QG Airsoft

No dia 4 de agosto, na Diretoria-Geral do Material da Marinha, foi assinado o Termo de cessão de uso do terreno para construção de um Estaleiro e de uma Base Naval em Itaguaí (RJ).

O documento foi assinado pelo Diretor-Geral do Material da Marinha, Almirante-de-Esquadra Luiz Umberto de Mendonça, e pelo Presidente da Companhia Docas do Rio de Janeiro, Jorge Luiz de Mello.

O Termo é fruto de um criterioso trabalho e de ações empreendidas pela Diretoria de Administração da Marinha no processo de aquisição do terreno.

A assinatura do documento é um grande passo para a concretização do Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear, uma vez que permite o uso imediato do terreno para as instalações da Marinha.

Sob a coordenação da Diretoria-Geral do Material da Marinha, o Programa abrange a construção de um Estaleiro, uma Base Naval, uma Unidade de Fabricação de Estrutura Metálica, quatro submarinos convencionais e um submarino com propulsão nuclear.

No evento, estavam presentes o Coordenador-Geral do Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear, Almirante-de-Esquadra (Ref) José Alberto Accioly Fragelli; o Diretor de Administração da Marinha, Vice-Almirante (IM) Indalecio Castilho Villa Alvarez; e o Diretor de Obras Civis da Marinha, Vice-Almirante Luiz Guilherme Sá de Gusmão.

Francisco Góes

Indústrias brasileiras que produzem máquinas e equipamentos, motores, sistemas de propulsão elétrica e outros bens vão participar do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), acertado em 2008 entre Brasil e França, orçado em 6,7 bilhões. A nacionalização de partes e peças das embarcações está prevista em contrato, assim como a exigência de transferência de tecnologia da França para o Brasil. Um exemplo de parceria nessa área é o da Saturnia Sistemas de Energia, que assinou acordo com o governo francês para produzir as baterias dos submarinos para a Marinha brasileira.

Indústrias brasileiras que produzem máquinas e equipamentos, motores e sistemas de propulsão elétrica, compressores e baterias, entre outros bens, começam a identificar oportunidades que vão surgir com o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), acertado em 2008 entre Brasil e França. Responsável pelo programa, orçado em 6,7 bilhões, a Marinha do Brasil está avaliando o que as empresas poderão produzir localmente. As indicações até agora são favoráveis, embora ainda existam dúvidas, em alguns casos, sobre o processo de transferência de tecnologia.

A análise recai sobre as condições para se produzir no Brasil determinados componentes e equipamentos para os submarinos cumprindo índices de conteúdo nacional. A nacionalização de partes e peças dos submarinos está prevista em contrato, assim como a exigência de transferência de tecnologia da França para o Brasil. Pelo acordo, os franceses terão de transferir tecnologia para determinadas indústrias fabricarem no Brasil itens usados nos submarinos. Seria uma espécie de compensação pelos pagamentos feitos pelo Brasil à França dentro do programa dos submarinos.

“O potencial da indústria brasileira é fantástico”, disse o almirante de esquadra José Alberto Accioly Fragelli, coordenador geral do Prosub na Marinha. Ele disse que a Marinha promoveu seminário do qual participaram empresas de diversos setores interessadas no programa. “Queremos ver quais os produtos que as empresas podem nacionalizar.” Há uma série de itens em que existe potencial de produção no mercado brasileiro, incluindo as baterias, os sistemas de propulsão elétrica, circuitos elétricos e os sistemas de periscópio, entre outros, e para os quais se prevê a transferência de tecnologia da França.

No início das discussões, imaginou-se, por exemplo, que não seria possível produzir um aço especial sem costura para tubos de torpedo, um dos armamentos que vão equipar os submarinos. Mas depois provou-se que é possível fazer esse aço no Brasil. Eduardo Fantin, diretor da Bardella Indústrias Mecânicas, disse que o Prosub poderá oferecer oportunidades para a indústria nacional na fabricação de componentes para os submarinos. Outra área de interesse são as instalações que darão apoio na construção, operação e manutenção das embarcações.

