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cristina-fernandez-kirchner-placa-malvinas-20120402-size-598

vinheta-clipping-naval“As coisas não ficarão assim por muito mais tempo!”. A frase foi pronunciada na última terça-feira, 2, pela presidente Cristina Kirchner em alusão ao controle britânico sobre as Malvinas, arquipélago do Atlântico Sul reivindicado desde 1833 pela Argentina. Cristina, durante as cerimônias realizadas nesta terça-feira, dia de comemoração do veterano da Guerra das Malvinas – e dos 31 anos do desembarque das tropas do ditador Leopoldo Fortunato Galtieri nas ilhas – exigiu que Londres sente à mesa de negociações para discutir a entrega do arquipélago à administração da Argentina, país que dominou esse território durante treze anos, entre 1820 e 1833.

“É uma incongruência”, sustentou Cristina, em referência aos 180 anos de posse britânica das ilhas, às quais denomina de “anacrônico encrave colonial” e de “lacraia que envergonha a Humanidade”.

Cristina fez um discurso cheio de acusações à Grã-Bretanha na cidade de Puerto Madryn, na província patagônia de Chubut. A presidente citou como verdadeiros rumores da época da Guerra das Malvinas (1982), sustentando que Londres havia “ameaçado” bombardear Rio Gallegos, onde morava na época com seu marido, Nestor Kirchner, onde ainda existe a base aérea de onde partiam aviões argentinos que combatiam sobre as ilhas.

A presidente argentina intensificou as reivindicações sobre as ilhas a partir de 2009, ano no qual companhias britânicas iniciaram a exploração de petróleo na plataforma marítima ao redor das Malvinas. No ano passado, quando comemoraram-se os 30 anos da guerra, ela aumentou as pressões internacionais nas esferas diplomáticas.

Há poucas semanas, um referendo realizado nas Malvinas indicou que os “kelpers” (denominação dos ilhéus) indicaram de forma quase unânime que pretendem continuar sob a administração de Londres. Em Buenos Aires, o governo argentino indicou que a votação era “ilegal”. Cristina exige que Londres sente à mesa das negociações, embora sem a presença dos kelpers, ignorados pelo governo argentino.

Acompanhada de grande parte de seu gabinete de ministros, governadores, lideranças parlamentares, além de representantes de organizações de veteranos de guerra alinhados com o governo, Cristina acusou Londres de “militarizar” o Atlântico Sul. Segundo ela, a Argentina, ao contrário da Grã-Bretanha, pretende lançar em breve um “navio científico” que navegará na região.

Neste ano a cerimônia coincide com o recente pedido feito pela presidente argentina ao papa Francisco (o cardeal argentino Jorge Bergoglio) para que o Vaticano ajude Buenos Aires a intermediar nas negociações que Cristina pretende estabelecer com o governo britânico de David Cameron.

A presidente destacou que seu governo pretende investigar o DNA dos restos mortais de 123 soldados argentinos que morreram nos combates nas ilhas e que nunca puderam ser identificados. “São soldados argentinos somente conhecidos por Deus”, disse a presidente, em referência aos soldados argentinos enterrados pelos britânicos no cemitério de Port Darwin.

Cristina Kirchner também acusou a Grã-Bretanha de insistir na posse das Malvinas “para esconder os problemas econômicos” que o governo Cameron enfrenta.

FONTE: O Estado de S. Paulo

VEJA TAMBÉM:

vinheta-clipping-navalO governador das ilhas Malvinas, Nigel Haywood, acusou a Argentina de “mentir” e de fabricar constantemente “invenções”, como a denúncia de que haveria submarinos nucleares britânicos no Atlântico Sul.

Em entrevista publicada neste domingo pelo tabloide The Sun, a apenas uma semana do referendo sobre o status político das Malvinas, Haywood declarou que o Reino Unido apoiará os moradores das ilhas enquanto quiseram continuar sob soberania britânica.

Os cerca de 3.000 habitantes (chamadas Falkland no Reino Unido) irão às urnas nos dias 10 e 11 de março para participar de uma consulta popular sobre sua atual condição de território britânico ultramarino.

O referendo foi convocado depois que, nos últimos meses, a Argentina aumentou suas reivindicações sobre esse território, cuja soberania reivindica desde 1833.

Em sua residência de Port Stanley (Puerto Argentino), Haywood declarou ao “Sun” que o governo da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, “inventa coisas”.

“A Argentina inventa coisas como a de que (as Malvinas) são um território em disputa e que a ONU decretou que os moradores não têm direito de decidir. Quando? Nunca disseram isso!”, exclamou.

Também “dizer que o Reino Unido tem submarinos com armas nucleares no Atlântico Sul é uma invenção”, acrescentou o governador.

A Argentina não reconhece o referendo de soberania das Malvinas, enquanto o governo britânico espera que contribua para deixar claro à comunidade internacional que os malvinenses querem continuar sob soberania britânica.

As tensões entre Argentina e Reino Unido em torno das Malvinas impediram que, em fevereiro, houvesse um encontro entre os ministros das Relações Exteriores de ambos os países durante a visita a Londres do chanceler argentino, Héctor Timerman.

