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vinheta-clipping-navalOs investimentos nos nove estaleiros em construção no Brasil somam R$ 8,7 bilhões, segundo expôs o Sindicato da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval) em seminário promovido no Rio.

O secretário-geral do Sinaval, Sergio Leal, reconhece que alguns dos estaleiros estão com o cronograma atrasado, mas diz acreditar que a indústria vai conseguir atender às demandas do setor.

O diretor de engenharia naval da Marinha, Almirante Francisco Deiana, reclamou de dificuldades para conseguir abrir licitações, dado o alto número de encomendas para o setor de petróleo. A Marinha, diz, tem demanda por embarcações menores, mas com tecnologia avançada, como no caso de navios-patrulha.

“A indústria naval está com carteira lotada até 2017, sem capacidade de absorver essas (demandas) de alto valor agregado”, disse. “Não conseguimos espaço para colocar nossas encomendas”.

O almirante, responsável pela área de licitações, também fala da dificuldade de estaleiros estrangeiros fazerem parcerias com brasileiros para transferência de tecnologia.

Leal, do Sinaval, reconhece que há um atraso nesta área, mas que o sindicato está estudando o plano de reaparelhamento da Marinha e espera apresentar melhora no próximo ano.

O secretário executivo informa que há cerca de duas semanas foi assinado o contrato de terraplenagem do novo estaleiro EBR, que será construído na pequena São José do Norte (RS). Hoje a cidade produz cebolas e pescado. “Uma cidade que praticamente parou no século XIX e agora vai mudar sua vocação”, disse.

A empresa Estaleiros do Brasil (EBR) e a Technip/Techint venceram a concorrência da Petrobras para integração das plataformas P-74 e P-76, programadas para a área da cessão onerosa.

O estaleiro tinha início de construção esperado para janeiro ou início de fevereiro, de forma a cumprir o cronograma de início de construção dos primeiros módulos em outubro.

Emprego

O Sinaval também informou que o número de empregos gerados pela indústria naval caiu quase 10% no primeiro trimestre deste ano, de 62 mil postos até dezembro de 2012, para 54 mil postos em março de 2013.

Sergio Leal disse que a redução é considerada normal, já que o setor apresenta oscilações naturais. “Não há como o número ser constante”, disse no seminário.

A previsão do sindicato é de que o emprego vai aumentar para 100 mil postos até 2017, considerando-se os nove estaleiros virtuais em implantação no Brasil (24,7 mil postos) e a demanda nos estaleiros já em operação (15,3 mil).

FONTE: O Estado de S. Paulo

FOTO: Agência T1

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B

Em análise feita pelo pesquisador da King’s College de Londres, Alexander Clarke, sobre a situação atual da Marinha Real britânica, o cientista aponta que “os cortes ao longos dos últimos 20 anos prejuducaram seriamente a capacidade de desdobramento da frota, mesmo aqueles que o Governo ainda se compromete a realizar”. Clarke explica que as 19 fragatas e contratorpedeiros atualmente em serviço na Marinha Real não são o suficiente para enviar contingentes às Malvinas, ao Golfo e manter a rotina de escoltas do Reaction Group.

De acordo com o pesquisador, para cada navio de guerra enviado a outra localidade, são necessários pelo menos mais dois, pois um estará retornando do desdobramento, e outro estará em reparos ou treinamento. Como resultado da escassez de navios, o Reino Unido corre o risco de precisar de auxílio da França e dos Estados Unidos para suprir suas demandas de defesa aeronaval, por exemplo na forma de escoltas aéreas.

A análise foi feita por Clarke a pedido do general Julian Thompson, ex-comandante da 3a Brigada de Commandos das Malvinas. O pesquisador da King’s College afirma: “Estamos em falta de submarinos, e também defesa aérea até que tenhamos os novos porta-aviões e os caças F-35”.

O aviso de Clarke é reforçado pelo capitão-de-mar-e-guerra da reserva, John Muxworthy, membro da UK National Defence Association. Muxworthy diz que, durante a Guerra das Malvinas, em 1982, a Marinha Real teve à sua disposição cerca de 60 fragatas e contratorpedeiros. “Agora temos 19 [fragatas e contratorpedeiros]. Você tem que usar a ‘lógica dos três’ em se tratando de navios – um em combate, um em treinamento e um em manutenção”, explica. “Divida 19 por tês e veja quantos navios estão disponíveis para operar. As pessoas darão risada se alegarmos que temos o suficiente. A Marinha Real foi depauperada. Não é mais uma frota, é uma flotilha”, lamenta.

