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Novos destinos paras as corvetas Solimões e PurusAs corvetas da classe Imperial Marinheiro estão deixando o serviço ativo da Marinha do Brasil aos poucos. No ano passado, as corvetas Solimões (V-24) e Purus (V-23) passaram por mostra de desarmamento. Porém, ao contrário de muitos navios que tiveram um destino ingrato, estas duas embarcações terão vida nova. Numa solenidade ocorrida no dia 12 de junho na cidade de Belém (PA), a antiga Corveta Solimões passou para a condição de navio-museu. O processo de restauração e conversão durou aproximadamente um ano e contou com o patrocínio de empresas privadas da região. A Corveta Solimões, primeiro navio-museu da região Norte do Brasil, está aberto à visitação pública no Píer da Casa das Onze Janelas (Cidade Velha) de terça a domingo, das 10h às 18h. A antiga Corveta Purus da Marinha do Brasil será oficialmente doada a República da Namíbia no dia 25 de junho. A doação faz parte de uma série de acordos firmados entre os dois países, como forma de apoiar as atividades marítimas na costa oeste da África. Dentre os programas inclui-se a construção de um navio de patrulha marítima e quatro lanchas. As duas corvetas faziam parte da encomenda inicial de dez embarcações da classe Imperial Marinheiro feita pela Marinha do Brasil nos anos cinqüenta e construídas na Holanda. Ambas chegaram ao Brasil em 1955. A Purus ficou subordinada ao 2º Distrito Naval, com base em Aratu (Bahia) e a Solimões foi transferida para o 4º Distrito Naval em Belém em 1959. Extremamente versáteis, os navios desta classe atuaram como guarda-costas (patrulha marítima), navio-mineiro, varredor e rebocador. As duas últimas unidades em atividade (Imperial Marinheiro e Caboclo) deverão ser desativadas em breve. USS Ronald Reagan no BrasilO navio-aeródromo norte-americano USS Ronald Reagan (CVN-76) fará, no início do mês de junho, um exercício conjunto com navios e aeronaves da MB. Os exercícios ocorrerão provavelmente entre os dias 8 e 9, na costa do estado do Rio de Janeiro. Estão previstas operações aéreas de toque e arremetida no convôo do Reagan com a participação de caças A-4 Skyhawk da Força Aeronaval. Também será realizado um exercício de guerra A/S contra um submarino da MB. Após os exercícios, o Reagan deverá fundear na Baía de Guanabara. O USS Ronald Reagan, que se encontrava na Costa Leste dos EUA, está se dirigindo para a Costa Oeste (ver reportagem abaixo). Como as suas dimensões não permitem que ele passe pelo Canal do Panamá, ele deve circunavegar o Continente Americano pelo Sul. Em sua companhia está o Cruzador USS Thomas S. Gates, da classe Ticonderoga. Grupo-Tarefa da MB parte para o Haiti
Na manhã do dia 28 de maio, partiu o Grupo-Tarefa da Marinha do Brasil em apoio à Missão de Paz no Haiti. O grupo é composto por quatro unidades, sendo dois navios anfíbios, um navio de apoio e uma escolta. Os navios estão levando uma parte do contingente militar brasileiro(entre homens do Exército e do corpo de fuzileiros navais), equipamentos pesados e viaturas de apoio. As
unidades anfíbias são o NDD
Ceará (G-30) e o NDCC
Mattoso Maia (G-28). Estes dois navios operam regularmente com os
fuzileiros navais e são unidades especializadas em operações anfíbias.
O NDD possui uma doca alagável na popa, por onde lanchas de desembarque
e unidades anfíbias (como por exemplo, o blindado Urutu e o CLANF)
são lançadas ao mar. O NDCC, único no gênero em atividade na MB, é
capaz de transportar veículos blindados de grande porte até a costa,
após abicar na praia. A escolta armada da Força-Tarefa
está a cargo
da Fragata Rademaker (F-49), um dos quatro navios da classe Greenhalgh
(também classificados como Tipo 22) que a MB possui. Em apoio à FT, a
MB deslocou o Navio-tanque Almirante Gastão Motta (G-23), responsável
pelo abastecimento das demais unidades ao longo do percurso. Juntos,
estes quatro navios possuem uma tripulação de quase mil homens. O grupo de fuzileiros navais que atuará na Missão de Paz foi oficialmente denominado "Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais Haiti". Ao todo, 230 militares provenientes de diversas unidades do CFN (Comando da Tropa de Desembarque; 3º Batalhão de Infantaria de Fuzileiros Navais; Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais; Batalhão de Engenharia de Fuzileiros Navais; Batalhão de Blindados de Fuzileiros Navais; Batalhão de Comando e Controle; e Base de Fuzileiros Navais do Rio Meriti) comporão o grupo. Um total de 43 viaturas darão apoio ao Grupamento Operativo. São 16 jipes Toyota, 14 caminhões UNIMOG e 13 reboques de diversos tipos. Somente o Exército atuará com blindados (12 veículos tipo Urutu). O Brasil irá comandar a Força de Paz da ONU e, ao mesmo tempo, substituirá um grupo de soldados estrangeiros (principalmente norte-americanos e franceses) que está no país desde fevereiro, após uma violenta revolta que depôs o presidente Jean-Bertrand Aristide. A Força-Tarefa da MB chegará ao Haiti no dia 15 de junho. Após o desembarque do equipamento, o grupo retornará para o Brasil. Exceção será feita ao NDCC Mattoso Maia, que ficará apoiando a Força de Paz por mais um mês. A previsão é de que a missão brasileira dure seis meses, podendo ser prolongada por mais tempo.
