Página 1 de 212

cristina-fernandez-kirchner-placa-malvinas-20120402-size-598

vinheta-clipping-naval“As coisas não ficarão assim por muito mais tempo!”. A frase foi pronunciada na última terça-feira, 2, pela presidente Cristina Kirchner em alusão ao controle britânico sobre as Malvinas, arquipélago do Atlântico Sul reivindicado desde 1833 pela Argentina. Cristina, durante as cerimônias realizadas nesta terça-feira, dia de comemoração do veterano da Guerra das Malvinas – e dos 31 anos do desembarque das tropas do ditador Leopoldo Fortunato Galtieri nas ilhas – exigiu que Londres sente à mesa de negociações para discutir a entrega do arquipélago à administração da Argentina, país que dominou esse território durante treze anos, entre 1820 e 1833.

“É uma incongruência”, sustentou Cristina, em referência aos 180 anos de posse britânica das ilhas, às quais denomina de “anacrônico encrave colonial” e de “lacraia que envergonha a Humanidade”.

Cristina fez um discurso cheio de acusações à Grã-Bretanha na cidade de Puerto Madryn, na província patagônia de Chubut. A presidente citou como verdadeiros rumores da época da Guerra das Malvinas (1982), sustentando que Londres havia “ameaçado” bombardear Rio Gallegos, onde morava na época com seu marido, Nestor Kirchner, onde ainda existe a base aérea de onde partiam aviões argentinos que combatiam sobre as ilhas.

A presidente argentina intensificou as reivindicações sobre as ilhas a partir de 2009, ano no qual companhias britânicas iniciaram a exploração de petróleo na plataforma marítima ao redor das Malvinas. No ano passado, quando comemoraram-se os 30 anos da guerra, ela aumentou as pressões internacionais nas esferas diplomáticas.

Há poucas semanas, um referendo realizado nas Malvinas indicou que os “kelpers” (denominação dos ilhéus) indicaram de forma quase unânime que pretendem continuar sob a administração de Londres. Em Buenos Aires, o governo argentino indicou que a votação era “ilegal”. Cristina exige que Londres sente à mesa das negociações, embora sem a presença dos kelpers, ignorados pelo governo argentino.

Acompanhada de grande parte de seu gabinete de ministros, governadores, lideranças parlamentares, além de representantes de organizações de veteranos de guerra alinhados com o governo, Cristina acusou Londres de “militarizar” o Atlântico Sul. Segundo ela, a Argentina, ao contrário da Grã-Bretanha, pretende lançar em breve um “navio científico” que navegará na região.

Neste ano a cerimônia coincide com o recente pedido feito pela presidente argentina ao papa Francisco (o cardeal argentino Jorge Bergoglio) para que o Vaticano ajude Buenos Aires a intermediar nas negociações que Cristina pretende estabelecer com o governo britânico de David Cameron.

A presidente destacou que seu governo pretende investigar o DNA dos restos mortais de 123 soldados argentinos que morreram nos combates nas ilhas e que nunca puderam ser identificados. “São soldados argentinos somente conhecidos por Deus”, disse a presidente, em referência aos soldados argentinos enterrados pelos britânicos no cemitério de Port Darwin.

Cristina Kirchner também acusou a Grã-Bretanha de insistir na posse das Malvinas “para esconder os problemas econômicos” que o governo Cameron enfrenta.

FONTE: O Estado de S. Paulo

VEJA TAMBÉM:

B

Em análise feita pelo pesquisador da King’s College de Londres, Alexander Clarke, sobre a situação atual da Marinha Real britânica, o cientista aponta que “os cortes ao longos dos últimos 20 anos prejuducaram seriamente a capacidade de desdobramento da frota, mesmo aqueles que o Governo ainda se compromete a realizar”. Clarke explica que as 19 fragatas e contratorpedeiros atualmente em serviço na Marinha Real não são o suficiente para enviar contingentes às Malvinas, ao Golfo e manter a rotina de escoltas do Reaction Group.

De acordo com o pesquisador, para cada navio de guerra enviado a outra localidade, são necessários pelo menos mais dois, pois um estará retornando do desdobramento, e outro estará em reparos ou treinamento. Como resultado da escassez de navios, o Reino Unido corre o risco de precisar de auxílio da França e dos Estados Unidos para suprir suas demandas de defesa aeronaval, por exemplo na forma de escoltas aéreas.

A análise foi feita por Clarke a pedido do general Julian Thompson, ex-comandante da 3a Brigada de Commandos das Malvinas. O pesquisador da King’s College afirma: “Estamos em falta de submarinos, e também defesa aérea até que tenhamos os novos porta-aviões e os caças F-35”.

O aviso de Clarke é reforçado pelo capitão-de-mar-e-guerra da reserva, John Muxworthy, membro da UK National Defence Association. Muxworthy diz que, durante a Guerra das Malvinas, em 1982, a Marinha Real teve à sua disposição cerca de 60 fragatas e contratorpedeiros. “Agora temos 19 [fragatas e contratorpedeiros]. Você tem que usar a ‘lógica dos três’ em se tratando de navios – um em combate, um em treinamento e um em manutenção”, explica. “Divida 19 por tês e veja quantos navios estão disponíveis para operar. As pessoas darão risada se alegarmos que temos o suficiente. A Marinha Real foi depauperada. Não é mais uma frota, é uma flotilha”, lamenta.

