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O ataque ao HMS ‘Sheffield’

HMS Sheffield 4

Há exatos 31 anos, na manhã de 4 de maio de 1982, o sofisticado destróier Tipo 42 HMS Sheffield (D80) da Royal Navy, foi atingido mortalmente pouco acima da linha d’água por um míssil AM39 Exocet, lançado por um jato Super Étendard (foto abaixo) da Armada Argentina.

O navio de escolta britânico atuava como “piquete-radar” e era responsável pela defesa antiaérea de área de unidades maiores da FT britânica, cujo principal objetivo era a retomada das Falklands com um desembarque anfíbio.

Mesmo sendo equipado com um radar de busca aérea de longo alcance e mísseis antiaéreos Sea Dart capazes de atingir um alvo a pelo menos 20 milhas de distância (37km), o Sheffield não conseguiu detectar a aproximação de dois jatos Super Étendard, nem se proteger do míssil Exocet. O fantasma da vulnerabilidade de navios de escolta ainda está presente hoje, mais de 30 anos depois daquele ataque, apesar dos avanços tecnológicos. A causa disso é uma limitação natural: a curvatura da Terra.

zona-morta-radar

Devido a essa curvatura, a partir da linha do horizonte forma-se uma zona cega à baixa altura, não atingida pelo radar. Assim, o alcance do radar de um navio é limitado no caso de altitudes mais baixas, a partir de uma certa distância. Essa vulnerabilidade também está presente nos radares terrestres e é usada por pilotos de aviões do tráfico de drogas, por exemplo, para escapar à detecção.

Um ataque que contou com a ajuda da aviação de patrulha

A tática argentina para atingir vasos importantes da RN empregava aeronaves de patrulha marítima, como o P-2 Neptune, que repassavam por rádio os contatos às aeronaves de ataque.

No ataque ao Sheffield, um Neptune realizou a função de esclarecimento marítimo, mudando de altitude constantemente e aproveitando a zona cega dos radares britânicos para efetuar apenas algumas varreduras com seu radar, a fim de não alertar os sistemas de MAGE/ECM dos navios britânicos.

Dois Super Étendard decolaram da Base Aérea de Rio Grande armados com um Exocet cada, realizando reabastecimento em voo com um KC-130 Hercules. A operação foi apoiada por jatos Dagger, realizando PAC a 7.000m, armados com mísseis ar-ar, e um Lear Jet, atuando em missão de diversão.

Após o reabastecimento, os Super Étendard continuaram nas coordenadas dadas pelo Neptune, voando a 4.500 metros. Depois, desceram para entrar na zona morta dos radares britânicos, evitando a detecção.

super-etendard-ara

Quando os jatos estavam voando rente ao mar, perto das coordenadas especificadas pelo Neptune, receberam uma mensagem da aeronave de patrulha, confirmando um grande alvo no meio e dois menores nas coordenadas 52º33′ sul e 57º40′ oeste. Além desses, o patrulheiro informou sobre outro alvo mediano, a 52º48′ sul e 57 º31′ oeste. Ou seja, o último navio estava distante dos outros a cerca de 30 milhas.

Os jatos prosseguiram para as coordenadas, sempre “colados” na água, elevando-se a poucos metros a mais para realizar algumas varreduras com seu próprio radar de busca, a fim de localizar os alvos, sem alertar os equipamentos MAGE/ECM britânicos. Ambos os pilotos detectaram um alvo grande e três medianos, travaram seus Exocet no alvo maior e, quando estavam a cerca de 50km de distância, lançaram os mísseis.

Os britânicos declararam mais tarde que os argentinos tinham acertado o Sheffield com o Exocet e um outro míssil tinha passado pela proa da fragata Yarmouth. O Exocet, entre suas muitas habilidades, pode mudar seu curso, caso não encontre o alvo e também possui uma espoleta de proximidade para fazê-lo detonar, se passar muito perto de um navio. Estas e outras características do míssil fizeram com que os argentinos pensassem ter acertado também um outro navio maior, como o porta-aviões HMS Hermes.

HMS Sheffield 2

Exocet ganhou fama entre o grande público, que assistiu pela primeira vez pela TV a uma guerra aeronaval baseada no uso de mísseis. As lições aprendidas pelas Marinhas foram muitas, dentre as quais destacam-se a vulnerabilidade de navios construídos com partes em alumínio, a necessidade de aeronaves de alerta aéreo antecipado e o desenvolvimento de sistemas de defesa antimíssil aproximada.

O HMS Sheffield sofreu um incêndio após o impacto do míssil que matou 20 tripulantes. O navio acabou afundando no dia 10 de maio de 1982 quando era rebocado.

O tamanho do rombo provocado pelo impacto do míssil Exocet AM39 no HMS Sheffield. Até hoje há dúvidas se o a cabeça explosiva do míssil explodiu ou não, mesmo entre os tripulantes. O fato é o combustível residual acabou provocando um incêndio que se alastrou rapidamente em todo o navio. 20 tripulantes perderam a vida.

O tamanho do rombo provocado pelo impacto do míssil Exocet AM39 no HMS Sheffield. Até hoje há dúvidas se a cabeça explosiva do míssil explodiu ou não, mesmo entre os tripulantes. O fato é o combustível residual do míssil acabou provocando um incêndio que se alastrou rapidamente em todo o navio. 20 tripulantes perderam a vida.

 

The-Sheffield-Demise DPA

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Belgrano (2)

vinheta-destaqueNo dia 2 de maio de 1982, por volta das 18h30, o submarino nuclear britânico HMS Conqueror disparou três torpedos Mk.8 de tiro reto à proa do cruzador General Belgrano, à distância de apenas 1.380 jardas (1.255m), praticamente à “queima-roupa”. O primeiro torpedo explodiu na proa do cruzador, e o segundo próximo à sua superestrutura. Vinte minutos depois do ataque, o comandante do cruzador ordenou à tripulação o abandono do navio, em balsas salva-vidas infláveis, que aparecem na foto do alto na cor laranja. Navios argentinos e chilenos resgataram 770 tripulantes do General Belgrano do mar, entre os dias 3 e 5 de maio. Um total de 323 homens pereceu no ataque, entre eles dois civis.

Belgrano1

O cruzador General Belgrano era o ex-USS Phoenix da classe “Brooklin”, de 13.500t de deslocamento. Estava armado com 15 canhões de 6 polegadas e oito de 5 polegadas, todos de calibre maior que o dos canhões da frota inglesa. O navio teve sua construção iniciada em 1935 e lançamento em 1938. Ele escapou do ataque japonês a Pearl Harbor em 1941 e foi descomissionado em 1946, sendo transferido à Argentina em 1951.
Além dos canhões, o General Belgrano também tinha recebido lançadores de mísseis Exocet MM38, assim como suas escoltas (embora haja informações de que os lançadores do cruzador fossem maquetes, destinadas a enganar o inimigo sobre suas reais capacidades – ver destaque na imagem abaixo).

ARA Belgrano MM38

Com o envio da frota britânica para o Atlântico Sul em abril de 1982 e o fracasso das negociações diplomáticas após a invasão das Ilhas Malvinas/Falklands por forças argentinas, as frotas do Reino Unido e da Argentina foram colocadas no teatro de operações para a disputa. De um lado, os ingleses planejavam o desembarque anfíbio para retomada das ilhas e do outro, os argentinos pretendiam forçar a desistência dos britânicos infligindo pesadas baixas.