FONTE: EFE via Terra

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HMS Talent

As Malvinas estão entre os territórios mais militarizados do mundo, com mais de 1,5 mil soldados britânicos e uma população civil de 3 mil

 

vinheta-clipping-navalA Argentina acusou nesta segunda-feira o Reino Unido de transportar, em submarinos, armamento nuclear às Ilhas Malvinas e violar, assim, os tratados internacionais que estabelecem que esta zona deveria estar desnuclearizada.

“Nos encontramos em uma etapa precária de implementação do tratado de Tlatelolco, que proíbe completamente o armamento nuclear na América Latina e no Caribe. Esta precária implementação é desafiada pelo Reino Unido”, manifestou o secretário de Relações Exteriores da Argentina perante a Conferência de Desarmamento da ONU, Eduardo Zuain.

Além disso, Zuain responsabilizou o Reino Unido de uma injustificada e desproporcional presença militar no Atlântico Sul, “que inclui deslocamentos de submarinos com capacidade de levar armamento nucleares na zona desnuclearizada”.

O Tratado para a Proibição de Armas Nucleares na América Latina e no Caribe – conhecido como Tratado de Tlatelolco – é um acordo internacional que estabelece a desnuclearização do território da América Latina e do Caribe e que entrou em vigência em 25 de abril de 1969.

“A República Argentina está especialmente preocupada pela possibilidade, confirmada pela primeira vez pelo Governo britânico em 2003, que este estado estivesse introduzindo armamento nuclear no Atlântico Sul”, assinalou Zuain, que acrescentou que o governo argentino lamenta profundamente que o Reino Unido tenha ignorado as denúncias formuladas sobre esta situação.

Além disso, Zuain criticou o fato de que as Malvinas esteja entre os territórios mais militarizados do mundo, com mais de 1,5 mil soldados britânicos e uma população civil de 3 mil. “Tal desdobramento inclui a presença de um poderoso grupo naval, aviões de combate de última geração, um importante centro de comando e controle, e uma base de inteligência eletrônica que permite ‘monitorar’ o tráfego aéreo e naval da região”, acrescentou.

Zuain disse que a grande presença britânica em áreas disputadas do Atlântico Sul preocupa não somente a Argentina, “mas também os países da região e fora dela, como demonstram pronunciamentos da Cúpula Ibero-Americana, a União de Nações Americanas (Unasul), o Mercosul, o Grupo Rio e a Cúpula de Países da América do Sul e Países Árabes (ASPA)”.

Argentina pediu à Conferência de Desarmamento, que começou nesta segunda em Genebra uma nova sessão e que se prolongará até o próximo dia 1 de março, que supere a estagnação à qual está submetida há 15 anos para que possam avançar em diferentes temas, entre eles, o reivindicado por Buenos Aires.

FONTE: Terra/EFE

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O Reino Unido perderá as Malvinas se a Argentina tomar a base aérea das ilhas, que ficaram vulneráveis devido aos cortes do orçamento de defesa, afirmou o comandante das forças terrestres britânicas durante a guerra de 1982 ao jornal The Times.

Em meio a uma crescente tensão entre os dois países pela soberania do arquipélago austral, o general de divisão Julian Thompson declarou ao jornal britânico que, diferentemente de 30 anos atrás, o Reino Unido não pode defender as ilhas ao carecer atualmente de um porta-aviões.

“Os argentinos têm uma brigada de infantaria de marines. Têm uma brigada de paraquedistas e algumas boas forças especiais”, declarou o militar em uma entrevista ao Times. “Tudo o que precisam fazer é levar esta gente às ilhas durante o tempo necessário para destruir os aviões Typhoon (da Royal Air Force) e será o final”, acrescentou.

Segundo o general de brigada, se as forças argentinas destruírem ou se apoderarem da única base militar das ilhas, a de Mount Pleasant, a cerca de 50 km da capital, a única solução seria enviar uma força naval, como decidiu fazer a então primeira-ministra Margaret Thatcher há 30 anos.

Salvo que nesta ocasião não teria porta-aviões, já que o último, o HMS Ark Royal foi retirado de serviço em dezembro de 2010, à espera da construção de dois novos que estarão prontos até 2020. “É preciso levar seu próprio apoio aéreo e não se pode fazer isso sem um porta-aviões. Fim da história”, disse Thompson na entrevista.

A advertência do general de brigada ocorre em meio a uma nova escalada verbal entre Argentina e o Reino Unido pelas Malvinas, a menos de um mês do 30º aniversário do início do conflito que em 74 dias a partir do dia 2 de abril de 1982 deixou 649 argentinos e 255 britânicos mortos.

Londres, que controla as ilhas desde 1833, convocou na semana passada o máximo representante diplomático da Argentina na capital britânica para pedir a ele explicações pelas crescentes tentativas de bloquear as exportações britânicas e a decisão de negar o acesso a dois cruzeiros no porto argentino de Ushuaia (sul).