No total, o programa prevê a construção de quatro submarinos convencionais e o casco de um submarino de propulsão nuclear. E inclui a instalação de um estaleiro e de uma base naval em Itaguaí, na região metropolitana do Rio de Janeiro. O co-presidente da Jaraguá Equipamentos Industriais, Cristian Jaty Silva, disse que a empresa participou de processo de auditoria feito pela Marinha no qual se avaliou o potencial e o interesse de empresas nacionais no programa.

As empresas selecionadas poderão receber contratos de absorção de tecnologia e de nacionalização de componentes. A Jaraguá tem interesse em produzir partes estruturais dos submarinos e participar na construção do estaleiro. Umberto Gobbato, diretor superintendente da WEG Automação, afirmou que a empresa mantém entendimentos com a Marinha para fornecer sistemas de propulsão elétrica para os submarinos. “A WEG foi consultada pela Marinha para aumentar índices de nacionalização de sistemas de propulsão elétrica”, disse Gobbato.

O mais difícil a ser feito no Brasil é o sistema de armas, reconhece o almirante. Segundo Fragelli, o processo de transferência de tecnologia está em andamento. Este mês a Marinha vai mandar 26 engenheiros navais para a França, onde ficarão um ano e meio participando de curso da Marinha francesa para aprender a projetar um submarino nuclear. Em 2011, irão mais 20 engenheiros e, em 2012, outros 20. “Esse será o núcleo que vai receber toda a transferência de tecnologia que os franceses vão passar para o Brasil.”

Um exemplo de parceria na área de transferência de tecnologia é o da Saturnia Sistemas de Energia, com fábrica em Sorocaba (SP). A empresa assinou acordo com o governo francês pelo qual ficou acertado que produzirá as baterias dos submarinos para a Marinha brasileira. Luiz Antonio Baptista, presidente da Saturnia, disse que apesar do acordo existe preocupação de garantir a transferência de tecnologia para a fabricação das baterias no país.

Antes de conseguir fechar o acordo sugiram dificuldades para a transferência da tecnologia das baterias para a Saturnia, disse Baptista. A francesa DCNS, que tem contratos com a Marinha do Brasil para a construção dos submarinos, teria informado que a bateria original utilizada no submarino não era produzida por ela, mas por uma empresa americana. Essa empresa não tinha interesse em vender a tecnologia.

Depois de negociações que envolveram a Marinha, chegou-se a um acordo entre a DCNS e a Saturnia pelo qual o grupo francês se propôs a transferir para a Saturnia, a partir de uma unidade na Grécia que fabrica o produto para a Marinha francesa, o projeto básico da bateria. “Em setembro, uma equipe da DCNS e da empresa grega [chamada Sunlight] vem ao Brasil para discutir os detalhes do projeto”, disse Baptista.

Segundo ele, a empresa terá de investir entre US$ 1,5 milhão e US$ 2 milhões para ampliar a fábrica de Sorocaba e produzir as baterias dos novos submarinos. No passado, a Saturnia produziu as baterias para os submarinos convencionais do tipo IKL-209, desenvolvidos no Brasil a partir da importação de uma unidade da Alemanha. No acordo com a Alemanha, houve transferência de tecnologia e as baterias foram feitas no Brasil. Procurada, a DCNS disse que não iria comentar o assunto. Para o almirante Fragelli, é importante que a Saturnia obtenha a transferência de tecnologia da Sunlight.

Fragelli disse que o contrato de transferência de tecnologia é o mais importante (entre os acordos assinados com a França) porque, depois de capacitado, o Brasil não vai depender de outro país para fazer submarinos convencionais e nucleares. Ele reconheceu, porém, que transferência de tecnologia “não se recebe, mas se conquista”.