Embora o programa de reaparelhamento da Armada Argentina não estivesse concluído, as corvetas A69 equipadas com mísseis antinavio Exocet MM-38 já haviam sido incorporadas em 1978. Na Aviação Naval, a entrega dos jatos franceses Super Étendard estava sendo finalizada. Os Super Étendard eram armados com o AM-39, versão do Exocet lançada de aeronaves.

A Armada havia incorporado recentemente dois destróieres antiaéreos Tipo 42 de projeto inglês (da mesma classe do HMS Sheffield, que seria atingido no conflito por um AM-39 argentino), também armados com o Exocet MM-38. O míssil também tinha sido instalado em antigos destróieres recebidos usados da Marinha dos EUA (USN).

No dia 2 de maio de 1982, a Frota Britânica enviada pelo Reino Unido para recuperar as Falklands (invadidas por forças argentinas em 2 de abril), já havia entrado na Zona de Exclusão (imposta à Argentina pelo Reino Unido) de 200 milhas em torno das ilhas. A FT estava em algum ponto a nordeste das Malvinas (ver mapa abaixo).

Mapa Malvinas

Às 3h20 da manhã, o almirante Woodward, comandante da FT britânica, foi despertado por seu “staff” com o aviso de que um avião S-2 Tracker argentino tinha iluminado a frota inglesa com o radar de busca e que os inimigos agora sabiam sua posição.

Um jato Sea Harrier foi despachado para a marcação do contato, a fim de investigar. O piloto da aeronave mais tarde informou que, durante o voo, seu RWR (Receptor de Alerta Radar) registrou que seu caça foi iluminado por um radar de direção de tiro, Tipo 909, que equipava os destróieres Tipo 42 argentinos.

25-de-Mayo-S-2-Trackers 2

Os Grumman S-2 Tracker do Grupo Aéreo do ARA 25 de Mayo conseguiram localizar os porta-aviões ingleses nos dias 1º e 2 de maio de 1982

 

Desta forma, confirmou-se que a cerca de 200 milhas de distância da FT britânica estavam presentes o porta-aviões argentino ARA 25 de Mayo e suas escoltas Tipo 42, o Santísima Trinidad e o Hércules. O almirante Woodward sabia que o porta-aviões 25 de Mayo levava 10 jatos Skyhawk capazes de atacar com 3 bombas de 500kg cada, o que significava um possível ataque de 30 bombas à FT britânica, logo após o amanhecer. E ainda havia o temor de que os jatos Super Étendard também pudessem decolar do 25 de Mayo, armados com Exocets.

25 de Mayo

Capitânia da Armada Argentina, o ARA 25 de Mayo era equipado com jatos A-4Q Skyhawk e estava sendo preparado para operar jatos franceses Super Étendard. Com problemas na propulsão, o navio não conseguiu gerar vento relativo suficiente no convoo para lançar seus aviões no momento decisivo

 

Para piorar a situação, a 200 milhas ao sul das Malvinas estavam à espreita o cruzador ARA General Belgrano e duas escoltas, que poderiam chegar em poucas horas à distância de tiro de seus Exocet contra a FT britânica.

O Almirante Britânico concluiu que o 25 de Mayo e o General Belgrano estavam fazendo um movimento em pinça e que um dos dois precisava ser eliminado. O submarino nuclear HMS Conqueror, comandado por Christopher Wreford-Brown, estava acompanhando o cruzador argentino de perto há dois dias. Já outro submarino britânico, o HMS Spartan, ainda não tinha encontrado o 25 de Mayo. Como a posição do navio-aeródromo argentino não era conhecida, o cruzador foi o alvo escolhido.

O Conqueror descobriu um navio-tanque argentino e o acompanhou até o ponto de encontro com o General Belgrano, chegando a assistir à operação de reabastecimento. As ROE (Regras de Engajamento) não permitiam ao submarino britânico disparar contra o cruzador argentino naquele momento, pois o mesmo se encontrava fora da Zona de Exclusão imposta pelos próprios ingleses.

O almirante Woodward precisava pedir ao Comandante-em-Chefe na Inglaterra para alterar as ROE e ordenar ao Conqueror que atacasse o General Belgrano imediatamente. Mas o pedido enviado à Inglaterra por satélite iria demorar muito, o que poderia fazer com que o submarino perdesse contato com seu alvo.

Assim, Woodward ordenou o ataque enviando a seguinte mensagem ao submarino: “From CTG (Commander Task Group) 317.8 to Conqueror, text prority flash – attack Belgrano group.” Ao mesmo tempo, solicitou permissão da revisão da ROE, esperando que ela fosse atendida, pela emergência da situação.

ARA Bouchard

O destróier ARA Hipólito Bourchard era um dos navios veteranos da Segunda Guerra Mundial, transferidos da US Navy, que escoltavam o cruzador ARA General Belgrano quando foi atacado. Na foto, pode-se ver à meia-nau os contêineres de mísseis antinavio MM-38 Exocet, que ofereciam perigo aos navios ingleses

 

O Grupo-Tarefa (GT) do General Belgrano estava navegando a 13 nós, acompanhado pelo Conqueror, que fazia perseguição padrão “sprint-and-drift”, que consiste em navegar em grande profundidade a 18 nós por 15 ou 20 minutos, subindo depois para a cota periscópica, navegando a 5 nós, a fim de atualizar a posição do alvo pelo oficial de controle de tiro. Depois, a perseguição recomeçava.

O temor de Woodward e do comandante do submarino era o cruzador rumar para o banco Burdwood, uma elevação no fundo do mar que obrigaria o submarino a navegar numa profundidade menor e perder o contato com seu alvo. Por isso a pressa em tomar logo a iniciativa de atacá-lo, enquanto havia contato.

Às 08h10 do dia 2 de maio, o GT do General Belgrano mudou de curso, agora rumando para o continente. Às 13h30, o Conqueror recebeu o sinal de mudança de ROE vindo da Inglaterra.
O Comandante do submarino, Christopher Wreford-Brown, comentou mais tarde suas impressões sobre a navegação tática do cruzador:

“O comandante do navio, capitão Hector Bonzo, parecia não estar nem um pouco preocupado em ser alvo naquele momento”. O cruzador navegava a 13 nós, com sua escolta de destróieres mais à frente, num leve ziguezague. O comandante do navio argentino não era submarinista e parecia conhecer pouco de submarinos, principalmente os nucleares. Se conhecesse, estaria navegando em velocidade bem mais alta, com os navios-escolta lado a lado protegendo seu costado e fazendo um ziguezague mais agressivo, para evitar possíveis torpedos. Para completar, os escoltas do General Belgrano estavam navegando com os sonares ativos desligados.”

Às18h30, o HMS Conqueror aproximou-se do General Belgrano em alta velocidade por bombordo, passando por baixo de seu alvo e subindo para a cota periscópica por boreste, a fim de conseguir uma boa solução de tiro.

O comandante Christopher já tinha se decidido em usar velhos torpedos de tiro reto Mk.8 da Segunda Guerra Mundial, pois levavam maior carga explosiva e eram mais confiáveis que os novos Tigerfish Mk.24, guiados a fio. Por precaução, os tubos estavam carregados com 3 torpedos Mk.8 e 3 Mk.24. Os torpedos foram disparados à proa do cruzador, para que encontrassem o navio numa posição futura.