O oficial também alerta: “o Reino Unido está se desarmando enquanto países ao redor do mundo estão se rearmando. O resultado será a perda de vidas, de capacidade operacional. Seremos apenas uma sombra do que éramos antes. Ainda assim, somos uma nação insular. Cerca de 90% de tudo que chega ou parte daqui é através do mar”.

Porém, segundo um porta-voz do Ministério da Defesa britânico, a Marinha Real ainda é forte. Segundo o representante do MoD, “decisões duras foram tomadas durante a Strategic Defence and Security Review de 2010 para que nos adaptássemos à redução do orçamento. No entanto, a Marinha Real continua sendo moderna, poderosa e capaz de enviar forças-tarefa para defender os interesses nacionais ao redor do mundo”. O porta-voz também afirma que “até 2020, a Marinha será equipada com contratorpedeiros tipo 45, o novo navio de combate global tipo 26, sete submarinos da classe Astute, e navios-aeródromos que deverão operar com as aeronaves do programa conjunto de desenvolvimento de caças”.

FONTE: express.co.uk via Naval Open Source Intelligence (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

vinheta-clipping-navalO governador das ilhas Malvinas, Nigel Haywood, acusou a Argentina de “mentir” e de fabricar constantemente “invenções”, como a denúncia de que haveria submarinos nucleares britânicos no Atlântico Sul.

Em entrevista publicada neste domingo pelo tabloide The Sun, a apenas uma semana do referendo sobre o status político das Malvinas, Haywood declarou que o Reino Unido apoiará os moradores das ilhas enquanto quiseram continuar sob soberania britânica.

Os cerca de 3.000 habitantes (chamadas Falkland no Reino Unido) irão às urnas nos dias 10 e 11 de março para participar de uma consulta popular sobre sua atual condição de território britânico ultramarino.

O referendo foi convocado depois que, nos últimos meses, a Argentina aumentou suas reivindicações sobre esse território, cuja soberania reivindica desde 1833.

Em sua residência de Port Stanley (Puerto Argentino), Haywood declarou ao “Sun” que o governo da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, “inventa coisas”.

“A Argentina inventa coisas como a de que (as Malvinas) são um território em disputa e que a ONU decretou que os moradores não têm direito de decidir. Quando? Nunca disseram isso!”, exclamou.

Também “dizer que o Reino Unido tem submarinos com armas nucleares no Atlântico Sul é uma invenção”, acrescentou o governador.

A Argentina não reconhece o referendo de soberania das Malvinas, enquanto o governo britânico espera que contribua para deixar claro à comunidade internacional que os malvinenses querem continuar sob soberania britânica.

As tensões entre Argentina e Reino Unido em torno das Malvinas impediram que, em fevereiro, houvesse um encontro entre os ministros das Relações Exteriores de ambos os países durante a visita a Londres do chanceler argentino, Héctor Timerman.

FONTE: EFE via Terra

Tagged with:
 

HMS Talent

As Malvinas estão entre os territórios mais militarizados do mundo, com mais de 1,5 mil soldados britânicos e uma população civil de 3 mil

 

vinheta-clipping-navalA Argentina acusou nesta segunda-feira o Reino Unido de transportar, em submarinos, armamento nuclear às Ilhas Malvinas e violar, assim, os tratados internacionais que estabelecem que esta zona deveria estar desnuclearizada.

“Nos encontramos em uma etapa precária de implementação do tratado de Tlatelolco, que proíbe completamente o armamento nuclear na América Latina e no Caribe. Esta precária implementação é desafiada pelo Reino Unido”, manifestou o secretário de Relações Exteriores da Argentina perante a Conferência de Desarmamento da ONU, Eduardo Zuain.

Além disso, Zuain responsabilizou o Reino Unido de uma injustificada e desproporcional presença militar no Atlântico Sul, “que inclui deslocamentos de submarinos com capacidade de levar armamento nucleares na zona desnuclearizada”.

O Tratado para a Proibição de Armas Nucleares na América Latina e no Caribe – conhecido como Tratado de Tlatelolco – é um acordo internacional que estabelece a desnuclearização do território da América Latina e do Caribe e que entrou em vigência em 25 de abril de 1969.

“A República Argentina está especialmente preocupada pela possibilidade, confirmada pela primeira vez pelo Governo britânico em 2003, que este estado estivesse introduzindo armamento nuclear no Atlântico Sul”, assinalou Zuain, que acrescentou que o governo argentino lamenta profundamente que o Reino Unido tenha ignorado as denúncias formuladas sobre esta situação.

Além disso, Zuain criticou o fato de que as Malvinas esteja entre os territórios mais militarizados do mundo, com mais de 1,5 mil soldados britânicos e uma população civil de 3 mil. “Tal desdobramento inclui a presença de um poderoso grupo naval, aviões de combate de última geração, um importante centro de comando e controle, e uma base de inteligência eletrônica que permite ‘monitorar’ o tráfego aéreo e naval da região”, acrescentou.

Zuain disse que a grande presença britânica em áreas disputadas do Atlântico Sul preocupa não somente a Argentina, “mas também os países da região e fora dela, como demonstram pronunciamentos da Cúpula Ibero-Americana, a União de Nações Americanas (Unasul), o Mercosul, o Grupo Rio e a Cúpula de Países da América do Sul e Países Árabes (ASPA)”.

Argentina pediu à Conferência de Desarmamento, que começou nesta segunda em Genebra uma nova sessão e que se prolongará até o próximo dia 1 de março, que supere a estagnação à qual está submetida há 15 anos para que possam avançar em diferentes temas, entre eles, o reivindicado por Buenos Aires.