A Argentina, que insiste em resolver a disputa de soberania pela via diplomática, também denunciou recentemente a “militarização” do Atlântico Sul por parte do Reino Unido após o anúncio do envio iminente de um moderno destróier à região e a mobilização do príncipe William para uma missão como piloto de helicópteros de busca e resgate.

FONTE: Terra    Colaborou: Henrique

FOTOS: Ministério da Defesa do Reino Unido (MoD UK)

NOTA DO EDITOR: a matéria completa original do Times infelizmente só está disponível para assinantes do jornal. Porém, pode-se clicar aqui para ver parte da reportagem, em inglês, na primeira página. Desde que a matéria original foi publicada ontem, o assunto repercutiu em diversas  mídias (a tradução da notícia no site Terra aqui no Brasil é um exemplo), notadamente no Reino Unido, levantando discussões sobre a capacidade militar britânica atual. Porém, a discussão ganharia relevância maior se levasse em conta, mais detalhadamente, a capacidade militar argentina e a real possibilidade de uma operação do gênero ocorrer, pois o foco do entrevistado provavelmente está muito mais em colocar em pauta as deficiências militares britânicas.

E, a esse respeito, o general já mostrou posições bastante polêmicas, o que inclui sua opinião em 2010 de que a RAF (Força Aérea Real) deveria ser abolida (clique aqui para texto original, em inglês) e suas aeronaves divididas entre o Exército e a Marinha (esta última assumindo a defesa aérea), para se economizar custos e dar uma resposta à necessidade de cortes no orçamento que se propunha naquele ano, porém sem prejudicar a Marinha Real.

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Decisão da Grã-Bretanha de levar destróier a arquipélago em litígio busca ‘militarizar o conflito’, acusa chancelaria argentina

 

MARINA GUIMARÃES, CORRESPONDENTE / BUENOS AIRES

A dois meses do aniversário de 30 anos da Guerra das Malvinas, o governo britânico emitiu ontem um novo sinal de endurecimento na disputa com a Argentina pela soberania sobre o arquipélago. O Ministério de Defesa de Londres informou que enviará às ilhas do Atlântico Sul um de seus navios de guerra mais modernos, o destróier HMS Dauntless. Em nota, o governo argentino acusou a Grã-Bretanha de “militarizar o conflito”.

“A República Argentina rejeita a tentativa britânica de militarizar um conflito sobre o qual as Nações Unidas já decidiram, em diversas oportunidades, e indicaram que ambas as nações devem resolver a questão em negociações bilaterais”, protestou o Ministério das Relações Exteriores de Buenos Aires em nota oficial. A mensagem diz que as ações britânicas têm o “objetivo de distrair a atenção pública das políticas econômicas de ajustes num contexto interno de crise estrutural e alto desemprego”.

O governo de Cristina Kirchner também criticou a chegada do príncipe William ao arquipélago, onde o herdeiro do trono deverá passar por treinamento militar. Ele é copiloto de helicóptero do Exército britânico. “O povo argentino lamenta que o herdeiro real desembarque no solo pátrio com o uniforme do conquistador e não com a sabedoria de estadista que trabalha a serviço da paz e do diálogo entre as nações.”

O navio da Marinha britânica vai substituir a fragata HMS Montrose, que patrulha as águas das Falklands – como os britânicos chamam as Malvinas. De acordo com o porta-voz da Marinha Real, Simon Smith, a troca já estava programada. “A Marinha tem mantido uma presença contínua no Atlântico Sul por vários anos e o envio do HMS Dauntless foi planejado tempos atrás”, disse Smith à BBC. Segundo o porta-voz, trata-se de um “movimento de rotina”.

A decisão de reforçar o poder naval no arquipélago disputado ocorre num momento especialmente delicado. Em dezembro, os países-membros do Mercosul concordaram em proibir que embarcações com a bandeira das Malvinas atraquem em portos sul-americanos. O Brasil promete levar a sério a medida.

“O governo britânico outorga uma grande importância ao aniversário dos 30 anos da guerra com a Argentina, no dia 2 de abril, e o envio do destróier é parte da decisão do Conselho de Defesa de fortalecer a defesa das ilhas”, disse ao Estado o analista Jorge Castro, diretor do Instituto de Planejamento Estratégico de Buenos Aires.

“O Conselho de Defesa britânico já descartou a possibilidade de uma ação militar da Argentina, não só por falta de capacidade e logística, mas também porque não há intenção do governo argentino de partir para a guerra. O que estão dizendo com esse gesto é que o conflito está instalado”, analisou Castro. Ele ponderou que o apoio do Mercosul à Argentina mudou o cenário de modo favorável aos argentinos, que tentam retomar o diálogo direto com o governo britânico sobre a posse do território.

A Grã-Bretanha rejeita negociar a soberania do arquipélago e afirma ser favorável à autodeterminação da população local, os kelpers – colonos britânicos trazidos no século 19.

Castro afirma que o apoio brasileiro é central para a Argentina. “A relação com o Brasil é uma prioridade do governo britânico e a mudança de posição brasileira sobre o acesso aos portos mostra que a Argentina tem aliados importantes”, destacou.

