QG Airsoft

Marinha do Brasil vai de FREMM

AD_06

Segundo a revista ISTOÉ, edição n° 2118 na coluna Brasil Confidencial escrita por Octávio Costa, a Marinha do Brasil fechou um pacote de US$ 12,7 bilhões com a Itália, para a compra de 18 fragatas FREMM, 10 NaPaOc da classe Comandante e 01 LSV da classe Etna.

Afirma ainda que a primeira entrega estará limitada a 3 fragatas e 3 NaPaOc e que o acordo será assinado em julho, durante a visita de Silvio Berluscone ao Brasil.

Leia a nota em sua íntegra:

“Italianos ao mar

A Marinha brasileira avança em seu programa de reaparelhamento. Acaba de fechar com a Itália um pacote de US$ 12,7 bilhões para a compra de 18 fragatas multimissão ítalo-francesa FREMM e dez navios-patrulha da classe Comandante, com capacidade de transportar helicópteros EC 725.

Foi incluso no negócio um navio de apoio Etna, que servirá para ações como abastecimento e carregamento de munição. A primeira entrega estará limitada a três navios e três fragatas, com opção de entrega para mais cinco embarcações. O acordo será assinado em julho, na visita do premiê italiano, Silvio Berlusconi.”

FREMM Itália - imagem 2 Marina Militare

FOTO DO ALTO: Guilherme Wiltgen/Poder Naval. A foto é de uma outra classe franco-italiana, a Horizon, de maior porte e mais especializada na defesa aérea. Na comparação com a ilustração de baixo (viaOrizzonte Sistemi Navali), do projeto FREMM para a  Marinha Italiana, pode-se ver como as duas classes se assemelham em sensores e alguns outros detalhes, diferentemente da configuração da FREMM francesa, que pode ser vista clicando aqui. Uma diferença fácil de identificar na Horizon em relação à FREMM italiana, além do porte que confere uma maior capacidade de mísseis superfície-ar e mais canhões de dupla função, é a presença de um grande radar de busca aérea no navio maior.

SAIBA MAIS:

Tagged with:
 

Mais sobre o pacote italiano para a MB

Etna LSV

Corre nos fóruns brasileiros de assuntos militares que a MB teria optado por produtos italianos para seu programa de reequipamento da força de superfície.

A noticia foi veinculada assim:

“A Casa Lidador, e suas congêneres, informam que não estão mais aceitando encomendas de vinhos Chiantti e Valpoliccela. O estoque está todo empenhado…”

Segundo fonte de dentro do MD, esse deverá ser o caminho, pois com o pacote fechado  de um LSV classe ETNA para substituir o NT Marajó, que ainda irá trabalhar um bom tempo na Marinha, 5 NaPaOc  de 1.8 ton e 3 Fragatas FREMM  (que, segundo essa fonte, custam muito, mas muito mais baratas do que suas congêneres francesas), a MB poderá ter, enfim, navios modernos para cumprir o que determina a END.

Porém, o anuncio só será feito mais para o final do ano, com os NPaOc classe “Commandante” num primeiro momento, e os navios restantes com anúncio para o ano que vem.

Ainda resta confirmar o assunto da modernização do AMRJ pelo estaleiro italiano.

Enfim, o que se sabe é que, com esta opção tipo “Pacote”, os preços de todos os navios caíram assustadoramente, dando uma enorme vantagem aos italianos.

Agora é aguardar e confirmar estas informações e beber todos os Chiantti e Vapoliccela com a MB.

FREMM brasileira

FONTE: Corsário 01

VEJA TAMBÉM:

Tagged with:
 

Encomendas MB - imagen OESP via MB

Projeção de investimentos para 20 anos foi feita por diretor em evento para executivos do setor

Nicola Pamplona

vinheta-clipping-navalOs investimentos no novo plano de reaparelhamento proposto pela Marinha podem superar os 70 bilhões de euros, segundo projeção feita pelo diretor de engenharia naval da Marinha, Francisco Deiana. “São entre 70 e 80 bilhões, mas para um prazo de 20 anos”, afirmou.

Em evento no Rio para executivos do setor naval, o militar detalhou a carteira de encomendas do programa que prevê a construção de diversos tipos de embarcações, sempre a partir da parceria entre uma empresa detentora de tecnologia e umestaleiro brasileiro.

Dois primeiros lotes de pequenas embarcações de patrulha já foram licitadas. Ainda este ano, a Marinha pretende contratar um terceiro lote, de navios-patrulha de grande porte, com custo estimado em R$ 230 milhões cada. O processo é semelhante ao promovido pela Aeronáutica na compra dos caças. A Marinha analisará as propostas de cada interessado e enviará um parecer para a Presidência, que tem a palavra final.

