A Boeing recebeu US$ 659 milhões para produzir mais 3 jatos de guerra eletrônica EA-18G Growler (foto acima) e 13 jatos F/A-18 F Super Hornet para a Marinha dos EUA.
A encomenda abre espaço para a aquisição de Super Hornets adicionais, a fim de cobrir a lacuna produzida pelo desgaste dos F/A-18 Hornet e pelo atraso da entrada em serviço do F-35.
O Primeiro Esquadrão de Helicópteros Anti-submarino (HS-1) recebeu, após seu 5º Período de Manutenção Geral de Aeronave (PMGA), a aeronave SH-3A (ASH-3H) N-3015.
O PMGA foi realizado com mão-de-obra especializada formada pela Marinha e com larga experiência neste modelo de aeronave, garantindo o emprego do meio por mais 33 meses.
O Esquadrão comemora o retorno do helicóptero SH-3A N-3015 à fase operativa, pois além da aeronave estar em excelente estado de conservação tanto na estrutura, quanto aos seus componentes, seu emprego contribuirá para ascensão das qualificações e adestramentos de tripulações, bem como para o atendimento das diversas missões do Esquadrão HS-1 em prol do Serviço Naval.
FONTE: Nomar 793
Navios da Austrália, Canadá, Chile, Japão, Holanda, Peru, Coréia do Sul, Singapura, Reino Unido e EUA em formatura, na despedida da Operação RIMPAC 2008.
Um helicóptero SH-3A Sea King, da Marinha do Brasil, realizou, no dia no dia 25 de julho o resgate de um tripulante do navio mercante Alpha Effort, que encontrava-se a bordo, com problemas respiratórios.
Após detalhado planejamento e preparação, a aeronave decolou às 15h30 da Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia, demandando o ponto de encontro situado a aproximadamente 72 quilômetros de Cabo Frio para a retirada do paciente, utilizando a gaiola de resgate e o guincho de salvamento. As características do navio facilitaram a manobra que pôde ser realizada com sucesso no heliponto do navio.
Um médico de aviação e dois enfermeiros, todos da Policlínica Naval de São Pedro da Aldeia, realizaram os primeiros socorros ainda a bordo da aeronave. O paciente foi encaminhado para tratamento na cidade do Rio de Janeiro.
FONTE: CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA MARINHA
Clicando nas fotos, pode-se examinar de perto a Almirante Riveros (FF 18), ex-Tjerk Hiddes (F830), da Armada do Chile, pertencente à classe holandesa “Karel Doorman”, durante a RIMPAC08. Notar que no lugar do CIWS Goalkeeper de 30mm removido, em cima do hangar, foi instalado uma antena de comunicação por satélite. Ao lado do hangar, a bombordo, ficam os mísseis Sea Sparrow de lançamento vertical. À meia-nau, estão os lançadores de mísseis antinavio Harpoon. O helicóptero embarcado é o Cougar AS 532SC.
Segundo uma fonte, parece que o navio RFA Sir Bedivere (foto) adquirido pela MB vai se chamar Almirante Saboia (ministro da Marinha de 1985 a 1990). E o novo navio polar ganhará o nome de Almirante Maximiano (ministro de 1979 a 1984). Se for verdade, ainda não chegou a vez do João Cândido.
Saiu na revista Air Forces Monthly desse mês, que os quatro helicópteros Seahawk SH-60B comprados pela Marinha do Brasil via FMS, por US$ 194 milhões, são na verdade aeronaves usadas. Mas o valor do contrato inclui a modernização dos aviônicos e do sonar, e a integração ao míssil antinavio AGM-119 Penguin (foto). A revista informou ainda que este contrato substituiu um contrato anterior para 6 aeronaves novas, que acabou não vingando.
O Penguin é um míssil norueguês de guiagem passiva por IR e tem alcance de 34km na versão Mk.2 e 55km na versão Mk.3.
“Nos dias de hoje, um navio com carregamento manual no convés de mísseis, canhões e metralhadoras também guarnecidos manualmente. 
Imagine a exposição do pessoal do armamento em situação de um combate real.”
Comentário de um membro da comunidade Marinha do Brasil no Orkut, sobre as imagens da fragata Greenhalgh no Fantástico.
A Marinha do Brasil investiu, de 1997 a 2006, US$ 420 milhões (cerca de US$ 70 milhões por navio) para modernizar as 6 fragatas classe “Niterói” (Vosper Mk.10), num programa conhecido como ModFrag. O armamento antigo e sensores obsoletos (canhões de 40mm/L70, mísseis Seacat e radar AWS-2) foram substituídos por equipamentos adequados às ameaças aéreas atuais, tais como o CIWS Trinity de 40mm e o sistema de mísseis antiaéreos Aspide, versão italiana do Sea Sparrow americano. O antigo sistema digital de comando e controle CAAIS, baseado em mainframes, foi substituído pelo SICONTA (Sistema de Controle Tático) Mk.2 de computação distribuída, desenvolvido pela Marinha do Brasil.
