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Fragatas da USN sem mísseisNo segundo semestre no ano passado, a US Navy retirou do serviço ativo os mísseis Standard, versão SM-1. Na marinha norte-americana, estes mísseis eram utilizados apenas nas fragatas de classe Oliver Hazard Perry. A retirada nos mísseis SM-1 de atividade será acompanhada também pela desativação do seu lançador MK 13. A parte acima do convés será totalmente removida, mantendo-se a parte inferior, possivelmente por questões de estabilidade longitudinal do navio. A ausência do lançador não só reduz a capacidade de defesa antiaérea como também compromete a guerra de superfície, uma vez que o mesmo lançador era responsável pelo lançamento do SSM Harpoon. A justificativa apresentada foi a falta de verbas para manter o míssil em atividade. Além disso, esse tipo de lançador necessita de uma manutenção dispendiosa, principalmente por estar localizado na proa da embarcação (onde recebe muita água salgada).Sem os mísseis e seu lançador, a marinha norte-americana espera economizar verbas. Porém, existe uma outra razão. As fragatas remanescentes estão sofrendo modificações para atuarem como navios de patrulha de longo curso, ao invés de escoltas de navios-aeródromos e grupos de batalha. Dessa maneira, o dinheiro economizado seria então utilizado para aumentar tempo de patrulha. O míssil Standard versão SM-1, assim como o lançador MK 13, continuarão em atividade em outras marinhas mas é certo que estes países terão maior dificuldade em adquirir sobressalentes. Outra questão é o menor interesse de possíveis compradores de fragatas usadas uma vez que o principal sistema de armas do navio está sendo removido. Ex-NAeL Minas Gerais parte para sua última viagem
Na última segunda-feira, dia 9 de fevereiro, o antigo Navio-Aeródromo Ligeiro Minas Gerais (A-11), nau-capitânia da frota da Marinha Brasileira por mais de quatro décadas, deixou a Baía de Guanabara (Rio de Janeiro) para a sua última viagem. Puxado pelo potente rebocador Kapitan Martyshkin (classe Neftegaz B-92 de origem polonesa), o "Velho Mingão" começou sua viagem para o porto de Alang (Índia), onde será desmontado. Adquirido por um grupo chinês, que pagou cerca de US$ 4 milhões, o navio terá um triste fim. A associação de veteranos britânicos, que tinha interesse em transformá-lo num museu, não conseguiu fundos suficientes para adquiri-lo no prazo necessário. NRP Barracuda volta a navegarO NRP Barracuda - um dos dois submarinos Daphné da marinha portuguesa - iniciou em Janeiro um novo ciclo operacional, após ter sido sujeito a um período de revisão geral que durou cerca de um ano e meio. Este ciclo operacional durará até Janeiro de 2009, data em que está prevista a chegada do primeiro U-209PN, que Portugal pretende adquirir. Nos finais de 2003, o NRP Delfim esteve, por seu turno, atribuído ao Flag Officer Sea Training. Grupo naval francês visita o porto do Rio de Janeiro
Os cruzador da marinha francesa Jeanne D’Arc (R 97), escoltado pela fragata Georges Leygues (D 654), realizou uma visita oficial ao Rio de Janeiro entre os dias 28 de janeiro e 2 de fevereiro. Os dois navios compõem o Grupo da Escola de Aplicação dos Oficiais da Marinha Francesa que realiza a tradicional viagem dos futuros oficiais da Marinha da França. O porto do Rio foi a quarta parada do Grupo, que ainda visitará outros dez portos estrangeiros. O Jeanne D’Arc foi construído em Brest no ano de 1959. Integrante da frota francesa desde 1964, o navio atua, em tempos de paz, como navio-escola auxiliando no ensino da profissão de oficial da marinha. Deslocando pouco mais de 13 mil toneladas (máximo), o Jeanne D’Arc possui um comprimento de 182 metros. A superestrutura está toda voltada para vante, deixando um amplo espaço na popa para o convôo. Este permite a operação simultânea de até duas aeronaves. O hangar, situado logo abaixo do convôo, possui capacidade para até oito aeronaves, dependendo do(s) modelo(s). A ligação entre o convôo e o hangar é feita por um elevador localizado na popa e com capacidade para até 12 toneladas. Durante a vista ao Brasil, estavam embarcados no navio três Alouette III, dois Cougar e três Gazelle. Estes dois últimos modelos pertencem à ALAT (Aviação do Exército Francês) que, a partir de 1992, passou a disponibilizar um destacamento aéreo a bordo do Jeanne D’Arc. Além das aeronaves, o Jeanne D’Arc está equipado com seis lançadores de mísseis MM-38 Exocet e duas torretas simples de 100 m (inicialmente eram quatro, sendo que as duas da popa foram removidas em 2000). Escoltando o cruzador Jeanne D’Arc, estava a fragata Georges Leygues (D654). Primeira fragata da classe homônima, a Georges Leygues foi concebida como uma escolta especializada em ASW, mas com capacidade polivalente. Ao todo foram construídas sete unidades desta classe, que entraram para o serviço ativo da Marinha da França entre 1979 e 1990. Em 1999, a Georges Leygues trocou seu o porto de Toulon por Brest. Desde então, a fragata opera principalmente como escolta do cruzador Jeanne D’Arc, substituindo a fragata Duguay-Trouin, retirada do serviço ativo naquele ano.