No caso dos caças, o governo se posicionou em favor da proposta da empresa francesa Dassault, após negociações entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Nicolas Sarkozy. O contrato, noentanto,aindanãofoi assinado.

“A Marinha emite um posicionamento técnico, mas sabemos que há também componentes estratégicos e políticos na decisão. Acredito que todos os pontos possam ser conciliados”, afirmouDeiana. Secolocadoemprática, o plano de encomendas também deve ter grande disputa, pela dimensão das contratações.

Apenas no pacote de navios patrulha de grande porte são 12 embarcações. Há ainda um grande pacote de 18 navios-escolta, com canhões e capacidade para transportar helicópteros, com custo estimado em 500 milhões de euros cada. A Marinha vai contratar ainda lotes menores, de 4 navios-patrulha fluviais e cinco navios de apoio logístico.

Submarinos nucleares.

De todas as compras previstas no programa, a Marinha já encomendou dois lotes de navios-patrulha de pequeno porte, um deles junto ao Estaleiro Inace,no Ceará, e outro do Estaleiro Ilha, no Rio. O custo estimado de cada unidade é de R$ 80 milhões.

Além disso, a Marinha fechou um contrato com a francesa DCNS e a Odebrecht para a construção de submarinos nucleares em estaleiro que será construído em Itaguaí, região metropolitana do Rio. A pedra fundamental será lançada em junho em cerimônia que deve contar com a participação do presidente Lula.

Análise: Roberto Godoy

A Marinha do Brasil está recuperando investimentos que deveriam ter sido feitos há 33 anos, quando a frota naval deixou de ser regularmente renovada. O governo do Brasil reivindica 4,5 milhões de km² de área de exploração econômica no Atlântico Sul. É o cenário de86% das principais rotas comerciais de interesse do País, sobre as quais, para garantir o direito de exploração, está assumindo responsabilidades de controle e da segurança da navegação.

Quando estiver em pleno funcionamento, a província petrolífera do pré-sal implicará numa espécie de arquipélago artificial onde devem trabalhar e viver cerca de 45 mil pessoas. O Comando da Marinha terá de assegurar a integridade desses recursos e negar o acesso a agressores. A frota pretendida, moderna, ágil e com elevado poder de fogo, é o instrumento de dissuasão adequado à situação.

Roberto Godoy é jornalista do ESTADO

FONTE / IMAGEM: O Estado de São Paulo, via sinopse diária da MB

VEJA TAMBÉM:

Tagged with:
 

v30-sem-mm40 - foto Nunão - PN Online

vinheta-clipping-navalSegundo dados do Siafi 2010, disponibilizados em http://contasabertas.uol.com.br/, a dotação autorizada do Ministério da Defesa para este ano é de R$ 60,72 bilhões. Os recursos destinados às forças singulares totalizam R$ 24,55 bilhões para o Exército, R$ 16,27 bilhões para a Marinha e R$ 13,79 bilhões para a Aeronáutica (Força Aérea).

Dos recursos previstos para o Comando da Marinha, R$ 10,87 bilhões (66,8%) correspondem à despesa com pessoal e encargos sociais, R$ 960,52 milhões (5,9%) a outras despesas correntes e R$ 4,43 bilhões (27,2%) a investimentos. No total do Ministério da Defesa, tais porcentagens são de 70,3% para pessoal, 11,8% para despesas correntes e 14,9% para investimentos.

O orçamento da Marinha para este ano registra aumento dos recursos destinados aos investimentos, mas não ao custeio de outras despesas correntes. Todavia, o aumento dos investimentos deverá levar a um aumento dos gastos correntes, para assegurar a operação e a manutenção dos novos meios previstos no Plano de Equipamento e Articulação da Marinha do Brasil (PEAMB).

O total de investimentos previsto no PEAMB é de US$ 84,4 bilhões, dos quais US$ 8,95 bilhões em 2010-2014, US$ 29,36 bilhões em 2015-2022, US$ 30,50 bilhões em 2023-2030 e US$ 15,62 bilhões após 2030. A concretização de tais metas, porém, depende do fluxo contínuo de recursos financeiros, durante duas décadas.

A renovação do Poder Naval não se limita à obtenção de novos meios ou à modernização dos existentes, pois será preciso atender à demanda de pessoal qualificado e adestrado. A lei nº 12.216, sancionada em 11/03/2010, autoriza a ampliação dos quadros de pessoal militar da Marinha, com a criação de 21.507 vagas (3.507 oficiais e 18 mil praças) no período 2010-2030.