O oficial também alerta: “o Reino Unido está se desarmando enquanto países ao redor do mundo estão se rearmando. O resultado será a perda de vidas, de capacidade operacional. Seremos apenas uma sombra do que éramos antes. Ainda assim, somos uma nação insular. Cerca de 90% de tudo que chega ou parte daqui é através do mar”.

Porém, segundo um porta-voz do Ministério da Defesa britânico, a Marinha Real ainda é forte. Segundo o representante do MoD, “decisões duras foram tomadas durante a Strategic Defence and Security Review de 2010 para que nos adaptássemos à redução do orçamento. No entanto, a Marinha Real continua sendo moderna, poderosa e capaz de enviar forças-tarefa para defender os interesses nacionais ao redor do mundo”. O porta-voz também afirma que “até 2020, a Marinha será equipada com contratorpedeiros tipo 45, o novo navio de combate global tipo 26, sete submarinos da classe Astute, e navios-aeródromos que deverão operar com as aeronaves do programa conjunto de desenvolvimento de caças”.

FONTE: express.co.uk via Naval Open Source Intelligence (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

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Segundo pesquisa divulgada hoje, os investimentos da China na área de defesa devem se igualar aos dos Estados Unidos ainda na próxima década.

As despesas militares chinesas aumentaram, em média, 15% ao ano, segundo análise do International Institute of Strategic Studies (IISS), baseado em Londres. Essa taxa de crescimento, somada a investimentos ainda a serem integrados ao orçamento do Exército de Libertação Popular, farão com que os gastos do país em defesa se equiparem aos dos EUA por volta de 2023.

“A capacidade da China para produzir equipamentos avançados com tecnologia nacional está aos poucos transformando o ELP”, declarou a repórteres o diretor do IISS, general John Chipman. “Atualmente, o país investe mais em defesa do que seus vizinhos Japão, Coreia do Sul e Taiwan juntos”.

A Marinha do ELP comissionou seu primeiro navio-aeródromo em setembro do ano passado, e, segundo o general Chipman, os novos contradotpedeiros  tipo 052D e fragatas tipo 56, aeronaves de patrulha marítima e sistemas de mísseis também sinalizam a ascenção naval da China.

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FONTE: Bloomberg.com (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

Na última terça-feira (26), o presidente dos Estados unidos, Barak Obama, discursou para executivos e trabalhadores do estaleiro da Newport News Shipbuilding, no estado da Virginia. O presidente tratou dos cortes orçamentários automáticos – o chamado sequestro – que podem vigorar a partir de março deste ano, e dos possíveis impactos negativos em diversos setores, desde a renda da classe média até a defesa nacional. Obama também explicou a proposta presidencial de corte de programas ineficientes e reforma tributária em contraponto ao sequestro, que deve somar cerca de um trilhão de dólares ao longo dos próximos anos.

Você confere abaixo o discurso do presidente Obama

FONTE: Militaryphotos.net e Naval Today

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Em documento apresentado ao Congresso norte-americano, a US Navy aponta a possibilidade de desativar quatro navios-aeródromo ainda em funcionamento. O documento de 11 páginas mostra os possíveis resultados do corte automático do orçamento de defesa – conhecido como sequestro, e que deve diminuir os gastos em torno de 46 bilhões de dólares entre março e setembro desse ano. De acordo com o documento, a Marinha seria obrigada a “desativar em intervalos” os porta-aviões USS John C. Stennis, Dwight D. Eisenhower, Ronald Regan e‘Theodore Roosevelt.

Antes da divulgação do parecer, a Marinha já havia anunciado atrasos no envio do porta-aviões USS Harry Truman ao Oriente Médio, além de suspender o abastecimento e reforma do USS Abraham Lincoln, de propulsão nuclear, e também atraso nos reparos no Roosevelt.

