Veterano da Guerra do Golfo dá baixa da Marinha Real Britânica

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HMS ‘Gloucester’, destróier Tipo 42 creditado com primeiro abate de míssil por outro míssil, deixa o serviço na Royal Navy

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Após 29 anos de serviço, que incluiu uma histórica participação na Guerra do Golfo, o destróier Tipo 42 HMS Gloucester foi descomissionado da Royal Navy (Marinha Real Britânica).

Entre os destaques da carreira do navio, está a participação na chamada Primeira Guerra do Golfo, em 1991. No ano anterior, em 30 de agosto, o Gloucester deixou o Reino Unido para apoiar o embargo das nações unidas contra o Iraque. Em 17 de janeiro de 1991, já na região do Golfo Pérsico, o destróier escoltou os primeiros navios dos EUA a lançar mísseis de cruzeiro Tomahawk contra o Iraque. Nas primeiras horas da manhã de 25 de fevereiro, enquanto escoltava o encouraçado USS Missouri, da Marinha do EUA que realizava operações de bombardeio com seus canhões de 16 polegadas, próximo à costa do Kuwait, o navio empregou seu sistema Sea Dart em combate.

 

Um míssil iraquiano Seersucker foi disparado contra o Missouri e, em menos de 90 segundos, o Gloucester destruiu o míssil com o disparo de dois mísseis antiaéreos Sea Dart, no que foi creditado como o primeiro engajamento bem-sucedido, num combate marítimo, de um míssil por outro míssil.

O Poder Naval faz uma homenagem a esse veterano com uma seleção de fotos de sua carreira, incluindo uma interessante sequência de municiamento de seus mísseis  Sea Dart, protagonistas do engajamento daquela manhã de 25 de fevereiro de 1991.

FONTE / FOTOS: Royal Navy

HMS Diamond: a mais nova joia da Coroa

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Terceiro destroyer de defesa aérea Type 45 é formalmente comissionado pela Royal Navy

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Na última sexta-feira, 6 de maio, a Marinha Real Britânica (Royal Navy) comissiounou oficialmente o HMS Diamond, o terceiro de seis destroyers Type 45, que têm como missão principal a defesa aérea de área, empregando o sistema de mísseis Sea Viper (denominação britânica para o sistema que emprega os mísseis Aster).

A cerimônia foi realizada na Base Naval de Portsmouth. A madrinha do navio, Lady Johns, que lançou o navio no estaleiro Govan da BAE Systems em novembro de 2007, inspecionou a parada realizada pela tripulação. O bolo cerimonial do navio foi cortado pela esposa do CO (Commanding Officer) do HMS Diamond, Comandante Ian Clarke, acompanhada pelo Engineering Technician Ross Hindmarch, o mais novo membro da tripulação, com 17 anos de idade.

Todos os destroyers  Type 45 serão baseados em Portsmouth. O primeiro deles a ser comissionado foi o HMS Daring, em julho de 2009, seguido pelo HMS Dauntless, em junho do ano passado. O quarto da classe, HMS Dragon, deverá aportar em Portsmouth pela primeira vez em setembro deste ano, e todos os seis deverão estar em serviço por volta de 2015.  

Segundo o informe da Marinha Real, além da dotação normal de 190 tripulantes, o navio também pode embarcar 60 soldados equipados, ou mesmo transportar até 700 pessoas em apoio a uma evacuação de civis.

FONTE / FOTOS: Royal Navy (Marinha Real Britânica)

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Em reportagem desta quinta-feira, 10 de março, o jornal britânico Daily Telegraph cobre um assunto espinhoso, nesse momento em que duros cortes são feitos no orçamento de defesa do Reino Unido: o Ministério da Defesa vai gastar 389 milhões de libras (aproximadamente 630 milhões de dólares ou 1,04 bilhão de reais) com três aeronaves F-35B que não precisa. Segundo a matéria, os caças nunca entrarão em serviço.

A revisão da estratégia de defesa e segurança, feita no ano  passado, acabou com os planos do partido trabalhista de comprar caças F-35B, destinados a equipar os novos navios-aeródromos da Marinha Real. Apesar disso, a aquisição de três unidades do F-35B está sendo paga pelo país, mesmo com a revisão dizendo que as Forças Armadas Britânicas não necessitam de caças STOVL (Short Take Off and Vertical Landing – decolagem curta e pouso vertical), também chamados de “jump jets”.

