QG Airsoft

A Direction Generale de l’Armement (DGA), entregou, no último dia 22, o torpedo leve MU 90 de número 200 para a Marine Nationale.

A entrega faz parte de um contrato assinado em dezembro de 1997 para o fornecimento de 300 unidades para a Marinha francesa e mais 200 unidades para a Marinha italiana.

Em serviço no país desde fevereiro de 2008, o MU 90 pode ser lançado tanto por aeronaves quanto por navios e atualmente é utilizado nos aviões patrulha Atlantique II, helicópteros Lynx e pelas fragatas da Classe F70 e da Classe Horizon.

O MU 90 também será utilizado nos novos helicópteros NH90 e nas fragatas da Classe FREMM, quando estas entrarem em serviço.

Trata-se de um torpedo leve, de terceira geração, desenvolvido para guerra antissubmarina, capaz de neutralizar todas as ameaças, sendo elas convencionais ou nucleares, em qualquer tipo de cenário.

O torpedo é efetivo tanto quando utilizado para atacar alvos a grandes profundidades, como também em águas rasas (menos de 25 metros).

O MU 90 é fabricado pela joint venture europeia Eurotorp, que é formada pela DCNS, Thales e WASS, do grupo Finmeccanica.

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Foudre L9011

O governo francês propôs transferir para a Argentina um dos seus dois navios da classe Foudre, com isso a ARA poderia resolver a carência existente pela ausência de um navio deste tipo.

Entre os anos de 2006 e 2007, a França tentou transferir para a Argentina dois navios da classe Ouragan (Ouragan e Orage), que seriam revisados em estaleiros locais antes de seguir para a Argentina. Mas aquisição foi rejeitada pelas autoridades da nação sul-americana, após ter constatado que os navios continham um alto teor de amianto.

Durante a visita feita a Buenos Aires, em novembro de 2009, o ministro da Defesa da França Herve Morin, ofereceu cooperação técnica para construir um navio anfíbio de transporte com design francês nos estaleiros argentinos.

Na ocasião, concordaram em coordenar uma visita à Argentina de uma delegação da DGA.

Segundo informações, o navio que a França ofereceu à Argentina é justamente o TCD Foudre (L9011), que entrou em serviço na Marine Nationale em 1990.

O navio será substituído por uma nova unidade da Classe Mistral, o Dixmude.

O Foudre mede 168 metros de comprimento, tem um deslocamento de 12 mil toneladas, pode atingir uma velocidade máxima de 21 nós e uma tripulação de 220 oficiais e marinheiros.

A doca interna acomoda até 10 embarcações de desembarque, possui  convoo e hangar com capacidade para quatro helicópteros de médio porte com até 9 ton.

O navio também oferece grande potencial para uso em operações de ajuda humanitária e pode ser facilmente adaptado para incluir as instalações do hospital a bordo, com duas salas sirúrgicas, completamente equipadas e acomodação para 50 camas.

Foudre

Foudreperfil

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Sarkozy no CDG - foto 2 Marine Nationale

Em apresentação para 500 marinheiros, realizada no último dia 10 de junho no convoo do navio-aeródromo francês de propulsão nuclear Charles De Gaulle, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, anunciou a próxima comissão do navio: até o final do ano, o CDG partirá para operações no Oceano Índico e o Golfo Pérsico. Foi a primeira vez que Sarkozy visitou o Charles De Gaulle (R 91) no mar.

“Temos de ajudar os afegãos até que eles sejam capazes de assumir a sua própria segurança e desenvolvimento. Temos de continuar lutando incansavelmente contra o Taliban e a Al Qaeda”, declarou Sarkozy, que realizou a visita ao navio em companhia do Ministro da Defesa, Hervé Morin, e do Chefe do Estado Maior das Forças Armadas, o almirante Edouard Guillaud. Além de realizar a apresentação aos tripulantes, o presidente francês pôde acompanhar manobras das aeronaves do grupo aéreo embarcado.

Em 2007, o Charles De Gaulle operou em apoio às forças internacionais de combate no Afeganistão.