“South Atlantic Patrol Force” visita o Rio de JaneiroNo último
dia 27 de maio duas unidades da Marinha da Grã Bretanha atracaram no
porto da cidade do Rio de Janeiro, próximo ao armazém 2. O
contratorpedeiro HMS Cardiff (D-108) e o navio de apoio Gold
Rover (A-271) compõem um grupo denominado “South Atlantic Patrol
Force” que, dentre outras tarefas, procura aumentar o intercâmbio
entre as marinhas e mostrar a bandeira no exterior. O grupo iniciou sua
jornada em abril deste ano e já visitou dois portos na África (Ghana e
Sierra Leoa) antes de sua parada no Brasil. O HMS Cardiff
é um dos primeiros contratorpedeiros da classe Tipo 42 e foi
incorporado pela Royal Navy em 1979. Quando forças argentinas
desembarcaram nas ilhas Falklands/Malvinas, em abril de 1982, a Grã
Bretanha montou uma Força-Tarefa para recuperá-las. O Cardiff
era um dos cinco contratorpedeiros da classe Tipo 42 enviados ao Atlântico
Sul. Em combate, os navios desta classe foram severamente castigados
pelos ataques aéreos. Como resultado, os britânicos perderam dois Tipo
42 (HMS Sheffield e HMS Conventry) e um terceiro foi
retirado da zona de combate em função das avarias (uma bomba
atravessou o casco do HMS Glasgow e não explodiu). Somente o Exeter
e o Cardiff escaparam sem danos maiores. O navio de apoio Gold Rover é um dos últimos navios de sua classe na Marinha da Grã Bretanha. Assim como o Cardiff, esteve presente na campanha no Atlântico Sul em 1982. É basicamente um navio-tanque que guarda algumas semelhanças como o NT Almirante Gastão Motta da MB. Outros navios desta classe foram vendidos para nações amigas como Portugal (Berrio, ex-Blue Rover) e Indonésia (Arun, ex-Green Rover). Construção de novas unidades segue com atrasosO programa de construção de novas unidades para a Marinha do Brasil continua sofrendo atrasos por falta de verbas. A redução seguida do orçamento do Comando da Marinha, principalmente nos últimos quatro anos, foi a principal responsável pelo alongamento do prazo de conclusão das duas maiores unidades em construção para a MB (o submarino Tikuna e a fragata Barroso), além do retardo no programa de desenvolvimento do submarino nuclear. A fragata Barroso, uma versão melhorada e alongada da classe Ihaúma, teve a sua construção iniciada em 1994. Atualmente, sua conclusão está prevista para o ano de 2007. Em função do longo tempo para terminar a primeira unidade desta classe, é possível que as outras três sejam definitivamente canceladas. Assim, o Comando da Marinha poderia investir numa nova classe de fragatas polivalentes com o propósito de substituir as atuais unidades (Niterói/Greenhalgh/Pará) a médio/longo prazo. A construção de submarinos no Brasil, que passou por um período de crescimento no final dos anos oitenta e início dos anos noventa, vêm enfrentado uma série de dificuldades. Quase todas por falta de investimentos governamentais. Após concluir o programa de construção de submarinos da classe Tupi (três construídos no Brasil e um na Alemanha), o Comando da Marinha passou a concentrar seus enforços numa versão modificada do projeto ILK, que acabou resultando no Tikuna (S-34). O Tikuna, segundo o cronograma inicial, deveria ter sido lançado ao mar em 2001. Atualmente, seu lançamento está previsto para 2006. Paralelamente ao desenvolvimento da construção de submarinos convencionais no país, a MB trabalhou esses anos todos no desenvolvimento das bases para o projeto de um submarino movido por energia nuclear inteiramente nacional. O programa do submarino nuclear sempre enfrentou dificuldades, tanto internas como externas. Mas nos últimos tempos a crise foi tamanha, que o Comando da Marinha foi obrigado a dispensar 120 funcionários (10% da mão-de-obra civil) que trabalhavam no projeto de enriquecimento de urânio. Numa palestra ocorrida recentemente no Clube Naval do RJ, o vice-almirante Alan Paes Leme, diretor do CTMSP (Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo), afirmou que a Marinha levará 'cem anos para concluir o programa' caso seja mantido o ritmo atual de fluxo de recursos. Marinha Argentina recebe sexta unidade MEKO 140
Na última segunda-feira, 17 de maio de 2004, a Armada Argentina recebeu oficialmente a corveta ARA Gómez Roca (P-46), sexta unidade de classe MEKO 140. A cerimônia ocorreu na região metropolitana de Buenos Aires, aproveitando os festejos para a comemoração do "Dia da Armada Argentina". O nome
da coverta é uma
homenagem ao Capitão de Fragata Sergio Raúl Gómez Roca, último
comandante do Aviso Oceânico ARA Alférez Sobral (A-9), morto em combate durante o conflito no Atlântico Sul.