A frota atual já foi reduzida a 10 navios-aeródromos após o descomissionamento do USS Enterprise em dezembro. Retirar mais embarcações deixará a Marinha incapaz de manter presença e aeronaves de ataque em regiões conturbadas como o Golfo Pérsico. A Força também deve cancelar o envio do navio de assalto anfíbio USS Bataan para a região.

Ainda segundo a previsão mais dramática de cortes, a US Navy sugere que em outubro desse ano, as unidades possam levar até nove meses para estarem aptas a missões e desdobramentos “devido às contenções em manutenção e treinamento”.

FONTE: Washington Times (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

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Decreto que definirá as áreas afetadas pelos cortes nos gastos da administração pública deve reduzir os recursos repassados às Forças Armadas e comprometer uma série de programas militares

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Tiago Pariz, RossanaHessel e Leandro Kleber

A tesourada de R$ 50 bilhões no Orçamento de 2011, anunciada para reverter a aceleração da inflação este ano, colocou projetos das Forças Armadas sob ameaça. O principal programa que deve ser afetado é a construção do submarino de propulsão nuclear, que envolve cerca de R$ 1,1 bilhão neste ano. O corte vai afetar também ações voltadas para a educação básica e pesquisas em ciência e tecnologia, além de unidades de atenção especializada em saúde e infraestrutura turística. Até a sensível área de energia está na mira do freio da presidente Dilma Rousseff.

Como somente o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e as ações sociais estão preservados — o governo vai conceder o reajuste dos benefícios do Bolsa Família de acordo com a inflação do ano passado — sobram R$ 37 bilhões de investimentos passíveis de serem excluídos do Orçamento. A meta é fazer um superavit primário (economia para o pagamento de juros da dívida pública) de R$ 117,9 bilhões.

Nas Forças Armadas, a modernização de equipamentos, a implantação de novos sistemas bélicos e até a construção de unidades habitacionais para os militares estão sob risco. Somando os projetos que podem sofrer com a tesoura, chega-se à cifra de R$ 1,96 bilhão. Na aeronáutica, o enxugamento deverá afetar a aquisição de aeronaves, dentro do programa de reaparelhamento e adequação da Força Aérea Brasileira (FAB), que tem R$ 231 milhões previstos para este ano, além da manutenção e da revitalização de aeronaves antigas, que tem R$ 320 milhões reservados na peça orçamentária. No Exército, o programa ameaçado é o de modernização operacional, estimado em R$ 196 milhões. O corte de R$ 50 bilhões também colocou na lista vermelha a presença de militares nas áreas de fronteira.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, reuniu-se ontem com a presidente Dilma Rousseff para tentar sensibilizá-la a poupar os investimentos das Forças Armadas, lembrando que a aquisição de novos caças pela aeronáutica está emperrada desde o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Se a tesoura afetar os investimentos, será um baque para Jobim, que luta para a consolidação do ministério e pela modernização militar do país. Na pasta da Justiça, as principais ações que estão na mira da guilhotina do Planalto são a de implementação de presídios especiais e a de apoio à construção de penitenciárias mantidas pelos estados. As duas rubricas somam R$ 74 milhões.

No Ministério da Educação, o projeto de reestruturação das redes de educação profissional, tecnológica e básica deverá ter o dinheiro disponível reduzido. Essa medida, se concretizada, contrasta com o pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV da presidente Dilma, na noite de quinta-feira, quando ela anunciou a intenção de lançar um programa de financiamento para estudantes que desejam ingressar em escolas técnicas. Outra área bastante afetada é a de turismo. São R$ 2,1 bilhões passíveis de corte — esse total representa 64% de todo o orçamento da pasta responsável pelo setor.

Energia

A área mais sensível para a presidente também terá projetos interrompidos com a redução dos investimentos. São R$ 26,5 milhões destinados à pesquisa de agroenergia e R$ 43,1 milhões para o uso produtivo de energia elétrica passíveis da tesourada a ser anunciada por meio de decreto na próxima semana. Especialistas acreditam que não há problema de geração energética no país. O grande entrave que tem causado as frequentes interrupções no fornecimento é o gargalo na infraestrutura de transmissão e de distribuição.