HMS-Conqueror-Falklands-War

HMS Conqueror navegando na superfície acompanhado da HMS Penelope

 

Segundo o comandante do Conqueror, os disparos dos torpedos foram feitos à “queima-roupa”, numa distância de 1.380 jardas (1.255m), com os operadores de sonar do submarino ouvindo bem alto o característico som dos hélices do cruzador, algo parecido com “Chuff-chuff-chuff… chuff-chuff-chuff…”.

Após 55 segundos do disparo inicial, o primeiro torpedo explodiu na proa do cruzador, no ponto após a âncora e antes da primeira torreta. A proa foi arrancada pela explosão, sendo vista pelo periscópio pelo comandante Christopher, que ficou abismado. Logo veio a explosão do segundo torpedo, que atingiu o navio próximo à sua superestrutura.

O terceiro torpedo acabou errando o cruzador e explodiu, por acionamento da espoleta de proximidade, perto da popa do destróier argentino ARA Bouchard, sem maiores danos. Vinte minutos depois do ataque, o comandante do General Belgrano ordenou à tripulação o abandono do navio, o que foi feito sem pânico, em balsas salva-vidas infláveis.
Como estava escuro, os escoltas do cruzador não sabiam ainda o que havia acontecido, pois este ficou sem rádio após o ataque. Quando perceberam o ocorrido, tentaram inutilmente o lançamento de cargas de profundidade.

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O submarino nuclear HMS Conqueror ao retornar à Inglaterra hasteou a bandeira “Jolly Roger” comemorando o afundamento do cruzador Belgrano

 

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cristina-fernandez-kirchner-placa-malvinas-20120402-size-598

vinheta-clipping-naval“As coisas não ficarão assim por muito mais tempo!”. A frase foi pronunciada na última terça-feira, 2, pela presidente Cristina Kirchner em alusão ao controle britânico sobre as Malvinas, arquipélago do Atlântico Sul reivindicado desde 1833 pela Argentina. Cristina, durante as cerimônias realizadas nesta terça-feira, dia de comemoração do veterano da Guerra das Malvinas – e dos 31 anos do desembarque das tropas do ditador Leopoldo Fortunato Galtieri nas ilhas – exigiu que Londres sente à mesa de negociações para discutir a entrega do arquipélago à administração da Argentina, país que dominou esse território durante treze anos, entre 1820 e 1833.

“É uma incongruência”, sustentou Cristina, em referência aos 180 anos de posse britânica das ilhas, às quais denomina de “anacrônico encrave colonial” e de “lacraia que envergonha a Humanidade”.

Cristina fez um discurso cheio de acusações à Grã-Bretanha na cidade de Puerto Madryn, na província patagônia de Chubut. A presidente citou como verdadeiros rumores da época da Guerra das Malvinas (1982), sustentando que Londres havia “ameaçado” bombardear Rio Gallegos, onde morava na época com seu marido, Nestor Kirchner, onde ainda existe a base aérea de onde partiam aviões argentinos que combatiam sobre as ilhas.

A presidente argentina intensificou as reivindicações sobre as ilhas a partir de 2009, ano no qual companhias britânicas iniciaram a exploração de petróleo na plataforma marítima ao redor das Malvinas. No ano passado, quando comemoraram-se os 30 anos da guerra, ela aumentou as pressões internacionais nas esferas diplomáticas.

Há poucas semanas, um referendo realizado nas Malvinas indicou que os “kelpers” (denominação dos ilhéus) indicaram de forma quase unânime que pretendem continuar sob a administração de Londres. Em Buenos Aires, o governo argentino indicou que a votação era “ilegal”. Cristina exige que Londres sente à mesa das negociações, embora sem a presença dos kelpers, ignorados pelo governo argentino.

Acompanhada de grande parte de seu gabinete de ministros, governadores, lideranças parlamentares, além de representantes de organizações de veteranos de guerra alinhados com o governo, Cristina acusou Londres de “militarizar” o Atlântico Sul. Segundo ela, a Argentina, ao contrário da Grã-Bretanha, pretende lançar em breve um “navio científico” que navegará na região.

Neste ano a cerimônia coincide com o recente pedido feito pela presidente argentina ao papa Francisco (o cardeal argentino Jorge Bergoglio) para que o Vaticano ajude Buenos Aires a intermediar nas negociações que Cristina pretende estabelecer com o governo britânico de David Cameron.

A presidente destacou que seu governo pretende investigar o DNA dos restos mortais de 123 soldados argentinos que morreram nos combates nas ilhas e que nunca puderam ser identificados. “São soldados argentinos somente conhecidos por Deus”, disse a presidente, em referência aos soldados argentinos enterrados pelos britânicos no cemitério de Port Darwin.

Cristina Kirchner também acusou a Grã-Bretanha de insistir na posse das Malvinas “para esconder os problemas econômicos” que o governo Cameron enfrenta.

FONTE: O Estado de S. Paulo

VEJA TAMBÉM:

vinheta-clipping-navalO governador das ilhas Malvinas, Nigel Haywood, acusou a Argentina de “mentir” e de fabricar constantemente “invenções”, como a denúncia de que haveria submarinos nucleares britânicos no Atlântico Sul.

Em entrevista publicada neste domingo pelo tabloide The Sun, a apenas uma semana do referendo sobre o status político das Malvinas, Haywood declarou que o Reino Unido apoiará os moradores das ilhas enquanto quiseram continuar sob soberania britânica.

Os cerca de 3.000 habitantes (chamadas Falkland no Reino Unido) irão às urnas nos dias 10 e 11 de março para participar de uma consulta popular sobre sua atual condição de território britânico ultramarino.

O referendo foi convocado depois que, nos últimos meses, a Argentina aumentou suas reivindicações sobre esse território, cuja soberania reivindica desde 1833.

Em sua residência de Port Stanley (Puerto Argentino), Haywood declarou ao “Sun” que o governo da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, “inventa coisas”.

“A Argentina inventa coisas como a de que (as Malvinas) são um território em disputa e que a ONU decretou que os moradores não têm direito de decidir. Quando? Nunca disseram isso!”, exclamou.

Também “dizer que o Reino Unido tem submarinos com armas nucleares no Atlântico Sul é uma invenção”, acrescentou o governador.

A Argentina não reconhece o referendo de soberania das Malvinas, enquanto o governo britânico espera que contribua para deixar claro à comunidade internacional que os malvinenses querem continuar sob soberania britânica.

As tensões entre Argentina e Reino Unido em torno das Malvinas impediram que, em fevereiro, houvesse um encontro entre os ministros das Relações Exteriores de ambos os países durante a visita a Londres do chanceler argentino, Héctor Timerman.

FONTE: EFE via Terra

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A presidente argentina, Cristina Kirchner, publicou nesta quinta-feira uma carta aberta na imprensa britânica na qual solicita ao primeiro-ministro David Cameron a devolução das disputadas Ilhas Malvinas e acusa o Reino Unido de “colonialismo”.

O governo britânico, em resposta, enfatizou mais uma vez que os habitantes das ilhas “são britânicos por escolha”.
Na carta, publicada como anúncio publicitário nos jornais The Guardian e Independent, Kirchner afirma que a Argentina foi “despojada pela força” do arquipélago do Atlântico Sul situado a 14.000 km de Londres “há 180 anos em um exercício descarado de colonialismo do século XIX”.