Porém, alguns problemas não foram resolvidos na modernização, dentre eles o do sistema de propulsão, que já não produzia mais os 29/30 nós contínuos do projeto original. Esse parece ter sido o motivo principal do envio de uma fragata Type 22 aos EUA.
Outro problema, segundo algumas fontes, é o do sonar do navios, que teve seu desempenho degradado após a modernização, principalmente com a eliminação dos sonares de profundidade variável (VDS) nas F40 e F41 (que ficavam na abertura deixada na popa, na foto acima).
Hoje dependendo só dos sonares de casco, nossas fragatas não conseguem detectar submarinos que estejam operando abaixo das camadas termais (isotérmicas), que desviam os feixes dos sonares para cima.
E para piorar, nossos helicópteros Super Lynx não dispõem, como seus similares em outras marinhas, de sonar de mergulho, algo que poderia resolver parcialmente a questão.
MARINHA DO BRASIL
CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA MARINHA
NOTA À IMPRENSA
Brasília, 01 de agosto de 2008.
A Marinha, atenta à crescente demanda de pessoal em razão do notável incremento da navegação que se observa no Brasil, vem desenvolvendo esforços para aumentar, significativamente, o número de aquaviários tanto de oficiais quanto de pessoal subalterno.
Em 2007, os Centros de Instrução Almirante Graça Aranha (CIAGA) e Almirante Braz de Aguiar (CIABA) colocaram à disposição do mercado 343 Praticantes-alunos oriundos das Escolas de Formação de Oficiais da Marinha Mercante (EFOMM). Em 2008, a previsão é de que serão formados 462 Praticantes-alunos no CIAGA e no CIABA.
É importante salientar que, em 2009, serão matriculados nas EFOMM 100 alunos a mais do que nos anos anteriores, o que redundará em uma oferta de oficiais, a curto prazo, de 562 oficiais por ano.
Desde 2002, os Centros de Instrução ministram o Curso de Acesso a 2° Oficial de Náutica e Máquinas (ACOM/N), que permite a ascensão de subalternos à condição de Oficial e o Curso de Adaptação a 2° Oficial de Náutica e Máquinas (ASOM/N) que visa recrutar pessoal, já formado em universidades, para se tornarem Oficiais da Marinha Mercante: Náutica, em 10 meses, e Máquinas, em 07 meses. Esses cursos, principalmente, o ASOM/N podem suprir as faltas eventuais no mercado.
Em 2008, o número de cursos ASOM/N teve um acréscimo de 600% o que representa um aumento significativo do número de vagas. Os cursos de atualização para oficiais que estavam fora do mercado de trabalho , também tiveram um acréscimo de 100%.
Além dos oficiais, em 2007, as Capitanias dos Portos, Delegacias e Agências formaram 22.591 subalternos para a Marinha Mercante, e a previsão é de formar um número ainda maior em 2008.
Em 2008, todas as solicitações de cursos feitas pela Comunidade Marítima foram atendidas. Não obstante, cabe frisar que a programação dos cursos necessários à formação de novos contingentes para a Marinha Mercante é feita considerando, entre outros aspectos, a falta nas diversas categorias constatadas pelas Capitanias dos Portos, Delegacias e Agências, e as solicitações das empresas de navegação para lotar adequadamente suas embarcações, buscando-se sempre um equilíbrio no mercado.
Para permitir um aumento ainda maior do número de Oficiais a serem formados, em futuro próximo, será necessária a ampliação e modernização dos referidos Centros de Instrução, com destaque para a aquisição e instalação de novos simuladores, laboratórios e a realização de obras de infra-estrutura em alojamentos, refeitórios, cozinhas e salas de aula. Para tal fim, a Marinha do Brasil, por meio da Diretoria de Portos e Costas, vem desenvolvendo esforços junto ao Comitê Executivo do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (PROMINP) para a obtenção de um aporte emergencial de R$ 38 milhões para a modernização do CIAGA e do CIABA, com o aval da PETROBRAS, enquanto permanecem as restrições de acesso aos recursos existentes no Fundo do Ensino Profissional Marítimo.
Essas modernizações permitirão que os Centros de Instrução entreguem ao mercado, anualmente, um quantitativo de cerca de 760 oficiais. E, ainda, quando necessário, um acréscimo balanceado nos quantitativos de formados nos Cursos de ASON/M e ACON/M de forma a regular a oferta.