FONTE: Terra/EFE

Tagged with:
 

QEClassCarriers - 1

A Aircraft Carrier Alliance, consórcio de empresas de defesa que está construindo os navios-aeródromo da classe “Queen Elizabeth” – os maiores navios de guerra já construídos pelo Reino Unido -, divulgou uma série de posters mostrando o tamanho dos navios em comparação com pontos de referência britânicos.

As imagens em computação gráfica revelam que o comprimento dos navios equivale a 28 ônibus londrinos ou três veze so tamanho do Palácio de Buckingham.

Os navios-aeródromos têm 280m de comprimento, deslocam 65 mil toneladas e podem embarcar até 40 aeronaves, duas vezes a capacidade do HMS Illustrious.

A Aircraft Carrier Alliance é formada pela BAE Systems, Babcock, Thales e o Ministério da Defesa. (Clique nas imagens para ampliar)

QEClassCarriers - 2 QEClassCarriers - 3 QEClassCarriers - 4

DIVULGAÇÃO: Aircraft Carrier Alliance

Tagged with:
 

Nas imagens, os futuros navios-aeródromo britânicos da classe “Queen Elizabeth” vão tomando forma nas instalações da BAE Systems no Reino Unido.

Na foto acima, um dos 4 geradores diesel de energia elétrica que vão equipar o HMS Prince of Wales. Cada gerador pesa 160 toneladas e vão produzir 11.600kW cada.

Nas fotos abaixo, o HMS Queen Elizabeth sendo montado na sua doca em Rosyth.

Nas fotos, o destróier britânico HMS Liverpool escolta o navio-aeródromo russo Admiral Kuznetsov e a fragata Admiral Chabanenko enquanto estes passavam por águas territoriais britânicas.

O destróier Type 42 estava como atuando como “Fleet Ready Escort” enquanto se prepara para o descomissionamento na Primavera, quando atingirá a marca de 30 anos de carreira.

FOTO: MoD/Simmo Simpson

Decisão da Grã-Bretanha de levar destróier a arquipélago em litígio busca ‘militarizar o conflito’, acusa chancelaria argentina

 

MARINA GUIMARÃES, CORRESPONDENTE / BUENOS AIRES

A dois meses do aniversário de 30 anos da Guerra das Malvinas, o governo britânico emitiu ontem um novo sinal de endurecimento na disputa com a Argentina pela soberania sobre o arquipélago. O Ministério de Defesa de Londres informou que enviará às ilhas do Atlântico Sul um de seus navios de guerra mais modernos, o destróier HMS Dauntless. Em nota, o governo argentino acusou a Grã-Bretanha de “militarizar o conflito”.

“A República Argentina rejeita a tentativa britânica de militarizar um conflito sobre o qual as Nações Unidas já decidiram, em diversas oportunidades, e indicaram que ambas as nações devem resolver a questão em negociações bilaterais”, protestou o Ministério das Relações Exteriores de Buenos Aires em nota oficial. A mensagem diz que as ações britânicas têm o “objetivo de distrair a atenção pública das políticas econômicas de ajustes num contexto interno de crise estrutural e alto desemprego”.

O governo de Cristina Kirchner também criticou a chegada do príncipe William ao arquipélago, onde o herdeiro do trono deverá passar por treinamento militar. Ele é copiloto de helicóptero do Exército britânico. “O povo argentino lamenta que o herdeiro real desembarque no solo pátrio com o uniforme do conquistador e não com a sabedoria de estadista que trabalha a serviço da paz e do diálogo entre as nações.”

O navio da Marinha britânica vai substituir a fragata HMS Montrose, que patrulha as águas das Falklands – como os britânicos chamam as Malvinas. De acordo com o porta-voz da Marinha Real, Simon Smith, a troca já estava programada. “A Marinha tem mantido uma presença contínua no Atlântico Sul por vários anos e o envio do HMS Dauntless foi planejado tempos atrás”, disse Smith à BBC. Segundo o porta-voz, trata-se de um “movimento de rotina”.

A decisão de reforçar o poder naval no arquipélago disputado ocorre num momento especialmente delicado. Em dezembro, os países-membros do Mercosul concordaram em proibir que embarcações com a bandeira das Malvinas atraquem em portos sul-americanos. O Brasil promete levar a sério a medida.

“O governo britânico outorga uma grande importância ao aniversário dos 30 anos da guerra com a Argentina, no dia 2 de abril, e o envio do destróier é parte da decisão do Conselho de Defesa de fortalecer a defesa das ilhas”, disse ao Estado o analista Jorge Castro, diretor do Instituto de Planejamento Estratégico de Buenos Aires.

“O Conselho de Defesa britânico já descartou a possibilidade de uma ação militar da Argentina, não só por falta de capacidade e logística, mas também porque não há intenção do governo argentino de partir para a guerra. O que estão dizendo com esse gesto é que o conflito está instalado”, analisou Castro. Ele ponderou que o apoio do Mercosul à Argentina mudou o cenário de modo favorável aos argentinos, que tentam retomar o diálogo direto com o governo britânico sobre a posse do território.

A Grã-Bretanha rejeita negociar a soberania do arquipélago e afirma ser favorável à autodeterminação da população local, os kelpers – colonos britânicos trazidos no século 19.

