HISTÓRIA |
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O último CT Mariz e Barros (D-26) foi construído no estaleiro Consolidated Steel Corporation nos EUA, onde recebeu a denominação de USS Brinkley Bass (DD-887) em honra ao Tenente Harry Brinkley Bass morto em uma batalha aérea em uma incursão aliada ao sul da França durante a Segunda Grande Guerra Mundial. Ele foi lançado ao mar em 26 de maio de 1945 e incorporado à U.S. Navy em primeiro de outubro do mesmo ano em Orange, Texas. Durante suas operações ele participou de alguns eventos memoráveis:
Entre junho de 1961 e maio de 1962, o navio passou por um período de modernização chamado FRAM I no estaleiro Puget Sound em Bremerton e alguns de seus armamentos foram substituídos por modernos equipamentos destinados a incrementar a sua ameaça aos submarinos. Em 1964, ele recebeu o novo lançador de foguetes ASROC. No ano seguinte, após sofrer uma colisão na proa, ele retorna novamente aos estaleiros, onde tem a proa substituída por outra um pouco mais longa, tornando-se assim o mais longo navio de sua classe. O USS Brinkley Bass (DD-887) foi comissionado pela Marinha do Brasil em 3 de dezembro de 1973 onde passou a ser chamado de Mariz e Barros, D-26. "O Bruxo", como ficou conhecido, pela presteza, agilidade e eficiência com que desempenhava as sua missões como caçador de submarinos, sendo o seu sonar motivo de orgulho para seus tripulantes, foi incorporado ao então Segundo Grupo da Força de Contratorpedeiros. Através dos anos, todas as tripulações, com dedicação e profissionalismo, honraram o seu passado glorioso, tornando-o uma das mais eficientes unidades de nossa Esquadra.
Sua prontidão operacional foi posta em teste e confirmada em várias operações navais, como na UNITAS XXXV, em 1994, obtendo uma elevada performance ao lado de modernos meios de combate da U.S. Navy e da Marinha Venezuelana. Na ocasião, a tripulação foi congratulada pelo Comandate-em-Chefe da Força Tarefa Norte Americana, Contra Almirante W. R. Fladd, que proferiu o seguinte comentário: "Eu olho para ele (D-26) com uma incrível nostalgia. É um exemplo genuíno da habilidade de construção naval da América durante a Segunda Guerra Mundial e, mais do que isto, a dedicação e competente manutenção da Marinha do Brasil." Durante o período de novembro de 1994 a fevereiro de 1995, o navio foi enviado ao Arsenal de Marinha (RJ), quando passou por um período de manutenção de rotina e ainda por algumas alterações, para manter a sua operacionalidade junto à Esquadra. Ainda hoje, a sua gloriosa história é relembrada pela Associação USS Brinkley Bass (DD-887) / CT Mariz e Barros (D-26), localizado em Glendora, Califórnia. 50 Anos Singrando os Mares
Durante os 50 anos de serviços prestados à U.S. Navy e à Marinha de Brasil, manteve-se contantemente preparado para defender os interesses destes países através de ações de apoio no mar ou em terra. Na celebração dos 50 anos de "faina" da embarcação, a tripulação concebeu um camisa comemorativa que homenageia o mística de boa sorte adquirida pelo D-26. Membros da Associação USS Brinkley Bass também participaram desta data comemorativa. Brasão do Navio O adeus ao velho destroyer
Em cerimônia realizada na Base Naval da Ilha de Mocanguê (Niterói, RJ), o D-26 Mariz e Barros foi descomissionado exatamente às 10:00 do dia primeiro de setembro de 1997. Tendo completado, durante o período em que esteve comissionado na Marinha do Brasil 1.638 dias de mar e percorrido 424.362,1 milhas náuticas (785.918,6 km), o Bruxo mostrou as cores de sua bandeira pela última vez, sendo solenemente saudado pelas cornetas e alarmes de todos os navios presentes no porto, que desta forma, davam o seu adeus ao último representante da clássica era dos Contratorpedeiros da Segunda Guerra Mundial. Estiveram presentes, prestigiando "O velho guerreiro", o Comandante-em-Chefe de Operações Navais, Almirante Chagasteles, Almirantes, 15 outros ex-Comandantes do D-26 e seis membros da Associação USS Brinkley Bass DD-887. Tiveram a honra de arriar a bandeira do D-26 Mariz e Barros o seu primeiro comandante, Mauro Affonso Gomes Lages e o seu último comandante, Gilberto Malaquias. n PN
* Mais informações no sítio navios de guerra brasileiros
As características do caçador
Comandantes do D-26
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