“Desde então, a Grã-Bretanha, a potência colonial, se nega a devolver os territórios à República Argentina, impedindo deste modo o restabelecimento de sua integridade territorial”, escreveu no texto destinado ao primeiro-ministro conservador britânico, com cópia para o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Kirchner recorda que a ONU decretou em 1960 a necessidade de “acabar com o colonialismo em todas as suas formas e manifestações”, além de destacar que a Assembleia Geral da organização aprovou em 1965 uma “resolução na qual considerava as ilhas como um caso de colonialismo e convidava Grã-Bretanha e Argentina a negociar uma solução para a disputa de soberania”, seguida por “muitas outras resoluções com este efeito”.

“Em nome do povo argentino, reitero nosso convite a que acatemos as resoluções das Nações Unidas”, concluiu.
O governo britânico, que sempre se negou a dialogar sobre as ilhas que controla desde 1833, alegando o direito de autodeterminação dos moradores, afirmou em sua resposta à carta da presidente argentina que os habitantes das Malvinas – Falklands para a Inglaterra – “são britânicos por escolha”.

Um porta-voz do chefe de Governo conservador reafirmou à imprensa que os moradores das ilhas denominadas oficialmente Falklands “têm um desejo claro de continuar sendo britânicos” e poderão demonstrar no referendo previsto para o início de março.

“O governo argentino deve respeitar seu direito à autodeterminação”, afirmou o porta-voz, destacando que Cameron “fará tudo para proteger os interesses” dos moradores da ilha.

“Continuam sendo livres para escolher o próprio futuro, político e econômico, e têm o direito à autodeterminação consagrado na Carta das Nações Unidas”, afirmou um porta-voz do Foreign Office (ministério das Relações Exteriores).

“Há três partes neste debate, não apenas duas, como pretende a Argentina. Os moradores da ilha não podem ser apenas apagados da história. Portanto, não podem existir negociações sobre a soberania das Falklands ao menos ou até que os habitantes assim desejarem”, completou.

As autoridades das ilhas, que têm atualmente o status de território britânico de ultramar, também rejeitaram as demandas de Kirchner.

“Não somos uma colônia. Nossa relação com o Reino Unido é por escolha”, declarou Barry Elsby, um dos oito membros da assembleia legislativa do arquipélago.

“Ao contrário do governo da Argentina, o Reino Unido respeita o direito de nosso povo a determinar nossos próprios assuntos, um direito consagrado na Carta da ONU e que é ignorado pela Argentina”, completou.
Os quase 3.000 habitantes das Malvinas, em sua maioria britânicos, votarão em um referendo nos dias 10 e 11 de março para decidir se desejam continuar como território ultramar britânico ou mudar de status.
A Argentina chama o referendo de ilegítimo por considerar os malvinenses uma “população implantada”.

O governo de Buenos Aires emite tradicionalmente uma mensagem de reivindicação de soberania sobre as Malvinas a cada 3 de janeiro, dia do aniversário do desembarque das tropas britânicas no arquipélago em 1833.
A disputa entre os dois países provocou uma guerra de 74 dias que terminou com 649 argentinos e 255 britânicos mortos em 1982. Desde então, a Argentina concentra as reinvidicações pela via diplomática.

O 30º aniversário do conflito, em 2012, foi marcado por uma escalada verbal entre Argentina e Grã-Bretanha, além de denúncias argentinas sobre uma “militarização” britânica da região e sobre a exploração de possíveis recursos petroleiros na região.

Em sua recente mensagem de Natal às ilhas, Cameron acusou a Argentina de negar aos malvinenses “o direito à democracia e à autodeterminação”, além de “tentar isolá-los, bloquear seu comércio e sufocar as indústrias pesqueira, de combustíveis e turística legítimas”.

FONTE: Terra/AFP

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MONTEVIDÉU – O governo do Uruguai denunciará para órgãos internacionais a presença ou trânsito por suas águas territoriais de um submarino militar nuclear inglês que partiu rumo ao Atlântico Sul, em um momento de tensas relações entre a Argentina e Grã-Bretanha pela soberania das Ilhas Malvinas.

“Se este submarino passa por nossas águas e conseguimos detectá-lo, não temos outra alternativa que não seja denunciar o fato”, disse o vice-ministro da Defesa Nacional, Jorge Menéndez, em entrevista ao jornal La Republica.

Os ministros da Defesa dos países da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) declararam a zona do Atlântico Sul “livre de armas nucleares”, dias depois que a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, rechaçou a presença de um navio de guerra nuclear da Marinha britânica.

Menéndez destacou que as embarcações “de natureza militar não são bem-vindos em nossas águas nem em nossos portos”, a não ser que estejam desenvolvendo “ações humanitárias ou científicas”.

O governo uruguaio considera as Malvinas, cuja soberania é reivindicada pela Argentina, “uma possessão colonial inglesa na América Latina”.

FONTE: Portal Ansa Latina

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O Reino Unido perderá as Malvinas se a Argentina tomar a base aérea das ilhas, que ficaram vulneráveis devido aos cortes do orçamento de defesa, afirmou o comandante das forças terrestres britânicas durante a guerra de 1982 ao jornal The Times.

Em meio a uma crescente tensão entre os dois países pela soberania do arquipélago austral, o general de divisão Julian Thompson declarou ao jornal britânico que, diferentemente de 30 anos atrás, o Reino Unido não pode defender as ilhas ao carecer atualmente de um porta-aviões.

“Os argentinos têm uma brigada de infantaria de marines. Têm uma brigada de paraquedistas e algumas boas forças especiais”, declarou o militar em uma entrevista ao Times. “Tudo o que precisam fazer é levar esta gente às ilhas durante o tempo necessário para destruir os aviões Typhoon (da Royal Air Force) e será o final”, acrescentou.

Segundo o general de brigada, se as forças argentinas destruírem ou se apoderarem da única base militar das ilhas, a de Mount Pleasant, a cerca de 50 km da capital, a única solução seria enviar uma força naval, como decidiu fazer a então primeira-ministra Margaret Thatcher há 30 anos.

Salvo que nesta ocasião não teria porta-aviões, já que o último, o HMS Ark Royal foi retirado de serviço em dezembro de 2010, à espera da construção de dois novos que estarão prontos até 2020. “É preciso levar seu próprio apoio aéreo e não se pode fazer isso sem um porta-aviões. Fim da história”, disse Thompson na entrevista.

A advertência do general de brigada ocorre em meio a uma nova escalada verbal entre Argentina e o Reino Unido pelas Malvinas, a menos de um mês do 30º aniversário do início do conflito que em 74 dias a partir do dia 2 de abril de 1982 deixou 649 argentinos e 255 britânicos mortos.

Londres, que controla as ilhas desde 1833, convocou na semana passada o máximo representante diplomático da Argentina na capital britânica para pedir a ele explicações pelas crescentes tentativas de bloquear as exportações britânicas e a decisão de negar o acesso a dois cruzeiros no porto argentino de Ushuaia (sul).

A Argentina, que insiste em resolver a disputa de soberania pela via diplomática, também denunciou recentemente a “militarização” do Atlântico Sul por parte do Reino Unido após o anúncio do envio iminente de um moderno destróier à região e a mobilização do príncipe William para uma missão como piloto de helicópteros de busca e resgate.