Sarkozy no CDG - foto Marine Nationale

FONTE / FOTOS: Marine Nationale (Marinha Francesa)

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MdCN - Míssil de Cruzeiro Naval - primeiro disparo - foto DGAA DGA francesa (Direction générale de l’armement – Direção Geral de Armamento) informou nesta terça-feira, 15 de junho, que foi realizado com sucesso o primeiro disparo do programa MdCN (missile de croisière naval – míssil de cruzeiro naval, conhecido também como SCALP Naval, na denominação da fabricante MBDA).

Segundo a DGA, o lançamento foi feito no centro de testes de Biscarosse no dia 28 de maio a partir de um lançador vertical, sendo representativo de um lançamento feito a partir de um navio de superfície. A MBDA, acrescentou que se trata de um lançador Sylver A70 de produção.

O objetivo do disparo foi a validação da fase de saída do míssil a partir de um lançador vertical e de sua passagem para a configuração de voo de cruzeiro, após a separação do sistema de aceleração.

O MdCN / SCALP Naval deverá equipar as FREMM (frégates européennes multimissions – fragatas europeias multimissões) em 2014 e os submarinos de ataque classe Barracuda em 2017. A DGA encomendou 200 mísseis à MBDA, sendo 150 para equipar as FREMM e 50 para os Barracuda – assim, o míssil está sendo desenvolvido em duas configurações, uma de lançamento vertical (em que se faz a transição vertical / voo de cruzeiro) e outra para lançamento submerso (que necessita fazer a transição submerso / superfície / ar – voo de cruzeiro).

O MdCN / SCALP Naval é da classe de alcance de 1.000 quilômetros, sendo complementar ao míssil de cruzeiro aerotransportado SCALP-EG, do qual deriva. Em informe próprio, a MBDA acrescentou que o teste demonstrou a maturidade da definição do sistema de armas, assim como validou as opções tecnológicas selecionadas e a interface com o lançador Sylver.

FONTES / FOTO: DGA e MBDA

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Aeronavale completa 100 anos

super_etendard_et_rafale

vinheta-especial100ansEm 1910, alguns meses após Louis Blériot atravessar o Canal da Mancha a bordo do Blériot XI, a Marine Nationale já estava enviando sete oficiais para realizar o curso de piloto de avião junto aos fabricantes da época.

Em dezembro, um Farman foi adquirido e se tornou a primeira aeronave da marinha. A Aeronavale havia nascido mas, somente em 1912, ela foi oficialmente criada por decreto do Presidente da República.

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Em 12 de março de 1920, o lieutenant de vaisseau Teste, decolou pela primeira vez com um biplano Hanriot HD2 do Bapaume, porém, este se mostrou inadequado para os testes de pousos, pois era pequeno demais.

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Teste_Bapaume

Em 13 de janeiro de 1920, um projeto de lei apresentado pelo Ministro da Marinha, George Leygues, propôs a conversão para porta-aviões do encouraçado Béarn, que acabou se tornando o primiro porta-aviões francês.

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Enquanto isso, os dirigíveis iam desaparecendo gradualmente e os aviões e hidroaviões, faziam grandes avanços tecnológicos, mas os seus papeis exatos nas operações navais ainda eram bastante incertos.

Em 1940, a aviação naval participa das primeiras batalhas da guerra, sofrendo consideráveis baixas.

Em 1945  recebeu dos aliados equipamentos que foram utilizados também nos anos cinquenta, que incluia quatro porta-aviões, justamente no período em que encontrava envolvida nos conflitos na Indochina e na Argélia, onde novamente, sofreu pesadas perdas.

A partir de 1955, e de melhores condições econômicas, tem início um programa de modernização da Marinha francesesa e é iniciada a construção dois porta-aviões do design francês.

Em medados dos anos sessenta, a aviação naval começa a se renovar, agora com equipamentos de fabricação francesa, como o caça Étendard, o Atlantique para patrulha marítima, o Alizé de reconhecimento e o helicóptero pesado Super Frelon .

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O Clemenceau e Foch entram em serviço em 1961 e 1963, respectivamente, e desde então, a maioria dos equipamentos são de concepção e fabricação francesa e modernizados regularmente para manter uma força aeronaval moderna e capacitada.

Rafale

O porta-aviões nuclear Charles De Gaulle, o caça Rafale e o helicóptero NH90, recentemente adquirido, são os meios mais modernos a sua disposição.

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A Aeronavale possui hoje, 211 aeronaves e 6.747 tripulantes, entre civis e militares.

