| NOTÍCIAS (dezembro 2000) | ||||||||||||||||||||||
[25Dez] Submarino Tonelero afunda atracado na Ilha das Cobras O submarino Tonelero (S-21) da classe "Oberon", da Marinha do Brasil, afundou no fim da noite de domingo no 1º Distrito Naval, no Arsenal da Marinha. Uma seqüência de falhas no sistema hidráulico de controle de válvulas teria causado o alagamento da praça de máquinas e feito com que o Tonelero afundasse, sem vítimas. Para fazer o submarino voltar a flutuar, a Marinha vai injetar ar comprimido no seu interior. O processo deve levar, no mínimo, uma semana. A Marinha abriu inquérito policial-militar para apurar as causas do afundamento do submarino. Com 23 anos, ele era o mais antigo da Esquadra brasileira. Em 86 anos de história da Marinha do Brasil, nunca houve um acidente com submarinos. Nove tripulantes, que estavam de plantão na noite de Natal, tentaram conter o alagamento no compartimento das máquinas. Ele teria sido causado por um problema no sistema hidráulico de controle das válvulas. Os tripulantes não conseguiram controlar a inundação e tiveram de abandonar o Tonelero. Ele afundou em cerca de uma hora, sem feridos ou danos ambientais. O primeiro acidente com um submarino da frota brasileira, em 86 anos, aconteceu pouco antes das 22h. O oficial e sete marinheiros que estavam no Tonelero perceberam um defeito no sistema hidráulico que controla a entrada e saída de água do tanque de lastro (responsável pela submersão e emersão) e os dois lemes. Eles iniciaram os procedimentos de emergência, mas não conseguiram conter o alagamento e abandonaram o Tonelero. Às 23h, o submarino atingiu o fundo, a nove metros da superfície, na beira do cais. Trinta mergulhadores prenderam o submarino ao atracadouro com cabos de aço. Doze horas depois que o submarino afundou, chegou o navio de socorro e salvamento de submarinos, o Felinto Perry (K-11), especializado em ajudar embarcações naufragadas ou em perigo em alto mar. O chefe do Serviço de Relações Públicas da Marinha, o capitão-de-mar-e-guerra Luiz Fernando Palmer Fernandes, informou que o Tonelero é pesado demais para ser içado: São 2,4 mil toneladas, e não há possibilidade de o tirarmos da água com um guindaste. Segundo ele, só depois que o submarino estiver flutuando poderá ser feita a perícia técnica para determinar o que provocou a seqüência de falhas no sistema hidráulico. (Leia o artigo completo sobre o acidente com o submarino Tonelero)
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