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HMS Liverpool encerra patrulha no Atlântico Sul

J. Silva 

HMS Liverpool esteve atracado no porto de Santos entre os dias 22 e 26 de junho. Raramente um navio da Royal Navy visita a cidade. 

O contratorpedeiro britânico HMS Liverpool (Tipo 42 Lote II), após cumprir sua missão de patrulha pelo Atlântico Sul, está rumando para a Europa novamente. Durante o seu retorno para a Grã Bretanha o navio realizou uma série de visitas diplomáticas pela costa leste da América do Sul. No seu caminho rumo ao Atlântico Norte, o Liverpool visitou as cidades de Montevidéu (Uruguai), Santos e Recife. Durante a travessia entre essas duas últimas, o contratorpedeiro realizou exercícios navais com a fragata Bosísio durante dois dias.

O Liverpool foi destacado para realizar a patrulha no Atlântico Sul neste primeiro semestre de 2006. O navio deixou a base de Portsmouth em 19 de janeiro deste ano e visitou alguns países na costa oeste da África (Serra Leoa e Gana). Após deixar a costa africana na segunda quinzena de fevereiro, o navio teve um problema técnico e ancorou próximo à Ilha de Ascensão para uma melhor avaliação. Decidiu-se então partir para Recife, onde os reparos foram realizados. Para a alegria da tripulação, a estadia ocorreu justamente durante o carnaval.

Patrulhando as ilhas Falklands/Malvinas desde março, o contratorpedeiro visitou várias localidades na região, prestou homenagem aos navios afundados durante o conflito ocorrido em 1982 e realizou missão de abastecimento e apoio às Ilhas Geórgia do Sul. No meio da patrulha o navio realizou uma escala técnica no Rio de Janeiro. Após a Páscoa, rumou novamente para as Falklands/Malvinas, onde permaneceu até iniciar sua viagem para Montevidéu. 

A previsão é de que o Liverpool chegue em Portsmouth no meio de julho. No seu lugar, a Royal Navy já deslocou a HMS Chatham (Tipo 22 Lote III) para uma nova patrulha de seis meses. 


USN intercepta míssil em simulado BMD

USN

Vista aérea das instalações da PMRC em Barking Sands, de onde foi lançado o projétil abatido pelo SM-2.

O Pentágono divulgou no último dia 29 de maio que a primeira interceptação de um míssil balístico (BMD - Ballistic Missile Defense), a partir de uma plataforma naval, em sua fase terminal ocorreu com sucesso. Um projétil, simulando a última fase de um artefato nuclear, foi lançado a partir das instalações de Barking Sands (Havaí). Pouco tempo depois, o cruzador USS Lake Erie (CG 70) detectou e abateu o projétil.

Tanto o míssil (um SM-2 Block IV) como o sistema de detecção e acompanhamento (AEGIS) utilizados foram modificados para para atender a esta interceptação específica. A destruição do alvo pode ocorrer tanto pelo impacto direto ou por proximidade.

Até o momento, o único sistema de interceptação em fase terminal do inventário das Forças Armadas dos EUA é o conhecido Patriot versão PAC-3. O teste, executado no último dia 24, abre a oportunidade para que outros sistemas AEGIS/SM-2 sejam modificados para atender missões BMD.


MB e HDW: Novo acordo na área de submarinos?

Até o momento não houve manifestação de nenhum órgão oficial, mas informações vindas da mídia nacional garantem que a Marinha do Brasil já firmou um novo contrato com a empresa alemã HDW, subsidiária do grupo Thyssem Krupp, para o projeto e a construção da futura classe de submarinos. Desde o lançamento do Tikuna e o cancelamento de mais um submarino desta classe, a MB trabalha no projeto do futuro submarino brasileiro, ,denominado SMB-10. Porém, tanto a MB como os demais setores de construção naval no Brasil não dominam determinadas áreas/tecnologias da construção de submarinos. Uma parceria com empresas estrangeiras seria necessária e as candidatas mais fortes eram a HDW alemã e a DCN francesa (hoje parte do grupo Thales).


Navantia entrega duas LCM para Marinha da Espanha

Navantia

Foto da primeira LCM construída pela Navantia para a Marinha da Espanha.

O estaleiro espanhol Navantia entregou as primeiras duas LCM à Marinha da Espanha. A cerimônia ocorreu no último dia 30 de maio na Baía de Cadiz e contou com a presença e diversas autoridades oficiais. Ao todo, a encomenda prevê a entrega de doze embarcações semelhantes com o propósito de substituir as oito unidades LCM 8.