Como força orgânica da Marine Nationale, ela é constituída de quatro componentes, que são:

  • Le groupe aérien embarqué (GAé) sur le porte-avions ;
  • L’aviation de patrouille et de surveillance maritime ;
  • Les hélicoptères embarqués  e
  • L’aviation de soutien.

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Alouette III

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As comemorações deste 13 de junho de 2010 serão na BAN Hyéres, com a abertura dos portões ao público as 10:00hs, e contará com exposição estática de 110 aeronaves, da própria Aeronavale e também estrangeiras, demonstração aérea e voos pagos em aviões e helicópteros.

No mar, ainda poderão ser vistos na baía de Hyéres, 8 navios de guerra, sendo eles: PAN Charles De Gaulle, Fregate Forbin, TCD Foudre, o USS Harry S. Truman, USS Normandy, RFA Argus, a fragata alemã Hessen e o porta-aviões espanhol Príncipe de Asturias.

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NH-90 Marine Nationale

Versão naval da aeronave (NFH) foi desenvolvida para guerra antissubmarina, antissuperfície e missões de busca e salvamento

No início do mês passado, foi realizada a primeira entrega de um NH90 NFH para a Marinha Francesa (Marine Nationale). Apesar da entrega ter sido realizada no dia 5 de maio, NHIndustries só a divulgou a entrega, em seu site, no dia 1º de junho.

No total, segundo a empresa, as forças armadas francesas até o momento já encomendaram 27 NH90 da versão NFH assim como 34 da versão TTH (de transporte utilitário), com opção para mais 34 TTH.

Somando as encomendas de NH90 NFH feitas, até o momento, pelas marinhas da Holanda, França, Itália, Noruega e Bélgica, são 111 helicópteros dessa versão naval com capacidade autônoma para guerra antissubmarina (ASW -Anti-Submarine Warfare) e antissuperfície (ASuW – Anti Surface Warfare ), assim como missões de busca e salvamento (SAR – Search and Rescue ). Patrulha marítima, transporte de tropas, evacuação aeromédica e suporte anfíbio estão entre as outras missões possíveis, tanto de dia quanto de noite e em condições meteorológicas adversas.

Ainda segundo o informe da NHIndustries, o porte da aeronave e seus sistemas de travamento no convoo, assim como o recolhimento automático das pás do rotor e da cauda, permitem a operação em fragatas de pequeno porte e em mar grosso.

Até o momento, 46 helicópteros NH90 estão em serviço, e um total de 529 encomendas já foram feitas por diversas forças armadas, incluindo as da Alemanha, Austrália, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Itália, Noruega, Nova Zelândia, Omã, Portugal e Suécia.

O programa NH90 é gerenciado pela NAHEMA (NATO Helicopter Management Agency – Agência de Gerenciamento de Helicópteros da Organização do Tratado do Atlântico Norte), representando Alemanha, França, Holanda, Itália e Portugal, e pelo Consórcio Industrial NH Industries industrial, que inclui Eurocopter (62.5%), AgustaWestland (32%) e Fokker Aerostructures (5.5%).

FONTE / FOTO: NHIndustries

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O passado e o futuro voando juntos

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FOTO: Marine Nationale

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Ultimo pouso a bordo do BCP Mistral

Bolacha comemorativaApós 44 anos servindo a Marine Nationale, os últimos quatro helicópteros pesados SA-321G Super Frelon, deram baixa da Flotille 32F na BAN Lanvéoc Poulmic.

Seu último embarque foi  a bordo do BCP Mistral, durante recente missão realizada no Mar do Norte.

Em serviço desde 1966, a Aeronavale recebeu 29 unidades, que realizaram 135 mil horas de voo e mais de 4.000 resgates no mar.

As últimas quatro aeronaves seguirão para os seguintes museus:

  • Super Frelon 144 – Musée de l’air et de l’espace du Bourget;
  • Super Frelon 165 – Conservatoire de l’air et de l’espace d’Aquitaine;
  • Super Frelon 160 – Musée de Rochefort e
  • Super Frelon 163 – Musée de l’hélicoptère de Dax

Marine Nationale-Virginie Renaud8

Marine Nationale1

Marine National-Pascal Fournier92

FONTE e FOTOS: Marine Nationale

EC 225 Aeronavale

Adquirido como solução provisória para assegurar o cumprimento das missões de salvamento marítimo, no intervalo entre a retirada de serviço do Super Frelon e a entrada em serviço do NH-90, a Aeronavale recebeu em 22 de abril na BAN Lanvéoc Poulmic o primeiro EC225, de uma encomenda de duas aeronaves.