Entre especialistas, há quem acredite que um das dificuldades para a transferência de tecnologia estaria no fato de que o estaleiro que vai produzir os submarinos seja controlado pela DCNS. A DCNS, controlada pelo governo da França, formou uma sociedade de propósito específico (SPE) com a Odebrecht para a construção dos submarinos. A SPE, chamada de Itaguaí Construções Navais (ICN), tem como acionistas a Odebrecht, com 59%, e a DCNS, com 41%. A Marinha do Brasil, por meio da Emgepron, tem ação especial (golden share) que lhe dá direito de veto em determinadas decisões.

Um executivo que acompanha o acordo discordou. Disse que existe forte compromisso contratual na transferência de tecnologia por parte da França e acrescentou que quando o estaleiro for concluído a ICN será extinta passando o estaleiro a ser propriedade da Marinha. Fragelli disse que o estaleiro, desde o início do projeto, pertencerá à Marinha, inclusive porque será construído com recursos do Tesouro Nacional.

Marinha já liberou primeiro pagamento

A Marinha do Brasil começou a fazer os pagamentos do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub). Uma entrada, no montante de R$ 1,5 bilhão, foi paga à DCNS, empresa francesa que tem controle estatal, e à Odebrecht. A DCNS tem contratos com a Marinha para construir os submarinos, os quais também envolvem a Odebrecht. A construtora é a responsável pela obra do estaleiro e da base naval dos submarinos. As instalações serão construídas em Itaguaí (RJ). A DCNS vai transferir tecnologia no projeto.

O almirante José Alberto Fragelli, coordenador do Prosub, disse que o investimento no estaleiro e na base naval é estimado em cerca de 1,7 bilhão, montante que será financiado com recursos do Tesouro Nacional. O dinheiro vai entrar anualmente no orçamento da Marinha e será pago mediante apresentação de faturas de serviços prestados a preços de mercado. Uma preocupação da Marinha é o contingenciamento de recursos do orçamento pela União, o que pode afetar o programa.

Na parte de responsabilidade da França, o Prosub conta com financiamento de cerca de 5 bilhões acertado com um sindicato de bancos liderado pelo francês BNP Paribas, disse Fragelli. Os quatro submarinos convencionais incluídos no programa serão entregues de forma gradativa.

A frota atual de submarinos da Marinha, de cinco unidades, continuará a operar. Fragelli disse que a ideia é fazer mudanças nos submarinos convencionais Scorpène a serem comprados da França. “Temos experiência de construção no arsenal da Marinha [no Rio] e estamos introduzindo modificações nesses submarinos, que serão maiores e mais compridos.”

Ele acrescentou que na parte de propulsão do submarino nuclear a França não pode transferir tecnologia. “Nenhum país transfere nada nesse campo.” (FG)

FONTE: Valor Econômico

Tagged with:
 

Resumo da Palestra do Prosub

No dia 2 de março, às 10h, no auditório do Centro de Convívio dos Meninos do Mar (CCMar), o coordenador do Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear (Prosub), almirante-de-esquadra José Alberto Accioly Fragelli, fez uma palestra sobre o assunto, dirigida aos militares, autoridades e pessoas da comunidade interessadas.

Nosso leitor Gilberto Rezende esteve lá e enviou o seguinte resumo:

Primeiro o PLANO da Marinha do Brasil é construir 6 (SEIS) submarinos nucleares. Em três áreas de patrulha oceânicas e cada uma de responsabilidade de dois submarinos.

O Almirante confirmou a finalização da USEXA (usina de conversão de gás de urânio) em junho e o fechamento do ciclo nuclear completo em nível industrial.