O efetivo autorizado da Marinha do Brasil deverá passar de 59,6 mil para 80,5 mil oficiais e praças até 2030, o que corresponde a um aumento de 36%. Nos próximos anos, deverão ser criadas, em média, 218 vagas para oficiais e 771 para praças por ano. Isto resultará em despesa adicional de R$ 27,9 milhões em 2010, de R$ 72,1 milhões em 2011 e de R$ 118,5 milhões em 2012.

Como o Orçamento da União não é impositivo, as verbas autorizadas são passíveis de cortes e contingenciamentos durante o exercício. Este ano, já foram anunciados cortes de R$ 21,5 bilhões, nos recursos para investimento e custeio. O Ministério da Defesa foi o mais atingido, ficando com apenas R$ 10 bilhões dos cerca de R$ 16 bilhões originalmente previstos. Da Marinha teriam sido contingenciados R$ 3,1 bilhões.

O PEAMB vem dar continuidade ao Plano de Reaparelhamento da Marinha (PRM), ora em fase de execução. A Marinha realizou estudos para determinar o quantitativo estratégico de meios flutuantes, aéreos e de fuzileiros navais necessário, numa moldura de tempo que ultrapassa 2030. Entretanto, nada garante que tais estimativas venham a se converter em encomendas firmes.

As metas prioritárias para os próximos anos incluem projetos previstos no PRM e outros que não estavam incluídos naquele plano. Tais projetos incluem a substituição de meios cuja baixa ocorreu recentemente ou deve ocorrer em breve, assim como a modernização de outros, que terão sua vida útil estendida e sua capacidade operativa atualizada.

Até 2017, deve ser concluída a modernização de cinco submarinos, a um custo total de R$ 614,9 milhões, e adquirido um lote de novos torpedos, a um custo de R$ 107,6 milhões. O programa de construção de cinco novos submarinos (quatro convencionais e um nuclear) tem seu custo estimado em 6,7 bilhões de euros. Numa primeira etapa, está prevista a instalação, até 2015, de um estaleiro e de uma base em Itaguaí (RJ).

Foi entregue o primeiro dos seis navios-patrulha de 500 toneladas encomendados, devendo os demais ser entregues até 2014, a um custo unitário de R$ 80 milhões. A construção de um lote inicial de três NPa de 1.800 toneladas (com opção para mais dois), a um custo de R$ 194,7 milhões cada um, deve ser contratada em breve. Até 2015, também serão construídos quatro NPa de 200 toneladas, para águas costeiras e fluviais, por R$ 168 milhões de custo total.

Um lote inicial de três fragatas de 6.000 toneladas (com opção para mais duas) deve ser encomendado, a um custo unitário de cerca de 450 milhões de euros. Um navio de apoio logístico (NApLog) de 20.000 toneladas (com opção para mais quatro), com custo unitário de US$ 150 milhões, também está previsto. Além disso, estão sendo modernizados o navio-aeródromo (NAe) São Paulo, os navios de escolta e diversos navios empregados no serviço de hidrografia e navegação.

Estão previstas no PRM a obtenção de quatro novos helicópteros multiemprego S-70B Seahawk e a modernização de 12 helicópteros de esclarecimento e ataque AH-11A Lynx, assim como a obtenção de diversos tipos de armamento e munição. A aquisição de material para o Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) também está incluída.

Constituem projetos extra-PRM a modernização de 12 aeronaves de interceptação e ataque AF-1/AF-1A Skyhawk e a obtenção de 16 helicópteros de emprego geral EH 725 Caracal, assim como a seleção, obtenção e modernização de um lote de aeronaves de alarme aéreo antecipado, transporte e reabastecimento em vôo.

Aos projetos acima, que cobrem o horizonte temporal até 2015, devem seguir-se projetos de médio e longo prazo, previstos no PEAMB. O novo plano, que visa à expansão dos meios e à revisão da articulação das forças navais, aeronavais e de fuzileiros navais, demandará consideráveis recursos. Estará o Brasil à altura de tal desafio?

Eduardo Italo Pesce

Especialista em Relações Internacionais, professor no Cepuerj e colaborador permanente do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Escola de Guerra Naval (Cepe/EGN).

FONTE: Monitor Mercantil (os destaques em negrito são do Blog)  FOTO: Poder Naval Online

VEJA TAMBÉM:

Tagged with:
 

FREMM França - imagem DCNS

vinheta-clipping-navalRIO DE JANEIRO – A Marinha do Brasil pretende licitar entre o final deste ano e o próximo a construção de 18 navios escolta no valor de 500 milhões de euros cada, uma competição de 9 bilhões de euros e cuja exigência de conteúdo nacional será menor do que a habitual.