Castro afirma que o apoio brasileiro é central para a Argentina. “A relação com o Brasil é uma prioridade do governo britânico e a mudança de posição brasileira sobre o acesso aos portos mostra que a Argentina tem aliados importantes”, destacou.

No dia 18, em visita ao Brasil, o chanceler britânico, William Hague, reiterou a seu colega brasileiro, Antonio Patriota, que a posição britânica em relação à ilha não vai mudar.

A guerra entre Argentina e Grã-Bretanha pela posse das Malvinas teve início em 2 de abril de 1982 e terminou em 14 de junho do mesmo ano, com o saldo de 255 militares britânicos e mais de 650 argentinos mortos.

FONTE: Estadão

Tagged with:
 

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, aprovou um plano de contingência para ampliar a presença militar nas ilhas Malvinas por causa do aumento da tensão entre o Reino Unido e a Argentina pela soberania na região, informou nesta quinta-feira o jornal britânico “The Times”.

Segundo a publicação, Cameron dedicou um dia para avaliar com sua cúpula militar a retórica cada vez mais agressiva do governo argentino liderado por Cristina Kirchner.

Na quarta-feira, o premiê detalhou no Parlamento que havia convocado o Conselho Nacional de Segurança para abordar o tema e acusou a Argentina de “colonialismo” por reivindicar a soberania das ilhas, discussão que se repete desde 1833.

O Reino Unido tem planos de enviar em breve novo efetivo à região através da Ilha da Ascensão, no Oceano Atlântico, que pertence ao Reino Unido, acrescentou “The Times”.

“Estamos traçando uma estratégia de contingência. Temos certeza de que a mesma está correta”, disse uma fonte de Defesa ao jornal.

De acordo com o “Times” –que dedicou toda sua capa ao conflito com a chamada “Novo alerta nas Malvinas”–, o governo de Cameron considerou que as ilhas estão agora melhor protegidas do que em 1982, quando a Junta militar argentina decidiu ocupá-las em 2 de abril, uma ação que provocou uma guerra entre os países.

DISPUTA

As ilhas dispõem de quatro aviões Typhoon em Mount Pleasant, base aérea que tem um radar, e sempre há uma fragata ou um destróier patrulhando a região, informou o jornal, que acrescentou que o Ministério de Defesa britânico não revelou onde estão os submarinos nucleares.

Em uma surpreendente declaração parlamentar, Cameron disse ontem que convocou o Conselho Nacional de Segurança e que a Argentina não devia subestimar sua determinação em defender os habitantes das ilhas.

“O que os argentinos disseram recentemente é muito mais colonialismo, porque os moradores querem continuar sendo britânicos e os argentinos querem que eles façam outra coisa”, afirmou no Parlamento.

Em resposta, o Governo argentino disse que tais afirmações eram “absolutamente ofensivas, principalmente se tratando do Reino Unido”. “A história mostra claramente qual foi sua atitude frente ao mundo”, declarou o ministro do Interior argentino, Florencio Randazzo.

MERCOSUL

Há 11 dias, o premiê indicou que descartava uma negociação com a Argentina sobre a soberania das ilhas e sustentou que seu país deve manter a “vigilância”, em clara referência à decisão de vários países latino-americanos de bloquear o acesso aos portos de navios com bandeira das Malvinas.

Em uma cúpula em dezembro em Montevidéu, os países que compõe o Mercosul concordaram em bloquear o acesso de navios com bandeira das Malvinas aos seus portos.

Em 2012, serão completados 30 anos da guerra entre os dois países pela posse das Malvinas, que terminou em 14 de junho de 1982 com a rendição da Argentina. No conflito bélico morreram 255 militares britânicos e mais de 650 argentinos.

Em fevereiro, o príncipe William, segundo na linha de sucessão à coroa britânica, viajará às Malvinas para participar de treinamentos como piloto de helicóptero de resgate.

FONTE: EFE, via Estadão

Os meios de comunicação estão hoje especulando que os planos do MOD de introduzir uma nova frota de jatos Joint Strike Fighter (JSF), capazes de operar nos futuros navios-aeródromo Queen Elizabeth, poderiam ser adiados.

Os planos da MOD permanecem no caminho certo para ter uma capacidade de ataque no novo navio-aeródromo em torno de 2020. Estamos recebendo nosso primeiro Joint Strike Fighter para fins de teste e avaliação este ano e estamos empenhados em adquirir a variante embarcada desses jatos.

O secretário de Defesa, recentemente reuniu-se com seu colega dos EUA para discutir uma série de questões, incluindo o Joint Strike Fighter e após a reunião estamos confiantes de que a revisão de Defesa dos EUA não terá impacto sobre os nossos planos para regenerar a aviação embarcada.

Foi assinado um acordo no qual os EUA e o Reino Unido trabalharão em estreita colaboração na formação conjunta e a integração dos nossos programas de navio-aeródromo.

FONTE: Ministério da Defesa do Reino Unido

NOTA DO PODER NAVAL: Observar nas imagens o Queen Elizabeth já configurado para CATOBAR (Catapault assisted take-off, Barrier assisted Recovery) e equipado com o F-35C, ao contrário da configuração anterior, que previa o emprego do F-35B STOVL. Clicar nas imagens para ampliar.

LEIA TAMBÉM:

Montevidéu – O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Uruguai defendeu a presença, no Porto de Montevidéu, de uma embarcação científica da Marinha britânica que partiu na quarta-feira com destino às Ilhas Malvinas, território sobre o qual a Argentina reclama soberania.