FONTE: Terra    Colaborou: Henrique

FOTOS: Ministério da Defesa do Reino Unido (MoD UK)

NOTA DO EDITOR: a matéria completa original do Times infelizmente só está disponível para assinantes do jornal. Porém, pode-se clicar aqui para ver parte da reportagem, em inglês, na primeira página. Desde que a matéria original foi publicada ontem, o assunto repercutiu em diversas  mídias (a tradução da notícia no site Terra aqui no Brasil é um exemplo), notadamente no Reino Unido, levantando discussões sobre a capacidade militar britânica atual. Porém, a discussão ganharia relevância maior se levasse em conta, mais detalhadamente, a capacidade militar argentina e a real possibilidade de uma operação do gênero ocorrer, pois o foco do entrevistado provavelmente está muito mais em colocar em pauta as deficiências militares britânicas.

E, a esse respeito, o general já mostrou posições bastante polêmicas, o que inclui sua opinião em 2010 de que a RAF (Força Aérea Real) deveria ser abolida (clique aqui para texto original, em inglês) e suas aeronaves divididas entre o Exército e a Marinha (esta última assumindo a defesa aérea), para se economizar custos e dar uma resposta à necessidade de cortes no orçamento que se propunha naquele ano, porém sem prejudicar a Marinha Real.

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Em Londres, o governo de David Cameron continua a alimentar a usina de notícias sensacionalistas. O Daily Mail informou que a Marinha britânica enviará, além do destróier HMS Dauntless, um submarino nuclear para as Ilhas Malvinas. O jornal disse que o envio já foi aprovada pelo primeiro-ministro britânico. O governo argentino condenou a iniciativa, em meio a uma crescente tensão pela soberania do arquipélago.

Porta-vozes do Ministério da Defesa não negaram a informação e apenas se limitaram a avisar ao Daily Mail que a pasta não fornece dados sobre o movimento de submarinos nucleares.

O deslocamento se somaria à chegada, quinta-feira passada, do príncipe William – segundo na linha de sucessão ao trono da monarquia britânica – para cumprir seis semanas de treinamento como piloto de helicópteros de resgate. A visita tem sido considerada pelos argentinos como uma propvocação e tem reavivado os fantasmas da guerra envolvendo as nações.

William, de 29 anos, teve, neste domingo (5), seu primeiro dia de treinamento militar nas ilhas. De acordo com informação divulgada, ele analisou os mapas do território das Malvinas para se “familiarizar” com as zonas de deverá sobrevoar como copiloto de um helicóptero de salvamento da Força Aérea Real. O oficial encarregado de atividades, Milles Bartlett, disse que o treinamento “é uma parte vital no aprendizado de qualquer piloto que realize resgates.”

Por parte do governo argentino, o ministro da Defesa, Arturo Puricelli, descreveu como “uma ostentação desnecessária de poder de fogo” o deslocamento do navio britânico.

“Tenha certeza de que a nossa Marinha argentina, como parte do cumprimento dos tratados internacionais, ante qualquer problemas que tivesse a tripulação que acompanhou o príncipe William, teria dado a assistência necessária, teria vindo em seu auxílio. Não havia necessidade de mobilizar uma embarcação com a tecnologia bélica do destructor que agora está cortando águas argentinas desnecessariamente”, disse.

O titular da pasta da Defesa afirmou que a intenção da Casa Rosada é “retirar todo conteúdo bélico” da disputa pela soberania sobre as ilhas. “Eles (Reino Unido) querem militarizar o Atlântico sul. Nós dissemos que a Argentina e a América do Sul não querem militarizá-lo, não queremos que se contamine; queremos que o litoral marítimo do Atlântico Sul seja cuidado e protegido pela Armada Argentina”, disse.

Puricelli declarou, além disso, que não resta “a menor dúvida” que a Argentina recuperará as ilhas Malvinas antes do fim do século, levando em conta o acompanhamento da comunidade internacional. Nesse sentido, acrescentou que “eles (os britânicos) sabem que não há nenhuma justificativa para manter a usurpação, já que muito antes do final deste século a Argentina terá a jurisdição plena e a posse. A ocupação por parte do Reino Unido das ilhas Malvinas é sustentada pela força. Começou com um navio de guerra que desalojou autoridades e a população argentina das ilhas Malvinas em 1833. Indubitavelmente continuam sustentando essa ocupação da mesma maneira”, explicou Puricelli.

Nicarágua, Cuba, São Vicente e Granadinas, Dominica e Antígua e Barbuda aderiram à decisão de outros países latino-americanos de impedir a entrada de navios com bandeira das ilhas Malvinas em seus portos, informaram neste domingo fontes oficiais.

A decisão, adotada em solidariedade à reivindicação argentina de soberania sobre o arquipélago, foi aprovada no sábado (4), durante a Cúpula da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba), realizada em Caracas.

FONTE: O Vermelho, com agências

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Em correlação ao assunto Falklands/Malvinas segue imagem da fragata tipo 23 HMS Montrose (F 236) fundeada em Port William, próximo a Port Stanley, Ilhas Falklands.

A Montrose será substituída como navio estação na patrulha do Atlântico Sul pelo CT tipo 45 HMS ‘Dauntless’ (D 33).

FOTO: Peter Tukker, a bordo do M/S ‘Veendam’ – Holland America Line

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SYLVIA COLOMBO
ENVIADA ESPECIAL ÀS ILHAS MALVINAS

O príncipe William chegou ontem à base militar de Mount Pleasant, nas ilhas Malvinas (Falklands em inglês), dependência britânica que a Argentina reivindica.
O membro da família real está em missão militar e viaja como um oficial comum, sem regalias ou segurança.

Os jornalistas foram mantidos do lado de fora da pista onde o avião desceu, e o príncipe não tem eventos oficiais na agenda. Nas próximas seis semanas, ele realizará tarefas de resgate como piloto de helicóptero e dormirá e fará as refeições nos alojamentos dos soldados.

A visita ocorre a dois meses do aniversário de 30 anos da Guerra das Malvinas e em meio a uma escalada da tensão entre britânicos e argentinos.

Foi considerada como uma provocação pelo governo argentino. Em Buenos Aires, houve protestos contra a visita do herdeiro real.
“É impressionante como é possível distorcer acontecimentos por meio do discurso político. O governo argentino anda dizendo coisas incríveis nos últimos tempos”, disse à Folha Daniel Biggs, membro da força de segurança local.

Biggs é um “kelper” (habitante das ilhas), nascido um ano após a guerra. “Minha geração tem uma visão ponderada do conflito, mas os mais jovens estão ficando muito irritados e agressivos com relação aos argentinos.”

A chegada de William é comemorada pelos locais. “É importante marcar posição quando estamos sendo outra vez ameaçados”, diz a escocesa Gwen Smith.
Stanley, a capital, encheu-se de bandeiras britânicas nos últimos dias. Nos monumentos aos mortos em combate, as pessoas deixam flores e mensagens.

A Guerra das Malvinas durou de 2 de abril a 14 de junho de 1982, quando os argentinos foram derrotados.
Durante os anos do presidente Carlos Menem (1989-1999), houve tentativas de reaproximação com relação ao arquipélago. Mas, desde que os Kirchner estão no poder (2003), as ilhas voltaram a ser reivindicadas pelo governo argentino em fóruns globais.

FONTE: Folha de São Paulo

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Malvinas ou Falklands?

Aula de geografia. A professora mostra o mapa da América do Sul para os alunos. Ao falar da Argentina, comenta que existe um arquipélago em disputa com o Reino Unido. Como deveríamos chamar: Malvinas ou Falkland? A resposta a essa questão indicará a preferência não apenas da professora, mas de todos que se manifestem sobre o tema.