Ontem, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que, nos últimos 10 anos, houve aumento de 50% na capacidade instalada no país, que atingiu 112,3 mil megaWatts (MW). “Hoje, o Brasil realmente não tem problemas de geração. Mas esses apagões recentes mostram que existem sérias dificuldades tanto na transmissão quanto na distribuição”, comentou o professor Luiz Pinguelli Rosa, diretor da Coppe, instituto ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, alertou para a falta de manutenção dos sistemas de transmissão e distribuição, considerados por ele bastante ultrapassados. “Há um problema muito sério na manutenção desses sistemas e a fiscalização não está ocorrendo como deveria”, alertou. Ele destacou ainda que, nos últimos anos, as agências reguladoras perderam recursos, o que tem comprometido a fiscalização. “Espero que o novo governo reveja isso e volte a dar mais autonomia para os órgãos competentes”, comentou.

Submarinos

Na Marinha, o principal destino dos recursos é o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), orçado em R$ 18,7 bilhões até 2024. A iniciativa inclui a construção de quatro submarinos da classe Scorpène e um de propulsão nuclear, além da construção de um estaleiro e de uma base naval em Itaguaí (RJ). Atualmente, a Marinha do Brasil possui cinco submarinos convencionais. A construção do estaleiro é alvo de três processos em andamento no Tribunal de Contas da União (TCU).

Apagão

O alerta de especialistas no setor energético é sobre a falta de melhoria da infraestrutura de transmissão após o apagão de 10 de novembro de 2009, quando 18 estados ficaram no escuro por várias horas. “Houve uma preocupação em se ampliar a capacidade instalada, mas a rede de transmissão atual não é robusta como deveria, e não foi modernizada”, comentou Adriano Pires, diretor da CBIE. Ele lembrou ainda que o brasileiro paga uma das tarifas de energia mais caras do mundo.

FONTE: Correio Braziliense, via Notimp

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A Marinha do Brasil e a realidade orçamentária

v30-sem-mm40 - foto Nunão - PN Online

vinheta-clipping-navalSegundo dados do Siafi 2010, disponibilizados em http://contasabertas.uol.com.br/, a dotação autorizada do Ministério da Defesa para este ano é de R$ 60,72 bilhões. Os recursos destinados às forças singulares totalizam R$ 24,55 bilhões para o Exército, R$ 16,27 bilhões para a Marinha e R$ 13,79 bilhões para a Aeronáutica (Força Aérea).

Dos recursos previstos para o Comando da Marinha, R$ 10,87 bilhões (66,8%) correspondem à despesa com pessoal e encargos sociais, R$ 960,52 milhões (5,9%) a outras despesas correntes e R$ 4,43 bilhões (27,2%) a investimentos. No total do Ministério da Defesa, tais porcentagens são de 70,3% para pessoal, 11,8% para despesas correntes e 14,9% para investimentos.

O orçamento da Marinha para este ano registra aumento dos recursos destinados aos investimentos, mas não ao custeio de outras despesas correntes. Todavia, o aumento dos investimentos deverá levar a um aumento dos gastos correntes, para assegurar a operação e a manutenção dos novos meios previstos no Plano de Equipamento e Articulação da Marinha do Brasil (PEAMB).

O total de investimentos previsto no PEAMB é de US$ 84,4 bilhões, dos quais US$ 8,95 bilhões em 2010-2014, US$ 29,36 bilhões em 2015-2022, US$ 30,50 bilhões em 2023-2030 e US$ 15,62 bilhões após 2030. A concretização de tais metas, porém, depende do fluxo contínuo de recursos financeiros, durante duas décadas.

A renovação do Poder Naval não se limita à obtenção de novos meios ou à modernização dos existentes, pois será preciso atender à demanda de pessoal qualificado e adestrado. A lei nº 12.216, sancionada em 11/03/2010, autoriza a ampliação dos quadros de pessoal militar da Marinha, com a criação de 21.507 vagas (3.507 oficiais e 18 mil praças) no período 2010-2030.

O efetivo autorizado da Marinha do Brasil deverá passar de 59,6 mil para 80,5 mil oficiais e praças até 2030, o que corresponde a um aumento de 36%. Nos próximos anos, deverão ser criadas, em média, 218 vagas para oficiais e 771 para praças por ano. Isto resultará em despesa adicional de R$ 27,9 milhões em 2010, de R$ 72,1 milhões em 2011 e de R$ 118,5 milhões em 2012.