No dia 18, em visita ao Brasil, o chanceler britânico, William Hague, reiterou a seu colega brasileiro, Antonio Patriota, que a posição britânica em relação à ilha não vai mudar.

A guerra entre Argentina e Grã-Bretanha pela posse das Malvinas teve início em 2 de abril de 1982 e terminou em 14 de junho do mesmo ano, com o saldo de 255 militares britânicos e mais de 650 argentinos mortos.

FONTE: Estadão

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O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, aprovou um plano de contingência para ampliar a presença militar nas ilhas Malvinas por causa do aumento da tensão entre o Reino Unido e a Argentina pela soberania na região, informou nesta quinta-feira o jornal britânico “The Times”.

Segundo a publicação, Cameron dedicou um dia para avaliar com sua cúpula militar a retórica cada vez mais agressiva do governo argentino liderado por Cristina Kirchner.

Na quarta-feira, o premiê detalhou no Parlamento que havia convocado o Conselho Nacional de Segurança para abordar o tema e acusou a Argentina de “colonialismo” por reivindicar a soberania das ilhas, discussão que se repete desde 1833.

O Reino Unido tem planos de enviar em breve novo efetivo à região através da Ilha da Ascensão, no Oceano Atlântico, que pertence ao Reino Unido, acrescentou “The Times”.

“Estamos traçando uma estratégia de contingência. Temos certeza de que a mesma está correta”, disse uma fonte de Defesa ao jornal.

De acordo com o “Times” –que dedicou toda sua capa ao conflito com a chamada “Novo alerta nas Malvinas”–, o governo de Cameron considerou que as ilhas estão agora melhor protegidas do que em 1982, quando a Junta militar argentina decidiu ocupá-las em 2 de abril, uma ação que provocou uma guerra entre os países.

DISPUTA

As ilhas dispõem de quatro aviões Typhoon em Mount Pleasant, base aérea que tem um radar, e sempre há uma fragata ou um destróier patrulhando a região, informou o jornal, que acrescentou que o Ministério de Defesa britânico não revelou onde estão os submarinos nucleares.

Em uma surpreendente declaração parlamentar, Cameron disse ontem que convocou o Conselho Nacional de Segurança e que a Argentina não devia subestimar sua determinação em defender os habitantes das ilhas.

“O que os argentinos disseram recentemente é muito mais colonialismo, porque os moradores querem continuar sendo britânicos e os argentinos querem que eles façam outra coisa”, afirmou no Parlamento.

Em resposta, o Governo argentino disse que tais afirmações eram “absolutamente ofensivas, principalmente se tratando do Reino Unido”. “A história mostra claramente qual foi sua atitude frente ao mundo”, declarou o ministro do Interior argentino, Florencio Randazzo.

MERCOSUL

Há 11 dias, o premiê indicou que descartava uma negociação com a Argentina sobre a soberania das ilhas e sustentou que seu país deve manter a “vigilância”, em clara referência à decisão de vários países latino-americanos de bloquear o acesso aos portos de navios com bandeira das Malvinas.

Em uma cúpula em dezembro em Montevidéu, os países que compõe o Mercosul concordaram em bloquear o acesso de navios com bandeira das Malvinas aos seus portos.

Em 2012, serão completados 30 anos da guerra entre os dois países pela posse das Malvinas, que terminou em 14 de junho de 1982 com a rendição da Argentina. No conflito bélico morreram 255 militares britânicos e mais de 650 argentinos.

Em fevereiro, o príncipe William, segundo na linha de sucessão à coroa britânica, viajará às Malvinas para participar de treinamentos como piloto de helicóptero de resgate.

FONTE: EFE, via Estadão

Argentina modernizará suas escoltas

Durante uma visita à Base Naval de Puerto Belgrano, o ministro da Defesa argentino, Arturo Puricelli, anunciou o ”Plan de Capacidades Militares” (CAMIL) para o curto prazo, que contempla a modernização dos contratorpedeiros Meko 360 e de três corvetas Meko 140 da ‘Armada argentina’.

Em seu discurso o ministro enumerou os avanços do complexo CINAR (que incluem a recuperação do quebra-gelos ARA Irizar e do submarino ARA San Juan) e a reactivação da Fábrica de Aviones de Córdoba (FAdeA), onde se pretende construir  entre 36 e 40 aviões de treinamento avançado Pampa.

FONTE: Defensa.com

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Aviación Naval Argentina em 1960

Raro Vídeo do “Noticiero de Sucesos Argentinos” Nº 1196. Pode-se ver aeronaves Corsair F4U no porta-aviões ARA Independencia, P-2 Neptunes, Stearman PT-17 e outros.

BUENOS AIRES, 16 JUN – O governo argentino repudiou a declaração dada ontem pelo primeiro-ministro britânico, David Cameron, sobre a soberania das Ilhas Malvinas, na qual dizia que o território será considerado britânico enquanto quiserem.

