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Os presidentes do Mercosul reunidos hoje na cúpula do bloco em Montevidéu aprovaram uma resolução que proíbe a entrada de barcos com bandeiras das Ilhas Malvinas nos portos de seus países-membros.

A resolução foi acertada pelos chanceleres das nações do bloco durante as reuniões preparatórias para a 42ª Cúpula do Mercosul, que começou ontem na capital uruguaia e se encerra nesta tarde.

Na semana passada, o Uruguai proibiu a entrada de barcos do arquipélago — atualmente sob controle britânico e cuja soberania é reivindicada pela Argentina — em seu porto de Montevidéu, o que fez a Grã-Bretanha a chamar seu embaixador no país para consultas.

O ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Luis Almagro, assegurou que a “decisão política está tomada” e só restam “aspectos jurídicos relevantes que dão substância à forma como se instrumenta”.

O presidente uruguaio, José Mujica, argumentou na ocasião da proibição que a ordem de impedimento cumpria com um trato feito no ano passado da União Nações Sul-americanos (Unasul).

Seu colega argentino, Héctor Timerman, agradeceu ontem ao governo do Uruguai pela proibição e disse aos membros do Mercosul que a bandeira das Malvinas é “ilegal”.

“O governo argentino agradece ao Uruguai à posição que tomou, [o país] cumpriu com sua palavra”, disse o chanceler argentino.

A Argentina e a Grã-Bretanha entraram em guerra em 1982 em disputa pelo controle das ilhas, que acabaram ficando sob controle de Londres. Buenos Aires, porém, ainda reivindica sua soberania sobre os territórios.

FONTE: ANSA Latina

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HMS Edinburgh (D 97) visitou a ilha da Geórgia do Sul, como parte de sua patrulha pelo Atlântico Sul.

Ancorado no KEP (King Edwards Point), proporcionou aos seus tripulantes a oportunidade de visitarem a praia e conhecer a estação baleeira de Grytviken, além de apreciarem a grande variedade de vida selvagem, incluindo pinguins e focas.

HMS Edinburgh (D 97) está atualmente destacado para conduzir patrulhas de segurança marítima ao redor das ilhas Britânicas do Atlântico Sul, que também inclui a Ilha Falklands/Malvinas.

Vitórias do Sea Harrier nas Malvinas

Date Target Pilot Aircraft Unit
1 May, 1982 Mirage IIIEA Barton (RAF) Sea Harrier FRS.1 801 Sqn
1 May, 1982 Mirage IIIEA * Thomas (RN) Sea Harrier FRS.1 801 Sqn
1 May, 1982 Dagger A Penfold (RAF) Sea Harrier FRS.1 800 Sqn
1 May, 1982 Canberra B.62 Curtiss (RN) Sea Harrier FRS.1 801 Sqn
21 May, 1982 A-4C Blissett (RN) Sea Harrier FRS.1 800 Sqn
21 May, 1982 A-4C Thomas (RN) Sea Harrier FRS.1 800 Sqn
21 May, 1982 Dagger A Frederiksen (RN) Sea Harrier FRS.1 800 Sqn
21 May, 1982 Dagger A Thomas (RN) Sea Harrier FRS.1 801 Sqn
21 May, 1982 Dagger A Thomas (RN) Sea Harrier FRS.1 801 Sqn
21 May, 1982 Dagger A Ward (RN) Sea Harrier FRS.1 801 Sqn
21 May, 1982 A-4Q Morell (RN) Sea Harrier FRS.1 800 Sqn
23 May, 1982 Dagger A Hale (RN) Sea Harrier FRS.1 800 Sqn
24 May, 1982 Dagger A Auld (RN) Sea Harrier FRS.1 800 Sqn
24 May, 1982 Dagger A Auld (RN) Sea Harrier FRS.1 800 Sqn
24 May, 1982 Dagger A D. Smith (RN) Sea Harrier FRS.1 800 Sqn
1 Jun, 1982 C-130E ** Ward (RN) Sea Harrier FRS.1 801 Sqn
8 Jun, 1982 A-4B Morgan (RAF) Sea Harrier FRS.1 800 Sqn
8 Jun, 1982 A-4B Morgan (RAF) Sea Harrier FRS.1 800 Sqn
8 Jun, 1982 A-4B D. Smith (RN) Sea Harrier FRS.1 800 Sqn

FONTE: F-16.net

Na Guerra das Malvinas, em 1982, a Aviação Naval Britânica derrotou a Fuerza Aerea Argentina muito mais poderosa numericamente, graças ao jato STO/VL Sea Harrier.