Como o Orçamento da União não é impositivo, as verbas autorizadas são passíveis de cortes e contingenciamentos durante o exercício. Este ano, já foram anunciados cortes de R$ 21,5 bilhões, nos recursos para investimento e custeio. O Ministério da Defesa foi o mais atingido, ficando com apenas R$ 10 bilhões dos cerca de R$ 16 bilhões originalmente previstos. Da Marinha teriam sido contingenciados R$ 3,1 bilhões.

O PEAMB vem dar continuidade ao Plano de Reaparelhamento da Marinha (PRM), ora em fase de execução. A Marinha realizou estudos para determinar o quantitativo estratégico de meios flutuantes, aéreos e de fuzileiros navais necessário, numa moldura de tempo que ultrapassa 2030. Entretanto, nada garante que tais estimativas venham a se converter em encomendas firmes.

As metas prioritárias para os próximos anos incluem projetos previstos no PRM e outros que não estavam incluídos naquele plano. Tais projetos incluem a substituição de meios cuja baixa ocorreu recentemente ou deve ocorrer em breve, assim como a modernização de outros, que terão sua vida útil estendida e sua capacidade operativa atualizada.

Até 2017, deve ser concluída a modernização de cinco submarinos, a um custo total de R$ 614,9 milhões, e adquirido um lote de novos torpedos, a um custo de R$ 107,6 milhões. O programa de construção de cinco novos submarinos (quatro convencionais e um nuclear) tem seu custo estimado em 6,7 bilhões de euros. Numa primeira etapa, está prevista a instalação, até 2015, de um estaleiro e de uma base em Itaguaí (RJ).

Foi entregue o primeiro dos seis navios-patrulha de 500 toneladas encomendados, devendo os demais ser entregues até 2014, a um custo unitário de R$ 80 milhões. A construção de um lote inicial de três NPa de 1.800 toneladas (com opção para mais dois), a um custo de R$ 194,7 milhões cada um, deve ser contratada em breve. Até 2015, também serão construídos quatro NPa de 200 toneladas, para águas costeiras e fluviais, por R$ 168 milhões de custo total.

Um lote inicial de três fragatas de 6.000 toneladas (com opção para mais duas) deve ser encomendado, a um custo unitário de cerca de 450 milhões de euros. Um navio de apoio logístico (NApLog) de 20.000 toneladas (com opção para mais quatro), com custo unitário de US$ 150 milhões, também está previsto. Além disso, estão sendo modernizados o navio-aeródromo (NAe) São Paulo, os navios de escolta e diversos navios empregados no serviço de hidrografia e navegação.

Estão previstas no PRM a obtenção de quatro novos helicópteros multiemprego S-70B Seahawk e a modernização de 12 helicópteros de esclarecimento e ataque AH-11A Lynx, assim como a obtenção de diversos tipos de armamento e munição. A aquisição de material para o Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) também está incluída.

Constituem projetos extra-PRM a modernização de 12 aeronaves de interceptação e ataque AF-1/AF-1A Skyhawk e a obtenção de 16 helicópteros de emprego geral EH 725 Caracal, assim como a seleção, obtenção e modernização de um lote de aeronaves de alarme aéreo antecipado, transporte e reabastecimento em vôo.

Aos projetos acima, que cobrem o horizonte temporal até 2015, devem seguir-se projetos de médio e longo prazo, previstos no PEAMB. O novo plano, que visa à expansão dos meios e à revisão da articulação das forças navais, aeronavais e de fuzileiros navais, demandará consideráveis recursos. Estará o Brasil à altura de tal desafio?

Eduardo Italo Pesce

Especialista em Relações Internacionais, professor no Cepuerj e colaborador permanente do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Escola de Guerra Naval (Cepe/EGN).

FONTE: Monitor Mercantil (os destaques em negrito são do Blog)  FOTO: Poder Naval Online

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Ministério da Defesa foi o mais cortado nas verbas de custeio

Clique aqui para ver matéria (clipping) publicada no Blog das Forças Terrestres. E comente aqui no Naval o que você acha desse contingenciamento em relação à Marinha do Brasil (deixe o espaço no ForTe para comentários sobre os reflexos para Forças Terrestres).

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