O LABGENE que é a planta do reator nuclear piloto em terra está em andamento e será encerrada em 2014. Destacou que este passo é essencial para que o Brasil não repita os insucessos da França e da Índia que partiram diretamente para o seu primeiro submarino nuclear sem fazer o reator piloto em terra.
Segundo ele a Índia ano passado foi simplesmente incapaz de montar seu reator no interior do casco do seu submarino e a França (quando da construção do seu primeiro submarino nuclear) teve problemas tão graves de projeto que acabou por abandona-lo com apenas um ano e meio de vida operacional e a França teve que suportar o prejuízo total de seu primeiro projeto de submarino nuclear… E partir para a segunda tentativa…

Este reator do LABGENE servirá de base tanto para projetar os 6 reatores para os submarinos como para os 3 primeiros reatores civis na faixa de 600 a 800 MW (Angra I tem 1.000 MW) e serão construídos, pelo planejamento da Nuclebrás, após a conclusão de Angra III. O plano é que no futuro as novas plantas nucleares civis brasileiras sejam de projeto brasileiro apenas, sem mais aquisições de usinas no exterior.

Foi informado na palestra que as duas atuais usinas civis brasileiras usam urânio enriquecido de 3,2 a 4% e que o reator do submarino atômico brasileiro usará urânio enriquecido a 7% e que deverá ter a necessidade cíclica operacional de ter seus elementos combustíveis nucleares totalmente substituídos de quatro em quatro anos.

estaleiro_base_naval 1

As imagens e planos exibidos na palestra mostraram dois diques TOTALMENTE COBERTOS para atender a duas embarcações submarinas nucleares ao mesmo tempo na chamada ILHA NUCLEAR onde os futuros submarinos nucleares serão construídos, receberão manutenção e onde se processará a troca do elemento combustível do reator quando necessário. Ela deverá ser construida num recorte da encosta e será instalada sobre leito firme de rocha ao contrário do resto do complexo que será feito sobre aterro e plataformas sobre o mar.

Foi explicado que o projeto da base e estaleiro de Itaguaí teve um processo EXTREMAMENTE COMPLEXO de licenciamento ambiental e licenciamento nuclear na CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) e as múltiplas exigências fizeram que o projeto tivesse 24 variações de lay-out até a aprovação final e mesmo com as primeiras obras do estaleiro/base de Itaguaí tendo sido iniciadas em fevereiro (sem cerimônia oficial ainda) a parte da chamada ILHA NUCLEAR, que é o coração do projeto, ainda não teve a licença final da CNEN deferida. O que deve ocorrer ainda neste primeiro semestre de 2010.

estaleiro_base_naval 2

O Estaleiro/Base ficará a cerca de 4 Km da Nuclep que é responsável pela construção das grandes seções cilindricas do casco submarino e uma unidade de integração de unidades metálicas ficará na área da Nuclep onde uma substancial parte de itens do submarino serão incorporadas nas seções feitas ali mesmo na Nuclep e seguirão por uma via reforçada até ao túnel de acesso do Estaleiro/Base que será grande o suficiente para possibilitar o acesso seguro das seções de submarino ao complexo.

Face ao período muito curto de troca dos elementos combustíveis nucleares nos modelos brasileiros, comparativamente em relação aos modelos americanos, ingleses e franceses, uma boa parte do esforço de engenharia do projeto do reator naval brasileiro estará se dando no sentido de permitir a troca dos elementos combustíveis num tempo bem mais curto que o normalmente é conseguido nos modelos de outras origens. A realização bem sucedida desta característica do projeto será essencial para permitir a maior operacionalidade possível da frota submarina nuclear que o Brasil pretende construir. Foi dito que quando a base estiver operacional tanto os submarinos convencionais como a própria força de submarinos da marinha sairão da Base de Mocanguê em Niteroi e passarão para Itaguaí… Como mostrado nos modelos tridimensionais do projeto onde uma das TAGs apontava um prédio como COMANDO DA FORÇA DE SUBMARINOS.

Outra imagem mostrou que o projeto brasileiro será de um hélice propulsionado por dois motores elétricos de propulsão. Portanto a energia nuclear será usada para mover uma turbina que movimentará um gerador elétrico para gerar força aos motores elétricos de propulsão.