“A Argentina rechaça que, mediante as declarações, o governo do Reino Unido, em um lamentável ato de arrogância, se atribua a autoridade de colocar ‘fim à história’ de disputa de soberania, reconhecida pelas Nações Unidas e ainda pendente de solução”, afirmou a Chancelaria argentina, em comunicado.

O governo argentino considerou que “esta postura se soma ao permanente desprezo do governo britânico ao reiterado mandato das Nações Unidas e aos múltiplos chamados da comunidade internacional, pedindo à Argentina e ao Reino Unido para retomar as negociações a fim de alcançar uma solução à disputa de soberania no que diz respeito à à Questão Malvinas”.

O texto ainda diz que a atitude britânica evidencia a falta de respeito ao direito internacional que o país vem demonstrando em relação à persistência de uma anacrônica situação colonial que ofende não somente a Argentina mas também a região em seu conjunto”.

David Cameron deu a declaração ontem durante uma sessão da Question Time, na qual membros do parlamento interrogam-se sobre questões políticas do país.

Na ocasião, o parlamentar conservador Andrew Rosindell pediu a Cameron que pressione o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para que ele apoie a reivindicação da soberania britânica sobre as Malvinas.

A questão foi levantada uma semana após a Organização dos Estados Americanos (OEA) ter chamado os governos da Argentina e do Reino Unido para negociarem “o quanto antes” o domínio das ilhas.

As Ilhas Malvinas (conhecidas na Inglaterra como Ilhas Falkland), são atualmente um território inglês, pelo qual a Argentina reclama posse desde o século 19. Em 1982, os dois países travaram uma guerra por seu domínio e, apesar da Grã-Bretanha ter saído vitoriosa, a Argentina ainda reclama seus direitos sobre as ilhas.

FONTE: ANSA

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A Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou nesta terça-feira por unanimidade uma declaração na qual os chanceleres reiteraram o apoio à Argentina em sua disputa com o Reino Unido pela soberania das Ilhas Malvinas. Os Estados-membros da OEA, reunidos até esta terça-feira em San Salvador, decidiram continuar examinando a denominada Questão das Ilhas Malvinas nas próximas sessões da Assembleia Geral “até sua solução definitiva”.

Os países reafirmaram a necessidade de que os governos do Reino Unido e da Argentina retomem as negociações sobre o conceito de soberania para encontrar uma solução pacífica e definitiva ao conflito. Neste sentido, manifestaram sua “satisfação” pela vontade expressa pelo Executivo da Argentina de continuar explorando todas as vias possíveis para a solução pacífica da disputa com o Reino Unido, e por sua atitude “construtiva” em favor dos habitantes das Ilhas Malvinas.

O chanceler argentino, Héctor Timerman, tomou a palavra no início da quarta e última sessão plenária para reiterar sua posição de que o conflito entre os dois países pela soberania das Ilhas Malvinas, Geórgia do Sul e Sandwich do Sul, além das águas que as circundam, é um “anacronismo” colonial. Timerman lembrou que desde que o Reino Unido se apoderou das ilhas e expulsou suas autoridades e povoações nativas, em 1833, a Argentina protestou de maneira ininterrupta nos fóruns internacionais e contou com o apoio de inúmeras resoluções da OEA e com o reconhecimento das Nações Unidas.

O chanceler assegurou que seu país está disposto a “retomar o diálogo” para encontrar uma solução “justa, pacífica e definitiva” para um assunto que considerou “irrenunciável”. O tom “agressivo” e “belicista” do governo britânico “não deixa de preocupar” o continente em seu conjunto, disse Timerman, que denunciou a presença “crescente” das Forças Armadas e a realização de manobras militares que incluíram disparos de mísseis, “violando a segurança no mar e a vida marítima”.

Outro dos aspectos que preocupa a Argentina é a exploração de recursos naturais não renováveis, depois que o Reino Unido autorizou a busca de hidrocarbonetos ao redor das Malvinas. O Brasil, que introduziu a resolução, declarou seu “reconhecimento inequívoco” da total soberania argentina sobre as Ilhas Malvinas, Geórgia do Sul e Sandwich do Sul, bem como das águas que as circundam.

FONTE: EFE

Renata Giraldi – Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Brasil e a Argentina firmarão amanhã (14) um acordo na área de defesa estratégica. Os ministros da Defesa da Argentina, Arturo Puricelli, e do Brasil, Nelson Jobim, assinarão, em Buenos Aires, uma declaração conjunta na qual vão reafirmar a importância da relação estratégica entre os dois países. As informações são do Ministério da Defesa da Argentina (Nota do Poder Naval – para ler a nota original em espanhol, clique aqui)

Na passagem amanhã por Buenos Aires, Jobim visitará o Complexo Industrial Naval Argentino, onde vai conhecer de perto o Tandanor, considerado um dos maiores estaleiros de reparação naval da América do Sul, e a oficina de construção da Marinha.

A visita de Jobim ao país vizinho estava marcada para o mês passado. Mas, segundo a Embaixada da Argentina no Brasil, foi adiada a pedido do ministro em decorrência das enchentes e deslizamentos na região serrana do Rio de Janeiro. Na ocasião, o Ministério da Defesa foi um dos órgãos federais que deu apoio ao estado.