FONTE e FOTO: Marine Nationale

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SEM - Super Etendard Modernise e Rafale M - foto Marine Nationale

Exercício de apoio aproximado sobre solo britânico é feito a partir da base francesa de Landivisiau

A Marine Nationale (Marinha Francesa) informou que, entre 24 de janeiro e 4 de fevereiro de 2010, caças do Grupo Aéreo embarcado (Groupe Aérien embarqué – GAé) do Navio Aeródromo Charles de Gaulle estão realizando o exercício a “Gallic Marauder”, de apoio aéreo aproximado a tropas em solo, respondendo a um convite dos Fuzileiros Navais Britânicos (Royal Marines) da 3ª Brigada, estacionada em Plymouth e Devon.

Para a realização do exercício, houve acordo com a Real Força Aérea (Royal Air Force – RAF) de modo a permitir que os aviões franceses se integrassem ao tráfego aéreo britânico em seu voo sobre o Canal da Mancha, e para que pilotos da Aéronautique Navale desenvolvessem a interoperabilidade com controladores de ataque britânicos (JTACs – Joint Terminal Attack Controller), aos quais se soma um JTAC francês, do Armée de Terre (Exército). A área de treinamento em solo inglês é o platô de Moore, que tem uma altitude de 600 metros e está localizado 40 kilômetros ao Norte de Plymouth.

A distância que separa a área da base aérea de onde decolam os caças franceses Rafale Marine (Rafale M) e Super Étendard Modernisé (SEM), Landivisiau, é de 240 km. Segundo a Marinha Francesa, os caças, que pertencem às flotilhas  11F , 12F e 17 F, reunem-se na zona de treinamento após 20 minutos de voo e se integram a um cenário tático terrestre seguindo procedimentos da OTAN.

FONTE / FOTO: Marinha Francesa (Marine Nationale)

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construção BPC Dixmude - foto Marine Nationale

Espera-se que o Dixmude, que teve sua primeira seção de casco finalizada e instalada no local de construção, seja lançado em 2010, para entrar em operação em 2012

vinheta-destaqueNo último dia 20 de janeiro, foi realizada a cerimônia de instalação, no dique de montagem final, da primeira seção construída do navio de projeção e comando (bâtiment de projection et de commandement – BPC) Dixmude, em Saint Nazaire.

Trata-se do terceiro BPC da classe Mistral a ser construído (os dois primeiros, Mistral e Tonnerre, já estão em serviço na Marine Nationale -  Marinha Francesa). O almirante Pierre François Forissier, chefe-de-estado maior da Marinha Francesa, realizou pessoalmente o início da manobra de posicionamento da primeira seção do casco, com peso de 439 toneladas. Seguiu-se a tradição de depositar algumas moedas no fundo do bloco instalado. Estavam presentes autoridades navais e das empresas responsáveis pela sua construção / integração de sistemas, a STX France e a DCNS.

construção BPC Dixmude - foto 2 Marine Nationale

construção BPC Dixmude - foto 3 Marine Nationale

O contrato de aquisição do navio foi notificado em abril de 2009, sendo o mesmo destinado a substituir o navio transporte de lanchas de desembarque  (transport de chaland de débarquement – TCD – designação equivalente aos nossos navios de desembarque doca – NDD) Foudre. O Dixmude deverá ser lançado ao mar ainda no final deste ano, para receber sua tripulação na base de onde operará, Toulon, em 2011, de forma a entrar em serviço ativo em 2012.

Os BPC, que mostraram sua capacidade recentemente durante o último conflito no Líbano, entre outras operações, receberam o apelido na Marine Nationale de “canivetes suíços”, devido à versatilidade.