Embora supersônicos, os Mirage/Dagger não foram páreo para o pequeno jato subsônico inglês, que era muito mais manobrável e estava equipado com radar Blue Fox e mísseis AIM-9L Sidewinder.

OUTRAS MATÉRIAS SOBRE AS MALVINAS:

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BUENOS AIRES, 16 JUN – O governo argentino repudiou a declaração dada ontem pelo primeiro-ministro britânico, David Cameron, sobre a soberania das Ilhas Malvinas, na qual dizia que o território será considerado britânico enquanto quiserem.

“A Argentina rechaça que, mediante as declarações, o governo do Reino Unido, em um lamentável ato de arrogância, se atribua a autoridade de colocar ‘fim à história’ de disputa de soberania, reconhecida pelas Nações Unidas e ainda pendente de solução”, afirmou a Chancelaria argentina, em comunicado.

O governo argentino considerou que “esta postura se soma ao permanente desprezo do governo britânico ao reiterado mandato das Nações Unidas e aos múltiplos chamados da comunidade internacional, pedindo à Argentina e ao Reino Unido para retomar as negociações a fim de alcançar uma solução à disputa de soberania no que diz respeito à à Questão Malvinas”.

O texto ainda diz que a atitude britânica evidencia a falta de respeito ao direito internacional que o país vem demonstrando em relação à persistência de uma anacrônica situação colonial que ofende não somente a Argentina mas também a região em seu conjunto”.

David Cameron deu a declaração ontem durante uma sessão da Question Time, na qual membros do parlamento interrogam-se sobre questões políticas do país.

Na ocasião, o parlamentar conservador Andrew Rosindell pediu a Cameron que pressione o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para que ele apoie a reivindicação da soberania britânica sobre as Malvinas.

A questão foi levantada uma semana após a Organização dos Estados Americanos (OEA) ter chamado os governos da Argentina e do Reino Unido para negociarem “o quanto antes” o domínio das ilhas.

As Ilhas Malvinas (conhecidas na Inglaterra como Ilhas Falkland), são atualmente um território inglês, pelo qual a Argentina reclama posse desde o século 19. Em 1982, os dois países travaram uma guerra por seu domínio e, apesar da Grã-Bretanha ter saído vitoriosa, a Argentina ainda reclama seus direitos sobre as ilhas.

FONTE: ANSA

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O comandante da Força-Tarefa britânica durante a guerra das Falklands/Malvinas alertou que os cortes no Ministério da Defesa do Reino Unido farão com que o país não possa responder em caso de retomada do arquipélago pelos argentinos

Thomas Harding

O almirante Sir John “Sandy” Woodward disse também que os Estados Unidos da América já tinham pouco interesse em apoiar a Grã-Bretanha em qualquer conflito uma vez que uma Argentina mais estável seria mais importante para o Departamento de Estado dos EUA.

Em uma carta ao jornal ‘The Daily Telegraph’, Woodward disse que Washington estava pressionando para o estabelecimento de negociações sobre a soberania das ilhas e que “elas já são chamadas de Malvinas pelos EUA”.

Com o fim da Guerra Fria e a emergência de potências asiáticas, a OTAN e a Grã-Bretanha não são tão importantes para Washington, que em 1982 desempenhou um papel importante no fornecimento de informações de satélites e mísseis para as forças britânicas.

“Não podemos mais contar com o apoio do Pentágono para ajudar-nos a manter a soberania dos territórios britânicos e defender os seus cidadãos”, escreveu ele.

Se forem confirmadas as prováveis reservas de petróleo ao redor das ilhas, então a pressão da Argentina em partilhar as riquezas será imensa.

Os EUA apoiariam uma “acomodação” da Argentina, pois está em acordo com os seus interesses nacionais e contribui para a estabilidade na região. “Isso nos diz muito claramente que lado o vento está soprando”. A Organização dos Estados Americanos (OEA), um espaço de debate para o norte e sul-americanos, na semana passada aprovou uma declaração pedindo a retomada das negociações entre o Reino Unido e a Argentina sobre a “soberania” das Ilhas Malvinas.

A administração do presidente Barack Obama também deixou claro no início de 2010 que iria apoiar as chamadas para as conversações sobre as ilhas, quando a comissão da OEA aprovou a utilização do termo “Malvinas”, em vez de “Falklands”.