“São navios muito complexos, é difícil atingir o índice de nacionalização de outras embarcações por causa das armas”, explicou o contra-almirante Francisco Deiana durante apresentação em seminário do setor naval na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). Os navios deverão ser construídos no Brasil em associação com um estaleiro projetista internacional, informou o militar, prevendo o prazo de 5 anos para a construção.

Destinados à proteção da costa, possivelmente na região do pré-sal da bacia de Santos, onde estão localizadas reservas de petróleo que podem mais que dobrar as atuais reservas brasileiras, os navios escolta terão que ter no mínimo 40 por cento de conteúdo nacional, um índice baixo se comparado aos exigidos em programas da Petrobras e suas subsidiárias, em torno dos 70 por cento.

FREMM-Itália-imagem-Marina-Militare

“O modelo estratégico é ter um projeto já consagrado que seja adaptado para a nossa realidade e construído no Brasil”, disse o militar, citando França, Itália e Alemanha como possíveis países que disputariam a encomenda. “São países que possuem projetos semelhantes e já fizeram apresentação para nós, mas não temos preferência”, se apressou em esclarecer antecipando uma possível polêmica que pode surgir nessa compra a exemplo do que ocorreu com a licitação de caças pelo governo brasileiro.

Ele admitiu no entanto que a decisão da compra, assim como no caso dos caças, deverá obedecer às lógicas estratégica e política do governo. “A Marinha emite o parecer técnico, mas existem outros componentes estratégicos e políticos”, afirmou. A licitação faz parte de um plano maior de modernização da frota da Marinha brasileira, já iniciada e que soma ao todo investimentos entre 70 e 80 bilhões de euros nos próximos 20 anos, segundo Deiana.

A primeira iniciativa foi a parceria estratégica com o governo francês em 2008 para construção de quatro submarinos diesel-elétricos convencionais e o primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear, com transferência de tecnologia. A pedra fundamental do estaleiro em Itaguaí, no Estado do Rio de Janeiro para construir o submarino nuclear será lançada em junho, segundo Deiana, em cerimônica com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Deiana informou ainda que o terceiro lote da licitação de 27 navios patrulha de 500 toneladas, no valor de 80 milhões de reais cada, será feita ao longo deste ano para mais 4 ou 6 unidades. O índice de nacionalização esperado é de 60 por cento.

Também até o final deste ano a Marinha espera assinar os contratos das 3 primeiras unidades com opção para mais 2 de uma encomenda de 12 navios patrulha de 1.800 toneladas, ao custo de 230 milhões de reais cada. Outras encomendas estão na lista de compras da Marinha, como embarcações do sistema de segurança aquaviário, de patrulhas fluviais, apoio logístico e navios hidrográficos.

F 219 Type 124 - foto Poder Naval Online

FONTE: Reuters, via Estadão

IMAGENS (de cima para baixo): FREMM versão francesa (imagem DCNS) FREEM versão Italiana (imagem Marinha Italiana) e Fragata Type 124 Sachsen – F219 (foto Poder Naval Online)

NOTA DO BLOG: ilustramos a matéria com imagens de alguns projetos mais recentes de escoltas dos três países citados na reportagem: França, Itália e Alemanha. Para ver matérias anteriores do Blog a respeito desses (e outros) navios que poderiam disputar essa encomenda, clique nos links abaixo.

VEJA TAMBÉM:

Tagged with:
 

O PEAMB

A Estratégia Nacional de Defesa (END), formulada em 2008, organizou-se em torno de três eixos estruturantes.

O primeiro diz respeito à organização e à orientação das Forças Armadas, para melhor desempenharem sua destinação constitucional e suas atribuições na paz e na guerra.

O segundo refere-se à reorganização da indústria nacional de material de defesa, para assegurar que o atendimento das necessidades de equipamento das Forças Armadas apóie-se em tecnologias sob domínio nacional.

O terceiro versa sobre a composição dos efetivos das Forças Armadas e sobre o futuro do Serviço Militar Obrigatório.

No que diz respeito ao primeiro eixo, foi determinado às Forças Armadas elaborarem os respectivos Planos de Articulação e de Equipamento, os quais deveriam contemplar uma proposta de distribuição espacial das instalações militares e de quantificação dos meios necessários ao atendimento eficaz das Hipóteses de Emprego. Além disso, deveriam rever, a partir de uma política de otimização do emprego de recursos humanos, a composição dos efetivos, de modo a dimensioná-los para atender adequadamente ao disposto na END.

