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USS Texas - Mais uma etapa concluída
No último dia 7 de dezembro, o estaleiro norte americano Northrop Grumman Newport News (NGNN) realizou uma cerimônia para comemorar o término dos serviços de solda e união das partes do casco de pressão do USS Texas (SSN 775). Com mais este objetivo alcançado, espera-se que o Texas, segundo submarino da classe Virginia, seja lançado ao mar em 2005 Os estaleiros Northrop Grumman Newport News (NGNN), em parceria com a General Dynamics Electric Boat, construirão os submarinos da Classe Virginia. Cada estaleiro é responsável por uma determinada seção, sendo a montagem final, testes de aceitação e entrega dos navios alternada entre eles. Dentro desta filosofia, o USS Texas será concluído nos estaleiros da NGNN. A classe Virginia representa a próxima geração de submarinos nucleares de ataque dos EUA que substituirá a classe Los Angeles. De acordo com as necessidades do Departamento de Defesa, o USS Texas, assim como os demais de sua classe, incorporarão uma série de desenvolvimentos tecnológicos associados a um amplo espectro de missões. Os submarinos desta classe serão capazes de executar ações em águas litorâneas, apoio, infiltração e recuperação de Forças Especiais (Navy SEALS), ataque terrestre com mísseis de cruzeiro, sem perder a capacidade de combate e negação do uso do mar em "águas azuis". Primeira missão de um USVA US Navy deu mais um passo em direção ao futuro da Guerra Naval. No começo do mês de dezembro foi realizada a primeira missão de um veículo tipo USV ("unmanned surface vessel"). Lançado a partir do cruzador USS Gettysburg (CG 64), que atualmente integra o grupo do navio-aeródromo Enterprise (CVN 65), o USV "Spartan Scout" completou os seus testes operacionais no dia 12 deste mês. O "Spartan Scout" é um bote inflável de casco rígido, equipado com uma série de câmeras e sensores de última geração, capaz de realizar uma missão com até três horas de duração. Desenvolvido primariamente para a vigilância marítima, o "Spartan Scout" será empregado não só para a marinha como também para a Guarda Costeira nas suas atribuições de vigilância portuária. O USV necessita de apenas duas pessoas para ser colocado e retirado da água. As demais tarefas inerentes à missão são conduzidas do interior do COC do navio através de comando remoto. O "Spartan Scout" deverá ser modificado para realizar outras tarefas, incluindo missões armadas. Equipado com mísseis Hellfire ou Javelin, poderá atacar outras embarcações ou mesmo realizar ataques costeiros com precisão. Existem estudos também para modificá-lo para guerra de minas e operações anti-submarino. Marinha espanhola recebe o último Harrier II Plus
A marinha espanhola, através de cerimônia realizada no dia 5 de dezembro, recebeu o seu quinto e último Harrier II Plus reconstruído pela Boeing. Na mesma oportunidade, foi assinado um acordo entre os usuários do Harrier II (EUA, Grã Bretanha, Itália e Espanha) com o propósito de fornecer apoio pós venda para os próximos dez anos, incluindo sobressalentes e atualizações. A entrega também marcou o fim da linha de produção do Harrier II. Ao todo, foram entregues 336 exemplares para os Fuzileiros Navais dos EUA, 90 para a RAF, 20 para a Marinha Italiana e 16 para a marinha Espanhola. O contrato, assinado no primeiro semestre de 2000, permite que a frota de Harriers voe até 2015. Durante o programa de reconstrução das aeronaves, a Boeing produziu as peças da fuselagem posterior e a BAe Systems a fuselagem anterior. A modificação das asas e da deriva ficou a cargo da instalação dos Fuzileiros Navais dos EUA em Cherry Point. Os aviões receberam um novo motor Rolls Royce Pegasus F402-RR-408 e um radar Raytheon APG-65, semelhante ao utilizado pelos F/A-18 Hornet. As modificações introduzidas nos cinco exemplares espanhóis permitem aos mesmos realizar missões com qualquer tempo de dia ou de noite. Além disso, a Marinha Espanhola, que já possuía oito Harrier II Plus, padroniza sua frota V/STOL. Itália lança ao mar primeiro submarino da classe U212A
Foi lançado ao mar no último dia 6 de novembro o primeiro submarino italiano da classe U212A, "Salvatore Todaro". Estiveram presentes à cerimônia, realizada no estaleiro Fincantieri em Muggiano (La Spezia), diversas autoridades italianas incluindo o presidente Carlo Azeglio Ciampi e o ministro da defesa italiano Antonio Martino. Fruto de um programa militar de cooperação entre a Itália e a Alemanha, a classe U212A compreende a construção de quatro submarinos para a Alemanha e dois para a Itália. A aquisição dessas duas unidades faz parte de um pacote de fortalecimento da marinha italiana avaliado em dois bilhões de euros e inclui ainda um navio-aeródromo ("Andrea Doria") e duas fragatas da classe "Orizzonte", um projeto conjunto com a França. Como madrinha, foi escolhida a senhora Graziella Marina Todaro, filha de Salvatore Todaro, um comandante de submarinos da II Guerra Mundial que morreu em combate no oceano Mediterrâneo em dezembro de 1942 e homenageado postumamente. Com um deslocamento padrão de 1.460 toneladas, o "Salvatore Todaro" mede 57 metros comprimento e comporta uma tripulação de 24 homens. O submarino realizará, em breve, uma série de provas de mar e espera-se que esteja totalmente operacional em julho de 2005. O segundo submarino (“Sciré”) está em construção e o seu lançamento ao mar está previsto para o ano que vem. A Itália planeja construir mais duas unidades desta classe caso exista disponibilidade de verbas.
