NOTÍCIAS (março/abril - 1998) |
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Em serviço desde 1973, o E-2 Hawkeye pode monitorar 6 milhões de milhas cúbicas de espaço aéreo e mais de 150.000 milhas quadradas de superfície do oceano, detectando e rastreando aviões, mísseis e navios.
Até outubro de 1997, 141 Hawkeye da US Navy e 31 de outros países já tinham sido entregues, incluindo aviões para o Egito, Israel, Japão, Singapura e República da China. A França já encomendou dois E-2C Hawkeye que vão equipar o navio-aeródromo de propulsão nuclear Charles De Gaulle.
A empresa Torrey Science Corp. (TSC) foi contratada pelo Naval Air Warfare Centre da US Navy para melhorar a abilidade dos sonares na detecção de submarinos em águas rasas. O contrato de US$ 600 mil é dividido em duas fases, como continuação de um projeto já em andamento da Torrey Science para a US Navy.
O sistema, chamado de Multiple Access Active Sonar (MAAS), pretende reduzir a interferência nos sonares na detecção submarina. Os futuros cenários previstos pela marinha americana exigirão a busca de submarinos de países operando em águas rasas próximos da costa. Sonares de vários navios operando próximos interferem uns nos outros, degradando o desempenho na detecção. A interferência é mais pronunciada em águas rasas, onde os sinais se refletem no fundo do oceano.
Sonares convencionais tipicamente transmitem um sinal sonoro (o clássico "ping") numa frequência fixa e em determinados períodos. O sistema MAAS usará avançadas formas de onda e processamento de sinal para aumentar o nível dos sinais que podem ser transmitidos e recebidos simultâneamente.
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| O torpedo Mk.46, usado por 24 marinhas no mundo, é lançado de navios a partir de reparos triplos ou lançadores de foguetes ASROC |
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| O MILAS é basicamente uma modificação do míssil anti-navio Otomat, para levar um torpedo anti-submarino à distância de 35km |
O US Naval Sea Systems Command fechou um contrato de US$31 milhões com a Raytheon Systems Company para o fornecimento de torpedos Mk.46 à duas marinhas estrangeiras. O contrato, feito sob o acordo foreign military sales (FMS) é para 110 torpedos Mk.46 Mod.5 e o upgrade de 20 torpedos Mk.46 Mod.2 para a configuração Mod.5.
A Raytheon espera que a US Navy venha a fechar um segundo contrato para o
fornecimento adicional de 72 torpedos Mk.46 Mod.5, aumentando o valor total do negócio
para US$49 milhões
O torpedo Mk.46 tem sido produzido continuamente desde 1965 e é eficiente contra
submarinos em águas profundas. Lançado de navios de superfície e aeronaves, é a arma
padrão de guerra anti-submarino da maioria das marinhas ocidentais, incluindo a Marinha
do Brasil.
Segundo a Raytheon, a decisão de transferir navios da reserva para marinhas
aliadas tem sido muito positiva para a venda de torpedos anti-submarino.
Em outubro de 1997 a Raytheon assinou um contrato de desenvolvimento de engenharia de US$1,7 milhões com a GIE MILAS, uma joint-venture formada pela MATRA BAe Dynamics da França e a Alenia Difesa da Itália, para apoiar a integração do torpedo Mk.46 ao míssil anti-submarino MILAS, que foi inicialmente desenvolvido para lançar o torpedo franco-italiano MU90. O MILAS é basicamente uma modificação do míssil anti-navio Otomat, para levar um torpedo anti-submarino à distância.
O término do desenvolvimento do trabalho de integração e testes de lançamento é esperado para o fim do ano 2000. A partir de então a GIE MILAS poderá oferecer o MILAS como um sistema anti-submarino de longo-alcance para as 24 marinhas que já usam o torpedo Mk.46.
Atualmente, os únicos sistemas comparáveis ao MILAS e capazes de levar um torpedo Mk.46 à grande distância são o ASROC e o Vertical Launch ASROC (VLA) da US Navy, pois o similar britânico IKARA foi desativado pelas marinhas australiana e brasileira. Ambos os modelos do ASROC americanos só podem ser instalados num navio durante a construção ou numa grande reforma. Em contraste, o MILAS franco-italiano pode ser instalado em navios sem grandes modificações, pois os mísseis são armazenados em contêineres, como se fossem mísseis anti-navio.