Os BPC da classe Mistral

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BPC classe Mistral - foto Marine Nationale

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Características:

  • Comprimento : 199 metros
  • Boca: 32 metros
  • Calado : 6,20 metros
  • Deslocamento carregado: 21.500 toneladas
  • Velocidade máxima : 19 nós
  • Área do convoo: 5 200 m²
  • Número de spots para helicópteros : 6 (sendo um compatível com helicópteros do porte do CH 53 Super Stallion, de 33 toneladas)
  • Capacidade de transporte de helicópteros : até 16 unidades  do porte do NH90 ou Tigre (hangar com 1.800 m²)
  • Capacidade de transporte de veículoss : 13 carros de combate Leclerc ou 59 veículos de menor porte
  • Capacidade de transporte de lanchas de desembarque : 4 CTM (Chaland de Transport de Matérielou – lancha de desembarque de material) ou 2 LCAC (Landing Craft, Air Cushioned – veículos de desembarque a colchão de ar)
  • Geração de energia: 3 geradores diesel principais Wärtsilä 16 V 32, de  4.850 Kw – 1 gerador diesel auxiliar  Wärtsilä de 3000 Kw – 1 gerador diesel de emergência SDMO de 800 Kw
  • Propulsão: 2 hélices em pods azimutais conectados a dois motores elétricos  Mermaid de 7 000 kW
  • Alcance: 11.000 milhas náuticas a 15 nós
  • Tropas: 450 em deslocamentos de grande duração, 900 para curta duração

Os navios da classe também são equipados com um hospital com 750 m² e duas salas de cirurgia, além de uma de radiologia, 69 leitos, podendo ser ampliado com a instalação de módulos médicos no hangar.

Destacam-se também os sistemas de combate (derivado do SENIT 8 que equipa o navio-aeródromo Charles de Gaulle), de navegação e comunicação, incluindo radar 3D para vigilância de superfície e aérea, além de radar de aproximação, permitindo que sejam utilizados como navios de comando para a condução de operações aeromóveis complexas e combinadas. A defesa de ponto é proporcionada por duas montagens Simbad, que disparam mísseis Mistral.

O primeiro da classe, o Mistral, foi comissionado em 2006, e o segundo, o Tonnerre, em 2007.

Os TCD da classe Foudre, dos quais o líder  (da classe de duas unidades, Foudre e Siroco) deverá ser substituído pelo Dixmude

TCD Foudre - foto Marine Nationale

TCD Siroco - foto Marine Nationale

Características:

  • Comprimento: 168 metros
  • Boca : 23, 50 metros
  • Calado: 5,2 metros
  • Deslocamento carregado: 12.000 toneladas
  • Velocidade máxima: 20 nós
  • Alcance: 11.000 nautiques a 15 nós
  • Dimensões da doca alagável para lançamento de veículos de desembarque: 122 metros de comprimento x 14 de largura x 7,7 de altura
  • Propulsão e geração de energia
  • 2 motores diesel SEMT Pielstick, de 15 290 kW
  • Capacidade de transporte: 8 CTM ou 4 CTM + 1 CDIC ou 2 CDIC – blindados / veículos: até 150
  • Hélicópteros : 2 a 4
  • Carga: 1 880 toneladas
  • Tropas: 416 em deslocamentos de longa duração, 2000 para deslocamentos com duracão de 48 à 72 horas

São equipados com um hospital com área de 500 m², 51 leitos e duas salas de cirurgia, além de gabinete dentário, sala de radiologia e laboratório de biologia. A defesa de ponto é proporcionada por duas montagens Simbad, que disparam mísseis Mistral. O total da guarnição é de 224 tripulantes, sendo 19 oficiais.

O primeiro da classe, o Foudre, foi comissionado em 1990, e o segundo, o Siroco, em 1998.

FONTE, FOTOS e ILUSTRAÇÃO: Marine Nationale (Marinha da França)

NOTA DO BLOG 1: já há algum tempo se especula, na mídia especializada em defesa, que o Foudre poderá ser adquirido pela Marinha do Brasil quando de sua baixa na Marine Nationale.