Os ministros ainda estão trabalhando num último esforço para alterar o contrato feito com os Estados Unidos, que obriga o Reino Unido a comprar as aeronaves. No lugar, eles gostariam de comprar a versão F-35C, desenvolvida para operar em navios-aeródromo dotados de catapulta e cabos de parada. David Cameron chegou a dizer que essa versão era “mais capaz, menos cara, tem maior alcande e carrega mais armas”.

Como os novos navios-aeródromo britânicos serão projetados para operações ditas convencionais (catapulta e cabo de parada), não há necessidade de capacidades “jump jet”. Mesmo assim, milhões de libras serão gastas com caças STOVL para emprego em testes e avaliações nos EUA.

Uma tentativa desesperada está sendo feita para que, mesmo tendo que comprar as três aeronaves, o contrato seja renegociado para que ao menos uma delas seja da versão C. Segundo o jornal, a Lockheed Martin, principal contratante do programa F-35, revelou em dezembro que o Ministério da Defesa Britânico havia solicitado que a terceira aeronave fosse um F-35C.

Ainda assim, apesar de não haver chance de cortar o gasto, Lord Astor of Hever, uma das autoridades da defesa do país, insistiu que eles ainda seriam úteis: “embora estejamos compromissados com a aquisição dos aviões F-35B  por um total de 632 milhões de dólares, para a realização de testes e avaliações em conjunto com as Forças Armadas dos EUA, nós receberemos substanciais benefícios na operação dessas aeronaves, como parte do programa F-35C. A participação britânica nos testes é vital para a entrega dos F-35C.”

FONTE: Daily Telegraph (tradução, adaptação e edição: Poder Aéreo)

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HMS ‘Astute’: o primeiro mergulho

HMS Astute - emersão após primeiro mergulho - foto RN

Na sexta-feira passada, 5 de março, a Royal Navy (Marinha Real) divulgou fotos de provas de mar que estão sendo realizadas pelo HMS Astute, o primeiro de uma nova classe de submarinos nucleares de ataque britânicos. Na foto acima, de 18 de fevereiro, o submarino é visto emergindo em área de exercício da Escócia, após realizar seu primeiro mergulho (foto abaixo). A  RN não informou mais detalhes sobre o mergulho e esta nova série de provas, apenas que foram iniciadas com a saída do submarino da base de Clyde Faslane, em 16 de fevereiro, e que contam com o apoio do HMS Montrose (fragata Tipo 23).

HMS Astute - primeiro mergulho - foto RN

FONTE / FOTOS: Royal Navy

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vinheta-destaqueA Marinha Real Britânica (Royal Navy) concordou em sacrificar um de seus dois novos porta-aviões (CVF) para economizar cerca de 8,2 bilhões de libras esterlinas do orçamento de defesa.

Os almirantes, que lutaram duas décadas para garantir as duas aquisições de 65.000 toneladas, foram obrigados a recuar devido ao custo crescente das aeronaves de produção norte-americana, o Joint Strike Fighter (JSF ou F-35B) e que deveriam equipar os dois navios. O movimento é um duro golpe no prestígio da Marinha e veio na esteira do anúncio de Gordon Brown no mês passado, que esta deveria cortar um dos quatro submarinos de dissuasão nuclear, os Trident.

No entanto, é tarde demais para a Marinha renegar os contratos de construção dos dois porta-aviões, o HMS Queen Elizabeth que deve entrar em serviço em 2016 e o HMS Prince of Wales que deverá seguir-se em 2018. Apesar de ser construído, o “Prince” deverá ser utilizado como um navio de comando anfíbio, tendo a bordo somente helicópteros em vez das aeronaves JFS.

O movimento deixará a Royal Navy sem um porta-aviões quando o “Queen” estiver em manutenção e reparos, deixando em aberto a possibilidade de a Marinha, neste caso, ter que solicitar um porta-aviões emprestado à Marinha Francesa. Em uma reunião com Brown no ano passado, Nicolas Sarkosy, presidente francês, tinha sugerido que os respectivos “refits” dos navios desta classe de ambas as marinhas fossem coordenados.

