T

 

 

TAKR

(Tactycheskoye Avionosnyy Kreyser) Designação russa para os NAes da classe Kiev. Literalmente "Cruzador porta-aeronaves tático". Anteriormente, a classe Kiev era designada PKR.

 

Tanques de compensação

Ver tanques de lastro.

 

Tanques de lastro

Componente fundamental dos submarinos. São "depósitos" de água marinha, situados fora do casco de pressão, cuja função primordial é lastrear a embarcação sob o mar. No processo de imersão, os tanques de lastro principais são alagados e, juntamente com os hidroplanos, permite ao submarino mergulhar. Na operação oposta, emersão, os tanques são esvaziados gradualmente com o emprego de ar de alta pressão, até que a vela fique fora d’água, quando se passa a utilizar o ar atmosférico proveniente do esnorquel.

 

Tanques de trimagem

Ver tanques de lastro.

 

TARPS

(Tactical Air Recconessance Pod System) Sistema em casulo de reconhecimento tático aerotransportado. O TARPS foi projetado para o avião A-7 da USN, mas acabou sendo adaptado para o F-14. Executa missões de reconhecimento em médias e baixas altitudes e em tempo claro. É dotado de uma série de câmeras e um conjunto de reconhecimento infravermelho.

 

TASM

(Tomahawk Anti-Ship Missile) Versão do míssil de cruzeiro Tomahawk para ataque naval. Pode ser transportado por embarcações de combate ou aeronaves de grande porte.

 

TAU

(Target Aquisition Unit) Designação ânglo-saxônica para unidade de aquisição de alvos.

 

TDC

(Through Deck Cruiser) Cruzador de convés corrido. Primeira designação da RN para os NAe V/STOL da classe Invencible. Por motivos políticos da época de sua construção, esses navios não podiam ser nomeados como NAes verdadeiros. Com o passar do tempo essa designação foi substituída.

 

Tempo de conteira

Tempo necessário para que um determinado reparo militar (canhão ou lançador de mísseis) leva para girar 180º sobre seu próprio eixo. É uma das desvantagens dos reparos lançadores de mísseis tradicionais, pois caso estes pretendam atacar algum alvo situado em ângulo exatamente oposto, necessitam de um tempo mínimo para se posicionarem diante do atacante. Nos VLS, esse problema não ocorre, pois o lançamento é vertical e, após o míssil estar no ar, este se direciona para o alvo.

 

Tender

Ver Navio-Oficina.

 

Tender de submersíveis

Navio auxiliar que tem como propósito apoiar a frota submarina no que diz respeito a reparos, manutenção, fornecimento de torpedos, energia elétrica, ar comprimido, combustível, água doce, sobressalentes e alojamento para tripulações.

 

Termoclina

(ou camada térmica ou camada termal) Camada ou estrato do oceano que apresenta uma temperatura constante, porém diferente dos estratos situados logo acima e abaixo desta. As camadas isotérmicas provocam uma redução brusca na velocidade do som, desviando parte do feixe para baixo. Outra parte é desviada para cima originando "dutos de superfície". Em função desses desvios, cria-se naturalmente uma "zona de sombra" onde os feixes do sonar não atuam e o submarino pode se esconder. Nessas condições, o submarino possui uma vantagem tática, pois sabe da presença do navio, mas não pode ser detectado. No entanto, a camada isotérmica é dinâmica, como o próprio oceano, e muda de profundidade freqüentemente, fazendo com que os dados provenientes dos meios encarregados da detecção de submarinos (sonares, sonobóias, etc) sejam atualizados com constância.

 

Tijupá

Convés, geralmente aberto, localizado logo acima do passadiço.

 

TJS

(Tactical Jamming System) Sistema tático de interferência. Os aviões EA-6E Prowler da USN transportam esse sistema, sob a forma de casulos, nos cabides das asas. Ver também jammer.

 

TLAM

(Tomahawk Land Attack Missile) Versão do míssil de cruzeiro Tomahawk para ataque Terrestre.

 

TO

Teatro de Operações

 

Torpedeiro

(torpedo boat) Embarcação leve de guerra surgida no início do século XX. Sua função primordial era atacar navios maiores com o emprego de torpedos. Evoluíram posteriormente para MTB.

 

Torpedo

Engenho explosivo, de forma cilíndrica alongada, dedicado a afundar embarcações de superfície ou submarinos. São autopropelidos, porém a guiagem pode ser retilínea ou direcionada. Quanto às dimensões, podem ser divididos em duas categorias: leves e pesados. Os pesados são mais eficientes porque possuem maior alcance, maior cabeça de guerra e maior diâmetro; têm uma cabeça acústica mais sensível e de maior alcance de detecção. A guiagem dos principais torpedos pesados é, num primeiro momento, a fio, e nas fases finais são auto direcionados (sensores ativos/passivos). É comum as marinhas utilizarem torpedos pesados somente em submarinos, enquanto os leves são empregados a bordo de embarcações de superfície e aerotransportados. Porém, algumas marinhas, tais como a da França e a da Rússia, empregam torpedos pesados em algumas de suas embarcações de superfície.

 

Towed Array

Hidrofones rebocados. Equipamento de detecção acústica comum em navios e submarinos modernos. O hidrofone rebocado opera distante da embarcação para evitar a interferência dos sons produzidos por ela mesma. Seu uso ocorre em velocidades bastante baixas, limitando a mobilidade da plataforma.

 

Turbina

Componente de um motor a reação cuja finalidade é extrair a energia cinética proveniente dos gases das câmaras de combustão, transformando-a em energia mecânica. Num outro sentido, o termo "turbina" também é empregado para designar, de forma genérica, motores a reação, tanto navais como aeronáuticos. O Termo "turbina a gás" é mais empregado para embarcações.

 

Turbina a gás

Principal tipo de propulsão de embarcações de superfície na atualidade. Possui relação peso/potência satisfatória e proporciona altos índices máximos, além de ser capaz de fornecer partidas rápidas. Um módulo de turbina a gás típico contém uma entrada de ar em cascata, um compressor de gás e uma turbina de potência livre, isolamento acústico e sistema de proteção contra incêndio. O módulo compressor de gás, deriva, em grande parte, de motores aeronáuticos, modificado pela introdução de um compressor de baixa pressão, um combustor para eliminar emissões particuladas, novo acionamento e sistema de montagem próprio. A turbina de potência (um dos componentes da "turbina" a gás), que transmite força para o eixo propulsor, tem, em geral, montagem fixa, e é montada ao compressor mediante um tubo flexível. As turbinas a gás são instaladas em várias combinações com outros tipos de motores ou mesmo em combinação com outras turbinas. A vantagem das combinações é refletida nos diferentes regimes de curso do navio, tentando equilibrar alta potência/ velocidades altas com baixa potência/menor consumo.

 

TWS

(Track While Scan) Um dos modos de atuação dos radares atuais que se utiliza de emissões tipo Pulso-Doppler para mirar num determinado contato, fornecendo informações detalhadas do alvo, enquanto busca por outros contatos próximos. Ver também RWS.