Woodward disse que com as Forças Armadas já “bastante comprometidas” no Afeganistão e na Líbia e a Marinha drasticamente enfraquecida depois da revisão do ano passado, “a resposta parece ser que nós não podemos fazer absolutamente nada em ceder às pressões dos EUA”.

O almirante de 79 anos, comandou uma força-tarefa composta por dois porta-aviões, uma dúzia de fragatas e destróieres, quatro submarinos e um total de 100 navios de superfície, juntamente com 25 mil soldados para retomar as Ilhas Malvinas em 1982.

Mas a Royal Navy não tem mais porta-aviões, perdeu sua força de jatos Harrier e viu sua frota de navios de guerra cortada pela metade na última década.

As ilhas estão protegidas por uma força de mais de 1.000 soldados com uma companhia de infantaria blindada e quatro caças Typhoon e uma única fragata. No entanto, os Typhoon não tem capacidade anti-navio ou anti-submarino.

Em carta obtida pelo ‘The Daily Telegraph’ no ano passado Liam Fox, o secretário de Defesa, advertiu o primeiro-ministro de que as defesas da ilha se tornariam frágeis, tendo em vista os cortes previstos pelo Strategic Defence and Security Review (SDSR).

Ele disse que a retirada dos Nimrod MRA4, aviões de reconhecimento marítimo, poderá “limitar a nossa capacidade de implantar rapidamente forças marítimas em zonas de grande ameaça, e excluir um elemento do nosso plano de reforço das Malvinas”.

O último dos Nimrods foi destruído em Março passado, após a revisão do orçamento.

Um porta-voz do Ministério da Defesa disse: “As afirmações de que as Ilhas Malvinas poderiam ser tomada sem uma luta são completamente infundadas. A guarnição corrente nas Ilhas Malvinas é muito maior em escala e tem uma maior capacidade do que em 1982 e juntamente com nossa capacidade de transporte aéreo. ela pode ser reforçada rapidamente. ”

FONTE:
The Telegraph

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A Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou nesta terça-feira por unanimidade uma declaração na qual os chanceleres reiteraram o apoio à Argentina em sua disputa com o Reino Unido pela soberania das Ilhas Malvinas. Os Estados-membros da OEA, reunidos até esta terça-feira em San Salvador, decidiram continuar examinando a denominada Questão das Ilhas Malvinas nas próximas sessões da Assembleia Geral “até sua solução definitiva”.

Os países reafirmaram a necessidade de que os governos do Reino Unido e da Argentina retomem as negociações sobre o conceito de soberania para encontrar uma solução pacífica e definitiva ao conflito. Neste sentido, manifestaram sua “satisfação” pela vontade expressa pelo Executivo da Argentina de continuar explorando todas as vias possíveis para a solução pacífica da disputa com o Reino Unido, e por sua atitude “construtiva” em favor dos habitantes das Ilhas Malvinas.

O chanceler argentino, Héctor Timerman, tomou a palavra no início da quarta e última sessão plenária para reiterar sua posição de que o conflito entre os dois países pela soberania das Ilhas Malvinas, Geórgia do Sul e Sandwich do Sul, além das águas que as circundam, é um “anacronismo” colonial. Timerman lembrou que desde que o Reino Unido se apoderou das ilhas e expulsou suas autoridades e povoações nativas, em 1833, a Argentina protestou de maneira ininterrupta nos fóruns internacionais e contou com o apoio de inúmeras resoluções da OEA e com o reconhecimento das Nações Unidas.

O chanceler assegurou que seu país está disposto a “retomar o diálogo” para encontrar uma solução “justa, pacífica e definitiva” para um assunto que considerou “irrenunciável”. O tom “agressivo” e “belicista” do governo britânico “não deixa de preocupar” o continente em seu conjunto, disse Timerman, que denunciou a presença “crescente” das Forças Armadas e a realização de manobras militares que incluíram disparos de mísseis, “violando a segurança no mar e a vida marítima”.

Outro dos aspectos que preocupa a Argentina é a exploração de recursos naturais não renováveis, depois que o Reino Unido autorizou a busca de hidrocarbonetos ao redor das Malvinas. O Brasil, que introduziu a resolução, declarou seu “reconhecimento inequívoco” da total soberania argentina sobre as Ilhas Malvinas, Geórgia do Sul e Sandwich do Sul, bem como das águas que as circundam.

