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MB realiza o primeiro lançamento de um míssil AspideNa última semana de março, a Fragata Defensora (F-41) da Marinha do Brasil realizou com sucesso o primeiro lançamento de um míssil SSM Aspide. Embora os detalhes do lançamento não tenham sido divulgados até o momento, o êxito no lançamento comprova a eficiência da integração dos novos sistemas de comando e controle do navio. O Aspide é um míssil de defesa de área curta fabricado pela empresa italiana Selenia. O desenvolvimento inicial do Aspide foi todo baseado no míssil norte-americano AIM-7 Sparrow. Atualmente, a semelhança entre o Aspide e o Sparrow resume-se ao aspecto externo do míssil, pois os componentes internos foram todos reprojetados. A versão adotada pela MB - o Aspide 2000 - conta com um motor-foguete SNIA-Viscosa de propelente sólido, capaz de levar o míssil até uma altitude de 8.000 m e a um alcance máximo de 21 km (alcance efetivo de 15 km). A guiagem é feita por um novo radar de busca monopulso semi-ativo com grande capacidade contra ECM, e capaz de interceptar ameaças tipo "Sea Skimmer". A perspectiva da MB é instalar o sistema de mísseis Albatros/Aspide em todas as fragatas da classe Niterói (seis unidades) durante o processo de modernização (conhecido como ModFrag). Ao final do programa, cada navio contará com um lançador óctuplo instalado na popa, além de recargas de pronto uso armazenadas num paiol localizado abaixo do convôo. Sucesso no mais recente lançamento de um SLBM russoO SSBN Novomoskovsk da marinha russa realizou nesta quarta-feira (17 de março) dois lançamentos com sucesso de mísseis nucleares intercontinentais. O submarino encontrava-se no Mar de Barents e os projeteis disparados acertaram um alvo no polígono de Kura, península nordeste russa de Kamchatka (em frente à costa do Alasca). O teste serviu para verificar a capacidade de combate da força estratégica da marinha russa e, em função de sua importância, foi acompanhado pessoalmente pelo almirante Vladimir Kuroyédov, comandante da marinha russa. O exercício também serviu para apagar a imagem negativa deixada pelo teste realizado no último dia 18 de fevereiro, quando o submarino Karelia (da mesma classe) lançou com sucesso um míssil semelhante mas, por ter se desviado da trajetória, teve que ser destruído. O SSBN Novomoskovsk é um submarino da classe Delta IV (Projeto 667BDRM - Delfin) e entrou em atividade em 1992. Ao todo, sete Delta IV foram construídos mas é provável que apenas cinco tenham capacidade real de combate. O principal armamento consiste em 16 mísseis intercontinentais tipo RSM-54 Makeyev (SS-N-23 Skiff pela nomenclatura da OTAN) de ogiva múltipla (entre 4 e 10 MIRV por míssil) e com alcance de 8.300 km. Além disso, os submarinos desta classe possuem quatro tubos para lançamento de torpedos e mísseis SSM.
Última viagem do USS TiconderogaO cruzador norte-americano USS Ticonderoga (CG-47) partiu da base naval de Pascagoula (Mississippi) no dia 10 de março para sua última comissão. Destacado para atividades de patrulha no Caribe e no Pacífico, o cruzador auxiliará a Guarda Costeira norte-americana nas atividades anti-drogas e fiscalização do tráfego marítimo. Em seguida navegará pela costa oeste da América do Sul, participando de exercícios navais UNITAS com as marinhas sul-americanas. O exercício terá continuidade na costa leste do continente e, nesta fase, contará com a participação da Marinha do Brasil. Após o retorno ao seu porto de origem, o navio será descomissionado no dia 30 de setembro, depois de mais de vinte anos de atividade na US Navy. O USS Ticonderoga, primeiro navio da classe homônima, foi construído pelo estaleiro Litton/Ingalls SB, em Pascagoula. Inicialmente foI classificado como DDG. Mas antes que o mesmo estivesse em atividade, a classificação foi modificada para CG (Guided-Missie Cruiser). Possuindo o mesmo casco e propulsão da classe Spruance, mas com uma superestrutura totalmente diferente, foi o primeiro navio a utilizar o sistema de vigilância aérea AEGIS. O USS Ticonderoga, assim como os quatro cruzadores seguintes, não possui o sistema de lançamento vertical de mísseis Mk 41. No seu lugar, existe o tradicional lançador duplo Mk 26. Uma das deficiências do Mk 26 é a sua incapacidade de lançar o míssil de cruzeiro Tomahawk. Desta forma, o navio pouco participou das últimas ações militares da marinha norte-americana. Fragata Dodsworth para a reserva ...
A fragata Dodsworth (F-47) da Marinha do Brasil, classe Greenhalgh (Tipo 22), passou para a a reserva no dia 11 de março. Nesta data, foi realizada a cerimônia de mostra de desarmamento na Base Naval do Rio de Janeiro, presidida pelo Chefe do Estado-Maior da Armada. Construída na Escósia pelo estaleiro Yarrow Shipbuilders Ltd., a Dodsworth serviu na Marinha da Grã Bretanha entre 1981 e 1996 com o nome HMS Brilliant. Em 1982, foi destacada para integrar a Força Tarefa encarregada de retomar as ilhas Falklands (Malvinas). No início do conflito, participou ativamente da retomada das Ilhas Geórgia do Sul. Mas a sua tarefa principal era garantir a defesa aérea de ponto para os navios-aeródromos britânicos com os mísseis Sea Wolf. A Brilliant não escapou ilesa do combate e recebeu diversos impactos de projeteis de 30 mm provenientes dos canhões das aeronaves argentinas. Com o fim da Guerra Fria no início dos anos noventa, a Royal Navy decidiu reduzir o número de navios e encostou todas as quatro unidades da classe Tipo 22, lote I. Entendimentos com a Marinha do Brasil foram então estabelecidos e o contrato de compra assinado em 1994. A HMS Brilliant, renomeada Dodsworth, foi incorporada a Marinha do Brasil em 1996 e, desde então, operou regularmente na esquadra de superfície. A decisão pela transferência do navio para a reserva não se dá por motivos técnicos. Ao contrário, conforme provado no conflito do Atlântico Sul, é um navio extremamente capaz e ainda possui muito anos de atividade pela frente. No entanto, a carência de recursos forçou o Comando da Marinha a tomar essa atitude drástica. ... juntamente com o Contratorpedeiro PernambucoA mostra de desarmamento do Contratorpedeiro Pernambuco (D-30) ocorreu também no dia 11 de março, data em que o mesmo passou para a reserva. Os contratorpedeiros Paraná e Paraíba, da mesma classe, já se encontravam a reserva reserva desde 2002. Desta forma, a Marinha do Brasil contará somente com um contratorpedeiro em atividade (o Pará). |
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