Índia formaliza aquisição do NAe Admiral GorshkovApós uma década de negociação, o governo da Índia finalmente formalizou um acordo inicial com os russos para adquirir o NAe Admiral Gorshkov. Conforme entrevista fornecia à imprensa local, o Ministro da Defesa da Índia, George Fernandes, informou ter assinado um acordo inicial (a ser efetivamente concluído no final de março) com o Ministro da Indústria, Ciência e Tecnologia da Rússia, Ilya Klebanov, no último dia 17 de janeiro. Embora não tenha sido divulgado todo o conteúdo, sabe-se que o acordo inclui também a aquisição de 28 aeronaves MIG-29K e seis Kamov K-31 ASW. A construção do navio-aeródromo Admiral Gorshkov, teve início em 1978, nos estaleiros de Nicolayev (Ucrânia). Em 1987 foi transferido para a marinha soviética e batizado com o nome de "Baku". Após um incêndio, o navio foi reparado mas não voltou a navegar desde então, permanecendo no porto Severomorsk. O Admiral Gorshkov, último da classe Kiev, será totalmente modernizado pelos russos, incluindo a parte de sensores e armamentos. Além disso, será adaptado para o emprego de aeronaves STOBAR em conjunto com helicópteros. Os trabalhos estão programados para terminarem em 2008, mesmo ano que o atual NAe indiano, INS Virat, dará baixa do serviço ativo. Mesmo com a aquisição do Admiral Gorshkov, a marinha indiana segue com os seus planos de adquirir seu próprio NAe de 32.000 toneladas, atualmente sendo construído em Kochi. Segundo fontes russas, este também seria equipado com aeronaves MIG-29K. Veleiro espanhol em viagem de instrução chega ao Rio
O "buque escuela" da Marinha Espanhola Juan Sebastían del Elcano (A71) atracou no porto do Rio de Janeiro no último dia 12. O porto do Rio é uma das escalas deste navio, que se encontra realizando uma viagem de instrução por vários países. O Juan Sebastían del Elcano é um navio-veleiro utilizado pela Armada Espanhola para realizar anualmente a viagem de instrução dos seus alunos. O navio foi construído em Bilbao, Espanha e lançado ao mar em março de 1927. Com a Marinha Espanhola desde agosto do ano seguinte, o Elcano é uma embarcação veterana e que já realizou diversas viagens pelo globo. Embora seja um veleiro de quatro mastros, ele possui um motor diesel MWM, instalado em 1992, que auxilia nas manobras de atracação. Com uma tripulação de aproximadamente 220 homens (entre oficiais e praças), o navio pode abrigar até 80 alunos em período de instrução. USS Boxer retornará ao Iraque
O navio de assalto anfíbio USS Boxer (LHD 4) está pronto para navegar em direção ao Golfo Pérsico. Partindo de San Diego - Califórnia, o navio embarcará cerca de 1100 tripulantes, incluindo 200 Fuzileiros Navais, que substituirão parte do contingente norte-americano atualmente estacionado no Iraque ocupado. O Grupamento Aéreo Embarcado é composto apenas por helicópteros, sendo 16 CH-53 Sea Stallion do esquadrão HMH 566 (baseado em Miramar-Califórnia) e dois CH-46D Sea Knight do esquadrão HC-11 (baseado em North Island-Califórnia). Além das aeronaves, o navio transportará três veículos de desembarque ACV. O USS Boxer, quarto navio da Classe Wasp, foi um dos navios de assalto que participou da Operação Iraqi Freedoom nos meses de abril e maio de 2003. O variado número de missões executado por este navio demonstra a sua versatilidade. Realizou missões de controle aéreo e identificação de aeronaves; atuou como base marítima e apoio logístico para aeronaves dos Fuzileiros; apoiou e coordenou missões especiais com pequenas embarcações e missões de detecção e varredura de minas marítimas. Além disso, foram os militares ali embarcados que realizaram o famoso resgate noturno que terminou com a libertação da soldado Jessica Lynch. Mais Super Hornet para a US Navy
A Marinha dos EUA, através do NAVAIR (Naval Air Sysytems Command) acaba de assinar dois contratos com a empresa Boeing. Celebrado no final de dezembro de 2003, o primeiro contrato estabelece a compra de novas aeronaves F/A-18E/F Super Hornet. Avaliado em US$ 8,5 bilhões, o contrato inclui a entrega de 210 aeronaves novas ao longo de cinco anos. Espera-se que os primeiros aviões sejam entregues no ano fiscal (com início no mês de setembro) de 2007. O segundo contrato estabelece o desenvolvimento de uma aeronave voltada para a Guerra Eletrônica baseada na célula do Super Hornet. O programa, já denominado EA-18G, será desenvolvido ao longo de cinco anos (com início no ano fiscal de 2004), e caberá a Boeing realizar todos os testes laboratoriais, testes de solo e de vôo, desempenho e integração dos sistemas de guerra eletrônica e combate. O EA-18G será capaz de transportar até cinco casulos ALQ-99, um ou dois AGM-88 HARM, além de mísseis AIM-120 para defesa. Sua grande semelhança com o F/A-18F permitirá a US Navy reduzir custos de manutenção, logística e treinamento. A adoção do EA-18G contribuirá para o processo de uniformização dos Grupamentos Aéreos Embarcados, uma tendência mundial em andamento (ver seção "Dossiê"). |
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