FONTE: EFE

Em 2012, a Guerra das Malvinas fará 30 anos. Neste conflito em que forças aeronavais britânicas e argentinas disputaram o domínio daquele arquipélago, muitas lições foram aprendidas, paradigmas foram quebrados e doutrinas foram revistas.

A conflito ocorreu bem perto do Brasil, e nosso país chegou a se envolver indiretamente em alguns acontecimentos.

A Guerra das Malvinas mostrou que o nosso continente, embora “pacífico”, não está livre de conflitos convencionais e que poderemos voltar a tê-los no futuro.

Por ter sido travada eminentemente em ambiente marítimo, aquela guerra ensina muito ao Brasil e deveria ser objeto de estudo obrigatório tanto para militares quanto civis.

O Poder Naval trouxe desde o início matérias sobre as Malvinas, justamente para colaborar na disseminação de informações em língua portuguesa sobre o conflito.

Seguem os links das matérias mais importantes já publicadas pelo Poder Naval e Poder Aéreo sobre o tema. Recomendamos a todos os novos leitores que querem compreender mais o papel das forças navais e aeronavais na realização de objetivos político-estratégicos:

NOTA DO EDITOR: Temos notado que a maioria dos leitores que frequenta os bate-papos da Trilogia de Defesa sabe muito pouco sobre a Guerra das Malvinas e fica repetindo velhos mitos sobre o conflito. Precisamos fazer a “lição de casa” para não sermos injustos e repertimos, no futuro, os mesmos erros dos nossos irmãos argentinos.

BATE-PAPO ONLINE: Converse com outros leitores sobre a Guerra das Malvinas no ‘Xat’ do Poder Naval, clicando aqui.

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Uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores britânico afirmou nesta quinta-feira que o governo respeita o direito do Brasil de negar acesso portuário a um navio da Real Marinha que faz o patrulhamento das ilhas Malvinas, território disputado entre britânicos e argentinos.

O Brasil não concedeu autorização diplomática para o navio britânico HMS Clyde fazer uma parada no Rio de Janeiro, no início do mês.

“Respeitamos o direito do Brasil de tomar esta decisão”, afirmou o porta-voz, tentando minimizar o incidente que aconteceu poucos dias depois da posse da nova presidente Dilma Rousseff.

O porta-voz afirmou ainda que o Reino Unido tem “uma estreita relação com o Brasil” e que o tratado de cooperação bilateral em termos de defesa assinado em setembro passado pelos governos de ambos países é “um bom exemplo dos sólidos vínculos atuais”.

Em Buenos Aires –que disputa a soberania das Malvinas com Londres–, o chanceler argentino Héctor Timerman destacou, por sua parte, o gesto do Brasil, alegando que o mesmo se devia às boas relações existentes entre os dois países.

“Essa medida mostra nossa relação tão próxima e faz parte de uma aliança estratégica e de irmandade, que não apenas é demonstrada através do comércio, como também através deste reconhecimento da soberania argentina sobre as ilhas”, declarou Timerman à rádio América.

PRIMEIRA VEZ

Segundo o governo britânico, o barco HMS Clyde, que trabalha permanentemente na proteção das ilhas, foi forçado a reprogramar sua rota e, em troca, fez uma parada no Chile, onde a Marinha Britânica “segue desfrutando de boas relações”.

Londres confirmou que essa foi a primeira vez que o Brasil negou a permissão para um navio inglês entrar em um de seus portos. As ilhas Malvinas –conhecidas na Inglaterra como ilhas Falkland–, são um território inglês, pela qual a Argentina reclama posse desde o século 19.

A imprensa britânica comentou que a atitude brasileira é “um indicativo” sobre o novo governo da presidente Dilma, que segundo eles, apoia a Argentina na soberania das ilhas Malvinas.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou na quarta-feira que a decisão do governo brasileiro é “padrão”. Segundo ele, o Brasil tomou essa medida porque reconhece a soberania da Argentina sobre as Malvinas. Na véspera, o Itamaraty informou a permissão para que navios britânicos atraquem em portos brasileiros será tomada caso a caso.

Em 1982, Argentina e Reino Unido travaram uma guerra por seu domínio e, mesmo que o Reino Unido tenha sido vencedor, o governo argentino ainda reclama seus direitos sobre as ilhas.

Em 2006, a Argentina pediu aos países vizinhos que não facilitassem o uso de portos e aeroportos a navios ou aeronaves britânicas com destino ao disputado arquipélago do Atlântico sul.