A certificação pela norma ISO 9001:2000 obtida pela Superintendência de Ensino Profissional Marítimo da DPC e pelo CIAGA demonstra o empenho para o estabelecimento de uma política de qualidade no setor de ensino voltada para o aprimoramento contínuo da formação da mão-de-obra aquaviária e portuária brasileira.
A Marinha do Brasil continuará a acompanhar atentamente às necessidades das Comunidades Marítima e Portuária e estará sempre pronta para atender, tempestivamente e quando solicitada, a demanda de pessoal para a Marinha Mercante.
Por indicação do leitor e blogueiro Farragut, reproduzimos aqui o vídeo que passou no Fantástico de ontem.
Tirando os pequenos erros da reportagem, a participação da fragata Greenhalgh no famoso programa da Globo foi positiva. Bravo Zulu à tripulação da F46!
Está ocorrendo entre 21 de julho e 8 de agosto a Operação Kakadu IX, na área de Darwin (clicar no mapa), Austrália, com a participação de forças da Austrália, Nova Zelândia, Singapura, Malásia, Papua Nova Guiné, Paquistão, Japão, Tailândia e França, com observadores da Índia, Filipinas e Indonésia.
O exercício bianual é coordenado pela Royal Australian Navy (RAN) e tem como objetivo desenvolver a interoperabilidade nas operações de segurança marítima entre os países daquela região.
Os navios da RAN que participam do exercício são: HMAS Sirius, a fragata da classe “Anzac” HMAS Toowoomba, fragata HMAS Melbourne (classe “Adelaide”), o submarino HMAS Collins, os navios-patrula classe “Armidale” HMAS Maryborough e HMAS Maitland e os dois caça-minas HMAS Diamantina e Gascoyne.
Aviões de combate F/A-18 Hornet e Hawk, da Royal Australian Air Force, e dois aviões de patrulha marítima AP-3C Orion, também participam das operações.
Clicando nas fotos pode-se fazer um bom exercício de identificação de alguns navios participantes…
Nas fotos, o lançamento do BPE (Buque de Proyección Estratégica) Juan Carlos I (L61), da Armada Espanhola, em 10 de março de 2008.
O navio, cujo conceito foi aprovado em 2003 e a construção iniciada em 2005, é similar aos LHD da classe francesa “Mistral”. Ele tem 231m de comprimento e vai deslocar 27.000t carregado.
O BPE Juan Carlos I vai proporcionar um aumento na mobilidade das forças anfíbias, provavelmente substituindo os LST L-41 Hernán Cortés e L-42 Pizarro, da classe “Newport” (mesma do NDCC Mattoso Maia da MB); sua construção acontece num momento em que a Espanha assume mais responsabilidades no cenário internacional.
O navio poderá transportar uma força de combate de 900 fuzileiros navais e um total de 46 carros de combate. Operando como navio-aeródromo, poderá embarcar até 30 caças AV-8B Harrier II ou F-35B. Uma doca na popa pode transportar até quatro LCM ou um LCAC (Landing Craft Air Cushion).
O BPE Juan Carlos I será o primeiro navio da Armada Espanhola a ser equipado com propulsão diesel-elétrica, simultâneamente conectando motores diesel e turbinas a gás a um par de pods azimutais.
A Austrália vai construir dois navios derivados do mesmo projeto espanhol.
NOTA DO BLOG: Pouco a pouco os navios porta-aeronaves de assalto anfíbio estão se tornando os navios capitais do século XXI. Nada melhor do que colocar no mesmo navio as capacidades de transporte de aeronaves e tropas. Quando é que a Marinha do Brasil vai considerar seriamente o conceito, já que a projeção do País no cenário internacional tende a aumentar?
O HMAS Tobruk da Marinha Australiana operando com Amphibious Assault Vehicles (AAV) na RIMPAC08. O projeto do navio é baseado na classe “Sir” britânica.
O grupo da USN encarregado da investigação do incêndio ocorrido a bordo do USS George Washington (CVN 73) no dia 22 de maio último, decidiu afastar o capitão-de-mar-e-guerra David C. Dykhoff das suas funções de comandante do navio-aeródromo por “perda da credibilidade na sua capacidade de comando”. O imediato do navio, capitão-de-mar-e-guerra David M. Dober, também foi removido de sua função pela atuação abaixo do esperado.
O comando será assumido pelo capitão-de-mar-e-guerra J.R. Haley, que comandou o NAe USS Theodore Roosevelt (CVN 71) de junho de 2005 a janeiro deste ano. Também foi indicado o imediato, capitão-de-mar-e-guerra Karl O. Thomas, transferido do USS Dwight D. Eisenhower (CVN 69), onde ocupava a mesma função.