Por Gilberto Rodrigues *

Em 2012, completam-se 30 anos da Guerra das Malvinas/Falkland. Uma guerra que a ditadura argentina perdeu para o governo conservador britânico de Margareth Tatcher, a Dama de Ferro. Para os argentinos, um capítulo triste e vergonhoso de sua história. Para os britânicos, ao som de “We are the champions” (Nós somos os vencedores), do Queen, um momento de afirmação de sua soberania sobre as ilhas e de seu poderio militar, em plena Guerra Fria.

Passadas três décadas, a Argentina segue reivindicando com barulho a soberania sobre as Ilhas Malvinas (“Las Malvinas son Argentinas”) e os britânicos continuam fleumáticos e impassíveis nas Ilhas Falkland. Porém, fatos novos entram em cena e estãoalterando o equilíbrio de forças políticas e diplomáticas nesse embate.

Os países da Unasul (União das Nações Sul-Americanas), sob a liderança do Brasil, não querem que nenhum país de fora da região faça exercícios militares no Atlântico Sul. O Reino Unido não apenas teima em manter suas naves bélicas como anunciou que irá explorar petróleo no território marítimo das ilhas. Em razão disso, a Unasul passou a declarar apoio à Argentina em seu pleito. Mais: Argentina e Uruguai proibiram qualquer empresa que explore petróleo nas Malvinas de utilizar os seus portos e de atuar no país.

Já os habitantes das ilhas preferem ficar com os britânicos e reagem indignados à política de Buenos Aires, mas a Casa Rosada afirma que todos nas Ilhas são manipulados pela Corte de St. James. Não há dúvida de que está em curso a maior estratégia de defesa coletiva contra a soberania britânica sobre as Malvinas/Falkland até hoje vista. Não à toa, o Chanceler William Hague veio ao Brasil em busca de apoio à posição britânica, preparando futura visita do Príncipe William. Por enquanto, Malvinas/Falkland permanece como a dupla expressão dos mapas isentos.

* Gilberto Rodrigues é professor do curso de Relações Internacionais da Faculdade Santa Marcelina, foi professor visitante da Universidade de Notre Dame (EUA), doutor em Relações Internacionais pela PUC-SP, mestre pela Universidad para La Paz (ONU/Costa Rica) e pós-graduado pela Universidade de Uppsala (Suécia).

FONTE: Portal Vermelho

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Decisão da Grã-Bretanha de levar destróier a arquipélago em litígio busca ‘militarizar o conflito’, acusa chancelaria argentina

 

MARINA GUIMARÃES, CORRESPONDENTE / BUENOS AIRES

A dois meses do aniversário de 30 anos da Guerra das Malvinas, o governo britânico emitiu ontem um novo sinal de endurecimento na disputa com a Argentina pela soberania sobre o arquipélago. O Ministério de Defesa de Londres informou que enviará às ilhas do Atlântico Sul um de seus navios de guerra mais modernos, o destróier HMS Dauntless. Em nota, o governo argentino acusou a Grã-Bretanha de “militarizar o conflito”.

“A República Argentina rejeita a tentativa britânica de militarizar um conflito sobre o qual as Nações Unidas já decidiram, em diversas oportunidades, e indicaram que ambas as nações devem resolver a questão em negociações bilaterais”, protestou o Ministério das Relações Exteriores de Buenos Aires em nota oficial. A mensagem diz que as ações britânicas têm o “objetivo de distrair a atenção pública das políticas econômicas de ajustes num contexto interno de crise estrutural e alto desemprego”.

O governo de Cristina Kirchner também criticou a chegada do príncipe William ao arquipélago, onde o herdeiro do trono deverá passar por treinamento militar. Ele é copiloto de helicóptero do Exército britânico. “O povo argentino lamenta que o herdeiro real desembarque no solo pátrio com o uniforme do conquistador e não com a sabedoria de estadista que trabalha a serviço da paz e do diálogo entre as nações.”

O navio da Marinha britânica vai substituir a fragata HMS Montrose, que patrulha as águas das Falklands – como os britânicos chamam as Malvinas. De acordo com o porta-voz da Marinha Real, Simon Smith, a troca já estava programada. “A Marinha tem mantido uma presença contínua no Atlântico Sul por vários anos e o envio do HMS Dauntless foi planejado tempos atrás”, disse Smith à BBC. Segundo o porta-voz, trata-se de um “movimento de rotina”.

A decisão de reforçar o poder naval no arquipélago disputado ocorre num momento especialmente delicado. Em dezembro, os países-membros do Mercosul concordaram em proibir que embarcações com a bandeira das Malvinas atraquem em portos sul-americanos. O Brasil promete levar a sério a medida.

“O governo britânico outorga uma grande importância ao aniversário dos 30 anos da guerra com a Argentina, no dia 2 de abril, e o envio do destróier é parte da decisão do Conselho de Defesa de fortalecer a defesa das ilhas”, disse ao Estado o analista Jorge Castro, diretor do Instituto de Planejamento Estratégico de Buenos Aires.

“O Conselho de Defesa britânico já descartou a possibilidade de uma ação militar da Argentina, não só por falta de capacidade e logística, mas também porque não há intenção do governo argentino de partir para a guerra. O que estão dizendo com esse gesto é que o conflito está instalado”, analisou Castro. Ele ponderou que o apoio do Mercosul à Argentina mudou o cenário de modo favorável aos argentinos, que tentam retomar o diálogo direto com o governo britânico sobre a posse do território.

A Grã-Bretanha rejeita negociar a soberania do arquipélago e afirma ser favorável à autodeterminação da população local, os kelpers – colonos britânicos trazidos no século 19.

Castro afirma que o apoio brasileiro é central para a Argentina. “A relação com o Brasil é uma prioridade do governo britânico e a mudança de posição brasileira sobre o acesso aos portos mostra que a Argentina tem aliados importantes”, destacou.

No dia 18, em visita ao Brasil, o chanceler britânico, William Hague, reiterou a seu colega brasileiro, Antonio Patriota, que a posição britânica em relação à ilha não vai mudar.

A guerra entre Argentina e Grã-Bretanha pela posse das Malvinas teve início em 2 de abril de 1982 e terminou em 14 de junho do mesmo ano, com o saldo de 255 militares britânicos e mais de 650 argentinos mortos.

FONTE: Estadão

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O Reino Unido enviará às ilhas Malvinas nos próximos meses um de seus navios de guerra mais modernos da Royal Navy (Marinha), informou nesta terça-feira o Ministério de Defesa britânico.

Trata-se do destróier “HMS Dauntless”, que nos próximos meses vai partir em direção ao Atlântico Sul e substituirá à fragata britânica “HMS Montrose”, acrescentou o Ministério.

Conforme o Ministério da Defesa, a troca de embarcações já estava programada, mas ocorre em um momento de tensão entre o Reino Unido e a Argentina pela soberania das ilhas.

DECLARAÇÕES

O atrito entre Londres e Buenos Aires começou após declarações do primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron. Em 18 de janeiro, ele chamou a Argentina de “colonialista” por querer ter o controle do arquipélago.

No dia seguinte, o jornal “The Times” informou que Cameron colocará em prática um plano de contingência militar que eleva o efetivo das Forças Armadas no Atlântico Sul. A iniciativa foi tomada devido à agressividade do discurso do governo de Cristina Kirchner.

No dia 8, o premiê britânico afirmou que não negociará sobre a soberania das ilhas e disse que manterá “vigilância” sobre o acordo entre os países do Mercosul para não permitir a entrada de navios do arquipélago.