Em decorrência, o Comando da Marinha elaborou o “Plano de Articulação e de Equipamento da Marinha do Brasil” (PEAMB), estabelecendo projetos e metas para o reaparelhamento, expansão e redistribuição de suas Organizações Militares (OM) e para o incremento e capacitação de seu efetivo, consoante sua missão.

ATENDIMENTO DAS DIRETRIZES DA END

Na elaboração do PEAMB, procurou-se levantar todas as ações a serem implementadas para dotar a MB de organizações militares, meios navais, aeronavais e de fuzileiros navais, sistemas, armamento, munição e efetivos de pessoal necessários ao atendimento das diretrizes estabelecidas na END.

Considerando que a tarefa de “negar o uso do mar ao inimigo” deve orientar, de modo preponderante, a estratégia de defesa marítima do País, a Marinha dará prosseguimento à construção dos submarinos convencionais e ao projeto de desenvolvimento do submarino de propulsão nuclear, e construirá uma Base e um Estaleiro em Itaguaí (RJ), com vistas à construção e ao apoio a seus submarinos.

Além disso, com base na premissa de que a Força deve organizar-se sob a égide do trinômio monitoramento/controle, mobilidade e presença, a Marinha ampliará o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), incluindo aeronaves, radares fixos e veículos aéreos não-tripulados (VANT), e modernizará os seus recursos de comunicações militares. Para assegurar maior ação de presença nas proximidades da foz do Rio Amazonas, nas Bacias Amazônica e do Paraguai-Paraná e maior controle da faixa litorânea entre Santos (SP) e Vitória (ES), implantará uma 2ª Esquadra e uma 2ª Divisão Anfíbia na Região N/NE do País, ampliará ou criará novas OM operativas, do Sistema de Segurança do Tráfego Aquaviário (SSTA) e de apoio logístico, as quais serão estrategicamente distribuídas pelo território nacional, e renovará sua frota mediante a obtenção de meios navais, aeronavais e de fuzileiros navais adequados.

No encalço dessas providências, estará, também, assegurando o incremento de sua capacidade para compor força de manutenção de paz, de realizar ações humanitárias e de resgate de não combatentes no exterior, de executar operações de busca e salvamento (SAR) e de contribuir para a garantia da lei e da ordem.

Tendo em vista a necessidade de rever, a partir de uma política de otimização do emprego de recursos humanos, a composição dos efetivos das três Forças, de modo a dimensioná-las para atender adequadamente ao disposto na END, a MB incrementará sua capacidade de obtenção, formação e capacitação de recursos humanos, por meio da ampliação, modernização e construção de novas Escolas e Centros de Instrução.

Adicionalmente, aperfeiçoará o atendimento da Família Naval, propiciando a elevação do nível de satisfação profissional de seu pessoal, mediante a construção de Próprios Nacionais Residenciais (PNR) e a ampliação, modernização e construção de hospitais e núcleos do Sistema de Assistência Integrada.

O estabelecimento do conjunto de ações e respectivas metas físico-financeiras não esteve condicionado a questões de ordem orçamentária e de capacitação do parque industrial – nacional e estrangeiro. Nos estudos sobre o dimensionamento, procurou-se responder às necessidades estratégicas da Marinha, de modo a torná-la apta a assegurar os interesses do País.

Releva mencionar que não consta do referido Plano projeto para dotar a Força de segmento espacial próprio, haja vista que a necessidade de cobertura por satélite, tanto para monitoramento/controle quanto para comunicações, deve ser integrada e formulada pelo Ministério da Defesa, por envolver as três Forças Armadas.

Pensou-se em uma Marinha crível, que deixe claro aos possíveis opositores a nossa capacidade de sobrepujar as forças antagônicas.

ORGANIZAÇÃO DO PEAMB

O PEAMB está dividido em dois volumes, conforme a seguir especificado:

Volume I – Equipamento e Articulação

Compreende o PEAMB propriamente dito, dividido em três partes distintas. As Partes I e II apresentam, de forma sintética, todos os Projetos Individualizados (PI) necessários para a adequação da MB à END. A Parte III trata das necessárias alterações na composição dos efetivos da MB, para fazer frente à demanda de pessoal decorrente da execução do planejamento contido nas duas partes anteriores:
Parte I – Equipamento;
Parte II – Articulação; e
Parte III – Recursos Humanos.