Outras informações relevantes:

Sobre as ultracentrífugas brasileiras foi destacado que, sem qualquer ufanismo, elas são o melhor equipamento disponível a nível mundial e o maior segredo tecnológico militar-civil do Brasil. Sem obviamente detalhar seu funcionamento foi explicado que duas características básicas as tornam tão superiores ao modelos de outras nações:

1) seu motor eletromagnético de base que sustenta, alinha e ao mesmo tempo rotaciona o cilindro interno da centrífuga que é o verdadeiro “ovo de colombo” do sistema.

2) o próprio cilindro interno da centrífuga nacional que ao contrário do modelo original estrangeiro sobre que a Marinha se baseou no seu projeto que era de alumínio e pesava 7 Kg, nosso modelo nacional é feito de fibra de carbono e pesa apenas 700g!!!

Código secreto:
Talvez o grande segredo seja o que não foi falado, como se faz para rotacionar magneticamente um cilindro de fibra de carbono que supostamente é amagnético…

Destas características decorre que seu funcionamento, sem qualquer atrito mecânico significativo, torna virtualmente desnecesária a sua substituição operacional em tempo previsível. Isto significa que foi dito que a primeira centrífuga 100% operacional está em serviço CONTÍNUO a 20 anos em Aramar sem queda observável do seu desempenho original. O cilindro de fibra de carbono por ser 10 vezes mais leve que o similar metálico (e no mínimo tão resistente estruturalmente) demanda muito menos energia para seu acionamento e no caso improvável de falha durante o regime de plena rotação, a menor massa do cilindro interno em relação ao cilindro externo resulta que um acidente neste tipo de construção não tem o mesmo efeito catrastófico de uma falha de uma centrífuga mecânica onde a parte que é cineticamente girada pesa 10 vezes mais. Foi declarado que em geral as ultracentrífugas mecânicas usados por outros países rotacionam na faixa de 30/35 mil RPM (rotações por minuto) e a última geração das centrífugas brasileiras estariam atinguindo cerca de 66 mil RPM.

Citação:
Observação minha, as ultracentrifugas brasileiras por sua durabilidade/estabilidade virtualmente plena fariam assim ser praticamente desnecessárias as constantes paradas para substituição de mancais/centrífugas dos modelos mecânicos e PRINCIPALMENTE o tenso controle contínuo de desempenho de cada elemento individual exigido na operação das cascatas mecânicas (para evitar-se acidentes que levem a um colapso catastrófico em série) seja incomparavelmente menos crítico nas cascatas de ultracentrífugas por levitação magnética de projeto brasileiro.
Em cascatas de 3 a 4 mil ultracentrífugas como, por exemplo, as atuais da usina iraniana de NATANZ que já chegou a possuir no passado até 8.700 centrífugas, o lixo atômico gerado pelas ultragentrífugas que tem de ser substituídas e o custo econômico de substituí-las para manter o nível operacional da intalação torna o custo de operação industrial extremamente elevado e o fluxo de produção industrial intermitente.

http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=69092

Quanto ao trabalhos de engenharia o Almirante Fragelli relatou que a Marinha apartir de agosto de 2010 mandará 4 turmas de 20 engenheiros (uma a cada 6 meses) e cada turma ficará em na França por 18 meses fazendo cursos sobre construção de submarinos e sistemas de submarinos nucleares (exceto propulsão). Um gráfico apresentado de emprego de engenheiros navais no projeto prevê um pico de mais de mais de 400 engenheiros navais empregados no programa PROSUB em 2016. Mas relatou que o gráfico refere-se unicamente a primeira unidade a ser produzida a ser entregue em 2020/21, assim que seja decidido a construção das demais unidades este numero poderá ser estabilizado próximo a este nível por um grande período.