O vice-ministro do Uruguai, Roberto Conde, disse ao jornal uruguaio El Observador que “não podem entrar barcos com bandeira das Malvinas ou barcos de guerra” no país, mas que “este é científico, e por isso pode ingressar”.

Trata-se do HMS Protector, um navio quebra-gelo que desde o ano passado realiza tarefas de patrulhamento e exploração científica no Atlântico Sul, no entorno das Malvinas e da Antártida.

O governo de José Mujica anunciou, em Dezembro do ano passado, a proibição da entrada de embarcações com bandeira inglesa. A medida teve fins pacíficos e foi realizada em apoio à Argentina, mas provocou mal-estar com o governo britânico.

As Ilhas Malvinas estão sob controlo da Grã-Bretanha desde 1833.

Buenos Aires travou com um conflito armado com Londres, em 1982, mas não conseguiu conquistar o arquipélago.

FONTE: Angolapress

Daily Mail diz que movimentação foi motivada por bloqueio do Mercosul

 

A tensão adormecida entre Argentina e Reino Unido sobre o controle das Ilhas Malvinas ganhou mais um capítulo nesta quinta-feira (22/12). O jornal Daily Mail revelou que o governo britânico está “tirando a poeira de seus planos de defesa” nas Malvinas, mais de 30 anos depois do fim da guerra entre os dois países.
O motivo da preocupação seria o acordo anunciado nesta semana de que os países do Mercosul (Argentina, Uruguai, Brasil e Paraguai, apesar de este último não ter litoral) não permitirão a passagem de barcos “com bandeiras ilegais das Malvinas”, ocupadas pelo Reino Unido desde 1833.

Outra razão seriam os planos de enviar o príncipe William às ilhas durante seis meses, em 2012, para treinamento militar como piloto de busca e resgate da Força Aérea Real, o que aumentará as tensões com o governo argentino.

De acordo com o jornal, em 2010, o ex-ministro da Defesa britânico, Liam Fox, chegou a revisar e atualizar os planos de guerra para garantir a ocupação das ilhas. O atual ministro, Philip Hammond e o Conselho de Segurança Nacional foram informados de que atualmente não há uma ameaça militar iminente.

De fato, a presidente Cristina Kirchner anunciou na noite desta quarta-feira (21/12) que “muito em breve” a Argentina terá um embaixador no Reino Unido, 30 anos após o congelamento das relações diplomáticas derivado da Guerra das Malvinas.

“Mas se há uma ameaça, faremos os preparativos muito rapidamente. Temos certeza de que os argentinos não podem nem atracar um barco pesqueiro nas ilhas, mas é importante demonstrar que somos sérios em relação a nossas obrigações”, afirmou um oficial militar ao jornal inglês.

O relatório enviado a Hammond, no entanto, menciona a possibilidade de que um novo conflito bélico poderia surgir se houver uma piora nas relações entre os países e que cerca de 1.200 soldados seriam capazes de “repelir uma invasão até que reforços sejam enviados”.

Fontes do ministério de Defesa britânicos também afirmaram ao jornal que há um submarino nuclear no Atlántico Sul, onde estão localizadas as Malvinas. Um ex-comandante da Marinha britânica durante a guerra de 1982 disse que a decisão dos países do Mercosul era “escandalosa” e sugeriu que o submarino deveria “mostrar seu mastro e deixar claro que está lá”.

“Acredito que o ministério de Relações Exteriores deveria ser mais duro. Esta tensão está crescendo há um tempo e temos que fazê-los entender que a soberania não está na mesa de negociações. Os habitantes que moram lá querem continuar sendo britânicos”, afirmou.

Outra fonte militar, em declarações mais desafiantes ao jornal, ameaçou: “No segundo em que eles cruzem sua costa, desceremos do ar. Seria uma caça de perus”. Um oficial, por sua vez, disse que os britânicos contam com uma “força decente de ataque para proteger as ilhas, o que estava ausente em 1982, e as Forças Armadas argentinas não se recuperaram adequadamente da ‘paulada’ que receberam na última vez”.

Soberania argentina

Após o anúncio, realizado na Cúpula do Mercosul, de que os países-membro do bloco não permitirão que os navios com bandeira ilegal das ilhas atraquem em seus portos, os diplomatas britânicos na América do Sul convocaram reuniões nos países onde estão designados, exigindo “explicações urgentes” sobre o significado da medida.

Desde o início de seu mandato, Cristina Kirchner fez inúmeras declarações públicas, tanto em cúpulas regionais como mundiais, acerca da soberania argentina sobre as Ilhas Malvinas. Durante seu discurso em setembro na 66ª Assembléia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), a presidente argentina questionou o poder de veto dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, entre os quais está o Reino Unido.

“Dez resoluções desta Assembleia convocaram o Reino Unido da Grã Bretanha e o meu país a sentarem e negociar, conversar sobre nossa soberania. Tenham em conta que a Argentina não está demandando que se cumpra esta resolução sob o reconhecimento da soberania, está simplesmente pedindo que se cumpra com alguma das dez resoluções da ONU”, queixou-se a mandatária.

A Argentina também mencionou as resoluções do Comitê de Descolonização e as declarações da OEA (Organização dos Estados Americanos). “Diversos fóruns (…) do mundo inteiro reclamam através de resoluções e declarações o tratamento desta questão e o Reino Unido se nega sistematicamente a cumpri-lo e obviamente utilizado sua condição de membro do Conselho de Segurança com direito a veto para isso.

Na ocasião, Cristina Kirchner afirmou que o país esperará “um tempo razoável”, mas que no caso de não conseguir dialogar com as autoridades britânicas, seu governo se verá obrigado a revisar a declaração conjunta que permite um voo semanal que parte do Chile às ilhas, seja com escala na cidade de Rio Gallegos, seja simplesmente sobrevoando o território argentino.

“A Argentina não tem intenções de agravar a situação de ninguém, mas também é justo que esta Assembleia e que o Reino Unido tomem consciência de que o cumprimento das resoluções é necessário. Não podemos estar 180 anos, 30 anos [esperando], assim como a Palestina não pode estar peregrinando durante décadas e décadas para ter um lugar no mundo e menos ainda os argentinos para exigir este território que legitimamente nos corresponde”, enfatizou.

Segundo ela, a ocupação do Reino Unido nas ilhas é ilegítima, já que “não é necessário ressaltar que ninguém pode alegar domínio territorial a mais de 14.000 km de ultra-mar”. Cristina Kirchner queixou-se também das “verdadeiras provocações, ensaios de mísseis em maio e julho” e alegou que os recursos naturais pesqueiros e petroleiros das Malvinas são “substraídos e apropriados ilegalmente por quem não tem nenhum direito”.

FONTE: Opera Mundi/UOL

Tagged with:
 

BUENOS AIRES, 16 JUN – O governo argentino repudiou a declaração dada ontem pelo primeiro-ministro britânico, David Cameron, sobre a soberania das Ilhas Malvinas, na qual dizia que o território será considerado britânico enquanto quiserem.

“A Argentina rechaça que, mediante as declarações, o governo do Reino Unido, em um lamentável ato de arrogância, se atribua a autoridade de colocar ‘fim à história’ de disputa de soberania, reconhecida pelas Nações Unidas e ainda pendente de solução”, afirmou a Chancelaria argentina, em comunicado.

O governo argentino considerou que “esta postura se soma ao permanente desprezo do governo britânico ao reiterado mandato das Nações Unidas e aos múltiplos chamados da comunidade internacional, pedindo à Argentina e ao Reino Unido para retomar as negociações a fim de alcançar uma solução à disputa de soberania no que diz respeito à à Questão Malvinas”.

O texto ainda diz que a atitude britânica evidencia a falta de respeito ao direito internacional que o país vem demonstrando em relação à persistência de uma anacrônica situação colonial que ofende não somente a Argentina mas também a região em seu conjunto”.

David Cameron deu a declaração ontem durante uma sessão da Question Time, na qual membros do parlamento interrogam-se sobre questões políticas do país.

Na ocasião, o parlamentar conservador Andrew Rosindell pediu a Cameron que pressione o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para que ele apoie a reivindicação da soberania britânica sobre as Malvinas.

A questão foi levantada uma semana após a Organização dos Estados Americanos (OEA) ter chamado os governos da Argentina e do Reino Unido para negociarem “o quanto antes” o domínio das ilhas.

As Ilhas Malvinas (conhecidas na Inglaterra como Ilhas Falkland), são atualmente um território inglês, pelo qual a Argentina reclama posse desde o século 19. Em 1982, os dois países travaram uma guerra por seu domínio e, apesar da Grã-Bretanha ter saído vitoriosa, a Argentina ainda reclama seus direitos sobre as ilhas.

FONTE: ANSA

Tagged with:
 

Uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores britânico afirmou nesta quinta-feira que o governo respeita o direito do Brasil de negar acesso portuário a um navio da Real Marinha que faz o patrulhamento das ilhas Malvinas, território disputado entre britânicos e argentinos.

O Brasil não concedeu autorização diplomática para o navio britânico HMS Clyde fazer uma parada no Rio de Janeiro, no início do mês.

“Respeitamos o direito do Brasil de tomar esta decisão”, afirmou o porta-voz, tentando minimizar o incidente que aconteceu poucos dias depois da posse da nova presidente Dilma Rousseff.

O porta-voz afirmou ainda que o Reino Unido tem “uma estreita relação com o Brasil” e que o tratado de cooperação bilateral em termos de defesa assinado em setembro passado pelos governos de ambos países é “um bom exemplo dos sólidos vínculos atuais”.

Em Buenos Aires –que disputa a soberania das Malvinas com Londres–, o chanceler argentino Héctor Timerman destacou, por sua parte, o gesto do Brasil, alegando que o mesmo se devia às boas relações existentes entre os dois países.

“Essa medida mostra nossa relação tão próxima e faz parte de uma aliança estratégica e de irmandade, que não apenas é demonstrada através do comércio, como também através deste reconhecimento da soberania argentina sobre as ilhas”, declarou Timerman à rádio América.

PRIMEIRA VEZ

Segundo o governo britânico, o barco HMS Clyde, que trabalha permanentemente na proteção das ilhas, foi forçado a reprogramar sua rota e, em troca, fez uma parada no Chile, onde a Marinha Britânica “segue desfrutando de boas relações”.

Londres confirmou que essa foi a primeira vez que o Brasil negou a permissão para um navio inglês entrar em um de seus portos. As ilhas Malvinas –conhecidas na Inglaterra como ilhas Falkland–, são um território inglês, pela qual a Argentina reclama posse desde o século 19.

A imprensa britânica comentou que a atitude brasileira é “um indicativo” sobre o novo governo da presidente Dilma, que segundo eles, apoia a Argentina na soberania das ilhas Malvinas.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou na quarta-feira que a decisão do governo brasileiro é “padrão”. Segundo ele, o Brasil tomou essa medida porque reconhece a soberania da Argentina sobre as Malvinas. Na véspera, o Itamaraty informou a permissão para que navios britânicos atraquem em portos brasileiros será tomada caso a caso.

Em 1982, Argentina e Reino Unido travaram uma guerra por seu domínio e, mesmo que o Reino Unido tenha sido vencedor, o governo argentino ainda reclama seus direitos sobre as ilhas.

Em 2006, a Argentina pediu aos países vizinhos que não facilitassem o uso de portos e aeroportos a navios ou aeronaves britânicas com destino ao disputado arquipélago do Atlântico sul.

Desde o ano passado, a tensão entre ambos países se reativou devido aos exercícios militares britânicos e pelo início da prospecção petroleira nessa zona, que a chancelaria argentina considerou na semana passada como “um obstáculo intransponível” para a continuidade dos acordos bilaterais nas Malvinas.

Em setembro passado, ocorreu um incidente similar no Uruguai, cujo governo também negou o acesso ao porto de Montevidéu para abastecimento do navio HMS Gloucester, que se dirigia para patrulhar as Malvinas, dentro dos esforços uruguaios para melhorar suas relações com a Argentina.

FONTE: Folha de São Paulo / France Presse

NOTA DO PODER NAVAL: Em nossa opinião, a decisão brasileira é completamente equivocada. Nós podemos apoiar a discussão sobre a soberania das Malvinas, sem tomarmos partido e prejudicarmos um lado.

Se o Reino Unido resolver, por exemplo, embargar peças de reposição para aeronaves e navios brasileiros que são de procedência britânica, a Marinha do Brasil será imensamente prejudicada. O Brasil depende muito mais do Reino Unido que da Argentina.

Tagged with:
 

O governo argentino considerou uma prova de “irmandade” o fato de o Brasil ter impedido um navio britânico vindo das ilhas Malvinas de fazer escala no porto do Rio de Janeiro neste mês.

O chanceler do país, Hector Timerman, falou nesta quarta-feira pela primeira vez sobre o assunto, após o governo brasileiro ter confirmado à Folha que barrou a embarcação britânica HMS Clyde por razões “políticas e diplomáticas”. O episódio ocorreu no início de janeiro.

“Essa medida mostra nossa relação tão próxima com o Brasil. É parte dessa construção que temos realizado de aliança estratégica e de irmandade, que é demonstrada não só pelo comércio, mas também por meio deste reconhecimento da soberania [argentina nas ilhas Malvinas]“, disse o chanceler em entrevista a uma rádio local.

Segundo a Embaixada do Reino Unido no Brasil, o Itamaraty negou um pedido de “autorização diplomática” para que o navio de guerra HMS Clyde atracasse no porto do Rio. A embarcação teve de seguir até um porto do Chile para reabastecer.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou ontem que a decisão do governo brasileiro é “padrão”.

Segundo ele, o Brasil tomou essa medida porque reconhece a soberania da Argentina sobre as Malvinas.

“É padrão porque todas as demandas que são feitas de navios ou de aviões britânicos de operações de guerra para as Malvinas, o Brasil não aceita sua atracação em portos brasileiros porque nós reconhecemos a soberania nas Malvinas da Argentina e não da Inglaterra”, afirmou.

Na terça-feira (11), o Itamaraty informou a permissão para que navios britânicos atraquem em portos brasileiros será tomada caso a caso.

FONTE: Folha de São Paulo

Tagged with:
 

Em apoio político à Argentina, o governo brasileiro impediu que um navio de guerra britânico, que estava a caminho das Ilhas Malvinas, fizesse uma escala no porto do Rio de Janeiro. Nesta terça, o Itamaraty confirmou que o governo negou autorização para que a embarcação atracasse no Brasil, explicando que foi uma decisão política e diplomática.
“A decisão foi tomada à luz do quadro político e diplomático da região”, informou o Itamaraty, acrescentando que o Brasil deseja ter um relacionamento mais denso com o país vizinho em relação à situação nas ilhas.

O Itamaraty disse que a permissão para que navios britânicos parem será tomada caso a caso – não há uma ordem para que a decisão seja estendida a todas as embarcações vindas das Malvinas.

Segundo a Embaixada do Reino Unido no Brasil, foi feito um pedido de “autorização diplomática” para que o HMS Clyde - o navio de defesa das ilhas Malvinas – fizesse uma escala no porto do Rio entre o fim da primeira semana de janeiro e o início da segunda semana. Ao ter o pedido negado, o navio parou para abastecimento em um porto do Chile.

A embaixada afirmou que o governo britânico respeita a decisão brasileira, que foi tomada apesar da assinatura, em setembro de 2010, de um tratado de cooperação de defesa entre os dois países. “Respeitamos a decisão do Brasil, com quem temos um bom relacionamento e um bom exemplo de nossos laços é o tratado de cooperação militar assinado em setembro”, disse porta-voz do Ministério de Relações Exteriores britânico. Londres ainda confirmou que essa foi a primeira vez que o Brasil negou a permissão para um navio inglês entrar em um de seus portos.

O episódio com o navio é a primeira consequência prática da posição adotada pelo Brasil sobre as Malvinas. Em 3 de agosto do ano passado, o então presidente Lula assinou uma declaração em que declarou ser legítima a luta da Argentina pelo território.