A fim de facilitar a compreensão, os Projetos da Parte I – Equipamento – estão agrupados em cinco grandes áreas e organizados em capítulos, num total de 72 Projetos Individualizados:
Capítulo 1 – Meios Navais;
Capítulo 2 – Meios Aeronavais;
Capítulo 3 – Meios de Fuzileiros Navais;
Capítulo 4 – Munição; e
Capítulo 5 – Embarcações para o Sistema de Segurança do Tráfego Aquaviário (SSTA) e Embarcações de Apoio.

Da mesma forma, a Parte II – Articulação – está organizada nos seguintes capítulos, num total de 138 Projetos Individualizados:
Capítulo 1 – Complexo Naval da 2ª Esquadra/ 2ª Divisão Anfíbia;
Capítulo 2 – Forças de Fuzileiros Navais, Forças Distritais e Órgãos de Apoio;
Capítulo 3 – Apoio Logístico;
Capítulo 4 – Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz) e Comunicações Militares;
Capítulo 5 – Órgãos do Sistema de Ensino Naval, de Apoio de Saúde e de Assistência Social e Próprios Nacionais Residenciais (PNR); e
Capítulo 6 – Sistema de Segurança do Tráfego Aquaviário.

Por sua vez, na Parte III – Recursos Humanos – o assunto pessoal está subdividido nos seguintes capítulos, nos quais são apresentadas as ações a serem implementadas para atender às necessidades impostas pelos Equipamentos e pela Articulação detalhadas nas Partes I e II, respectivamente:
Capítulo 1 – Pessoal Militar;
Capítulo 2 – Pessoal Civil;
Capítulo 3 – Capacitação; e
Capítulo 4 – Custeio.
O Capítulo 1 engloba as medidas relacionadas com os militares, sendo detalhadas as ações de adequação de efetivo, obtenção, formação e seleção.
O Capítulo 2 identifica as medidas relacionadas com os servidores civis, sendo igualmente descritas as ações de adequação de efetivo e obtenção.
O Capítulo 3 apresenta as ações a serem desenvolvidas para a capacitação do pessoal, inclusive junto ao meio acadêmico, voltadas para o domínio de conhecimentos de áreas de interesse da Defesa.
O Capítulo 4 detalha os reflexos no orçamento de pessoal.

Anexos ao Volume I encontram-se o “Mapa de Custos”, com o resumo dos recursos necessários para cada um dos PI (Anexo ­A), a intenção de “Distribuição dos Meios Navais, Aeronavais e de Fuzileiros Navais” pelos diversos órgãos operativos da Marinha (Anexo B) e as “Prioridades para Atendimento dos Projetos Individualizados” ( Anexo C).

Volume II – Detalhamento

Esse volume apresenta o detalhamento das ações internas de cada um dos Projetos Individualizados relacionados nas Partes I e II do Volume I. Está subdividido em duas partes, cujos capítulos guardam homonomia com os correspondentes do Volume I.

Na Parte I – Equipamento, para cada tipo de meio a ser adquirido ou modernizado são detalhados o conceito de emprego e a justificativa estratégica do meio, o quantitativo histórico e a situação atual do inventário, o sumário do planejamento de baixas, modernizações e obtenções, dados orçamentários e cronograma de metas físicas.

Na Parte II – Articulação, para cada OM a ser criada, modernizada ou ampliada são detalhados o propósito, localização, Comando a que está subordinada, conceito de emprego, justificativa para o dimensionamento, bem como todas as ações internas relacionadas à sua consecução, com o respectivo cronograma físico-financeiro.

EXECUÇÃO DO PEAMB

O prazo para execução do PEAMB é até 2030, subdividido em ações de curto prazo (2010-2014), de médio prazo (2015-2022) e de longo prazo (2023-2030).
Tendo em vista a complexidade e grandeza do empreendimento, a obtenção de alguns meios para o atingimento da Quantidade Estratégica Necessária só poderá ser concluída após 2030.

Da mesma forma, a carreira militar tem a duração de trinta anos. A obtenção de todo o efetivo requerido pelo PEAMB, em espaço temporal de vinte anos, criaria uma distorção indesejável no fluxo de carreira. Assim, torna-se necessário considerar que as ações de longo prazo tenham uma duração que ultrapasse o ano previsto de 2030.