A investigação concluiu que a causa mais provável para o incêndio foi fumo em área não autorizada que continha líquidos inflamáveis e outros materiais combustíveis inapropriadamente estocados. O início do incêndio e seu alastramento foram resultados de ações humanas que poderiam ter sido evitadas.
O custo estimado para a recuperação da área afetada é de 70 milhões de dólares. Os reparos estão quase concluídos e o navio deverá partir de San Diego no dia 21 de agosto, com chegada prevista em Yokosuka no final de setembro.
O USS George Washington partiu de Norfolk no último dia 7 de abril com o propósito de substituir o USS Kitty Hawk e sua previsão inicial de chegada ao Japão era agosto de 2008. Durante o seu trajeto, contornando a América do Sul, o NAe participou de exercícios com as marinhas da região.
Por Alexandre Galante
A tela acima mostra uma força-tarefa da Marinha do Brasil, nucleada no NAe São Paulo, escoltado por quatro fragatas Type 22, num cenário hipotético criado no simulador Dangerous Waters. No cenário que criei, a força-tarefa está em trânsito na “Amazônia Azul” e será atacada no caminho por um submarino classe “Kilo”, comandado por mim. Na primeira tentativa me dei mal, os SH-3 Sea King acabaram me acertando com torpedos anti-submarino, porque fiquei muito tempo com o periscópio do submarino fora da água, tentando confirmar a localização dos navios.
Simuladores de combate naval não figuram exatamente entre os gêneros de games mais populares, por não serem muito fáceis de aprender no início, mas possuem o seu público fiel e específico. O Dangerous Waters é um deles, cujo manual tem 570 páginas!
O simulador é uma evolução do clássico 688i Hunter Killer, feito pela Sonalysts, (que produziu também Subcommand e Fleet Command) permitindo que você controle também navios, além de submarinos e plataformas aéreas, proporcionando uma experiência aeronaval completa. É possível focar as atividades em estações individuais das plataformas (consoles de radar, sonar, MAGE etc), planejando e executando ações variadas, ou ainda, sob uma perspectiva aérea do cenário, visão intitulada “Commanders Eye”.
Para se ter uma idéia, além de poder assumir o comando de uma fragata classe “Oliver H. Perry”, de um helicóptero SH-60 Seahawk ou um avião de patrulha P-3 Orion, o simulador inclui ainda aproximadamente 270 unidades, civis ou militares, entre navios, submarinos e aeronaves.
A campanha principal é a “Russian Rebellion”, que se desdobra em uma série de missões nas quais é necessário desempenhar diversos papéis.
Mas para estudiosos do Poder Naval, o melhor do DW é o seu editor de missões, que permite ao jogador criar seus próprios cenários e a possibilidade de jogar online, com até 32 jogadores.
Navios e aeronaves das marinhas principais estão no simulador. No caso do Brasil, estão o NAe São Paulo, as fragatas Type 22 e submarinos IKL209 (ignoraram as “Niterói” e as “Inhaúma”). Essas plataformas entram nos cenários controladas por AI e agem conforme programadas.
É possível por exemplo, criar forças de superfície adversárias (o clássico MB versus ARA) e observar como se dá o embate, acompanhando tudo de um submarino ou P-3 Orion, e depois analisar o que aconteceu detalhadamente no debriefing. Ou ainda, fazer parte de uma força-tarefa em que você controla um navio e os outros são controlados por AI, para enfrentarem uma força-inimiga ou realizarem determinada tarefa, como impedir que submarinos ataquem navios mercantes indefesos.
Nas missões online é possível travar combates sub versus sub, sub versus unidades de superfície e aéreas etc.
O Poder Naval Online tem interesse em formar uma comunidade brasileira de jogadores de Dangerous Waters, para promover jogos online, troca de informações, táticas e missões desenvolvidas. Quem ainda não conhece o DW, pode baixar o demo no link abaixo:
http://www.sonalystscombatsims.com/dangerous_waters/demo.html
Para comprar, acesse o seguinte link:
- http://storefront.steampowered.com/v2/index.php?area=app&AppId=1600&cc=BR
- Custa só US$ 14,99 e você baixa o jogo direto pro seu computador, mas precisa de cartão de crédito internacional. Ainda não achei quem venda o jogo no Brasil.
Para rodar o Dangerous Waters, a configuração recomendada é:
- Windows 98SE/ME/2000/XP/Vista
- Processador com 1GHz ou superior
- 256 MB de RAM ou mais
- Placa de vídeo compatível com Direct 3D, com o mínimo de 64MB de RAM, (e drivers DirectX 9.0b)
- 1GB de espaço livre no disco
Abaixo, seguem mais telas capturadas do simulador:





























































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