NOTA DO BLOG 2: a Marinha Francesa já operou um navio-aeródromo de nome Dixmude, no caso, um pequeno porta-aviões de escolta (escort carrier – CVE) normalmente classificado como classe Bogue (por se assemelhar mais aos navios dessa classe, dentre as classes de CVE construídas nos EUA), antes denominado HMS Biter, recebido da Marinha dos Estados Unidos (USN) em 9 de abril de 1945 – na verdade, estava sendo utilizado pela Marinha Real, daí seu nome HMS Biter tendo sido devolvido à USN no mesmo dia em que foi transferido à Marinha Francesa, no estado em que estava, tendo sido reparado antes de começar a operar com os franceses. O navio foi utilizado principalmente como transporte de aeronaves para a Indochina, embora tenha sido utilizado brevemente como porta-aviões de escolta, operando aeronaves Dauntless em apoio a desembarques de forças francesas. Após ser empregado (atracado) de meados dos anos 50 até 1965 para acomodar e servir de base para fuzileiros navais, foi devolvido à USN e afundado como alvo em 1966.

O nome Dixmude é uma homenagem a uma sangrenta batalha travada por fuzileiros navais franceses (alguns deles aprendizes de 17 anos) na Primeira Guerra Mundial, em outubro de 1914, no vilarejo belga de Dixmude. O nome também foi dado um dirigível alemão recebido como reparação após a guerra.  Segundo a Marinha Francesa, a decisão de batizar o navio com esse nome foi do Ministro da Defesa da França, Hervé Morin, em dezembro do ano passado. O Dixmude recebido em 1945 pode ser visto nas fotos abaixo, a primeira sem data definida e a segunda provavelmente de 1950,  do site navsource:

Dixmude 1 via navsource

Dixmude 2 via navsource

SAIBA MAIS:

Op Villegagnon 2010 - foto 5 MB

Navios do GT 701.2 e da MNF durante a Operação Villegagnon, com a Fragata “Liberal” em primeiro plano.

A 2ª Divisão da Esquadra, sob o comando do Contra-Almirante Ilques Barbosa Junior, realizou no período de 9 a 10 de janeiro de 2010, a “Operação Villegagnon-2010”, juntamente com meios navais da Marinha Nacional da França (MNF). O exercício foi realizado na área marítima compreendida entre o Rio de Janeiro e o Espírito Santo.

O Grupo-Tarefa (GT) brasileiro foi composto pela Fragata “Liberal” (F43), Corveta “Jaceguai” (V31) e pelo o Navio-Tanque “Almirante Gastão Motta” (G23), além dos helicópteros AH-11A “Super Lynx” e UH-13 “Esquilo”. A MNF participou dos exercícios com o Navio-Escola “Jeanne d’Arc” (R-97), a Fragata “Courbet” (F-712) e helicópteros AS-565 “Panther” e “Alouette”*.

Op Villegagnon 2010 - foto 1 MB

Fragata “Liberal” (F43) e Fragata “Courbet” (F-712) durante operação Villegagnon-2010

Participaram ainda da operação, embarcações da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro, empregadas no exercício de ameaças assimétricas, por ocasião da saída dos navios do GT brasileiro do Rio de Janeiro.

Durante a operação foram realizados, entre outros, os seguintes exercícios:

- Transferência de óleo no mar;

- “Light Line”;

- Manobras táticas;

- “Hello Cross Deck”;

- Guerra Eletrônica; e

- Exercícios Inopinados, como de Controle de Avarias.

Op Villegagnon 2010 - foto 2 MB

Militar da Fragata “Liberal” (F43) em posição de tiro durante exercício de ameaças assimétricas.

Após o término da Fase I da “Operação Villegagnon”, os navios franceses seguiram para Buenos Aires – Argentina, dando prosseguimento à viagem de instrução de Guardas-Marinha, última comissão do Navio-Escola “Jeanne d’Arc” (R-97) na MNF.

Tais exercícios, realizados rotineiramente com meios navais, aeronavais e de fuzileiros navais de Marinhas Amigas, contribuem para aprimorar o aprestamento do Poder Naval brasileiro e fortalecer os laços de cooperação e de amizade entre as Marinhas do Brasil e da França.

Op Villegagnon 2010 - foto 3 MB

Helicóptero “Gazelle” da l’aviation légère de l’armée de terre (ALAT) durante pouso na Fragata “Liberal”*.

Fase II da Operação Villegagnon

Entre os dias 10 e 15 de janeiro, o GT brasileiro cumpriu a Fase II da operação Villegagnon, realizando o P-EXOP – Exercício de tiro em proveito das aeronaves e de navios sobre alvo rebocado (Spout Type Float), com a participação de aeronaves AF-1 “Skyhawk” e UH-13 “Esquilo”. O AF-1 realizou corridas secas para lançamento de bombas e o UH-13 corridas secas e de fogo com foguetes SBAT-70 e metralhadora 7,62 mm. Assim, foram ampliadas as informações relativas ao exercício de tiro com canhões de 40 mm, para os navios de superfície.