Outra informação MUITO INTERESSANTE foi que atualmente a Engepron só pode contratar engenheiros navais para remuneração de 1.900 reais por mês… O que obviamente colide com o objetivo de contratar excelentes profissionais para se construir um submarino nuclear…
Por isso ainda este semestre a MB e o GF madarão uma lei para o congresso uma lei para criação de uma empresa estatal que se chamará AMAZUL (AMAZônia AZUL) que ficará responsável pela contratação dos engenheiros navais com salários a preço de mercado para trabalhar para o PROSUB, sobre este ponto o Almirante Fragelli dirigiu-se (após a palestra) aos jovens que compõe este ano a primeira turma do curso de Engenharia Naval que a FURG passa a oferecer (universidade federal local) que foram assistir a palestra para que estudem com afinco pois a necessidade da MB é tão grande que a USP e UFRJ (os dois tradicionais cursos brasileiros) não terão capacidade de, sozinhas, fornecer a quantidade de engenheiros navais que serão necessárias a MB (e não só ao programa PROSUB) e que ele está trabalhando para que estas vagas sejam disponibilizadas para uma atividade de ponta e bem remunerada.

Não foi dada nenhuma informação sobre os armamentos do submarino e foi citado que a marinha, a princípio, desistiu da construção de estações de VLF para envio de mensagens aos submarinos nucleares pelo custo elevado, por ser unidirecional (o navio não pode responder em VLF), estar em via de desuso pelos EUA e França e porque possivelmente depois de 2020 (quando a primeira unidade ficar pronta) o país deverá já dispor de um sistema orgânico de comunicação satélite militar.
Além da própria construção do submarino foi declarado que ainda está em estudo preliminar de que forma será modelada a carreira dos militares que servirão nestas unidades, requisitos, cursos e por que tempo. Que terá que ser diferenciada e ter estímulos específicos. Mas encontra severas restrições nas leis que regem a remuneração militar geral que teram de ser vencidas ou contornadas.

SAIBA MAIS:

Tagged with:
 

No dia 2 de março, às 10h, no auditório do Centro de Convívio dos Meninos do Mar (CCMar), o coordenador do Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear (Prosub), almirante-de-esquadra José Alberto Accioly Fragelli, fará palestra sobre este Programa. A palestra é dirigida aos militares, autoridades e pessoas da comunidade interessadas no assunto. Fragelli deve chegar a Rio Grande no próximo domingo, 28, e será recebido pelo Comando do 5º Distrito Naval.

O almirante-de-esquadra Fragelli foi comandante do 5º DN entre 1996 e 1998, com sede em Rio Grande. Já na Reserva, foi escolhido pelo Alto Comando da Força para gerenciar o principal projeto da Marinha do Brasil e assumiu a Coordenadoria-Geral do Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear (Cogesn) em setembro de 2008.

Conforme o Comando do 5º DN, o Programa Nuclear da Marinha vem sendo desenvolvido desde os anos 70, mas esta é a fase de melhores resultados e da formação de acordos e parcerias com países que já dominam a tecnologia nuclear. O evento em Rio Grande integra um ciclo de palestras que serão realizadas em todos os Distritos Navais com o intuito de esclarecer a comunidade sobre a importância do bom preparo da Marinha do Brasil para proteger as fronteiras marítimas brasileiras e garantir a preservação das riquezas do Brasil no mar e a soberania da Pátria.

“A grandeza do nosso litoral, onde recentemente foram descobertas reservas de petróleo que poderiam ser consideradas inimagináveis há alguns anos, demanda uma postura responsável e zelosa, para que as riquezas que a ‘Amazônia Azul’ encerra em suas profundezas sejam exploradas em prol do povo brasileiro nesta e em futuras gerações”, destaca a Marinha.

A instituição observa que, desta forma, o submarino com propulsão nuclear na Esquadra Brasileira significa a assunção de um sério compromisso com a sociedade, “que anseia por uma Marinha com real poder dissuasório e que nela deposita a confiança de ver resguardadas as riquezas naturais imprescindíveis ao desenvolvimento econômico e social do País.