A declaração que será assinada por Jobim e Puricelli foi negociada pelas presidentas brasileira, Dilma Rousseff, e argentina, Cristina Kirchner, no último dia 31. Na primeira viagem de Dilma ao exterior, ela assinou 14 protocolos em diversas áreas – comercial, tecnologia, ciência, entre outras.

Segundo Dilma, a parceria com a Argentina é fundamental para o fortalecimento da América Latina. De acordo com a presidenta, o objetivo da sua gestão é reforçar os vínculos já existentes com o país vizinho para beneficiar o Brasil e a Argentina.

FONTE: Agência Brasil

FOTOS: Tandanor e JC Cicalesi/S Rivas

Uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores britânico afirmou nesta quinta-feira que o governo respeita o direito do Brasil de negar acesso portuário a um navio da Real Marinha que faz o patrulhamento das ilhas Malvinas, território disputado entre britânicos e argentinos.

O Brasil não concedeu autorização diplomática para o navio britânico HMS Clyde fazer uma parada no Rio de Janeiro, no início do mês.

“Respeitamos o direito do Brasil de tomar esta decisão”, afirmou o porta-voz, tentando minimizar o incidente que aconteceu poucos dias depois da posse da nova presidente Dilma Rousseff.

O porta-voz afirmou ainda que o Reino Unido tem “uma estreita relação com o Brasil” e que o tratado de cooperação bilateral em termos de defesa assinado em setembro passado pelos governos de ambos países é “um bom exemplo dos sólidos vínculos atuais”.

Em Buenos Aires –que disputa a soberania das Malvinas com Londres–, o chanceler argentino Héctor Timerman destacou, por sua parte, o gesto do Brasil, alegando que o mesmo se devia às boas relações existentes entre os dois países.

“Essa medida mostra nossa relação tão próxima e faz parte de uma aliança estratégica e de irmandade, que não apenas é demonstrada através do comércio, como também através deste reconhecimento da soberania argentina sobre as ilhas”, declarou Timerman à rádio América.

PRIMEIRA VEZ

Segundo o governo britânico, o barco HMS Clyde, que trabalha permanentemente na proteção das ilhas, foi forçado a reprogramar sua rota e, em troca, fez uma parada no Chile, onde a Marinha Britânica “segue desfrutando de boas relações”.

Londres confirmou que essa foi a primeira vez que o Brasil negou a permissão para um navio inglês entrar em um de seus portos. As ilhas Malvinas –conhecidas na Inglaterra como ilhas Falkland–, são um território inglês, pela qual a Argentina reclama posse desde o século 19.

A imprensa britânica comentou que a atitude brasileira é “um indicativo” sobre o novo governo da presidente Dilma, que segundo eles, apoia a Argentina na soberania das ilhas Malvinas.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou na quarta-feira que a decisão do governo brasileiro é “padrão”. Segundo ele, o Brasil tomou essa medida porque reconhece a soberania da Argentina sobre as Malvinas. Na véspera, o Itamaraty informou a permissão para que navios britânicos atraquem em portos brasileiros será tomada caso a caso.

Em 1982, Argentina e Reino Unido travaram uma guerra por seu domínio e, mesmo que o Reino Unido tenha sido vencedor, o governo argentino ainda reclama seus direitos sobre as ilhas.

Em 2006, a Argentina pediu aos países vizinhos que não facilitassem o uso de portos e aeroportos a navios ou aeronaves britânicas com destino ao disputado arquipélago do Atlântico sul.

Desde o ano passado, a tensão entre ambos países se reativou devido aos exercícios militares britânicos e pelo início da prospecção petroleira nessa zona, que a chancelaria argentina considerou na semana passada como “um obstáculo intransponível” para a continuidade dos acordos bilaterais nas Malvinas.

Em setembro passado, ocorreu um incidente similar no Uruguai, cujo governo também negou o acesso ao porto de Montevidéu para abastecimento do navio HMS Gloucester, que se dirigia para patrulhar as Malvinas, dentro dos esforços uruguaios para melhorar suas relações com a Argentina.

FONTE: Folha de São Paulo / France Presse

NOTA DO PODER NAVAL: Em nossa opinião, a decisão brasileira é completamente equivocada. Nós podemos apoiar a discussão sobre a soberania das Malvinas, sem tomarmos partido e prejudicarmos um lado.

Se o Reino Unido resolver, por exemplo, embargar peças de reposição para aeronaves e navios brasileiros que são de procedência britânica, a Marinha do Brasil será imensamente prejudicada. O Brasil depende muito mais do Reino Unido que da Argentina.

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O governo argentino considerou uma prova de “irmandade” o fato de o Brasil ter impedido um navio britânico vindo das ilhas Malvinas de fazer escala no porto do Rio de Janeiro neste mês.

O chanceler do país, Hector Timerman, falou nesta quarta-feira pela primeira vez sobre o assunto, após o governo brasileiro ter confirmado à Folha que barrou a embarcação britânica HMS Clyde por razões “políticas e diplomáticas”. O episódio ocorreu no início de janeiro.