A decisão de ter apenas um porta-aviões novo vai cortar o número de JSF a ser pilotado por esquadrões da RAF (Royal Air Force) de 138 para cerca de apenas 50 unidades, salvando ao orçamento cerca de 7,6 bilhões de libras. A preços correntes o avião vai custar perto de 90 milhões de libras cada um, mas isto pode subir para o até 100 milhões de libras.

Usando o “Prince of Wales” como navio anfíbio, poderá se salvar mais de 600 milhões de libras, o montante que poderia ter sido necessário para substituir o navio de desembarque anfíbio “Ocean”, que deve sair do serviço ativo em 2018. A decisão de reduzir o número de aeronaves JSF foi acordado entre os comandantes das duas forças nas discussões de preparação para a revisão da defesa estratégica. Tanto os políticos trabalhistas quanto os conservadores se comprometeram a realizar uma revisão da defesa estratégica após as eleições gerais, que devem acontecer no final da primavera.

Um alto oficial da Marinha Real disse: “ Nós sempre soubemos que o custo real do projeto era a frota de aviões JSF a ser utilizada nos navios. Isto não nos custaria menos do que 12 bilhões de libras, se adquiríssemos todos os aviões originalmente planejados. Nós estamos acordando para o fato de que todos os aviões seria exorbitante. Mais da metade dos contratos de 5 bilhões de libras para a construção dos dois navios foram já contratados, por isso é demasiado tarde para cancelar a construção dos mesmos. Desta forma pelo menos teremos o “Ocean” coberto quando este der baixa da frota.”

Uma vez que ambos os navios serão construídos é pouco provável a perda de empregos nos estaleiros Rosyth, perto do círculo eleitoral de Brown. As aeronaves JSF estão sendo construídas em Fort Worth, Texas, com a participação da BAE Systems.

A RAF que tinha planejado substituir os seus aviões Tornado pelos JSF, agora pretende substituir todos seus aviões de primeira linha pelos Eurofighter.

Os conservadores disseram que qualquer decisão de cortar um dos navios seria uma “absolutamente inaceitável” e típico de um governo de “caótica, incoerente e incompetente política de contratos de defesa”.

“É desconcertante para a Marinha, é confuso para a indústria e completamente incompatível com todo o conceito de defesa em execução, uma decisão independente”

O Ministério da Defesa, disse Bob Ainsworth, secretário de defesa, manteve-se 100% comprometido com os porta-aviões, mas “a média das circunstâncias financeiras em algumas decisões difíceis terão que ser tomadas de modo a hierarquizar os esforços de nossas forças no Afeganistão”.

A Marinha Real tem atualmente três porta-aviões menores, de pouco mais de 20.000 toneladas, o Illustrius, o Ark Royal e o Invencible, em processo de baixa.

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FONTE: Times On Line

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HMS Daring é comissionado na Royal Navy

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Nesta quinta-feira, 23 de julho, foi comissionado à Royal Navy (Marinha Real) o HMS Daring, o primeiro de seis destróieres ingleses de defesa aérea Tipo 45. A cerimônia contou com a presença da Condessa de Wessex, que realizou o lançamento do navio em 2006, na Escócia. Também estavam presentes centenas de convidados, incluindo o Comandante da Força, Almirante Sir Trevor Soar, e familiares dos 190 tripulantes, que ouviram o discurso do Oficial Comandante (CO – Commanding Officer), Captão Paddy McAlpine.

Dois caças Tyhoon do 11º Esquadrão da RAF (Royal Air Force – Real Força Aérea) realizaram uma passagem sobre o navio. Como tradição na Marinha Real, cortou-se o bolo de comissionamento, honra que coube à esposa do capitão e de um marinheiro que comemorou seu décimo sétimo aniversário, sendo o membro mais novo da tripulação.

Todos os seis navios da classe deverão ser baseados em Portsmouth. O próximo navio a fazer sua entrada na base será o  HMS Dauntless, segundo a programação, no início de 2010. FX090365

FONTE: Royal Navy    FOTOS: MOD

Leia mais sobre o HMS Daring e os destróieres Tipo 45 da Marinha Real clicando nos links abaixo:

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