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O Jeanne d´Arc visto ao largo do Rio de Janeiro: o navio realizou exercícios com navios da Esquadra brasileira

Porta-helicópteros Jeanne d´Arc no Rio

Navio escola francês recebe a visita do embaixador
da França e de almirantes da Marinha do Brasil

n Alexandre Galante

 

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Da esquerda para a direita: CA Terenilton Souza Santos (ComForS), CA Antônio Alberto Marinho Nigro (ComForSup), Jean de Gliniasty (Embaixador da França no Brasil), VA Álvaro Luiz Pinto (ComemCh) e CF Yannick Rest
(Adido Naval da França)
 
A superestrutura do Jeanne d´Arc e parte do convôo vistos antes do pouso do helicóptero Super Puma (N-7071) da MB que levou as autoridades e a imprensa. Podem ser vistos pousados no navio um helicóptero Alouette III e dois Gazelle
 
O helicóptero Super Puma (N-7071) da MB logo após o pouso no convôo do Jeanne d´Arc

O porta-helicópteros francês Jeanne d´Arc, que passou a 40km da costa do Rio rumo a Salvador, recebeu no dia 23 de março a visita do embaixador da França no Brasil Jean de Gliniasty. Acompanharam o embaixador o comandante-em-chefe da Esquadra brasileira vice-almirante Álvaro Luiz Pinto e os contra-almirantes Antônio Alberto Marinho Nigro e Terenilton Souza Santos. O Jeanne d´Arc junto o destróier George Leygues participou de exercícios com navios e um submarino da Marinha do Brasil.

O grupo-escola para guardas-marinha composto pelo porta-helicópteros Jeanne d'Arc e a fragata anti-submarino Georges Leygues realizará uma escala oficial em Salvador, Bahia, do dia 27 de março a 1° de abril de 2006. Após ter deixado a base naval de Brest (ao nordeste da França) no último dia 6 de dezembro, o grupo-escola completará sua missão de adestramento após 170 dias de viagem através dos oceanos Atlântico, Pacífico e do Mar Mediterrâneo.

Os navios franceses navegaram ao largo do Rio de Janeiro a cerca de 40 km da costa nos dias 23 e 24 de março, realizando exercícios com a segunda divisão da Esquadra brasileira. Foram realizados diversos exercícios de guerra antiaérea, anti-superfície, anti-submarino, pousos de aeronaves e reabastecimento no mar. Do lado brasileiro participaram do exercício naval um submarino, duas fragatas, um navio tanque, além de helicópteros e aviões de caça. A cooperação entre os dois países no campo naval é relevante tanto na área de operações, de intercâmbios e na formação de pessoal.

A turma de guardas-marinha do biênio 2005/2006 conta com 110 alunos, dentre os quais 26 cadetes oriundos de 20 diferentes países; no próximo ano um guarda-marinha brasileiro embarcará a bordo da Jeanne d'Arc. O comandante do grupo-escola e do porta-helicópteros Jeanne d'Arc é o capitão-de-mar-e-guerra Gilles Tillette de Mautort, que é aviador naval.

O contra-almirante Pierre de Roquefeuil, comandante da Escola Naval francesa, visitou o contra-almirante Arnon, comandante da Escola Naval brasileira, no dia 24/03 na Ilha Villegagnon .

O navio

O porta-helicópteros foi construído em Brest entre os anos de 1959 e 1961. Foi lançado ao mar em 30 de setembro de 1961 com o nome provisório de La Résolue. O navio foi comissionado em 16 de julho de 1964 com o nome de Jeanne d´Arc.

O navio desloca 12 mil toneladas, tem 182m de comprimento, 24m de boca e calado de 7,5m. Pode navegar a 28 nós de velocidade máxima, com raio de ação de 7.500 milhas na velocidade de cruzeiro. O navio é armado com dois canhões de médio calibre (100mm) de duplo emprego e seis mísseis antinavio MM-38 Exocet. O Jeanne d´Arc pode embarcar até 10 helicópteros pesados e leves, podendo operar com três helicópteros simultâneamente em pousos e decolagens, graças ao seu grande convés de vôo.

 

 

A missão principal do navio atualmente é o treinamento dos guardas-marinha, mas o mesmo tem capacidade para tomar parte de missões operacionais, como foi demonstrado em 1998 e 1999 na América Central e no Moçambique (Operações Cormoran e Limpopo II). Nessas operaçoes o Jeanne d´Arc socorreu populações atingidas por furacões. Em 2003 e 2004 o navio tomou parte das missões de paz no Haiti (operação Carbet).

Depois do tsunami que devastou o sudeste da Ásia em 26 de dezembro de 2005, o Jeanne d´Arc e o destróier Georges Leygues foram desviados de sua missão de treinamento por dois meses com o objetivo de prestar assistência humanitária à Indonésia. Atuando como plataforma de helicópteros o navio foi capaz de entregar mantimentos em locais isolados. As tripulações dos dois navios, incluindo os alunos, auxiliaram as populações atingidas na limpeza de ruínas e em campanhas de vacinação.

ESPECIAL: Clique aqui para assistir a um pequeno vídeo do Jeanne d´Arc.

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A superestrutura do Jeanne d´Arc vista da proa: em destaque os seis contêineres de MM-38 Exocet e os dois canhões de 100mm
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