Desde o ano passado, a tensão entre ambos países se reativou devido aos exercícios militares britânicos e pelo início da prospecção petroleira nessa zona, que a chancelaria argentina considerou na semana passada como “um obstáculo intransponível” para a continuidade dos acordos bilaterais nas Malvinas.

Em setembro passado, ocorreu um incidente similar no Uruguai, cujo governo também negou o acesso ao porto de Montevidéu para abastecimento do navio HMS Gloucester, que se dirigia para patrulhar as Malvinas, dentro dos esforços uruguaios para melhorar suas relações com a Argentina.

FONTE: Folha de São Paulo / France Presse

NOTA DO PODER NAVAL: Em nossa opinião, a decisão brasileira é completamente equivocada. Nós podemos apoiar a discussão sobre a soberania das Malvinas, sem tomarmos partido e prejudicarmos um lado.

Se o Reino Unido resolver, por exemplo, embargar peças de reposição para aeronaves e navios brasileiros que são de procedência britânica, a Marinha do Brasil será imensamente prejudicada. O Brasil depende muito mais do Reino Unido que da Argentina.

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O governo argentino considerou uma prova de “irmandade” o fato de o Brasil ter impedido um navio britânico vindo das ilhas Malvinas de fazer escala no porto do Rio de Janeiro neste mês.

O chanceler do país, Hector Timerman, falou nesta quarta-feira pela primeira vez sobre o assunto, após o governo brasileiro ter confirmado à Folha que barrou a embarcação britânica HMS Clyde por razões “políticas e diplomáticas”. O episódio ocorreu no início de janeiro.

“Essa medida mostra nossa relação tão próxima com o Brasil. É parte dessa construção que temos realizado de aliança estratégica e de irmandade, que é demonstrada não só pelo comércio, mas também por meio deste reconhecimento da soberania [argentina nas ilhas Malvinas]“, disse o chanceler em entrevista a uma rádio local.

Segundo a Embaixada do Reino Unido no Brasil, o Itamaraty negou um pedido de “autorização diplomática” para que o navio de guerra HMS Clyde atracasse no porto do Rio. A embarcação teve de seguir até um porto do Chile para reabastecer.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou ontem que a decisão do governo brasileiro é “padrão”.

Segundo ele, o Brasil tomou essa medida porque reconhece a soberania da Argentina sobre as Malvinas.

“É padrão porque todas as demandas que são feitas de navios ou de aviões britânicos de operações de guerra para as Malvinas, o Brasil não aceita sua atracação em portos brasileiros porque nós reconhecemos a soberania nas Malvinas da Argentina e não da Inglaterra”, afirmou.

Na terça-feira (11), o Itamaraty informou a permissão para que navios britânicos atraquem em portos brasileiros será tomada caso a caso.

FONTE: Folha de São Paulo

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Em apoio político à Argentina, o governo brasileiro impediu que um navio de guerra britânico, que estava a caminho das Ilhas Malvinas, fizesse uma escala no porto do Rio de Janeiro. Nesta terça, o Itamaraty confirmou que o governo negou autorização para que a embarcação atracasse no Brasil, explicando que foi uma decisão política e diplomática.
“A decisão foi tomada à luz do quadro político e diplomático da região”, informou o Itamaraty, acrescentando que o Brasil deseja ter um relacionamento mais denso com o país vizinho em relação à situação nas ilhas.

O Itamaraty disse que a permissão para que navios britânicos parem será tomada caso a caso – não há uma ordem para que a decisão seja estendida a todas as embarcações vindas das Malvinas.

Segundo a Embaixada do Reino Unido no Brasil, foi feito um pedido de “autorização diplomática” para que o HMS Clyde - o navio de defesa das ilhas Malvinas – fizesse uma escala no porto do Rio entre o fim da primeira semana de janeiro e o início da segunda semana. Ao ter o pedido negado, o navio parou para abastecimento em um porto do Chile.

A embaixada afirmou que o governo britânico respeita a decisão brasileira, que foi tomada apesar da assinatura, em setembro de 2010, de um tratado de cooperação de defesa entre os dois países. “Respeitamos a decisão do Brasil, com quem temos um bom relacionamento e um bom exemplo de nossos laços é o tratado de cooperação militar assinado em setembro”, disse porta-voz do Ministério de Relações Exteriores britânico. Londres ainda confirmou que essa foi a primeira vez que o Brasil negou a permissão para um navio inglês entrar em um de seus portos.