CONSIDERAÇÕES ECONÔMICAS E SOCIAIS

Não obstante as considerações de ordem estratégica conexas à Segurança Nacional, valem, também, as de cunho econômico e social. A consecução do PEAMB impulsionará de forma ímpar a indústria nacional. A indústria naval é considerada uma indústria de base e seu incremento implica no crescimento de outros segmentos, com intenso reflexo na cadeia produtiva de vários outros campos de atividade econômica, tais como o eletro-eletrônico, metalúrgico, mecânica pesada, motores de propulsão marítimos, armamentos e informática, entre outros, tamanha a diversidade de equipamentos existentes a bordo dos navios de guerra. A alta tecnologia utilizada na construção e na manutenção dos navios e a necessidade de autosuficiência para manter os meios militares operativos fazem com que o País procure sua independência tecnológica nas mais diversas áreas.

Na vertente social, estima-se a criação de 30.000 novos empregos diretos e de 100.000 indiretos, adicionalmente às oportunidades geradas em decorrência do aumento do efetivo pleiteado, de cerca de 70.000 novos cargos de civis e militares. Tal acréscimo se traduzirá na geração anual de expressivas oportunidades de trabalho direto, promovendo a inclusão e o aprimoramento na formação de milhares de cidadãos oriundos das mais diversas classes sociais, contribuindo substancialmente para o engrandecimento do País.

Tudo isso representará, ainda, um incremento na arrecadação de impostos da ordem de R$ 7,5 bilhões/ano.

SITUAÇÃO ATUAL

Atualmente, o PEAMB encontra-se em análise no Ministério da Defesa, de modo a constituir, juntamente com os Planos das outras Forças, o Plano de Articulação e Equipamento das Forças Armadas.

FONTE: MB

Tagged with:
 

vinheta-exclusivoA América do Sul passa por um momento de transição. À medida que cresce sua importância no mundo, principalmente devido às suas grandes reservas de petróleo e gás, sua imensa biodiversidade, tanto no continente, quanto nos oceanos Atlântico e Pacífico, e, principalmente, abundância de água potável, tem feito com que os interesses das “Nações Centrais” se voltem para nossa região.

Hoje, é possível perceber um movimento das “Nações Centrais” para criar áreas de influência na região. A Rússia, nos últimos anos aproximou-se da Venezuela e tenta expandir sua área de influência também para o Equador, Bolívia e Paraguai. Os Estados Unidos mantém fortes laços com a Colômbia e o Chile, e tenta uma aproximação maior com o Peru. Já há algum tempo, a China tenta uma aproximação com a Argentina e o Uruguai.

O Brasil, que tem sua própria visão para o futuro do continente, com maior independência para os países, tem procurado não entrar em nenhuma dessas áreas de influência. Dessa forma, buscou uma parceria estratégica que permitisse à Nação, se contrapor a essa nova geopolítica. Como resultado dessa visão, foi assinado o acordo com o Governo Francês.

Para manter sua autonomia e representatividade, não só na região sulamericana, como, também, no restante do mundo, o Governo Brasileiro entendeu que é necessário manter Forças Armadas bem equipadas e treinadas, com quantidade de meios suficiente para fazer valer seus interesses.

Nesse contexto, o Ministério da Defesa solicitou às Forças Armadas, a elaboração de seus respectivos Planos de Equipamento e Articulação (PEA). Cada plano deveria conter as necessidades de meios para os próximos anos e as ações de articulação com a indústria de defesa.

O PEA da Marinha do Brasil, conhecido como PEAMB, apresenta a necessidade de meios para os próximos 30 anos. Orçado em cerca de R$ 250 bilhões, é bastante ambicioso, nele a MB apresentou suas reais necessidades para fazer frente a esse novo contexto.

O PEAMB, prevê a necessidade de 2 navios-aeródromo com cerca de 40.000 toneladas; 4 LHD com cerca de 20.000 toneladas; 30 navios de escolta; 15 S-BR; 5 SN-BR; além de 62 navios de patrulha.

São números ambiciosos que objetivam acabar com o perigoso vazio de poder existente no Atlântico Sul. A MB tem consciência da necessidade de preencher ostensivamente o vácuo estratégico em nosso Teatro de Operações, pois se não o fizer, certamente alguém o fará.

Tagged with:
 

vinheta-destaqueReproduzimos abaixo a opinião do leitor “Flal” do BlogNAVAL, sobre os PEAMB “Planos de Equipamento e Articulação da Marinha do Brasil”. O leitor mostra como será difícil colocar em prática os planos de reequipamento da MB e como pensa parte do pessoal da Marinha a respeito do assunto.

Senhores,

Infelizmente os custos são esses mesmos que o Blog informou nesse post. Cerca de R$ 1,8 bilhão a versão de EG e cerca de R$ 2,3 bilhões a versão de EG, mas com ênfase em AAW.

