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1822 - NAVIOS DE GUERRA BRASILEIROS - Hoje |
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NDCC Almirante Saboia - G 25 Classe Sir Bedivere
D a t a s
Batimento
de Quilha: outubro de 1965 Baixa (RFA): 18 de fevereiro de 2008 Incorporação (MB): 21 de maio de 2009
C a r a c t e r í s t i c a s
Deslocamento: 4.983 ton (leve), 6.748 ton. (carregado),
4.473 ton. (grt) e 3.362 (?) ton. (dwt). Energia Elétrica: 4 grupos motor-geradores, gerando um total de 1.600 Kw; 1 gerador diesel de emergenia de 400 Kw; 4 motores Ruston 6RK215 de 974kW; e 4 Geradores A. van Kaick 930 kW, 440 V, trifásico, 60 Hz, 900 rpm. Combustível: 811 toneladas. Velocidade: máxima de 17.2 nós, de cruzeiro 14 nós. Raio
de Ação: 9.200 milhas náuticas
à 15 nós. Capacidade de Carga e Equipamentos:pode transportar até 50 veiculos, incluindo Carros de Combate; 1 Guindaste Clark Chapman com capacidade para 25 toneladas a vante da superestrutura; dois guindastes com capacidade de 8.5 toneladas a vante; rampas na proa e na popa; rampas internas ligando o conves de viaturas ao convôo a meia nau; quatro EDVP Mk-4 e um RHIB. Aeronaves: 2 convéses de vôo capazes de operar todos os helicópteros em serviço na MB ou até um He Chinook no convés da meia nau. Código Internacional de Chamada: PWSB Tripulação: 65 homens, sendo 21 oficiais e 44 marítimos civis contratados. Tropa Transportada: 440 homens. Obs: Características da época da baixa na RFA (RN).
H i s t ó r i c o
O Navio de Desembarque de Carros de Combate Almirante Saboia - G 25, ex-RFA Sir Bedivere - L 3004, é o primeiro navio da Marinha do Brasil a ostentar esse nome em homenagem ao Almirante-de-Esquadra Henrique Sabóia, Ministro da Marinha no periodo de 15 de março de 1985 a 15 de março de 1990, no Governo José Sarney. Foi construído pelo estaleiro Hawthorn Leslie, em Hebburn-on-Tyne, no Reino Unido. A sua construção foi ordenada pelo Ministério do Transporte em 1963, junto com outras cinco unidades para serem usadas pelo Exército Britânico, e que poderiam ser fretadas por empresas particulares de transporte marítimo em tempo de paz; Teve sua quilha batida em outubro de 1965, foi lançado ao mar em 20 de julho de 1966, e foi incorporado a Frota Real Auxiliar da Marinha Real - Royal Fleet Auxiliary/Royal Navy em 18 de maio de 1967. Em 18 de fevereiro de 2008, deu baixa do serviço da Royal Fleet Auxiliary. Em 26 de junho de 2008 foram aprovados pelo Processo: N.º 63007.000007/2008-47 recursos da ordem de R$ 31.536.800,00, para cobrir a Aquisição do navio RFA Sir Bedivere, treinamento de operações e manutenção, fornecimento de suprimentos e sobressalentes e serviços relacionados ao gerenciamento da reativação do navio, preparação e entrega à MB. No retorno de uma comissão de um ano no Golfo Pérsico, onde prestou apoio as tropas britânicas operando no Iraque, em trânsito pelo Mediterrâneo com destino a Inglaterra, o navio foi inspecionado por uma comissão da Marinha do Brasil, que demonstrou interesse em sua aquisição. Em 14 de novembro de 2008, nas dependências da Comissão Naval Brasileira em Londres, foi realizada a assinatura do Contrato de Compra (Sales Agreement), entre a Marinha do Brasil e o Ministério da Defesa do Reino Unido (MoD-UK). A sua reativação foi realizada nas instalações do estaleiro “A & P Group Falmouth”, situado na cidade de Falmouth, à sudoeste da Inglaterra. Em 21 de maio de 2009, foi