A Cogesn tem como atribuições gerenciar os projetos e as construções do estaleiro dedicado aos submarinos e da base de submarinos e o projeto de construção de Submarino com Propulsão Nuclear, entre outras.

FONTE: Jornal Agora

Tagged with:
 

A mais importante das lições

SUE_Exocet-navy-history

vinheta-especialUm dos exemplos mais relembrados pelas autoridades nacionais especialisadas em assuntos de defesa é o caso da Guerra das Falklands/Malvinas, conflito que opôs Argentina e Grã-Bretanha em 1982.

Este conflito foi usado, inclusive, pelo ministro da Defesa Nelson Jobim nas suas apresentações às comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados e do Senado, respectivamente, nos dias 26 e 27 de agosto últimos, para apresentar o programa Probub.

Mas o ministro não citou o que seria a mais importante de todas as lições. Leia o texto completo, exclusivo para assinantes, aqui no Poder Naval.

IMAGEM: Naval-History

Tagged with:
 

Não fizemos a lição de casa

O Brasil possui o programa de submarinos nucleares mais longo da história e o que menos obteve resultados. Por que isto aconteceu? De quem é a culpa?

A ideia de dotar a Marinha do Brasil de um submarino nuclear começou a ser cogitada na década de 1970 e evoluiu de forma mais prática entre 1976 e 1978.

Existiam três pontos básicos que deveriam ser vencidos. A primeira delas tratava do domínio do ciclo do combustível nuclear (projetos ZARCÃO e CICLONE). Em segundo lugar o Brasil teria que projetar e desenvolver um reator nuclear (projeto REMO) suficientemente compacto para um casco de submarino. O país também precisava projetar e construir um casco de submarino (projeto COSTADO) que recebesse o reator em desenvolvimento.

O desafio era muito grande para um país que nunca havia construído sequer um submarino convencional e engatinhava nos acordos nucleares com a Alemanha. Passados mais de 30 anos, nenhum destes três pontos foi inteiramente satisfeito e o programa do submarino nuclear brasileiro ganhou o título do mais longo programa e o que menos resultados gerou. Por que isso aconteceu? Quais são as razões?

Leia a continuação deste texto, de conteúdo exclusivo para assinantes, aqui no Poder Naval.

Tagged with:
 

Marinha receberá crédito especial de R$ 2,1 bilhões

Informação saiu publicada no DOU e recursos serão utilizados no Prosub

O Diário Oficial da União publicou, em 26 de outubro, lei que abre crédito especial no valor de R$ 2,1 bilhões para a Marinha neste ano. O dinheiro será usado na implementação do Programa de Desenvolvimento de Submarinos. A maior parte dos recursos (R$ 1,4 bilhão) refere-se à parte do pagamento do contrato acertado no início do mês passado com o governo francês, que prevê a construção do primeiro submarino nuclear no Brasil e a aquisição de submarinos convencionais. Além disso, a nova lei determina alterações no Plano Plurianual (PPA 2008-2011) no programa de reaparelhamento marítimo. Ao todo, segundo a lei, o projeto está orçado em R$ 18,7 bilhões, que deverão ser investidos até 2024.

Para 2009, o projeto inclui R$ 700 milhões que serão utilizados na construção de um estaleiro dedicado à fabricação dos submarinos e de uma nova base naval, capaz de abrigá-los. Na prática, o montante total será incorporado à rubrica do programa de “reaparelhamento e adequação da Marinha do Brasil”, que até então contava com apenas R$ 541 milhões de dotação orçamentária este ano. Entre 2003 e 2009 – até o último dia 20 – a Força marítima aplicou cerca de R$ 1,5 bilhão com a modernização de equipamentos e implantação de novos sistemas bélicos. Com o crédito extra, o reaparelhamento da Marinha contará com o valor recorde de R$ 2,6 bilhões neste ano.