“Essa medida mostra nossa relação tão próxima com o Brasil. É parte dessa construção que temos realizado de aliança estratégica e de irmandade, que é demonstrada não só pelo comércio, mas também por meio deste reconhecimento da soberania [argentina nas ilhas Malvinas]“, disse o chanceler em entrevista a uma rádio local.

Segundo a Embaixada do Reino Unido no Brasil, o Itamaraty negou um pedido de “autorização diplomática” para que o navio de guerra HMS Clyde atracasse no porto do Rio. A embarcação teve de seguir até um porto do Chile para reabastecer.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou ontem que a decisão do governo brasileiro é “padrão”.

Segundo ele, o Brasil tomou essa medida porque reconhece a soberania da Argentina sobre as Malvinas.

“É padrão porque todas as demandas que são feitas de navios ou de aviões britânicos de operações de guerra para as Malvinas, o Brasil não aceita sua atracação em portos brasileiros porque nós reconhecemos a soberania nas Malvinas da Argentina e não da Inglaterra”, afirmou.

Na terça-feira (11), o Itamaraty informou a permissão para que navios britânicos atraquem em portos brasileiros será tomada caso a caso.

FONTE: Folha de São Paulo

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Manobras militares britânicas, com lançamento de mísseis, iniciam nesta segunda-feira

Um novo conflito diplomático entre a Argentina e a Grã-Bretanha relacionado às Ilhas Malvinas criou clima de tensão entre os dois países na noite desse sábado, quando o governo de Cristina Kirchner repudiou o comunicado de que a marinha inglesa se prepara para iniciar nesta segunda exercícios militares a partir da localidade de Port Harriet. Os exercícios envolvem o lançamento de mísseis Rapier terra-ar (foto) que podem alcançar alvos posicionados entre 400 metros a seis quilômetros.

O comunicado do governo inglês foi enviado ao Serviço Hidrográfico Naval da Marinha Argentina e está de acordo com normas internacionais sobre a realização de exercícios que envolvam a utilização de armas. As manobras militares britânicas nas Ilhas Malvinas prosseguem até o dia 22.

No começo da noite de ontem, durante coletiva à imprensa convocada a pressas, o vice-chanceler argentino Alberto D’alotto informou que o governo exigiu da Grã-Bretanha o imediato cancelamento dos exercícios militares nas Malvinas, considerados “uma nova provocação que marca a persistente falta de respeito da Grã-Bretanha às decisões da comunidade internacional”.

D’alloto disse que a realização dos exercícios será formalmente levada ao conhecimento da Organização das Nações Unidas (ONU), da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da União das Nações Sul-Americanas (Unasul). O vice-chanceler argentino também informou que uma carta de protesto foi entregue à embaixadora da Grã-Bretanha, Shan Morgan, que se declarou surpresa com a reação da Casa Rosada.

— Estamos assombrados porque estes exercícios são de rotina e se realizam a cada seis meses, há 28 anos — disse integrante da chancelaria inglesa.

O governo da Grã-Bretanha ainda não se posicionou sobre o novo clima de tensão com a Argentina. O último conflito entre os dois governos aconteceu em fevereiro deste ano, quando a empresa britânica Desire Petroleum iniciou a perfuração de um campo de provas para a extração de petróleo nas Malvinas, chamada pelos britânicos de Falklands. A empresa interrompeu os trabalhos dias depois, afirmando que o petróleo da área era de má qualidade.

Na época, o governo argentino disse que a perfuração do campo de provas violava sua soberania sobre as ilhas e impôs restrições à navegação em torno das Malvinas, que estão sob controle britânico desde 1833. No dia 2 de abril de 1982, a Argentina invadiu as ilhas mas acabou rendida no dia 4 de junho. O episódio ficou conhecido como a Guerra das Malvinas. Desde então, Argentina e Grã-Bretanha não chegaram a um acordo sobre a soberania das ilhas.

O Comitê de Descolonização da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou por unanimidade, em junho deste ano, uma resolução convocando os governos da Grã- Bretanha e da Argentina a recomeçar as negociações em busca de uma solução pacífica sobre a posse e a soberania das Ilhas Malvinas. Esta foi a segunda manifestação da ONU sobre a disputa. A primeira ocorreu em 1965, quando a organização aprovou a resolução 2.065, considerando a pendência um “assunto colonial”. A Grã-Bretanha nega-se a discutir a questão com o governo argentino.