O episódio com o navio é a primeira consequência prática da posição adotada pelo Brasil sobre as Malvinas. Em 3 de agosto do ano passado, o então presidente Lula assinou uma declaração em que declarou ser legítima a luta da Argentina pelo território.

Para a imprensa britânica, o ocorrido nesta semana seria uma mostra de que a presidenta Dilma Rousseff manterá a política de seu antecessor de apoiar a reivindicação da Argentina sobre as Malvinas. Dilma deve visitar a o país vizinho no fim do mês

A disputa entre a Argentina e o Reino Unido sobre as ilhas Malvinas (ou Falkland, para os britânicos) remete ao ano de 1833, quando Londres ocupou o arquipélago localizado no oceano Atlântico.

FONTE: Blog Vermelho

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Manobras militares britânicas, com lançamento de mísseis, iniciam nesta segunda-feira

Um novo conflito diplomático entre a Argentina e a Grã-Bretanha relacionado às Ilhas Malvinas criou clima de tensão entre os dois países na noite desse sábado, quando o governo de Cristina Kirchner repudiou o comunicado de que a marinha inglesa se prepara para iniciar nesta segunda exercícios militares a partir da localidade de Port Harriet. Os exercícios envolvem o lançamento de mísseis Rapier terra-ar (foto) que podem alcançar alvos posicionados entre 400 metros a seis quilômetros.

O comunicado do governo inglês foi enviado ao Serviço Hidrográfico Naval da Marinha Argentina e está de acordo com normas internacionais sobre a realização de exercícios que envolvam a utilização de armas. As manobras militares britânicas nas Ilhas Malvinas prosseguem até o dia 22.

No começo da noite de ontem, durante coletiva à imprensa convocada a pressas, o vice-chanceler argentino Alberto D’alotto informou que o governo exigiu da Grã-Bretanha o imediato cancelamento dos exercícios militares nas Malvinas, considerados “uma nova provocação que marca a persistente falta de respeito da Grã-Bretanha às decisões da comunidade internacional”.

D’alloto disse que a realização dos exercícios será formalmente levada ao conhecimento da Organização das Nações Unidas (ONU), da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da União das Nações Sul-Americanas (Unasul). O vice-chanceler argentino também informou que uma carta de protesto foi entregue à embaixadora da Grã-Bretanha, Shan Morgan, que se declarou surpresa com a reação da Casa Rosada.

— Estamos assombrados porque estes exercícios são de rotina e se realizam a cada seis meses, há 28 anos — disse integrante da chancelaria inglesa.

O governo da Grã-Bretanha ainda não se posicionou sobre o novo clima de tensão com a Argentina. O último conflito entre os dois governos aconteceu em fevereiro deste ano, quando a empresa britânica Desire Petroleum iniciou a perfuração de um campo de provas para a extração de petróleo nas Malvinas, chamada pelos britânicos de Falklands. A empresa interrompeu os trabalhos dias depois, afirmando que o petróleo da área era de má qualidade.

Na época, o governo argentino disse que a perfuração do campo de provas violava sua soberania sobre as ilhas e impôs restrições à navegação em torno das Malvinas, que estão sob controle britânico desde 1833. No dia 2 de abril de 1982, a Argentina invadiu as ilhas mas acabou rendida no dia 4 de junho. O episódio ficou conhecido como a Guerra das Malvinas. Desde então, Argentina e Grã-Bretanha não chegaram a um acordo sobre a soberania das ilhas.

O Comitê de Descolonização da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou por unanimidade, em junho deste ano, uma resolução convocando os governos da Grã- Bretanha e da Argentina a recomeçar as negociações em busca de uma solução pacífica sobre a posse e a soberania das Ilhas Malvinas. Esta foi a segunda manifestação da ONU sobre a disputa. A primeira ocorreu em 1965, quando a organização aprovou a resolução 2.065, considerando a pendência um “assunto colonial”. A Grã-Bretanha nega-se a discutir a questão com o governo argentino.

FONTE: Agência Brasil

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Após um mês, 8.000 milhas, ações anti-drogas no Caribe e dois portos visitados depois de deixar Portsmouth, o HMS Gloucester chegou nas Falklands para assumir o Atlantic Patrol Task (South), juntamente com o RFA Black Rover e o HMS Portland, que participou da Revista Naval Bicentenário no Chile.


FONTE e FOTO: RN

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