FONTE: Folha de São Paulo

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Descoberta de petróleo e presença do príncipe William acirram disputa entre Argentina e Reino Unido pelas ilhas, 30 anos depois da guerra declarada pela ditadura militar

 

CAROLINA VICENTIN

O governo argentino luta para sair de uma crise financeira, enfrenta acusações sobre leis dúbias aprovadas pela presidente Cristina Kirchner e ainda precisa lidar com uma espinhosa disputa internacional. Nos últimos meses, a Argentina aumentou a munição na batalha verbal sobre o controle das Malvinas, geladas ilhas ao sul do continente que estão sob domínio britânico há décadas. Desde o fim da guerra pela posse do arquipélago, há quase 30 anos, os argentinos tentam levar o assunto à mesa de negociações, sem sucesso. Agora, com as Malvinas prestes a se tornarem um lucrativo campo de extração de petróleo, a troca de farpas entre os dois países ficou ainda maior. E, segundo analistas ouvidos pelo Correio, o impasse está longe de uma solução.

Prova disso foram as declarações de Cristina Kirchner no primeiro discurso após o fim da licença médica que a afastou do poder por 20 dias. Na quarta-feira à noite, a presidente rebateu as acusações do primeiro-ministro britânico, David Cameron, que classificou a postura argentina como “colonialista”. Para o governo de Londres, a tentativa de Buenos Aires de retomar o controle das ilhas fere o princípio da autodeterminação dos povos. Em uma pesquisa recente, os moradores das Malvinas afirmaram que querem continuar como cidadãos do Reino Unido. “Ninguém está pedindo que eles (os malvinenses) deixem de ser ingleses. Esses argumentos caem por si sós”, disse Cristina. “Vamos seguir com nossa política de sempre, para que seja cumprida a resolução das Nações Unidas sobre se sentar, dialogar e negociar.”

A mandatária já conseguiu importantes vitórias diplomáticas. Em novembro, os demais países do Mercosul, entre eles o Brasil, aceitaram não receber em seus portos navios com bandeiras das Ilhas Falkland — o nome inglês do território. “O apoio que a Argentina obteve foi extraordinário. Tanto o Mercosul como a Unasul (União das Nações Sul-Americanas) toparam restringir a navegação”, afirma Carlos Vidigal, professor de relações internacionais na Universidade de Brasília (UnB) e especialista em política argentina. “Foi a primeira vez que o país conseguiu uma posição sem dualidades por parte dos países sul-americanos”, lembra Juan Recce, diretor do Centro Argentino de Estudos Internacionais. “Trata-se de um revés que reivindica o poder de Davi frente ao gigante Golias”, exagera.

Príncipe a serviço
O Reino Unido não deixou por menos. O governo autorizou o aumento das atividades militares nas ilhas e, no mês que vem, o príncipe William desembarca por lá para seis semanas de exercícios aeronáuticos na região. Segundo o jornal britânico The Times, o príncipe fez lobby para que o deixassem viajar às Malvinas, nas proximidades do aniversário de 30 anos da guerra entre a Argentina e o Reino Unido pelo controle do território (leia o Para saber mais). “Isso não é um problema apenas para a Argentina, mas também para todos os países que são signatários de acordos de paz. Trata-se de uma potência militarizando uma região que não deveria ter presença tão ostensiva de forças de segurança”, critica o professor Hector Saint-Pierre, argentino, diretor do Centro de Estudos Latino-Americanos da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
Assim como Saint-Pierre, muitos argentinos se sentem afrontados pelo domínio britânico nas Malvinas. Na semana passada, logo após as polêmicas declarações do premiê David Cameron, manifestantes foram para a frente da embaixada britânica em Buenos Aires e demonstraram repúdio à acusação de “colonialismo”. Eles também pediram a Cristina Kirchner que rompesse as relações diplomáticas com Londres. “Se há uma coisa em que peronistas, antiperonistas, comunistas e conservadores concordam é sobre o lema “las Malvinas son argentinas”", comenta o professor Mark Jones, da Universidade de Houston, especialista em questões latino-americanas. A reivindicação tem apoio de muitos governos de fora da América do Sul, exceto na Europa.

Sem guerra
Assim, é provável que a relação diplomática entre argentinos e britânicos fique cada vez pior. A tensão, no entanto, não deve provocar outra ofensiva armada. Além do risco da perda de vidas — algo que Cristina Kirchner não está disposta a enfrentar —, as forças armadas do país vizinho estão praticamente abandonadas. “O Exército está em tal estado de decomposição, em termos funcionais, que seria incapaz de ter algum êxito contra as bem treinadas forças britânicas”, diz o professor Jones. Engessados, os argentinos só têm como escolha continuar fazendo barulho. “Não existe uma solução próxima para esse problema. Ambos querem a soberania e, em termos históricos, quando há uma disputa assim, a coisa só se resolve por meio da força”, observa o professor da UnB Carlos Vidigal.

FONTE: Correio Braziliense

SAIBA MAIS:

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, aprovou um plano de contingência para ampliar a presença militar nas ilhas Malvinas por causa do aumento da tensão entre o Reino Unido e a Argentina pela soberania na região, informou nesta quinta-feira o jornal britânico “The Times”.

Segundo a publicação, Cameron dedicou um dia para avaliar com sua cúpula militar a retórica cada vez mais agressiva do governo argentino liderado por Cristina Kirchner.

Na quarta-feira, o premiê detalhou no Parlamento que havia convocado o Conselho Nacional de Segurança para abordar o tema e acusou a Argentina de “colonialismo” por reivindicar a soberania das ilhas, discussão que se repete desde 1833.

O Reino Unido tem planos de enviar em breve novo efetivo à região através da Ilha da Ascensão, no Oceano Atlântico, que pertence ao Reino Unido, acrescentou “The Times”.

“Estamos traçando uma estratégia de contingência. Temos certeza de que a mesma está correta”, disse uma fonte de Defesa ao jornal.

De acordo com o “Times” –que dedicou toda sua capa ao conflito com a chamada “Novo alerta nas Malvinas”–, o governo de Cameron considerou que as ilhas estão agora melhor protegidas do que em 1982, quando a Junta militar argentina decidiu ocupá-las em 2 de abril, uma ação que provocou uma guerra entre os países.

DISPUTA

As ilhas dispõem de quatro aviões Typhoon em Mount Pleasant, base aérea que tem um radar, e sempre há uma fragata ou um destróier patrulhando a região, informou o jornal, que acrescentou que o Ministério de Defesa britânico não revelou onde estão os submarinos nucleares.

Em uma surpreendente declaração parlamentar, Cameron disse ontem que convocou o Conselho Nacional de Segurança e que a Argentina não devia subestimar sua determinação em defender os habitantes das ilhas.

“O que os argentinos disseram recentemente é muito mais colonialismo, porque os moradores querem continuar sendo britânicos e os argentinos querem que eles façam outra coisa”, afirmou no Parlamento.

Em resposta, o Governo argentino disse que tais afirmações eram “absolutamente ofensivas, principalmente se tratando do Reino Unido”. “A história mostra claramente qual foi sua atitude frente ao mundo”, declarou o ministro do Interior argentino, Florencio Randazzo.

MERCOSUL

Há 11 dias, o premiê indicou que descartava uma negociação com a Argentina sobre a soberania das ilhas e sustentou que seu país deve manter a “vigilância”, em clara referência à decisão de vários países latino-americanos de bloquear o acesso aos portos de navios com bandeira das Malvinas.