FONTE: Agência Brasil

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2ª EXPOSIÇÃO E CONCURSO REGIONAL DE MODELISMO ESTÁTICO Mar del Plata – Argentina
ORGANIZAÇÃO: I.P.M.S COSTA ATLANTICA
SABADO 12 E DOMINGO 13 DE JUNHO DE 2010

Museo de Submarinos
Base Naval Mar del Plata
Puerto, escollera norte – a 200 metros del Inidep
Valor de la inscricion: $25 (hasta tres modelos)

Modelos de exposición sin cargo
Recepción e Inscripción de trabajos e ingreso al publico en general:

Sábado 12 desde las 10hs hasta las 20hs
(se tendrá en cuenta previo aviso por demora)

Ingreso al publico y a modelistas:
Domingo 13 a partir de las 10hs
Entrega de premios 15:30hs
Consultas:(0223)155-492356 [email protected]
(0223)155-751939 [email protected]

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Em 28 de maio, teve início a Operação “Fraterno XXVIII”, na área marítima entre Buenos Aires e Rio Grande, com o suspender dos navios participantes dos Grupos-Tarefa (GT) 101.2 (brasileiro), e GT 101.1 (argentino). A Fragata “ Constituição” e o Destructor ARA “Sarandi” suspenderam do Porto de Buenos Aires.

A Operação é coordenada pelo Comandante do GT brasileiro, Contra-Almirante Luiz Henrique Caroli, Comandante da 2ª Divisão da Esquadra, a bordo da Fragata “Constituição“, e pelo Comandante do GT argentino, o Capitán de Navio Fernando Luis Beccaria, a bordo do Destructor ARA “Sarandi”.

A Operação tem o propósito de aprimorar o nível de adestramento das unidades navais no planejamento e na execução de Operações Conjuntas e de reforçar os laços de amizade entre Marinhas amigas.

O GT brasileiro é composto pela Fragata “Constituição” (F42), Corveta “Jaceguai” (V-31), Navio-Tanque “Almirante Gastão Motta” (G23) e os helicópteros AH-11A “Super  Lynx” e UH-12/13 “Esquilo”.

Além desses meios, o Submarino “Tikuna” (S-34), o Navio-Patrulha “Benevente” (P-61) e o Rebocador de Alto-Mar  “Tritão” (R-21) apoiarão os exercícios.

O GT argentino é composto pelos Navios ARA “Sarandi” (D13), ARA “Robinson” (P45) e  ARA “Patagonia”  (B1) e pelas aeronaves  embarcadas  “Fennec”   (AS555)   e   “Alouette”  (AI03).

A Força Aérea Brasileira também participa da Operação, empregando uma aeronave “Bandeirulha”, para patrulha marítima (P-95B).

Durante a comissão, serão realizados exercícios relacionados com o incremento e com a manutenção do grau de aprestamento de parcela de unidades navais dos países participantes.

Em 28 de maio, o Navio-Tanque “Almirante Gastão Motta” realizou Transferência de Óleo no Mar (TOM) com a Corveta “Jaceguai” e, juntos,  demandaram o ponto de encontro com os navios que suspenderam de Buenos Aires, incorporando-se ao Grupo-Tarefa às 12h do dia seguinte.

Em 29 de maio, o Navio-Tanque “Almirante Gastão Motta” reabasteceu a Fragata “Constituição”.

Foram realizados exercícios de qualificação e requalificação de pouso a bordo (QRPB), diurno e noturno, além de exercícios de ataque coordenado entre a Fragata “Constituição” e sua aeronave orgânica.

No dia 30 de maio, foram executados exercícios de busca e ataque a submarino, manobras táticas, manutenção de posição do navio e trânsito sob ameaça submarina.

TOM Fraterno_2

FONTE: MB

F-42 Constituição

No dia 13 de maio de 2010, foi realizada, na cidade de Mar del Plata  (Argentina), a cerimônia de abertura da 51ª edição da Operação “UNITAS 2010”. Na ocasião, foram apresentados o cronograma de eventos e os representantes das Marinhas que participarão dos exercícios programados. O evento, marcado pela interação amistosa entre os países participantes, contou com a presença do Comandante da 1ª Divisão da Esquadra, C Alte Edlander Santos (Brasil); C Alte Edgando Anibal Garcia (Argentina); dos Comandantes dos Grupos-Tarefa (GT) CMG Brian Nickson (Estados Unidos) e CMG Jose Barradas Cobos (México).

Após a cerimônia de abertura, foi realizada uma coletiva de imprensa e o C Alte Edlander destacou a importância que a “UNITAS” ganhou ao longo do anos.

A Operação será realizada, no litoral argentino, no período de 13 a 27 maio, envolvendo mais de 3.000 militares, dos quais 320 são brasileiros.  A “UNITAS” é uma das mais antigas operações multinacionais do mundo e tem como propósito incrementar a interoperabilidade entre as Marinhas, contribuir para a manutenção das boas relações diplomáticas existentes e estreitar os laços de confiança mútua entre os países, constituindo assim um dos marcos da solidariedade hemisférica do continente. Este ano, participam navios, submarinos e aeronaves da Argentina, Brasil, Estados Unidos e México.

A Marinha do Brasil participa da “UNITAS” com um GT composto pela Fragata “Constituição” (F 42), Submarino “Tikuna” (S 34) e um helicóptero AH-11A “Super Lynx”, do 1º Esquadrão de Helicópteros de Ataque, para apoiar operações de salvamento de vidas no mar, vigilância e ataque.

FONTE: Marinha do Brasil

FOTO: Guilherme Wiltgen/Poder Naval

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