Também foram realizados lançamentos de foguetes CHAFF pela Fragata “Liberal”, em proveito da avaliação operacional das fragatas classe “Niterói”. Ao final, juntamente com o Navio-Patrulha “Gurupá” (P46), o GT brasileiro participou da operação “Aspirantex-2010”, de exercício de trânsito em área com oposição de ameaça de superfície.

Op Villegagnon 2010 - foto 4 MB

Navio-Tanque “Almirante Gastão Motta” realizando transferência de óleo no mar com o Navio-Escola “Jeanne d’Arc”

FONTE / FOTOS DESTA PRIMEIRA PARTE: Marinha do Brasil

“Outro lado”: a  Operação Villegagnon, na visão da Marine Nationale

Op Villegagnon 10 - foto Marine Nationale

A Marinha do Brasil tem um ambicioso programa de desenvolvimento para se tornar, em pouco tempo, um ator importante no domínio da cooperação internacional, incluindo os oceanos. Neste contexto, a França e o Brasil estão desenvolvendo uma parceria estratégica que já estrutura as suas relações bilaterais, incluindo entre os objetivos uma total cooperação tecnológica. Essa é outra vantagem das oportunidades para a cooperação no desenvolvimento e produção de equipamentos de defesa, para apoiar a transferência de tecnologia e aquisição de equipamentos. Símbolo de relações de confiança estabelecida entre as marinhas brasileira e francesa, a presença, pelo segundo ano consecutivo, de um guarda-marinha brasileiro na viagem de instrução do Jeanne d´Arc. Além disso, o navio recebeu no Rio de Janeiro oito guardas-marinha brasileiros que serão treinados na propulsão a vapor até a escala em Cartagena, em março.

Almirante Villegagnon

Nicolas Durand de Villegagnon, militar e explorador, foi o fundador da efêmera colônia francesa no Brasil, chamada “França Antártica”, situada onde é hoje o Rio de Janeiro. Se hoje os vestígios da sua passagem desapareceram, a ilha onde está instalada Escola Naval da Marinha do Brasil manteve o seu nome. As origens das relações franco-brasileiras encontram-se cristalizadas nessa figura histórica.

Op Villegagnon 10 - foto 3 Marine Nationale

Um pouco do Jeanne d’Arc na Escola Naval da Marinha do Brasil

Símbolo de uma relação mais estreita entre as marinhas brasileira e francesa, foi realizada uma cerimônia na Escola Naval brasileira, em 7 de janeiro, que ilustra o desejo de selar o acordo de escolas de formação de oficiais da Marinha. O capitão Patrick Augier, acompanhado pelo comandante Geoffrey de Andigné e de uma delegação de oficiais e alunos da EAOM 2009, presenteou o contra-almirante Monteiro Dias, comandante da Escola Naval brasileira, com parte do livros de instrução, além de literatura militar e marítima levada no porta-helicópteros e navio-escola francês. Os guardas-marinha brasileiros terão à disposição um pouco do patrimônio literário francês, através do Jeanne d’Arc.

Op Villegagnon 10 - foto 2 Marine Nationale

FONTE / FOTOS DESTA SEGUNDA PARTE: Marine Nationale (Marinha Francesa)

NOTA DO BLOG: dois pequenos erros de digitação (correção de Phanter para Panther e Allouette para Alouette, conforme nomenclatura utilizada pela Marine Nationale) e outro de identificação (o helicóptero mostrado é um Gazelle aviation légère de l’armée de terre – ALAT e não um Alouette, como originariamente escrito no texto da MB) foram corrigidos na reprodução, aqui, do texto da Marinha do Brasil. Mas, no caso do Alouette / Gazelle, apesar da clara identificação da aeronave na foto, trata-se de um erro compreensível dado que o Jeanne d´Arc costuma embarcar ambos os modelos em tempo de paz (sendo que os Alouette são empregados pela Marine Nationale, estando em processo de substituição por modelos Dauphin e Panther).

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