Foi noticiado que o Governo Canadense está
finalizando acordo com a Grã-Bretanha para a transferência dos quatro submarinos classe
"Upholder" Type 2400, por cerca de US$800 milhões. Desativados prematuramente
em 1993 pela Royal Navy, visando a redução de gastos operacionais, a
classe "Upholder" foi projetada para substituir os submarinos da classe
"Oberon" e possui características especiais para a redução de ruído.
Desde a sua desativação, estes submarinos foram oferecidos para diversas Marinhas, entre elas a da Austrália, África do Sul, Brasil, Chile e o Canadá. Os "Upholder" têm um casco baseado no dos SSN da classe "Trafalgar", deslocam 2.362t e podem navegar à 20 nós de velocidade submersos. Antes de entrar em serviço na Marinha Canadense, os "Upholder" deverão sofrer algumas modificações e a médio prazo, poderão ser equipados com um sistema de propulsão independente da atmosfera (AIP), possibilitando a esses submarinos a realização de patrulhas sob o gelo.
Foi lançado ao mar o submarino Dechaineux,
o quarto da classe "Collins" em construção para a Marinha Australiana. O navio
foi batizado pela senhora Mary Purbrick, viúva do Capitão Emile Dechaineux, morto a
bordo do HMAS Australia quando este foi atingido por um "kamikaze" no
Golfo de Leyte em 1944.
Durante a cerimônia de lançamento, o Ministro da Defesa da Austrália Ian McLachlan, chamou de "exageradas" e "irresponsáveis" as críticas feitas ao projeto.
O contrato para a construção de seis submarinos de projeto sueco Kockums Type 471 foi assinado em 3 de junho de 1987, com os trabalhos sendo iniciados em junho de 1989. A última unidade da série tem entrega prevista para setembro do ano 2000. Os "Collins" são grandes submarinos convencionais, têm 77.8m de comprimento, deslocam 3.051t na superfície e 3.353t submersos. Seu armamento consiste de seis tubos lança-torpedos de 533mm para até 22 torpedos Mk.48 e/ou mísseis anti-navio Sub Harpoon.

De acordo com o trabalho World Navies Review publicado na edição de março da revista Proceedings do Instituto Naval da Marinha dos EUA (USNI), a Marinha Russa continua a perder sua operacionalidade por falta de recursos financeiros.
Segundo o artigo, o único navio-aeródromo russo Admiral Flota Sovetskogo Soyuza Kuztenov não vai ao mar desde que retornou de um cruzeiro de treinamento no Mediterrâneo no início de 1996. O navio se encontra atualmente imobilizado na base da Frota do Mar do Norte, aguardando fundos para continuar os reparos iniciados, dos quais só 20% foram completados.
Mesmo que torne a navegar, o navio-aeródromo ainda vai demorar muito para voltar
operar os esquadrões de caças Su-33, pois há dois anos os pilotos não treinam com
estes aviões a bordo.
O programa dos novos submarinos nucleares estratégicos classe "Borey"
(Projeto 955), cuja primeira unidade, o Yury Dolgorukiy, teve a construção
iniciada em novembro de 1996, só tem 1% do trabalho completado após 15 meses. Tudo
indica que, se for mantido o ritmo de desativação das velhas unidades, se não forem
providenciados fundos para completar as unidades em construção e para modernizar as
unidades atuais, a frota russa de SSBN poderá estar virtualmente extinta em uma década.
Com relação aos navios de superfície, somente um cruzador da classe
"Kirov" permanece operacional, o Admiral Nakhimov. Dos outros três
navios da classe, Admiral Ushakov não opera desde 1989; o Admiral Lazarev
está parado desde novembro de 1997 por falta de recursos para repará-lo; o Peter
Velikiy (foto), comissionado no ano passado em honra ao tricentésimo aniversário de
fundação da Marinha Russa, permanece parado na Frota do Pacífico, sem recursos para
pagar sua tripulação.