Segundo esclarecimentos da Marinha, o investimento inclui a construção, no Brasil, de quatro submarinos convencionais Scorpène, que servirão para “a capacitação do país no desenvolvimento de um submarino com propulsão nuclear”, incluindo a transferência de tecnologia dos sistemas de combate franceses. “A parte nuclear do submarino será integralmente nacional, desenvolvida pela Marinha do Brasil em programa de pesquisa e de desenvolvimento iniciado na década de 70”, afirma a Força em nota.

Os recursos necessários à abertura do crédito especial decorrem, segundo a lei publicada hoje, de superávit financeiro apurado no Balanço Patrimonial da União do exercício de 2008, no valor de R$ 2,05 bilhões, e R$ 50 milhões do ingresso de operações de crédito externas (empréstimos).

O acordo Brasil-França deve ser visto, segundo o Comando da Marinha, como uma etapa de um programa iniciado há três décadas, com o objetivo de capacitar o Brasil a construir submarinos de propulsão nuclear. “Não se trata, portanto, de uma simples operação de compra de novas máquinas. O país necessita tanto de submarinos convencionais quanto de propulsão nuclear para executar essa missão prioritária e proteger seu litoral, inclusive a área do pré-sal, além da própria região amazônica.”, diz o Comando.

FONTE: Contas Abertas

NOTA DO BLOG: Pelos números mostrados no texto, o atual governo investiu muito pouco na modernização da esquadra (menos que 250 milhões de reais por ano entre 2003 e 2009). Uma demonstração clara disso é o alongamento do período de modernização das corvetas da classe Inhaúma e a longo prazo para a reforma do NAe São Paulo.

Esperamos que os recursos destinados ao Prosub não esvaziem os demais programas de reaparelhamento da Marinha.

LEIA TAMBÉM:

Tagged with:
 

Aprovada abertura de crédito para construção de submarinos

O Congresso aprovou nesta quarta-feira (30/9) projeto que abre crédito especial para a construção do primeiro submarino a propulsão nuclear da Marinha Brasileira. São R$ 2,1 bilhões, a serem investidos também na construção de quatro submarinos convencionais, além de estaleiro e base naval específicos para suporte a este tipo de equipamento.

O crédito viabilizará contratos, a serem firmados com a França, visando à transferência de tecnologia de construções de submarinos para o Brasil, inclusive treinamento de engenheiros brasileiros junto a fábricas francesas.

A sessão do Congresso foi presidida pela senadora Serys Slhessarenko (PT-MT). O projeto segue agora para sanção presidencial.

FONTE: Agência Senado

Tagged with:
 

‘Prosub’ pode sofrer cortes já em 2010

sbr-scorpene

O relator da proposta orçamentária para 2010, deputado Geraldo Magela (PT-DF), vai propor um corte na verba destinada ao programa de construção de submarinos. Magela não adiantou de quanto será o corte, mas disse que poderá atingir R$ 800 milhões.

O deputado alega que a construção de um submarino leva de dois a três anos e que o valor previsto na proposta do governo de R$ 1,5 bilhões deverá ser gasto em três anos, por isso deverá destinar apenas cerca de R$ 400 milhões para serem gastos no programa no próximo ano.

Magela disse ainda que vai marcar reuniões com os ministros para saber “onde o corte vai doer menos”. “Quero saber onde eles vão chorar menos”, completou.

De acordo com o relator, o governo deixou pouca margem para as emendas parlamentares ao aumentar o volume de recursos para os ministérios. Também não não há previsão para o reajuste dos aposentados e dos servidores do Ministério Público e do Judiciário. “A estimativa de receita não dá nem para cobrir as emendas individuais. O rombo pode chegar a R$ 18 bilhões”, afirmou.

FONTE: Agência Brasil

Tagged with:
 
Página 1 of 212