério da Defesa não é mais capaz de supervisionar a construção de submarinos de forma eficaz. Como conseqüência, ele está aceitando tanto riscos significativos como custos significativamente elevados. Os cortes são míopes e, na melhor das hipóteses, vai acabar custando bilhões aos contribuintes “.

O almirante Lord West, ex-comandante da Marinha Real e ministro da Segurança, disse acreditar que a classe Astute seria um grande trunfo para a marinha, mas seria importante que as falhas fossem reconhecidas e corrigidas.

“Se há problemas em relação a questões de garantia de qualidade, ou cortes de curto prazo, então não há mal algum em serem expostos. É quase inevitável em um navio tão complexo e sofisticado como o Astute que os problemas surjam, e que o importante é aprender com eles e fazer as coisas direito. ”

Lord West disse que os problemas para a construção de submarinos britânicos começaram na década de 1990: após a conclusão dos SSBN da classe Vanguard, quando o pessoal qualificado perdeu os seus empregos porque os trabalhos do programa Astute não começaram imediatamente após.

Clicar na imagem para ver o corte do submarino

 

“Todas as habilidades foram perdidas por causa do atraso”, disse ele. “Tenho certeza que o Astute será um submarino incrível, mas precisamos aprender as lições.”

Jim Murphy, sub-secretário de Defesa, disse: “Muitos verão isso como um aviso sobre o potencial impacto da perda de pessoas altamente qualificadas no MoD. A visão de curto prazo deve ser substituída por uma significativa reforma dos contratos”.

O Ministério da Defesa informou que “todos os submarinos da Marinha Real estão sujeitos a uma avaliação contínua e exaustiva dos seus componentes para minimizar o risco de problemas de corrosão. Problemas cosméticos como o acabamento de pintura dentro HMS Astute e do HMS Ambush foram identificados e corrigidos.”

FONTE:The Guardian (tradução e adaptação do original em inglês pelo Poder Naval)

FOTOS: MoD UK/RN

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Dois navios e um submarino da Marinha do Brasil ficarão durante o fim de semana no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. Dois deles estão no cais da Marinha, entre os armazéns 27 e 29, e estão abertos para a visitação do público.

O navio-patrulha oceânico “Amazonas” chegou nesta sexta-feira (16) e ficará atracado até segunda-feira (19) no cais da Marinha. Já o submarino “Tikuna” chegou na quinta-feira (15) no Porto de Santos e também ficará até segunda-feira. O submarino recebe esse nome em homenagem ao povo indígena Tikuna, que estão instalados na região oeste do Amazonas. A embarcação visita a cidade após exercícios de adestramento e patrulhamento no mar. Ele é subordinado à Força de Submarinos e sua sede é na Ilha de Mocangê, em Niterói, no Rio de Janeiro. O submarino mede 62 metros de comprimento. A tripulação reúne 36 militares.

As duas embarcações fazem parte da Operação “Atlântico III”, em que a Marinha do Brasil, o Exército e a Aeronáutica, sob a coordenação do Ministério da Defesa, atuam em atividades operacionais que fazem parte do cronograma de treinamentos elaborado pelo Ministério da Defesa. A operação envolve cerca de 10 mil militares e serve para preparar para a defesa dos recursos do mar e das estruturas estratégicas do País.

Cisne Branco

O navio-veleiro Cisne Branco tem a missão de representar o Brasil nos eventos náuticos  e internacionais, divulgar a mentalidade marítima e preservar as tradições. O navio está em Santos para participar da premiação dos alunos classificados no concurso de redação elaborado durante a Operação “Cisne Branco”, atividade dirigida pela Marinha do Brasil com o propósito de despertar nos jovens e professores o interesse pelos assuntos ligados à área naval do Brasil.

A visitação pública no navio-patrulha oceânico “Amazonas” e no navio-veleiro Cisne Branco acontece neste sábado (17) e domingo (18), das 14h ás 17h. A entrada é de graça. Já o submarino “Tikuna” não recebe visitantes.