No início
do mês de maio de 1982, o ARA Alférez Sobral procurava pela tripulação de
um bombardeio argentino Camberra, abatido no dia anterior. Na madrugada
do dia 3 o navio navegava a cerca de 100 milhas ao norte das ilhas
Falklands/Malvinas quando foi detectado pelo radar de um helicóptero
Sea King da Marinha Britânica. O Sea King solicitou o auxílio da
fragata HMS Conventry, que enviou um helicóptero Lynx para o ataque.
Dois míssies Sea Skua acertaram a embarcação argentina. Pouco tempo
depois um outro Lynx, proveniente da fragata HMS Glasgow, disparou outra
salva de mísseis sobre a embarcação. O Alférez Sobral foi duramente
castigado e rebocado para Puerto Deseado dois
dias depois. Oito tripulantes morreram. Entre eles o capitão Gómez
Roca. A
corveta ARA Gómez Roca é a última unidade de classe MEKO140
construída para a
Marinha da Argentina. As unidades desta classe foram originalmente
projetadas na Alemanha mas construídas no estaleiro argentino de Rio
Santiago. As corvetas foram encomendadas em 1979 e completadas ao longo
dos anos oitenta. Por uma série de problemas, principalmente
financeiros, tanto a ARA Robinson como a ARA Gómez Roca (as duas últimas)
foram completadas muito tempo depois do previsto. Os navios desta classe possuem um armamento de tubo composto por um canhão OTOBreda de 76 mm e duas torres gêmeas de 40 mm. Além disso, são armados com quatro míssies mar-mar MM-38 Exocet e dois tubos lança-torpedos triplos. O navio ainda possui um pequeno convôo e um hangar telescópico, capaz de embarcar um AS355 Fennec. Última catapultagem de um F-14 a bordo do USS Ronald Reagan
Na manhã do dia 10 de maio, um F-14 Tomcat da US Navy foi lançado pela última vez do convés do navio-aeródromo USS Ronald Reagan (CVN-76). A aeronave pertence ao esquadrão VF-213 "Blacklions" e rumava para a sua base em NAS Oceana. No entanto, antes de seguir para a base o F-14 fez uma última passagem baixa sobre o convôo. Toda a tripulação que não ocupava postos essenciais naquele momento foi convidada para assistir à passagem da aeronave. O Ronald Reagan, que estava realizando flight deck certifications na costa leste dos EUA, está se dirigindo para a Costa Oeste, e ficará baseado em San Diego. Lá, o navio receberá um novo esquadrão de F/A-18F e não operará com F-14. O Ronald Reagan é o mais novo CVN da frota norte-americana e, por esse motivo, possui uma série de inovações que o colocam a um passo da próxima geração de NAes. Dentre as novas modificações, o navio está totalmente preparado para receber o futuro JSF. Em relação ao esquadrão VF-213, o mesmo é composto por aeronaves da versão F-14D, com capacidade para executar missões ar-solo (também conhecidas como "Bombcat"), inclusive o lançamento de JDAM. Atualmente existem oito esquadrões de primeira linha operando aeronaves F-14 na Marinha dos EUA. Sete serão substituídos por F/A-18F até 2006. Os "Blacklions" serão um dos últimos usuários de Tomcat. |
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