Não está nada fora da realidade mundial. Caso a MB optasse por adquirir esses meios no exterior, os custos de aquisição seriam aqueles anunciados pelos fabricantes. Senão vejamos:

  • FREMM EG – 600 MILHÕES DE EUROS, cerca de R$ 1,62 bilhões (Cotação do Euro a R$ 2,7);
  • FREMM AAW – 750 MILHÕES DE EUROS, cerca de R$ 2,03 bilhões (cotação do Euro a R$ 2,7);
  • KDX II – 600 MILHÕES DE DÓLARES, cerca de R$ 1,1 bilhão (cotação do Dólar a R$ 1,84);
  • KDX III – 1,1 BILHÃO DE DÓLARES, cerca de R$ 2,02 bilhões (cotação do dólar a R$ 1,84);
  • Arleigh Burke – 1,1 BILHÃO DE DÓLARES, cerca de R$ 2,02 bilhões (cotação do dólar a R$ 1,84)

Já deu para se ter uma noção dos preços. Lembro mais uma vez, que esses preços são para os meios fabricados pelos seus respectivos estaleiros. Como a MB quer produzi-los aqui, sob licença, vai ter que pagar a mais por isso.

Também já deu para perceber, pelos valores apresentados pelo Blog, que nós vamos de FREMM mesmo.

Com relação ao PEAMB, cabem algumas considerações:

PEAMB significa: “Planos de Equipamento e Articulação da Marinha do Brasil”. Esse plano é uma imposição do Ministério da Defesa, para que as 3 Forças Singulares apresentem a necessidade de meios para os próximos anos e as ações de articulação com a indústria de defesa nacional.

Isso não significa que a MB vai conseguir obter tudo o que está descrito nele.

Cabe salientar que, a MB divide o seu planejamento estratégico em:

“Marinha de Hoje” – Curto prazo;
“Marinha de Amanhã” – Médio Prazo; e
“Marinha do Futuro” – Longo prazo.

Nos corredores dos navios, da Ilha das Cobras e da Ilha do Mocanguê, esse PEAMB é chamado de “Marinha do Nunca”, ou mesmo PEAMB = Pura Enrolação dos Almirantes para os Marinheiros Burros”. Pois, a maioria dos oficiais e praças acham esse plano impossível de ser concretizado em sua totalidade.

Os números apresentados nele são pura ficção. Em 30 anos, serão cerca de 8 governos diferentes, alguém acredita que não sofrerá mudanças, que vão contingenciar orçamentos, como sempre ocorre.

Ademais, colocar a culpa somente na classe política é no mínimo simplificar muito as coisas. Existe sim má administração e falta de planejamento dentro da MB. Quem está dentro, sabe do que estou falando.

Exemplificando o que estou dizendo, quando o NAe São Paulo foi adquirido, existia uma previsão de orçamentos futuros, que contava com os Royaltes do Petróleo e outras fontes. Se esses orçamentos tivessem sido mantidos, o NAe estaria 100% operacional até hoje. Contudo, houve um contingenciamento dos orçamentos, os Royaltes não foram mais repassados para a MB. Nesse caso seria necessário então utilizar um “Plano B”. Pois bem, qual era o “Plano B”? Ele simplesmente não existia!

Dessa forma, resolveu-se usar o navio até o talo, fazendo, apenas, manutenções naquilo que não tivesse mais jeito. Os resultados, todos conhecem.

Acho que o primeiro “Plano” que a MB deveria fazer, seria em seu recursos humanos. Tem que investir primeiro no pessoal que irá operar tudo isso. Temos tripulações reduzidas, 120 homens tendo que fazer o trabalho de 200. Para a maioria, o “embarque” é uma punição. Só ficou mesmo o pessoal que tem amor pelo que faz, porque o resto se esconde no chão.

A MB está selecionando o pessoal do quadro auxiliar (engenheiros e técnicos) para irem à Europa fazer os cursos de formação e aperfeiçoamento. Poucos são os voluntários, e quando paramos para conversar com eles (voluntários) vemos que a intenção é fazer o curso, voltar, “pagar” (período obrigatório de permanência quando o militar retorne de um curso como este), e então dar baixa para ganhar 5 vezes mais fora da MB.

Desculpe o desabafo, mas se querem realmente reestruturar a MB, reequipá-la com meios modernos, sejam os 10 primeiros como dito nesse post, ou os 16 apresentados, é necessário primeiro investir no pessoal, porque a situação está ficando bastante complicada.

Quando isso ocorrer, eu e a maioria dos Oficiais de Marinha acreditaremos em PEAMB, ou END, e outros mais que forem criados.

Desculpem!

SAIBA MAIS:

Tagged with: