S

 

 

Salinidade

Uma das características do oceano que influi diretamente no desempenho de sonares. A salinidade se refere à quantidade de sal e outros componentes químicos presentes na água do mar. Normalmente a salinidade varia entre 32 e 37 partes por mil. Águas com valores altos de salinidade reduzem o alcance dos sonares. Na costa do nordeste brasileiro são comuns salinidades da ordem de 36 por mil.

 

SAM

(Surface-to-Air Missile) míssil superfície-ar. Ver MSA.

 

SAR

(Search And Recue) Processo de busca e salvamento de aeronautas acidentados.

 

SARH

Semi-Active Radar Homing) orientação por radar semi-ativo.

 

SAT

(Sea Aceptable Trials) Ver testes de mar.

SBS

(Special Boat Service) Unidade de comandos da RN empregada em operações especiais.

 

SCOT

(Satellite Communications Terminals) Terminais navais de comunicações por satélite.

 

Sea Skimming

Características de mísseis SSM que voam a altitudes extremamente baixas (um pouco acima das ondas do mar) para escapar da detecção por radar. O Exocet (palavra derivada de Exocetus – peixe voador) é um exemplo de SSM Sea Skimming.

 

SEAD

(Supression of Enemy Air Defenses) Processo de destruição ou degeneração do sistema de defesa aérea inimigo por meio de ataques direcionados aos radares, sensores, etc.

 

Sigint

(Signals Inteligence) Espionagem de sinais de segurança. Tarefa muito semelhante ao Elint.

 

Ski Jump

Terminação de uma superfície de decolagem em curva ascendente. Designação genérica para todas as rampas localizadas na proa de NAes que operam aeronaves STO. A rampa possui a característica de permitir que durante uma falha nos bocais, o piloto possa ejetar a carga ou, em último caso, ejetar-se do avião em segurança. Além disso, é possível decolar com uma carga de armamentos/combustível maior ou em menor velocidade. A rampa também permite o lançamento de aeronaves em trajetória ascendente sob condições climática adversas, mesmo que a proa da embarcação entrasse no mar.

 

SLAR

(Side Looking Air Radar) Radar de varredura lateral aerotransportado de alta resolução.

 

SLBM

(Submarine Lauched Ballistic Missile) Designação ânglo-saxônica para míssil balístico lançado de submarino.

 

SLCM

(Submarine Lauched Cruise Missile) Designação ânglo-saxônica para míssil de cruzeiro lançado de submarino.

 

SNLE

(Sousmarin Nucleaire Lanceur d’Engins) Designação francesa para submarino de propulsão nuclear com míssil balístico. Equivalente ao SSBN.

 

"Soft Kill"

Eliminação de uma ameaça sem que a mesma seja atingida fisicamente. Na atualidade, os navios são altamente dependentes dos seus sensores. Uma medida de ataque eletrônica não destrutiva eficiente deixa uma embarcação moderna totalmente vulnerável.

 

Sonar

Dispositivo acústico empregado na localização de corpos ou massas que se encontram em meio líquido, seja na superfície, no fundo ou nadando. Basicamente existem dois tipos de sonar; o ativo e o passivo. O sonar ativo funciona como o radar, só que usa pulsos sonoros ao invés de ondas de rádio. As ondas de rádio não se propagam sob a água, além de poucos metros. O pulso do sonar (o conhecido "ping"), que é gerado por cristais piezoelétricos excitados eletricamente, é emitido e ao encontrar um obstáculo, retorna ao emissor. Medindo-se o tempo que o "ping" levou para ir e voltar, tem-se como calcular a distância do objeto ecoado com "relativa" precisão. A precisão é "relativa" porque os pulsos do sonar sofrem diversos tipos de atenuação devido às características físicas e químicas do meio (como temperatura, salinidade e pressão da água) que possuem caráter sazonal e geográfico.

 

Sonobóia

Equipamentos acústicos, lançados por plataformas aéreas, usados na detecção de submarinos. Executam o mesmo trabalho dos sonares de casco de navios e sonares de mergulho de helicópteros, porém são menos capazes que estes. Tal como o sonar, existem duas variantes acústicas de sonobóias; as ativas e as passivas. As sonobóias mais comuns flutuam no mar, enviando os dados colhidos para a aeronave, a fim de serem processados. As variações mais recentes podem mergulhar até uma profundidade pré-estabelecida (atuando como um VDS), porém, a antena de rádio VHF permanece boiando na superfície para enviar os dados.

 

SOSUS

(Sound Surveillance System) Sistema sonoro de vigilância subaquática. Utiliza uma série de hidrofones depositados no fundo do oceano, espaçados de 8 a 24 km entre si, ligados por cabos às estações em terra. Destinam-se a distinguir os ruídos feitos por submarinos que por perto passam.

 

SPECTRE

(Submarine Power for Extended Contact Trailing and Range Enhancement) Designação holandesa para um sistema AIP que emprega um gerador diesel de ciclo fechado para carregar as baterias dos SSK.

 

SRBC ou SRBOC

(Super Rapid Blooming Chaff) Tipo de chaff muito utilizado na marinha dos EUA e exportado para diversos outros países.

 

SS

(Submarine Conventionaly – Diesel/eletric powered) Designação ânglo-saxônica para submarino de ataque convencional de propulsão diesel/elétrica. Também conhecido como SSK.

 

SSB

(Ballistic Missile Submarine Conventionaly powered) Designação ânglo-saxônica para submarino de propulsão convencional com míssil balístico.

 

SSBN

(Ballistic Missile Submarine Nuclear powered) Designação ânglo-saxônica para submarino de propulsão nuclear com míssil balístico.

 

SSG

(Cruise Missile Submarine Conventionaly powered) Designação ânglo-saxônica para submarino de propulsão convencional com míssil de cruzeiro.

 

SSGN

(Cruise Missile Ballistic Missile Submarine Nuclear powered) Designação ânglo-saxônica para submarino de propulsão nuclear com míssil de cruzeiro. Esta designação era muito utilizada para submarinos soviéticos. Hoje em dia os SSN comumente levam mísseis de cruzeiro e a designação caiu em desuso.

 

SSK

(Submarine Conventionaly – Diesel/eletric powered) Designação ânglo-saxônica para submarino de ataque convencional de propulsão diesel/elétrica. Também conhecido como SS.

 

SSKP

(Single Shot Kill Probability) probabilidade de acerto com um tiro. Medida estatística para comparar diversos armamentos (de tubo ou mísseis) quanto à sua eficácia.

 

SSM

(Surface-to-Surface Missile) Designação genérica para mísseis lançados de embarcações de combate ou estações de terra com o objetivo de atingir outra embarcação ou instalação em terra, independentemente do seu alcance, modo de guiagem ou sistema de lançamento.

 

SSN

(Attack Submarine Nuclear Powered) Designação anglo-saxônica para submarino de ataque com propulsão nuclear.

 

Standoff Weapons

Armamentos que permitem às plataformas lançadoras dispararem sem a necessidade de se exporem ao sistema de defesa inimiga. Mísseis de longo alcance são exemplos de Standoff Weapons.

 

STO

(Short TakeOff) Decolagem curta. O termo é empregado tanto para decolagens em NAes como em pistas convencionais. Algumas aeronaves utilizam foguetes auxiliares nas decolagens STO.

 

STOAL

(Short Take-Off/Arrested Landing) O mesmo que STOBAR.

 

STOBAR

(Short Take-Off but Arrested Landing) Decolagem curta com pouso convencional. Esse tipo de operação, é usado em NAes que não possuem catapultas para o lançamento de aeronaves de asas fixas. Os aviões decolam no convôo empregando apenas a potência de seus motores, auxiliados por uma rampa tipo ski jump ao final da pista. O pouso é executado de forma convencional, numa pista com cabos de parada. As vantagens desse procedimento incluem a eliminação das pesadas e caras catapultas para o lançamento dos aviões e a redução do tempo de lançamento de aviões. No entanto, a capacidade de carga útil do avião é drasticamente reduzida. O NAe russo Admiral Kuznetsov opera aeronaves de asa fixa segundo esse conceito.

 

STOVL

(Short TakeOff and Vertical Landing) Decolagem curta e pouso vertical. Nesse tipo de operação, os aviões podem decolar com uma carga útil maior, retornando para o NAe através de pouso vertical. É o tipo de operação mais empregado a bordo dos NAes da RN, que operam diversas versões do Harrier.

 

SUBROC

(Submarine Rocket) Designação da USN para foguete submarino.

 

Superestrutura

Construção de um navio que se eleva acima da coberta principal, podendo ou não estender-se de um bordo ao outro. É aplicável também para submarinos com configuração antiga tipo spar-deck.

 

Suspiro

Orifício que permite a entrada, ou a saída, de água marinha dos tanques de lastro do submarino. A abertura ou o fechamento destas é controlado a partir do interior do submarino.