Em uma cúpula em dezembro em Montevidéu, os países que compõe o Mercosul concordaram em bloquear o acesso de navios com bandeira das Malvinas aos seus portos.

Em 2012, serão completados 30 anos da guerra entre os dois países pela posse das Malvinas, que terminou em 14 de junho de 1982 com a rendição da Argentina. No conflito bélico morreram 255 militares britânicos e mais de 650 argentinos.

Em fevereiro, o príncipe William, segundo na linha de sucessão à coroa britânica, viajará às Malvinas para participar de treinamentos como piloto de helicóptero de resgate.

FONTE: EFE, via Estadão

Quase 30 anos após fim da guerra, veteranos que lutaram em lados opostos têm emocionante reencontro na província de Córdoba

 

Quase 30 anos após o fim da guerra entre Argentina e Reino Unido pelas ilhas Malvinas (Falklands para os britânicos), dois veteranos que lutaram em lados opostos viveram um encontro emocionante.

O ex-piloto de caça-bombardeiro da Força Aérea Argentina, Mariano Velasco, de 62 anos, recebeu em sua casa na província de Córdoba o britânico Neil Wilkinson.

Na guerra, Wilkinson atirou e derrubou o avião pilotado por Velasco, no Estreito de São Carlos, no arquipélago no Atlântico Sul.

O piloto argentino, que na época da guerra tinha 32 anos, sobreviveu ao pular de páraquedas poucos minutos após o bombardeio.

“Wilkinson sempre achou que eu tivesse morrido depois de alvejar o avião que eu pilotava”, disse Velasco à BBC Brasil.

Programa de TV

Em 2007, o britânico assistiu na televisão a um especial sobre a guerra e viu quando Velasco narrou onde estava quando o tiro atingiu seu avião, na batalha. Ao ouvir a história, percebeu que aquele era o piloto do avião que ele tinha atingido.

“Quando ele me reconheceu, procurou a Embaixada da Argentina em Londres e pediu ajuda para me localizar. Começamos uma amizade por redes sociais, como Facebook, até que ele veio à minha casa”, lembrou.

O encontro ocorreu no fim do ano passado, mas só agora foi divulgado. “Eu o esperei na porta de casa e meu coração estava acelerado. Quando nos vimos, nos abraçamos e choramos, choramos muito. Wilkinson tremia de emoção por ter certeza de que eu estava vivo”, recordou.

Velasco disse que jamais sentiu ódio pelo britânico. “Fomos apenas peças de circunstâncias”, disse.

‘Emoção’

Na ocasião, o inglês disse que a emoção do encontro “foi muito grande para poder explicar, mas agora tenho certeza de que ele está vivo.”

Wilkinson era artilheiro antiaéreo no barco de combate HMS Intrepid quando abriu fogo contra o avião de combate Skyhawk, pilotado por Velasco. Ele disse que a imagem do avião caindo o acompanhou durante toda a sua vida. “Jamais imaginei que ele pudesse ter sobrevivido”, disse.

Dois dias antes de ter o avião derrubado, o argentino tinha participado do ataque a um barco que deixou 19 britânicos mortos.

Churrasco

O encontro entre os ex-combatentes foi na casa do ex-piloto argentino, na localidade de Villa de Las Rosas, na província de Córdoba, onde compartilharam um churrasco. “Hoje, somos amigos. Nos falamos com certa frequência por e-mail, Facebook ou Skype”, contou.

Velasco recordou que o ataque contra o avião que pilotava ocorreu no dia 27 de maio de 1982, cerca de 50 dias após tropas argentinas invadirem as ilhas, no dia 2 de abril daquele ano.

“Eu machuquei meu tornozelo mas pude me arrastar e caminhar dois dias até uma casa abandonada, onde fiquei do dia 29 ao dia 31 de maio, até que passaram moradores locais, a cavalo, e disseram que avisariam a força aérea argentina. No dia seguinte, me buscaram e me levaram de ambulância. No dia seis de junho me levaram de volta ao continente (argentino)”, afirmou.

O militar argentino da reserva disse ainda que, para ele, as ilhas são argentinas porque assim foi confirmado desde que a Argentina deixou de ser colônia espanhola. “Não temos ódio contra os britânicos. Somos apenas contra a usurpação das ilhas porque elas são argentinas. Mas sabemos que vai depender da diplomacia para que elas voltem a ser do nosso país”, afirmou.

FONTE: BBC

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira, em Brasília, ao lado de seu colega Wiliam Hague, o chanceler brasileiro Antonio Patriota confirmou a posição do Brasil e da Unasul de apoio à soberania argentina sobre o arquipélago e a decisão de não permitir que barcos com a bandeira das Malvinas atraquem em seus portos.

“Hague sabe que Brasil, a Unasul, diria que até a comunidade latino americano e do Caribe apoia a soberania argentina sobre as Ilhas Malvinas e apoiamos as resoluções das Nações Unidas que apelam para os gopvernos britânico e argentino a dialogar sobre esse tema”, declarou.

Hague disse que as diferenças de posição não afetam as relações bilaterais crescentes entre Brasil e Reino Unido. Ele voltou a defender a posição história de seu país sobre as ilhas que os britânicos chamam de Falklands, retirerando as palavras do primeiro-ministro David Cameron que acusou nesta quarta-feira a Argentina de “colonialismo”.

A resposta de Buenos Aires foi rápida e firme. O vice-presidente Amado Boudou, que comanda o país na ausência da presidente Cristina Kirchner, considerou “lamentável” o que disse David Cameron. “Todo mundo sabe o que a Grã-Bretanha representou para o colonialismo durante vários séculos”, declarou.

A troca de acusações acontece às vésperas do conflito completar 30 anos. Desde 1965, a ONU determina que Argenina e Reino Unido iniciem negociações para resolver a disputa sobre as Ilhas Malvinas.

Londres se recusa a discutir o assunto a soberania do arquipélago habitado por 3 mil pessoas e onde a partir do mês o príncipe Wiliam vai efetuar uma missão de seis meses como parte de sua formação de piloto da Força Aérea britânica.

A tensão entre os dois países é permanente mas piorou há cerca de um ano quando a Argentina acusou os britânicos de começar a exploração dos recursos de petróleo e gás das Ilhas Malvinas.

FONTE: RFI

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Montevidéu – O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Uruguai defendeu a presença, no Porto de Montevidéu, de uma embarcação científica da Marinha britânica que partiu na quarta-feira com destino às Ilhas Malvinas, território sobre o qual a Argentina reclama soberania.

O vice-ministro do Uruguai, Roberto Conde, disse ao jornal uruguaio El Observador que “não podem entrar barcos com bandeira das Malvinas ou barcos de guerra” no país, mas que “este é científico, e por isso pode ingressar”.

Trata-se do HMS Protector, um navio quebra-gelo que desde o ano passado realiza tarefas de patrulhamento e exploração científica no Atlântico Sul, no entorno das Malvinas e da Antártida.

O governo de José Mujica anunciou, em Dezembro do ano passado, a proibição da entrada de embarcações com bandeira inglesa. A medida teve fins pacíficos e foi realizada em apoio à Argentina, mas provocou mal-estar com o governo britânico.

As Ilhas Malvinas estão sob controlo da Grã-Bretanha desde 1833.

Buenos Aires travou com um conflito armado com Londres, em 1982, mas não conseguiu conquistar o arquipélago.

FONTE: Angolapress

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