NAe São Paulo com força máximaO NAe São Paulo da Marinha do Brasil voltou a operar com força máxima. Nas provas de mar recentemente realizadas no litoral do Rio de Janeiro, o São Paulo atingiu velocidades até então não alcançadas desde que o mesmo chegou ao Brasil em 2001. Já era de conhecimento da MB que o São Paulo necessitava de alguns reparos no sistema de propulsão, incluindo as caldeiras, para que o navio pudesse atingir a velocidade máxima de projeto. A MB estava apenas aguardando o momento certo para que o navio-aeródromo fosse docado. A operação de docagem foi realizada no início do mês de julho no AMRJ e lá o navio permaneceu por 88 dias. O fato do NAe São Paulo voltar a ter capacidade de desenvolver velocidades mais elevadas, permite a formação de vento relativo maior sobre o convôo, reduzindo a dependência do lançamento das aeronaves Skyhawk em relação às condições atmosféricas.
Concluída a Fase Atlântico da UNITAS - 2003
Foi realizada na segunda quinzena de outubro a 45º edição do exercício naval multinacional UNITAS, Fase Atlântico. O exercício ocorreu em águas internacionais do Atlântico Sul, a cerca de 250 km do litoral argentino. Neste ano, unidades navais de cinco países tiveram participação.
Alguns fatos chamaram a atenção nesta operação. Como nos últimos anos, os EUA participaram com um número reduzido de unidades navais. Embora a presença da Armada da Espanha não tenha sido uma novidade, destaca-se o fato deste país ter enviado uma de suas embarcações mais modernas - a fragata Àlvaro de Bazan. O Peru, que normalmente participa apenas da Fase Pacífico, este ano participou de todas as fases, incluindo a Fase Atlântico.
HMS Lancaster encerra sua patrulha nas Malvinas
Após encerrar uma missão de patrulha de seis meses pelo Oeste da África e Atlântico Sul, a fragata britânica HMS Lancaster (F229), no seu retorno para o Reino Unido, atracou no cais da praça Mauá, Rio de Janeiro, no dia 13 de novembro (ver foto ao lado). Para substituí-la, a marinha britânica enviou o contratorpedeiro Tipo 42 HMS Glasgow (D88), que partiu dia 3 de novembro da Grã Bretanha. O Lancaster foi o primeiro navio da classe Tipo 23, sendo lançado ao mar em maio de 1990. A classe Tipo 23 foi originalmente proposta para substituir a classe Leander e incorpora uma série de lições, duramente aprendidas, pela Royal Navy durante o conflito das Falklands (Malvinas). Na parte de armamento, um canhão de médio calibre foi reincorporado na proa. Os mísseis de defesa de ponto Sea Wolf, adotados na classe anterior (Tipo 22), foram mantidos porém disparados em lançadores verticais (VLS). Os mísseis Exocet, até então utilizados nas demais fragatas britânicas, foram substituídos pelo modelo norte-americano Harpoon. O convôo, assim como o respectivo hangar na popa, foram projetados para receber um helicóptero de grande porte. A bordo da Lancaster, estava embarcado um helicóptero do tipo Merlim HAS.1. O Merlim é um dos helicópteros mais avançados do mundo, além de ser um substituto natural para marinhas que utilizam o Sikorsky Sea King. Porém seu custo de aquisição é extremamente elevado.
Novos mísseis para as Fragatas GreenhalghA fragata Greenhalgh da MB encontra-se no momento no AMRJ recebendo modificações no seu armamento de guerra de superfície (ASuW). Os antigos containeres de mísseis anti-navio MM-38 Exocet estão sendo substituídos por lançadores do tipo MM-40. Os novos lançadores já podem ser vistos na proa do navio. Porém, deve-se lembrar que outras mudanças, tais como um novo cabeamento e integração com o sistema do COC, demandarão trabalho também. Quando a MB recebeu as fragatas Tipo 22, na metade da década de noventa, apenas uma delas (a Greenhalgh) possuía lançadores de mísseis mar-mar MM-38 Exocet. Nas outras três, os containeres (dois por navio, mantendo a capacidade para mais dois) foram incorporados posteriormente. Porém, os navios de superfície da MB dotados de mísseis mar-mar naquela época (classes Niterói e Inhaúma) já estavam padronizados com o modelo MM-40. A substituição do MM-38 pelo MM-40 nas fragatas da classe Greenhalgh era uma decisão natural, não só pela padronização mas também pela evolução que o MM-40 representa em relação ao modelo anterior. A MB já vinha estudando a viabilidade da instalação de mísseis anti-navio Exocet MM-40 faz algum tempo e, com a disponibilidade de verbas, pode dar início à alteração.
Clemenceau volta para a França
O Navio-aeródromo francês Clemenceau, irmão do NAe São Paulo da MB, acaba de voltar para a França após uma disputa jurídico-comercial entre o Ministério da Defesa daquele país e a empresa espanhola que arrematou o casco. Descomissionado em 1997, o navio foi vendido recentemente para uma firma espanhola encarregada de desmontá-lo no porto de Gijon (norte da Espanha). No entanto, após a sua saída do porto de Toulon, o mesmo foi visto seguindo para a Turquia e não para Gibraltar, como seria esperado. De acordo com o Ministério da Defesa francês, existe uma cláusula contratual na venda obrigando o comprador a desmontar o casco na Europa, onde as leis sobre remoção de asbesto (amianto) são mais rígidas. Acredita-se que na Turquia elas não sejam respeitadas. Em função da violação do contrato, o Governo francês cancelou a venda em 23 de outubro último e o navio permaneceu ancorado na costa da Sicília até que o assunto fosse encerrado. A fragata francesa La Fayette foi então deslocada para "observar" as movimentações do antigo navio-aeródromo. O impasse foi parcialmente resolvido no dia 13 de novembro, e o Clemenceau retornou para a França. |
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