As LCM 8 são projetos norte- americanos e, inicialmente, seis foram construídas na Califórnia e entregues em 1975. As outras duas, de origem mais recente, foram construídas na própria Espanha. Além desse modelo, a Espanha possui unidades do tipo LCM 1E, em atividade desde 2001 e outras unidades menores do tipo LCM 6. As novas embarcações serão utilizadas em operações anfíbias a partir dos dois navios LPD da classe Galícia (Rotterdam) que entraram em serviço entre 1998 e 2000 e a partir do LHD a ser entregue em 2008. Até quatro LCM podem ser embarcadas em cada um destes navios.


Venezuela assina contrato de construção de 8 navios 

O Governo da Venezuela, representado pelo Almirante Armando Laguna, formalizou o início da construção de oito navios de combate com o grupo espanhol Navantia durante o evento ocorrido no estaleiro San Fernando e Puerto Real no último dia 26 de maio.

Após um longo processo de escolha do país/estaleiro, entre os quais figurava o Brasil, o grupo Navantia foi escolhido vencedor em 2005. O contrato, inicialmente assinado em novembro de 2005, foi confirmado em abril passado quando o Governo da Venezuela efetuou o pagamento da primeira parcela. Este é o maior programa e exportação daquele estaleiro espanhol e garantirá o emprego de quatro milhões e meio de horas de trabalho no estaleiro e indústrias correlatas.

As oito unidades estão divididas em dois lotes, sendo quatro navios de patrulha oceânica e quatro navios de patrulha costeira. O objetivo é empregar estas embarcações na vigilância da ZEE venezuelana, incluindo a fiscalização pesqueira e a repressão ao contrabando e ao tráfico de entorpecentes. Os navios deverão ser entregues entre setembro de 2008 e junho de 2011. 


Portugal coloca fragatas João Belo à venda

O Governo de Portugal vai vender duas fragatas da classe João Belo dentro de um amplo pacote de material militar usado. O pacote ainda inclui 12 caças F-16 e 28 helicópteros (10 Puma e 18 Alouette III). Com isso, o pais espera que a venda de equipamentos bélicos de segunda mão renda cerca de 290 milhões de euros nos próximos seis anos. A venda só será possível porque o Conselho de Ministros aprovou a revisão da Lei de Programação Militar (LPM) no último dia 6 de junho. Desde 1974, quando Portugal voltou à democracia, a venda de equipamento militar estava suspensa.

As fragatas classe João Belo originaram-se do projeto francês Commandant Riviere (classificados como Avisos Escorteurs) da década de 1950. Foram encomendadas quatro unidades na década seguinte pela Marinha de Portugal. São navios que possuem um deslocamento máximo de 2.250t e propulsão baseada em quatro motores diesel. O sistema de armas não inclui mísseis, nem helicóptero orgânico. Somente canhões de 100mm, de 40 mm e tubos triplos lança-torpedos. Elas foram modernizadas pela última vez no período 2002-2005 e a previsão, na época, é de que permanecessem em serviço até 2006. A aquisição de duas unidades da classe Oliver Hazard Perry em 2004 tornou possível a substituição das unidades restantes.

Atualmente, o único país que ainda possui unidades desta classe (Commandant Riviere) é o Uruguai. Este país sul-americano adquiriu três unidades francesas entre 1988 e 1991. Com isso, o Uruguai torna-se um forte candidato na aquisição dos navios portugueses. 


Ex-NAe soviético Minsk possui novo dono

O antigo navio-aeródromo Minsk, que pertenceu à marinha soviética, trocou de dono.  A empresa Minsk World Industrties Co., proprietária do navio, faliu no final do ano passado e os seus bens começaram a ser leiloados no início deste ano. Durante o leilão ocorrido no último dia 31 de maio, a empresa chinesa Shenzhen Group adquiriu o ex-NAe pela quantia de 16 milhões de dólares. Segundo foi divulgado, é interesse do comprador manter o navio como uma atração turística no porto de Shenzhen.

Um dos orgulhos da frota soviética, o Minsk foi vendido como sucata em 1990 após o colapso da superpotência. O comprador, um estaleiro sul-coreano, posteriormente repassou o navio para o grupo chinês Minsk World Industrties Co. O navio foi reformado e transformado em atração turística, com diversos restaurantes e lojas em seu interior.


Disparado primeiro torpedo pelo Tikuna

No último dia 27 de abril, o submarino Tikuna da MB realizou o primeiro disparo de um torpedo Mk 24 Mod 1 Tigerfish (modelo de exercício, sem carga bélica). O disparo faz parte do processo de prontificação do submarino e foi conduzido pela Diretoria Geral de Material da Marinha. O Tikuna foi incorporado no  dia 16 de dezembro passado e tornou-se o quinto submarino em atividade na MB e o quarto a ser construído no Brasil. É o único representante de sua classe no momento, sendo uma versão ampliada e melhorada do projeto IKL-209/1400.