Para a imprensa britânica, o ocorrido nesta semana seria uma mostra de que a presidenta Dilma Rousseff manterá a política de seu antecessor de apoiar a reivindicação da Argentina sobre as Malvinas. Dilma deve visitar a o país vizinho no fim do mês

A disputa entre a Argentina e o Reino Unido sobre as ilhas Malvinas (ou Falkland, para os britânicos) remete ao ano de 1833, quando Londres ocupou o arquipélago localizado no oceano Atlântico.

FONTE: Blog Vermelho

Tagged with:
 

Dois ex-comandantes da Royal Navy alertaram o Governo Britânico sobre o risco de cortar a frota de Harriers GR7, antes da chegada dos jatos F-35 Joint Strike Fighters.

Os Harriers estão entre os cortes prováveis, juntamente com os jatos Tornado e vários navios da Royal Navy.

Os ex-First Sea Lords West e Sir Jonathon Band alertaram que se o Reino Unido ficar sem jatos que possam operar a partir de navio-aeródromo até a chegada dos F-35 em 2018, estará incapaz de empreender missões como a realizada em 1982 na retomada das Malvinas.

O Primeiro Ministro David Cameron interveio pessoalmente para manter os cortes do MoD abaixo de 10% e garantir que a Royal Navy receba seus dois novos navios-aeródromos da classe “Queen Elisabeth”, de 60.000t. Mas a frota de F-35 prevista deverá sofrer cortes, de 138 aeronaves para apenas 40.

Informes dizem que os cortes obrigarão o British Army a perder 7.000 homens, a RAF deverá fechar bases e a Royal Navy terá de reduzir suas escoltas de 24 para 16 navios. Fontes também sugerem que £750 milhões serão cortadas nos próximos 4 anos do orçamento para a substituição da frota estratégica de submarinos com mísseis Trident.

O chanceler George Osborne ordenou que o MoD corte pelo menos 10% do seu orçamento anual de £37 bilhões como parte do esforço para eliminar o déficit estrutural do Reino Unido, até o final do Parlamento. O secreatário da Defesa Liam Fox lutou contra os cortes e fontes do MoD dizem que um acordo foi alcançado e que ele pode funcionar.

FONTE: The Press Association

Tagged with:
 

Manobras militares britânicas, com lançamento de mísseis, iniciam nesta segunda-feira

Um novo conflito diplomático entre a Argentina e a Grã-Bretanha relacionado às Ilhas Malvinas criou clima de tensão entre os dois países na noite desse sábado, quando o governo de Cristina Kirchner repudiou o comunicado de que a marinha inglesa se prepara para iniciar nesta segunda exercícios militares a partir da localidade de Port Harriet. Os exercícios envolvem o lançamento de mísseis Rapier terra-ar (foto) que podem alcançar alvos posicionados entre 400 metros a seis quilômetros.

O comunicado do governo inglês foi enviado ao Serviço Hidrográfico Naval da Marinha Argentina e está de acordo com normas internacionais sobre a realização de exercícios que envolvam a utilização de armas. As manobras militares britânicas nas Ilhas Malvinas prosseguem até o dia 22.

No começo da noite de ontem, durante coletiva à imprensa convocada a pressas, o vice-chanceler argentino Alberto D’alotto informou que o governo exigiu da Grã-Bretanha o imediato cancelamento dos exercícios militares nas Malvinas, considerados “uma nova provocação que marca a persistente falta de respeito da Grã-Bretanha às decisões da comunidade internacional”.

D’alloto disse que a realização dos exercícios será formalmente levada ao conhecimento da Organização das Nações Unidas (ONU), da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da União das Nações Sul-Americanas (Unasul). O vice-chanceler argentino também informou que uma carta de protesto foi entregue à embaixadora da Grã-Bretanha, Shan Morgan, que se declarou surpresa com a reação da Casa Rosada.

— Estamos assombrados porque estes exercícios são de rotina e se realizam a cada seis meses, há 28 anos — disse integrante da chancelaria inglesa.

O governo da Grã-Bretanha ainda não se posicionou sobre o novo clima de tensão com a Argentina. O último conflito entre os dois governos aconteceu em fevereiro deste ano, quando a empresa britânica Desire Petroleum iniciou a perfuração de um campo de provas para a extração de petróleo nas Malvinas, chamada pelos britânicos de Falklands. A empresa interrompeu os trabalhos dias depois, afirmando que o petróleo da área era de má qualidade.

Na época, o governo argentino disse que a perfuração do campo de provas violava sua soberania sobre as ilhas e impôs restrições à navegação em torno das Malvinas, que estão sob controle britânico desde 1833. No dia 2 de abril de 1982, a Argentina invadiu as ilhas mas acabou rendida no dia 4 de junho. O episódio ficou conhecido como a Guerra das Malvinas. Desde então, Argentina e Grã-Bretanha não chegaram a um acordo sobre a soberania das ilhas.

O Comitê de Descolonização da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou por unanimidade, em junho deste ano, uma resolução convocando os governos da Grã- Bretanha e da Argentina a recomeçar as negociações em busca de uma solução pacífica sobre a posse e a soberania das Ilhas Malvinas. Esta foi a segunda manifestação da ONU sobre a disputa. A primeira ocorreu em 1965, quando a organização aprovou a resolução 2.065, considerando a pendência um “assunto colonial”. A Grã-Bretanha nega-se a discutir a questão com o governo argentino.

FONTE: Agência Brasil

Tagged with:
 
Página 1 de 212