Os únicos grandes navios de superfície na ativa são alguns dos 12 destróieres
lança-mísseis classe "Sovremennyy" e uns poucos dos seis remanescentes da
classe "Udaloy". O único "Modified Udaloy", o Admiral Chabanenko,
lançado ao mar em 1992, não está totalmente operacional. Os dois cascos em construção
da classe "Sovremennyy" nos estaleiros de St. Petesburgo, Vazhniy e Aleksandr
Nevskiy (ex-Vdumchivyy), permanecem em 65% e 35% de sua construção
completada, respectivamente, embora somente o primeiro já esteja na água. Cogita-se a
possibilidade da transferência destes dois navios para a China no ano 2000.
Os seis helicópteros Sikorsky S-70B7
Seahawk encomendados pela Marinha Real da Tailândia em 1993, já foram todos entregues e
começaram o serviço operacional a bordo do novo navio-aeródromo Chakri Naruebet.
As duas fragatas classe "Naruesuan" também podem embarcar uma aeronave deste
tipo. Usado pela Marinha Tailandesa como uma aeronave multi-missão, o único sensor que
equipa este helicóptero é o radar APS-143(V)3, o que causa surpresa, pois nenhum sensor
anti-submarino foi ainda instalado. Isto significa que estes helicópteros só poderão
realizar ataques a submarinos vetorados pelos navios.
De qualquer forma, existem provisões para instalação futura de sonar de mergulho de profundidade variável e sonobóias, além da capacidade de portar três torpedos anti-submarino Mk.46. Mísseis ar-superfície também podem ser transportados.
Por incrível que possa parecer, a US Navy já
começou a desativar os primeiros destróieres classe "Spruance" e
"Kidd". O USS Kidd (DDG-993) foi o primeiro, em 12 de março, na base
de Norfolk. No final de março espera-se a desativação do USS Callaghan
(DDG-994) e mais dois "Spruances". Até o final de 98, mais cinco navios desta
classe passarão para a reserva e em 1999, os dois últimos da classe "Kidd".
O USS Spruance (foto) foi o primeiro da classe de destróieres que mais
controvérsias causou nos EUA, por seu deslocamento de cruzador e o aparente subarmamento.
Provou, porém, ser uma das classes mais formidáveis de navios de guerra.
Os navios que estão sendo desativados não receberam as últimas modernizações previstas para a classe, visando compatibilizá-los com os mais modernos "Arleigh Burke" e "Ticonderoga". Sendo assim, a US Navy decidiu não gastar mais nada com eles e só vai manter em operação os navios já modernizados.
Várias marinhas do mundo já demonstraram interesse em sua aquisição, entre elas a da Austrália, Canadá e Taiwan. Quem quiser saber tudo sobre os "Spruances", vale a pena visitar o site The Greyhound Navy Spruance-Class Destroyers.
Foi incorporado o sexto submarino do tipo
IKL-209-1200 (foto) da Marinha sul-coreana, o Jeongun, e a construção do nono
da classe já foi iniciada nos estaleiros Daewoo.
O quarto navio, o Pakui, foi fotografado recentemente em uma visita a
Subic Bay nas Filipinas. Ele estava em trânsito, para realizar exercícios anti-submarino
com a US Navy ao largo do Hawai.
Os sul-coreanos reconheceram a necessidade de buscar auxílio no melhoramento dos
padrões e táticas operacionais, principalmente em guerra anti-submarino. A melhor
maneira de se fazer isso é realizar comissões fora das águas nacionais e se juntar a
outras Marinhas em exercícios conjuntos.
As Marinhas de Guerra que operam isoladas, ficam em grande desvantagem no desenvolvimento de novas táticas.
Segundo o Jane's Information Group,
a Marinha do Brasil poderá adquirir o Tender de Submarinos USS Holland (AS-32)
à US Navy.
Os navios dessa classe foram os primeiros do tipo especialmente construídos com o propósito de apoiar a frota de SSBN dos EUA. No Brasil, o navio será usado como navio-oficina, para apoiar os navios da Esquadra.