realizada sua Mostra de Armamento, em cerimônia realizada em Falmouth, Inglaterra, presidida pelo Subchefe de Organização e Assuntos Marítimos do Comando de Operações Navais, Contra-Almirante Rodolfo Henrique de Saboia. Também compareceram ao evento o Diretor de Hidrografia e Navegação da Marinha do Reino Unido e representante daquela Força no evento, Contra-Almirante Ian Moncrieff, além do Adido de Defesa e Naval no Reino Unido, Suécia e Noruega, Capitão-de-Mar-e-Guerra Antonio Carlos Soares Guerreiro, entre outras autoridades militares e civis locais. A cerimônia foi iniciada às 11h, com o embarque da primeira tripulação do NDCC Almirante Saboia, composta por 18 Oficiais e 77 Praças, sob o comando do Imediato do Navio, Capitão-de-Fragata Bruno de Moraes Bittencourt Neto. A viúva do Almirante Henrique Saboia, senhora Rose Marie Neves de Saboia, e seu filho, o Contra-Almirante Saboia, foram convidados a hastear pela primeira vez o Pavilhão Nacional no navio. Encerrado o cerimonial à Bandeira, foi empossado o primeiro Comandante do Navio, Capitão-de-Mar-e-Guerra Oscar Moreira da Silva Filho, que foi recebido com Honras de Portaló.
O navio é empregado no transporte de tropa e carga em Operações Anfíbias, Ribeirinhas e de Apoio Logístico Móvel e por ocasião dessas operações, pode executar transbordos de pessoal; Movimento Navio-Terra (MNT), por superfície ou helitransportado; abicagens; Operações Aéreas; bem como lançamentos e recolhimentos de Carros Lagarta Anfíbios (CLAnf).
A oficialidade do recebimento do Almirante Saboia foi a seguinte:
- CMG Oscar Moreira da Silva Filho - Comandante - CF Bruno de Moraes Bittencourt Neto – Imediato
- CC ? - Enc.Div.Máquinas - CT ? - - CT ? - - CT ? -
2009
Em 23 de junho, suspendeu de Falmouth, iniciando a travessia que incluiu os portos de Lisboa (Portugal), Tenerife (Ilhas Canarias - Espanha), Fortaleza (CE), Maceió (AL) de 23 a 26 de julho e Arraial do Cabo, chegando ao Rio de Janeiro, no dia 31 de julho, onde foi recebido por uma Parada Naval, atracando na Base Naval do Rio de Janeiro por volta das 11:00hs.
Em 6 de agosto, pela Ordem do Dia N.º4/2009, em cumprimento a Portaria nº260/MB de 24/07/2009, teve a sua subordinação transferida da Diretoria-Geral de Material da Marinha (DGMM) para o Comando de Operações Navais (ComOpNav) e para o Comando do 1º Esquadrão de Apoio.
Em 10 de dezembro, chegou ao porto de Santos-SP, aonde participou das comemorações do Dia do Marinheiro.
Na tarde de 17 de dezembro, suspendeu de Santos retornando ao Rio de Janeiro, depois de uma estada de uma semana, o que não é muito comum ocorrer com navios da MB em suas visitas ao porto paulista.
2010
Em 1º de fevereiro, susoendeu do Rio de Janeiro com 700 toneladas de material para tropas da Marinha (Fuzileiros Navais) e do Exército Brasileiro e de ajuda humanitária ao povo haitiano, que teve a sua capital, Port-au-Prince atingida por um terremoto de 7.0 na escala Richter em 12 de janeiro. O navio, chegou ao Haiti em 17 de fevereiro com previsão de ficar na area de operações por 30 dias.
R e l a ç ã o d e C o m a n d a n t e s
H i s t ó r i c o A n t e r i o r
B i b l i o g r a f i a
- Baker III, A.D. Combat Fleets of the World 1998-1999. Annapolis, MD: Naval Institute Press, 1998.
- Military Review - Edição em Português, pg. 19, março-abril de 2005.
- Noticiário da ALIDE e Blog Naval do Poder Naval On-line |
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