FONTE: G1

FOTO: Poder Naval

VEJA TAMBÉM:

Entrou hoje no porto de Santos passando pela Estação de Praticagem por volta das 11:20h da manhã o Navio Patrulha Oceânico Amazonas (P 120). Essa é a primeira de muitas escalas do Amazonas no porto paulista, já que a área de operações dessa unidade naval engloba as áreas de jurisdição dos Comandos do 1º e 8º Distritos Navais, na área marítima que compreende os litorais dos estados do Espírito Santos, Rio de Janeiro e São Paulo, incluindo as áreas de produção petrolífera das Bacias do Espírito Santo, Campos e Santos.

O navio atuará na Patrulha Naval e em missões de busca e salvamento no trecho da costa brasileira com o maior fluxo de tráfego mercante.

Ainda não está confirmado se o navio abrirá para visitação pública. Amanhã, dia 17.11, também retorna a Santos o Navio Veleiro Cisne Branco, que também deve atracar no cais da Mortona (Capitania dos Portos de São Paulo).

Fotos: Eu :-)

 

SN-BR – Atech vai participar do desenvolvimento do reator

A Atech vai participar diretamente do desenvolvimento do reator do futuro submarino nuclear brasileiro. A empresa, do grupo Embraer, venceu a licitação da Marinha e ficará responsável pelo desenvolvimento do sistema de controle do laboratório de geração núcleo-elétrica, conhecido pela sigla Labgene, considerada a parte principal e mais complexa do reator.

A concorrência, segundo o presidente da Atech, Tarcísio Takashi Muta, foi realizada em âmbito nacional, já que o objetivo é dominar a tecnologia do sistema de controle da propulsão nuclear.

“A empresa fará a integração do sistema e o desenvolvimento do software de controle, tecnologias que não são vendidas e nem transferidas“, destacou o diretor do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo, vice-almirante Carlos Passos Bezerril. Com o projeto do Labgene, o Brasil, segundo ele, será o primeiro país da América Latina a ter o domínio da tecnologia de controle da propulsão e do combustível nuclear.

O diretor também lembrou que o desenvolvimento do reator irá envolver a participação de 80 empresas nacionais, na parte de construção civil e mecânica, química, materiais, engenharia naval, entre outras.

A disputa para o desenvolvimento do sistema de controle do reator nuclear envolveu também a Odebrecht e o contrato está avaliado em R$ 231 milhões, informou o executivo da Atech. O prazo para a execução do projeto é de três anos e meio, mas a qualificação do reator para ser utilizado no primeiro submarino está prevista para 2018. O contrato representa três anos e meio de faturamento para a Atech e exigirá a contratação de 40 funcionários.

Orçado em R$ 800 milhões, o Labgene é uma unidade nuclear de geração de energia elétrica, que será projetada e construída no país. Essa instalação, que está sendo erguida no Centro Experimental Aramar (CEA), em Iperó (SP), servirá de base e de laboratório para qualquer outro projeto de reator nuclear no Brasil.

O CEA, inaugurado em fevereiro deste ano, abriga a unidade produtora de Hexafluoreto de Urânio (matéria-prima para o enriquecimento de urânio, que produz o combustível nuclear para as usinas) e o Centro de Instrução e Adestramento Nuclear Aramar (Ciana), encarregado de formar mão de obra para o Labgene e também para as futuras tripulações dos submarinos nucleares brasileiros.

O vice-almirante Bezerril explica que o Labgene é também um protótipo em terra do sistema de propulsão naval que, por sua vez, permitirá a obtenção da capacitação necessária para readequá-lo ao submarino nuclear. “É um laboratório que testará todos os equipamentos, semelhante a uma planta nuclear, antes de colocar o reator no submarino.”

A Atech vai aplicar a sua experiência em gestão e integração de sistemas complexos às normas e requisitos específicos da área nuclear. Parte dessa expertise, segundo o presidente da empresa, foi adquirida com a participação no Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia), onde conquistou o domínio completo da inteligência do projeto.

A Atech figura entre as dez empresas no mundo que dominam a tecnologia do controle de tráfego aéreo, o que permitiu que o país atingisse a autonomia no gerenciamento do seu espaço aéreo.

Além de dar autonomia para o país na área de sistemas de controle de geração de energia nuclear, a tecnologia desenvolvida para o Labgene, segundo Takashi, terá aplicação dual. “A partir desse núcleo poderemos suportar as atividades da Marinha na área nuclear e modernizar os simuladores de operação para as usinas de Angra 1 e 2″, explicou.

FONTE: Valor Econômico, via Resenha do EB

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